Comércio, Comércio Exterior

Paraná tem superávit em balança comercial com EUA, mas principal destino de exportações é a China

Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) aponta que o Estado do Paraná tem superávit na balança comercial com os Estados Unidos, na casa de US$ 108,640 milhões. Contudo, em linhas gerais, o principal parceiro comercial estrangeiro do Estado é a China.

O estudo foi feito em meio à preocupação do empresariado com a ameaça de taxas de 50% aos produtos brasileiros importados pelos EUA, feita pelo presidente Donald Trump, do partido Republicano. A medida começa a valer em 1 de agosto.

Em paralelo, o Governo Federal tenta usar a diplomacia para reverter a taxa e criou um grupo de trabalho com a participação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), da Casa Civil, do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério da Fazenda, coordenado pelo vice-presidente e titular do MDIC, Geraldo Alckmin (PSB).

Paraná

Em geral, em 2024, a balança comercial do Paraná teve déficit de US$ 1,9 bilhão, importando US$ 25,4 bilhões e exportando US$ 23,3 bilhões. No entanto, quando considerados os negócios feitos somente com os EUA, há superávit: exportação de US$ 1,588 bilhão e importação de US$ 1,479 bilhão.

Confira a seguir um histórico das exportações do Porto de Paranaguá para os Estados Unidos. O gráfico foi elaborado a partir de dados do DataLiner:

Exportações do Porto de Paranaguá para os Estados Unidos | Jan 2022 – Mai 2025 | TEUs

O principal destino das exportações de produtos paranaenses é a China, que detém 28% da destinação do que é produzido no Estado, conforme dados de 2024 depurados pelo Dieese. Em segundo lugar, EUA com 6,8% e em terceiro Argentina, com 5,2%.

Em relação a 2023, houve aumento das exportações do Paraná para os EUA, um crescimento de 9,3%, conforme aponta o Diesse. “Entre os 15 principais divisões de produtos da CUCI (Classificação Uniforme do Comércio Internacional) exportados, os maiores aumentos ocorreram nos Açúcares, preparações de açúcar e mel (474,21%); Pescado (exceto mamíferos marinhos), crustáceos,moluscos e invertebrados aquáticos e suas preparações (94,50%); Produtos e preparações alimentícias diversos (57,25%); Papel, cartão e artigos de pasta de celulose, de papel ou de cartão (36,32%); Máquinas e aparelhos elétricos, diversos, suas partes e peças, n.e.p. (31,62%); e Café, chá, cacau, especiarias, e respectivos produtos (19,76%). Juntos representaram 22,6% das exportações de 2024”, diz a nota técnica emitida pelo departamento.

Fonte: Plural Curitiba

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Comércio, Comércio Exterior

Superávit da balança comercial atinge US$ 1,3 bilhão em julho

Exportações crescem 10,6% na 1ª semana de julho

A balança comercial brasileira apresentou superávit de US$ 1,3 bilhão na primeira semana de julho, com corrente de comércio de US$ 10,5 bilhões. O resultado decorreu de exportações no valor de US$ 5,93 bilhões e importações de US$ 4,6 bilhões, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

No acumulado de 2025, as exportações somam US$ 171,8 bilhões e as importações, US$ 140,4 bilhões, totalizando saldo positivo de US$ 31,39 bilhões e corrente de comércio de US$ 312,2 bilhões. A média diária da corrente de comércio na primeira semana de julho atingiu US$ 2,639 bilhões, enquanto o saldo médio diário foi de US$ 325,31 milhões.

As exportações até a primeira semana de julho apresentaram crescimento de 10,6% em relação a igual período de 2024, passando de US$ 1,34 bilhão para US$ 1,48 bilhão. Já as importações registraram alta de 14,3%, com média de US$ 1,15 bilhão, ante US$ 1,01 bilhão no ano anterior.

