Comércio Exterior

Comércio Brasil-Argentina movimenta US$ 31 bilhões e amplia oportunidades para exportadores brasileiros

O intercâmbio comercial entre Brasil e Argentina alcançou aproximadamente US$ 31 bilhões em 2025, consolidando o país vizinho como um dos principais parceiros econômicos do Brasil. Os dados fazem parte do novo Perfil de Comércio e Investimentos – Argentina, divulgado pela ApexBrasil, que destaca o fortalecimento da integração regional e o crescimento das oportunidades para empresas brasileiras.

Atualmente, a Argentina ocupa a posição de terceiro maior destino das exportações brasileiras no mundo e segue como o principal parceiro comercial do Brasil dentro do Mercosul.

Economia argentina em recuperação favorece exportações

Segundo o levantamento, a economia argentina registrou crescimento de 4,4% em 2025, impulsionada principalmente pelos setores agropecuário, energético e mineral.

A retomada da atividade econômica tem aumentado a demanda por produtos importados, criando um ambiente favorável para a expansão dos negócios brasileiros no mercado argentino. O cenário fortalece a presença de empresas nacionais que buscam ampliar suas vendas internacionais com vantagens logísticas e tarifárias proporcionadas pela proximidade regional.

Exportações brasileiras crescem mais de 30%

As vendas do Brasil para a Argentina somaram US$ 18,1 bilhões em 2025, representando um avanço de 31,4% em relação ao ano anterior.

O desempenho reforça a posição do Brasil como principal fornecedor do mercado argentino, respondendo por 24,3% das importações do país, à frente de grandes economias globais como China e Estados Unidos.

Setor automotivo lidera a pauta comercial

O segmento automotivo continua sendo o principal elo produtivo entre os dois países e lidera as exportações brasileiras para a Argentina.

Entre os produtos com maior participação estão:

  • Veículos de passeio;
  • Caminhões e veículos de carga;
  • Autopeças;
  • Motores automotivos.

Além do setor automotivo, a indústria brasileira também mantém forte presença em áreas de maior valor agregado, incluindo máquinas industriais, equipamentos elétricos, papel, cartão e maquinário agrícola.

ApexBrasil identifica mais de 1.900 oportunidades de negócios

O estudo aponta um amplo potencial de expansão para empresas brasileiras interessadas no mercado argentino. O Mapa de Oportunidades da ApexBrasil identificou mais de 1.900 possibilidades comerciais para exportadores nacionais.

As oportunidades estão concentradas em segmentos nos quais o Brasil possui elevada competitividade, como:

  • Produtos químicos;
  • Bens manufaturados;
  • Máquinas e equipamentos;
  • Equipamentos de transporte.

O levantamento também destaca espaço para crescimento em áreas como equipamentos médicos, fertilizantes, instrumentos industriais, insumos produtivos e produtos tecnológicos.

Mercosul garante vantagens competitivas para empresas brasileiras

Um dos principais fatores que favorecem o comércio bilateral é a estrutura institucional do Mercosul.

O bloco assegura benefícios tarifários para grande parte dos produtos brasileiros exportados à Argentina, reduzindo custos e ampliando a competitividade das empresas nacionais. Além disso, diversos produtos industriais operam sob regimes específicos que proporcionam maior previsibilidade e estabilidade nas relações comerciais.

Investimentos bilaterais também avançam

A integração entre os dois países não se limita ao comércio de mercadorias. Os investimentos bilaterais também registram crescimento expressivo.

Em 2024, o estoque de investimentos argentinos no Brasil alcançou US$ 2,2 bilhões, avanço de 155,6% em comparação ao ano anterior. Os recursos estão concentrados principalmente nos setores de varejo, indústria, serviços e cadeias ligadas ao segmento automotivo e agroindustrial.

Por outro lado, o Brasil permanece entre os principais investidores estrangeiros na Argentina, com estoque acumulado de aproximadamente US$ 8,6 bilhões distribuídos em diversos setores produtivos da economia.

