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Minério de ferro recua pelo quinto dia seguido com aumento da oferta e pressão sobre siderúrgicas

Os preços futuros do minério de ferro registraram nova queda nesta terça-feira, acumulando a quinta sessão consecutiva de perdas. O movimento ocorre em meio ao crescimento dos embarques globais da commodity e à pressão provocada pelos preços elevados do coque, que vêm reduzindo as margens de lucro das siderúrgicas e afetando as perspectivas para a demanda pelo minério.

Na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE), na China, o contrato de minério de ferro com maior negociação, com vencimento em janeiro, caiu 0,56%, para 707,5 iuanes (US$ 105,40) por tonelada.

Em Cingapura, o contrato de referência para outubro recuava 0,3%, cotado a US$ 95,30 por tonelada.

Embarques globais de minério de ferro aumentam

Dados da consultoria Mysteel mostram que os embarques globais de minério de ferro cresceram 1,59 milhão de toneladas na comparação semanal. Na semana encerrada em 13 de setembro, foram transportadas 35,17 milhões de toneladas.

O avanço da oferta ocorre ao mesmo tempo em que o mercado enfrenta sinais de enfraquecimento da demanda, aumentando a pressão sobre as cotações da matéria-prima utilizada na produção de aço.

Preço do coque reduz margem das siderúrgicas

Os preços do coque continuam elevados, enquanto algumas usinas siderúrgicas entraram em períodos de manutenção diante de uma oferta mais limitada do combustível utilizado na fabricação do aço.

Analistas do Shanghai Metals Market afirmaram, em relatório, que esse cenário vem afetando a demanda considerada mais rígida por minério de ferro.

Com a demanda em retração e a oferta permanecendo relativamente estável, os especialistas avaliam que os preços do minério devem continuar pressionados no curto prazo.

Produção de aço da China atinge menor nível em oito meses

Outro fator que pesa sobre o mercado é a redução da produção de aço bruto da China. Em agosto, a produção diária caiu 3% em relação a julho e atingiu o menor patamar em oito meses.

A retração ocorreu em um cenário de forte queda nas margens de lucro das siderúrgicas chinesas, levando algumas empresas a reduzir o ritmo das operações.

Como a China é um dos principais mercados consumidores de minério de ferro, mudanças na produção de aço têm impacto direto sobre as perspectivas de demanda pela commodity.

Mercado imobiliário chinês continua enfraquecido

O desempenho do mercado imobiliário da China também contribui para o ambiente de cautela. Os preços de imóveis residenciais novos voltaram a cair em agosto, sinalizando que o setor continua enfrentando dificuldades.

A persistência da fraqueza no mercado imobiliário reduz as expectativas de uma recuperação mais forte da demanda interna chinesa e limita as perspectivas para segmentos intensivos no uso de aço.

Estoques podem ser recompostos antes dos feriados

Apesar do cenário negativo, as siderúrgicas chinesas podem aumentar parcialmente suas compras de minério de ferro para recompor estoques antes dos feriados previstos para o fim do mês.

Analistas da corretora Chaos Ternary Futures, porém, avaliam que a forte deterioração das margens das siderúrgicas deve limitar esse movimento de reposição.

Assim, mesmo com uma possível recuperação pontual das compras, o mercado segue sob influência do aumento da oferta, da menor produção de aço e das dificuldades enfrentadas pelo setor imobiliário chinês.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Infomoney

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Minério de ferro atinge menor nível em um ano na China com crise nas siderúrgicas

Os preços do minério de ferro ampliaram as perdas nesta quinta-feira (30) e atingiram o menor patamar em um ano no mercado chinês. A desvalorização é impulsionada pelo agravamento das dificuldades enfrentadas pelas siderúrgicas da China, além da expectativa de redução na produção de ferro-gusa nas próximas semanas.

O cenário reforça as preocupações com a demanda pela matéria-prima e pressiona as cotações nos principais mercados internacionais.

