Sustentabilidade

Monitoramento ambiental nos portos brasileiros contribui para proteger a vida marinha

O monitoramento ambiental portuário é uma ferramenta importante para preservar a biodiversidade nas regiões costeiras e nos estuários brasileiros. Por meio de estudos e acompanhamento contínuo da fauna, as autoridades portuárias buscam identificar mudanças nos ecossistemas, avaliar os efeitos das operações e orientar medidas de conservação da vida marinha.

Tartarugas, golfinhos, aves e diferentes organismos aquáticos estão entre as espécies observadas nesses programas. As ações variam conforme as características de cada região e incluem levantamentos de fauna, identificação de espécies exóticas e acompanhamento das condições ambientais.

Os dados coletados ajudam a compreender a dinâmica dos ecossistemas e fornecem subsídios para reduzir possíveis impactos das atividades portuárias sobre a natureza.

Porto de Santos realiza monitoramento da fauna e da biota aquática

No Porto de Santos, no litoral de São Paulo, os programas ambientais abrangem o acompanhamento da biota aquática, das aves, das espécies marinhas exóticas e da atividade pesqueira.

Entre as iniciativas está o monitoramento de tartarugas marinhas na região do canal de navegação. Os levantamentos registram a presença desses animais em diferentes pontos do estuário e observam bancos de sedimentos que podem funcionar como áreas de alimentação.

O trabalho também permite reunir informações para avaliar possíveis interferências das operações portuárias sobre esses animais e seus habitats.

Outro eixo de atuação é o estudo da avifauna, que analisa a diversidade e a quantidade de aves presentes na região. Já o programa de espécies exóticas acompanha a biota aquática do estuário para identificar organismos não nativos e avaliar os riscos que sua presença pode representar para o equilíbrio ambiental.

O monitoramento da atividade pesqueira complementa as ações, ampliando o conhecimento sobre as relações entre as atividades humanas e os ecossistemas locais.

Portos do Paraná acompanham fauna marinha e áreas de manguezal

Nos portos de Paranaguá e Antonina, no Paraná, as ações de conservação ambiental incluem o acompanhamento da fauna marinha, dos quelônios — grupo que abrange tartarugas e outros répteis —, dos manguezais e da qualidade da água.

Os programas também contemplam a recuperação de áreas degradadas e o desenvolvimento de projetos socioambientais em parceria com comunidades do litoral paranaense.

Essas iniciativas contribuem para a preservação dos habitats costeiros e para a identificação de alterações ambientais que possam exigir medidas específicas de proteção.

Ao integrar o monitoramento da fauna, a avaliação da água e a recuperação de áreas naturais, os projetos buscam conciliar as atividades portuárias com a conservação dos recursos naturais.

Ministério de Portos e Aeroportos incentiva práticas sustentáveis

As iniciativas de monitoramento estão alinhadas às diretrizes de sustentabilidade do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), que incentiva a adoção de práticas ambientais nos setores portuário, hidroviário e aeroportuário.

A orientação é incorporar a proteção ambiental ao planejamento e à expansão da infraestrutura, estimulando medidas de conservação dos recursos naturais e de redução dos impactos das operações.

Entre as iniciativas promovidas pelo ministério está o Pacto pela Sustentabilidade, que incentiva empresas públicas e privadas a assumir compromissos relacionados às práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).

A proposta é ampliar a participação do setor produtivo na adoção de medidas sustentáveis, fortalecendo a integração entre desenvolvimento econômico, responsabilidade socioambiental e preservação dos ecossistemas.

Monitoramento ambiental fortalece a conservação costeira

O acompanhamento sistemático da fauna e das condições ambientais permite identificar alterações nos ecossistemas e produzir informações que auxiliam na tomada de decisões.

Nos portos brasileiros, essas ações contribuem para ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade e orientar medidas destinadas a minimizar os efeitos das atividades econômicas sobre os ambientes naturais.

A integração entre gestão portuária sustentável, pesquisa ambiental e participação das comunidades representa uma estratégia para conciliar a movimentação de cargas com a proteção da vida marinha e dos ecossistemas costeiros.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Porto de Santos

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Portos

Arrendamento portuário: governo abre consulta pública para modernizar regras dos contratos

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) abriu uma consulta pública para discutir mudanças nas regras que regulamentam os contratos de arrendamento portuário. A proposta prevê a atualização da Portaria 530/2019, com medidas para simplificar procedimentos, dar mais agilidade aos investimentos e adaptar os terminais às novas tecnologias e às mudanças do mercado.

