Industria, Informação, Inovação, Investimento, Notícias, Tecnologia

Finep corta financiamentos para SC e revolta setor de tecnologia

Estado se organiza para pressionar em Brasília contra a decisão da financiadora

A Finep – Agência pública que financia a inovação, desde a pesquisa básica até a preparação do produto para o mercado – comunicou aos empresários catarinenses que o dinheiro previsto para Santa Catarina pela financiadora de projetos do Ministério da Ciência e Tecnologia para o ano de 2005 já acabou em fevereiro.

A informação ganhou divulgação numa circular da Finep. No documento, ela comunica a suspensão de novos aportes, uma vez que o “limite de recursos que se estabeleceu para 2025 foi atingido em tempo recorde”. A notícia repercutiu na secretaria de Ciência e Tecnologia de Santa Catarina. A pasta divulgou uma nota para a imprensa com as medidas que está tomando contra a decisão da Finep.

Finep corta financiamentos para SC e revolta setor de tecnologia
Secretário Marcelo Fett demonstrou indignação com o governo Federal. foto: Roberto Zacarias / divulgação

“Principalmente a justificativa dada é absurda e parece questionar a inteligência do empresário catarinense! Como que o limite projetado para todo 2025 foi atingido em poucos dias do ano? Santa Catarina não vai aceitar isso”, afirmou o secretário de Ciência e Tecnologia, Marcelo Fett.

Bastidores

De acordo com Fett, a decisão da Finep afeta projetos “enquadrados e na fila para contratação”. Eles foram “desenquadrados”, prejudicando milhões de reais em investimentos nos setores de tecnologia, indústria e serviços de Santa Catarina.

Presidente do Finep, Celso Pansera virou alvo das críticas. Foto: divulgação

A nota da Secretaria de Ciência de Tecnologia menciona que nos “bastidores” há uma explicação para a medida. Seria o contingenciamento de recursos no Sul e no Sudeste, regiões líderes em desembolsos da Finep. Isso serviria para “distribuir posteriormente para projetos de outras regiões do país”.

Dessa forma, o governo federal estaria prejudicando Santa Catarina para ajudar “outros lugares”, como o Nordeste do País. Além da indignação, a nota afirma que Fett solicitou audiência com o presidente da Finep, Celso Pansera. Além disso, promete mobilizar a bancada catarinense em Brasília contra a medida.

O texto afirma que Pansera é natural do Oeste catarinense. No entanto, o presidente da Finep é filho de pequenos agricultores da pequena São Valentim, no norte do Rio Grande do Sul, não muito longe da fronteira com Santa Catarina. Pansera tem sua base política no Rio de Janeiro, onde se graduou em letras pela UFRGS, se envolveu na UNE no começo dos anos 90 e se elegeu deputado federal pelo PMDB em 2014.

Recursos reembolsáveis

No ano seguinte, Pansera foi nomeado ministro de Ciência e Tecnologia pela então presidente Dilma Rousseff. Ele seguiu no cargo mesmo depois do desembarque do PMDB do governo e só saiu para votar a favor de Rousseff no processo do impeachment em 2016. Nas eleições de 2018, foi candidato a deputado federal pelo PT, mas não conseguiu ser reeleito ao obter cerca de 15 mil votos.

A Finep concede recursos reembolsáveis e não-reembolsáveis a instituições de pesquisa e empresas brasileiras. O apoio da Finep abrange todas as etapas e dimensões do ciclo de desenvolvimento científico e tecnológico: pesquisa básica, pesquisa aplicada, inovações e desenvolvimento de produtos, serviços e processos.

ACATE

A Acate (Associação Catarinense de Tecnologia), entidade que reúne o setor de tecnologia catarinense, soltou uma nota cautelosa sobre a situação dos financiamentos da Finep. No texto, a entidade afirma que “acompanha as informações a respeito de possíveis mudanças” nos financiamentos da Finep para o estado, e está “monitorando demandas de suas associadas acerca do assunto, além de estudar os possíveis impactos nos programas”.

A entidade diz ainda que está buscando atualizações sobre o assunto com parceiros e representações institucionais junto ao governo federal, para avaliar o cenário e possíveis reflexos no ecossistema de inovação catarinense, que responde por 7,5% do PIB estadual.