Mercado argentino segue estratégico para empresas brasileiras

Com a recuperação econômica da Argentina, a ampliação das exportações e as vantagens proporcionadas pelo Mercosul, o mercado argentino continua sendo uma das principais portas de entrada para empresas brasileiras que desejam expandir sua presença internacional.

A combinação de proximidade geográfica, integração produtiva e acordos comerciais fortalece as perspectivas de crescimento para exportadores, cooperativas e indústrias nacionais nos próximos anos.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/apexBrasil

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Comércio Exterior

Montadoras defendem incentivos fiscais para veículos com maior conteúdo nacional

As principais montadoras instaladas no Brasil iniciaram negociações com o governo federal para criar mecanismos que favoreçam a produção local de veículos. A proposta em discussão prevê que automóveis com maior participação de componentes fabricados no país tenham tributação reduzida, enquanto modelos com menor índice de nacionalização sejam submetidos a uma carga tributária mais elevada.

A iniciativa surge em um momento de forte crescimento das importações, especialmente de veículos produzidos na China, e busca fortalecer a competitividade da indústria automotiva brasileira.

Setor avalia mudanças no Mover e no Imposto Seletivo

Entre as alternativas analisadas pela indústria está a revisão do Programa Mover, política voltada ao desenvolvimento do setor automotivo. Outra possibilidade envolve ajustes na aplicação do Imposto Seletivo, tributo criado pela reforma tributária e previsto para entrar em vigor em janeiro.

Conhecido popularmente como “imposto do pecado”, o novo tributo tem como objetivo aumentar a taxação de produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Como os veículos estão entre os itens que serão impactados, representantes da indústria defendem que critérios relacionados à produção nacional também sejam considerados na definição das alíquotas.

Importações crescem antes da alta da tarifa

O debate acontece às vésperas da elevação da tarifa de importação para veículos híbridos e elétricos, que passará a 35% a partir de 1º de julho.

Com a proximidade do reajuste, importadores intensificaram os embarques para o país. Dados do setor apontam que os estoques de veículos importados alcançam atualmente cerca de 300 mil unidades, volume significativamente superior às pouco mais de 70 mil unidades produzidas localmente.

Volkswagen alerta para pressão sobre fabricantes nacionais

Segundo Ciro Possobom, presidente da Volkswagen no Brasil, o elevado volume de veículos importados em estoque tem provocado uma disputa mais intensa por consumidores, levando a reduções de preços que afetam diretamente os fabricantes instalados no país.

O executivo também destacou a situação dos veículos importados no sistema CKD (Completely Knocked Down), montados localmente a partir de kits de peças importadas. Atualmente, essa modalidade continua sujeita a uma tarifa de apenas 14% até janeiro do próximo ano, percentual considerado insuficiente para equilibrar a concorrência com a produção nacional.

Para Possobom, a combinação entre grandes estoques importados e a manutenção da tarifa reduzida para CKD deve tornar os próximos meses desafiadores para a indústria automotiva brasileira.

Concorrência chinesa domina debate do setor

O avanço das fabricantes chinesas esteve entre os principais temas discutidos durante a segunda edição do Anfavea Visions, evento promovido pela associação que representa as montadoras no país.

Além da concorrência internacional, o encontro abordou temas como eletrificação, combustíveis alternativos, conectividade veicular e os impactos da inteligência artificial na transformação da indústria automotiva.

Volkswagen aposta em produção local e eletrificação

Ao comentar os desafios do mercado, Possobom afirmou que busca integrar diferentes características culturais na gestão da operação brasileira. Segundo ele, a disciplina tradicional da indústria alemã, a velocidade das empresas chinesas e a criatividade brasileira precisam caminhar juntas para enfrentar as mudanças do setor.

O executivo também ressaltou que a Volkswagen segue investindo na transição para a mobilidade elétrica, aproveitando experiências acumuladas em mercados como Europa e China. A estratégia inclui a adaptação de projetos globais para atender às necessidades dos consumidores brasileiros.