No acumulado do mês, as exportações de Agropecuária caíram 13,8%, totalizando US$ 1,07 bilhão. A Indústria Extrativa teve crescimento de 24,4%, alcançando US$ 1,55 bilhão, enquanto a Indústria de Transformação aumentou 15,2%, somando US$ 3,28 bilhões. O aumento nas exportações foi puxado por produtos como animais vivos (40,3%), produtos hortícolas frescos (44,4%) e café não torrado (23,4%) na Agropecuária; minério de Ferro (7%) e minérios de Cobre (203,3%) na Indústria Extrativa; e carne bovina (48,4%), aeronaves (330,5%) e ouro não monetário (164,2%) na Indústria de Transformação.

Apesar do crescimento geral, produtos como milho não moído (-76,9%), soja (-9,5%) e algodão em bruto (-56,2%) tiveram queda nas exportações dentro da Agropecuária. Na Indústria Extrativa, houve redução nas vendas de pedra, areia e cascalho (-70%) e minérios de metais preciosos (-97%). Já na Indústria de Transformação, farelos de soja (-38,6%) e produtos semiacabados de Ferro ou aço (-50,4%) registraram diminuição.

Nas importações, Agropecuária cresceu 2,9%, somando US$ 0,09 bilhão, enquanto a Indústria Extrativa recuou 6,4%, com US$ 0,23 bilhão. A Indústria de Transformação aumentou 16,6%, totalizando US$ 4,30 bilhões. O aumento das compras ocorreu principalmente em milho não moído (128,4%), soja (152,4%) e matérias vegetais em bruto (30,7%) na Agropecuária; outros minerais (5,1%) e óleos brutos (79,1%) na Indústria Extrativa; e óleos combustíveis (31,3%), medicamentos (58,6%) e fertilizantes químicos (36%) na Indústria de Transformação.

Por outro lado, produtos como pescado (-37,4%), trigo e centeio (-8,6%) e frutas frescas (-14,9%) tiveram queda nas importações no setor agropecuário. A Indústria Extrativa registrou redução em fertilizantes brutos (-76,3%) e carvão (-87,3%). A Indústria de Transformação teve queda nas compras de Cobre (-91,1%), válvulas e transistores (-18,9%) e veículos para transporte (-24,2%).

Fonte: AgroLink

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Comércio

Ministério revisa para baixo projeção de superávit comercial

A queda no preço das commodities (bens primários com cotação internacional) e o crescimento da economia brasileira fizeram o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) revisar para baixo a projeção de superávit comercial (exportações menos importações) em 2025. A estimativa caiu de US$ 70,2 bilhões para US$ 50,4 bilhões.

A projeção é atualizada a cada três meses. Caso se confirme, o superávit será 32% menor que o saldo positivo de US$ 74,2 bilhões registrado em 2024. A estimativa apresentada em abril não contemplava as políticas tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nem as retaliações da China, que impactam o comércio global.

“A gente vê uma leve queda de exportações no primeiro semestre, motivadas por preços menores. E o valor é sustentado por volume. A demanda mundial vem se enfraquecendo, isso vem afetando o preço das commodities”, disse o diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão.

Brandão também explicou que o Brasil está aproveitando o crescimento econômico para importar mais, principalmente bens de capitais, máquinas e equipamentos usados na produção. “Por outro lado, a economia brasileira continua crescendo, continua demandando insumos e bens de capital importados, o que deve resultar nesse saldo comercial de US$ 50 bilhões”, afirmou.

As importações crescerão bem mais que as exportações neste ano. O governo projeta exportar US$ 341,9 bilhões em 2025, com alta de 1,5% em relação aos US$ 337 bilhões exportados pelo país ano passado. Em contrapartida, as importações deverão atingir US$ 291,5 bilhões, avanço de 10,9% em relação aos US$ 262,9 bilhões comprados do exterior em 2024.

Na comparação com a projeção anterior, divulgada em abril, as exportações caíram US$ 11,2 bilhões. A previsão para as importações subiu US$ 8,6 bilhões.

