Portos

Porto de San Antonio realiza simulado de derramamento de combustível para reforçar segurança marítima

O Porto de San Antonio, no Chile, promoveu um exercício simulado de emergência para testar a capacidade de resposta a um possível derramamento de combustível no mar. A atividade mobilizou diferentes equipes que atuam no complexo portuário e foi acompanhada pela Autoridade Marítima e pela Empresa Portuária San Antonio (EPSA).

O treinamento teve como foco avaliar os procedimentos de emergência, a integração entre os terminais e a eficiência das medidas de contenção de hidrocarbonetos, com atenção à proteção ambiental e à segurança das operações portuárias.

Simulado reproduz vazamento de diesel na baía de San Antonio

O exercício ocorreu nas instalações do terminal QC Policarpo Toro e contou com a participação da brigada de emergência da concessionária Puerto Panul.

O cenário simulado envolveu o rompimento de uma mangueira utilizada na transferência de combustível, provocando um suposto vazamento de diesel nas águas da baía de San Antonio.

Diante da ocorrência fictícia, as equipes acionaram os protocolos de emergência e mobilizaram três embarcações, além de barreiras flutuantes de contenção, para impedir a dispersão do combustível e reduzir os possíveis impactos sobre o ambiente marinho.

Integração entre equipes busca reduzir tempo de resposta

O subgerente de Saúde e Segurança Ocupacional, Meio Ambiente e Qualidade (SSOMAC) da EPSA, Maximiliano Gedvillo, destacou que um dos principais objetivos foi verificar a capacidade de coordenação dos recursos disponíveis diante de uma ocorrência desse tipo.

Segundo ele, o treinamento permitiu avaliar a integração entre os dois terminais e a Autoridade Marítima, além de testar o funcionamento conjunto dos equipamentos de contenção.

A atividade também verificou a possibilidade de conectar as barreiras de contenção utilizadas pelas equipes, formando uma estrutura única para aumentar a eficiência das ações e minimizar o tempo de resposta em situações reais.

Autoridade Marítima destaca atualização dos procedimentos

O capitão do Porto de San Antonio, capitão de fragata Roberto Ascencio, ressaltou a importância de manter os profissionais preparados e os equipamentos atualizados para enfrentar emergências marítimas.

A avaliação incluiu a revisão dos procedimentos operacionais e das primeiras medidas que devem ser adotadas após a identificação de um vazamento de combustível.

Plano conjunto orienta resposta a emergências portuárias

O simulado integra o Plano de Ação Comum para Emergências do Porto de San Antonio, que define mecanismos de coordenação entre as empresas e os órgãos que operam no complexo portuário.

O plano estabelece diretrizes para situações que possam colocar em risco as pessoas, comprometer as atividades portuárias ou causar danos ao meio ambiente.

Durante o exercício, a EPSA participou da avaliação dos tempos de resposta, da aplicação dos protocolos e da atuação conjunta das equipes. A iniciativa contribui para identificar oportunidades de melhoria e fortalecer a segurança portuária, a prevenção de acidentes e a preparação para eventuais emergências ambientais.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Logística

Mulher assume comando da Guarda Portuária pela primeira vez no Brasil

A Guarda Portuária de uma empresa responsável pela operação dos portos de Vitória e Vila Velha, no Espírito Santo, passou a ser comandada, pela primeira vez no Brasil, por uma mulher. Aos 45 anos, Josi Fabres assumiu a coordenação da equipe de segurança portuária da Vports após ser escolhida em um processo interno.

Fabres será responsável por um efetivo de 35 profissionais, que atuam diretamente na proteção das instalações e no controle das operações portuárias. De acordo com a empresa, a nomeação representa um marco para a presença feminina em posições de liderança na segurança portuária brasileira.

Guarda Portuária atua 24 horas por dia

Entre as principais atribuições da equipe estão o controle de acesso às áreas portuárias, o credenciamento de pessoas, o monitoramento das instalações e a proteção de trabalhadores, veículos e cargas.

A estrutura também atua em situações de emergência e conta com um Centro de Controle e Monitoramento equipado com 473 câmeras. O sistema funciona ininterruptamente, 24 horas por dia.

A equipe também é responsável por aplicar os procedimentos de segurança previstos no ISPS Code, sigla em inglês para o Código Internacional de Segurança de Navios e Instalações Portuárias.

