Logística

Índia instala 2 mil blocos de concreto para proteger porto de águas profundas e ampliar rotas marítimas

A Índia avança na construção de uma das maiores obras de engenharia costeira da atualidade ao instalar cerca de 2 mil gigantescas peças de concreto no Mar Arábico. O objetivo é reforçar o quebra-mar do Porto Internacional de Vizhinjam, no estado de Kerala, estrutura de 3,1 quilômetros projetada para proteger o terminal e garantir operações seguras para navios de grande porte.

A intervenção faz parte da estratégia do país para fortalecer sua infraestrutura portuária e ampliar sua participação nas principais rotas marítimas internacionais.

Quebra-mar recebe tecnologia para dissipar a força das ondas

A proteção do quebra-mar utiliza aproximadamente 2 mil unidades do modelo ACCROPODE II, blocos pré-moldados de concreto com cinco metros cúbicos cada, desenvolvidos especialmente para obras marítimas de grande porte.

Segundo a Concrete Layer Innovations, essas estruturas funcionam como uma armadura artificial capaz de absorver e dispersar a energia das ondas antes que elas atinjam a barreira principal, reduzindo o desgaste da infraestrutura e aumentando sua resistência.

O revestimento cria uma camada robusta ao longo da parte externa do quebra-mar, protegendo uma das áreas mais expostas do litoral de Kerala.

Engenharia exige precisão na instalação das peças

Ao contrário de blocos convencionais lançados de forma aleatória, as unidades ACCROPODE II possuem um formato projetado para se encaixar entre si, formando uma estrutura estável e eficiente contra o impacto constante do mar.

Cada peça ocupa uma posição previamente calculada no talude do quebra-mar, permitindo que o conjunto distribua melhor a força das ondas e aumente a durabilidade da obra.

A fabricação dos blocos começou em 2017, enquanto a instalação teve início em 2022, evidenciando a complexidade logística envolvida na execução do projeto.

Porto de Vizhinjam mira navios cada vez maiores

Localizado na costa do Mar Arábico, o Porto de Vizhinjam foi planejado para operar como um terminal de águas profundas, capaz de receber embarcações de grande porte utilizadas no comércio internacional.

O quebra-mar desempenha papel essencial nesse projeto ao criar uma área protegida para atracação, reduzir a agitação marítima e oferecer condições mais seguras para as operações portuárias.

Com a expansão do transporte marítimo e o crescimento dos navios de grande capacidade, estruturas desse tipo tornaram-se fundamentais para garantir eficiência logística.

Infraestrutura fortalece posição da Índia nas rotas globais

A localização estratégica de Vizhinjam coloca o porto próximo a importantes corredores do comércio marítimo internacional, tornando o empreendimento uma peça relevante para a logística do país.

Além de ampliar a capacidade operacional, a obra busca aumentar a competitividade da Índia no mercado global de movimentação de cargas e operações de transbordo.

Especialistas destacam que portos de águas profundas exigem soluções cada vez mais sofisticadas para enfrentar condições oceânicas extremas e garantir estabilidade durante todo o ano.

Engenharia costeira acompanha evolução do transporte marítimo

Projetos modernos de proteção costeira vêm substituindo grandes volumes de rochas por estruturas pré-moldadas desenvolvidas especificamente para dissipar a energia das ondas.

No caso de Vizhinjam, o formato dos blocos permite reduzir a pressão exercida sobre o quebra-mar, aumentando a vida útil da estrutura e oferecendo maior segurança às embarcações.

A obra simboliza uma tendência observada em diversos países: adaptar a infraestrutura portuária ao crescimento do comércio internacional e à chegada de navios cada vez maiores.

Com o quebra-mar de 3,1 quilômetros protegido por milhares de blocos de concreto, a Índia cria uma nova barreira artificial entre o oceano e o terminal portuário, reforçando sua capacidade logística e ampliando sua presença nas principais rotas marítimas do mundo.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Logística

Canal do Panamá avalia restrições para navios diante do risco de nova crise hídrica

A Autoridade do Canal do Panamá iniciou estudos para uma eventual redução dos limites de profundidade permitidos para embarcações que utilizam a hidrovia. A medida preventiva busca minimizar os impactos de um possível retorno do fenômeno El Niño, que pode comprometer os níveis de água essenciais para o funcionamento da rota marítima.