Fonte: Agência Brasil

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Comércio, Comércio Exterior

Balança comercial tem superávit de US$ 5,89 bi em junho

O resultado foi 6,9% menor do que o registrado no mesmo mês do ano anterior

A balança comercial registrou superávit de US$ 5,889 bilhões em junho deste ano. O número foi divulgado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). O resultado foi 6,9% menor do que o registrado no mesmo mês do ano anterior.

As exportações somaram US$ 29,147 bilhões em junho deste ano, alta de 1,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. Já as importações alcançaram US$ 23,257 bilhões, alta de 3,8%.

No acumulado deste ano, o superávit alcançou US$ 30 bilhões, queda de 27,6%, sempre na comparação com o mesmo período do ano anterior.

As exportações somaram US$ 165,87 bilhões de janeiro a junho deste ano, queda de 0,7%. Já as importações alcançaram US$ 135,777 bilhões, alta de 8,3%.

A corrente de comércio, soma de exportações e importações, alcançou US$ 301,647 bilhões no acumulado do ano, um crescimento de 3,2% na comparação com 2024.

O diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão, afirmou que as exportações brasileiras para a Argentina cresceram ao longo do ano devido ao setor automotivo.

“Nós temos observado um crescimento, ao longo do ano, da exportação para a Argentina, motivado pela recuperação do setor automotivo. O país vem aí recuperando a demanda desse setor”, disse.

De acordo com o secretário, as exportações brasileiras estão ligeiramente abaixo do acumulado do ano passado, mas muito semelhante, mesmo com a queda de preço.

“Então, o volume tem sustentado os embarques deste ano. O valor exportado esse ano é sustentado pelos volumes crescentes, já que temos observado uma redução dos preços internacionais dos bens”, ressaltou.

Déficit com os EUA

Brandão afirmou que o Brasil é totalmente “deficitário” com os Estados Unidos e que é esperado que o país mais importe do que exporte para os americanos.

Segundo ele, esse semestre “tivemos valor exportado maior para os EUA no primeiro semestre, com crescimento de 4,4%, muito impulsionado pelos principais produtos da pauta, como petróleo”.

“O Brasil exporta alimentos também para os EUA: suco de laranja, café, carne, que são produtos com baixa elasticidade. São produtos que, mesmo que tenha aumento de preço interno nos EUA, continuam sendo consumidos”, disse.

O secretário também afirmou que é necessário um estudo mais aprofundado [sobre impactos em setores que sofreram tarifas] e que a desaceleração de exportação aos EUA pode ser resultado de uma demanda menor ou aumento de preços decorrente da política tarifária.

Indústria de transformação

As exportações agropecuárias brasileiras caíram 10% em junho deste ano em relação ao mesmo mês do ano anterior. No caso da indústria extrativa, houve queda de 6,2%, enquanto na indústria de transformação houve alta de 10,9%.

Pelo lado das importações, houve queda de 2,8% nas compras agropecuárias, queda de 20,9% na indústria extrativa e alta de 5,5% na indústria de transformação.

Exportações para China

As exportações brasileiras para China, Hong Kong e Macau, principais destinos dos produtos brasileiros, subiram 2,3% em junho deste ano, em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já as vendas totais para a Ásia tiveram alta de 1,2%.

Na mesma base de comparação, as vendas para a América do Norte subiram 4,5%, enquanto para a América do Sul tiveram alta de 34,3%. Já para a Europa, foi registrada queda de 11,2% em junho.

Queda de exportações foi motivada por preços menores

Segundo Herlon Brandão, a queda das exportações brasileiras no primeiro semestre, de 0,7% no acumulado do ano, foi motivada por preços menores. Apesar disso, a previsão é que as exportações tenham um aumento de 1,5% para o ano.

Em entrevista coletiva para comentar os números da balança comercial de junho, o secretário também afirmou que no ano o Brasil deve ter uma queda de saldo de 32%. No primeiro semestre, a queda foi de 27%.