Josi Fabres começou na área aos 27 anos

Natural de Colatina, no Espírito Santo, Josi Fabres iniciou sua trajetória profissional na área aos 27 anos, depois de ser aprovada em concurso público.

O primeiro passo para assumir funções de liderança ocorreu em 2019, quando foi convidada a substituir um colega como inspetora de turno. A função envolvia a coordenação da equipe durante os plantões operacionais e marcou o início de sua ascensão profissional.

A experiência adquirida ao longo dos anos contribuiu para a promoção à coordenação da Guarda Portuária.

Nova coordenadora destaca responsabilidade do cargo

Ao falar sobre a nomeação, Fabres destacou a importância de assumir uma função estratégica dentro da estrutura portuária.

“É uma alegria enorme, mas também uma grande responsabilidade”, afirmou a nova coordenadora.

A escolha foi destacada pela área de Tecnologia e Segurança Portuária da Vports. Para David Neto, gerente do setor, a nomeação reconhece a trajetória e a preparação profissional de Fabres.

Segundo ele, a chegada de uma mulher ao comando da segurança portuária representa uma novidade na estrutura da empresa e coloca a profissional à frente de uma área considerada estratégica para as operações dos portos de Vitória e Vila Velha.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Portos

Porto de Itajaí terá sistema de monitoramento de R$ 4,48 milhões

O Porto de Itajaí vai receber um sistema de monitoramento em tempo real para acompanhar as condições do canal de acesso ao complexo portuário. A iniciativa, estimada em R$ 4,48 milhões, foi contratada em caráter emergencial diante da previsão de impactos provocados pelo fenômeno El Niño em Santa Catarina.

A mudança busca ampliar a segurança das operações em um cenário de alterações nas condições meteorológicas e no comportamento do Rio Itajaí-Açu, fatores que podem interferir diretamente na navegabilidade do canal e nas manobras de embarcações.

A contratação emergencial foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (14). O serviço prevê acompanhamento contínuo, 24 horas por dia, de indicadores como correnteza, maré, ondas, vento, visibilidade e chuva.

Sistema vai monitorar 9,3 quilômetros do acesso aquaviário

De acordo com a Superintendência do Porto de Itajaí (SPI), a estrutura contará com quatro estações físicas e dois pontos destinados à modelagem numérica.

O sistema deverá abranger aproximadamente 9,3 quilômetros do acesso aquaviário ao complexo portuário, contemplando desde a área externa até as bacias de evolução e os berços de atracação.

A coleta permanente de informações permitirá acompanhar as condições do canal antes e durante as operações, oferecendo dados para subsidiar decisões relacionadas ao acesso e à movimentação dos navios.

Dados em tempo real devem apoiar manobras de navios

A expectativa da Autoridade Portuária é utilizar as informações para identificar alterações nas condições do canal de navegação e responder com maior rapidez a eventuais mudanças no Rio Itajaí-Açu.

Além das informações sobre o rio, o monitoramento das condições meteorológicas deverá contribuir para uma avaliação mais precisa dos cenários enfrentados pelas embarcações que entram e saem do Porto de Itajaí.

O objetivo é aumentar a previsibilidade da navegação e oferecer mais elementos técnicos para as decisões tomadas durante as operações portuárias.

El Niño aumenta preocupação com navegabilidade

Segundo a SPI, a contratação emergencial está relacionada às condições esperadas para a região durante o período de influência do El Niño.

A documentação técnica utilizada no processo aponta que o fenômeno pode intensificar o assoreamento e aumentar a variabilidade hidrodinâmica do estuário. Essas alterações podem tornar as condições de navegação mais instáveis e difíceis de prever.

Nesse contexto, o acompanhamento contínuo dos parâmetros ambientais busca ampliar a capacidade de identificar riscos e adaptar as operações às condições observadas.

Contrato terá duração de até 180 dias

O contrato foi firmado com a empresa UMI SAN Serviços de Apoio à Navegação e Engenharia Ltda., pelo valor de R$ 4,48 milhões.

A contratação terá duração máxima de 180 dias. Durante esse período, o sistema deverá operar de forma permanente, mantendo o monitoramento das condições do canal de acesso ao complexo.