Contratos futuros registram forte queda

Na Bolsa de Dalian, o contrato mais negociado de minério de ferro para entrega em setembro recuou 3,31%, encerrando o dia cotado a 715 iuanes (cerca de US$ 99,80) por tonelada. O valor representa o menor nível desde 2 de julho de 2025.

Já na Bolsa de Cingapura, a commodity também operava em baixa. Por volta das 8h30 (horário de Brasília), o contrato era negociado a US$ 95,85 por tonelada, queda de 2,3%, alcançando a menor cotação desde fevereiro.

Siderúrgicas seguem pressionadas

De acordo com Wang Jianhua, analista-chefe da consultoria Mysteel, o setor siderúrgico chinês deve continuar enfrentando um ambiente desfavorável ao longo do próximo mês. Segundo ele, a tendência é de continuidade da queda nos preços, e apenas cortes expressivos na produção poderão contribuir para reequilibrar o mercado.

Levantamento da Mysteel mostra que as perdas médias das siderúrgicas localizadas em Tangshan já superam 100 iuanes por tonelada e seguem aumentando.

Produção de ferro-gusa deve continuar recuando

Outro fator que pesa sobre o mercado é a desaceleração da produção de ferro-gusa, que registrou três semanas consecutivas de queda durante julho.

A analista Yang Huidan, da corretora Guoyuan Futures, avalia que a produção deverá diminuir ainda mais em agosto. Ao mesmo tempo, os estoques de minério de ferro nos portos chineses permanecem elevados e tendem a crescer, ampliando a pressão sobre os preços.

Estoques elevados aumentam pressão sobre o mercado

Segundo Zhang Kunfei, analista da Datong Securities, o consumo diário de minério de ferro pelas siderúrgicas continua em retração. Com estoques elevados e menor demanda, o setor entrou em um ciclo de enfraquecimento dos custos de produção, fator que mantém as cotações sob pressão.

Especialistas avaliam que, enquanto não houver redução significativa da oferta ou recuperação da demanda, o mercado deverá permanecer em um cenário de baixa para a commodity.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Carla Gottgens/Bloomberg

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Economia, Exportação, Informação, Internacional, Tributação

Trump impõe tarifas sobre o aço que afetam o Brasil

Tarifas de importação de 25% sobre metais para os EUA entram em vigor, “sem isenções”, para todos os parceiros comerciais

 

Em meio a mais um dia turbulento em Washington, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta terça-feira (11) que uma tarifa de 25% sobre todas as importações de alumínio e aço para o país entraria em vigor nesta quarta-feira (12). Embora as sobretaxas se apliquem a produtores de metal em todo o mundo, a medida terá um impacto direto no Brasil.

Os EUA são o destino de quase 50% das exportações de aço do Brasil. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) disse nesta terça-feira (11) que não fará declarações imediatas sobre o assunto.

Abordando a disputa com o Canadá – que se intensificou no dia anterior – o porta-voz da Casa Branca, Kush Desai, afirmou que a “tarifa de 25% sobre aço e alumínio entrará em vigor à meia-noite de 12 de março para o Canadá e todos os outros parceiros comerciais, sem exceções ou isenções”.

A menção de isenções não foi coincidência. Ele confirmou que a nova medida revoga efetivamente o acordo de 2018 entre o Brasil e os EUA sobre produtos siderúrgicos.

O acordo, que estava em vigor até agora, estabeleceu cotas de exportação (hard quotas) para o mercado dos EUA, permitindo 3,5 milhões de toneladas de placas e produtos semiacabados e 687.000 toneladas de aço laminado. Este acordo foi negociado depois que os EUA inicialmente impuseram uma tarifa de importação de 25%.

De acordo com o Instituto Aço Brasil, representante das siderúrgicas que atuam no país, as exportações brasileiras têm cumprido integralmente as condições estabelecidas no sistema de cotas rígidas.

Em 2024, os EUA importaram 5,6 milhões de toneladas de placas de aço para atender a demanda interna, já que o país não é autossuficiente nesse tipo de produto. Desse volume, 3,4 milhões de toneladas vieram do Brasil. Enquanto isso, no ano passado, os EUA responderam por aproximadamente 45% das exportações brasileiras de produtos siderúrgicos.

Para o alumínio, uma tarifa de 10% já estava em vigor nas remessas para os EUA. Com o anúncio, a taxa subiu para 25%, afetando o setor. Embora os produtos brasileiros representem menos de 1% do total das importações de alumínio dos EUA, os EUA respondem por cerca de 17% das exportações de alumínio do Brasil, totalizando US$ 267 milhões em 2024. Em volume, o mercado norte-americano absorveu 13,5% de todo o alumínio embarcado para o exterior.

Em relação a outros parceiros comerciais sujeitos às novas tarifas, Trump retirou seu plano de dobrar as tarifas sobre as importações canadenses de aço e outros metais para 50% poucas horas depois de fazer a ameaça. O anúncio inicial abalou os investidores ao intensificar a guerra comercial da América do Norte.

A reversão ocorreu depois que a província canadense de Ontário suspendeu sua própria tarifa de 25% sobre as exportações de energia para os EUA, que Trump citou como uma das razões para aumentar as tarifas sobre os produtos canadenses.

A reviravolta marcou uma rápida mudança em um conflito comercial sem precedentes entre a maior economia do mundo e um de seus três maiores parceiros comerciais. Foi também a segunda semana consecutiva em que Trump suavizou sua posição sobre as tarifas contra o Canadá.

Em comunicado divulgado na noite de terça-feira (11), horas depois de anunciar as tarifas de 50% sobre os metais canadenses, a Casa Branca disse que o presidente mais uma vez usou a economia dos EUA para entregar uma vitória ao povo americano.

O primeiro-ministro de Ontário, Doug Ford, disse no início da tarde que suspenderia a sobretaxa de 25% após uma conversa “produtiva” com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick.

Ford acrescentou que planeja se encontrar com Lutnick e o representante comercial dos EUA (USTR), Jamieson Greer, em Washington no final desta semana para discutir as tensões comerciais.

A decisão do primeiro-ministro veio apenas um dia depois que Ontário impôs a tarifa e apenas algumas horas após o anúncio de Trump de que os EUA aumentariam as tarifas para 50% sobre o aço e o alumínio canadenses.

“Instruí meu secretário de Comércio a adicionar uma tarifa ADICIONAL de 25%, a 50%, sobre todos os AÇOS E ALUMÍNIO QUE ENTRAM NOS ESTADOS UNIDOS VINDOS DO CANADÁ, UMA DAS NAÇÕES COM TARIFAS MAIS ALTAS EM QUALQUER LUGAR DO MUNDO”, ESCREVEU Trump em sua plataforma Truth Social na manhã de terça-feira (11).

A mais recente disputa comercial desencadeou outro surto de volatilidade em Wall Street, levando brevemente o S&P 500 a um declínio acentuado após uma grande liquidação no dia anterior. O índice fechou em queda de 0,8%, embora bem acima das mínimas da sessão.

Pouco depois de assumir o cargo, Trump disse que imporia tarifas de 25% ao Canadá e ao México. No entanto, na semana passada, ele concedeu uma extensão de um mês para produtos cobertos pelo acordo de livre comércio de 2020.

FONTE: Valor Internacional
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Reino Unido acelera consulta a siderúrgicas em resposta às tarifas dos EUA

O governo trabalhista disse anteriormente que queria investir 2,5 bilhões de libras na indústria siderúrgica

A Grã-Bretanha publicou uma importante consulta para sua indústria siderúrgica neste domingo (16), semanas antes do previsto devido ao anúncio do presidente Donald Trump de novas tarifas sobre todas as importações de aço para os Estados Unidos.