Um dos principais pontos em análise é a revisão da regra que limita a prorrogação dos contratos a 25% do prazo original para fins de recomposição do equilíbrio econômico-financeiro. A iniciativa também aborda novos investimentos, mudanças nas áreas arrendadas, alterações no perfil de cargas e ajustes nos cronogramas de execução.

As contribuições podem ser enviadas pelo portal Brasil Participativo até 25 de outubro de 2026. Após o encerramento da consulta, as sugestões recebidas serão analisadas pelo governo.

Modernização dos contratos busca acelerar investimentos

A atualização da Portaria 530/2019 pretende reduzir obstáculos que prolongam o intervalo entre o planejamento e a execução de obras nos portos. Entre os problemas identificados estão a repetição de análises, exigências pouco adequadas à complexidade dos projetos e procedimentos que dificultam a incorporação de avanços tecnológicos.

De acordo com o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, a revisão busca aperfeiçoar os instrumentos de reequilíbrio contratual e adequar as regras à experiência acumulada pelo setor.

O secretário destacou que a consulta pública permitirá avaliar o limite de prorrogação dos contratos e receber sugestões de empresas, entidades e demais interessados na modernização da atividade portuária.

Termo de Risco de Investimentos poderá facilitar obras

Entre as medidas propostas está o aprimoramento do Termo de Risco de Investimentos (TRI). O mecanismo poderá autorizar, nas condições previstas pela regulamentação, o início de obras e melhorias antes da conclusão da análise sobre eventual recomposição do equilíbrio econômico-financeiro.

Nessas situações, os riscos decorrentes da antecipação dos investimentos ficarão sob responsabilidade do arrendatário.

A proposta também pretende tornar mais simples a substituição de equipamentos, sistemas e soluções de engenharia, desde que sejam mantidas as obrigações essenciais estabelecidas no contrato. A mudança busca facilitar a adoção de tecnologias mais modernas sem exigir que os terminais permaneçam vinculados a soluções que perderam eficiência ou se tornaram obsoletas.

Regras poderão acompanhar mudanças na movimentação de cargas

A revisão prevê maior flexibilidade para alterações ou inclusão de perfis de carga nos terminais, inclusive em caráter temporário. A aplicação das novas regras deverá respeitar o planejamento portuário e considerar possíveis efeitos sobre a concorrência.

Outro objetivo é aproveitar estudos existentes no Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ), reduzindo a necessidade de repetir análises já realizadas.

A proposta também abre espaço para investimentos em infraestrutura compartilhada, incluindo acessos, redes elétricas, sistemas de drenagem, pátios reguladores e estruturas de gestão do tráfego.

A intenção é integrar as melhorias realizadas pelos terminais às necessidades gerais dos portos, considerando também a conexão entre a infraestrutura portuária e as cidades onde está instalada.

Proposta simplifica cronogramas e reduz prazos

Nos casos em que não houver alteração substancial do contrato nem impacto econômico-financeiro, o texto prevê a possibilidade de regularizar cronogramas por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado diretamente com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Outra mudança em discussão é a redução do prazo mínimo para apresentação de projetos executivos, de seis para dois meses. A proposta admite, porém, prazos distintos conforme a complexidade de cada intervenção.

As medidas buscam diminuir etapas burocráticas e tornar mais previsível o andamento dos investimentos nos terminais portuários.

Inovação e sustentabilidade ganham espaço nas regras

A modernização também pretende estimular iniciativas de sustentabilidade portuária, inovação tecnológica e adaptação às mudanças climáticas.

Projetos de descarbonização, eletrificação e eficiência energética poderão receber prioridade na tramitação, em alinhamento com a Política de Sustentabilidade do Ministério de Portos e Aeroportos.

Entre as soluções consideradas estão:

  • Equipamentos elétricos e fontes renováveis de energia;
  • Sistemas de fornecimento de eletricidade para navios atracados;
  • Combustíveis com menor intensidade de carbono;
  • Tecnologias para reduzir o consumo de água e de outros recursos naturais;
  • Medidas de adaptação dos terminais às mudanças climáticas.