FONTE: Guararema News
Finep corta financiamentos para SC e revolta setor de tecnologia – Guararema News

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Economia, Industria, Logística, Sustentabilidade

Produção industrial em SC teve maior alta do País entre novembro e dezembro

O setor de máquinas e equipamentos foi um dos que impulsionaram o desempenho da indústria catarinense em 2024

A produção industrial nacional teve queda de 0,3% na passagem de novembro para dezembro, com recuos em sete dos 15 locais pesquisados. Contrariando a tendência nacional, Santa Catarina foi o estado que apresentou maior alta, com 7,7%. Com o resultado do último mês do ano, 2024 terminou com crescimento de 3,1% em relação a 2023 no País. Além disso, apresentou taxas positivas em 17 dos 18 locais analisados. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, divulgada nesta terça-feira (11), pelo IBGE.

Abaixo do líder Santa Catarina aparecem entre as maiores altas o Rio Grande do Norte (7,4%) e Ceará (6,9%). Em SC, o crescimento advém das atividades de máquinas, aparelhos e materiais elétricos. Além disso, máquinas e equipamentos, confecção de artigos do vestuário e acessórios, e produtos alimentícios.

No RN, o índice positivo da produção industrial ocorreu devido a produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel). E no Ceará a alta derivou de artefatos do couro, artigos de viagem e calçados, confecção de artigos do vestuário e acessórios, e produtos têxteis.

Da mesma forma, Pará (5,7%), Mato Grosso (5,4%), Pernambuco (4,6%), Paraná (4,2%), Amazonas (3,6%) e Mato Grosso do Sul (3,5%) foram outras localidades que mostraram taxas positivas acima da média nacional (3,1%).

Ganho de ritmo na indústria

“Em 2024, o avanço verificado na indústria nacional aconteceu tendo uma baixa base de comparação em 2023, o que favorece o crescimento nesse tipo de avaliação. Além disso, regionalmente, houve um ganho de ritmo na indústria, com expansão em quase todos os locais pesquisados”, destaca Bernardo Almeida, analista da pesquisa.

São Paulo exerceu a principal influência no acumulado do ano, com um crescimento de 3,1%. “Esse resultado pode ser explicado pelo desempenho dos setores de veículos automotores (produção de autopeças, automóveis, caminhão-trator para reboques, semirreboques e caminhões) e de outros produtos químicos (produção de fungicidas para uso na agricultura, e de preparações capilares)”, explica Bernardo. Ele lembra que a indústria paulista teve comportamento semelhante ao observado no cenário nacional, ou seja, com moderação.

Da mesma forma, Bahia (2,7%), Goiás (2,6%), Região Nordeste (2,5%), Maranhão (2,5%), Minas Gerais (2,5%), Rio Grande do Sul (0,6%) e Rio de Janeiro (0,1%) também registraram crescimento na produção no índice acumulado em 2024.

Com um recuo de 1,6%, o Espírito Santo foi o único local que apresentou resultado negativo no índice acumulado no ano. Isso ocorreu, principalmente, devido ao desempenho das atividades de indústrias extrativas (óleos brutos de petróleo) e de celulose, papel e produtos de papel (celulose).

Quedas expressivas

Na comparação com o mês anterior, em dezembro de 2024 a produção industrial teve variação de -0,3%, com sete dos 15 locais pesquisados mostrando resultados negativos. Trata-se do terceiro resultado negativo em sequência, causando uma perda acumulada de 1,2%. As quedas mais expressivas vieram do Pará (-8,8%) e do Ceará (-6,8%). A indústria paraense eliminou parte do ganho de 14,7% acumulado nos meses de outubro e novembro de 2024. Já o Ceará registrou perda de 8,0% em dois meses consecutivos de queda na produção.

Mato Grosso (-4,7%), Paraná (-4,1%) e Rio de Janeiro (-1,1%) também tiveram taxas negativas mais intensas do que a média nacional (-0,3%). São Paulo (-0,2%) e Minas Gerais (-0,1%) completaram a lista de locais com índices negativos em dezembro de 2024.

A variação negativa em São Paulo foi provocada, em grande parte, pelos setores de alimentos, veículos automotores e produtos químicos. Com isso, a indústria paulista está 1,6% abaixo de seu patamar pré-pandemia e 23,6% abaixo de seu nível mais alto, alcançado em março de 2011.

“O aumento da inflação e da taxa de juros mitigaram os efeitos positivos da melhora no mercado de trabalho, predominando, dessa forma, a cautela na produção industrial em dezembro”, observa Bernardo.

