Economia

Selic mantida em 15% pressiona a economia e eleva custos, avalia CNI

A manutenção da taxa Selic em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) segue gerando forte preocupação no setor produtivo. Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o atual patamar dos juros impõe um custo elevado à economia, desestimula investimentos e aprofunda a desaceleração do crescimento econômico.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, defende que o Banco Central deveria iniciar imediatamente um ciclo de flexibilização monetária. Segundo ele, a decisão ignora sinais consistentes de desaceleração da inflação e amplia os prejuízos à sociedade e à atividade produtiva.

Na avaliação da entidade, a postura cautelosa do Banco Central já não se justifica diante do cenário econômico atual. “Manter a Selic em um nível tão elevado prejudica a economia e compromete o crescimento. É fundamental que a redução dos juros comece já na próxima reunião do Copom”, afirma Alban.

Inflação mostra trajetória de convergência para a meta

Dados recentes reforçam o argumento da indústria. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou 2025 com alta de 4,26%, abaixo do teto da meta de inflação, fixado em 4,5%, e inferior ao resultado de 2024, que foi de 4,83%.

As expectativas inflacionárias também apresentam trajetória de convergência. De acordo com o Boletim Focus, o mercado projeta inflação de 4% em 2026, recuando para 3,8% em 2027 e 3,5% em 2028, aproximando-se do centro da meta, de 3%. As próprias projeções do Banco Central indicam inflação de 3,1% no horizonte relevante da política monetária, considerando um cenário de queda dos juros.

Juros reais muito acima do nível necessário

Com a Selic em 15%, o Brasil opera com juros reais estimados em 10,5% ao ano. Esse percentual está cerca de 5,5 pontos percentuais acima da taxa de juros neutra, estimada pelo Banco Central em 5% ao ano — nível que não estimula nem retrai a atividade econômica.

Segundo cálculos da CNI, uma taxa de juros em torno de 10,3% ao ano seria suficiente para controlar a inflação e, ao mesmo tempo, preservar o crescimento e o emprego. Isso significa que a Selic atual está aproximadamente 4,7 pontos percentuais acima do patamar considerado adequado.

Crédito caro trava investimentos e amplia o Custo Brasil

Os efeitos da Selic elevada são sentidos diretamente pelas empresas. Levantamento da CNI aponta que 80% das indústrias que enfrentaram dificuldades para contratar ou renovar crédito de curto e médio prazo indicam os juros altos como principal obstáculo. Entre aquelas com problemas no crédito de longo prazo, o percentual chega a 71%.

Além disso, um terço das empresas industriais relatou piora nas condições de financiamento nos últimos seis meses, incluindo taxas de juros mais altas, prazos menores, carência reduzida e maior exigência de garantias. Nesse contexto, a oferta de crédito perdeu ritmo: em 12 meses até novembro de 2025, as concessões cresceram apenas 3,7%, bem abaixo dos 10,7% registrados no período anterior.

O encarecimento do capital também agrava o chamado “Custo Brasil”, conjunto de entraves estruturais, burocráticos, financeiros e tributários que reduzem a competitividade da indústria nacional e dificultam a inserção dos produtos brasileiros no mercado internacional.

Crescimento econômico e confiança em queda

O cenário de juros elevados impacta diretamente as projeções econômicas. A CNI estima crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,8% em 2026, abaixo dos 2,5% previstos para 2025. Organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, também revisaram suas estimativas, projetando expansão de 1,6% e 2%, respectivamente.

Outro reflexo é a perda de confiança do empresariado. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) atingiu 48,5 pontos em janeiro de 2026, o pior resultado para o mês em uma década. Em uma escala de 0 a 100, valores abaixo de 50 indicam falta de confiança, o que reduz decisões de produção, contratação e investimento e pode comprometer a oferta futura da economia.

Fonte: Confederação Nacional da Indústria (CNI).

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: CNI / Gilberto Sousa

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Economia

Banco Central mantém Selic em 15% ao ano pela quinta reunião consecutiva

O Banco Central decidiu, mais uma vez, manter inalterada a taxa básica de juros da economia. Em reunião realizada nesta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) optou por unanimidade pela manutenção da Selic em 15% ao ano, decisão que já era amplamente aguardada pelo mercado financeiro.