O texto também prevê a realização de projetos-piloto e ambientes de demonstração tecnológica em parceria com universidades, instituições de pesquisa, startups e fornecedores.

Essas iniciativas deverão contar com prazos, escopos e critérios de avaliação definidos, permitindo medir os resultados antes de uma eventual adoção em maior escala.

Reequilíbrio econômico-financeiro continuará previsto

A proposta mantém a possibilidade de recomposição do equilíbrio econômico-financeiro dos contratos de arrendamento, mas busca aprimorar os critérios e procedimentos para sua aplicação.

Eventuais prorrogações deverão estar relacionadas ao desequilíbrio reconhecido pela Antaq, depender de decisão fundamentada do Poder Concedente e respeitar os limites legais. Portanto, a extensão do prazo contratual não será automática.

Outra medida é reunir as principais informações dos estudos de viabilidade em um quadro-resumo. A iniciativa pretende facilitar a formalização de mudanças nos contratos e aprimorar o acompanhamento dos investimentos pelo ministério.

Segundo o texto submetido à consulta, a revisão da Portaria 530/2019 não altera a Lei dos Portos nem os decretos que regulamentam o setor.

Como participar da consulta pública sobre arrendamento portuário

Empresas, entidades representativas, integrantes da sociedade civil, autoridades portuárias, órgãos de controle e demais interessados poderão apresentar contribuições para o aperfeiçoamento da proposta.

Confira as informações para participar:

  • Tema: modernização da Portaria 530/2019.
  • Objetivo: receber sugestões para atualizar as regras de alteração dos contratos de arrendamento portuário.
  • Prazo: até 25 de outubro de 2026.
  • Plataforma: portal Brasil Participativo.

A consulta busca reunir contribuições para tornar os contratos mais flexíveis e eficientes, preservando o equilíbrio econômico-financeiro, a segurança jurídica e o cumprimento das normas aplicáveis ao setor portuário.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/MPor

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Portos

Porto de Paranaguá amplia capacidade e reforça liderança nas exportações brasileiras

O Porto de Paranaguá segue consolidando sua posição como um dos principais polos logísticos do país. Impulsionado pelo aumento da movimentação de cargas e por novos investimentos em infraestrutura, o complexo portuário registrou resultados expressivos nos primeiros cinco meses de 2026, especialmente no segmento de exportação de proteína animal.

Entre janeiro e maio, o porto embarcou 277,5 mil toneladas de carne bovina para o mercado internacional. O volume garantiu ao terminal a segunda colocação nacional nesse tipo de operação, respondendo por 24,7% das exportações brasileiras do produto. Os principais destinos foram China, Estados Unidos e Rússia.

Movimentação de contêineres cresce em 2026

O desempenho positivo também foi observado no Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP). No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, foram movimentados 690 mil TEUs, medida utilizada para contabilizar contêineres de 20 pés.

Segundo a administradora do terminal, as exportações alcançaram 3,5 milhões de toneladas de cargas, desconsiderando o peso dos contêineres, representando crescimento de 8% em comparação ao mesmo período de 2025. Já as importações somaram 1,3 milhão de toneladas, avanço de 6% na mesma base de comparação.

Investimentos fortalecem infraestrutura portuária

Para atender à expansão da demanda e melhorar a eficiência logística, o Porto de Paranaguá integra um conjunto de obras e projetos coordenados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

Um dos principais empreendimentos é o Moegão, novo sistema de descarga ferroviária do corredor de exportação. Considerada a maior obra pública portuária em execução no Brasil, a estrutura já superou 95% de conclusão e recebeu investimentos superiores a R$ 500 milhões, com recursos financiados pelo BNDES.

Quando entrar em operação, o sistema deverá elevar em aproximadamente 60% a capacidade ferroviária do porto, permitindo o aumento da circulação diária de vagões de 550 para 900 unidades. A iniciativa também busca melhorar o equilíbrio da matriz de transporte regional, ampliando a participação do modal ferroviário.

Canal de acesso receberá mais de R$ 1 bilhão em investimentos

Outro projeto estratégico em andamento é a concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá. O contrato prevê aportes de R$ 1,23 bilhão ao longo dos próximos 25 anos para serviços de dragagem, manutenção e gestão da infraestrutura aquaviária.

