Internacional

Irã negocia corredor temporário no Estreito de Ormuz, mas mantém passagem fechada até o fim da guerra

Irã e Omã avançam nas negociações para criar um corredor temporário de navegação no Estreito de Ormuz, incluindo uma operação conjunta para retirada de minas. Apesar das tratativas, Teerã afirmou nesta quarta-feira (26) que a passagem estratégica para o comércio mundial de petróleo continuará fechada enquanto os Estados Unidos não encerrarem a guerra.

Irã e Omã discutem nova rota de navegação

Os dois países buscam estabelecer regras para o tráfego marítimo em Ormuz, área que permanece amplamente bloqueada pelo Irã e se tornou um dos principais focos do conflito no Oriente Médio.

Em reunião realizada na terça-feira, em Mascate, os ministros das Relações Exteriores de Irã e Omã discutiram a criação do chamado “corredor temporário”, além de medidas para remover minas e garantir condições de segurança para a navegação.

O chanceler omani, Badr al Busaidi, afirmou na rede social X que espera anunciar em breve a nova rota e os procedimentos necessários para a retomada de uma navegação segura.

As negociações também devem tratar de uma solução permanente, incluindo a futura administração do estreito e a criação de mecanismos para oferecer serviços de navegação e segurança.

O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, disse que as conversas com representantes de Omã e do Paquistão reforçaram a busca por soluções regionais. Segundo ele, a proposta de um novo corredor, a retirada conjunta de minas e a definição sobre a gestão futura de Ormuz fazem parte desse esforço.

Teerã condiciona reabertura de Ormuz ao fim da guerra

Apesar do avanço diplomático, o governo iraniano deixou claro que a abertura completa do Estreito de Ormuz depende do encerramento do conflito.

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou que os Estados Unidos precisam cumprir os compromissos que, segundo Teerã, foram violados antes de qualquer iniciativa para reabrir a passagem.

O governo iraniano condiciona a reabertura ao fim da guerra em todas as frentes, à suspensão do bloqueio e a uma solução para a situação no Iêmen, onde atuam os rebeldes houthis, aliados do Irã.

Gharibabadi também declarou que a resposta de Teerã às novas sanções dos Estados Unidos será direcionada contra interesses econômicos americanos.

Trump afirma que minas foram retiradas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em sua plataforma Truth Social que a Marinha americana informou ter retirado ou destruído todas as minas existentes nas águas internacionais do Estreito de Ormuz.

Trump também advertiu que qualquer embarcação que instale novas minas na região será destruída.

Na segunda-feira, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, declarou que Washington pretende cortar os recursos econômicos do Irã por meio de novas medidas de pressão.

As sanções mais recentes são chamadas de sanções secundárias e não atingem diretamente apenas o governo iraniano. Elas também pressionam parceiros comerciais de Teerã em áreas como ouro, tecnologia, ativos digitais, aviação e transporte marítimo.

Petróleo recua apesar da tensão em Ormuz

O cenário de incerteza também afeta o mercado de energia. No Irã, décadas de sanções internacionais e os impactos do conflito provocaram longas filas em postos de gasolina de Teerã na terça-feira.

Mesmo diante de informações desencontradas sobre a situação do estreito, o preço do petróleo caiu cerca de 2% nos mercados internacionais nesta quarta-feira. O petróleo Brent, principal referência global, chegou a ser negociado abaixo de US$ 90 por barril.

A reação dos mercados sinaliza uma expectativa de possível redução das restrições à circulação marítima em Ormuz.

Estreito de Ormuz é peça-chave para o mercado global

A guerra teve início em 28 de fevereiro, após ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã. Em resposta, Teerã lançou ataques contra países aliados de Washington na região e bloqueou o Estreito de Ormuz.

Os Estados Unidos, por sua vez, mantêm um bloqueio aos portos iranianos.

Antes do conflito, cerca de 20% do petróleo e do gás exportados mundialmente passavam pelo estreito. Atualmente, o fluxo na região está reduzido a níveis mínimos, transformando Ormuz em um dos principais pontos de pressão sobre o mercado internacional de petróleo.

O conflito provocou forte valorização da commodity e aumentou a pressão política sobre Donald Trump nos Estados Unidos, especialmente com a aproximação das eleições de meio de mandato, previstas para novembro.

FONTE: Carta Capital
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Carta Capital

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Internacional

Irã ameaça 45 petroleiros com multas e confisco em nova escalada no Estreito de Ormuz

O Irã incluiu 45 navios-tanque em uma lista de embarcações que, segundo o governo, violaram regras para atravessar o Estreito de Ormuz. Teerã também advertiu que poderá adotar medidas contra navios que realizarem operações de transferência de cargas com essas embarcações, ampliando a tensão em torno de uma das principais rotas marítimas de energia do mundo.

Embarcações podem sofrer multas e ter cargas confiscadas

De acordo com uma publicação feita no domingo, 23, pela Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, órgão criado recentemente pelo Irã para administrar a passagem marítima, os navios incluídos na relação estão sujeitos a multas, retenção e confisco de cargas.

A advertência ocorre poucos dias depois de os Estados Unidos ameaçarem o Irã com as “sanções mais duras da história”. Em resposta, autoridades iranianas afirmaram que qualquer nova ameaça americana provocaria uma reação “devastadora”.

A lista reúne diferentes tipos de embarcações, entre elas grandes petroleiros de petróleo bruto, navios para transporte de gás natural liquefeito (GNL), gás liquefeito de petróleo (GLP) e embarcações destinadas ao transporte de produtos refinados.

Empresas de Emirados, Arábia Saudita e Coreia do Sul aparecem na lista

Entre os navios citados estão embarcações ligadas à ADNOC Logistics and Shipping, dos Emirados Árabes Unidos, à subsidiária Navig8 Tankers e à companhia marítima estatal saudita Bahri.

Também aparecem na relação navios pertencentes à Klaveness Ship Management, Stolt Tankers e à sul-coreana Sinokor. As empresas não responderam imediatamente aos pedidos de comentário da Reuters.

A autoridade iraniana afirmou ainda que qualquer embarcação envolvida em transferências de carga entre navios, conhecidas como operações ship-to-ship, com um dos navios listados poderá ser incluída posteriormente na relação de embarcações consideradas não conformes.

Irã exige autorização para passagem pelo Estreito de Ormuz

A publicação não detalhou quais regras teriam sido descumpridas. No entanto, o governo iraniano já declarou anteriormente que os proprietários de navios precisam obter autorização para atravessar o Estreito de Ormuz e pagar por serviços de segurança e outras atividades relacionadas à navegação na região.

A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico orientou proprietários de cargas a consultar a lista atualizada de embarcações consideradas em situação irregular em viagens relacionadas ao Golfo.

Empresas que desejarem retirar seus navios da relação deverão apresentar um pedido às autoridades marítimas iranianas, acompanhado de explicações sobre a situação, segundo a publicação.

Tráfego de petróleo e gás enfrenta impacto da guerra

Antes de o conflito entre Irã e Estados Unidos afetar o transporte marítimo, a região do Golfo respondia por aproximadamente 20% da oferta diária mundial de petróleo bruto e gás natural liquefeito.

Com a redução do tráfego de petroleiros, operações coordenadas pelos Estados Unidos passaram a permitir que algumas embarcações atravessem discretamente o Estreito de Ormuz para abastecer superpetroleiros posicionados do lado de fora da passagem.

O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou na sexta-feira, 21, que a média de sete dias das exportações de petróleo pelo estreito havia superado 8 milhões de barris por dia. Segundo ele, a atuação da Marinha americana tem contribuído para manter o fluxo de petróleo pela região.

A nova lista de embarcações aumenta a pressão sobre armadores e operadores em um momento de forte tensão geopolítica, elevando os riscos para o transporte marítimo, o comércio de energia e a circulação de petroleiros no Golfo Pérsico.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Hamad I Mohammed 

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Internacional

Irã endurece exigências e aumenta pressão sobre os EUA no Estreito de Ormuz

O Irã elevou o tom nas negociações sobre o futuro do Estreito de Ormuz e apresentou condições mais duras para uma eventual reabertura da estratégica rota marítima. As exigências de Teerã indicam que um entendimento limitado negociado com Omã não significa, necessariamente, a retomada da circulação de embarcações nos termos defendidos por Washington.

Representantes dos setores mais radicais do regime iraniano vêm reiterando que os Estados Unidos precisam mudar sua postura antes de qualquer avanço significativo relacionado ao estreito.

A nova lista de condições apresentada por Teerã vai além dos termos previstos no memorando de entendimento firmado em junho, posteriormente suspenso após ataques americanos contra o Irã, a reação iraniana em diferentes pontos do Oriente Médio e uma nova escalada de ataques contra embarcações.

Irã apresenta lista de condições aos EUA

No sábado (8), Mohammad Bagher Zolghadr, uma das figuras de maior influência da Guarda Revolucionária do Irã, apresentou uma série de exigências para que o processo avance.

A postura adotada por Teerã reforça a avaliação de que o governo iraniano considera estar em uma posição favorável nas negociações com os Estados Unidos.

Entre os fatores que podem ter contribuído para essa percepção estão informações sobre a redução dos estoques de munições americanos — negadas pelo presidente Donald Trump — e sinais de que o principal comandante militar dos EUA estaria procurando uma forma de encerrar o conflito.

Teerã também pode estar levando em consideração o histórico de ameaças feitas por Trump de promover grandes ofensivas que, posteriormente, não foram concretizadas nos termos anunciados.

Exigências incluem retirada militar e fim de sanções

Entre as condições apresentadas por Zolghadr está a exigência de que os Estados Unidos suspendam o bloqueio naval e afastem suas forças militares das proximidades do território iraniano.

O representante iraniano também cobrou indenizações pelos danos provocados pelas guerras deste ano e pelo conflito ocorrido em junho do ano anterior, que teve Israel como principal força militar.

Outra exigência é o fim das sanções econômicas contra o Irã, além da liberação, sem condições, dos ativos iranianos atualmente congelados em outros países.

A declaração indica que Teerã pretende que essas medidas sejam adotadas antes — ou pelo menos simultaneamente — a qualquer compromisso relacionado ao Estreito de Ormuz.

Condições entram em choque com acordo anterior

A posição apresentada pelo Irã representa um possível obstáculo ao modelo estabelecido no memorando de entendimento negociado anteriormente.

Pelos termos do documento, as sanções contra o Irã seriam retiradas integralmente somente depois de um acordo definitivo sobre o programa nuclear iraniano.

O memorando também previa uma liberação progressiva dos ativos iranianos congelados no exterior. Nesse caso, os dois lados deveriam definir conjuntamente os procedimentos para liberar os recursos.

A nova posição de Teerã, portanto, altera a ordem das concessões prevista anteriormente e pode dificultar a retomada das negociações sobre a passagem de navios pelo estreito.

Estreito de Ormuz é ponto estratégico

O Estreito de Ormuz ocupa uma posição central nas disputas entre Irã e Estados Unidos por sua importância para a navegação internacional e para o transporte de energia.

Por isso, qualquer restrição prolongada à circulação de embarcações na região pode aumentar a tensão geopolítica e gerar impactos sobre as rotas comerciais e o mercado internacional.

Com a apresentação das novas exigências, o governo iraniano sinaliza que pretende vincular a normalização da navegação no estreito a uma série mais ampla de concessões por parte de Washington.

O movimento aumenta a complexidade das negociações e coloca os Estados Unidos diante de uma agenda que envolve sanções, ativos congelados, presença militar e indenizações, além da própria circulação marítima no Estreito de Ormuz.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

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Notícias

EUA ampliam lista de restrições e incluem 43 empresas chinesas por suspeitas de trabalho forçado

Os Estados Unidos ampliaram a lista de empresas sujeitas a restrições comerciais ao incluir 43 companhias chinesas suspeitas de envolvimento com práticas relacionadas ao trabalho forçado na região de Xinjiang. A atualização representa a maior expansão desde a criação da relação de entidades monitoradas pela legislação norte-americana.

Com as novas inclusões, a lista passa a reunir 187 empresas, reforçando a aplicação da Lei de Prevenção do Trabalho Forçado Uigur (UFLPA), criada para impedir a entrada de produtos associados a violações de direitos humanos no mercado dos EUA.

Lei exige comprovação da origem dos produtos

A UFLPA, aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos em 2021, estabelece a presunção de que mercadorias produzidas em Xinjiang podem ter sido fabricadas com mão de obra forçada, principalmente de uigures e outras minorias étnicas.

Para reverter essa presunção, exportadores precisam apresentar documentação que comprove a rastreabilidade da cadeia de fornecimento e demonstre que os produtos não têm relação com trabalho compulsório.

Segundo o Departamento de Segurança Interna dos EUA, a partir de 3 de agosto, a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) passará a bloquear automaticamente a entrada de mercadorias produzidas pelas 43 empresas recém-incluídas na lista, salvo comprovação em contrário.

Empresas atuam em diversos setores industriais

As companhias adicionadas ao cadastro pertencem a diferentes segmentos da economia chinesa, incluindo as indústrias de alumínio, cobre, algodão, vestuário, além da produção de tomates e derivados.

De acordo com as autoridades norte-americanas, essas empresas são suspeitas de obter matérias-primas provenientes de Xinjiang ou de manter vínculos com programas governamentais relacionados ao recrutamento, transporte ou utilização de trabalhadores pertencentes a grupos étnicos considerados vulneráveis.

China reage e critica decisão dos Estados Unidos

O governo chinês contestou a ampliação das restrições e classificou a medida como uma forma de coerção econômica.

Em nota divulgada pelo Ministério do Comércio, Pequim afirmou que as sanções carecem de fundamentos concretos, prejudicam as cadeias globais de suprimentos e contrariam os entendimentos firmados anteriormente entre os líderes dos dois países para estabilizar as relações comerciais.

O governo chinês também declarou que adotará medidas para proteger os interesses de suas empresas diante das novas restrições impostas por Washington.

Pequim nega acusações sobre trabalho forçado

A embaixada da China em Washington voltou a rejeitar as acusações envolvendo violações de direitos humanos em Xinjiang.

Segundo representantes diplomáticos, a legislação chinesa proíbe o trabalho forçado, e os trabalhadores da região têm liberdade para escolher suas atividades profissionais. O governo também classificou as denúncias apresentadas pelos Estados Unidos como infundadas.

A ampliação da lista ocorre em um momento de persistente tensão entre as duas maiores economias do mundo, mantendo o tema dos direitos humanos, do comércio internacional e das cadeias globais de produção no centro das disputas entre Washington e Pequim.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Internacional

EUA retomam sanções ao petróleo iraniano após ataques a navios no Estreito de Ormuz

Os Estados Unidos voltaram a impor restrições às transações envolvendo o petróleo iraniano, elevando a tensão entre Washington e Teerã poucas semanas após a assinatura de um acordo que previa o fim das hostilidades e a flexibilização das sanções econômicas.

A decisão ocorre em meio a novos incidentes no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo, onde embarcações comerciais foram alvo de ataques nos últimos dias.

Ataques a navios aumentam tensão na região

Segundo a agência britânica de segurança marítima UKMTO, três embarcações foram atingidas em um intervalo de 24 horas durante a travessia pelo Estreito de Ormuz.

O Qatar e a Arábia Saudita atribuíram dois dos ataques ao Irã. Entre os navios atingidos estão o petroleiro saudita Wedyan e o navio transportador de gás natural liquefeito Al-Rakayyat, de bandeira catariana.

A Arábia Saudita classificou os episódios como uma ameaça à segurança da navegação internacional e ao abastecimento global de energia.

Além desses casos, a UKMTO informou que um petroleiro foi atingido por um projétil de origem desconhecida e outro navio sofreu um ataque com drone. Não houve registro de vítimas nem de danos ambientais relacionados a esses incidentes.

Tesouro dos EUA revoga flexibilização das sanções

Em resposta ao aumento das tensões, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou a proibição de novas transações envolvendo hidrocarbonetos provenientes do Irã a partir de terça-feira.

A medida representa a retomada das sanções que haviam sido suspensas após o protocolo firmado em 17 de junho entre os dois países.

O entendimento previa o encerramento do conflito iniciado em 28 de fevereiro, a reabertura do Estreito de Ormuz para a navegação internacional e a suspensão das restrições norte-americanas sobre as exportações de petróleo iraniano.

Acordo de cessar-fogo enfrenta novos desafios

Mesmo após a assinatura do protocolo, episódios de instabilidade continuaram sendo registrados na região.

No fim de junho, os Estados Unidos acusaram o Irã de atacar duas embarcações comerciais. Na sequência, realizaram bombardeios contra alvos iranianos, antes de ambas as partes concordarem novamente com a interrupção das hostilidades.

Apesar do cessar-fogo, Teerã mantém a posição de que a navegação no Estreito de Ormuz não retornará às condições anteriores ao conflito. O governo iraniano também advertiu que poderá reagir contra embarcações que desrespeitem as rotas autorizadas ao longo de seu litoral.

Cerimônias em homenagem a Ali Khamenei ocorrem em meio à crise

O aumento das tensões coincide com as cerimônias fúnebres realizadas pelo governo iraniano em homenagem ao líder Ali Khamenei, morto no primeiro dia dos ataques atribuídos à ofensiva conjunta de Israel e Estados Unidos.

As homenagens, iniciadas no último sábado, têm duração prevista de seis dias. O corpo foi levado ao Iraque para procissões religiosas nas cidades sagradas de Najaf e Kerbala, importantes centros de peregrinação para os muçulmanos xiitas.

Enquanto isso, a comunidade internacional acompanha a evolução da crise, diante dos riscos para a estabilidade regional e para o mercado global de petróleo.

FONTE: RTP Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Internacional

Irã acusa EUA de violar acordo após retomada de sanções sobre petróleo

O governo do Irã afirmou que os Estados Unidos descumpriram um acordo firmado entre os dois países ao restabelecer sanções relacionadas às exportações de petróleo iraniano. Segundo o Ministério das Relações Exteriores iraniano, a medida contraria o memorando firmado em Islamabad, criado para viabilizar o encerramento das hostilidades entre as partes.

Em nota oficial, Teerã declarou que Washington será responsabilizado pelas consequências da decisão e ressaltou que adotará todas as ações consideradas necessárias para proteger seus interesses e sua segurança nacional.

EUA revogam licença para venda de petróleo iraniano

A decisão norte-americana foi confirmada por uma autoridade dos Estados Unidos, que informou a revogação da licença geral que autorizava temporariamente a comercialização de petróleo do Irã.

De acordo com o representante, a medida foi motivada pelos recentes episódios registrados no Estreito de Ormuz, classificados por Washington como “totalmente inaceitáveis”. O governo americano também alertou que as ações terão consequências, embora as negociações diplomáticas para um acordo definitivo entre os dois países permaneçam em andamento.

Suspensão das sanções havia sido anunciada em junho

Em junho deste ano, Estados Unidos e Irã chegaram a um entendimento que previa a suspensão temporária das sanções sobre as exportações de petróleo iraniano.

A autorização, válida entre 21 de junho e 21 de agosto, permitia que o país comercializasse e entregasse petróleo para praticamente todos os mercados internacionais, incluindo compradores norte-americanos, sem sofrer penalidades durante esse período.

Com a revogação antecipada da licença, o cenário volta a gerar incertezas para o mercado internacional de energia.

Ataques a petroleiros elevaram tensão na região

A retomada das sanções ocorreu após relatos de ataques contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.

Segundo relatório divulgado pela agência UKMTO (Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido), vinculada à Marinha britânica, três petroleiros informaram ter sido atingidos por projéteis de origem ainda desconhecida nos últimos dias.

Até o momento, o governo iraniano não comentou oficialmente os incidentes, e nenhuma organização assumiu a responsabilidade pelos ataques.

Mercado reage com alta no preço do petróleo

Após o anúncio da revogação da licença pelos Estados Unidos, os preços internacionais do petróleo registraram alta superior a 3%, refletindo as preocupações dos investidores com uma possível escalada das tensões no Oriente Médio e impactos sobre o abastecimento global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

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Comércio Internacional

UE aprova acordo para proibir importação de gás russo até 2027

Decisão marca nova etapa na política energética europeia
A União Europeia fechou, nesta quarta-feira, um acordo político para interditar todas as importações de gás russo até o outono de 2027. A informação foi adiantada pela agência AFP e representa um consenso entre o Parlamento Europeu, que defendia um prazo mais curto, e os Estados-Membros, que pediam mais tempo para adaptação.

Calendário da proibição para gasodutos e GNL
Pelo acordo, os contratos de longo prazo relacionados ao gás transportado por gasoduto serão proibidos a partir de 30 de setembro de 2027, desde que os níveis de reserva estejam assegurados. Caso contrário, a data limite será 1º de novembro de 2027.
No caso do gás natural liquefeito (GNL), a interrupção de contratos de longo prazo começa antes: 1º de janeiro de 2027, conforme detalhou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, como parte das medidas de pressão econômica contra Moscou.

Já os contratos de curto prazo terão bloqueios antecipados:

  • Para GNL, a proibição passa a valer em 25 de abril de 2026
  • Para o gás transportado por gasoduto, em 17 de junho de 2026

O calendário ainda precisa de aprovação formal pelo Parlamento Europeu e pelos governos nacionais, mas o entendimento político indica que a votação não deve enfrentar obstáculos.

Impacto jurídico e estratégia para evitar vetos
Pelo texto, empresas europeias poderão alegar força maior para justificar o rompimento de contratos com fornecedores russos, uma vez que a própria UE estará impondo a proibição.
Diferentemente de outros pacotes de represálias, o bloco optou por adotar uma proposta legislativa em vez de sanções diretas — mecanismo que permite aprovação por maioria qualificada e evita vetos de países como Hungria e Eslováquia, alinhados a Moscou.

Redução da dependência e novo cenário do mercado de gás
Quase quatro anos após a invasão da Ucrânia, o objetivo europeu é claro: reduzir as receitas de gás da Rússia e consolidar a transição energética do bloco.
A participação do gás russo nas importações europeias caiu de 45% em 2021 para 19% em 2024, resultado de esforços para diminuir a dependência dos gasodutos operados por Moscou.
Parte dessa redução, entretanto, foi suprida pelo aumento das compras de GNL, que chega por navios, é descarregado em terminais portuários e depois regaseificado. Em 2024, a Rússia foi o segundo maior fornecedor de GNL para a Europa, atrás apenas dos Estados Unidos: forneceu 20 bilhões de m³, de um total de aproximadamente 100 bilhões importados pelo bloco.

