Logística

Super Terminais investe R$ 650 milhões e amplia atuação no Arco Norte

O Super Terminais destinou aproximadamente R$ 650 milhões à expansão e modernização de suas operações no Amazonas. O plano inclui melhorias no terminal de Manaus, investimentos em infraestrutura para enfrentar períodos de seca dos rios amazônicos e a expansão dos negócios para o segmento de grãos e fertilizantes por meio do corredor logístico do Arco Norte.

Do montante total, cerca de R$ 400 milhões foram direcionados ao terminal de Manaus, com recursos aplicados em infraestrutura, tecnologia e modernização. Outros R$ 250 milhões foram destinados ao Super Porto Verde, em Itacoatiara, empreendimento voltado à movimentação de commodities agrícolas.

Terminal de Manaus recebe R$ 400 milhões em modernização

Entre os principais investimentos realizados em Manaus está a compra de três guindastes elétricos fabricados na Alemanha, que representou um aporte de R$ 120 milhões.

A estrutura do terminal também passou por ampliação. O píer, que anteriormente contava com quatro berços de atracação, foi expandido para seis berços, aumentando a capacidade operacional da unidade.

Outro projeto em andamento envolve a implantação de uma usina de gás natural, com investimento de R$ 30 milhões. A estrutura será utilizada exclusivamente nas operações portuárias e está sendo desenvolvida em parceria com o Governo do Amazonas e a Cigás.

Segundo o Super Terminais, a substituição do diesel pelo gás natural poderá reduzir as emissões em aproximadamente 17 mil toneladas de dióxido de carbono por ano.

Estrutura busca reduzir impactos da seca na navegação

Os investimentos em infraestrutura também estão relacionados aos desafios enfrentados durante os períodos de vazante dos rios da Amazônia, quando a redução do nível das águas pode limitar a navegação de grandes embarcações.

Além de ampliar a capacidade da operação regular, a empresa mantém uma alternativa para garantir a continuidade do fluxo de cargas do Polo Industrial de Manaus (PIM) em períodos nos quais as condições de navegabilidade dificultem a chegada de grandes navios à capital amazonense.

Super Porto Verde amplia presença no mercado de grãos

Em Itacoatiara, a estratégia de diversificação está concentrada no Super Porto Verde, empreendimento criado para atender à movimentação de commodities agrícolas, principalmente grãos e fertilizantes.

“A criação do Super Porto Verde integra a nossa estratégia para atender ao segmento de commodities agrícolas, respondendo à demanda crescente do corredor logístico do Arco Norte. A estrutura foi concebida para oferecer uma alternativa mais eficiente ao escoamento da produção agrícola brasileira”, afirma Di Gregorio.

O projeto ocupará uma área de 300 mil metros quadrados e tem previsão de gerar 130 empregos diretos e 250 indiretos.

A estrutura terá um píer flutuante de 240 metros e três guindastes elétricos. Juntos, os equipamentos poderão movimentar até 2,1 mil toneladas por hora.

O terminal foi planejado para permitir a operação simultânea de seis barcaças e um navio Panamax de até 50 mil toneladas. A previsão é que o transbordo seja realizado em até 36 horas.

Itacoatiara ganha importância no corredor do Arco Norte

A localização do Super Porto Verde é considerada estratégica para a operação logística. Itacoatiara está próxima à confluência dos rios Amazonas e Madeira, em uma rota utilizada no transporte da produção agrícola do Centro-Oeste para os portos da região Norte.

Com o novo empreendimento, o Super Terminais busca ampliar sua atuação no corredor logístico do Arco Norte e participar do crescimento do fluxo de produtos agrícolas destinados à exportação.

Super Terminais prevê mais de 300 mil TEUs em 2026

O terminal do Super Terminais em Manaus atualmente emprega entre 600 e 700 trabalhadores diretos.

No primeiro semestre de 2026, foram movimentados 138.035 TEUs, medida equivalente à capacidade de um contêiner de 20 pés.

Para o ano inteiro, a empresa projeta ultrapassar a marca de 300 mil TEUs movimentados em 2026.

A expectativa é manter Manaus como principal base operacional do grupo, enquanto os novos investimentos ampliam a presença da empresa no Arco Norte, especialmente nos segmentos de logística portuária, grãos, fertilizantes e commodities agrícolas.

FONTE: Portal BE News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal BE News

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Portos

Super Terminais recebe aval para instalar porto flutuante em Itacoatiara

A Super Terminais recebeu autorização da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para operar um porto flutuante voltado ao transbordo de grãos em Itacoatiara.