A iniciativa ocorre após a severa crise hídrica registrada entre 2023 e 2024, quando a escassez de água reduziu a capacidade operacional do canal, provocando congestionamentos de navios, aumento dos custos logísticos e alterações em importantes rotas comerciais internacionais.

Revisão das regras pode antecipar ajustes operacionais

De acordo com o administrador do Canal do Panamá, Ricaurte Vásquez, as equipes técnicas já começaram a revisar os parâmetros utilizados para definir os limites de carga das embarcações com base na profundidade disponível.

Tradicionalmente, essa avaliação é realizada no fim do ano, mas o monitoramento antecipado reflete a preocupação com possíveis mudanças nas condições climáticas.

Atualmente, o sistema opera com calado máximo de até 50 pés graças ao volume de chuvas registrado nos últimos meses. Nas eclusas Neopanamax, utilizadas por navios de grande porte, o limite operacional varia entre 47 e 49,5 pés.

Segundo a autoridade panamenha, caso haja deterioração das condições hidrológicas, uma redução inicial de um pé poderá ser aplicada já no final de junho.

Canal do Panamá movimenta cerca de 5% do comércio marítimo global

Considerado um dos principais corredores logísticos do mundo, o Canal do Panamá conecta os oceanos Atlântico e Pacífico e desempenha papel estratégico para o comércio internacional.

A hidrovia atende mais de 1.700 portos distribuídos em cerca de 160 países e responde por aproximadamente 5% do comércio marítimo mundial.

Após superar as restrições impostas pela seca recente, o canal encerrou o ano fiscal de 2025 com receita recorde de US$ 5,7 bilhões. No período, foram registrados 13.404 trânsitos de embarcações, crescimento de 19,3% em relação ao exercício anterior, com movimentação próxima de 489 milhões de toneladas de carga.

Restrição no calado pode reduzir capacidade de transporte

Embora uma eventual redução de um pé no calado pareça pequena, especialistas do setor marítimo alertam para impactos relevantes na operação dos navios.

Durante a crise hídrica anterior, estudos apontaram que cada pé de restrição poderia representar uma perda de cerca de 400 TEUs em grandes navios porta-contêineres.

Na prática, isso significa menos carga transportada por viagem, redução da eficiência operacional e possível aumento dos custos para armadores e embarcadores.

Em cenários mais críticos, empresas de navegação podem ser obrigadas a redistribuir mercadorias, utilizar embarcações adicionais ou até redirecionar rotas, ampliando os tempos de trânsito e os custos logísticos globais.

Comércio exterior brasileiro acompanha cenário com atenção

As possíveis restrições também são monitoradas de perto pelo setor de comércio exterior brasileiro. O Canal do Panamá é uma rota estratégica para cargas destinadas à costa oeste dos Estados Unidos, países da América Central e parte dos mercados asiáticos.

Além dos contêineres, a hidrovia é utilizada para o transporte de fertilizantes, produtos químicos e diversas commodities agrícolas, fundamentais para a balança comercial brasileira.

Ao iniciar as avaliações de forma antecipada, a Autoridade do Canal do Panamá demonstra uma postura mais preventiva em relação à crise anterior. O objetivo é garantir maior previsibilidade operacional e reduzir riscos para as cadeias globais de suprimentos, evitando interrupções que possam afetar o fluxo do comércio internacional.

FONTE: Agência Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Modais em Foco

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Internacional

China defende reabertura de rotas marítimas e manutenção do cessar-fogo com o Irã

O governo da China voltou a defender a continuidade do cessar-fogo no conflito envolvendo o Irã e afirmou que a guerra “nunca deveria ter começado”. A declaração foi feita nesta sexta-feira (15) pelo Ministério das Relações Exteriores chinês, que também pediu a retomada das rotas marítimas internacionais afetadas pela crise.

Xi Jinping e Trump discutem conflito no Oriente Médio

Segundo o governo chinês, o presidente Xi Jinping conversou sobre a guerra com o líder dos Estados Unidos, Donald Trump, durante uma reunião realizada na quinta-feira em Pequim.

Questionado sobre o encontro, um porta-voz da chancelaria chinesa reafirmou a posição de Pequim em defesa da paz e da retomada das negociações diplomáticas.

