Internacional

Algodão sobe em Nova York e dezembro de 2026 fecha a 89,14 cents por libra

Os preços do algodão reagiram nesta quarta-feira (26) na Bolsa de Nova York e recuperaram parte das perdas registradas na sessão anterior. Os contratos futuros avançaram em um movimento de recuperação após a queda de terça-feira.

O vencimento dezembro/26 ganhou 0,80 centavo, alta de 0,91%, e terminou o pregão a 89,14 cents por libra-peso. O contrato outubro/26 subiu 0,69 centavo, ou 0,79%, para 87,77 cents/lb.

Entre os contratos mais longos, março/27 teve valorização de 0,84 centavo, equivalente a 0,93%, encerrando a 91,07 cents/lb. Já maio/27 avançou 0,93 centavo, alta de 1,02%, para 92,25 cents/lb.

Safra dos Estados Unidos segue abaixo do padrão

De acordo com Jack Scoville, as condições das lavouras de algodão nos Estados Unidos continuam inferiores às observadas no mesmo período do ano passado. O desenvolvimento da safra também permanece atrasado em relação à média histórica.

A fase de abertura das cápsulas de algodão já começou. Para as regiões produtoras do Delta e do Sudeste, a previsão indica chuvas de intensidade esparsa a isolada, acompanhadas por temperaturas entre quentes e muito quentes.

O comportamento do clima segue no radar dos participantes do mercado, especialmente durante uma etapa importante para a definição do potencial da produção norte-americana.

Algodão brasileiro também registra alta

No Brasil, o mercado de algodão em pluma apresentou valorização nos últimos dias, segundo o Cepea. Entre os fatores que sustentaram os preços estão a firmeza dos vendedores e a alta das referências internacionais.

Compradores que precisam repor matéria-prima no curto prazo demonstram maior disposição para fechar negócios, principalmente quando se trata de lotes com melhor qualidade.

Por outro lado, parte das indústrias continua adotando uma postura mais cautelosa. O cenário está relacionado às dificuldades enfrentadas pelo setor para repassar integralmente os custos mais elevados aos produtos manufaturados.

Preço doméstico fica abaixo da paridade de exportação

Apesar da recente recuperação dos preços, o Cepea aponta uma mudança importante na relação entre o mercado interno e o externo.

As cotações domésticas do algodão passaram a ficar aproximadamente 3% abaixo da paridade de exportação. Segundo o centro de estudos, esse cenário não era registrado desde novembro de 2025.

A combinação entre a recuperação das cotações internacionais, o comportamento da safra norte-americana e a dinâmica do mercado brasileiro mantém o preço do algodão no radar dos produtores, compradores e indústrias.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Informação

Seca no Sul de Mato Grosso ameaça produtividade do algodão e acende alerta no campo

A seca no Sul de Mato Grosso já preocupa produtores e pode impactar diretamente a produtividade do algodão na safra atual. A diminuição das chuvas na região vem reduzindo a umidade do solo, cenário que afeta principalmente áreas de segunda safra e lavouras com plantio tardio.

Baixa umidade compromete desenvolvimento do algodoeiro

De acordo com levantamento da Ampa, a escassez de água no solo ocorre em um momento crítico do ciclo da cultura. Nessa fase, a disponibilidade hídrica é essencial para garantir o desenvolvimento adequado das estruturas reprodutivas.

A falta de umidade pode prejudicar o enchimento das maçãs do algodoeiro — etapa decisiva para o rendimento final da lavoura. Enquanto isso, outras regiões do estado apresentam condições mais equilibradas, com clima favorável à continuidade das atividades no campo.

Outras regiões mantêm ritmo de manejo

Fora da área mais afetada, o cenário é mais positivo. A presença de períodos de sol permitiu a retomada de práticas importantes, como adubação de cobertura e aplicação de reguladores de crescimento.

Apesar do desenvolvimento considerado dentro da normalidade em grande parte do estado, especialistas alertam que a chegada do período de estiagem exige atenção redobrada. O estresse hídrico segue como principal risco, podendo comprometer até mesmo lavouras já estabelecidas.

Monitoramento de pragas segue intensificado

Além das condições climáticas, o controle fitossanitário continua sendo prioridade entre os produtores. O destaque vai para o combate ao bicudo-do-algodoeiro, considerado a principal ameaça à cultura.

O monitoramento é realizado com o uso de armadilhas, enquanto a aplicação de defensivos tem sido intensificada para conter o avanço da praga sobre flores e maçãs em formação.

Outros insetos, como lagartas e pulgões, permanecem sob controle e dentro dos níveis considerados normais. Ainda assim, a recomendação técnica é manter o manejo rigoroso até o fim do ciclo produtivo, evitando prejuízos.