“No primeiro semestre, o Brasil teve uma queda de saldo de cerca de 27%, mas a gente está esperando uma queda de 32% no ano. Era uma queda que a gente já esperava”, disse.

Fonte: Valor Econômico


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Comércio

Corrente de comércio brasileira chega a US$ 285,2 bi de janeiro até a 3° semana de junho

A Balança Comercial, somente na 3ª semana de junho de 2025, registrou superávit de US$ 1,1 bilhão e corrente de comércio de US$ 9,9 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 5,52 bilhões e importações de US$ 4,4 bilhões.

Já no mês de junho, as exportações somam US$ 20 bilhões e as importações, US$ 15,8 bilhões, com saldo positivo de US$ 4,2 bilhões e corrente de comércio de US$ 35,8 bilhões.

De janeiro até a 3° semana de junho, as exportações totalizam US$ 156,9 bilhões e as importações, US$ 128,32 bilhões, com saldo positivo de US$ 28,6 bilhões e corrente de comércio de US$ 285,2 bilhões. Esses e outros resultados foram divulgados nesta segunda-feira (23/6), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês | 3ª Semana de junho/2025

Comparativo Mensal

Nas exportações, comparadas as médias até a 3ª semana de junho/2025 (US$ 1,428 bi) com a de junho/2024 (US$ 1,436 bi), houve queda de 0,6%. Em relação às importações houve crescimento de 0,9% na comparação entre as médias até a 3ª semana de junho/2025 (US$ 1,130 bi) com a do mês de junho/2024 (US$ 1,120 bi).

Assim, até a 3ª semana de junho/2025, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2,559 bilhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 298,29 milhões. Comparando-se este período com a média de junho/2024, houve crescimento de 0,1% na corrente de comércio.

Exportações e importações por Setor e Produtos

No acumulado das exportações, até a 3ª semana do mês de junho/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 53,81 milhões (7,5%) em produtos da Indústria de Transformação; e queda de US$ 46,84 milhões (12,2%) em Agropecuária e de US$ 17,44 milhões (5,2%) em Indústria Extrativa.

No acumulado das importações, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 15,39 milhões ( 1,5%) em produtos da Indústria de Transformação; e queda de US$ 1,8 milhões (7,8%) em Agropecuária e de US$ 3,08 milhões (5,2%) em Indústria Extrativa.

Fonte: Informativo dos Portos

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Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional

China lidera queda do superávit da balança comercial, aponta ICOMEX

ICOMEX aponta que acordo EUA-China reduz tarifas, mas incertezas e riscos geopolíticos ainda impactam o comércio global

O acordo firmado em 10 de junho entre China e Estados Unidos amenizou tarifas comerciais, mas não dissipou as incertezas globais, apontam dados do Indicador de Comércio Exterior (ICOMEX), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE). As tarifas de 125% e 145% caíram para 10% e 55%, respectivamente, mas o presidente norte-americano enfatizou que se trata apenas de uma trégua. O prazo para que outros parceiros negociem acordos com os EUA termina em julho.

Além das tarifas, o cenário incluiu ameaças da China de restringir exportações de terras raras e, pelo lado norte-americano, a revogação de vistos para estudantes chineses nos EUA. A tensão aumentou com o conflito entre Israel e Irã, ampliando os riscos geopolíticos.

No caso brasileiro, preocupam as tarifas de 10% sobre importações e de 50% para produtos siderúrgicos e de alumínio. A reversão dependerá de negociações bilaterais e da pressão da indústria americana.

De acordo com o ICOMEX, as exportações brasileiras para os EUA cresceram 1,2% até maio, enquanto para a China houve retração de 0,3%. A balança comercial acumulada registrou superávit de US$ 24,4 bilhões — queda significativa frente aos US$ 35,2 bilhões do mesmo período de 2024.