Apesar de reconhecer que oscilações econômicas podem tornar a importação mais atrativa em determinados momentos, Possobom reforçou sua confiança na produção nacional. A montadora está executando um plano de investimentos de R$ 16 bilhões entre 2024 e 2028 e considera a fabricação local fundamental para sustentar grandes volumes de vendas e reduzir a exposição às variações cambiais.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Sem Categoria

Porto de Itajaí recebe navio com mais de 4,5 mil veículos da BYD – veja o vídeo

O Porto de Itajaí recebeu nesta semana o navio Grande Shanghai, trazendo 4.509 veículos da montadora chinesa BYD. A embarcação atracou na tarde de terça-feira (26). A movimentação foi conduzida pela JBS Terminais e marca uma nova etapa das operações automotivas no terminal catarinense, consolidando o Porto de Itajaí como um dos principais pontos estratégicos para o desembarque de veículos no país.

Além da operação desta semana, uma nova escala já está programada para meados de junho. O navio BYD Changsha deve desembarcar cerca de 7,2 mil veículos no terminal. Com as duas operações previstas para 2026, o Porto de Itajaí deverá receber aproximadamente 11,7 mil veículos da fabricante chinesa ao longo deste ciclo logístico.

Antes da chegada do Grande Shanghai, o terminal já havia registrado a movimentação de 2.928 veículos em operações do tipo Ro-Ro neste ano. Com as novas escalas da BYD, a expectativa é alcançar cerca de 14.628 veículos movimentados em 2026.

Estrutura logística envolveu 150 trabalhadores e 90 cegonhas

A operação contou com uma força-tarefa de aproximadamente 150 trabalhadores e cerca de 90 caminhões-cegonha responsáveis pelo transporte dos veículos. O trabalho foi realizado em esquema contínuo para garantir agilidade no desembarque, segurança operacional e eficiência na distribuição da carga.

Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, a chegada do Grande Shanghai demonstra a capacidade operacional do terminal em atender grandes demandas do setor automotivo. “A chegada do Grande Shanghai, com 4.509 veículos da BYD, demonstra a capacidade do Porto de Itajaí de executar operações de grande porte com eficiência, segurança e planejamento. A operação conduzida pela JBS Terminais reforça a confiança do mercado no porto público e federal de Itajaí”, afirmou.

Porto de Itajaí amplia participação no setor automotivo

Em 2025, o Porto de Itajaí já havia movimentado cerca de 8 mil veículos da BYD. Agora, com a previsão de quase 12 mil unidades em 2026, o terminal fortalece sua posição estratégica na logística automotiva brasileira. O crescimento das operações também evidencia o aumento da presença da montadora chinesa no mercado nacional e reforça a relevância de Santa Catarina nas cadeias de importação e distribuição de veículos.

Fonte: Porto de Itajaí

Texto: Redação

Imagem: Porto de Itajaí

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Portos

Porto de Paranaguá bate recorde com desembarque de mais de 5 mil carros elétricos

O Porto de Paranaguá registrou, na primeira semana de maio, a maior operação de movimentação de veículos da história da Portos do Paraná. A marca foi alcançada com o desembarque de 5.101 carros elétricos transportados em um único navio vindo da China.

A operação foi concluída na última terça-feira (5) e mobilizou cerca de 350 trabalhadores em diferentes turnos ao longo de 24 horas de atividades.

Operação histórica reforça avanço do setor automotivo

A movimentação foi coordenada pela Ascensus Gestão e Participações, empresa especializada em cargas automotivas. Segundo a Portos do Paraná, esta foi a maior operação já realizada no terminal paranaense nesse segmento.

O crescimento da movimentação de veículos já vinha sendo observado nos últimos meses. Em março deste ano, outra operação de grande porte movimentou 3.370 veículos elétricos no porto.