No sentido oposto, Amazonas (4,3%), Espírito Santo (4,0%) e Pernambuco (3,9%) foram responsáveis pelas expansões mais intensas no último mês do ano, com o primeiro local intensificando o avanço observado em novembro último (3,2%), o segundo interrompendo dois meses seguidos de queda na produção, período em que acumulou perda de 9,1%, e o terceiro acumulando ganho de 5,9% em dois meses consecutivos de crescimento. Bahia (2,8%), Região Nordeste (1,4%), Goiás (0,8%), Rio Grande do Sul (0,7%) e Santa Catarina (0,5%) mostraram os demais resultados positivos em dezembro.

Em relação a dezembro de 2023, nove locais tiveram alta

No confronto entre os números de dezembro de 2024 e dezembro de 2023, o setor industrial cresceu 1,6%, com nove dos 18 locais pesquisados obtendo resultados positivos. É importante lembrar que dezembro de 2024 (21 dias) teve um dia útil a mais do que igual mês do ano anterior (20).

Amazonas (11,0%) e Pernambuco (10,1%) cresceram em nível superior a dois dígitos, sendo os mais intensos. Mato Grosso (8,5%), Santa Catarina (7,2%), Região Nordeste (4,8%), Bahia (4,2%), Rio Grande do Sul (3,8%), Pará (2,9%) e Paraná (2,5%) completaram o conjunto de locais com crescimento na produção no índice mensal de dezembro de 2024.

Por outro lado, Rio Grande do Norte (-21,1%) e Mato Grosso do Sul (-10,9%) tiveram as quedas mais acentuadas. Espírito Santo (-9,2%), Ceará (-8,2%), Rio de Janeiro (-5,1%), Maranhão (-3,9%), Goiás (-2,8%), Minas Gerais (-1,8%) e São Paulo (-1,5%) apresentaram os demais resultados negativos em dezembro.

Mais sobre a pesquisa

A PIM Regional produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativas e de transformação. Traz, mensalmente, índices para 17 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 0,5% no total do valor da transformação industrial nacional e para o Nordeste como um todo: Amazonas, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e Região Nordeste.

Os resultados da pesquisa também podem ser consultados no Sidra, o banco de dados do IBGE. A próxima divulgação da PIM Regional, relativa a janeiro de 2025, será em 18 de março.

FONTE: Guararema News
Produção industrial em SC teve maior alta do País entre novembro e dezembro – Guararema News

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Comércio Exterior, Economia, Exportação, Importação, Informação

Exportações de SC atingem US$ 844,87 milhões em janeiro

Desempenho recua 2,67% em relação a janeiro de 2024; Vendas externas de proteína animal avançam, enquanto soja apresenta queda de mais de 75%

 

Florianópolis, 10.02.25 – Em janeiro de 2025 as exportações catarinenses alcançaram US$ 844,87 milhões, um recuo 2,67% em relação a janeiro do ano passado. Já as importações apresentaram avanço de 23,5% no período, para cerca de US$ 3,3 bilhões.

Os principais produtos da pauta exportadora de SC foram carnes de aves, com alta de 12,9%, para US$ 156,09 milhões, e carne suína, com aumento de 10,9%, para US$ 122,83 milhões. O terceiro item no ranking das exportações, os motores elétricos, apresentaram recuo de 19,2%, atingindo US$ 32,54 milhões. Partes de motor também tiveram declínio nas vendas externas em janeiro, de 13,5%, para US$ 30 milhões. Já o tabaco não manufaturado cresceu 96,2%, para US$ 31,92 milhões.

Dados do Observatório FIESC mostram que, entre os 20 principais produtos exportados por Santa Catarina, a soja foi o que apresentou maior recuo no valor, de 75,6%, alcançando US$ 12,86 milhões. O volume exportado em toneladas também recuou 69,5% no período.

Do lado das importações, o cobre refinado liderou o ranking, atingindo R$ 107,73 milhões, um aumento de 17,7% em relação a janeiro de 2024. A compra de fertilizantes nitrogenados somou US$ 103,2 milhões, um crescimento de 244,8%. Na terceira posição entre os produtos mais comprados por Santa Catarina estão as partes e acessórios para veículos, com US$ 88,74 milhões em importações, o que representa uma alta de 32,6% frente a janeiro do ano passado. As importações de semicondutores avançaram 43,9%, somando US$ 86,49 milhões, seguidas de polímeros de etileno, com alta de 27,2%, para US$ 74,47 milhões.

Destinos e Origens

Os Estados Unidos seguem como o principal destino das exportações catarinenses, com US$ 110,26 milhões, seguidos da China, com US$ 93,12 milhões, e da Argentina, com US$ 71,87 milhões.

Segundo o Observatório FIESC, vieram da China a maioria das importações do estado (US$ 1,53 bilhão). Os Estados Unidos são o segundo país que mais vendem para SC, com US$ 192,3 milhões, seguidos do Chile, com US$ 165,74 milhões.

FONTE: FIESC
Exportações de SC atingem US$ 844,87 milhões em janeiro | FIESC

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Agronegócio, Comércio Exterior, Economia, Exportação, Informação

SC deve produzir mais de 1,2 bilhão de toneladas de arroz durante nova safra, projeta Epagri

Estado é o segundo maior produtor de arroz do Brasil, com mais de 145 mil hectares disponíveis para plantação

Santa Catarina deve produzir mais de 1,2 bilhão de toneladas de arroz na próxima safra, que terá início na próxima sexta-feira (31) no município de Turvo, no Sul catarinense. A estimativa é da Epagri/Cepa e representa um aumento de 9,5% em relação a safra anterior. Consolidado como o segundo maior produtor do alimento no país, o Estado deve produzir 8,73 toneladas por hectare neste ano.

Em todo o Estado, há cerca de 145 mil hectares disponíveis para a plantação de arroz. A expectativa é que a safra atual seja melhor que a anterior. Isto porque, segundo a analista de socioeconomia e desenvolvimento rural da Epagri/Cepa, Glaucia Padrão, a colheita anterior passou por dificuldades, como excesso de chuva, nebulosidade e pouca luz, e, com isso, as plantações tiveram a presença de doenças e pragas, o que provocou pouca produtividade.

O coordenador do Programa Grãos da Epagri, Douglas de Oliveira, ainda salienta que as boas condições climáticas deste ano devem ser decisivas para o aumento nos resultados da safra de arroz. Segundo ele, o clima já vem permitindo um desempenho satisfatório das lavouras.

7ª Abertura da Colheita do Arroz de SC

A 7ª Abertura da Colheita do Arroz de Santa Catarina deve ser realizada durante o 9º Dia de Campo Dagostin Sementes, na propriedade do vereador Rogério Dagostin (PP), em Ponte Alta. Além da abertura da safra, também haverá um estande da Epagri com o repasse de informações técnicas sobre a aplicação de fungicidas nos alimentos.

O início da colheita deve acontecer no segundo dia de evento, quando também será ministrada uma palestra sobre a qualidade de aplicação e os desafios dos drones de pulverização. Além disso, a Epagri também lançará o programa cultivar SCS127 CL, para o cultivo de arroz branco e parboilizado.

FONTE: NSC Total
SC deve produzir mais de 1,2 bilhão de toneladas de arroz durante nova safra, projeta Epagri – NSC Total

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Comércio, Economia, Evento, Informação, Networking

Evento da Fiesc com representantes dos EUA visa mais negócios com americanos

Fiesc e Departamento de Comércio dos EUA são parceiros em evento para impulsionar negócios

Conferência Select USA 2025 será realizada dia 31, na sede da federação, em Florianópolis 

Por iniciativa da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) em parceria com o Departamento de Comércio dos Estados Unidos, a entidade empresarial catarinense vai sediar mais uma edição da Conferência SelecUSA. O evento será dia 31 de janeiro, das 10h30min às 18h, na sede da federação, em Florianópolis. As inscrições estão abertas e são gratuitas (veja link no final desta matéria).

Vão participar representantes de nove estados norte-americanos e especialistas em internacionalização econômica para conversar com industriais catarinenses. Estarão representados os estados de Nova Jersey, Flórida, Georgia, Carolina do Sul, Carolina do Norte, Virgínia, Iowa, Kansas e Colorado.

De acordo com a Fiesc, entre os objetivos estão mapear oportunidades comerciais e elaborar uma estratégia de internacionalização assertiva para empresas industriais.

Na conferência, também serão discutidos temas importantes da agenda econômica bilateral, incluindo casos práticos que fortalecem as relações econômicas entre Santa Catarina e os Estados Unidos.

Como os EUA contam com um novo governo, novas medidas econômicas do presidente Donald Trump também deverão ser analisadas considerando oportunidades de negócios. No ano de 2023, a federação catarinense sediou uma conferência dessas.

A programação inclui no turno da manhã um seminário sobre internacionalização, com palestras de especialistas. No turno da tarde, industriais de Santa Catarina terão reuniões individualizadas com representantes dos estados americanos para estudar estratégias de internacionalização de negócios, explica a Fiesc.

As inscrições devem ser feitas no site do evento
SELECT USA | FIESC

FONTE: Knewin Monitoring
Knewin Monitoring

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Com foco na indústria de móveis, FIESC lança o SC Day USA

Missão será de 23 de abril a 1° de maio, na cidade de High Point, localizada no estado da Carolina do Norte, onde é realizada a maior feira de móveis do mundo
Florianópolis, 15.01.25 – Com foco na indústria moveleira, a Federação das Indústrias de SC (FIESC) lançou o SC Day USA, que será realizado de 23 de abril a 1° de maio, na cidade de High Point, no estado da Carolina do Norte. A iniciativa é promovida em parceria com a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (AMCHAM) e prevê a participação na High Point Market, a maior feira de móveis do mundo. Além disso, estão programadas rodadas de negócios estrategicamente articuladas, participação em seminários técnicos na Universidade de High Point, visitas técnicas a indústrias locais e capacitação setorial.

“O principal destino das exportações catarinenses são os Estados Unidos, mas podemos ampliar a nossa participação no comércio internacional. Dada a qualidade que a nossa indústria moveleira possui, há um grande potencial para expandir as vendas internacionais”, disse o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, lembrando que os Estados Unidos são o maior mercado consumidor do mundo e o principal mercado importador de móveis de Santa Catarina.

Em sua apresentação, a diretora de negócios internacionais da AMCHAM, Camila Moura, explicou que High Point é a capital mundial dos móveis e sedia a High Point Market — maior evento do setor no mundo, com a participação de 75 mil visitantes de 100 países. “O Brasil tem um grande potencial no setor moveleiro e os Estados Unidos são o maior comprador do mundo na área. Existe um espaço e ele pode ser ocupado por empresas brasileiras e catarinenses”, afirmou.

“Estamos muito animados com o lançamento da missão. Essa é uma ação concreta de promoção comercial num setor em que Santa Catarina é muito competitiva”, disse o CEO da AMCHAM, Abrão Neto.

“O mercado norte-americano tem uma particularidade: compra produtos de alto valor agregado”, afirmou a presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC, Maria Teresa Bustamante, salientando que a imersão à High Point vai promover a interação entre os fabricantes catarinenses e os fabricantes locais, além da aproximação com os compradores internacionais.

As inscrições para participar da missão estão abertas, mas as vagas são limitadas. Acesse fiesc.com.br/scday, confira os detalhes da programação e inscreva-se.

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Cidade catarinense é líder nacional em importação por dois anos seguidos

O PORTO BRASILEIRO ONDE AS IMPORTAÇÕES CRESCEM ANO A ANO… E OS PE’S SE DESTACAM.

A cidade de Itajaí, localizada no litoral norte de Santa Catarina, foi a cidade brasileira que mais importou mercadorias nos últimos dois anos. Em 2024, o município registrou um volume de 15,91 bilhões de dólares em importações, revelando um crescimento de 21% em relação a 2023 (13,14 bilhões).

Em volumes totais, a quantidade de mercadorias importadas por empresas de Itajaí chegou a 6,6 bilhões de quilogramas líquidos, sendo que mais de 60% das importações vieram da China, com destaque para polímeros de etileno, cobre e acessórios para veículos. É o principal porto da região, sendo o segundo maior do país em movimentação de contêineres. O canal interno do Complexo tem o comprimento 3,2 mil metros, largura entre 120 metros e 150 metros e profundidade de 11 metros.

Além de Itajaí (SC), o “top 3” conta com Manaus (AM), em segundo lugar, seguido por São Paulo (SP). O porto de Manaus também é um grande importador de PE’s. Os dados são do Comex Stat, sistema oficial de estatísticas do comércio exterior, e foram levantados pela empresa especializada em importação e exportação Tek Trade.

FONTE: Veja
Cidade catarinense é líder nacional em importação… | VEJA

 

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Com foco no setor de móveis, FIESC realiza SC Day USA

Evento híbrido será no dia 15 de janeiro, das 9h às 10h, na sede da entidade, em Florianópolis, e também com transmissão pelo Zoom. As inscrições são gratuitas

Florianópolis, 07.01.25 – Com foco no mercado de móveis, a FIESC lança o SC Day USA: High Point Market, no dia 15 de janeiro, das 9h às 10h, durante evento na sede da entidade, em Florianópolis, e também com transmissão pela plataforma Zoom. A iniciativa é realizada em parceria com a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (AMCHAM).

As inscrições são gratuitas e as vagas limitadas. Clique aqui para participar

Os Estados Unidos são o principal mercado importador de móveis catarinenses. Em abril, a FIESC vai realizar o SC Day USA, na cidade de High Point, localizada no estado da Carolina do Norte. A programação prevê a participação na High Point Market — uma das maiores feiras do calendário moveleiro mundial —, além de rodadas de negócios estrategicamente articuladas, participação em seminários técnicos na Universidade de High Point e visitas técnicas a indústrias locais.

FONTE: FIESC
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Exportações de SC somam US$ 11,7 bilhões em 2024

Desempenho ficou estável frente a 2023, e foi o terceiro ano consecutivo em que o Estado superou US$ 11 bi em vendas externas

Florianópolis, 10.01.25 – As exportações de Santa Catarina totalizaram US$ 11,7 bilhões em 2024, o que representa alta de 0,7% frente ao desempenho do ano anterior. O ano de 2024 foi o terceiro consecutivo em que as vendas externas do estado superaram US$ 11 bilhões.

“Em 2024 conseguimos manter o dinamismo das exportações, apesar de alguns produtos relevantes na nossa pauta exportadora terem apresentado recuo, como a soja. Por outro lado, alguns segmentos como o de madeira e de máquinas e equipamentos, que exportam produtos de maior valor agregado, tiveram um bom desempenho, especialmente nas vendas para os Estados Unidos”, explica o presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Mario Cezar de Aguiar.

As exportações de frango lideraram o ranking do acumulado do ano, apesar do ligeiro recuo de 1% frente a 2023, e atingiram US$ 1,9 bilhão. As vendas de carne suína, na segunda posição do ranking, foram responsáveis por US$ 1,6 bilhão, uma alta de 8,1% frente a 2023. Terceira colocada na lista, a exportação de motores elétricos foi destaque, com alta de 21,2% no período, atingindo US$ 674 milhões em 2024. O crescimento foi o terceiro maior entre os 20 principais produtos catarinenses exportados.

Destaques 
Análise do Observatório FIESC mostra que o setor madeireiro foi um dos destaques de 2024. São do ramo os dois produtos com o maior crescimento entre os 20 primeiros: madeira MDF, com alta de 45,1% frente a 2023, somando US$ 90,6 milhões, seguido de madeira em forma, que cresceu 22,2%, para US$ 129,4 milhões. Madeira serrada cresceu 9,4%, para US$ 340,6 milhões, obras de carpintaria para construções apresentou aumento de 12,9%, alcançando US$ 331,4 milhões, e as vendas de madeira compensada somaram US$ 253,5 milhões, um incremento de 18,9% sobre 2023.

O segmento de máquinas e equipamentos também apresentou um bom desempenho. Além das exportações de motores elétricos, também apresentaram incremento as vendas externas de compressores de ar (6,2%), para US$ 201,1 milhões, e de transformadores elétricos (5,8%), para US$ 174,4 milhões.

Quedas
A soja, tradicionalmente um dos destaques da pauta exportadora catarinense, apresentou recuo de 22,4%, atingindo US$ 633,1 milhões. Apesar da queda, o número coloca a soja na quarta posição entre os principais produtos das exportações catarinenses. Outro item relevante nas vendas ao exterior é partes de motores, com redução de 10,5% nas exportações, para US$ 495,4 milhões.

Na lista dos 20 produtos mais exportados, liderando o declínio nas vendas externas está a gelatina, com diminuição de 40,5%, seguida pela soja e pelo tabaco não manufaturado, que teve queda de 15,9% no ano passado frente a 2023.