A decisão foi unânime entre os diretores da agência, mas a empresa ainda precisa formalizar contrato com o Ministério de Portos e Aeroportos para iniciar as operações.

O relator do processo, Wilson Pereira de Lima Filho, avaliou que o terminal está dentro das normas legais, tem condições técnicas para funcionar e não traz riscos de disputa entre empresas nem problemas ambientais.

A estrutura foi classificada como um Terminal de Uso Privado (TUP) e terá condições de receber navios graneleiros do tipo Panamax, comuns no transporte internacional de cargas.

A Antaq chegou a abrir prazo para que outras empresas apresentassem propostas, mas nenhuma manifestou interesse, deixando a Super Terminais como única habilitada.

Como funcionará o porto flutuante

O projeto, chamado “Super Terminais Itacoatiara”, contará com um píer flutuante de 240 metros e três guindastes.

As operações do terminal serão dedicadas apenas ao transbordo de grãos entre navios e barcaças, sem necessidade de armazenar as cargas. A previsão é movimentar cerca de 2,5 toneladas por hora, com um investimento estimado em R$ 126 milhões.

O objetivo do projeto é ampliar as rotas logísticas pelo Arco Norte e fortalecer as exportações de grãos, tornando o transporte mais ágil e eficiente.

O modelo de porto flutuante já havia mostrado sua importância em 2024, quando a seca histórica do Rio Amazonas dificultou a navegação.

Naquele período, as cargas vindas do Atlântico eram transferidas em Itacoatiara para barcaças menores, o que garantiu o abastecimento do Polo Industrial de Manaus.

Essa adaptação no transporte também impulsionou a construção de embarcações de menor calado, capazes de operar mesmo com níveis baixos dos rios.

Como resultado, as empresas do setor naval registraram um aumento de 405% no faturamento em janeiro deste ano.

Fonte: Real Time1

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Portos, Sustentabilidade

Super Terminais e Governo do Amazonas anunciam primeira usina de gás natural para operações portuárias

O Super Terminais e o Governo do Estado do Amazonas assinaram, no último dia 02, o contrato para a construção da primeira usina de Gás Natural voltada a operações portuárias no Norte do Brasil. O investimento de R$ 30 milhões foi anunciado em coletiva de imprensa no píer da empresa em Manaus (AM) e consolida uma parceria estratégica com o governo estadual para impulsionar operações portuárias sustentáveis em larga escala.

“Este projeto começou há dois anos com uma parceria nossa com a Cigás e o Governo do Estado, com quem sempre colaboramos em todas as iniciativas. A gente quer que este pioneirismo traga exemplos para todos os portos, que todos possam abraçar essa ideia de utilizar energias renováveis. O Super Terminais quer estar sempre à frente, trazendo novidades”, afirma Marcello di Gregorio, diretor do Super Terminais.

A usina será instalada na área da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), reforçando o compromisso do governo do Amazonas em manter a sustentabilidade como prioridade na pauta de desenvolvimento econômico e ambiental.

Além de viabilizar o fornecimento direto de gás natural para o porto, serão implantadas tubulações subterrâneas que ligarão a usina às instalações portuárias. Esse sistema garantirá o abastecimento contínuo dos equipamentos, como os três Konecranes – os primeiros guindastes elétricos do mundo – que operam no Super Terminais. O novo modelo irá substituir o transporte rodoviário de diesel, reduzindo também o tráfego de caminhões e o impacto logístico na região.

Com essa iniciativa, o Super Terminais vai deixar de emitir cerca de 17.000 toneladas de CO2 por ano somente em suas operações, contribuindo de forma significativa para a diminuição dos gases de efeito estufa.

O ganho ambiental não se limita à eliminação do diesel nos guindastes: a redução de emissões também se estende à logística de abastecimento, evitando o transporte do combustível por caminhões e diminuindo ainda mais a pegada de carbono.

“Tudo o que temos avançado na questão do gás natural tem sido muito positivo nos últimos anos. O gás natural, apesar de ser um combustível de origem fóssil, é a fonte mais segura nesse processo de transição energética, poluindo menos que o diesel, gasolina e outros derivados. O estado do Amazonas hoje está em outro patamar com relação ao gás natural”, afirmou o governador do Amazonas, Wilson Lima.

De acordo com ele, o projeto da usina a gás natural no porto Super Terminais é mais um passo na construção de um modelo de desenvolvimento que combina inovação, responsabilidade ambiental e geração de emprego e renda.

Fonte: Datamar News

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