A medida integra as ações adotadas para reforçar a segurança portuária durante um período de maior instabilidade climática. A disponibilidade de dados em tempo real sobre o rio e o clima deverá auxiliar na antecipação de possíveis riscos e no planejamento das operações de navegação.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: SPI

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Segurança

Segurança portuária é reforçada, mas mudanças na regulação preocupam ABTP

A segurança nos terminais portuários brasileiros conta com estruturas de fiscalização e controle consolidadas, mas possíveis mudanças nas regras do setor podem criar vulnerabilidades. A avaliação é de Jesualdo Conceição Silva, diretor-presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP).

O dirigente participou, nesta terça-feira (15/9), do CB Talks Segurança para o desenvolvimento do Brasil: uma agenda contra o crime organizado, evento promovido pelo Correio. Durante o painel “A nova fronteira do crime organizado: mercado formal vs. mercado irregular”, ele abordou os desafios para proteger a infraestrutura portuária da atuação de organizações criminosas.

Segurança nos terminais envolve diferentes órgãos

Segundo Jesualdo, o combate ao crime organizado nos terminais portuários tem sido fortalecido. Ele ressaltou, porém, que a manutenção dos mecanismos de controle é necessária para evitar vulnerabilidades que possam ser exploradas por atividades criminosas.

Na avaliação do presidente da ABTP, o reforço da segurança pública nos portos não se limita à repressão ao crime. A atuação também contribui para preservar a qualidade e o funcionamento da infraestrutura instalada nos terminais.

Ele destacou a participação da Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Conportos), em conjunto com órgãos do governo federal, na estrutura de segurança das instalações portuárias.

ABTP manifesta preocupação com revisão de resolução da ANP

Durante o debate, Jesualdo também chamou atenção para a revisão da Resolução 852 da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A norma possui um dispositivo que permite que refinarias exerçam atividades como terminais. Para o dirigente, a alteração pode gerar brechas capazes de aumentar os riscos relacionados à presença do crime organizado no setor portuário.

“Não somos contra a flexibilização, mas é necessário que todas as exigências técnicas, ambientais e de segurança que são colocadas e exigidas hoje, assim como os controles aplicados aos terminais, sejam mantidos”, afirmou.

Regulação deve preservar mecanismos de controle

Jesualdo classificou a regulação do setor portuário como fundamental, especialmente diante do volume de investimentos envolvidos na área de infraestrutura.

Ao mesmo tempo, afirmou que mudanças nas normas precisam ser avaliadas de forma cuidadosa para evitar que medidas de flexibilização produzam fragilidades nos mecanismos de segurança.

“A forma como ela é colocada, talvez, na busca por uma flexibilização, possa estar sendo criada uma brecha, uma fragilidade que facilite a entrada do crime organizado”, declarou.

Para o presidente da ABTP, eventuais ajustes regulatórios devem ser discutidos entre representantes do poder público e do setor empresarial. O objetivo, segundo ele, é encontrar regras que atendam às necessidades das operações sem comprometer os instrumentos de controle existentes.

“Não tem outra forma de não ser esse diálogo, né? Do setor empresarial ao setor público”, disse.

Jesualdo defendeu, portanto, uma regulação adequada às operações portuárias, mas que preserve as exigências técnicas, ambientais e de segurança e não crie espaços que possam ser utilizados por organizações criminosas.

FONTE: Correio Braziliense
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

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Informação

MPor lança Política Nacional de Identificação Biométrica para aeroportos, portos e hidrovias

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) lança nesta segunda-feira (31) a Política Nacional Setorial de Identificação Biométrica, que estabelece diretrizes para o uso de tecnologias de identificação em aeroportos, portos, instalações portuárias e hidrovias.

A iniciativa busca ampliar a segurança no transporte de passageiros, agilizar procedimentos de embarque e melhorar a experiência de quem utiliza esses sistemas, tanto em viagens nacionais quanto internacionais.

Política prevê identificação biométrica integrada

Entre as principais diretrizes estão a padronização dos processos de identificação e autenticação biométrica, além da integração dos sistemas de informação utilizados pelos diferentes setores.

A proposta também prevê a adoção de tecnologias capazes de tornar a jornada dos passageiros mais simples, reduzindo etapas e a necessidade de contato físico durante os procedimentos de viagem.

Com a integração das soluções, a expectativa é aumentar a eficiência operacional dos terminais e, ao mesmo tempo, oferecer uma experiência mais rápida e fluida aos usuários.

Medida também alcança terminais de passageiros

Nos segmentos portuário e hidroviário, a política será direcionada aos terminais que realizam movimentação de passageiros.