Somente no primeiro trimestre de 2026, mais de 20,9 mil veículos, entre modelos elétricos e convencionais, passaram pelo terminal de Paranaguá. O volume representa crescimento de 100% em comparação ao mesmo período de 2025.

Porto de Paranaguá amplia protagonismo na movimentação de veículos

Com o aumento das operações automotivas, o Porto de Paranaguá vem consolidando sua posição entre os principais portos brasileiros na movimentação de cargas rolantes e veículos.

Atualmente, o terminal opera com cinco linhas marítimas voltadas ao setor automotivo, fortalecendo a logística de importação e exportação de automóveis no país.

Estrutura exclusiva agiliza operações de navios Ro-Ro

De acordo com o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, os resultados refletem a eficiência operacional do terminal, desde a chegada dos navios até os processos de embarque e desembarque.

Ele também destacou a qualificação da mão de obra envolvida nas operações, considerada um diferencial competitivo reconhecido pelas empresas do setor automotivo.

Outro ponto apontado pela Ascensus é a estrutura dedicada ao recebimento de veículos. O porto conta com um berço exclusivo para embarcações do tipo Ro-Ro (Roll-on/Roll-off), utilizado no transporte de veículos e máquinas sobre rodas.

Segundo a empresa, a exclusividade reduz filas e evita disputas por espaço com outros tipos de carga, tornando as operações mais rápidas e eficientes.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Importação

Carros chineses impulsionam importações no Brasil e batem recorde de vendas em 2026

As importações de carros chineses no Brasil dispararam no primeiro trimestre de 2026, refletindo um avanço significativo nas relações comerciais do setor automotivo. Entre janeiro e março, as exportações da China para o mercado brasileiro atingiram US$ 2,16 bilhões — quase três vezes o volume registrado no mesmo período de 2025.

O resultado supera inclusive o recorde anterior, alcançado em 2024, e engloba tanto veículos elétricos quanto modelos a combustão. Estes últimos, aliás, apresentaram crescimento expressivo, com o valor exportado praticamente dobrando no intervalo analisado.

Com esse desempenho, o Brasil passou a ocupar a terceira posição entre os principais destinos globais de automóveis chineses, ficando atrás apenas de Rússia e Reino Unido.

Importações brasileiras avançam mais de 500%

Dados da alfândega chinesa mostram que o avanço ocorre em paralelo ao forte aumento das compras externas brasileiras. No primeiro trimestre, as importações de veículos somaram US$ 1,5 bilhão, uma alta de 552,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A China teve papel dominante nesse cenário, sendo responsável por 65,6% de todos os veículos importados pelo Brasil, consolidando sua presença no mercado nacional.

Estratégia e competitividade explicam avanço

Especialistas apontam que o crescimento das vendas de carros chineses está diretamente ligado à combinação de preços competitivos e maior oferta de tecnologia embarcada. Além disso, montadoras asiáticas têm antecipado embarques para evitar impactos de possíveis aumentos tarifários, que podem chegar a 35% a partir de julho.

Outro fator relevante é a mudança na percepção do consumidor. Os veículos chineses deixaram de ser vistos apenas como opções de baixo custo e passaram a ganhar espaço pela inovação tecnológica, eficiência energética e menor custo de uso, especialmente no consumo de combustível.

FONTE: Diário do Centro do Mundo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diário do Centro do Mundo

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Portos

Porto de Paranaguá bate recorde com desembarque de 3.370 veículos elétricos

O Porto de Paranaguá registrou o maior desembarque de veículos elétricos da história do Paraná em uma única operação. Ao todo, 3.370 automóveis importados chegaram ao terminal na segunda-feira (23), em uma operação que durou cerca de 17 horas.

Os veículos, produzidos pela montadora chinesa Geely, foram transportados pelo navio Tang Hong, com origem no porto de Nasha, na China.

Operação logística de grande escala

A descarga teve início na noite de domingo (22) e mobilizou uma ampla equipe operacional. Mais de 100 trabalhadores participaram apenas do primeiro turno, incluindo estivadores, fiscais e profissionais de apoio.