Com o novo resultado, esta é a quinta reunião consecutiva em que os juros básicos permanecem no mesmo nível, o mais elevado desde julho de 2006, quando a taxa chegou a 15,25% ao ano.

Possível início do ciclo de cortes em março

No comunicado divulgado após a reunião, o Copom sinalizou a possibilidade de iniciar a redução da Selic a partir da próxima reunião, marcada para março, desde que o cenário econômico se mantenha favorável e a inflação continue sob controle.

Segundo o Banco Central, a flexibilização da política monetária dependerá da confirmação das projeções atuais, mantendo-se, ainda assim, uma postura cautelosa para garantir a convergência da inflação à meta estabelecida.

Decisão ocorre com Copom desfalcado

A decisão foi tomada em um contexto de composição incompleta do Comitê. No final de 2025, chegaram ao fim os mandatos de dois diretores do Banco Central: Renato Gomes, responsável pela Organização do Sistema Financeiro, e Paulo Pichetti, diretor de Política Econômica.

As indicações dos substitutos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva estão previstas para ocorrer apenas após o retorno do Congresso Nacional, em fevereiro.

Após atingir 10,5% ao ano em maio do ano passado, a Selic voltou a subir a partir de setembro de 2024. O ciclo de alta levou a taxa a 15% ao ano na reunião de junho, patamar que vem sendo mantido desde então.

A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em 2025, o IPCA fechou em 4,26%, o menor resultado anual desde 2018, ficando dentro do teto da meta contínua de inflação.

Pelo modelo vigente desde janeiro, a meta central é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que estabelece um intervalo entre 1,5% e 4,5%.

Com o novo sistema de meta contínua, a inflação passa a ser avaliada mensalmente com base no acumulado de 12 meses. Assim, a verificação da convergência à meta ocorre de forma contínua, e não mais restrita ao fechamento de cada ano-calendário.

Projeções para 2026 divergem

No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de dezembro, o Banco Central reduziu a projeção do IPCA para 3,5% em 2026, embora a estimativa possa ser revista devido ao comportamento recente do dólar e dos preços.

Já o mercado financeiro apresenta uma visão mais cautelosa. Segundo o boletim Focus, a inflação deve encerrar 2026 em 4%, ligeiramente acima do centro da meta. Há um mês, a projeção era de 4,05%.

Juros elevados encarecem o crédito

A manutenção da Selic em níveis elevados contribui para o controle da inflação ao encarecer o crédito e reduzir o consumo, mas também impõe desafios ao crescimento econômico.

No mesmo Relatório de Política Monetária, o Banco Central revisou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,5% para 1,6% em 2026. O mercado, no entanto, estima uma expansão um pouco maior, de 1,8%, conforme o boletim Focus.

A taxa Selic serve como referência para as demais taxas de juros da economia e é utilizada nas operações com títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia. Ajustes na taxa influenciam diretamente o ritmo da atividade econômica, o consumo e a inflação.

Fonte: Agência Brasil

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO AGÊNCIA BRASIL / RAFA NEDDERMEYER

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Economia

Ibovespa fecha aos 181 mil pontos e registra melhor desempenho em 16 anos

O Ibovespa encerrou a terça-feira, 27, aos 181.919 pontos, com alta de 1,79%, renovando recordes históricos. O índice da B3 retomou a força após um pregão de acomodação na segunda-feira e chegou a tocar, pela primeira vez na história, o patamar dos 183 mil pontos, marcando também um recorde intradiário.

Janeiro de 2026 entre os melhores meses da bolsa

Com o desempenho de hoje, o Ibovespa superou o fechamento de sexta-feira, 23, quando atingiu 178.858 pontos. Apenas no início de 2026, o índice já acumulou dez máximas históricas, praticamente um terço dos 32 recordes registrados ao longo de todo o ano de 2025.

Segundo a consultoria Elos Ayta, desde 2010 apenas 13 meses tiveram altas superiores a dois dígitos, como novembro de 2023 (12,54%), outubro de 2011 (11,49%) e outubro de 2016 (11,23%). Esses dados consolidam janeiro de 2026 como um dos períodos de maior valorização da bolsa brasileira em mais de uma década.