A regulamentação também abre a possibilidade de criação de critérios específicos de identificação para diferentes públicos que precisam acessar áreas controladas. Entre eles estão trabalhadores, prestadores de serviços, autoridades públicas e visitantes.

O objetivo é permitir que o controle de acesso seja realizado de maneira segura e padronizada, de acordo com as características de cada instalação.

Comitê vai coordenar implementação da política

A implementação e o acompanhamento da nova política ficarão sob responsabilidade do Comitê Técnico Interinstitucional de Identificação Biométrica.

O grupo reúne representantes do MPor, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e de entidades que representam os setores aéreo, portuário e aquaviário.

A atuação conjunta deverá orientar a aplicação das diretrizes e acompanhar a evolução das soluções de tecnologia biométrica nos diferentes modais de transporte.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: MPor

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Portos

Trabalhadores dos portos: conheça as profissões que fazem a operação portuária acontecer

Por trás da movimentação de navios e mercadorias, existe uma complexa estrutura formada por profissionais de diferentes áreas. Os trabalhadores portuários são responsáveis por atividades que vão desde a chegada e atracação das embarcações até a movimentação, conferência e segurança das cargas.

A rotina também envolve setores administrativos, fiscalização, manutenção e suporte às operações. Cada função exige conhecimentos específicos e integração entre as equipes para garantir que o transporte marítimo ocorra de maneira segura e eficiente.

Trabalho muda conforme o tipo de porto

Existem diferenças entre os Portos Organizados, de caráter público, e os Terminais de Uso Privado (TUPs), administrados pela iniciativa privada. Questões como contratação, organização e gestão da mão de obra variam de acordo com o modelo de operação.

Nos Portos Organizados, as atividades dos trabalhadores portuários são regulamentadas pela Lei nº 12.815/2013, conhecida como Lei de Modernização dos Portos. Nos TUPs, a organização do trabalho possui maior liberdade de definição pela iniciativa privada.

Independentemente do modelo, as características das cargas e dos terminais demandam treinamento especializado, qualificação técnica e coordenação entre os profissionais envolvidos.

Quais são as principais profissões nos portos?

A evolução tecnológica e a modernização da operação portuária aumentaram a necessidade de trabalhadores preparados para lidar com equipamentos, sistemas e procedimentos cada vez mais sofisticados.

Entre as principais funções estão:

Trabalhador da capatazia

É responsável pela movimentação de mercadorias dentro das instalações portuárias. Entre as atividades estão recebimento, conferência, transporte interno, manipulação, organização e entrega de cargas.

Também pode participar do carregamento e descarregamento de embarcações quando essas operações são realizadas com equipamentos portuários.

Trabalhador da estiva

O profissional da estiva trabalha diretamente com as cargas nos conveses e porões das embarcações. Suas atribuições incluem operações de carregamento e descarga, transbordo e organização das mercadorias.

A função também envolve a peação, que consiste em fixar e amarrar as cargas para impedir deslocamentos durante o transporte, e a despeação, etapa de retirada dos dispositivos de travamento após a viagem.

Conferente de carga

O conferente verifica as características e a quantidade das mercadorias movimentadas. O trabalho inclui contagem de volumes, registro de informações, análise das condições da carga, acompanhamento da pesagem e conferência do manifesto.

É uma atividade importante para o controle de cargas durante as operações de embarque e desembarque.

Consertador de carga

Esse profissional atua na recuperação e preparação das embalagens utilizadas no transporte de mercadorias.

Entre as tarefas estão reparos, reembalagem, marcação, etiquetagem e abertura de volumes para inspeção, além da recomposição das embalagens após a vistoria.

Vigilante de embarcações

A vigilância de embarcações envolve o controle e a fiscalização do acesso de pessoas aos navios atracados ou fundeados.

O trabalho também abrange o acompanhamento da movimentação de mercadorias em áreas como portalós, rampas, porões, conveses e plataformas.

Trabalhador de bloco

Os chamados trabalhadores de bloco atuam na limpeza e conservação de embarcações mercantes e de seus tanques.

As atividades podem incluir remoção de ferrugem, pintura, pequenos reparos e outros serviços necessários à manutenção das embarcações.

Profissionais da administração portuária

A operação de um porto também depende de profissionais que trabalham nos setores administrativos e de gestão.