FONTE: Observador
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Observador

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Exportação

China vai remover 15 empresas dos EUA da lista de controle de exportações

A China anunciou que retirará 15 empresas norte-americanas de sua lista de controle de exportações, como parte do compromisso firmado nas recentes negociações econômicas e comerciais entre Pequim e Washington, realizadas em Kuala Lumpur. A medida passa a valer no dia 10 de novembro, conforme informou nesta quarta-feira um porta-voz do Ministério do Comércio chinês.

De acordo com o governo chinês, essas companhias haviam sido incluídas na lista em março de 2025, por meio do Anúncio nº 13, que impedia a exportação de tecnologias e materiais de uso duplo – aplicáveis tanto para fins civis quanto militares. Entre as empresas afetadas estão Leidos, Gibbs & Cox, IP Video Market Info, Sourcemap, Skydio, Rapid Flight, Red Six Solutions, Shield AI, HavocAI, Neros Technologies, Group W, Aerkomm, General Atomics Aeronautical Systems, General Dynamics Land Systems e AeroVironment.

Outras restrições seguem suspensas por mais um ano

O comunicado também informou que as sanções aplicadas a outras 16 empresas dos Estados Unidos, incluídas em abril pelo Anúncio nº 21, permanecerão suspensas por mais um ano. Exportadores que desejarem retomar transações comerciais com as companhias liberadas deverão solicitar licença específica ao Ministério do Comércio da China, que analisará cada caso.

Pequim busca estabilidade nas relações bilaterais

Em nota adicional, o ministério confirmou que serão parcialmente canceladas as sanções contra empresas americanas listadas como “entidades não confiáveis”. As restrições de abril continuarão suspensas, enquanto as de março serão encerradas definitivamente.

Segundo o governo chinês, as decisões reforçam o compromisso de cumprir os acordos firmados com os EUA e de promover um ambiente de negócios mais previsível e estável entre as duas maiores economias do mundo.

FONTE: Jornal de Brasília
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/X

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Comércio Exterior

Rússia legaliza uso de criptomoedas em comércio internacional e desafia sanções ocidentais

A Rússia deu um passo estratégico na corrida tecnológica e econômica global ao legalizar o uso de criptomoedas em transações internacionais. A medida cria um sistema alternativo para driblar as sanções ocidentais e garantir maior autonomia no comércio com países parceiros, como China, Índia e Turquia.
De acordo com o governo russo, o objetivo é fortalecer o comércio exterior sem comprometer a estabilidade do rublo, mantendo um controle rigoroso sobre riscos financeiros.

Criptomoedas liberadas para transações internacionais

O Ministério da Fazenda e o Banco Central da Rússia oficializaram a utilização de criptoativos em negociações externas, consolidando o regime experimental iniciado em setembro. Esse modelo já vinha sendo testado em operações limitadas de comércio exterior.
O ministro da Fazenda, Anton Siluanov, destacou que, embora a decisão alivie o impacto das sanções, o foco principal do governo continua sendo a segurança do sistema financeiro:

“Embora o objetivo estratégico seja aliviar as sanções, nosso foco principal continua sendo o controle dos riscos financeiros inerentes às criptomoedas”, afirmou Siluanov.
Mesmo com a liberação para o comércio internacional, o uso de criptomoedas dentro do território russo permanece proibido, garantindo a preservação da moeda nacional.

Supervisão e segurança reforçadas

Para evitar lavagem de dinheiro e riscos cambiais, o novo sistema russo impõe regras rigorosas de monitoramento e fiscalização. Todas as transações deverão passar por infraestrutura regulada e supervisionada pelo Banco Central e pelo Federal Financial Monitoring Service.
Entre as exigências do governo estão:

  • Conformidade com os padrões internacionais de AML (Anti-Money Laundering) e KYC (Know Your Customer);
  • Controle de todas as operações em ambiente regulado;
  • Manutenção das restrições sobre transações domésticas com criptoativos.
    Essas medidas buscam equilibrar inovação financeira e proteção da economia interna, evitando instabilidades no câmbio e no sistema bancário.

Impactos e perspectivas globais

Com a legalização das criptomoedas para pagamentos internacionais, Moscou cria uma rota alternativa aos sistemas bancários tradicionais, como o SWIFT, do qual foi excluída por sanções. Assim, empresas russas poderão realizar pagamentos internacionais com mais agilidade e menor interferência política.
A decisão também fortalece os laços comerciais com nações não alinhadas ao Ocidente, abrindo espaço para negociações bilaterais mais flexíveis e seguras. No entanto, especialistas alertam que o modelo exige fiscalização constante para evitar abusos e riscos de volatilidade.
Em um cenário de crescente pressão econômica, a Rússia transforma a criptoeconomia em ferramenta de soberania e resistência geopolítica, sinalizando uma nova era no uso estratégico das moedas digitais no comércio global.

FONTE: Bit Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Bit Notícias

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Comércio Exterior

Lula pede a Trump fim do tarifaço e das sanções a autoridades brasileiras

Presidentes concordam em encontro presencial para reaproximar Brasil e Estados Unidos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversaram por telefone nesta segunda-feira (6) por cerca de 30 minutos. Durante o diálogo, Lula pediu o fim do chamado tarifaço — sobretaxa de 40% aplicada a produtos brasileiros — e a retirada de sanções impostas a autoridades do país.

Segundo nota do Palácio do Planalto, ambos os líderes concordaram em realizar um encontro presencial em breve, ainda sem local definido, e trocaram contatos para manter uma comunicação direta entre os governos.

Relações comerciais e “boa química” entre os presidentes

De acordo com o Planalto, Lula e Trump relembraram a “boa química” demonstrada durante o breve encontro em Nova York, na Assembleia Geral da ONU. Na ocasião, Trump afirmou ter tido “ótima química” com o presidente brasileiro.

Durante a ligação, Lula ressaltou que os Estados Unidos têm superávit na balança comercial com o Brasil, sendo este um dos três países do G20 em que isso ocorre. O presidente brasileiro aproveitou para reforçar que o aumento das tarifas prejudica o comércio bilateral e dificulta novos investimentos. “Considero nosso contato direto uma oportunidade para restaurar as relações amigáveis de 201 anos entre as duas maiores democracias do Ocidente”, publicou Lula em rede social após o telefonema.

Tarifaço e sanções sob análise

Atualmente, produtos brasileiros enfrentam sobretaxas que podem chegar a 50%, quando somadas à alíquota base de 10% vigente. Além disso, Trump manteve sanções a autoridades brasileiras, como ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e integrantes do governo federal, incluindo Alexandre de Moraes e Jorge Messias.

O presidente norte-americano também designou o secretário de Estado, Marco Rubio, para conduzir as negociações com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Próximos encontros e desafios diplomáticos

Lula sugeriu que o encontro entre os dois líderes ocorra durante a Cúpula da Asean, na Malásia, ainda neste mês. O evento é visto como uma oportunidade de reunião em território neutro. O brasileiro também renovou o convite para que Trump participe da COP30, em Belém (PA), e manifestou disposição em visitar Washington.

Apesar da tentativa de reaproximação, diplomatas brasileiros avaliam que o momento é de cautela nas relações bilaterais, já que Trump mantém um histórico de mudanças repentinas de posição política.

Desde sua eleição em 2024, o republicano vem adotando uma postura rígida em relação ao Brasil, especialmente após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe.

Na ONU, Lula reafirmou que a independência do Judiciário e a soberania nacional não são temas negociáveis, mas que segue aberto ao diálogo sobre comércio, tecnologia e exploração de terras raras — áreas de interesse estratégico para os Estados Unidos.

Fonte: g1 / Palácio do Planalto
TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: REPRODUÇÃO / G1

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