A expectativa é que a medida aumente a segurança da navegação, reduza gargalos operacionais e proporcione maior previsibilidade para as operações de embarque e desembarque.

Sustentabilidade ganha espaço nas operações

Além dos investimentos logísticos, o complexo portuário também avança na agenda ambiental. Entre as ações implementadas estão projetos voltados à energia solar em terminais do porto, contribuindo para a redução das emissões de carbono e para a adaptação às exigências de sustentabilidade do comércio internacional.

As iniciativas reforçam o compromisso do setor com práticas mais sustentáveis e com a modernização das operações portuárias.

Porto de Paranaguá se consolida como hub logístico estratégico

Localizado em uma das regiões mais importantes para o escoamento da produção nacional, o Porto de Paranaguá conecta grandes centros produtores aos mercados globais. Em 2025, os portos paranaenses alcançaram um recorde histórico de movimentação, somando cerca de 73,5 milhões de toneladas transportadas.

Com novos investimentos em infraestrutura portuária, logística de exportação, acesso aquaviário e sustentabilidade, o terminal amplia sua competitividade e fortalece sua posição entre os principais hubs logísticos da América do Sul.

FONTE: Divulgação/TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ministério de Portos e Aeroportos

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Sustentabilidade

Pacto pela Sustentabilidade: empresas têm até 5 de junho para aderir à iniciativa do MPor

Empresas dos setores portuário, aquaviário e aeroportuário têm prazo até 5 de junho de 2026 para aderir ao Pacto pela Sustentabilidade, iniciativa criada pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) para estimular práticas sustentáveis na infraestrutura de transporte do país.

O programa faz parte da Política de Sustentabilidade do ministério e busca alinhar o setor logístico brasileiro aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

Selo de Sustentabilidade reconhecerá empresas participantes

As organizações que aderirem ao pacto poderão concorrer ao Selo de Sustentabilidade, dividido nas categorias Bronze, Prata, Ouro e Diamante.

A classificação será definida conforme o nível de comprometimento das empresas e os resultados alcançados nas áreas de governança, meio ambiente e responsabilidade social.

Para participar da avaliação, as companhias deverão apresentar iniciativas ligadas aos três pilares da política: Planejamento e Governança, Meio Ambiente e Mudança do Clima e Responsabilidade Social.

Iniciativa prevê benefícios para participantes

Entre os incentivos oferecidos pelo programa estão prioridade na análise de projetos, acompanhamento de processos de licenciamento ambiental e reconhecimento institucional pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

A proposta é ampliar a adoção de práticas de ESG na logística, incentivando empresas a desenvolver ações voltadas à sustentabilidade ambiental, transparência corporativa e impacto social positivo.

Critérios para adesão ao programa

As inscrições devem ser realizadas no site oficial do MPor. A participação é voluntária, mas as empresas interessadas precisam atender alguns critérios estabelecidos pelo ministério.

Entre as exigências estão possuir mais de 100 funcionários, estar em conformidade com as obrigações trabalhistas e não ter histórico comprovado de práticas como trabalho infantil, trabalho forçado, assédio ou discriminação sem a devida apuração.

Além disso, será necessário apresentar um Plano de Ação contendo metas e iniciativas relacionadas às boas práticas ambientais, sociais e de governança corporativa.

Política busca fortalecer sustentabilidade na logística

A Política de Sustentabilidade do MPor foi criada por meio da Portaria nº 58, publicada em janeiro de 2025. O objetivo é fortalecer a governança ambiental, climática e social nos segmentos portuário, aquaviário e aeroportuário.

A iniciativa pretende garantir que a infraestrutura logística brasileira avance de forma alinhada à preservação ambiental, responsabilidade social e transparência, além de incentivar maior participação do setor privado em projetos sustentáveis.