Importações
Em 2024, Santa Catarina importou US$ 33,8 bilhões, um aumento de 17,36% em relação aos US$ 28,8 bilhões registrados em compras externas em 2023.
Os três principais produtos adquiridos por SC no ano passado foram: cobre refinado, com US$ 1,4 bilhão em importações e crescimento de 32,7% frente a 2023; partes e acessórios para veículos, com alta de 29,2%, atingindo US$ 854,7 milhões e pneus de borracha, com incremento de 13,1%, somando US$ 814,4 milhões.

Origens e Destinos
Os Estados Unidos seguem como principal destino das exportações catarinenses. No ano passado, as vendas aos EUA somaram US$ 1,7 bilhão, o que representou um incremento de 3,3% em relação ao acumulado de 2023. Para o presidente da FIESC, os números comprovam a competência da indústria catarinense, uma vez que o mercado norte-americano é o mais competitivo do mundo.

A China foi o segundo destino, com US$ 1,3 bilhão importados de SC. O montante foi 24,4% inferior ao registrado em 2023, motivado pelo recuo nas exportações de soja tanto em volume como em preços médios. O México ultrapassou a Argentina e se posicionou como terceiro principal destino das vendas externas catarinenses. Em 2024, o país comprou US$ 781,8 milhões do estado, um aumento de 13% frente ao ano anterior. As vendas do estado para a Argentina, 4º no ranking, caíram 8% no ano passado, para US$ 750,2 milhões.

Do lado das importações, a China lidera como principal origem dos produtos adquiridos pelo estado, com US$ 14,6 bilhões, uma alta de 24,6% sobre 2023. Os Estados Unidos estão na segunda posição, com vendas de US$ 2,2 bilhões, o que demonstra um aumento de 6,7% nas compras catarinenses. As importações do Chile, de US$ 2,1 bilhão, colocam o país como o terceiro do ranking. O montante representa um incremento de 17,9% na comparação com 2023.

Fonte: FIESC
Exportações de SC somam US$ 11,7 bilhões em 2024 | FIESC

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Começa a derrocagem de pedra submersa no Porto de São Francisco

Uma obra aguardada há décadas pela comunidade portuária começou esta semana no Porto de São Francisco do Sul: a retirada de uma enorme rocha, próximo a um dos berços de atracação de navios.

Os trabalhos para remover o afloramento rochoso de 370 m³, equivalente ao tamanho de cinco contêineres, estão sendo realizados pela empresa Náutica Marítima Serviços e terá um custo de R$ 12 milhões.

A pedra se encontra a 10,5 metros de profundidade, entre os berços 101 e 102. Com a remoção, busca-se alcançar a profundidade de 14 metros nesse local, já que atualmente, as embarcações têm que fazer uma manobra extra no momento da atracação, o que aumenta os custos.

A derrocagem vai usar métodos mecânicos de alta precisão, sem o uso de explosivos. Martelos de fundo e rompedores hidráulicos vão fragmentar a rocha submersa e uma escavadeira hidráulica vai remover o material. Esta técnica minimiza o impacto ambiental e garante a segurança de toda a operação. Nesta primeira etapa, a previsão é que a obra seja concluída no final de janeiro.

Após a conclusão da dragagem de manutenção, em dezembro, já estamos iniciando esta importante obra, que é uma demanda antiga da comunidade portuária”, afirma o presidente do Porto, Cleverton Vieira.

“A derrocagem é essencial para o desenvolvimento da região e de Santa Catarina, pois garante maior efetividade operacional e prioriza a segurança e a sustentabilidade ambiental”.

Tendo em vista a grande movimentação de grãos no berço 101, a obra será executada em duas etapas. Na primeira, que ocorrerá até o final de janeiro, serão feitas as perfurações na rocha.

Durante o período de escoamento da safra de soja, que geralmente vai até o mês de outubro, a obra será paralisada, para permitir a total capacidade de escoamento do berço.

Após o término do ciclo da soja, a obra será retomada para o desenvolvimento das etapas seguintes.

Dados gerais do Porto:

– Maior porto em movimentação de carga de Santa Catarina

– Entre os 10 maiores portos públicos do Brasil em movimentação de carga geral.

– Em 2023, atingiu o recorde histórico de movimentação de carga: 16,8 milhões de toneladas, aumento de 33% com relação ao ano anterior.

– Entre os cinco portos públicos do país com Certificação ISO 9001 e 14001.

– Responsável por 42% de todo o aço importado pelo Brasil e por 80% da soja exportada por SC.

FONTE: Porto de São Francisco
Porto de São Francisco do Sul

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