Portos

Porto de São Francisco do Sul está entre os três mais eficientes do Brasil 

O Porto de São Francisco do Sul foi premiado na cerimônia Portos + Brasil, realizada pelo Ministério de Portos e Aeroportos, em Brasília, nesta quarta-feira, 20. O Porto catarinense foi reconhecido na categoria Melhores notas do Índice de Gestão das Autoridades Portuárias (Igap), ficando em terceiro lugar entre os 35 portos públicos do país.

Por meio do Igap, o Ministério de Portos analisa um ranking das autoridades portuárias de todo o Brasil, avaliando 30 índices, como desempenho de gestão e governança, transparência na publicação de informações e capacidade de concretizar investimentos, além da qualidade da gestão ambiental, entre outros.

“Santa Catarina sente muito orgulho de ver São Francisco do Sul premiada nesta solenidade”, disse o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins. “O governador Jorginho me pediu pessoalmente para que estivesse aqui, para dar este parabéns em nome dele e em nome de toda a equipe do Governo do Estado de Santa Catarina”.

Para o presidente do Porto, Cleverton Vieira,  o prêmio é um reconhecimento da eficiência portuária de São Francisco do Sul. “Este destaque é fruto do trabalho conjunto da nossa equipe, do governador Jorginho Mello e da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias, que permite fazer importantes investimentos na nossa infraestrutura portuária”, ressaltou.

“Em nosso dia-a-dia buscamos oferecer sempre as melhores condições aos usuários do Porto, para que tenhamos sempre aquilo que Santa Catarina faz de melhor: uma logística diferenciada”, acrescentou.

Oscar dos portos

A premiação do governo federal é considerada o Oscar dos Portos. A expressão foi usada nos discursos, tanto pelo ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, quanto pelo secretário nacional de Portos, Alex Ávila.

Ávila ressaltou que o Prêmio Portos + Brasil já se consolidou como uma política pública de estímulo à modernização do setor.  Ele lembrou que o reconhecimento da relevância estratégica dos portos no país é relativamente recente e que a premiação reforça a transparência e a governança das ações do ministério. 

Criado em 2019, a iniciativa reconhece os avanços conquistados pelos portos organizados e Terminais de Uso Privado (TUPs), reforçando a política pública de estímulo à modernização e à melhoria da gestão portuária.

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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Notícias

‘Balança, mas não cai’: forte vento atrapalha e navio vive momento de tensão em ancoragem em SC

A forte ventania que passou por Santa Catarina nesta quarta-feira (20) quase provocou um acidente no Porto de Imbituba, no Sul de Santa Catarina.

Segundo informado pela administração do Porto de Imbituba, a situação foi controlada e não deixou feridos.

Ventania dificulta atracagem no Porto de Imbituba

Um navio de carga se aproxima do cais para atracar, mas não consegue em decorrência da forte ventania no Sul do estado.

A condição foi provocada pela passagem de um ciclone extratropical, que se deslocou pelo litoral catarinense em direção à Argentina e ao Uruguai. O fenômeno provocou ventos na casa dos 75 quilômetros por hora.

Em nota, o Porto de Imbituba afirmou que a embarcação teve “dificuldades de acesso ao cais ao tentar atracar, em razão dos fortes ventos”, mas que a situação foi controlada.

A administração informou também que “o navio retornou ao fundeio e aguarda o momento de estabilidade para realizar nova manobra de acesso e atracação”.

Fonte: ND+

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Investimento

Governo do Estado concede incentivos para atrair R$ 4,4 bilhões em investimentos privados e gerar quase 19 mil empregos em SC

Contratos dos programas Prodec, Pró-Emprego e TTD 489 assinados pelo governador Jorginho Mello nesta quarta, 20, contemplam 50 projetos de 42 empresas – Foto: Roberto Zacarias / SECOM

Com o objetivo de apoiar e atrair novos negócios para Santa Catarina, o governador Jorginho Mello aprovou a inclusão de 50 projetos em programas de incentivo fiscal oferecidos pelo Governo do Estado. Juntas, as 42 empresas contempladas nesta rodada pelos programas Prodec, Pró-Emprego e com o Tratamento Tributário Diferenciado 489 (TTD 489) vão investir R$ 4,4 bilhões e gerar 18,6 mil empregos diretos e indiretos até 2028.

A assinatura dos novos contratos ocorreu nesta quarta-feira, 20, na Casa d’Agronômica, em Florianópolis. O ato contou com a participação da vice-governadora Marilisa Boehm, dos secretários Cleverson Siewert (Fazenda) e Jonianderson Menezes (adjunto da Indústria, Comércio e Serviço), de lideranças políticas, dirigentes de associações e federações industriais. A programação reuniu também representantes das empresas contempladas nesta que é a terceira rodada de assinaturas de 2025 e a 11ª edição desde o início do atual governo. 