Serviço

O que é: adesão ao Pacto pela Sustentabilidade
Prazo: até 5 de junho de 2026
Quem pode participar: empresas dos setores portuário, aquaviário e aeroportuário com mais de 100 funcionários
Inscrições: disponíveis no site do Ministério de Portos e Aeroportos

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Sustentabilidade

Porto de Santos lidera avanço da energia limpa nos portos brasileiros

O setor portuário brasileiro tem acelerado investimentos em energia limpa e tecnologias sustentáveis para reduzir as emissões de gases de efeito estufa no transporte marítimo. Responsável por mais de 95% do comércio exterior do Brasil, a atividade marítima enfrenta pressão internacional para diminuir seu impacto ambiental, já que responde por cerca de 3% das emissões globais relacionadas à energia.

Estudos apontam que, sem mudanças estruturais, as emissões do setor podem crescer entre 90% e 130% até 2030, na comparação com os níveis registrados em 2008.

Portos brasileiros ampliam ações de descarbonização

Entre as principais iniciativas adotadas pelos portos nacionais estão a eletrificação de equipamentos, o uso de sistemas de abastecimento elétrico para embarcações atracadas — conhecidos como Onshore Power Supply (OPS) — além do monitoramento de emissões e investimentos em combustíveis de baixo carbono e hidrogênio verde.

O Porto de Santos, maior complexo portuário do Hemisfério Sul, está entre os destaques desse movimento. Desde 2024, o terminal utiliza o sistema OPS para fornecer energia elétrica a rebocadores atracados, substituindo o consumo de diesel.

A energia utilizada é gerada pela Usina Hidrelétrica de Itatinga, localizada em Bertioga (SP), contribuindo diretamente para a redução das emissões de gás carbônico (CO2) nas operações portuárias.

Paranaguá investe em energia solar e logística ferroviária

No Paraná, o Porto de Paranaguá também vem ampliando medidas voltadas à sustentabilidade. Entre os projetos em andamento está a conclusão do Moegão, estrutura que aumentará a capacidade de movimentação ferroviária no terminal.

Além disso, sistemas de energia solar instalados em áreas portuárias ajudam a reduzir as emissões desde 2023, fortalecendo a eficiência operacional e a matriz energética limpa do complexo.

Porto de Suape terá terminal totalmente eletrificado

Em Pernambuco, o Porto de Suape prepara a implantação do primeiro terminal de contêineres 100% eletrificado da América Latina. O projeto prevê equipamentos movidos exclusivamente a energia elétrica, automação operacional e integração digital das operações.

A expectativa é que a nova estrutura entre em funcionamento até o fim deste ano, consolidando o porto como referência em infraestrutura portuária sustentável.

Pecém e Porto do Açu apostam no hidrogênio verde

No Ceará, o Complexo do Pecém avança na criação de um hub de hidrogênio verde, aproveitando o potencial regional de geração de energia renovável. O projeto inclui iniciativas voltadas à produção de amônia verde e expansão da infraestrutura logística para atender à nova demanda energética a partir de 2030.

Já o Porto do Açu, no Rio de Janeiro, trabalha na implementação de um corredor verde voltado ao abastecimento com combustíveis de baixo carbono. O complexo também desenvolve projetos ligados ao hidrogênio e à descarbonização da indústria siderúrgica.

Sustentabilidade se torna prioridade no setor marítimo

Com o aumento das exigências ambientais globais, os portos brasileiros intensificam investimentos em inovação, eficiência energética e redução de emissões. A tendência é que projetos ligados à transição energética, eletrificação e combustíveis renováveis ganhem ainda mais espaço nos próximos anos.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vanessa Rodrigues/AT/Arquivo

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Evento

Caravana de Inovação Portuária chega a Paranaguá para impulsionar eficiência e sustentabilidade no setor

O Porto de Paranaguá (PR) será palco, nos dias 5 e 6 de maio, da 7ª edição da Caravana de Inovação Portuária, iniciativa do Ministério de Portos e Aeroportos em parceria com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O evento tem como objetivo promover a inovação no setor portuário, incentivando soluções que aumentem a eficiência e a competitividade.

A proposta reúne representantes do poder público, empresas, especialistas, startups e a comunidade acadêmica, criando um ambiente de diálogo e colaboração para o desenvolvimento de novas ideias e práticas no setor.

Integração entre setor público, privado e academia

Nesta edição, a programação prioriza temas como eficiência operacional, sustentabilidade portuária e fortalecimento da competitividade logística. A expectativa é ampliar a troca de conhecimento entre os diferentes atores envolvidos no ecossistema portuário.

