Comércio Internacional

União Europeia prepara novas restrições às importações da China, afirma Ursula von der Leyen

A União Europeia (UE) pretende ampliar as medidas de proteção comercial contra produtos chineses, com novas restrições às importações que vão além das salvaguardas negociadas recentemente com Pequim. O anúncio foi feito na sexta-feira (16) pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, após uma cúpula de líderes do bloco.

Segundo a dirigente, o acordo firmado com a China para reduzir pela metade as importações de carros híbridos chineses não será suficiente para corrigir os desequilíbrios estruturais do comércio entre as duas economias.

O déficit comercial europeu na troca de bens com a China supera 1 bilhão de euros por dia, conforme os números apresentados por von der Leyen. Para ela, o cenário exige novas iniciativas de proteção à indústria europeia.

UE avalia novas medidas de proteção à indústria europeia

Von der Leyen afirmou que a Comissão Europeia pretende atender às demandas dos setores industriais por mecanismos adicionais de defesa comercial. A proposta inclui novas medidas de salvaguarda para enfrentar os efeitos da concorrência internacional sobre as empresas do bloco.

A presidente também declarou que a iniciativa conta com apoio expressivo dos líderes europeus, indicando uma disposição política para avançar com instrumentos que protejam a economia regional.

O objetivo é reduzir vulnerabilidades comerciais e responder aos desequilíbrios que, na avaliação da Comissão, afetam a competitividade das empresas europeias diante dos fornecedores chineses.

França defende proteção para produtos químicos e ferroligas

Após a reunião de cúpula, o presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu que as ações europeias priorizem setores considerados estratégicos, como produtos químicos, plásticos e ferroligas.

A manifestação reforça a preocupação de governos europeus com os impactos da concorrência externa sobre segmentos industriais relevantes para a economia do continente.

As discussões também envolvem a necessidade de criar mecanismos capazes de responder com rapidez a práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses da União Europeia.

Proposta franco-alemã prevê reação rápida a pressões externas

A presidente da Comissão Europeia recebeu favoravelmente um documento apresentado por França e Alemanha no mês anterior. A proposta defende o fortalecimento da economia europeia por meio de um mecanismo que permita reagir rapidamente a países cujas ações prejudiquem os interesses do bloco.

Nesse contexto, a Comissão pretende desenvolver um instrumento de defesa econômica que possibilite restringir o acesso ao mercado único europeu quando a medida for considerada necessária.

A iniciativa busca ampliar a capacidade de resposta da UE diante de pressões comerciais e outras ações externas que possam comprometer seus setores produtivos.

Comissão Europeia prepara medidas contra dependência de fornecedores

Outra frente de atuação envolve a redução da dependência das empresas europeias em relação a fornecedores únicos de determinados insumos essenciais.

De acordo com von der Leyen, a Comissão Europeia deverá apresentar em dezembro uma proposta para criar um novo instrumento voltado à diversificação do abastecimento de insumos críticos.

A medida pretende diminuir riscos associados à concentração de fornecedores e fortalecer a segurança das cadeias produtivas europeias, especialmente em setores expostos a interrupções no comércio internacional.

UE também quer mecanismo contra retaliações econômicas

Além das restrições comerciais e das medidas para diversificar fornecedores, a Comissão Europeia pretende propor um mecanismo de solidariedade destinado a apoiar países e setores atingidos por coerção econômica ou retaliações de agentes externos ao bloco.

A proposta busca coordenar uma resposta coletiva quando um Estado-membro ou segmento econômico sofrer pressões que possam afetar suas atividades comerciais.

As iniciativas fazem parte de um esforço mais amplo da União Europeia para fortalecer sua autonomia econômica, proteger a indústria regional e ampliar sua capacidade de reação diante das tensões comerciais com a China e outros parceiros internacionais.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: AP/Omar Havana

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Comércio Exterior, Mercado Internacional

Dezesseis países retiram restrições comerciais ao Brasil relacionadas à gripe aviária

Os países haviam adotado restrições à compra de carne de aves do Brasil em razão da detecção de um foco de gripe aviária em granja comercial no RS

Dezesseis países retiraram restrições para a compra de carne de aves do Brasil, disse o Ministério da Agricultura e Pecuária em comunicado nesta terça-feira.

O anúncio ocorre após a Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) ter considerado o caso de gripe aviária em uma granja comercial no Rio Grande do Sul como encerrado.

O Brasil, maior exportador global de carne de frango, também havia se autodeclarado livre da doença após registrar um período de 28 dias sem novos surtos em granjas comerciais.

“O Mapa permanece em articulação com as autoridades sanitárias dos países importadores, prestando, de forma ágil e transparente, todas as informações técnicas necessárias sobre o caso”, disse a pasta na nota.

“As ações adotadas visam garantir a segurança sanitária e a retomada segura das exportações o mais breve possível.”

Retiraram restrições Argélia, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Egito, El Salvador, Iraque, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mianmar, Montenegro, Paraguai, República Dominicana, Sri Lanka, Vanuatu e Vietnã, segundo a pasta.

Fonte: InfoMoney


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