Agronegócio

China cultiva trigo no deserto com mais de 90% de sucesso e revoluciona agricultura

A China deu um passo significativo na expansão da produção agrícola ao conseguir cultivar trigo no deserto com taxa de sobrevivência superior a 90%. O avanço foi registrado em áreas próximas ao Deserto de Taklamakan, em Xinjiang, e chama atenção pela combinação de alta produtividade com uso intensivo de tecnologia.

Produção agrícola avança em ambiente extremo

O projeto foi desenvolvido na região de Kunyu, onde cerca de 547 hectares de área desértica foram transformados em lavoura produtiva. Mesmo em condições adversas, como baixa umidade e tempestades de areia, o cultivo apresentou excelente desempenho.

O crescimento da iniciativa também impressiona: em dois anos, a área plantada passou de 400 para 547 hectares, evidenciando a viabilidade do modelo em larga escala.

Irrigação automatizada reduz mão de obra

Um dos principais diferenciais do projeto é o uso de irrigação automatizada por aspersores, que permite distribuir água de forma eficiente e controlada. A tecnologia reduziu drasticamente a necessidade de trabalhadores no campo.

Atualmente:

  • apenas 4 pessoas operam o sistema;
  • anteriormente eram necessários cerca de 30 trabalhadores.

A automação garante não só economia de recursos humanos, mas também maior precisão no uso da água — fator essencial em regiões áridas.

Tecnologia e genética impulsionam resultados

O sucesso do cultivo no deserto não depende de um único fator. O modelo combina:

  • sementes adaptadas ao clima seco e frio;
  • manejo eficiente do solo arenoso;
  • fertilização controlada;
  • monitoramento digital das lavouras.

Essas práticas permitem que as plantas resistam a variações extremas de temperatura e escassez hídrica, comuns na região.

Produtividade se aproxima de áreas tradicionais

Os resultados obtidos já rivalizam com regiões agrícolas convencionais. Em áreas experimentais, a produção chegou a cerca de 294 quilos por unidade de medida local (mu), número próximo da média nacional chinesa.

Isso demonstra que o cultivo em áreas desérticas pode ser competitivo, especialmente quando aliado a tecnologia e gestão eficiente.

Modelo pode inspirar países com escassez de água

A experiência chinesa serve como referência para regiões que enfrentam seca, desertificação e limitações hídricas. Técnicas como:

  • irrigação por gotejamento;
  • plantio direto;
  • uso racional da água;

podem ser adaptadas para diferentes contextos, incluindo países da África, Oriente Médio e até regiões semiáridas do Brasil.

Estratégia fortalece segurança alimentar

O avanço também tem implicações estratégicas. Ao transformar áreas improdutivas em zonas agrícolas, a China reduz sua dependência de importações e fortalece a segurança alimentar.

Em um cenário global marcado por instabilidade nas cadeias de suprimento e aumento dos preços de alimentos, ampliar a produção interna se torna um diferencial importante.

Deserto pode se tornar nova fronteira agrícola

O caso do Deserto de Taklamakan mostra que, com inovação e investimento, até ambientes considerados inóspitos podem se tornar produtivos. A combinação de tecnologia, eficiência e planejamento aponta para um novo paradigma na agricultura global.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Agronegócio

Gargalos marítimos globais: riscos crescentes para o agronegócio brasileiro

A dinâmica do comércio internacional continua sendo fortemente influenciada por rotas estratégicas marítimas. Desde as grandes navegações, o controle de passagens estreitas determina fluxos econômicos e relações de poder. Em 2026, a escalada de tensões no Golfo Pérsico voltou a evidenciar como esses pontos críticos — conhecidos como chokepoints — permanecem essenciais para o funcionamento da economia global.

Atualmente, cerca de 80% do comércio mundial em volume é transportado por via marítima. Esse fluxo depende diretamente de corredores específicos, cuja interrupção pode gerar efeitos em cadeia sobre energia, alimentos e insumos agrícolas.

O papel estratégico dos gargalos marítimos

Os principais gargalos marítimos do mundo incluem rotas como Ormuz, Bab el-Mandeb, Suez e Malaca, além de passagens como Gibraltar, Bósforo e o Canal do Panamá. Esses pontos concentram grande parte da circulação de commodities agrícolas, energia e insumos industriais.