Alerta reforça vulnerabilidade ao clima

O cenário no Sul de Mato Grosso reforça a sensibilidade da cultura do algodão às variações climáticas. A evolução da seca na região serve como alerta, sobretudo para áreas mais expostas, como as de segunda safra e plantios tardios.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Israel Baumann/ Canal Rural Mato Grosso

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Informação

Excesso de umidade eleva risco de fungos no algodão em Mato Grosso

O aumento expressivo das chuvas no final de janeiro colocou os produtores de algodão em Mato Grosso em estado de atenção redobrada. Um levantamento da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) indica que a umidade excessiva criou condições favoráveis ao avanço de doenças fúngicas, com destaque para a mela, enfermidade que atinge a cultura ainda no início do desenvolvimento e pode levar à morte rápida das plântulas.

Risco de tombamento e pressão de pragas no início do ciclo

Diante do cenário climático, a recomendação é de ação imediata no campo para conter o chamado damping-off, caracterizado pelo tombamento das plantas e associado ao fungo Rhizoctonia solani. O boletim técnico também aponta que o calor aliado à umidade estimulou a ocorrência de mosca-branca e pulgões. Apesar disso, o bicudo-do-algodoeiro segue como a principal ameaça à produtividade da safra.

Avanço do plantio varia entre as regiões do estado

Até 30 de janeiro, o plantio do algodão em Mato Grosso havia alcançado 67,75% da área prevista. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram diferenças regionais: o Nordeste apresentava o ritmo mais lento, com 59,79% da área semeada, enquanto o Sudeste liderava os trabalhos, atingindo 73,15%.

Segundo a Ampa, a germinação das sementes tem sido avaliada como satisfatória na maior parte do estado, mesmo com registros pontuais de atraso no calendário de semeadura na última semana.

Prevenção é chave para preservar o potencial produtivo

A orientação técnica reforça a importância do manejo integrado de pragas e doenças, com foco em ações preventivas para impedir a disseminação de focos iniciais no estande. A estratégia busca proteger as lavouras recém-emergidas e assegurar a qualidade da fibra do algodão mato-grossense.

Manejo integrado e expectativa para a safra

Para representantes do setor, o desafio está em equilibrar o aproveitamento da umidade, essencial ao desenvolvimento da cultura, com o controle dos impactos negativos do clima. A eficiência nas ações iniciais deve ser decisiva para o desempenho da colheita nos próximos meses.

“A última semana de janeiro pode ser considerada positiva para o algodão, mas é fundamental manter estratégias integradas de controle para reduzir focos iniciais de infestação e preservar o potencial produtivo da safra”, afirma o presidente da Ampa, Orcival Guimarães.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Exportação

Mato Grosso bate recorde histórico na exportação de algodão

Estado embarcou 1,83 milhão de toneladas na safra 2023/24, alta de 7,62% em relação ao ciclo anterior

Mato Grosso encerrou julho de 2025 com um marco histórico nas exportações de algodão da safra 2023/24. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados no boletim semanal (11/08), o Estado embarcou 1,83 milhão de toneladas, alta de 7,62% frente ao ciclo anterior, respondendo por quase dois terços do total nacional, que atingiu 2,83 milhões de toneladas — o maior volume já registrado na série histórica.

Entre os principais compradores, Vietnã (375,93 mil t), Paquistão (294,31 mil t) e Bangladesh (279,92 mil t) se destacaram. Já a China, que era um dos maiores destinos, reduziu as importações em 66,94%, passando de 757,79 mil toneladas para 250,54 mil, devido ao equilíbrio dos estoques internos e à boa safra local.

Para o novo ciclo, iniciado neste mês de agosto de 2025, a expectativa é que Mato Grosso mantenha o ritmo forte e alcance 2,05 milhões de toneladas exportadas.

Colheita e preços

O avanço da colheita e do beneficiamento pressionou as cotações internas. Na última semana, a pluma Imea caiu 2,43%, fechando a R$ 126,18 por arroba. Até 8 de agosto, a colheita da safra 2024/25 alcançava 26,98% da área, com avanço semanal de 8,71 pontos percentuais.

O dólar comercial também registrou queda, recuando 1,87% e encerrando a semana com média de R$ 5,48.

Em julho, a comercialização da safra 2024/25 avançou 1,12 ponto percentual, alcançando 66,15% da produção estimada, com preço médio de R$ 132,63/@ — queda de 0,61% frente a junho. Produtores relatam dificuldade para vender lotes de qualidade inferior, enquanto compradores exigem produto premium.

Já para a safra 2025/26, as vendas atingiram 22,57% da produção, avanço mensal de 1,88 p.p., impulsionado por preços futuros mais atrativos (R$ 136,60/@), 1,41% acima do mês anterior.

Fonte: Midia Jur

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