Essa estrutura reúne áreas como contabilidade, jurídico, setor comercial e gestão das operações portuárias, entre outras funções essenciais ao funcionamento das instalações.

Qualificação é cada vez mais importante

A modernização dos portos trouxe novos equipamentos, processos e tecnologias para o setor. Com isso, a qualificação profissional passou a ter papel ainda mais relevante para garantir produtividade e segurança nas operações.

Além do conhecimento técnico específico de cada função, os trabalhadores precisam seguir procedimentos relacionados à segurança portuária, logística, fiscalização e controle.

Fórum debate condições de trabalho nos portos

A organização do trabalho nos Portos Organizados também é acompanhada institucionalmente. No Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), o Fórum Permanente dos Trabalhadores Portuários reúne representantes dos trabalhadores, autoridades portuárias, entidades patronais e profissionais, além de órgãos públicos ligados ao setor.

Criado por meio das Portarias nº 479, de 31 de outubro de 2023, e nº 562, de 18 de dezembro de 2023, o fórum discute temas como políticas públicas, segurança, formação profissional e condições de trabalho nos portos brasileiros.

Dessa forma, a atividade portuária vai muito além de navios e máquinas: é sustentada por uma cadeia de profissionais especializados que trabalham de forma integrada para manter o fluxo de cargas funcionando.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Portos

Porto de Santos terá sistema digital para monitorar navios em tempo real

O Porto de Santos está prestes a entrar em uma nova etapa de transformação digital. Após mais de 15 anos de discussões e projetos, a Autoridade Portuária de Santos (APS) assinou o contrato para implantação do Sistema de Gerenciamento de Informações do Tráfego de Embarcações (VTMIS), tecnologia que permitirá monitorar, em tempo real, a movimentação de navios em toda a área do Porto Organizado.

O contrato, firmado com o Consórcio Portulano, prevê investimento de R$ 88,99 milhões e terá duração de cinco anos. A expectativa é que a operação assistida do sistema comece em agosto de 2027, após a homologação da Marinha do Brasil.

O novo sistema funcionará como uma central integrada de monitoramento do tráfego marítimo no Porto de Santos. A estrutura reunirá informações captadas por radares, câmeras, sensores meteorológicos e equipamentos hidroceanográficos instalados em pontos estratégicos. Com isso, será possível acompanhar as embarcações desde a aproximação do complexo portuário e permanência nas áreas de fundeio até a entrada no canal de navegação, atracação e movimentação próxima aos terminais.

Os dados serão concentrados em um Centro Operacional instalado na própria APS, permitindo uma visão integrada das entradas, saídas e demais movimentos realizados pelas embarcações. A tecnologia ganha relevância diante da dimensão da operação santista. O Porto de Santos registra cerca de 30 movimentos diários de entrada e saída de navios, número que pode chegar a aproximadamente 40 em períodos de maior movimentação.

Quatro pontos estratégicos terão equipamentos

Para garantir a cobertura do sistema, o projeto prevê a instalação de estações em quatro áreas estratégicas: Ilha da Moela, Morro do Tejereba, Serra do Mar e Ilha Barnabé. Nesses locais serão instalados equipamentos capazes de ampliar o monitoramento da atividade marítima, incluindo radares, câmeras eletro-ópticas, sensores meteorológicos e sistemas para coleta de informações hidroceanográficas.

Entre os pontos previstos, a Ilha da Moela terá uma função importante. Localizada no Guarujá, próxima às áreas de fundeio e às rotas utilizadas pelos navios mercantes, a estrutura permitirá acompanhar as embarcações ainda durante a aproximação do Porto de Santos.

Além de contribuir para o planejamento operacional, o VTMIS deverá ampliar os mecanismos de segurança do complexo portuário. As informações geradas pelo sistema poderão ser compartilhadas com órgãos como a Polícia Marítima da Polícia Federal, a Marinha do Brasil e a Receita Federal, entre outras instituições envolvidas na segurança da área portuária.

A tecnologia também permitirá identificar movimentações consideradas suspeitas ou a presença de embarcações não autorizadas na área marítima do Porto Organizado. O recurso representa um reforço importante para o enfrentamento de crimes que afetam grandes cadeias logísticas, como tráfico de drogas, contrabando e outras atividades ilícitas.