Mais do que rotas de petróleo, esses corredores são fundamentais para o transporte de grãos, proteínas animais, fertilizantes, celulose e açúcar. Para o Brasil — uma potência exportadora do agronegócio — compreender essas rotas é uma questão estratégica.

Dependência externa expõe fragilidade estrutural

Apesar de ser um dos maiores produtores de petróleo do mundo, o Brasil ainda depende significativamente da importação de derivados como diesel. Esse combustível é essencial para toda a cadeia do agronegócio, desde o plantio até o transporte.

  • O país importa cerca de 25% do diesel consumido
  • O GLP também tem dependência semelhante
  • Já o querosene de aviação possui dependência menor, mas relevante

Essa vulnerabilidade impacta diretamente os custos logísticos e a competitividade do setor agrícola, especialmente em cenários de crise internacional.

Fertilizantes: o maior risco para a produção agrícola

Se a dependência de combustíveis preocupa, a dos fertilizantes é ainda mais crítica. O Brasil importa aproximadamente 85% dos insumos agrícolas utilizados no campo.

Com a tensão no Golfo Pérsico e o fechamento do Estreito de Ormuz em 2026:

  • Os preços da ureia dispararam
  • Houve suspensão de ofertas no mercado internacional
  • Cresceu o risco de desabastecimento

Além disso, restrições de exportação por grandes fornecedores globais e danos à infraestrutura no Oriente Médio agravam o cenário.

Entre os insumos mais críticos estão:

  • Ureia
  • Enxofre
  • Fosfatos

A escassez desses produtos pode comprometer diretamente a safra 2026/2027.

Impactos diretos no agronegócio brasileiro

A crise logística internacional afeta o Brasil em duas frentes principais:

Custos mais altos

O aumento nos preços de frete e seguros marítimos eleva o custo final das exportações e insumos.

Risco à produção

A dificuldade de acesso a fertilizantes pode reduzir a produtividade agrícola e pressionar margens.

Além disso, o Oriente Médio é um mercado relevante para o Brasil, especialmente na compra de milho e outros produtos agrícolas.

Biocombustíveis ganham protagonismo

Em meio à crise, os biocombustíveis surgem como alternativa estratégica. O Brasil possui vantagens competitivas nesse setor:

  • Mistura de etanol na gasolina
  • Uso crescente de biodiesel
  • Frota de veículos flex

Esses fatores ajudam a reduzir a dependência externa e amortecer os impactos das oscilações no mercado global de النفط e derivados.

Os principais gargalos marítimos do mundo

1. Estreito de Ormuz — risco crítico

Principal rota de petróleo e fertilizantes, concentra grande volume de energia global.

2. Bab el-Mandeb — risco crítico

Conecta o Mar Vermelho ao Golfo de Áden e é essencial para o acesso ao Canal de Suez.

3. Estreito de Malaca — risco médio

Um dos corredores mais movimentados do mundo, vital para o comércio asiático.

4. Bósforo e Dardanelos — risco alto

Fundamentais para o escoamento de trigo, milho e fertilizantes do Mar Negro.

5. Canal de Suez — risco alto

Principal ligação entre Ásia e Europa, responsável por grande parte do transporte global.

6. Canal do Panamá — risco moderado

Importante para cargas entre Atlântico e Pacífico, com destaque para grãos.

7. Estreito de Gibraltar — risco baixo

Rota estratégica para fertilizantes e comércio entre Europa e África.

Um novo cenário global exige estratégia

A crise de 2026 reforça uma tendência: eventos geopolíticos deixaram de ser exceção e passaram a ser recorrentes. Para o Brasil, isso exige mudanças estruturais.

Entre os principais desafios:

  • Reduzir a dependência de fertilizantes importados
  • Diversificar fornecedores internacionais
  • Investir na produção nacional de insumos
  • Criar estoques estratégicos

Em um cenário global instável, fortalecer a segurança de abastecimento é fundamental para manter a competitividade do agronegócio brasileiro.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Exterior

Comércio entre América Latina e África ganha força e abre novas rotas logísticas

O comércio entre América Latina e África vem ganhando destaque como alternativa estratégica diante das recentes crises que afetam rotas tradicionais. A movimentação reflete um esforço conjunto para ampliar parcerias e reduzir vulnerabilidades no cenário global. Nesse contexto, o setor logístico intensifica a busca por novos corredores marítimos, embora ainda enfrente entraves importantes relacionados à infraestrutura.

Diversificação de mercados reduz dependência externa

A instabilidade econômica internacional tem levado países a diversificar parceiros comerciais. Com isso, portos localizados no Atlântico Sul assumem papel central na expansão do intercâmbio entre os continentes. O aumento do fluxo de mercadorias reforça a importância da cooperação sul-sul, que contribui para diminuir a dependência de mercados já saturados.

Ao mesmo tempo, a logística transatlântica ainda carece de conexões mais diretas. Atualmente, grande parte das cargas precisa passar por portos na Europa ou na América do Norte, o que encarece e prolonga as operações. A criação de rotas diretas entre América Latina e África surge, portanto, como solução para reduzir custos e aumentar a eficiência. Diante disso, empresas de navegação estudam a implementação de serviços regulares permanentes.

Transporte de carga e segurança alimentar em foco

A ampliação do comércio também está diretamente ligada à segurança alimentar, fator que impulsiona a troca de produtos agrícolas e minerais entre as regiões. Apesar do potencial, a ausência de portos com grande capacidade de calado ainda representa um desafio relevante.

Nesse cenário, investimentos em infraestrutura portuária, especialmente em terminais africanos, despontam como oportunidades estratégicas para viabilizar o crescimento sustentável das operações logísticas.

Crescimento regional depende de eficiência operacional

O fortalecimento do comércio entre América Latina e África tende a aumentar a resiliência das cadeias logísticas. Paralelamente, governos avançam em acordos aduaneiros com o objetivo de simplificar processos e reduzir burocracias.

A diversificação comercial se consolida, assim, como um dos principais pilares para o crescimento econômico das regiões. Já a eficiência operacional deverá ser determinante para garantir competitividade e sucesso nas novas rotas.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Notícias

Crise alimentar global: escassez de alimentos pode se agravar antes de 2050

A possibilidade de uma crise alimentar global nas próximas décadas já preocupa especialistas e organismos internacionais. Segundo análise do geopolítico De Leon Petta, doutor em Geografia Humana, o cenário aponta para uma escassez de alimentos cada vez mais evidente antes de 2050, com impactos diretos sobre a população mundial.

De acordo com ele, o aumento da expectativa de vida tem elevado a demanda por alimentos, enquanto o envelhecimento populacional reduz a oferta de mão de obra, especialmente no campo. Esse desequilíbrio tende a pressionar ainda mais os sistemas produtivos.

Guerra entre Rússia e Ucrânia agrava o cenário

O conflito entre Rússia e Ucrânia é apontado como um fator determinante na desestabilização do abastecimento global. Ambos os países figuravam entre os principais exportadores de alimentos e insumos agrícolas.

Com a guerra, a Ucrânia deixou de desempenhar seu papel no mercado internacional e passou a enfrentar dificuldades até para suprir o próprio consumo. Já a Rússia, além de reduzir exportações, sofreu sanções econômicas que impactaram a distribuição de fertilizantes, prejudicando a produção em diversos países.

Impactos já começaram e tendem a piorar

Embora os efeitos mais severos ainda não tenham sido plenamente sentidos, os preços dos alimentos registraram alta significativa nos últimos anos. A expectativa é de agravamento contínuo no curto prazo.

Mesmo com um eventual fim do conflito, a recuperação da capacidade produtiva ucraniana pode levar entre 15 e 20 anos. Isso compromete o equilíbrio do sistema alimentar global ao longo de boa parte do século XXI.

Produção agrícola enfrenta desafios estruturais

A queda na produção mundial levanta questionamentos sobre alternativas para suprir a demanda. Países com potencial agrícola, como a Argentina, poderiam ter desempenhado papel mais relevante, mas enfrentam entraves políticos e econômicos.

No caso do Brasil, apesar da vasta extensão territorial e do avanço em tecnologia agrícola, há limitações importantes. Entre elas, destacam-se questões logísticas, como a dificuldade de escoamento da produção e a dependência do transporte rodoviário.

Infraestrutura e energia são pontos-chave para o Brasil

Para ampliar sua competitividade no agronegócio brasileiro, especialistas defendem investimentos em infraestrutura e energia. Entre as medidas sugeridas estão:

  • Expansão da matriz energética, com redução de custos;
  • Ampliação da malha ferroviária para melhorar a logística;
  • Modernização dos portos, hoje considerados defasados.

Essas ações poderiam impulsionar a produção sem a necessidade de expansão sobre áreas sensíveis, como a Amazônia.

Concorrência internacional é acirrada

No cenário global, o Brasil enfrenta forte concorrência de países como Estados Unidos e França, que possuem sistemas logísticos mais eficientes e maior integração com mercados estratégicos.

A disputa por espaço no comércio internacional de alimentos envolve não apenas questões econômicas, mas também interesses geopolíticos.

Agronegócio é pilar da economia brasileira

Com a perda de força da indústria nas últimas décadas, o agronegócio se consolidou como um dos principais motores da economia brasileira. O setor é responsável por geração de empregos e por grande parte das exportações.

Nesse contexto, especialistas alertam que enfraquecer o setor pode agravar ainda mais os desafios diante de uma possível crise alimentar global.

Fome também é reflexo de disputas de poder

Apesar das projeções alarmantes, há um ponto crucial: o mundo atualmente produz alimentos suficientes para toda a população. O problema central, segundo a análise, está na distribuição e nas disputas geopolíticas.

A utilização da fome como instrumento de poder e pressão internacional é apontada como um dos principais fatores por trás do risco de insegurança alimentar global.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Investimento

Brasil e Angola avançam em programa de investimento agropecuário bilateral

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) recebeu em Brasília, uma delegação do governo de Angola para discutir o Programa de Investimento Produtivo Agropecuário Brasil-Angola. O encontro dá início a uma série de reuniões técnicas que seguem até 12 de março, com o objetivo de estruturar um modelo de cooperação para o desenvolvimento do setor agrícola angolano.

O secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Augusto Billi, conduziu o encontro, destacando que a iniciativa busca estimular investimentos privados, transferência de tecnologia e compartilhamento de conhecimento técnico brasileiro. O foco é fortalecer a produção agrícola em Angola e ampliar a cooperação técnica, comercial e institucional entre os dois países.

Experiência brasileira aplicada ao desenvolvimento angolano

Durante a reunião, Billi ressaltou a evolução da agropecuária brasileira nas últimas cinco décadas e como essa experiência pode apoiar Angola.

“O Brasil passou de importador de alimentos a grande exportador global. Solos antes considerados improdutivos no Cerrado foram transformados graças a avanços científicos, melhoramento genético e políticas públicas como o Plano Safra. A organização dos produtores em cooperativas também contribuiu para produtividade e sustentabilidade”, explicou.

O secretário-adjunto afirmou que compartilhar essas experiências pode ajudar Angola a enfrentar desafios relacionados a crédito, garantias financeiras e segurança jurídica para investimentos.

Carlos Ernesto Augustin, assessor especial do Mapa, acrescentou que afinidades históricas, culturais e linguísticas, somadas a condições agroecológicas semelhantes, tornam o ambiente favorável para projetos produtivos. Mais de 20 produtores brasileiros já demonstraram interesse em investir no país africano.

Angola destaca potencial agrícola e cooperação com o Brasil

Pelo governo angolano, o secretário de Estado para a Cooperação Internacional e Comunidades Angolanas, Domingos Custódio Vieira Lopes, ressaltou que a parceria com o Brasil pode modernizar o setor agrícola local.

“A cooperação possibilita transferência de tecnologia, capacitação profissional, desenvolvimento das cadeias de valor e atração de investimentos produtivos. Isso pode aumentar a produção, gerar empregos rurais e fortalecer a segurança alimentar em Angola”, afirmou.

O secretário de Promoção Comercial do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Laudemar Gonçalves de Aguiar Neto, destacou que o programa poderá ampliar o fluxo de investimentos, bens, serviços e tecnologia entre Brasil e Angola, além de incentivar a formação de cadeias produtivas locais.

Ele reforçou que semelhanças climáticas e de solo entre o Cerrado brasileiro e a savana angolana permitem a adaptação de tecnologias agrícolas já testadas no Brasil, abrindo novas oportunidades de cooperação produtiva.

Proposta brasileira para o programa

Durante o encontro, as delegações analisaram a proposta brasileira, que prevê:

  • Disponibilização de áreas agricultáveis;
  • Marcos regulatórios que garantam segurança jurídica aos investimentos;
  • Criação de linhas de crédito;
  • Transferência de tecnologias agrícolas;
  • Adoção de sistemas sustentáveis de produção.