“A nossa indústria é diversificada, competitiva e inova com produtos de alta qualidade, que abastecem o país e o mundo. É nosso papel apoiar estes empreendimentos e, também, trabalhar para atrair novos investimentos para Santa Catarina. O incentivo que é dado hoje movimenta a nossa economia amanhã, tem impacto na criação de novos empregos e garante mais oportunidades para quem vive aqui”, destacou o governador Jorginho Mello.

Balanço 

A política de incentivos implementada pela atual gestão vem dando excelentes resultados. Entre 2023 e agosto de 2025, 404 projetos já foram contemplados. Como contrapartida ao apoio governamental, as empresas assumiram o compromisso de investir um total de R$ 28 bilhões e a criar quase 104 mil empregos diretos e indiretos em Santa Catarina (confira o balanço no final da matéria).

Mais emprego e renda  

As propostas contempladas nesta rodada preveem a instalação e/ou expansão de fábricas, construção de subestações de energia elétrica e compra de maquinário para o aumento da produtividade industrial. 

Os incentivos concedidos pelo Governo do Estado vão da postergação de ICMS (Prodec) à desoneração do imposto na aquisição de bens, mercadorias e serviços (Pró-Emprego). Já o TTD 489 diz respeito à autorização de limites adicionais para transferência de créditos, sendo condicionado a investimentos em projetos de expansão de atividades ou à criação de novos negócios. 

As projeções da Secretaria de Estado da Fazenda mostram que, com o crescimento da produtividade viabilizado pelos incentivos estaduais, as empresas contempladas nesta rodada devem ter um incremento total de R$ 46,3 bilhões nos respectivos faturamentos até 2028. Este dinheiro voltará aos cofres públicos por meio da arrecadação de impostos.

“Os incentivos fiscais têm papel estratégico para a nossa economia porque impulsionam novos negócios, geram emprego e renda para o cidadão. É com esse olhar atento, com critério e responsabilidade que o governador Jorginho Mello aproxima a gestão pública da iniciativa privada, estabelecendo parcerias que tornam a indústria de Santa Catarina ainda mais competitiva no mercado nacional e internacional”, disse o secretário da Fazenda, Cleverson Siewert.

Todas as regiões contempladas

A terceira rodada do ano de concessão de incentivos dos programas Prodec, Pró-Emprego e TTD 489 contempla projetos em todo o Estado. Na lista estão indústrias de diversos segmentos: agroindústria, alimentícia, têxtil, máquinas e motores elétricos e de energia. 

“Os incentivos contemplam indústrias de todas as regiões e de variados setores, o que comprova a diversidade e capacidade produtiva de Santa Catarina. Com a nova rodada dos programas como o Prodec, Pró-Emprego e com o TTD 489, o Governo do Estado dá mais um passo na direção do empreendedorismo, o que tem repercussão direta no desenvolvimento econômico de Santa Catarina”, destacou o secretário Silvio Dreveck.

Também estiveram presentes os secretários Vânio Boing (Administração), Edgard Usuy (Ciência Tecnologia e Inovação), Fabricio Oliveira (Planejamento), Lucas Amancio (adjunto do Planejamento) e Catiane Seif (Turismo), além do presidente da InvestSC, Renato Lacerda, entre outras lideranças de órgãos ligados à administração estadual.

PRODEC

O Programa de Desenvolvimento da Empresa Catarinense tem como finalidade conceder incentivo à implantação ou expansão de empreendimentos industriais que vierem a produzir e gerar emprego e renda no Estado. O incentivo se dá por meio da postergação de percentual pré-determinado sobre o valor do ICMS a ser gerado pelo novo projeto. Criado em 1988, o programa completou 37 anos em junho.

Empresas contempladas nesta rodada com o Prodec:

  • Plasbohn Indústria de Plásticos Ltda (Joinville)
  • Homeplast Indústria de Plásticos Ltda (Joinville)
  • Eletropoll Painéis – Indústria e Comércio Ltda (Corupá)
  • Laticínios Bela Vista S/A (Maravilha)
  • Cavazotto Industrial Ltda (Coronel Freitas)
  • Sucatas Orlando Dalmolin (Navegantes)
  • Ilpea do Brasil Ltda (Joinville)
  • PHS do Brasil Ltda (Joinville)

Números:

  • Quantidade de empresas: 8 empresas e 8 projetos
  • Investimentos: R$ 276,5 milhões
  • Empregos diretos e indiretos: 1.139
  • Faturamento acrescido: R$ 7,7 bilhão 
  • ICMS gerado: R$ 158,5 milhões

PRÓ-EMPREGO

Tem como objetivo a geração de emprego e renda por meio de tratamento tributário diferenciado do ICMS, destinando-se a incentivar empreendimentos de relevante interesse socioeconômico situados em SC ou que venham a se instalar no estado.