De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, a iniciativa busca conectar agentes estratégicos e estimular debates sobre o papel da inovação como elemento central para o avanço do setor no Brasil.

Programação inclui visitas técnicas e debates abertos

As atividades começam no dia 5 de maio com uma agenda voltada a convidados, incluindo recepção institucional, visitas técnicas às instalações do porto e apresentações sobre investimentos e projetos em andamento. Essa etapa é focada no aprofundamento técnico e na troca de experiências.

No dia 6, o evento será aberto ao público, com uma programação que inclui palestras, painéis temáticos e apresentações de startups. A proposta é incentivar a interação entre empresas, pesquisadores e empreendedores, fortalecendo o ecossistema de inovação portuária.

Programa Navegue Simples impulsiona modernização

A Caravana de Inovação Portuária integra o Programa Navegue Simples, iniciativa voltada à modernização do setor portuário brasileiro. O programa atua por meio de ciclos que envolvem diagnóstico de processos, definição de prioridades, criação de grupos de trabalho e implementação de medidas para simplificar operações.

A estratégia também inclui o monitoramento contínuo dos resultados, com foco na melhoria da gestão e na redução de entraves operacionais.

Com a realização em Paranaguá, o projeto reforça o compromisso com a transformação do setor e a construção de um ambiente mais integrado, eficiente e alinhado às demandas globais.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas previamente pelo link: https://bit.ly/410bk4d

Mais informações sobre a agenda e demais conteúdos das Caravanas da Inovação Portuária estão disponíveis na página oficial: https://www.gov.br/portos-e-aeroportos/pt-br/assuntos/transporte-aquaviario/caravanas-da-inovacao

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Sustentabilidade

Outorga Verde em Suape impulsiona projeto de energia a partir de resíduos

O Complexo Industrial Portuário de Suape foi escolhido como área de referência para a implementação da primeira Outorga Verde aprovada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A proposta faz parte de um programa inovador que busca estimular soluções voltadas à transição energética nos portos e ao fortalecimento da economia circular no Brasil.

O projeto selecionado, apresentado pela empresa Hardrada Energy Tech, prevê investimentos de até R$ 28,8 milhões e será desenvolvido dentro de um ambiente regulatório experimental da agência.

Projeto transforma resíduos em energia limpa e insumos industriais

A iniciativa contempla a instalação de uma planta voltada ao processamento de resíduos urbanos e portuários, com foco na geração de energia renovável e na produção de novos insumos industriais.

Entre as tecnologias previstas estão a gaseificação e a pirólise, processos que permitem a decomposição térmica de materiais orgânicos em altas temperaturas, sem presença de oxigênio. O projeto também prevê integração com a cadeia de reciclagem e com a logística regional, garantindo o abastecimento de matéria-prima.

Suape reforça papel estratégico em inovação sustentável

A participação de Suape ocorre por meio de apoio institucional, alinhado à estratégia do complexo de incentivar a inovação tecnológica, a sustentabilidade e a descarbonização das operações portuárias.

As etapas de implantação seguirão os procedimentos regulatórios específicos, incluindo uso de áreas e formalizações exigidas em cada fase do projeto.

Segundo a diretora interina da Antaq, Cristina Castro, a Outorga Verde representa um marco para o setor. A iniciativa busca transformar compromissos climáticos e políticas públicas de energia limpa em ações práticas, com colaboração entre agentes públicos e privados.

Já o diretor-presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto, destaca que o projeto reforça a capacidade do complexo de atrair iniciativas que conciliam desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental.

Ambiente experimental amplia soluções de baixo carbono

Para o diretor de Sustentabilidade e Inovação de Suape, Sóstenes Alcoforado, o projeto contribui para expandir o ambiente de testes tecnológicos no porto. A proposta estimula alternativas capazes de transformar resíduos em recursos úteis, além de reduzir as emissões de carbono nas operações.

A Outorga Verde integra o primeiro sandbox regulatório da Antaq, que já selecionou propostas em áreas como energia renovável, combustíveis alternativos, eletrificação portuária e abastecimento com combustíveis limpos.

FONTE: Suape
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Suape

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Portos

Porto de Itajaí conquista 1º lugar em desempenho ambiental no Prêmio ANTAQ 2025

O Porto de Itajaí conquistou o 1º lugar em desempenho ambiental na 10ª edição do Prêmio ANTAQ 2025, na noite desta terça-feira (10), consolidando-se como referência nacional em gestão ambiental entre os portos públicos brasileiros.