Projeto do VTMIS levou mais de 15 anos

A implantação do sistema em Santos é resultado de um processo que se estende por mais de uma década. Ao longo dos anos, o projeto passou por mudanças institucionais, revisões técnicas, alterações regulatórias e diferentes etapas de avaliação de investimentos.

Para avançar com a implantação, a APS realizou estudos técnicos exigidos pela Marinha e adotou medidas para reduzir o prazo inicialmente estimado para execução. Em setembro de 2024, a Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha do Brasil concedeu a licença necessária para a implantação do VTMIS.

A partir daí, foram necessárias novas tratativas relacionadas às áreas onde serão instaladas as estações, questões ambientais, utilização do Farol da Ilha da Moela e infraestrutura necessária para transmissão dos dados. A complexidade do processo também aparece no volume de documentação produzida: aproximadamente 11 mil documentos foram elaborados pela APS antes da publicação do edital.

Operação assistida está prevista para 2027

O planejamento inicial previa que a implantação poderia levar até quatro anos. Com a nova estratégia, o prazo foi reduzido para dois anos. A expectativa da APS é disponibilizar uma parcela relevante das funcionalidades do VTMIS já no primeiro ano de implantação. A operação assistida está prevista para agosto de 2027, desde que o sistema seja homologado pela Marinha do Brasil.

O Consórcio Portulano terá até dois anos para realizar as obras, instalar os equipamentos e concluir a estrutura tecnológica. Os três anos seguintes do contrato serão destinados aos serviços de suporte e logística integrada.

O VTMIS faz parte de um movimento mais amplo de digitalização do Porto de Santos. A APS também trabalha com outras soluções voltadas à modernização da gestão portuária, entre elas o Sistema Integrado de Gestão Portuária (PMIS), o Sistema de Sequenciamento de Navios, o Gêmeo Digital, a rede 5G, o projeto Smart Porto e o Aplicativo Porto de Santos.

A integração dessas ferramentas deve ampliar o uso de dados em tempo real para apoiar decisões relacionadas à operação, ao planejamento e à segurança. Na prática, a transformação digital busca fazer com que diferentes informações sobre o funcionamento do complexo portuário estejam disponíveis de maneira integrada, permitindo respostas mais rápidas diante das condições de navegação e da movimentação de embarcações.

Novo sistema pode mudar gestão do tráfego marítimo

Responsável por uma parcela significativa do comércio exterior brasileiro, o Porto de Santos movimenta diariamente dezenas de embarcações em uma estrutura que reúne áreas de fundeio, canal de navegação, berços e terminais. Nesse cenário, ampliar a capacidade de monitoramento do tráfego marítimo representa mais do que uma evolução tecnológica. O acesso a informações integradas e atualizadas pode contribuir para decisões operacionais mais precisas e para o uso mais eficiente da infraestrutura portuária.

Depois de mais de 15 anos entre estudos, revisões e etapas burocráticas, o VTMIS começa finalmente a sair do papel. A partir de 2027, o Porto de Santos deverá contar com uma nova estrutura de monitoramento capaz de acompanhar sua movimentação marítima de forma contínua e integrada.

Fonte: Autoridade Portuária de Santos (APS).

Texto: Redação

Imagem: Reprodução Internet / Jornal Portuário

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Evento

XXXIII Encontro Cooperaportos debate ESG, sustentabilidade e segurança no setor portuário

O XXXIII Encontro Cooperaportos já tem data marcada. Entre os dias 26 e 28 de agosto, representantes do setor portuário, especialistas e autoridades participarão de um dos principais fóruns nacionais voltados à discussão de sustentabilidade, segurança e ESG nos portos. Nesta edição, o tema central será “Portos na Fronteira ESG”.

O encontro acontecerá em formato híbrido. As atividades presenciais serão realizadas no Auditório da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), com participação mediante convite, enquanto o público também poderá acompanhar toda a programação de forma virtual por meio da plataforma Teams. O link de acesso será divulgado pela organização em data próxima ao evento.

Parceria reúne principais entidades do setor portuário

A realização do encontro faz parte do Protocolo de Intenções firmado entre a ANTAQ, a ABEPH, a ABTP e a ATP, entidades que atuam na promoção de iniciativas voltadas ao desenvolvimento do sistema portuário brasileiro. Em 2026, a Vports será a anfitriã do evento.