Novas empresas contempladas pelo PRÓ-EMPREGO:

  • Cooperativa Agroindustrial Alfa (Chapecó)
  • ABB Wood Brasil Ltda (Santa Cecília)
  • De Nez Produtos Alimentares Ltda (Nova Veneza)
  • Zini Geração de Energia Solar (Tangará)
  • Graúna Transmissora de Energia S/A (Florianópolis)
  • Triton Máquinas Agrícolas Ltda (Luzerna)
  • Cooperativa de Produção e Abastecimento do Vale Itajaí – Cooper (Mondaí)
  • Alto da Serra Energia SPE Ltda (Chapecó)
  • Itapoá Terminais Portuários S/A (Itapoá)
  • M7 Indústria e Comércio de Compensados e Laminados Ltda (Lages)
  • Empresa de Luz e Força Elétrica de Itaiópolis Ltda (Itaiópolis)
  • Alumínio São José Ltda (São José)
  • Schulz S/A (Joinville)
  • Copercampos: Cooperativa Regional Agropecuária de Campos Novos – Filias 21, 28 e 62 (Campos Novos)
  • Ceral – Cooperativa de Distribuição de Energia Elétrica de Anitápolis (Anitápolis)
  • Duque Energética S/A (Florianópolis) 
  • Agil Equipamentos e Soluções Ltda (São Miguel do Oeste)
  • Docol Indústria e Comércio Ltda (Joinville)
  • Cooperativa Aliança – Cooperaliança (Içara)
  • Coperzem Cooperativa de Distribuição de Energia Elétrica (Armazém)

Números:

  • Quantidade de empresas: 20 empresas e 22 projetos
  • Investimentos: R$ 3,3 bilhões
  • Empregos diretos e indiretos: 15.181
  • Faturamento acrescido: R$ 35,9 bilhão 
  • ICMS gerado: R$ 1,1 bilhão 

TRATAMENTO TRIBUTÁRIO DIFERENCIADO 489

Tem como objetivo autorizar limites adicionais para a transferência de créditos acumulados de ICMS decorrentes de operações ou prestações destinadas ao exterior, isentas ou diferidas.

Novas empresas contempladas com o TTD 489:

  • Menegotti Têxtil Ltda (Jaraguá do Sul)
  • Luiz Paulo Rodrigues Mendes (Armazém)
  • Rações Sertaneja (Água Doce)
  • Bold Energy Ltda (Itajaí)
  • Master Agroindustrial Ltda (Papanduva/Videira)
  • Transportes JR27 Ltda (Rio do Sul)
  • Seara Alimentos (7 projetos nas cidades de Itapiranga, Seara, Lages, São José e Salto Veloso)
  • Diamaju Distribuição Ltda (Curitibanos)
  • BRF S/A (Chapecó/Herval do Oeste)
  • Granja Schwendler Ltda (São Carlos)
  • Compensados Fuck (Três Barras)
  • Dellamed S/A (Navegantes)
  • Cooperativa Regional Auriverde (Cunha Porã)
  • RefriBrasil Indústria e Comércio Ltda (Maravilha)

Números:

  • Quantidade de empresas: 14 empresas e 20 projetos
  • Investimentos: R$ 800 milhões
  • Empregos diretos e indiretos: 2.254
  • Faturamento acrescido: R$ 2,8 bilhão 

BALANÇO DA TERCEIRA RODADA DE 2025

PRODEC

  • Projetos 8
  • Investimentos R$ 276,5 milhões

PRÓ-EMPREGO

  • Projetos 22
  • Investimentos R$ 3,3  bilhões

TTD 489

  • Projetos 20
  • Investimentos R$ 800 milhões

BALANÇO DE 2023 ATÉ AGOSTO DE 2025 (11 RODADAS)

  • 404 projetos
  • R$ 28 bilhões em investimentos
  • 103,8 mil empregos diretos e indiretos

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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Portos

Porto de Itajaí cresce 1.494% e consolida retomada histórica

O Porto de Itajaí registrou um crescimento expressivo de 1.494,58% na movimentação de cargas no primeiro semestre de 2025. Entre janeiro e junho, foram movimentadas 1,7 milhão de toneladas, contra apenas 104 mil toneladas no mesmo período do ano passado. Mais do que números, o resultado representa retomada econômica, geração de empregos e novos investimentos para toda a região.