“Essa guerra, que jamais deveria ter ocorrido, não precisa continuar”, afirmou o representante do ministério, de acordo com a emissora estatal CCTV.

China pede avanço das negociações e estabilidade global

Ainda segundo o porta-voz, uma solução rápida para o conflito seria benéfica tanto para os Estados Unidos quanto para o Irã, além de contribuir para a estabilidade internacional.

A China destacou que o atual cessar-fogo abriu espaço para o diálogo e defendeu que as negociações sejam mantidas. Para o governo chinês, a oportunidade diplomática não deve ser interrompida neste momento.

Outro ponto ressaltado por Pequim foi a necessidade de normalizar o tráfego marítimo internacional. O país afirmou que a reabertura das rotas marítimas deve ocorrer o mais rápido possível para evitar impactos nas cadeias globais de abastecimento e no comércio internacional.

China e EUA discutem temas globais

O Ministério das Relações Exteriores chinês informou ainda que Xi Jinping e Donald Trump trataram de “questões importantes” relacionadas aos dois países e ao cenário global, alcançando novos entendimentos durante as conversas.

Em entrevista à Fox News, Trump afirmou que Xi Jinping se ofereceu para ajudar em um possível acordo com o Irã. O presidente norte-americano também declarou que ambos concordam que o Irã não deve possuir armas nucleares.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Edgar Su/Reuters via CNN Newsource

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Logística

Transporte marítimo de grãos cresce 10,8% e ganha força com novas rotas globais

O transporte marítimo de grãos registrou crescimento expressivo no início de 2026, mesmo diante das incertezas no cenário internacional. No primeiro trimestre, o volume transportado alcançou 148 milhões de toneladas, alta de 10,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

A expansão reflete a adaptação do setor às mudanças nas rotas comerciais, impulsionadas por conflitos no Oriente Médio e restrições logísticas em canais estratégicos.

Rotas mais longas sustentam alta nos fretes

Uma das principais mudanças foi o redirecionamento de embarcações do Golfo dos Estados Unidos para o Cabo da Boa Esperança, evitando passagens tradicionais como os canais do Panamá e de Suez. Esse desvio aumentou significativamente as distâncias percorridas, elevando a demanda por fretes no conceito de tonelada-milha.

Navios de menor porte dentro do segmento de granel sólido, como Ultramax e Handymax, lideram essa tendência. Isso ocorre devido à maior diversificação de destinos e à fragmentação das rotas comerciais globais.

Brasil enfrenta desafios logísticos nas exportações

Apesar de Brasil e Estados Unidos responderem juntos por cerca de 50% dos embarques globais, o desempenho brasileiro foi impactado por entraves operacionais. O transporte de grãos no Brasil caiu 20,1%, influenciado por exigências mais rigorosas de inspeção fitossanitária por parte da China.

Atualmente, mais de 20 navios, carregando cerca de 1,2 milhão de toneladas, enfrentam atrasos devido à falta de certificações para descarga. Embora a China ainda concentre 48% das exportações brasileiras, há sinais de enfraquecimento na demanda interna do país asiático.

Por outro lado, a busca por mercados alternativos tem aberto novas oportunidades e estimulado rotas comerciais mais dinâmicas.

Custos elevados pressionam o setor agrícola

O cenário também é impactado pelo aumento dos custos de produção. A alta volatilidade energética e a elevação de cerca de 40% nos preços dos fertilizantes têm reduzido as margens do setor.

Nesse contexto, a eficiência no transporte marítimo internacional torna-se essencial para conter custos e manter a competitividade global.

Perspectivas dependem de decisões e demanda global

Para os próximos meses, o mercado deve acompanhar de perto as decisões de plantio na América do Norte, que podem influenciar a oferta exportável no segundo semestre.

Além disso, autoridades chinesas podem desacelerar o ritmo de importações diante do grande volume de navios previsto para este ano. A melhoria na transparência dos processos aduaneiros, especialmente na costa leste da América do Sul, será fundamental para normalizar o fluxo logístico.

Em um ambiente de alta complexidade, o setor segue ajustando estratégias para garantir o escoamento eficiente da produção global de grãos.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Comércio Exterior

Estreito de Malaca entra no radar global e acende alerta no comércio marítimo

Com a crise no Estreito de Ormuz, outra rota estratégica para o comércio internacional começa a gerar preocupação: o Estreito de Malaca, no sudeste asiático. A região voltou ao centro das atenções após discussões envolvendo possível ampliação da presença militar dos Estados Unidos na área, o que pode trazer impactos geopolíticos relevantes.