Mesmo com chuva na região portuária, a operação ocorreu dentro do cronograma previsto. A produtividade chamou atenção:

  • média de 220 veículos descarregados por hora
  • desempenho superior a outros portos brasileiros, que operam entre 150 e 180 veículos/hora

Após o desembarque, os automóveis foram direcionados ao Terminal de Veículos Ascensus, onde permanecem armazenados antes de seguirem para a unidade da Renault em São José dos Pinhais (PR).

Estrutura especializada garante eficiência

O recorde reforça o papel do Porto de Paranaguá na logística automotiva nacional. A operação foi realizada no berço 219, área dedicada exclusivamente à movimentação de veículos.

Além da agilidade, a operação exigiu alto nível de precisão para evitar danos à carga, característica essencial nesse tipo de atividade.

Expansão das rotas impulsiona setor automotivo

O crescimento da movimentação de veículos importados está ligado à ampliação das rotas marítimas no porto. Em 2025, Paranaguá passou a contar com uma nova linha operada pelo navio Neptune Hellas, da armadora Neptune Lines, especializada em cargas rolantes.

Essa expansão aumentou a conectividade internacional do terminal e consolidou sua posição como um dos principais corredores logísticos do setor no Brasil.

Atualmente, o porto conta com cinco linhas fixas para transporte de veículos.

Hub estratégico no Sul do Brasil

A localização estratégica, próxima a importantes polos industriais e montadoras da região Sul, fortalece o porto como um dos principais hubs de importação e exportação de automóveis do país.

A estrutura dedicada ao segmento inclui áreas amplas para armazenamento, como o pátio operado pela Ascensus, com capacidade para milhares de veículos.

Em 2025, a Portos do Paraná movimentou mais de 106 mil veículos entre importações e exportações, consolidando o crescimento do setor.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos do Paraná

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Portos

Hub de Veículos do Porto de Suape registra recorde histórico em 2025 e fortalece logística automotiva

O Hub de Veículos do Porto de Suape encerrou 2025 com o melhor desempenho de sua história e reafirmou sua posição como um dos principais polos logísticos do setor automotivo nas regiões Norte e Nordeste do país.

Movimentação cresce e supera marcas anteriores

Ao longo do ano, o porto pernambucano movimentou 83.992 veículos, número que representa um avanço de 5% em relação a 2024. O resultado supera o recorde anterior, alcançado em 2023, quando foram registradas 80.647 unidades.

O desempenho foi impulsionado, sobretudo, pela expansão das operações de exportação de veículos, que somaram 74.436 unidades, crescimento de 20% na comparação anual. A ampliação das atividades logísticas reforça o papel estratégico de Suape no comércio exterior automotivo.

Participação relevante nas exportações brasileiras

Dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) indicam que, entre janeiro e novembro de 2025, o Brasil exportou 387.373 automóveis de passageiros. Desse total, 18,23% passaram pelo Porto de Suape, consolidando o terminal como uma das principais portas de saída da produção nacional para o mercado internacional.

O resultado evidencia a competitividade do porto tanto nas importações quanto nas exportações, além de ampliar a presença de Pernambuco nas rotas globais da indústria automotiva.

Stellantis lidera exportações; grandes marcas atuam na importação

Nas exportações, o destaque foi o polo automotivo da Stellantis, localizado em Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. Os veículos produzidos na unidade tiveram como principais destinos Argentina, México e Chile.

No fluxo de importação, operações foram realizadas por Toyota, General Motors (GM), BYD e Volkswagen. Já as atividades de transbordo de veículos envolveram Renault, Toyota e Nissan. Argentina e México figuraram como as principais origens, fortalecendo a integração de Suape ao mercado automotivo latino-americano.

Impactos econômicos e fortalecimento regional

De acordo com a administração do complexo portuário, o avanço do hub automotivo de Suape contribui diretamente para o desenvolvimento econômico regional. O crescimento das operações amplia a geração de emprego e renda, atrai novos investimentos e fortalece Pernambuco como elo estratégico da logística nacional e internacional.