“O resultado de 1.494% de crescimento em 2025 não é apenas um número, mas a comprovação de que o Porto de Itajaí retomou sua força e voltou a ser um motor do desenvolvimento econômico da nossa região. Cada tonelada movimentada significa mais empregos, mais arrecadação para a cidade e a consolidação de novos investimentos. Estamos vivendo uma fase histórica de reconstrução e modernização, e Itajaí volta a ocupar seu papel de protagonista na logística nacional”, destacou o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos.

No cenário nacional, os portos brasileiros somaram 653,7 milhões de toneladas movimentadas no período, alta de 1% em relação a 2024. O destaque, entretanto, foi Itajaí, que voltou a ocupar papel de protagonismo após ter ficado praticamente parado em 2022.

De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, o avanço é reflexo da política de investimentos do Governo Federal e da reativação das operações no complexo.

“Encontramos em 2023 um porto praticamente abandonado em Itajaí, impactando fortemente a economia de Santa Catarina e do Sul do país. Sob orientação do presidente Lula, reativamos as operações e retomamos a gestão do complexo, restabelecendo a atividade econômica e empregos para a população do estado”, destacou.

O plano de modernização prevê R$ 844 milhões em investimentos até 2030, contemplando a dragagem do Rio Itajaí-Açu, readequação do molhe de Navegantes e a construção de um píer para navios de cruzeiro, entre outras obras estruturantes.

O próximo passo será a criação da Autoridade Portuária do Porto de Itajaí, que dará autonomia administrativa total ao complexo. Para isso, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) já instituiu um Grupo Técnico de Trabalho (GTT) responsável por elaborar os aspectos da futura empresa pública federal, que substituirá a gestão transitória hoje exercida pela Autoridade Portuária de Santos.

Com isso, Itajaí caminha para consolidar-se novamente como um dos polos logísticos mais estratégicos do Brasil.

Fonte: Porto de Itajaí

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Comércio Exterior, Portos

Movimentação de contêineres cai em junho, mas portos de SC fecham semestre com alta de 12,5%

Total de cargas movimentadas chega a 1,4 milhão de TEUs, o que equivale a 18,9% do total no país; dados de junho, no entanto, mostram queda de 6,5%

No primeiro semestre de 2025, a movimentação de contêineres pelos portos de Santa Catarina cresceu 12,5% em comparação com igual período do ano passado. Foram movimentados 1,38 milhão de TEUs (unidades equivalentes a um contêiner de 20 pés) de janeiro a junho nos terminais catarinenses, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O montante equivale a 18,9% do total da movimentação de cargas conteinerizadas no país.

Considerando apenas as operações de junho, no entanto, a movimentação de contêineres recuou 6,5% frente a junho de 2024, e atingiu 216,7 mil TEUs. “Os números sinalizam a antecipação de embarques por compradores dos Estados Unidos, que nos meses anteriores ampliaram seus estoques diante da incerteza sobre as tarifas”, avalia o economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt.

Dados da Antaq reforçam essa percepção. Produtos relevantes na pauta exportadora de SC mostram queda no mês de junho. Madeira serrada de espessura superior a 6mm registrou declínio de 36% no volume, enquanto madeira contraplacada ou compensada caiu 8%. O volume de carnes e miudezas comestíveis caiu 28,3%.

Bittencourt explica que as exportações do setor de madeira e derivados são impulsionadas pelo mercado de construção de residências nos Estados Unidos, que está em desaceleração ao menos desde maio. “A redução em junho também reflete, em parte, a antecipação de estoques”, avalia.

Portos
No acumulado do ano até junho, Itapoá teve incremento de 30,6% no número de contêineres movimentados, para 741,35 mil TEUs, ocupando a 3ª posição na movimentação. Portonave apresentou recuo de 20,7% (484,3 mil TEUs), enquanto o porto de Itajaí segue ampliando a operação e atingiu 103,9 mil contêineres movimentados no primeiro semestre. Esse desempenho levou o complexo portuário de Itajaí, que contempla os dados dos portos de Itajaí, Navegantes e Barra do Rio, à 4ª posição no país, com 588,3 mil TEUs. A movimentação de cargas conteinerizadas pelo Porto de Imbituba avançou 4,6%, para 52,24 mil TEUs.

Fonte: FIESC

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Negócios

Secretários definem agenda de ações para discutir a malha ferroviária Sul

Os estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul definiram ações para dar continuidade ao movimento Ferrosul, em defesa do modal ferroviário. Em reunião realizada nesta segunda-feira, 18, em Curitiba, da Comissão Interestadual para Assuntos Ferroviários da Malha Sul, com representantes indicados pelos governadores, foi definido que serão buscadas agendas em Brasília com a Secretaria Nacional de Transportes Ferroviário (SNTF), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O objetivo dos encontros é buscar informações sobre a renovação da Malha Sul. Os governadores também buscarão agenda com o Ministério dos Transportes e TCU (Tribunal de Contas da União).