Rota essencial para o comércio global

O Estreito de Malaca é considerado uma das principais artérias do transporte marítimo mundial. Ele conecta os oceanos Índico e Pacífico, sendo a via mais curta entre regiões como Oriente Médio, Europa e leste asiático.

Por essa rota passam:

  • cerca de 29% do petróleo transportado por via marítima no mundo;
  • aproximadamente um terço do comércio global;
  • grandes volumes de gás natural liquefeito (GNL).

Além de energia, o estreito é fundamental para o fluxo de produtos eletrônicos, bens industriais, automóveis e commodities agrícolas como soja e cereais.

Volume de cargas e relevância econômica

Dados recentes indicam que mais de 23 milhões de barris de petróleo transitam diariamente pelo estreito. O local também concentra cerca de 25% do comércio marítimo global de automóveis, evidenciando sua importância logística.

Diferentemente de outras rotas estratégicas, o papel de Malaca vai além da energia, abrangendo uma ampla diversidade de mercadorias, o que reforça seu peso na economia global.

Riscos crescentes: pirataria e fatores naturais

Apesar da relevância, o estreito enfrenta desafios constantes. Entre eles:

  • aumento de casos de pirataria marítima, com mais de 100 incidentes registrados recentemente;
  • riscos naturais, como tsunamis e פעילות vulcânica;
  • alta densidade de tráfego, que eleva o risco de acidentes.

Esses fatores tornam a região vulnerável e exigem monitoramento contínuo.

Tensões geopolíticas elevam preocupação

O interesse estratégico no Estreito de Malaca não é apenas econômico, mas também político. A possibilidade de maior presença militar estrangeira na região pode alterar o equilíbrio de poder e gerar tensões entre grandes potências, como Estados Unidos, China e Índia.

Especialistas apontam que, embora impactos imediatos no comércio sejam improváveis, o cenário pode evoluir para um ambiente mais competitivo e militarizado no longo prazo.

Impactos indiretos no comércio global

Mesmo sem interrupções diretas, mudanças na dinâmica de segurança podem gerar efeitos como:

  • aumento nos custos de seguro marítimo;
  • maior percepção de risco nas rotas;
  • volatilidade nos fluxos comerciais.

Esses fatores podem afetar cadeias logísticas globais e pressionar custos de transporte.

O “dilema de Malaca” e a dependência da China

A importância do estreito é ainda mais evidente para a China. O conceito conhecido como “dilema de Malaca” descreve a forte dependência do país dessa rota para exportações e importações.

Atualmente:

  • cerca de 75% do petróleo importado pela China passa pela região;
  • aproximadamente 60% do comércio marítimo chinês utiliza essa rota.

Essa dependência representa um risco estratégico, especialmente em cenários de conflito ou bloqueio.

Alternativas são limitadas

Embora existam rotas alternativas, como os estreitos de Sunda e Lombok, elas apresentam limitações logísticas e operacionais. Outras opções, como contornar a Austrália, implicam custos elevados e maior tempo de viagem.

Diante disso, a tendência é que países dependentes da rota, como China, Japão e Coreia do Sul, continuem apostando em estratégias para gerenciar riscos, em vez de substituí-la.

Equilíbrio geopolítico em jogo

A movimentação recente envolvendo a Indonésia reflete um cenário de equilíbrio diplomático. O país busca manter relações tanto com os Estados Unidos quanto com a China, evitando alinhamentos diretos.

Esse contexto reforça a complexidade do comércio global, cada vez mais influenciado por disputas estratégicas em regiões-chave.

FONTE: BBC
TEXTO: Redação
IMAGEM: BBC

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Internacional

Porto de Karachi dispara em transbordo após crise no Estreito de Ormuz

O porto de Karachi, no Paquistão, registrou um salto expressivo na movimentação de contêineres nas últimas semanas, impulsionado pela crise no Estreito de Ormuz. Em apenas 24 dias, o terminal movimentou um volume equivalente a todo o ano de 2025, refletindo mudanças nas rotas do transporte marítimo internacional.

