Trafico

Receita Federal e Polícia Federal intensificam combate ao tráfico internacional de armas

A Receita Federal do Brasil e a Polícia Federal realizaram uma nova operação conjunta contra o tráfico internacional de armas por meio de remessas expressas enviadas ao país.

A ação foi desencadeada após trabalhos de inteligência, análise de risco e cooperação internacional conduzidos pela Aduana brasileira com apoio da U.S. Customs and Border Protection, órgão de proteção de fronteiras norte-americano.

Fiscalização identificou peças de armas em encomendas internacionais

Durante procedimentos de fiscalização no Aeroporto Internacional de Viracopos, equipes da Receita Federal localizaram remessas suspeitas contendo partes e componentes de armas de fogo escondidos em encomendas internacionais.

A partir da identificação das cargas, as autoridades brasileiras iniciaram uma investigação integrada para aprofundar as apurações e identificar possíveis envolvidos no esquema criminoso.

Cooperação internacional fortalece ações de inteligência

Segundo a Receita Federal, a operação contou com apoio de estruturas especializadas em segurança aduaneira e cooperação internacional, incluindo o Centro de Inteligência Estratégica instalado em Santos.

O trabalho conjunto reforça a importância do compartilhamento de informações e do uso de tecnologia, análise de dados e inteligência aduaneira no enfrentamento ao comércio ilegal de armas, munições e acessórios.

Operação teve desdobramentos no Rio Grande do Sul

Com base nas informações levantadas durante a investigação, a Polícia Federal realizou uma atuação operacional direcionada ao destinatário da carga em Porto Alegre.

As autoridades informaram que detalhes adicionais da operação não serão divulgados neste momento para preservar as medidas investigativas ainda em andamento.

Segurança pública e controle de fronteiras

De acordo com a Aduana brasileira, operações desse tipo são fundamentais para fortalecer a segurança pública, combater organizações criminosas transnacionais e proteger a integridade das fronteiras do país.

A atuação integrada entre órgãos nacionais e internacionais também amplia a capacidade de monitoramento do comércio exterior e das remessas internacionais consideradas de risco.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

Ler Mais
Informação

Receita Federal exige curso obrigatório para acesso a áreas alfandegadas

A Receita Federal passou a exigir que trabalhadores e prestadores de serviço realizem um curso de conhecimentos aduaneiros para acessar e permanecer em áreas alfandegadas. A medida foi definida pela Portaria nº 185/2026, publicada recentemente pelo órgão.

A partir de agora, o ingresso nesses locais dependerá de credenciamento prévio e autorização formal, condicionados à comprovação de participação no treinamento.

Curso será obrigatório e com avaliação

O conteúdo do curso inclui parte teórica e avaliação final, com exigência de aproveitamento mínimo de 70%. A capacitação poderá ser feita de forma presencial ou online.

Segundo a Receita Federal, a iniciativa busca padronizar procedimentos e reforçar a segurança aduaneira em ambientes considerados sensíveis ao controle de mercadorias e operações de comércio exterior. Servidores públicos e agentes de órgãos intervenientes poderão ser dispensados da exigência.

Implementação será gradual em portos e aeroportos

A nova regra será aplicada de forma progressiva em portos e aeroportos. Os administradores dos recintos alfandegados ficarão responsáveis por:

  • Disponibilizar o curso
  • Aplicar as avaliações
  • Emitir certificados
  • Controlar o acesso às áreas

O descumprimento das normas poderá resultar em penalidades para os envolvidos.

Impacto varia conforme o tipo de instalação

De acordo com representantes do setor, o impacto da medida tende a ser mais significativo em áreas aeroportuárias. Em portos e recintos de zona secundária, como portos secos, os controles já são considerados mais rigorosos.

A expectativa é que a exigência contribua para melhorar o controle de circulação de pessoas, especialmente em ambientes com maior fluxo operacional.

Curso será gratuito e de curta duração

A capacitação será oferecida sem custos aos trabalhadores. O conteúdo será disponibilizado pela própria Receita Federal, em formato simplificado, com duração aproximada de 15 minutos.

O objetivo é garantir que todos os profissionais tenham acesso às informações básicas de segurança e procedimentos aduaneiros, sem gerar custos adicionais para as empresas.

Setor aponta dúvidas sobre aplicação prática

Apesar dos avanços, ainda há incertezas sobre a implementação da medida, principalmente fora das zonas primárias. Especialistas do setor aguardam a aplicação inicial para avaliar possíveis impactos nos fluxos operacionais.

A preocupação é que o reforço na segurança não prejudique a fluidez do comércio exterior nem comprometa a competitividade logística do país.

Segurança e eficiência em equilíbrio

A nova exigência representa um passo importante na modernização do controle em áreas alfandegadas. O desafio agora será equilibrar segurança, eficiência operacional e agilidade logística, garantindo o bom funcionamento das operações de importação e exportação.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vanessa Rodrigues/Arquivo AT

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook