Internacional

Senado discute avanços do Acordo Mercosul-União Europeia e prevê assinatura até dezembro

Após 25 anos de negociações, o Acordo de Parceria entre o Mercosul e a União Europeia voltou ao centro das discussões no Senado Federal. A Comissão de Relações Exteriores (CRE) realizou, na última terça-feira (21), uma audiência para avaliar as perspectivas de assinatura, ratificação e entrada em vigor do tratado, que deve ser oficializado ainda neste ano, segundo diplomatas envolvidos nas tratativas.

O tratado unirá dois blocos que somam mais de 700 milhões de pessoas e um PIB conjunto de US$ 22 trilhões. A previsão é que sejam firmados dois textos: um acordo econômico-comercial provisório e outro acordo de parceria completo, sujeito à aprovação de todos os Estados-membros da União Europeia (UE). Ao abrir a sessão, o senador Esperidião Amin (PP-SC) destacou a importância do debate para medir o “pulso” das negociações. “O propósito do Brasil não mudou, e esperamos que o da União Europeia venha ao encontro das nossas aspirações”, afirmou.

A embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, explicou que o acordo está em fase final de tramitação. A Comissão Europeia já encaminhou o texto ao Conselho Europeu, que deverá votar os dois instrumentos paralelos: o acordo de parceria completo, que exige a ratificação de todos os parlamentos nacionais, e o acordo comercial provisório, que depende apenas da aprovação do Conselho, por maioria qualificada. Pelo menos 15 dos 27 países europeus — representando 65% da população da UE — precisarão aprovar o texto. O Parlamento Europeu também deve validar o acordo por maioria absoluta. Quando o documento integral entrar em vigor, substituirá o acordo provisório.

Schuegraf ressaltou que o processo é complexo, devido à diversidade linguística e política dos 27 países europeus. Mesmo assim, ela destacou a importância estratégica da parceria: “Este acordo vantajoso abrirá oportunidades de crescimento sustentável e reforçará nossos valores comuns. Perder essa oportunidade seria um erro colossal, com reflexos para gerações futuras”, afirmou.

O embaixador do Brasil junto à União Europeia, Pedro Miguel da Costa e Silva, informou por videoconferência que o Mercosul já está preparado para a assinatura. Segundo ele, o trabalho de tradução e revisão jurídica dos textos — em 24 idiomas — está sendo finalizado. “Se tudo correr bem, poderemos assinar ambos os textos no Brasil em meados de dezembro, antes do fim do ano”, explicou. O diplomata destacou que o acordo comercial poderá entrar em vigor rapidamente, enquanto a parte mais ampla, que exige a ratificação dos 27 países da UE, pode levar vários anos. No caso do Mercosul, a entrada em vigor será individual, conforme a aprovação dos parlamentos nacionais.

Costa e Silva observou que há mal-entendidos sobre o impacto agrícola do tratado. Segundo ele, a questão se tornou mais política do que técnica. “O Mercosul já cumpre todos os requisitos de qualidade exigidos e é o principal fornecedor de alimentos da Europa”, afirmou. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) reconheceu que a agricultura ainda é um ponto de atrito, mas reforçou os benefícios mútuos: “Esse será o maior acordo comercial já assinado entre blocos. Todos terão ganhos — alguns imediatos, outros a longo prazo.” O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) complementou que a parceria deve ser vista sob uma ótica de benefício mútuo, com complementaridade entre os blocos: industrialização europeia e produção agroalimentar latino-americana.

A embaixadora da Dinamarca no Brasil, Eva Bisgaard Pedersen, afirmou que o país, na presidência rotativa do Conselho da União Europeia, atua para facilitar o consenso interno e espera a assinatura do acordo em dezembro. Ela destacou o papel da abertura comercial e da inovação no sucesso econômico dinamarquês, além da relevância da parceria com o Mercosul para diversificar cadeias produtivas. “Não acreditamos em protecionismo. O acordo entre os blocos pode ser um catalisador de crescimento e prosperidade em ambos os lados do Atlântico”, disse. Atualmente, a União Europeia é o maior investidor estrangeiro no Brasil, responsável por 39% dos investimentos diretos, que ultrapassaram R$ 3 trilhões em 2023.

