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Incêndio atinge navio MV Espírito Santo Express durante viagem para Santos

Todos os tripulantes estão em segurança e foram contabilizados, enquanto equipes atuam no controle do incêndio e avaliam possíveis impactos sobre as cargas e as operações do navio | IMAGEM ILUSTRATIVA

Um incêndio a bordo do navio MV Espírito Santo Express foi registrado enquanto a embarcação seguia de Singapura para o Porto de Santos, no litoral paulista. A informação foi divulgada pela companhia de navegação Hapag-Lloyd, que acompanha o caso em contato direto com a Seaspan, proprietária principal do navio.

Tripulação está em segurança

De acordo com as informações repassadas pela Seaspan à Hapag-Lloyd, todos os tripulantes estão em segurança e foram devidamente contabilizados. As equipes responsáveis estão adotando as medidas necessárias para controlar a ocorrência.

Impactos sobre a carga ainda são avaliados

Até o momento, não há uma avaliação definitiva sobre a dimensão do incêndio. As possíveis consequências para as cargas transportadas e para as operações do navio continuam sendo analisadas.

A Hapag-Lloyd informou que monitora de perto a evolução da situação e que divulgará novas informações assim que houver atualizações confirmadas.

Orientação aos clientes

Clientes que desejarem esclarecimentos sobre suas remessas marítimas devem entrar em contato com a equipe de atendimento da Hapag-Lloyd em sua região. O canal está disponível para prestar informações e auxiliar em eventuais dúvidas relacionadas aos embarques.

FONTE: Hapag-Lloyd
TEXTO: Redação
IMAGEM: Osvaldo Traversaro/IMAGEM ILUSTRATIVA

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Paralisação no Estreito de Hormuz deixa 3.200 navios retidos e eleva frete a níveis recordes

A tensão entre Irã e a coalizão EUA-Israel provocou uma paralisação inédita no Estreito de Hormuz, com cerca de 3.200 navios presos na região. O valor do frete para VLCCs (Very Large Crude Carriers) do Oriente Médio para a China atingiu níveis teóricos extraordinários, chegando a US$ 423.700 por dia na segunda-feira, um aumento de US$ 205.600 em relação ao dia anterior. Especialistas alertam, porém, que confirmações de contratos a esses valores ainda não foram registradas.

Seguro marítimo suspende cobertura em guerra

Mais da metade dos maiores clubes P&I do mundo anunciou que deixará de oferecer cobertura contra riscos de guerra para navios que entrem no Golfo Pérsico a partir de 5 de março, encerrando automaticamente a proteção para embarcações em águas adjacentes. A medida aumenta significativamente os custos de viagem e deve levar armadores a optar por rotas alternativas, como o Cabo da Boa Esperança.

Irã reforça controle sobre o estreito

Autoridades iranianas intensificaram a crise ao afirmar controle sobre o estreito. A mídia estatal citou comandantes dizendo que o Estreito de Hormuz está fechado e alertando que “os heróis da Guarda Revolucionária e da Marinha regular irão incendiar os navios” que tentarem passar. A declaração aumenta o receio do mercado sobre o bloqueio de 14 a 15 milhões de barris de petróleo por dia no Golfo Pérsico.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que “os golpes mais duros” contra o Irã ainda estão por vir, sem indicar a duração da campanha militar.

Ataques afetam navios e infraestrutura

Os ataques iranianos já atingiram navios mercantes e instalações regionais. Pesquisas da Clarksons Research registram pelo menos seis navios danificados – entre eles Stena Imperative, Sea La Donna, Hercules Star, Ocean Electra, Skylight e MKD Vyom – além de múltiplos ataques a portos e unidades de energia. Um ataque a um porto em Bahrain na segunda-feira matou um trabalhador, feriu outros dois e danificou um petroleiro com bandeira dos EUA.

Mercado marítimo em alerta

Especialistas alertam que o bloqueio é mais uma paralisação motivada por risco do que um cerco formal. O estreito normalmente registra 80 a 100 travessias por dia, transportando cerca de um quinto do consumo global de petróleo, enquanto os gasodutos alternativos não possuem capacidade para suprir uma interrupção prolongada.

O impacto varia por setor:

  • Navios petroleiros: os VLCCs sofrem os maiores efeitos, com ganhos teóricos em recorde histórico, enquanto a atividade real deve permanecer limitada nos próximos dias.
  • Gás natural liquefeito (GNL) e GLP: mercados desestabilizados, com aumento de mais de 20% nas tarifas de transporte de GNL devido à parada em Ras Laffan e risco de choque similar para o GLP, que depende cerca de 30% do tráfego por Hormuz.
  • Contêineres: apenas 2% do tráfego passa pelo estreito, mas grandes linhas como MSC suspenderam reservas para o Oriente Médio, intensificando congestionamentos em Europa e Ásia.
  • Carga seca (dry bulk): menos impactada diretamente, mas sofre atrasos e congestionamentos secundários.

Segundo a Clarksons Research, 3.200 embarcações permanecem dentro do Golfo, representando 4% do tonelagem global, incluindo 112 petroleiros e 114 navios de contêineres; cerca de 500 navios aguardam nas costas de Emirados Árabes Unidos e Omã.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: US Navy

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