A iniciativa também integra a Agenda Ambiental e de Segurança Aquaviária (AASA) 2025/2026, elaborada pela Gerência de Meio Ambiente e Sustentabilidade da ANTAQ. O programa reúne ações voltadas ao fortalecimento da governança ambiental, da segurança aquaviária e da adoção das melhores práticas de ESG no setor.

Programação abordará desafios estratégicos para os portos

A agenda oficial será divulgada nos próximos dias, mas a organização já confirmou que o evento contará com painéis, palestras e debates sobre temas considerados estratégicos para o futuro da atividade portuária.

Entre os assuntos previstos estão o licenciamento ambiental, a descarbonização, a segurança operacional, a resposta a emergências, a preservação da biodiversidade e a integração entre porto e cidade, temas que vêm ganhando espaço nas discussões sobre infraestrutura e logística.

O encerramento da programação será marcado por uma visita técnica ao Porto Organizado de Vitória, permitindo aos participantes conhecer de perto as operações e iniciativas desenvolvidas no complexo portuário.

Cooperaportos completa mais de duas décadas promovendo cooperação

Criado em 2000, o Cooperaportos tornou-se um espaço permanente de cooperação entre instituições públicas e privadas voltado ao fortalecimento das ações socioambientais e de segurança no setor portuário. O primeiro encontro foi realizado em 29 de junho daquele ano, nas instalações da então Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

Realizado anualmente, o fórum reúne técnicos, gestores, representantes de administrações portuárias, órgãos públicos e especialistas para promover a troca de experiências, disseminar boas práticas, incentivar o aperfeiçoamento regulatório e contribuir para o desenvolvimento sustentável dos portos brasileiros.

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

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Portos

Porto de Imbituba está entre os oito portos públicos do país certificados com padrão internacional de segurança

Referência em segurança portuária, o Porto de Imbituba integra o seleto grupo dos oito portos públicos brasileiros certificados com o ISPS Code (International Ship and Port Facility Security Code – Código Internacional para a Proteção de Navios e Instalações Portuárias). Recentemente, o Complexo Portuário de Imbituba teve sua Declaração de Cumprimento do protocolo internacional renovada pela Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Conportos), com validade até 2031.

A certificação atesta que o Porto de Imbituba atende aos mais elevados padrões internacionais de segurança no setor marítimo e portuário. O ISPS Code tem como objetivo fortalecer a proteção de navios e instalações portuárias, estabelecendo medidas de prevenção e resposta contra ameaças à segurança no transporte marítimo internacional.

Atualmente, o Porto de Imbituba conta com um sistema de monitoramento e prevenção. A estrutura inclui portarias de controle de acesso, mais de 150 câmeras de vigilância, cercamento em toda a área operacional, rondas permanentes, monitoramento aéreo com drones e utilização de ROV (Remotely Operated Underwater Vehicle), garantindo mais eficiência e segurança às operações.

O ROV é utilizado para realizar buscas subaquáticas de objetos de interesse da Polícia Federal, auxiliando na elucidação de crimes, recuperação de equipamentos e na varredura de cascos de navios para identificação de ilícitos ocultos em áreas submersas das embarcações. Os equipamentos foram destinados ao Estado de Santa Catarina pela Polícia Federal, após doação da Embaixada dos Estados Unidos, por intermédio da UNODC, passando a integrar a estrutura operacional do Porto de Imbituba.

Para o diretor-presidente dos Portos de Imbituba e Laguna, Christiano Lopes, a renovação da certificação representa o reconhecimento do trabalho contínuo realizado pela Autoridade Portuária. “A conquista da nova Declaração de Cumprimento do ISPS Code demonstra o comprometimento do Porto de Imbituba com a excelência operacional e, principalmente, com a segurança das pessoas, das cargas e das operações. Estar entre os oito portos públicos do país com essa certificação reforça nossa credibilidade e competitividade no cenário nacional e internacional”, destaca.