Fatores que impulsionaram o Ibovespa

O avanço do índice foi sustentado pela divulgação do IPCA-15 de janeiro, que registrou alta de 0,20%, abaixo das expectativas do mercado. O dado reforçou a percepção de inflação controlada, estimulando a tomada de risco e o fluxo de capital estrangeiro para a B3.

Pablo Spyer, conselheiro da Ancord, afirma que o IPCA-15 mostra inflação sob controle no curto prazo, mas destaca pressões nos núcleos, especialmente em serviços e bens industrializados, recomendando cautela em relação à política monetária do Banco Central. Rodrigo Marques, economista-chefe da Nest Asset Management, reforça que a trajetória de desinflação permanece, mantendo a expectativa de início do ciclo de cortes da Selic em março, com redução de 25 pontos-base.

Setor financeiro lidera ganhos do pregão

O rali foi puxado pelo setor financeiro, que contribuiu de forma decisiva para o recorde do índice. Entre os destaques:

  • Itaú (ITUB4): +2,65%
  • Santander (SANB11): +3,18%
  • Bradesco (BBDC4): +2,63%
  • Banco do Brasil (BBAS3): +1,19%
  • BTG Pactual (BPAC11): +2,44%

No âmbito individual, os maiores ganhos vieram de:

  • Raízen (RAIZ4): +8,43%
  • CSN (CSNA3): +7,13%
  • Yduqs (YDUQ3): +6,96%
  • Cyrela (CYRE3): +6,17%
  • Assaí (ASAI3): +5,47%

Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora, atribui o movimento à entrada de capital estrangeiro. “Com a saída de notícias negativas nos Estados Unidos, especialmente ligadas ao presidente Donald Trump, investidores têm direcionado recursos para mercados emergentes, incluindo o Brasil”, explicou.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cris Faga/NurPhoto/Getty Images

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Economia

Inflação projetada para 2026 recua e mercado mantém previsões para PIB, câmbio e juros, aponta Focus.

O mercado financeiro voltou a ajustar para baixo as expectativas de inflação para 2026. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, a projeção para o IPCA ao fim do próximo ano passou para 4,05%, levemente abaixo das estimativas anteriores.

Na semana passada, o índice estava em 4,06%, enquanto há quatro semanas era projetado em 4,10%, indicando uma trajetória gradual de desaceleração das expectativas inflacionárias.

Projeções de inflação seguem estáveis para os anos seguintes

Para os anos de 2027 e 2028, o mercado mantém as estimativas há dez semanas consecutivas. A expectativa é de inflação de 3,80% em 2027 e 3,50% em 2028, patamares mais próximos do centro da meta definida pelo governo.

A meta de inflação, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo — o que fixa o intervalo entre 1,5% e 4,5%.

IPCA de 2025 fecha dentro do limite da meta

De acordo com dados do IBGE, a inflação de dezembro registrou alta de 0,33%, acima dos 0,18% observados em novembro. Com isso, o IPCA acumulado de 2025 encerrou o ano em 4,26%, permanecendo dentro do teto da meta oficial.

Entre os grupos pesquisados, apenas habitação apresentou deflação no mês, com queda de 0,33%. Os demais grupos registraram aumento de preços.

O maior impacto veio do grupo transportes, que subiu 0,74%, respondendo por 0,15 ponto percentual do índice. Em seguida, saúde e cuidados pessoais avançaram 0,52%, com impacto de 0,07 p.p.

PIB: crescimento moderado segue no radar do mercado

As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) permanecem inalteradas. O mercado estima crescimento de 1,80% para a economia brasileira em 2026, percentual repetido para 2027.

Já para 2028, a expectativa é de uma aceleração moderada, com expansão econômica de 2%.

Câmbio segue estável nas projeções

No cenário cambial, as estimativas permanecem estáveis há 13 semanas. O mercado projeta que o dólar encerre 2026 cotado a R$ 5,50, mesmo valor esperado para 2027.

Para 2028, a expectativa é de leve alta, com a moeda norte-americana fechando o ano em R$ 5,52.

Selic deve iniciar ciclo de queda a partir de 2026

A taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, deverá recuar para 12,25% até o fim de 2026, segundo as projeções do mercado. Para 2027, a expectativa é de nova redução, para 10,50%, e, em 2028, para 9,88%.