As exportações de commodities apresentaram retração, ao passo que as de não commodities avançaram, com destaque para automóveis. A indústria de transformação respondeu por 94% das importações brasileiras. Entre os principais itens estão fertilizantes, combustíveis e veículos.

A queda no superávit foi liderada pela redução no saldo com a China, de US$ 18,6 bilhões para US$ 8,3 bilhões. Argentina e União Europeia apresentaram saldo positivo no mesmo período.

Fonte: FGV Notícias.

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Comércio

Balança comercial tem superávit de US$ 24,4 bi no ano até maio, queda de 30,6%

No acumulado do ano, a balança comercial está positiva em US$ 24,432 bilhões, valor 30,6% menor do que os US$ 35,2 bilhões registrados em 2024 no mesmo período. O valor é resultado de exportações de US$ 136,927 bilhões, contra importações de US$ 112,495 bilhões.

Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta quinta-feira, 5.

Em maio, o valor total das exportações brasileiras recuou 0,1% na comparação com o mesmo mês anterior, somando US$30,1 bilhões. Com importações de US$ 22,9 bilhões, o superávit no mês foi de US$ 7,39 bilhões, abaixo dos US$ 8,29 bilhões de dólares esperados por economistas segundo pesquisa da agência Reuters.

Veja a seguir os destaques da balança comercial no mês.

Exportações da indústria crescem com preço menor

A única categoria de bens exportados a registrar um aumento em maio foi a indústria da transformação, com alta de 3,4% para um valor de US$ 15,3 bilhões, com um volume embarcado 5,2% maior.

O volume de exportações da indústria extrativa também cresceu: registrou uma alta de 7,1%. No entanto, uma queda de 12,8% nos preços anulou os ganhos e levou à queda de 6,6% no valor exportado.

Principais produto de extração comercializado pelo Brasil, os óleos brutos de petróleo ficaram 15,2% mais barato no ano. Já o preço do minério de ferro recuou 11,3% no mesmo período.

Impactos da agropecuária na balança comercial

Na agropecuária, houve um recuo de 5,4% no volume. Apesar de preços 8,4% maiores, o valor total das exportações no mês, de US$ 7,4 bilhões, foi 0,6% menor do que no mesmo período em 2024.

O recuo foi puxado principalmente pelo café não torrado, cujo volume exportado diminuiu 30,3% em 2025. Como o Brasil é um dos principais exportadores do produto, o preço registrou alta, porém não suficiente para anular as perdas com a queda de quantidade.

Ainda no grupo da agropecuária, houve um recuo de 12,9% em preço e de 14,4% em volume nas exportações de carne de aves. O recuo na quantidade derivou sobretudo dos casos de gripe aviária identificados no Brasil.

No acumulado do ano, o volume total de exportações fica próximo a estabilidade, com uma leve queda de 0,3%. As diferenças de preços levam no entanto a uma diferença maior no valor exportado, que é 1,5% menor do que em 2025.

Importações

Já em relação aos itens importados pelo Brasil, cresceram os volumes de bens de capital (12,6%), bens intermediários (7,6%) e bens de consumo (24,4%). O único recuo sinalizado foi em combustíveis (10,7%).

No total, o crescimento do volume importado foi de 7,7%. No valor, o aumento foi de 4,7% para US$ 22,9 bilhões.

Fonte: Istoé Dinheiro

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Economia, Industria

Economia brasileira avança com alta na indústria, deflação nos preços e previsão de superávit comercial recorde

Produção industrial registra 2ª alta consecutiva em abril, ainda que em ritmo mais moderado em relação a março

Indicadores antecedentes, como o aumento no fluxo de veículos pesados nas rodovias e a elevação das importações de bens intermediários, sugerem continuidade da recuperação da atividade industrial. Apesar do risco de correções estatísticas que possam limitar parte do ganho, nossa estimativa apontava para uma alta marginal de 0,1% na comparação mensal com ajuste sazonal, número que se confirmou nesta terça-feira (3).