Produtores brasileiros interessados se comprometeriam a apoiar o desenvolvimento agrícola das comunidades locais, oferecer assistência técnica, criar parcerias com escolas técnicas para capacitação profissional e implantar agrovilas com infraestrutura básica. Parte da produção seria destinada ao mercado interno angolano.

O programa também prevê a disponibilização inicial de 20 mil hectares para cultivo de grãos, garantias para operações de financiamento, participação de instituições financeiras locais, uso de sementes com biotecnologia e mecanismos regulatórios para exportação parcial da produção.

As discussões técnicas continuam nos próximos dias para consolidar o marco institucional e operacional do Programa de Investimento Produtivo Agropecuário Brasil-Angola.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MAPA

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Comércio

Brasil busca ampliar e diversificar comércio e investimentos com a Rússia

A VIII Reunião da Comissão Brasileiro-Russa de Alto Nível de Cooperação (CAN) discutiu nesta quinta-feira (5/2), em Brasília, a agenda de comércio, investimentos e cooperação econômica entre Brasil e Rússia. O evento foi copresidido pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, e pelo primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin.

Potencial econômico bilateral

Na abertura da reunião, Alckmin destacou o potencial estrutural das duas economias. Segundo ele, Brasil e Rússia possuem bases produtivas amplas, recursos naturais estratégicos, capacidade tecnológica e mercados internos relevantes, fatores que podem impulsionar a expansão e diversificação da cooperação econômica e comercial.

“Essa combinação cria oportunidades concretas para ampliar, diversificar e qualificar nossa parceria econômica e comercial”, afirmou o vice-presidente.

Prioridades estratégicas da CAN

Durante o encontro, foram apontadas as áreas estratégicas para o desenvolvimento conjunto: cooperação industrial, fortalecimento do agronegócio, energia, ciência, tecnologia e inovação, infraestrutura, logística e desenvolvimento sustentável. Alckmin reforçou a importância de promover integração produtiva, parcerias empresariais e cooperação tecnológica em todos esses setores.

O vice-presidente ainda contextualizou a relação bilateral dentro da política de modernização produtiva do Brasil, destacando a aposta em uma indústria mais verde, digital e conectada às cadeias globais de valor.

Fluxo comercial em 2025

A comissão é a principal instância de coordenação intergovernamental entre os países e orienta iniciativas para ampliar negócios, estimular investimentos produtivos e consolidar parcerias estratégicas. Em 2025, o comércio bilateral Brasil-Rússia atingiu US$ 10,9 bilhões, sendo US$ 1,5 bilhão em exportações brasileiras e US$ 9,4 bilhões em importações.

Visão russa sobre a parceria

O primeiro-ministro Mikhail Mishustin ressaltou a evolução positiva da cooperação econômica e a implementação de novos projetos conjuntos. “Estamos interagindo ativamente na área comercial e econômica, com iniciativas que beneficiam diferentes setores”, disse.

Mishustin ainda destacou a relevância do Brasil para o comércio exterior russo, apontando que o país concentra metade do volume comercial da Rússia na América Latina e se destaca como fornecedor de produtos alimentares, como carne e café. Segundo ele, a parceria contribui para a segurança alimentar global.

Declaração conjunta fortalece cooperação

Ao final da reunião, os líderes assinaram uma declaração conjunta confirmando o compromisso de continuar a parceria, ampliando projetos de cooperação em áreas de interesse estratégico para ambos os países. As autoridades avaliaram positivamente o diálogo político bilateral e destacaram a importância do encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Vladimir Putin, realizado em Moscou em 9 de maio de 2025.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cadu Gomes/VPR

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Internacional

China alcança recorde histórico na produção de grãos e supera 714 milhões de toneladas

A China registrou em 2025 a maior produção de grãos de sua história, alcançando 714,9 milhões de toneladas, segundo dados oficiais divulgados pelo governo. O volume representa um crescimento de 8,4 milhões de toneladas em relação ao ano anterior e consolida o país acima do patamar de 700 milhões de toneladas pelo segundo ano consecutivo.

Safra cresce apesar de desafios climáticos

De acordo com o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais, o desempenho foi alcançado mesmo diante de condições climáticas adversas, como secas, enchentes e períodos prolongados de chuvas em diferentes regiões do país. A resiliência da produção reforça a estratégia chinesa de fortalecer a segurança alimentar.