O gerente de Segurança Portuária, Sandro Cassol, ressalta que os investimentos constantes em tecnologia e capacitação das equipes têm sido essenciais para manter os padrões exigidos internacionalmente. “Hoje contamos com uma estrutura de monitoramento e prevenção, composta por sistemas integrados de vigilância, controle de acesso, rondas, drones e operações com ROV. Além dos equipamentos, existe um trabalho permanente de treinamento e aperfeiçoamento dos colaboradores para garantir respostas rápidas e eficientes em qualquer situação”, afirma.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Divulgação / SCPAR Porto de Imbituba

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Portos

Robô de combate a incêndio é testado no Porto de Paranaguá

Equipamento amplia a capacidade de resposta a emergências e pode reduzir riscos para equipes de segurança

Com foco na adoção de tecnologias voltadas ao reforço da segurança, a Portos do Paraná apresentou às instituições integrantes do Plano de Ajuda Mútua (PAM) um robô de combate a incêndio durante a assembleia geral do grupo, realizada no último dia 24 de abril. A iniciativa integra a estratégia da autoridade portuária de buscar soluções inovadoras, especialmente na área de segurança operacional.

“Trouxemos a apresentação deste equipamento justamente para demonstrar às empresas o que há de mais moderno no mercado para combate e prevenção de incêndios”, explicou o assessor da Diretoria de Meio Ambiente da Portos do Paraná e coordenador do PAM, Felipe Zacharias.

O equipamento, ainda recente no mercado brasileiro, pesa 850 quilos e tem capacidade para arrastar até 450 quilos, o que amplia significativamente a vazão de água e auxilia o trabalho dos brigadistas e do Corpo de Bombeiros. “Um ser humano segura até 16 galões por minuto (GPM), enquanto duas pessoas conseguem até 24 GPM. O robô, dependendo da potência da bomba disponível, pode chegar a 1.260 GPM, com alcance de 80 a 85 metros”, destacou Wantuil Silva, diretor da WTB Guoxing Brasil, empresa responsável pelo equipamento.

Características do robô
Além de atuar no combate a incêndios, o robô conta com detectores de fumaça, sensores de gases e quatro câmeras com resolução em 4K, que permitem identificar áreas de risco, pontos críticos e possíveis vítimas. De acordo com o fabricante, o equipamento, inicialmente movido a diesel, passou a operar com sistema 100% elétrico, o que trouxe avanços significativos, especialmente na atuação em ambientes com atmosfera explosiva.

O robô pode ser operado remotamente a uma distância de até 1 quilômetro, e o visor do controle apresenta informações técnicas em tempo real. A tecnologia embarcada permite atuar com maior eficiência em incidentes envolvendo materiais inflamáveis, gases tóxicos, ambientes com baixa concentração de oxigênio ou com elevada presença de fumaça, além de acessar estruturas com risco de colapso, reduzindo a exposição dos profissionais a situações perigosas. “É possível enviar o robô para ambientes contaminados, preservando a segurança das equipes envolvidas”, concluiu Zacharias. A apresentação do equipamento despertou o interesse dos participantes e poderá, futuramente, integrar o conjunto de recursos disponíveis para situações críticas.

Plano de Ajuda Mútua (PAM)
A Norma Regulamentadora nº 29 (NR-29) estabelece a existência do Plano de Ajuda Mútua (PAM), uma associação voluntária que reúne empresas do setor portuário e o poder público, com o objetivo de fortalecer a prevenção de incêndios e outros incidentes, além de atuar de forma integrada no atendimento a emergências. As ações contam com recursos humanos e materiais previamente disponibilizados, sob coordenação da Comissão de Gerenciamento e das autoridades competentes.

Porto de Paranaguá é referência em atendimento de emergência
Em 2025, a Portos do Paraná reestruturou o Centro de Prontidão e Resposta a Emergências (CPRE), com investimentos superiores a R$ 27 milhões na modernização da estrutura e dos equipamentos. O CPRE é preparado para atuar no combate a incêndios, vazamentos de óleo, combustíveis e produtos químicos líquidos e gasosos, além de realizar resgates de pessoas e animais.

O centro conta com um moderno caminhão de bombeiros do tipo Auto Bomba Tanque (ABT), com capacidade para 11.600 litros de água e 400 litros de Líquido Gerador de Espuma (LGE), utilizado no combate a incêndios em líquidos inflamáveis. O veículo também possui canhão monitor com vazão de 3.785 litros por minuto e sistema que permite o bombeamento de água do mar durante as operações.

Além disso, o CPRE dispõe de diversos equipamentos para diferentes tipos de ocorrência, como barreiras de contenção e absorção, recolhedores de óleo, tanques de armazenamento, caminhão para atendimento a emergências químicas, seis embarcações de diferentes portes e outros veículos que garantem a eficácia no atendimento a emergências.

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Claudio Neves/Gcom Portos do Paraná

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