IGP-DI de maio deve acentuar movimento deflacionário dos demais índices da família IGP, refletindo queda nos preços das commodities

 A expectativa é de que o índice registre deflação mais intensa do que a verificada no IGP-10 e no IGP-M do mês, influenciado não apenas pelo recuo nos preços de grãos como milho e arroz, mas também por uma correção mais significativa nas cotações do minério de ferro, que vêm acumulando perdas sucessivas nos últimos dias. Além da retração nos preços no atacado, espera-se uma desaceleração adicional nos preços ao consumidor, em linha com o comportamento registrado nos demais índices. Nossa projeção indica uma deflação de 0,76% na margem. O indicador será divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) na próxima sexta-feira (6).

Superávit da balança comercial de maio deve atingir o maior patamar do ano 

Desempenho deve ser impulsionado pelo desempenho consistente do agronegócio e da agroindústria. Projetamos um saldo da balança comercial em torno de US$ 8,3 bilhões no mês, ligeiramente acima dos US$ 8,2 bilhões registrados em abril. O avanço foi sustentado pelo aumento expressivo nas exportações de cafécarnes e celulose, além de uma recuperação nas vendas externas de veículos. Para o acumulado do ano, mantemos a projeção de superávit próximo a US$76 bilhões. 

Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Zona do Euro manteve a trajetória de controle em maio 

Expectativa era de uma variação anual próxima de 2,1%, e a inflação europeia apresentou variação de 1,9%. Assim, o indicador fica dentro da meta de 2% do Banco Central Europeu (BCE), o que reforça a leitura de que a inflação está sob controle e convergindo de forma sustentada para a meta. Esse comportamento dos preços, somado ao quadro de atividade ainda fraca em boa parte do bloco, deve continuar abrindo espaço para a flexibilização monetária. Assim, o BCE segue com margem para implementar novos cortes de juros, buscando estimular um ambiente de crescimento mais dinâmico, sem abrir mão da estabilidade de preços. Neste contexto, o BCE deve anunciar, nesta quinta-feira (5), mais um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica, levando os juros para 2% na Zona do Euro. Será o 8° movimento de queda neste ciclo, que pode estar próximo do fim. 

Próximos dados de emprego nos EUA devem ganhar mais protagonismo com crescente preocupação com os efeitos da nova política tarifária da administração Trump

Relatório JOLTS e o payroll de maio estarão no centro das atenções. O número de vagas abertas nos Estados Unidos, medido pelo JOLTS, vem oscilando, com a última leitura apontando 7,2 milhões de posições em aberto. Novos sinais de enfraquecimento podem sugerir que o mercado de trabalho começa a sentir os primeiros impactos da desaceleração. Já o payroll, que registrou 177 mil novas vagas em abril, deve mostrar uma criação mais modesta, próxima de 130 mil em maio. Se confirmado, o resultado pode reforçar a percepção de que o emprego está começando a arrefecer. Em um cenário onde ainda se debate a intensidade com que as tarifas irão afetar a economia, sinais mais claros de desaceleração no mercado de trabalho podem pesar sobre as expectativas de consumo e também sobre a trajetória da inflação. Esses dados, portanto, serão fundamentais para calibrar as apostas em torno dos próximos passos do Federal Reserve (Fed).

Fonte: Money Times

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Comércio, Comércio Exterior

Corrente de comércio brasileira cresce 5,1%, pela média diária, até a 4° semana de maio

Na 4ª semana de maio de 2025, a balança comercial registrou superávit de US$ 2,3 bilhões e corrente de comércio de US$ 12,4 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 7,4 bilhões e importações de US$ 5 bilhões.

Na 4ª semana de maio de 2025, a balança comercial registrou superávit de US$ 2,3 bilhões e corrente de comércio de US$ 12,4 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 7,4 bilhões e importações de US$ 5 bilhões.