A Selic está no maior nível desde julho de 2006, quando atingiu 15,25% ao ano. Após alcançar 10,5% em maio do ano passado, a taxa voltou a subir a partir de setembro de 2024, chegando aos atuais 15% na reunião de junho, patamar mantido desde então.

Com informações da Agência Brasil
Texto: Redação

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Economia

Inflação em 2026: mercado financeiro projeta IPCA de 4,06%, aponta Boletim Focus

O mercado financeiro elevou levemente a expectativa para a inflação em 2026, segundo o primeiro Boletim Focus divulgado neste ano pelo Banco Central. A projeção passou de 4,05% para 4,06%, interrompendo uma sequência de oito semanas de revisões para baixo.

Expectativa de inflação segue próxima da estabilidade

A estimativa considera o IPCA, índice oficial que mede a inflação no país. Apesar do ajuste marginal de 0,01 ponto percentual, o cenário permanece relativamente estável. Há quatro semanas, a projeção do mercado para a inflação ao fim de 2026 era de 4,16%.

Para os anos seguintes, não houve alterações. O mercado mantém, há nove semanas, a previsão de 3,80% em 2027 e 3,50% em 2028, indicando convergência gradual da inflação no médio prazo.

Meta de inflação e comportamento recente dos preços

A meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Isso significa que o intervalo aceitável varia entre 1,5% e 4,5%.

A prévia da inflação de dezembro registrou 0,25%, levando o acumulado em 12 meses para 4,41%, dentro do teto da meta. Foi o segundo mês consecutivo com a inflação anualizada dentro do intervalo permitido. Em novembro, o IPCA-15 havia recuado para 4,5%, após meses acima do limite. O pico mais recente ocorreu em abril, quando chegou a 5,49%.

Os dados foram divulgados pelo IBGE.

Projeções para o PIB indicam crescimento moderado

As estimativas para o PIB seguem estáveis. O mercado financeiro projeta crescimento de 1,8% em 2026, percentual que se repete em 2027. Para 2028, a expectativa é de expansão de 2% da economia brasileira.

Câmbio permanece estável nas projeções

No câmbio, o cenário também é de estabilidade. A projeção indica o dólar a R$ 5,50 em 2026, patamar mantido há 12 semanas. Para os anos seguintes, a estimativa é de R$ 5,50 em 2027 e R$ 5,52 em 2028.

Selic deve cair gradualmente até 2028

A expectativa para a taxa Selic aponta um ciclo de queda nos próximos anos. Após encerrar 2025 em 15% ao ano, a taxa básica de juros deve recuar para 12,25% em 2026, 10,50% em 2027 e 9,75% em 2028.

Atualmente, a Selic está no maior nível desde julho de 2006. Depois de atingir 10,5% em maio do ano passado, os juros voltaram a subir a partir de setembro de 2024, alcançando 15% na reunião de junho e permanecendo nesse patamar desde então.

O aumento da Selic é utilizado pelo Banco Central para conter a demanda e frear a inflação, ao encarecer o crédito e estimular a poupança. Por outro lado, juros elevados tendem a restringir a atividade econômica. Já a redução da taxa costuma baratear o crédito, impulsionar consumo e produção e estimular o crescimento, ainda que com menor controle inflacionário.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Economia

Bancos reforçam expectativa de queda dos juros em março, aponta pesquisa da Febraban

As instituições financeiras reforçaram a expectativa de que o Banco Central inicie o ciclo de queda dos juros em março, segundo a mais recente Pesquisa de Economia Bancária e Expectativas, divulgada pela Febraban nesta quinta-feira (1º). O movimento ganhou força após o tom mais duro adotado pela autoridade monetária na última reunião de 2025.

O levantamento mostra que aumentou o número de bancos que enxergam março como o ponto de partida para a redução da taxa Selic, hoje em 15% ao ano, o maior patamar desde 2006.

Diminui aposta em corte já em janeiro

Enquanto cresce a expectativa por um início de flexibilização em março, caiu a parcela de instituições que esperavam um corte já em janeiro. O percentual recuou de 45,5% para 30%, indicando maior cautela do mercado quanto ao ritmo de afrouxamento monetário.

A pesquisa ouviu 20 bancos entre os dias 17 e 19 de dezembro.

