Tecnologia

SENAI/SC articula rede de robótica avançada para aumentar produtividade da indústria

O SENAI/SC está coordenando uma iniciativa para integrar universidades, centros de pesquisa e instituições de ciência, tecnologia e inovação com o objetivo de fortalecer a robótica avançada em Santa Catarina. A articulação faz parte do Projeto Estruturante para Integração e Fortalecimento da Rede Catarinense de Robótica Avançada, apoiado pela Fapesc (Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina).

O projeto conta com investimento aproximado de R$ 5 milhões e busca conectar competências já existentes no Estado para ampliar a aplicação de tecnologias avançadas no setor produtivo.

Projeto aproxima pesquisa, empresas e indústria

A iniciativa pretende fortalecer a cooperação entre pesquisadores, empresas e fornecedores de tecnologia, criando condições para acelerar o desenvolvimento de soluções voltadas aos desafios enfrentados pela indústria catarinense.

Segundo o diretor regional do SENAI/SC, Fabrízio Pereira, a integração entre diferentes áreas do conhecimento é fundamental para avançar em uma tecnologia que envolve múltiplas competências.

Para ele, o projeto também representa uma oportunidade de aproximar o desenvolvimento tecnológico das necessidades reais da indústria, especialmente em áreas emergentes como a Physical AI.

Physical AI combina inteligência artificial e robótica

A Physical AI (Inteligência Artificial Física) é um dos campos que ganham destaque na iniciativa. O conceito reúne inteligência artificial, robótica, sensores, câmeras e sistemas autônomos capazes de perceber o ambiente, tomar decisões e executar tarefas no mundo real.

O SENAI/SC já trabalha com aplicações relacionadas à tecnologia por meio de seus Institutos SENAI de Inovação. Entre os recursos utilizados estão robôs humanoides, robôs quadrúpedes, drones e outros sistemas autônomos.

A expectativa é que a integração entre essas tecnologias contribua para o desenvolvimento de soluções com aplicações em diferentes processos industriais.

Robótica pode ampliar produtividade e competitividade

A articulação da rede catarinense busca transformar conhecimento e infraestrutura tecnológica em aplicações capazes de atender demandas concretas das empresas.

Entre os possíveis impactos estão ganhos de produtividade industrial, segurança, eficiência operacional e competitividade.

A aproximação entre empresas, pesquisadores e fornecedores também pode facilitar a identificação de oportunidades para adoção de automação industrial, robótica e sistemas baseados em inteligência artificial.

SENAI/SC conta com infraestrutura para inovação

A iniciativa também utiliza a estrutura de inovação tecnológica do SENAI/SC. A instituição possui duas Unidades Embrapii, localizadas em Florianópolis e Joinville.

As unidades reúnem competências em áreas como sistemas embarcados, manufatura avançada, tecnologias a laser e aplicações de robótica.

Essa infraestrutura permite apoiar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação direcionados às necessidades da indústria.

Atlas da Robotização vai mapear oportunidades

Uma das principais entregas previstas pelo projeto é o Atlas da Robotização. A ferramenta terá a função de identificar fornecedores de tecnologias de robótica e automação e relacioná-los às atividades e ocupações da indústria catarinense que apresentam potencial para automação ou robotização.

O mapeamento deverá formar uma base de inteligência para auxiliar empresas e instituições na identificação de oportunidades de aplicação da robótica avançada e da Physical AI.

Além de orientar empresas, o Atlas poderá contribuir para a definição de prioridades em desenvolvimento tecnológico, formação profissional e projetos de inovação.

Tecnologia mais próxima das necessidades da indústria

Com a integração de competências e informações sobre o mercado, a proposta é aproximar a oferta tecnológica das demandas efetivas do setor produtivo.

A expectativa é que a rede catarinense contribua para acelerar a adoção de soluções de robótica e automação industrial, além de estimular novos projetos de pesquisa e inovação no Estado.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fapesc

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