Crescimento acelerado na movimentação de cargas

De acordo com o ministro federal de Assuntos Marítimos, Muhammad Junaid Anwar Chaudhry, o porto havia registrado cerca de 8.300 contêineres em operações de transbordo ao longo de 2025. No entanto, somente nas últimas semanas, o volume chegou a 8.313 contêineres, evidenciando a rápida expansão da demanda.

Conflito no Oriente Médio altera rotas marítimas

O aumento está diretamente ligado à interrupção no tráfego do Estreito de Ormuz, considerada uma das principais rotas globais de energia e comércio. O bloqueio, iniciado em 2 de março após tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, levou companhias de navegação a suspender operações em portos estratégicos do Golfo.

Com isso, hubs tradicionais como o porto de Jebel Ali, em Dubai, perderam capacidade operacional, forçando o redirecionamento de cargas para alternativas regionais, como Karachi.

Incentivos e estrutura favorecem o Paquistão

Além do cenário geopolítico, o crescimento foi impulsionado por medidas adotadas pelo governo paquistanês. Entre elas, a concessão de descontos de até 60% nas taxas portuárias, em vigor desde 18 de março, que tornou o terminal mais competitivo.

A presença de grandes operadores logísticos, como Hutchison Ports, Maersk e Cosco, também facilitou a adaptação das rotas. Outro fator relevante foi a capacidade ociosa dos terminais, ampliada pela redução do comércio de trânsito com o Afeganistão.

Desafios para se tornar hub logístico

Especialistas avaliam que o aumento do transbordo de cargas pode fortalecer a imagem do Paquistão como um potencial hub logístico regional. No entanto, alertam que a consolidação desse crescimento dependerá de políticas estáveis e de investimentos robustos em infraestrutura portuária e logística.

Apesar do momento favorável, ainda há dúvidas sobre a capacidade do país de sustentar o avanço sem ampliar sua estrutura ao longo de toda a cadeia logística.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Datamar News

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Comércio Exterior

Comércio entre América Latina e África ganha força e abre novas rotas logísticas

O comércio entre América Latina e África vem ganhando destaque como alternativa estratégica diante das recentes crises que afetam rotas tradicionais. A movimentação reflete um esforço conjunto para ampliar parcerias e reduzir vulnerabilidades no cenário global. Nesse contexto, o setor logístico intensifica a busca por novos corredores marítimos, embora ainda enfrente entraves importantes relacionados à infraestrutura.

Diversificação de mercados reduz dependência externa

A instabilidade econômica internacional tem levado países a diversificar parceiros comerciais. Com isso, portos localizados no Atlântico Sul assumem papel central na expansão do intercâmbio entre os continentes. O aumento do fluxo de mercadorias reforça a importância da cooperação sul-sul, que contribui para diminuir a dependência de mercados já saturados.

Ao mesmo tempo, a logística transatlântica ainda carece de conexões mais diretas. Atualmente, grande parte das cargas precisa passar por portos na Europa ou na América do Norte, o que encarece e prolonga as operações. A criação de rotas diretas entre América Latina e África surge, portanto, como solução para reduzir custos e aumentar a eficiência. Diante disso, empresas de navegação estudam a implementação de serviços regulares permanentes.

Transporte de carga e segurança alimentar em foco

A ampliação do comércio também está diretamente ligada à segurança alimentar, fator que impulsiona a troca de produtos agrícolas e minerais entre as regiões. Apesar do potencial, a ausência de portos com grande capacidade de calado ainda representa um desafio relevante.

Nesse cenário, investimentos em infraestrutura portuária, especialmente em terminais africanos, despontam como oportunidades estratégicas para viabilizar o crescimento sustentável das operações logísticas.

Crescimento regional depende de eficiência operacional

O fortalecimento do comércio entre América Latina e África tende a aumentar a resiliência das cadeias logísticas. Paralelamente, governos avançam em acordos aduaneiros com o objetivo de simplificar processos e reduzir burocracias.

A diversificação comercial se consolida, assim, como um dos principais pilares para o crescimento econômico das regiões. Já a eficiência operacional deverá ser determinante para garantir competitividade e sucesso nas novas rotas.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Logística

HMM suspende reservas e desvia cargas do Oriente Médio por riscos à navegação

A HMM anunciou mudanças em suas operações logísticas relacionadas ao Oriente Médio, após o agravamento da instabilidade marítima na região. A companhia decidiu desviar cargas em trânsito e suspender novas reservas destinadas a portos considerados áreas de risco.