“Os estados vão mostrar aos órgãos federais que estamos unidos em torno de uma solução para a Malha Sul. Nós queremos fazer parte da discussão desse tema e não podemos ficar à margem. Esta reunião em Curitiba, é uma sequência da primeira organizada em Florianópolis pelo governador Jorginho Mello e demonstra que estamos buscando o nosso espaço”, afirma o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), Beto Martins.

Outro assunto definido na reunião é que será preparado um Termo de Referência para a contratação de um estudo sobre a necessidade de um traçado ferroviário comum, que atenda todos os estados. A condução desse processo será feita pelo Codesul (Conselho de Desenvolvimento e Integração do Sul), que também ficará responsável pela organização do Grupo de Trabalho, que reúne os membros indicados pelos governadores.

Carta Manifesto

Em julho os governadores dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul assinaram uma Carta Manifesto, em defesa da infraestrutura ferroviária da Região Sul e da retomada do protagonismo logístico no contexto do desenvolvimento nacional. O texto destaca o papel dos Estados no desenvolvimento do país, que juntos respondem por 18,3% do Produto Interno Bruto (PIB) e a necessidade de receber investimentos em infraestrutura logística compatível com a dimensão produtiva da região.

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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Portos

Morretes passa a integrar Conselho de Autoridade Portuária de Antonina

Inclusão do município amplia o diálogo sobre as atividades portuárias e fortalece projetos para o desenvolvimento do litoral paranaense

Reconhecendo sua importância na logística regional, a cidade de Morretes passou a ocupar, a partir desta quinta-feira (14), um assento como convidado permanente no Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Antonina.

Toda carga que chega ou sai em direção ao Porto de Antonina passa pelo território morretense, o que justifica a participação direta de um representante do município nas discussões e deliberações relacionadas à atividade portuária. Um dos temas prioritários na pauta será o debate sobre novas rodovias para desafogar o tráfego urbano de caminhões.

“O CAP Antonina é de extrema importância para a região. E Morretes é parte essencial, pois concentra parte significativa do fluxo de cargas na entrada e na saída da cidade. É justo que o município esteja presente no Conselho”, afirmou Alex Ávila, secretário nacional de Portos e presidente do CAP Antonina.

Para o prefeito de Morretes, Junior Brindarolli, a representação será estratégica: “Tudo que vai para os portos de Paranaguá ou Antonina passa por Morretes, seja por rodovias ou por ferrovia. Temos o ônus do tráfego pesado, mas também queremos o bônus. Queremos trabalhar em conjunto para buscar alternativas, melhorias e um desenvolvimento sustentável que beneficie todo o Litoral do Paraná.”

Na primeira reunião com participação de Morretes, foram discutidas duas demandas históricas: a construção da BR-101 no Paraná e a ligação direta entre o perímetro urbano de Antonina e a BR-116. A BR-101, que liga o Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, é interrompida apenas no Paraná, e um dos trechos planejados passaria justamente por Antonina. “A comunidade reivindica há anos a retomada da discussão sobre o novo acesso ao Porto de Antonina, que é fundamental para a competitividade e eficiência logística”, destacou Ávila.

O diretor de Desenvolvimento Empresarial da Portos do Paraná e ex-presidente do CAP Antonina, Felipe Gama, também avaliou positivamente o encontro: “A presença do prefeito Brindarolli demonstra união e engajamento dos municípios em torno de projetos estruturantes, como a pavimentação rígida do acesso ao Porto de Antonina e a ligação direta à BR-277. Essas obras fortalecem a atividade portuária e a economia local.”

Durante a reunião, também foi apresentado o andamento do processo para o leilão do Canal de Acesso, além da posse dos novos conselheiros Giana Mariliza Custório (representante da ABTRA – Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados) e do capitão de Mar e Guerra Maurício Tinoco dos Santos Benvenuto (representando a Marinha do Brasil).

Fonte: Portos do Paraná

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Portos

Portos de SC registram aumento na movimentação de cargas

O resultado supera a média nacional

Os portos de Santa Catarina registraram aumento de 5,23% na movimentação de cargas no primeiro semestre de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. Entre janeiro e junho, eles movimentaram mais de 32,2 milhões de toneladas. O resultado supera a média nacional, de 1,02%, e representa o melhor desempenho entre os estados do Sul do país. A Gerência de Portos da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias apurou os dados junto à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Conforme o secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), Beto Martins os números são resultado de planejamento.