A cerimônia foi realizada em Brasília e reconheceu o Porto de Itajaí na categoria “Maior Índice de Desempenho Ambiental — Porto Público até 5 milhões de toneladas movimentadas”, entre as instalações do país.

O superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, foi representado na solenidade pelo coordenador de Meio Ambiente da autoridade portuária, José Luís, que recebeu a premiação em nome da instituição.

O evento contou com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho; do secretário nacional de Portos, Alex Ávila; do diretor-presidente da CODEBA, Antonio; e do diretor de Administração e Finanças, Luiz Humberto Lisboa, além de outras autoridades do setor.

Em nota, o superintendente destacou o significado da conquista:

“Esse prêmio confirma que é possível alinhar eficiência operacional e responsabilidade ambiental. O Porto de Itajaí tem atuado com planejamento, rigor técnico e compromisso permanente com a sustentabilidade. Esse resultado é fruto do trabalho coletivo da nossa equipe e reforça nosso papel no desenvolvimento sustentável da economia catarinense.”

O desempenho reconhecido pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários é resultado de investimentos contínuos em monitoramento ambiental, gestão de resíduos, controle de emissões, cumprimento de condicionantes e adoção de boas práticas na operação portuária.

A atuação responsável do Porto também dialoga diretamente com o território. A Praia do Atalaia, em Itajaí, certificada com o selo internacional Bandeira Azul, simboliza a convivência possível entre atividade portuária, qualidade ambiental e uso sustentável da orla.

A conquista reforça o posicionamento do Porto de Itajaí como ativo estratégico para Santa Catarina, combinando competitividade logística com responsabilidade socioambiental.

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Destaque do Porto de Itajaí no Prêmio ANTAQ 2025

Na 10ª edição do Prêmio ANTAQ 2025, o Porto de Itajaí conquistou o 1º lugar na categoria “Maior Índice de Desempenho Ambiental — Porto Público até 5 milhões de toneladas movimentadas”.

O reconhecimento é resultado do Índice de Desempenho Ambiental (IDA), que avalia critérios como gestão ambiental, controle de impactos, monitoramento, cumprimento de exigências legais e adoção de práticas sustentáveis nas administrações portuárias brasileiras.

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Evento

Prêmio ANTAQ 2025 valoriza inovação, sustentabilidade e boas práticas no setor aquaviário

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) realizou, na noite de terça-feira (10), em Brasília (DF), a 10ª edição do Prêmio ANTAQ 2025, que homenageou 25 empresas, entidades e profissionais do setor aquaviário. A premiação marca uma década de reconhecimento a ações que contribuem para a melhoria dos serviços de transporte aquaviário no Brasil.

Criado com o objetivo de estimular a pesquisa técnico-científica, a inovação e a adoção de boas práticas ESG, o prêmio destaca projetos com impacto positivo nas áreas ambiental, social e de governança.

Regulação responsiva e incentivo a boas práticas

Durante a cerimônia, o diretor-geral da ANTAQ, Frederico Dias, destacou o papel do prêmio como instrumento de incentivo ao bom desempenho do setor. Segundo ele, a iniciativa reforça um modelo de regulação responsiva, baseado em estímulos positivos e reconhecimento de boas condutas, em vez de ações exclusivamente punitivas.

O dirigente também ressaltou a importância estratégica do sistema portuário para a economia nacional, lembrando que 95% das exportações brasileiras passam pelos portos do país, evidenciando a resiliência do setor portuário diante dos desafios atuais.

Tema de 2025 foca mudanças climáticas

A edição de 2025 teve como tema central “Soluções para a Mudança do Clima”, reforçando o compromisso da ANTAQ com a sustentabilidade e a adaptação do setor aos impactos climáticos. A principal novidade foi a criação da categoria Conexão Hidroviária, voltada à valorização da navegação interior e da integração regional.

Nessa categoria, foram premiadas empresas que, ao longo de 2024, atenderam o maior número de municípios brasileiros, com base em dados do Painel Estatístico Aquaviário da ANTAQ.