A medida reflete preocupações crescentes com a segurança da navegação comercial em rotas estratégicas do transporte marítimo internacional, especialmente no Golfo Arábico, no Mar Vermelho e no Corno de África.

Cargas em trânsito passam a ser redirecionadas

Diante do cenário de insegurança, a transportadora sul-coreana informou que mercadorias já em transporte poderão ser redirecionadas para portos alternativos, sempre que a operação exigir ajustes por motivos logísticos ou de segurança.

Com o novo procedimento, a empresa aplicará uma sobretaxa de desvio de US$ 1.000 por contêiner, destinada a cobrir custos adicionais gerados pelo redirecionamento das cargas. Entre os gastos incluídos estão operações portuárias extras, armazenamento e reorganização logística.

Reservas já feitas enfrentam restrições

A empresa também informou que cargas já reservadas, mas ainda não embarcadas, não poderão seguir para os destinos afetados neste momento.

Nos casos em que os contêineres já estejam dentro do terminal, os clientes poderão optar por retirar a carga, assumindo os custos e riscos da operação, ou manter o embarque sujeito às condições contratuais vigentes.

Novas reservas estão suspensas

Outra medida anunciada pela companhia foi a suspensão imediata e por prazo indeterminado de novas reservas com origem ou destino em portos situados no Golfo Arábico, Mar Vermelho e Corno de África.

A decisão indica o impacto crescente da crise no Oriente Médio sobre o transporte marítimo global, que vem enfrentando aumento de riscos operacionais, elevação de custos logísticos e maior incerteza nas cadeias de suprimento internacionais.

Com o agravamento das tensões na região, armadores, operadores portuários e empresas de comércio exterior têm sido obrigados a adaptar rotas e estratégias para manter o fluxo de mercadorias e reduzir os riscos para navios, tripulações e cargas.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Transporte

Ocean Alliance lança novo produto e redefine serviços marítimos globais a partir de 2026

A Ocean Alliance, formada por CMA CGM, Cosco Shipping, Evergreen e OOCL, anunciou o lançamento do “Ocean Alliance Day 10 Product”, nova configuração de serviços que entrará em vigor em 2026. A iniciativa consolida a estrutura operacional da aliança e foi apresentada durante a Convenção Portuária e de Transporte Marítimo da Ocean Alliance, realizada nos dias 20 e 21 de janeiro.

Rede contará com 41 serviços e quase 400 navios

Com o novo produto, a Ocean Alliance passará a operar 41 serviços nas principais rotas Leste-Oeste, utilizando um total de 394 navios porta-contêineres. Desse total, 130 embarcações pertencem à frota da CMA CGM. A capacidade combinada da aliança alcança 5,3 milhões de TEUs, reforçando sua posição entre as maiores redes marítimas do mundo.

Forte presença nas rotas Ásia–Europa

No comércio entre Ásia e Norte da Europa, a aliança oferecerá sete serviços, garantindo ampla cobertura portuária tanto na origem quanto no destino. Essa rota contará com 102 navios, sendo 30 da CMA CGM. Já entre a Ásia e o Mediterrâneo, serão quatro serviços, operados por 54 embarcações, incluindo 26 navios da CMA CGM.

Transpacífico concentra maior número de serviços

A rota transpacífica será atendida por 22 serviços, refletindo a relevância estratégica desse corredor. Oito deles conectarão a Ásia à costa leste dos Estados Unidos, com 100 navios em operação, enquanto 14 ligarão a Ásia à costa oeste dos EUA e do Canadá, com 99 embarcações. A CMA CGM participará com 41 navios na costa leste e 25 na costa oeste.

Oriente Médio e Atlântico Norte também fazem parte da malha

A malha operacional inclui ainda três serviços entre a Ásia e o Golfo Pérsico, com 21 navios, além de três serviços transatlânticos ligando o norte da Europa à costa leste dos Estados Unidos, operados por 18 embarcações.

Os serviços diretos entre a Ásia e o Mar Vermelho seguem suspensos por tempo indeterminado. Nessa rota, a movimentação de cargas continua sendo realizada pela CMA CGM por meio de um serviço independente, fora da estrutura da aliança.