“Os portos de Santa Catarina seguem cumprindo o seu papel de importância dentro da logística estadual e nacional. Pelos nossos portos passam quase 20% do total de contêineres do país. Atendemos também setores do agronegócio e seguimos em constante crescimento nos últimos anos “, comentou.

No setor de contêineres, os portos de Santa Catarina registraram crescimento de 12,4% em relação a 2024, movimentando mais de 1,34 milhão de TEUs. A carga corresponde a mais de 15 milhões de toneladas e supera o crescimento nacional que é de 10,2%. Os portos catarinenses respondem por 19,25% de toda a movimentação de contêineres do Brasil.

Resultados

No primeiro semestre, o Porto Itapoá registrou o segundo maior movimento do país, com 8,1 milhões de toneladas em cargas conteinerizadas. A Portonave movimentou 4,8 milhões de toneladas, o Porto de Itajaí, 1,4 milhão, e o Porto de Imbituba, 656,3 mil toneladas.

Balanço total

Na movimentação total de cargas, o Porto de São Francisco do Sul liderou no primeiro semestre com 8,7 milhões de toneladas, seguido por Itapoá, com 8,1 milhões. O Terminal Aquaviário de São Francisco do Sul registrou 5,1 milhões, a Portonave, 4,8 milhões, Imbituba, 3,6 milhões, e Itajaí, 1,6 milhão de toneladas. Outros terminais do estado somaram 246 mil toneladas.

Fonte: Guararema News

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Logística

Decreto de SC para logística reversa deve fortalecer mercado de recicláveis

Expectativa do governo do estado é incentivar economia circular; emissões de gases pela produção de resíduos em aterros e de transportes são as que mais crescem em SC

O secretário-adjunto do Meio Ambiente e Economia Verde, Guilherme Dallacosta, destacou em reunião na Federação das Indústrias de SC (FIESC) que o decreto estadual que regulamenta a logística reversa de embalagens pós-consumo tem como objetivo alinhar normas federais e de outros estados em uma política para SC.

Além disso, afirmou que a nova legislação estabelece um prazo de 1 ano para que os atores envolvidos façam o cadastro no sistema do IMA e também estabelece que o cumprimento das normas e uma eventual compensação ambiental ocorram dentro do estado, de maneira a fortalecer a economia circular e o mercado de recicláveis em Santa Catarina.

Dallacosta explicou que o estado apresentou crescimento nas emissões de gases do efeito estufa nos últimos anos. A produção de resíduos em aterros sanitários liderou o crescimento das emissões, diante do crescimento populacional e da atividade turística. Isso reforça a necessidade de um sistema eficiente de logística reversa, para que materiais que poderiam ser reciclados acabem em aterros. Estimativas do governo estadual apontam que o potencial de crescimento do material recuperado é de 50% em 2 anos.

As emissões avançaram também nas atividades de transporte, com aumento da frota e de transporte de cargas, explicou Dellacosta. “O setor de transportes teve o incremento minimizado por adoção de biocombustíveis verdes, renovação e otimização de frotas e motores mais eficientes”, afirmou.

O consultor Fabricio Soler lembrou que a gestão de resíduos tem responsabilidade compartilhada, incluindo o setor público e o consumidor, além de indústria, comércio, importação e distribuição. Entre os principais desafios para a logística reversa, na visão dele, estão os custos, a necessidade de assegurar uma concorrência justa entre o material reciclado e o virgem e a fraca governança, entre outros. “A isonomia entre todos os atores responsáveis é um dos principais desafios. Hoje, muitos pegam carona nas iniciativas executadas e não fazem sua parte como co-responsáveis”, sinalizou.

Na visão de Jéssica Doumit, diretora do Instituto Giro, SC tem grande potencial de geração de renda para coletores e cooperativas, com a entrada da nova regulamentação estadual em vigor. Ela destacou que hoje existem 17 operadores ativos em SC, mas que a organização tem mapeados 70. O grande número de inativos se justifica pela falta de demanda e de documentação suficiente, segundo ela. “Precisamos de investimentos na cadeia para fazer projetos estruturantes para expandir o número de operadores em SC, e consequentemente, a renda gerada e o volume de materiais reciclados que deixam de ir para os aterros”, salientou.

O presidente do Comitê de Logística Reversa da FIESC, Albano Schmidt, destacou a necessidade de incentivos ao uso de material reciclado no processo produtivo das empresas. Isso porque o custo do material reciclado supera o da matéria-prima virgem. “Sem apoio, não teremos uma adesão maior ao uso de insumos reciclados porque o custo não é competitivo”, afirmou.