Autoridades prestigiam a cerimônia

O evento contou com a presença de autoridades do setor de infraestrutura e regulação, entre elas o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o ministro do Tribunal de Contas da União, João Augusto Ribeiro Nardes, o diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil, Thiago Chagas Faierstein, e o superintendente-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, Alexandre Barreto de Souza.

Confira os vencedores do Prêmio ANTAQ 2025

Desempenho Ambiental

Na categoria Maior Índice de Desempenho Ambiental para porto público acima de 5 milhões de toneladas, o primeiro lugar ficou com o Complexo Industrial Portuário de Pernambuco (Suape). Entre os portos públicos até 5 milhões de toneladas, o destaque foi o Porto de Itajaí.

Nos terminais de uso privado acima de 5 milhões de toneladas, quatro instalações dividiram o primeiro lugar: Ferroport Terminal de Minério, Porto Itapoá, Portonave, em Navegantes, e Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, da Vale. Já entre os terminais privados com até 5 milhões de toneladas movimentadas, o vencedor foi o Porto do Açu.

Conexão Hidroviária

Na categoria inédita, o primeiro lugar foi concedido à Navemazonia Navegação, reconhecida pelo maior número de municípios atendidos por meio de terminais e pontos de embarque e desembarque, conforme dados oficiais da ANTAQ.

Artigo Técnico-Científico

O estudo “Custos Operacionais no Complexo Portuário do Rio Grande: Uma Análise da Influência das Variáveis Climáticas”, desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa em Economia Azul da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), conquistou o primeiro lugar.

Iniciativas Inovadoras

Voltada a projetos alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, a categoria premiou o trabalho Reuso do Sedimento de Dragagem para Construção Civil, desenvolvido pelo Porto do Açu.

Gênero e Diversidade

Criada na edição anterior, a categoria reconheceu ações voltadas à igualdade de gênero, diversidade e inclusão. O primeiro lugar foi para o Programa de Gestão de Riscos de Violência Baseada em Gênero, da empresa Gás Natural Açu (GNA).

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

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Portos

Corredor verde entre Santos e Valência avança em acordo firmado no Panamá

A Autoridade Portuária de Santos (APS) avançou na agenda de sustentabilidade portuária ao tratar da criação de um corredor verde entre os portos de Santos, no Brasil, e Valência, na Espanha. O tema foi discutido durante o evento Green Shipping Corridors and Hubs, realizado na Cidade do Panamá.

Acordo fortalece rotas marítimas de baixo carbono

O encontro, promovido pela Universidade Marítima Internacional do Panamá, reuniu autoridades portuárias da América Latina, Caribe e Europa, com foco na promoção de rotas marítimas de baixo carbono e na redução das emissões no transporte marítimo.

Representando o porto santista, o diretor de Operações da APS, Beto Mendes, e o superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Sidnei Aranha, participaram de reunião com Mar Chao López, presidente da Autoridade Portuária de Valência. A principal pauta foi a viabilização prática de um corredor verde marítimo entre os dois complexos portuários.

Memorando prevê uso de combustíveis sem CO₂

Durante o encontro, Beto Mendes e Mar Chao López assinaram um memorando de entendimento que estabelece o compromisso mútuo de viabilizar o abastecimento de embarcações com combustíveis livres de emissões de CO₂. A iniciativa busca criar uma rota logística sustentável, alinhada às metas globais de descarbonização do setor portuário.

Projeto integra estratégia de descarbonização da APS

A proposta do corredor verde integra uma estratégia mais ampla da APS. Em 14 de outubro de 2025, a autoridade portuária já havia firmado contrato com a Fundação Valenciaport para a elaboração de um Plano de Descarbonização e de um Plano Diretor Energético (PDE).

Durante sua apresentação no evento, Mendes destacou o potencial do Porto de Santos e os programas em andamento voltados ao objetivo de neutralidade de carbono, reforçando o compromisso do complexo com a transição energética.

Cooperação internacional no transporte marítimo

O evento contou ainda com a participação do assessor da Diretoria de Operações da APS, Arcelino Tatto, além de representantes de portos da Bélgica, Chile e Equador, operadores marítimos e associações internacionais voltadas à transição energética e à sustentabilidade no transporte marítimo internacional.

FONTE: Porto de Santos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Santos

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