Antaq autoriza avanço do Terminal de Veículos

O cenário positivo ganhou reforço em dezembro de 2025, quando o Porto de Suape recebeu o aval da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para dar sequência ao processo de licitação do Terminal de Veículos (SUA 01).

A autorização permite o arrendamento à iniciativa privada, com previsão de investimentos de R$ 4,6 milhões, destinados à modernização da infraestrutura e ao aumento da capacidade operacional. O leilão será realizado após análise do Tribunal de Contas da União (TCU), com expectativa de lançamento do edital ainda no primeiro semestre.

FONTE: Porto de Suape e Datamar News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Comércio Exterior

Déficit comercial da Argentina com o Brasil atinge maior nível em oito anos

O déficit comercial da Argentina com o Brasil alcançou US$ 5,2 bilhões no fechamento de 2025, o maior patamar registrado em oito anos na relação bilateral. Os dados são do INDEC, o instituto oficial de estatísticas argentino, e evidenciam um desequilíbrio crescente no fluxo de comércio entre os dois países.

Importações brasileiras avançam com reabertura do mercado argentino

A retomada gradual da economia argentina e a flexibilização das importações após anos de restrições impulsionaram fortemente a entrada de produtos brasileiros. Ao longo de 2025, as importações da Argentina provenientes do Brasil cresceram cerca de 31%, refletindo uma demanda reprimida por bens industriais e de consumo.

Exportações argentinas perdem fôlego

No sentido oposto, as exportações argentinas para o Brasil recuaram aproximadamente 5%, tanto em volume quanto em valor. A queda nas vendas agravou o desequilíbrio da balança comercial e ampliou o saldo negativo para Buenos Aires.

Setor automotivo concentra o desequilíbrio

O setor automotivo teve papel central no aumento do déficit. Responsável pela maior parte das compras argentinas de produtos brasileiros, o segmento registrou forte alta nas importações, enquanto a indústria local enfrentou dificuldades para competir e manter o ritmo de exportações ao mercado brasileiro.

A pressão vem, sobretudo, da demanda interna por bens duráveis e de capital, que a produção doméstica argentina não consegue atender integralmente, elevando as compras de veículos, autopeças e máquinas do Brasil.

Brasil segue como principal parceiro comercial

Apesar da relação política distante entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Javier Milei, o Brasil permanece como o principal parceiro comercial da Argentina e um dos principais destinos de suas exportações. Ainda assim, os números recentes revelam um descompasso crescente entre o que cada país vende e compra nessa parceria.

Câmbio e política comercial influenciam o resultado

Mudanças nas políticas cambiais e comerciais também contribuíram para o cenário atual. A valorização relativa do real frente ao peso, maior previsibilidade nos custos de importação e acesso facilitado a divisas estimularam as compras de produtos brasileiros por empresas argentinas.

Perspectivas para 2026

Para 2026, projeções iniciais apontam para a manutenção do déficit comercial argentino com o Brasil em patamares elevados, embora com possibilidade de moderação caso haja ajustes nas expectativas de mercado e maior equilíbrio entre oferta e demanda.

FONTE: O Antagonista
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Ricardo Stuckert/PR

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Exportação

Produção de veículos cai 8,2% em novembro, aponta Anfavea

A Anfavea divulgou nesta segunda-feira (8) os novos indicadores do setor automotivo, que mostram queda na maior parte dos resultados de novembro. A produção de veículos recuou 8,2% em relação ao mesmo mês de 2024, enquanto as vendas registraram o melhor desempenho de 2025, com média diária de 12,6 mil unidades — ainda abaixo, porém, do volume observado no ano anterior.

Projeção para 2025 não deve se concretizar

Durante coletiva, o presidente da Anfavea, Igor Calvet, afirmou que o desempenho abaixo do esperado deve impedir o cumprimento da projeção anual da entidade, que estimava crescimento de 7,8% na produção. Segundo ele, há um “gap” de 5,2% entre o previsto e o acumulado até novembro.