O presidente da Câmara de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Federação, José Lourival Magri comentou sobre os vetos presidenciais à nova lei do licenciamento ambiental, aprovada na Câmara dos Deputados e detalhou a MP que trata do licenciamento especial, para atividades estratégicas. A reunião conjunta ocorreu nesta terça-feira (12) na sede da FIESC, com transmissão pelo Youtube

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Comércio Exterior, Negócios

Governo de SC anuncia pacote de R$ 435 milhões para apoiar empresas afetadas pela nova tarifa dos EUA

Governador Jorginho Mello definiu ações tributárias e financeiras para proteger empregos e manter a competitividade dos exportadores catarinensesFotos: Roberto Zacarias/Secom GOVSC

O governador Jorginho Mello anunciou nesta quarta-feira, 13, um pacote de R$ 435 milhões em medidas emergenciais para apoiar os setores da economia catarinense mais prejudicados pela nova tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos aos produtos importados do Brasil.

As ações do Governo de Santa Catarina têm como objetivo preservar empregos, garantir a competitividade das empresas e assegurar a manutenção das operações das indústrias mais atingidas pela nova política tarifária norte-americana. Cerca de 73 mil postos de trabalho devem ser protegidos pelas medidas. 

O pacote será dividido em três frentes de ação:

  • Liberação do crédito acumulado de exportação dividido em três meses 
  • Postergação do pagamento do ICMS por 60 dias durante três meses 
  • Financiamento emergencial por meio do BRDE

“É hora de manter os pés no chão e agir com firmeza para proteger quem está gerando emprego e renda em Santa Catarina. Vamos estar ao lado de quem mais precisa para continuar produzindo, investindo e fazendo a nossa economia girar”, afirmou o governador Jorginho Mello.

O anúncio das medidas ocorreu em Florianópolis, durante coletiva realizada na FIESC, que participou ativamente da construção das propostas nos últimos dias. O presidente Gilberto Seleme reconheceu que as medidas representam uma resposta fundamental do governo catarinense em favor do setor produtivo num momento grave.

Em contrapartida, as empresas atendidas deverão concentrar esforços na manutenção dos postos de trabalho, contribuindo para a estabilidade econômica de Santa Catarina. “É um apoio importante para que as empresas atravessem esse momento com mais segurança, preservando sua atividade e os empregos que geram em todo o Estado”, manifestou Seleme.

Também participaram da elaboração das medidas as secretarias do Planejamento (Seplan); Indústria, Comércio e Serviço (SICOS); Agricultura (SAR); Articulação Internacional e Projetos Estratégicos (SAI); além da InvestSC, do BRDE e do Badesc. 

Tarifa impacta 95% das exportações de SC aos EUA

Levantamento da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF/SC) mostra que, em 2024, Santa Catarina exportou R$ 9,9 bilhões aos EUA. Cerca de 95% do volume total exportado (R$ 9,4 bilhões) está diretamente exposto à nova tarifa.

Os setores mais atingidos são os de madeiras e derivados, incluindo móveis de madeira (48,5% das exportações para os EUA), seguido por blocos de motor e compressores (17%), além de motores elétricos e transformadores (14,5%). O Norte do Estado é a região mais impactada (44% das exportações para os EUA), seguido do Vale do Itajaí (22%).

Classificação de risco

As ações emergenciais estão direcionadas às empresas catarinenses expostas à nova tarifa e que correm risco real de perda de competitividade no mercado internacional, enquadradas nos níveis de risco “gerenciável”, “relevante”, “alto” e “crítico”. 

Juntos, esses negócios respondem por cerca de R$ 8,5 bilhões em exportações anuais aos Estados Unidos e garantem mais de 73 mil empregos diretos — postos de trabalho que o pacote anunciado busca proteger diante do novo cenário internacional.

As três frentes de apoio do Governo do Estado somam cerca de R$ 435 milhões, entre medidas financeiras e tributárias.

“Estudamos diversos cenários para que o governador Jorginho Mello definisse as melhores alternativas para Santa Catarina. As medidas anunciadas seguem critérios técnicos, baseados em dados concretos, com foco em atender quem mais precisa e minimizar o impacto social e econômico para o Estado”, explicou o secretário Cleverson Siewert (Fazenda).

O Governo de Santa Catarina, observa o secretário, seguirá monitorando os desdobramentos da política tarifária norte-americana e poderá atualizar ou redefinir medidas, conforme a evolução do cenário.