Projeções indicam juros mais baixos até o fim do ano

Apesar da postura cautelosa, o mercado segue projetando redução relevante da Selic ao longo de 2026. Segundo o Boletim Focus, a taxa básica deve encerrar o ano em 12,25%.

De acordo com Rubens Sardenberg, diretor de Economia, Regulação Prudencial e Riscos da Febraban, o debate agora gira em torno da velocidade desse movimento.
“Por ora, as expectativas seguem conservadoras e apontam para um ritmo moderado de cortes, mesmo com a Selic em nível elevado”, avaliou.

Inflação segue acima da meta, mas com viés de desaceleração

Em relação à inflação, 50% dos participantes acreditam que o índice em 2026 ficará alinhado ao consenso do mercado, ainda acima da meta oficial, pressionado por estímulos fiscais e expansão do crédito.

Por outro lado, 35% dos analistas projetam inflação abaixo do consenso, indicando uma possível continuidade do processo de desaceleração. O Banco Central trabalha com meta de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Atividade econômica mostra sinais de melhora

O levantamento também apontou melhora nas expectativas para o crescimento econômico em 2026. A fatia de analistas que projetam avanço de 1,8% do PIB subiu de 36,4% para 55%.

Ao mesmo tempo, diminuiu de 45,5% para 30% o grupo que esperava crescimento abaixo do consenso do mercado, indicando maior otimismo com a atividade econômica.

Crédito desacelera, mas segue em patamar elevado

A maioria dos bancos projeta que a carteira de crédito encerrará 2025 com crescimento de 9,2%, desacelerando gradualmente para 8,2% em 2026. Mesmo assim, o ritmo segue elevado, sustentado principalmente pelo crédito direcionado.

A projeção anterior apontava alta de 8,9% em 2025, mas foi revisada para cima com o avanço do crédito direcionado, que passou de 10,1% para 10,9%. O principal motor segue sendo o crédito para pessoas jurídicas, cuja expansão estimada subiu de 13,6% para 15,3%, impulsionada por programas governamentais.

No segmento das famílias, a expectativa de crescimento também avançou, de 8,4% para 8,7%, refletindo a resiliência do crédito habitacional, apesar da perda de fôlego no crédito rural.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Adriano Machado

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Economia

Modelo econômico focado no consumo deve manter Selic em dois dígitos em 2026, avalia especialista.

Cenário econômico para 2026

A economia brasileira em 2026 deve enfrentar um ambiente desafiador, marcado pela tensão entre política fiscal expansionista e o esforço de controle da inflação, segundo análise da economista Rita Mundim, apresentada no especial Perspectivas 2026, da CNN Brasil.

De acordo com a especialista, a estratégia econômica baseada no estímulo ao consumo tende a dificultar a redução dos juros e prolongar a permanência da taxa Selic em patamar elevado.

Incertezas e retirada do forward guidance

Durante o debate, Mundim explicou que o Banco Central decidiu retirar o forward guidance — mecanismo de sinalização sobre decisões futuras de política monetária — diante das incertezas provocadas pela isenção do imposto de renda.

Segundo ela, os efeitos da medida começarão a ser sentidos já no início de 2026. “Ainda não há clareza sobre como as famílias irão utilizar os cerca de R$ 28 bilhões que devem ser injetados na economia, o que aumenta a imprevisibilidade do cenário”, avaliou.

Selic em dois dígitos

A economista projeta que a Selic deve encerrar 2026 em torno de 12,5%. Para Mundim, enquanto persistir um modelo que prioriza o consumo via crédito ou por meio de benefícios sociais, os juros básicos continuarão em dois dígitos.

Esse contexto, segundo a análise, limita investimentos, encarece o crédito e reduz o potencial de crescimento sustentável da economia.

Conflito entre política fiscal e monetária

Um dos principais alertas feitos pela especialista é o desalinhamento entre política fiscal e política monetária. Enquanto o governo adota medidas para estimular a demanda, o Banco Central atua de forma restritiva, elevando os juros para conter a inflação.

Para ilustrar o cenário, Mundim comparou a dinâmica econômica a um movimento contraditório: o governo acelera os estímulos, enquanto a autoridade monetária freia a economia, pressionando ainda mais a taxa de juros, influenciada pelo Risco Brasil e pela necessidade de controlar a inflação.