Colheitas de outono impulsionam crescimento

O vice-ministro da Agricultura, Zhang Xingwang, afirmou que as colheitas de outono foram responsáveis por mais de 90% da expansão anual. O crescimento da produção se concentrou principalmente nas províncias do nordeste da China, além da Mongólia Interior e de Xinjiang, que juntas responderam por cerca de 70% do avanço nacional.

Entre as culturas, o milho teve papel decisivo, contribuindo com aproximadamente 75% do aumento total da produção de grãos.

Soja e carnes mantêm trajetória de alta

No segmento de oleaginosas, a soja alcançou 20,91 milhões de toneladas, permanecendo acima da marca de 20 milhões pelo quarto ano consecutivo. Já a produção total de proteínas animais — incluindo carnes suína, bovina, ovina e de aves — avançou 4,2%, somando 100,72 milhões de toneladas.

Tecnologia impulsiona produtividade no campo

O governo chinês atribui parte relevante do desempenho ao avanço da tecnologia agrícola. A taxa de mecanização do plantio e da colheita chegou a 76,7%, enquanto a frota de drones agrícolas ultrapassou 300 mil unidades, cobrindo aproximadamente 30 milhões de hectares.

Esse progresso também se refletiu na renda rural, com aumento real de 6% no rendimento disponível per capita da população do campo.

Reformas agrárias estão no radar do governo

Para os próximos anos, o Ministério da Agricultura anunciou a aceleração de reformas estruturais, incluindo a ampliação de programas-piloto que estendem os contratos de terras rurais por mais 30 anos, medida considerada estratégica para dar previsibilidade aos produtores e sustentar o crescimento do setor.

FONTE: Agro Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Adobe Stock

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Agricultura

Acordo Brasil–Angola na produção agrícola avança com agenda do ministro Fávaro

O ministro da Agricultura e Peccuária, Carlos Fávaro, realizou uma série de compromissos oficiais em Angola com representantes do governo local e de instituições financeiras, com foco no avanço de um acordo bilateral Brasil–Angola voltado à produção agrícola.

A agenda teve como objetivo consolidar bases técnicas e financeiras para ampliar a cooperação entre os países no setor agropecuário, com estímulo a investimentos, transferência de tecnologia e expansão da produção de alimentos.

Proposta brasileira atrai produtores e investimentos

Na primeira reunião do dia, autoridades brasileiras protocolaram a proposta formal de cooperação junto à área econômica do governo angolano. A iniciativa já conta com a adesão de mais de 30 produtores brasileiros, que manifestaram interesse em investir em projetos agrícolas em Angola.

Participaram dos encontros o ministro de Estado para a Coordenação Econômica de Angola, José de Lima Massano; a ministra das Finanças, Vera Daves; o ministro em exercício da Agricultura e Florestas, João Cunha; além de representantes do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) e do Fundo Soberano de Angola.

Experiência brasileira e tecnologias sustentáveis

Segundo Carlos Fávaro, a parceria amplia oportunidades e reforça os laços históricos entre os dois países. Para o ministro, o Brasil pode contribuir de forma significativa com sua experiência em pesquisa agropecuária, tecnologias de baixo carbono e aumento da produtividade no campo.

A cooperação, destacou, tende a gerar benefícios mútuos, ao criar novas frentes de atuação para produtores brasileiros e apoiar o desenvolvimento agrícola angolano.

IFC demonstra interesse em financiar operações

A programação incluiu ainda reunião com a Corporação Financeira Internacional (IFC), braço do Grupo Banco Mundial voltado ao setor privado em mercados emergentes. A instituição sinalizou interesse em financiar as operações previstas no acordo entre Brasil e Angola.

Atualmente, a IFC atua no país africano no fortalecimento de parcerias estratégicas para a diversificação econômica, com investimentos e apoio técnico em áreas como agricultura, energia, infraestrutura, logística, turismo e finanças. A expectativa é de ampliação expressiva do portfólio de investimentos nos próximos anos.

Ganhos comerciais e segurança alimentar

Na avaliação do ministro Fávaro, o avanço do acordo traz resultados concretos para os dois países. Para o Brasil, abre espaço para a exportação de máquinas agrícolas, equipamentos, sementes, insumos e serviços de transferência de tecnologia. Para Angola, representa um passo importante no fortalecimento da produção de alimentos e da segurança alimentar.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Importação

França vai barrar importação de frutas da América do Sul com resíduos químicos proibidos

A França anunciou que irá barrar a importação de frutas da América do Sul que apresentem resíduos de substâncias químicas proibidas pelas normas sanitárias da União Europeia (UE). A decisão foi divulgada neste domingo (4/1) pelo primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, por meio de uma publicação na rede social X.