O “Plano para o Aço” analisará questões enfrentadas pela indústria do Reino Unido, como altos custos de energia e “práticas comerciais desleais” de outros países, disse o Departamento de Negócios e Comércio em comunicado.

O governo trabalhista disse anteriormente que queria investir 2,5 bilhões de libras (US$ 3,15 bilhões) na indústria siderúrgica e que publicaria uma estratégia sobre seus planos para impulsionar o setor na primavera.

“A indústria siderúrgica do Reino Unido tem um futuro de longo prazo sob este governo. Dissemos isso durante a eleição e estamos cumprindo agora”, disse o secretário de negócios e comércio Jonathan Reynolds na declaração.

Na semana passada, Reynolds afirmou que a Grã-Bretanha tentaria persuadir o governo dos EUA de que seus produtos de aço e alumínio deveriam evitar tarifas devido ao papel sensível que desempenham no setor de defesa dos EUA e em suas cadeias de suprimentos de manufatura.

Trump disse hoje que introduziria novas tarifas de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio para os EUA, além das tarifas existentes sobre metais. Ele pontuou no início de fevereiro, ao falar sobre tarifas em geral, que achava que algo poderia ser “resolvido” com a Grã-Bretanha.

Reynolds declarou às emissoras no domingo que vinha construindo relacionamentos com autoridades do governo Trump, que, segundo ele, viam a Grã-Bretanha sob uma “luz diferente” de outros países que foram alvo de tarifas.

A Grã-Bretanha e os Estados Unidos comercializam centenas de bilhões de dólares em bens e serviços anualmente. O órgão da indústria UK Steel alertou que as tarifas poderiam ser “devastadoras”, já que os EUA são o segundo maior mercado de exportação de aço do Reino Unido, valendo mais de 400 milhões de libras por ano.

FONTE: CNN Brasil
Reino Unido acelera consulta a siderúrgicas em resposta às tarifas dos EUA | CNN Brasil

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Siderúrgicas rejeitam retaliar EUA, diz presidente do Instituto Aço Brasil

Marco Lopes defende negociações diretas com o governo americano para restabelecer acordo de cotas, considerado benéfico para ambos os países

O presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo Lopes, afirmou em entrevista à CNN que as siderúrgicas brasileiras rejeitam uma postura de retaliação aos Estados Unidos após a taxação de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio ao país. Lopes enfatizou que o setor não espera do governo brasileiro uma postura combativa neste momento.

“Não achamos que qualquer movimento no sentido de retaliação, postura mais agressiva do governo brasileiro, possa ajudar”, declarou.

Negociações diretas e acordo de cotas

O presidente do Instituto Aço Brasil destacou a importância de estabelecer negociações diretas com o governo americano para restabelecer o acordo de cotas. Segundo ele, este acordo é benéfico tanto para a indústria siderúrgica brasileira quanto para a americana. Lopes explicou que o sistema aprovado em 2018, conhecido como “sistema de hardcore”, estabelece cotas rígidas para a importação de produtos siderúrgicos.

Por exemplo, para os itens semi-acabados, a cota é de 3,5 milhões de toneladas, e uma vez atingido esse limite, nenhuma quantidade adicional pode entrar no mercado americano.

Balança comercial favorável aos EUA

O executivo ressaltou que a balança comercial entre Brasil e Estados Unidos tem superávit para os americanos desde 1919. Nos últimos cinco anos, os EUA acumularam um superávit médio de 6 bilhões de dólares.

“Nós achamos que todos os fatores recomendam que nós restabeleçamos a nossa negociação para conseguir recompor o nosso acordo que vigorou durante todo esse tempo”, concluiu Lopes, reforçando a importância de manter um diálogo construtivo entre os dois países para resolver a questão da taxação do aço.

FONTE: CNN Brasil
Siderúrgicas rejeitam retaliar EUA, diz presidente do Instituto Aço Brasil | CNN Brasil

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