Acordo da aliança segue válido até 2032

A apresentação do Ocean Alliance Day 10 Product integra o acordo em vigor entre CMA CGM, Cosco Shipping, Evergreen e OOCL, com validade mínima até 2032. Desde sua criação, em 2017, a aliança vem expandindo uma rede global que conecta a Ásia à Europa, ao Oriente Médio e às costas leste e oeste da América do Norte, com escalas diretas e tempos de trânsito otimizados.

Compromisso com descarbonização permanece

Paralelamente à nova oferta operacional, a CMA CGM reafirmou sua meta de atingir a neutralidade de carbono até 2050. A companhia informou que está se preparando para operar cerca de 200 navios porta-contêineres movidos a energias de baixa emissão até 2031, parte dos quais já integra a rede da Ocean Alliance.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio Internacional

Companhias de navegação avaliam retorno ao Canal de Suez após período de instabilidade

As principais companhias de navegação globais estão redefinindo suas estratégias para retomar o tráfego pelo Canal de Suez, após mais de dois anos de restrições provocadas por riscos à segurança marítima no Mar Vermelho. O movimento ocorre em meio a sinais de maior estabilidade na região, embora o cenário ainda exija cautela por parte do setor.

Desvios elevaram custos e tempo de viagem

Desde novembro de 2023, armadores passaram a evitar o Canal de Suez e a região do Mar Vermelho, optando por rotas alternativas ao redor da África. A decisão foi motivada por ataques a navios comerciais, atribuídos às forças houthis do Iêmen, em episódios associados, segundo relatos internacionais, ao conflito na Faixa de Gaza.

Esses desvios aumentaram significativamente os custos operacionais e o tempo de trânsito das cargas, impactando cadeias logísticas globais e pressionando fretes marítimos.

Cessar-fogo reabre debate sobre a rota de Suez

Um acordo de cessar-fogo firmado em outubro de 2025 levou algumas empresas a reavaliar o retorno ao corredor egípcio. Apesar disso, as companhias reforçam que qualquer retomada dependerá de análises contínuas sobre as condições de segurança.

A seguir, os principais posicionamentos anunciados até o momento por grandes armadores.

Maersk inicia retorno gradual

A Maersk, maior companhia de transporte marítimo de contêineres do mundo, informou que retomará ainda em janeiro a navegação pelo Mar Vermelho e pelo Canal de Suez em um de seus serviços. A decisão ocorre após dois navios testarem a rota em dezembro e no início de janeiro.

O primeiro serviço a voltar será a linha semanal que liga Oriente Médio e Índia à costa leste dos Estados Unidos, com partida prevista para 26 de janeiro a partir do porto de Salalah, em Omã. Segundo a empresa, o retorno será feito de forma gradual.

CMA CGM amplia uso da rota

A CMA CGM, terceira maior armadora global, já vinha realizando travessias pontuais pelo Canal de Suez quando as condições permitiam. Agora, a companhia planeja utilizar a rota de forma mais regular no serviço INDAMEX, que conecta Índia e Estados Unidos, a partir de janeiro, conforme cronograma divulgado oficialmente.

Em dezembro, dois navios da empresa cruzaram o Canal de Suez, de acordo com informações da autoridade responsável pela via.

Hapag-Lloyd mantém postura cautelosa

A alemã Hapag-Lloyd informou que, por enquanto, não pretende alterar suas operações no Mar Vermelho. Um porta-voz da empresa destacou que a decisão da Maersk não muda a avaliação atual do grupo.

Em declarações anteriores, o presidente-executivo da companhia afirmou que o retorno da indústria marítima ao Canal de Suez tende a ocorrer de forma gradual, com um período de transição estimado entre 60 e 90 dias, a fim de evitar gargalos logísticos e congestionamentos portuários.

Wallenius Wilhelmsen segue em avaliação

Especializada no transporte marítimo de veículos, a norueguesa Wallenius Wilhelmsen segue monitorando o cenário e informou que não retomará a navegação pela região até que critérios específicos de segurança sejam atendidos. A empresa reforça que a decisão será tomada com base na evolução do ambiente geopolítico.

O retorno ao Canal de Suez, embora em análise, ainda depende de garantias de segurança consistentes, o que indica que a normalização do tráfego deve ocorrer de forma progressiva e desigual entre os armadores.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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