Risco Brasil e impacto político

O debate também abordou o papel do Risco Brasil, indicador que reflete a confiança dos investidores internacionais na estabilidade econômica e política do país. A inflação elevada, segundo a análise, afeta diretamente o poder de compra da população e influencia a percepção econômica, com reflexos nas decisões eleitorais.

Diante desse cenário, a economista avalia que 2026 será um ano decisivo não apenas do ponto de vista econômico, mas também político, exigindo maior coordenação entre as políticas públicas.

Fonte: Com informações da CNN Brasil.
Texto: Redação

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Economia

Boletim Focus indica nova queda na projeção do IPCA e mantém expectativas para Selic

Mercado financeiro atualiza cenários para inflação, juros e economia

Na última segunda-feira do ano, o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, revisou as projeções econômicas para 2025 e 2026. O levantamento reúne as expectativas de mais de 100 instituições financeiras sobre inflação (IPCA), crescimento da economia, taxa de câmbio e taxa básica de juros (Selic) no curto e médio prazos.

IPCA para 2025 registra sétima queda consecutiva

O principal destaque do relatório é a sétima redução seguida na projeção do IPCA para 2025. A mediana das estimativas caiu de 4,33% para 4,32% na comparação semanal. Há quatro semanas, a previsão era de 4,43%.

Com isso, a inflação esperada permanece 0,18 ponto percentual abaixo do teto da meta, fixado em 4,50%.

Meta de inflação passa a ser contínua

Desde este ano, a meta de inflação adotada pelo Banco Central passou a ser contínua, considerando o IPCA acumulado em 12 meses. O centro da meta é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Caso o índice fique fora desse intervalo por seis meses consecutivos, o BC entende que a meta foi descumprida.

Projeções para 2026, 2027 e 2028

Para 2026, a expectativa de inflação também recuou, passando de 4,06% para 4,05%, na sexta queda consecutiva. Um mês atrás, a estimativa era de 4,17%.

As previsões para os anos seguintes foram mantidas: 3,80% em 2027 e 3,50% em 2028, repetindo os mesmos patamares pela oitava semana seguida.

Selic segue elevada e sem mudanças nas projeções

Em relação à taxa Selic, o mercado manteve a expectativa de 12,25% ao ano em 2026, mesmo nível da semana anterior, porém 0,25 ponto percentual acima da projeção registrada há quatro semanas.

Na última reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15% ao ano, decisão repetida pela quarta vez consecutiva. Segundo o colegiado, a estratégia de manutenção prolongada dos juros é considerada adequada para garantir a convergência da inflação à meta.

PIB de 2025 segue em 2,26%, segundo o Focus

No campo da atividade econômica, a mediana do Boletim Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 permaneceu em 2,26%. Um mês antes, a projeção era de 2,16%, mostrando melhora gradual na percepção do mercado.

Banco Central revisa projeção de crescimento

O Banco Central revisou para cima sua estimativa de crescimento da economia brasileira em 2025, elevando a projeção de 2,0% para 2,3%, conforme o Relatório de Política Monetária (RPM) do quarto trimestre.

Segundo a autoridade monetária, o ajuste reflete a revisão das séries históricas das Contas Nacionais Trimestrais (CNT), com impacto relevante no desempenho da agropecuária no primeiro semestre, além de um resultado do terceiro trimestre acima do esperado.

Projeções para 2026 e 2027 indicam desaceleração

Para 2026, a expectativa de crescimento do PIB no Boletim Focus permaneceu em 1,80% pela terceira semana consecutiva. Há um mês, a projeção era de 1,78%.

Já para 2027, o mercado ajustou levemente a estimativa, de 1,81% para 1,80%. Quatro semanas atrás, a previsão indicava 1,83%, sinalizando um cenário de crescimento mais moderado no médio prazo.

Fonte: Banco Central do Brasil (Boletim Focus e Relatório de Política Monetária).
Texto: Redação

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Economia

Brasil mantém segundo maior juro real do mundo pelo sexto mês, a 9,44%

Selic estável mantém posição no ranking global
A manutenção da taxa Selic em 15% pelo Comitê de Política Monetária (Copom) fez com que o juro real do Brasil permanecesse como o segundo maior do mundo, atingindo 9,44% em outubro. O número representa leve recuo em relação à divulgação anterior, quando o indicador chegou a 9,74%.