Segundo o premiê, uma portaria com os detalhes da medida deve ser publicada nos próximos dias. O texto será elaborado pela ministra da Agricultura, Annie Genevard, e estabelecerá critérios mais rígidos para a entrada desses produtos no país.

Agrotóxicos proibidos estão no foco da fiscalização

Entre as substâncias que motivaram a decisão estão mancozebe, glufosinato, tiofanato-metílico e carbendazim. Esses defensivos agrícolas têm uso vetado na UE, mas ainda são encontrados em análises de frutas importadas, o que contraria a legislação sanitária europeia.

A intenção do governo francês é impedir a circulação de alimentos que não atendam aos padrões exigidos, reforçando a segurança alimentar e a proteção ao consumidor.

Mangas, uvas e maçãs estão entre os produtos afetados

A lista preliminar de frutas que podem ser incluídas na portaria envolve mangas, uvas, maçãs, além de abacates, goiabas e frutas cítricas. De acordo com Lecornu, a fiscalização será intensificada por uma brigada especializada, responsável por verificar o cumprimento das regras sanitárias na entrada desses produtos no país.

Governo fala em proteção ao produtor local

Para o primeiro-ministro, a iniciativa representa uma “primeira etapa” na defesa das cadeias produtivas francesas. A medida também busca combater a concorrência desleal, garantindo condições mais justas aos agricultores locais, que seguem normas ambientais e sanitárias mais rigorosas.

Protestos de agricultores pressionam autoridades

Desde dezembro, a França enfrenta uma série de protestos de agricultores. As manifestações estão relacionadas, entre outros fatores, à condução do governo diante da dermatose nodular contagiosa (DNC) em rebanhos bovinos e à resistência ao acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul.

FONTE: Metrópoles
TEXTO: Redação
IMAGEM: Josh Hawley/Getty Images

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Agronegócio

China barra soja brasileira após contaminação: 69 mil toneladas rejeitadas

As autoridades chinesas bloquearam 69 mil toneladas de soja brasileira após identificarem trigo contaminado com pesticidas misturado aos grãos durante a inspeção do navio que levava o carregamento ao país asiático. Além da rejeição imediata, a China também suspendeu temporariamente cinco exportadores brasileiros, todos ligados a grandes companhias do agronegócio.
Os nomes das unidades afetadas não foram divulgados, mas a decisão evidencia a intensificação do controle de qualidade e da segurança alimentar exigidos por Pequim.

Impactos para o agronegócio

O episódio acende um alerta no momento em que o Brasil mantém forte dependência do mercado chinês, seu principal destino de soja. A medida pode gerar prejuízos financeiros, elevar o nível de desconfiança internacional e forçar uma revisão dos processos logísticos, especialmente no que diz respeito à limpeza de navios graneleiros e prevenção de contaminação cruzada.
A presença de trigo com resíduos de pesticida indica falhas em etapas como armazenamento, transporte ou embarque, arranhando a imagem dos produtores brasileiros e trazendo risco para futuras negociações.

Rastreabilidade e rigor sanitário em debate

O caso reacende discussões sobre rastreabilidade, monitoramento e modernização de sistemas de controle de carga. A pressão global por alimentos seguros e produção sustentável tem levado compradores como China e União Europeia a implementar regras mais rígidas.
Segundo analistas, a resposta do Brasil deve ser rápida e transparente, com adoção de medidas corretivas que reforcem as garantias de qualidade e evitem novos bloqueios.

Repercussões internacionais

Embora o volume rejeitado represente pequena parcela das exportações anuais, o simbolismo é expressivo. A soja brasileira, que abastece mais da metade das importações chinesas, é peça-chave nas relações bilaterais — e qualquer incidente pode influenciar preços internacionais, contratos futuros e decisões logísticas das tradings.
O destino da carga ainda é incerto: pode ser devolvida, destruída ou redirecionada para outro mercado. A expectativa é que o Ministério da Agricultura se pronuncie nos próximos dias, esclarecendo o caso e avaliando ajustes nos protocolos de embarque e certificação.

FONTE: Compre Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Compre Rural

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