Veja a distribuição das empresas afetadas:

Nível de ImpactoExportações afetadas em relação ao faturamento EmpresasEmpregosExposição média EUA (%)FaturamentoExportações para os EUA
Crítico75% ou mais40 (5%)4 mil (1,4%)86%R$ 2,2 biR$ 1,9 bi (20%)
Alto50% a 75%45 (5,5%)5 mil (1,8%)60%R$ 2 biR$ 1,2 bi (13%)
Relevante25% a 50%55 (6,5%)6 mil (2%)33%R$ 2,7 biR$ 0,9 bi (10%)
Gerenciável5% a 25%155 (18,5%)58 mil (20,5%)11%R$ 39 biR$ 4,4 bi (47%)
BaixoAté 5%534 (64,5%)208 mil (74%)0,5%R$ 204 biR$ 1 bi (10%)
Total0 a 100%829281 mil13%R$ 250 biR$ 9,4 bi

Fonte: Dados da Declaração Única de Exportação (DUE), CAGED e declarações fiscais

Entenda as medidas:

  • Liberação do crédito acumulado de exportação dividido em três meses
    R$ 62 milhões em créditos
    295 empresas se enquadram nos critérios (níveis crítico, alto, relevante e gerenciável)
    73 mil empregos preservados
    Início da medida: Setembro de 2025

Empresas exportadoras acumulam créditos de ICMS gerados nas operações de exportação. Essas empresas têm um fluxo estabelecido para a transferência de crédito. Com a medida, o Estado vai antecipar a liberação do saldo de crédito acumulado dividido em três meses, garantindo a entrada de recursos no caixa das empresas de forma imediata.

  • Postergação do pagamento do ICMS por 60 dias durante três meses
    R$ 72 milhões em ICMS postergado (R$ 36 mi/mês)
    295 empresas se enquadram nos critérios (níveis crítico, alto, relevante e gerenciável)
    73 mil empregos preservados
    Início da medida: Setembro de 2025

Empresas diretamente afetadas pela tarifa poderão adiar o pagamento do ICMS por dois meses, durante três meses consecutivos. Na prática, os vencimentos do imposto serão prorrogados, sem multa, por 60 dias. A medida melhora o fluxo de caixa das empresas no curto prazo, permitindo que reorganizem suas finanças sem comprometer as operações.

  • Financiamento emergencial
    R$ 265 milhões disponíveis em linhas de financiamento
    18 mil empregos preservados
    Início da medida: Imediato

251 empresas se enquadram nos critérios
Níveis crítico, alto, relevante = faturamento até R$ 300 milhões/ano
Nível gerenciável = faturamento até R$ 100 milhões/ano

Empréstimo em Dólar (US$)
Total: R$ 165 milhões
Taxa: Variação cambial + 3% a.a.*
Custo p/ Estado: R$ 18,3 milhões
*Estado irá subsidiar cerca de 6 pontos percentuais em relação à média praticada no mercado

Empréstimo em Reais (R$)
Total: R$ 100 milhões
Taxa: 9% a.a. fixo em R$*
Custo p/ Estado: R$ 17,6 milhões
*Estado irá subsidiar cerca de 10 pontos percentuais em relação à média praticada no mercado

Condições gerais
Carência: 12 meses (pagamento dos juros semestrais)
Amortização: 24 meses (pagamento principal + juros mensais)
Prazo p/ quitação: 36 meses
Custo total p/ Estado: R$ 36 milhões

O Governo de SC, em parceria com o BRDE, vai oferecer uma linha de financiamento emergencial, específica para cobrir, por quatro meses, os custos fixos das empresas (como energia, aluguel e folha de pagamento) na mesma proporção das receitas que vinham das exportações para os EUA. Será considerado o histórico de exportações para os EUA nos últimos 12 meses, não atrelado a exportações futuras. 

Por exemplo: um negócio com faturamento anual de R$ 100 milhões, com cerca de R$ 40 milhões em exportações comprometidas pela nova tarifa, terá a opção de buscar um financiamento na ordem de R$ 4 milhões — nesse cálculo, a SEF/SC considera que o custo fixo representa 30% do faturamento da empresa.

Serão atendidos pela medida os negócios com faturamento máximo de R$ 300 milhões/ano que tenham sofrido impacto “crítico”, “alto” ou “relevante” diante da nova tarifa. Também serão atendidos os estabelecimentos com faturamento máximo de R$ 100 milhões/ano enquadrados no nível “gerenciável” de impacto.

“A medida prioriza empresas de médio e menor porte, que têm menos alternativas no mercado internacional e maior vulnerabilidade diante da tarifa, enquanto as grandes corporações costumam ter maior diversificação de mercados e estrutura mais adaptada para redirecionar suas estratégias comerciais”, explica o secretário Cleverson Siewert.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado da Fazenda

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