O levantamento, que considera as 40 maiores economias do mundo, é produzido pela MoneYou e Lev Intelligence, sob coordenação do economista-chefe Jason Vieira.

Cenários possíveis não alterariam a colocação brasileira
Mesmo que o Copom tivesse optado por um aumento ou corte na taxa básica, a posição do país no ranking não mudaria. Vieira calcula que um corte de 0,25 ponto base levaria o juro real a 9,17%, enquanto um aumento na mesma proporção elevaria o índice para 9,75%.
Antes da decisão, o economista estimava 90% de probabilidade de manutenção da taxa, 8% de chance de corte e apenas 2% de alta.

No relatório, ele destacou que as incertezas fiscais continuam pressionando as expectativas, apesar do alívio recente em diversos itens da inflação e da desaceleração da economia global. A queda do dólar, representada pelo DYX, também influencia o comportamento dos preços.

Turquia segue líder em juros reais
O ranking global é encabeçado pela Turquia, com 10,33% de juro real. O Brasil aparece em segundo (9,44%), seguido por Rússia (7,89%). Argentina (7,14%) e México (4,21%) completam a lista dos cinco maiores juros reais.

Brasil tem o quarto maior juro nominal do mundo
No comparativo de juros nominais, o Brasil ocupa o quarto lugar, com 15%. À frente estão Turquia (39,5%), Argentina (29%) e Rússia (16,5%). Em seguida aparecem Colômbia (9,25%), México (7,25%) e África do Sul (6,75%).

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Economia

Mercado financeiro eleva projeção do PIB do Brasil para 2025

O mercado financeiro revisou para cima a estimativa de crescimento da economia brasileira em 2025. Segundo o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, a projeção para o PIB passou de 2,16% para 2,25% nesta semana. A pesquisa reúne expectativas de diversas instituições sobre os principais indicadores econômicos.

Para os anos seguintes, as projeções seguem estáveis: o PIB de 2026 foi ajustado de 1,78% para 1,8%, enquanto 2027 e 2028 devem registrar altas de 1,84% e 2%, respectivamente.

Economia mantém ritmo apoiada por serviços e indústria
Dados do IBGE mostram que a economia brasileira avançou 0,4% no segundo trimestre, sustentada pelo setor de serviços e pela indústria. Em 2024, o país encerrou o ano com crescimento de 3,4%, o quarto consecutivo, registrando o melhor desempenho desde 2021, quando o PIB subiu 4,8%.

No câmbio, a previsão do mercado para o dólar é de R$ 5,40 ao fim de 2025 e R$ 5,50 no fechamento de 2026.

Inflação recua e estimativas se aproximam da meta
O Boletim Focus também reduziu a previsão para o IPCA, a inflação oficial, de 4,43% para 4,4% em 2025. Para 2026, a expectativa caiu levemente para 4,16%, enquanto 2027 e 2028 devem registrar inflação de 3,8% e 3,5%.

Esta é a quarta queda consecutiva nas projeções, após o resultado de outubro, quando o IPCA foi de 0,09%, o menor índice para o mês desde 1998. A desaceleração foi puxada pela redução na conta de luz, segundo o IBGE.
Com isso, a inflação acumulada em 12 meses caiu para 4,68%, abaixo de 5% pela primeira vez em oito meses, embora ainda acima do teto da meta definida pelo CMN, de 4,5%.

Selic segue elevada e pode permanecer alta por mais tempo
Para controlar a inflação, o Banco Central mantém a taxa Selic em 15% ao ano, decisão repetida pela terceira reunião do Copom. Apesar da desaceleração da atividade econômica, o BC afirma que a inflação ainda está acima do desejado e que o cenário internacional — especialmente nos Estados Unidos — continua incerto.

O Copom se reúne novamente nesta semana, e analistas esperam que a taxa básica encerre 2025 também em 15%. Para 2026, a projeção é de queda para 12,25%, seguida por recuos para 10,5% em 2027 e 9,5% em 2028.

Quando a Selic sobe, o objetivo é conter a demanda e segurar os preços, já que juros altos encarecem o crédito e estimulam a poupança — movimento que pode limitar o crescimento econômico. Já reduções na taxa tendem a baratear empréstimos, incentivando produção, consumo e atividade econômica.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Marcello Casal Jr – Agência Brasil

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