Calvet também atribuiu o cenário às taxas de juros mais altas tanto para pessoas físicas quanto para o mercado em geral. Em novembro de 2024, a Selic estava em 11,3%, enquanto hoje alcança 15%. Os juros para pessoa física passaram de 26,4% para 27,4%. De acordo com o executivo, esses fatores têm impacto direto no potencial de expansão do setor.

Caminhões e exportações também recuam

Os dados da Anfavea mostram ainda a quarta queda consecutiva na produção de caminhões, com média mensal de retração de 26%, o que acende um alerta para o segmento.

As exportações de veículos também diminuíram, caindo 13%, influenciadas principalmente pela redução da demanda na Argentina. Já os veículos importados tiveram aumento no período, elevando os estoques para 153 dias, o equivalente a cinco meses de consumo do mercado interno.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Nacho Doce/Reuters

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Internacional

Brasil e Paraguai iniciam projeto-piloto de certificado de origem digital no setor automotivo

A partir desta segunda-feira (3 de novembro), Brasil e Paraguai darão início ao projeto-piloto do Certificado de Origem Digital (COD) no setor automotivo, dentro do Acordo de Complementação Econômica nº 74 (ACE-74). A iniciativa representa um marco na modernização e integração comercial entre os dois países.

O certificado de origem, emitido pelas 47 entidades habilitadas pelo governo brasileiro, é essencial para garantir os benefícios tarifários previstos no acordo e assegurar a competitividade da indústria automotiva. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a adoção do documento digital amplia o uso da certificação eletrônica já consolidada no ACE-18 (Mercosul), trazendo mais agilidade, segurança e rastreabilidade às operações de exportação e importação.

Digitalização promete mais eficiência e redução de custos

De acordo com o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, o projeto reforça o compromisso do Brasil com a facilitação do comércio exterior, a transformação digital e o fortalecimento das cadeias produtivas regionais. Com a digitalização, o tempo de emissão do certificado deve cair de 48 horas para apenas 2 horas, e o custo do processo deve ser reduzido em até 95%.

“O certificado é uma ferramenta que simplifica o dia a dia de quem exporta e importa. A digitalização reduz etapas, amplia a transparência e aumenta a previsibilidade nas transações comerciais”, afirmou a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.

O Certificado de Origem Digital substituirá totalmente o formato em papel, gerando ganhos de eficiência, sustentabilidade e controle aduaneiro. O piloto será conduzido pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), com implementação definitiva prevista para 1º de dezembro.

Comércio bilateral em alta entre Brasil e Paraguai

O comércio entre Brasil e Paraguai movimentou US$ 7,2 bilhões em 2024, com superávit brasileiro de US$ 273 milhões, segundo dados da Secex. De janeiro a setembro de 2025, as exportações brasileiras para o Paraguai somaram US$ 2,9 bilhões, um aumento de 6,15% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já as importações ficaram em US$ 2,5 bilhões, uma queda de 3,32%.

A indústria de transformação responde por 96% das exportações do Brasil e 48% das importações vindas do país vizinho. Entre os principais produtos exportados estão fertilizantes, máquinas agrícolas, bebidas alcoólicas e automóveis, enquanto o Brasil importa energia elétrica, arroz, soja e equipamentos elétricos. Em 2024, o comércio de veículos automotores, tratores, ciclos e peças — foco do ACE-74 — movimentou US$ 374,5 milhões em exportações brasileiras para o Paraguai.

Integração regional e inovação digital

Com a implementação do Certificado de Origem Digital, Brasil e Paraguai reafirmam o compromisso com a integração econômica regional e com o uso de soluções digitais para aprimorar o comércio exterior. O projeto fortalece o Mercosul, aumenta a competitividade das empresas e impulsiona a eficiência nas trocas bilaterais.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diplomacia Business

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