Já os resultados no mês de maio, as exportações somam US$ 24 bilhões e as importações, US$ 17,6 bilhões, com saldo positivo de US$ 6,5 bilhões e corrente de comércio de US$ 41,7 bilhões.

De janeiro até a quarta semana de maio, as exportações totalizam US$ 131,4 bilhões e as importações, US$ 107,2 bilhões, com saldo positivo de US$ 24,2 bilhões e corrente de comércio de US$ 238,6 bilhões. Esses e outros resultados foram publicados nesta segunda-feira (26/5), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Comparativo Mensal

Nas exportações, comparadas as médias até a 4ª semana de maio/2025 (US$ 1,5 bi) com a de maio/2024 (US$ 1,4 bi), houve crescimento de 4,7%. Em relação às importações houve crescimento de 5,5% na comparação entre as médias até a 4ª semana de maio/2025 (US$ 1,1 bi) com a do mês de maio/2024 (US$ 1 bi).

Assim, até a 4ª semana de maio/2025, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.605 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 405,24 milhões. Comparando-se este período com a média de maio/2024, houve crescimento de 5,1% na corrente de comércio.

Exportações e importações por setor e produtos

Nas exportações, o acumulado até a 4ª semana do mês de maio/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 14,55 milhões (4,1%) em Agropecuária; US$ 7,2 milhões (2,0%) em Indústria Extrativa e US$ 45,53 milhões (6,5%) em produtos da Indústria de Transformação.

Nas importações, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 93,36 milhões (10,1%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 1,3 milhão (5,4%) em Agropecuária; e de US$ 34,55 milhões (40,7%) em Indústria Extrativa.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Comércio, Exportação

Exportações crescem 1,5% de janeiro até a 3° semana de maio

As exportações totalizam US$ 124,1 bi e as importações, US$ 102,1 bi, com saldo positivo de US$ 22 bi e corrente de comércio de US$ 226,2 bi

Somente na 3ª semana de maio de 2025, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,6 bilhão e corrente de comércio de US$ 12,4 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 7 bilhões e importações de US$ 5,4 bilhões.

No acumulado do mês, as exportações somam US$ 16,8 bilhões e as importações, US$ 12,5 bilhões, com saldo positivo de US$ 4,3 bilhões e corrente de comércio de US$ 29,35 bilhões.

De janeiro até a terceira semana de maio, as exportações totalizam US$ 124,1 bilhões (1,5%, pela média diária) e as importações, US$ 102,1 bilhões, com saldo positivo de US$ 22 bilhões e corrente de comércio de US$ 226,2 bilhões. Essas e outras informações foram disponibilizadas nesta segunda-feira (19/5), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Comparativo mensal

Nas exportações, comparadas as médias até a 3ª semana de maio/2025 (US$ 1,5 bi) com a de maio/2024 (US$ 1,4 bi), houve crescimento de 6,3%. Em relação às importações houve crescimento de 9,4%, entre as médias da 3ª semana de maio/2025 (US$ 1,139 bi) com a do mês de maio/2024 (US$ 1,042 bi).

Assim, até a 3ª semana de maio/2025, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2,668 bilhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 388,36 milhões. Comparando-se este período com a média de maio/2024, houve crescimento de 7,6% na corrente de comércio.

Exportações Importações por Setor e Produtos

No acumulado das exportações, até a 3ª semana do mês de maio/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 17,65 milhões (5%) em Agropecuária; de US$ 30,48 milhões (8,3%) em Indústria Extrativa e de US$ 41,98 milhões (5,9%) em produtos da Indústria de Transformação.

Já em relação ao acumulado de importações, o desempenho dos setores pela média diária apresentou crescimento de US$ 124,65 milhões (13,5%) em produtos da Indústria de Transformação e queda em duas áreas: US$ 1,57 milhão (-6,5%) na Agropecuária e US$ 26,21 milhões (-30,9%) na Indústria Extrativa.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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