Ao final da sessão, a CRE aprovou requerimento do senador Esperidião Amin para realizar uma audiência pública sobre os impactos da nova Lei dos Estrangeiros de Portugal na comunidade brasileira residente no país.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Comércio Exterior, Industria

Indústria contrata escritórios na Ásia e Europa para ampliar mercados

Acordo foi firmado entre CNI e InvestSP, que também tem representantes no Oriente Médio e Estados Unidos.

Como parte da estratégia para minimizar os efeitos do tarifaço sobre a indústria brasileira, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) fechou um acordo com a InvestSP para abrir novos mercados. Com a parceria, a entidade terá representantes em Dubai, Nova York, Munique e Xangai mapeando oportunidades comerciais.

De acordo com Frederico Lamego, superintendente de Relações Internacionais da CNI, os representantes comerciais vão identificar potenciais fornecedores e distribuidores, além de verificar normas regulatórias e técnicas de outros países, de modo que as indústrias brasileiras possam se adaptar a esses mercados.

“Esses escritórios têm uma cobertura maior. Por exemplo, o de Dubai cobre o Oriente Médio. O mercado chinês por si só é muito grande. Por outro lado, é difícil exportar produtos industriais para lá [China]. Tem que fazer uma agenda de influência com o governo [chinês]”, disse Lamego à CNN.

Apesar de estar buscando novos mercados, a entidade reconhece que o mercado norte-americano não é substituível. O segmento de madeira e móveis, por exemplo, adota procedimentos específicos na sua produção para atender exclusivamente os compradores dos Estados Unidos.

Outra estratégia que vem sendo implementada pela CNI é o mapeamento e análise de todos os acordos comerciais que estão sendo firmados entre os EUA e outros países, de forma a identificar brechas que podem ser utilizadas como argumento na negociação brasileira.

Missão aos EUA

No início de setembro, a CNI realizou uma missão a Washington com o objetivo de abrir canais de diálogo para reverter ou reduzir as taxas adicionais de importação sobre produtos brasileiros impostas pelos Estados Unidos. Cerca de 130 empresários e representantes de associações de setores industriais integraram a comitiva.

Durante a viagem, a entidade brasileira propôs ampliar a relação entre Brasil e EUA para além da negociação tarifária. Os empresários argumentaram que há setores estratégicos que podem ser explorados na relação econômica entre os países, como data centers , a produção de combustível sustentável de aviação (SAF) e os estudos sobre minerais críticos e terras raras.

“Nós levamos a ideia de criar uma agenda positiva na área de minerais críticos, data centers e SAF, no sentido de colocar para o lado americano a disposição do setor privado de abrir um canal de negociação que seja mais amplo do que simplesmente uma questão tarifária”, afirmou Lamego à CNN.

Nos EUA, a CNI também participou da audiência pública relacionada ao processo aberto pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, na sigla em português) com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite investigar políticas ou práticas de outros países consideradas injustas, discriminatórias ou restritivas ao comércio norte-americano.

A prestação de informações à USTR também é uma das frentes da CNI para reduzir às tarifas sobre as importações brasileiras. Entre as práticas questionadas pelo escritório, estão os acordos comerciais firmados entre Mercosul e Índia e o Brasil e o México.

De acordo com Lamego, a CNI buscou argumentar junto ao USTR que os acordos com a Índia e o México são restritos e limitados. Além disso, a entidade brasileira também alegou que a tarifa média praticada com o mercado norte-americano é inferior às implementadas no comércio com os indianos e mexicanos.

“Pode haver novos pedidos de informação por parte do governo americano. Pode acabar com as tarifas? Difícil. Mas, por outro lado, a justificativa da manutenção das tarifas pelo lado americano tem que está muito bem respaldada por eles, se isso vai extrapolar o mandato da agência, se está gerando algum tipo de discriminação, entre outros aspectos”, explica Lamego.

Também como parte da estratégia, a CNI contratou um escritório especializado em lobby para ajudá-lo nas negociações contra o tarifaço dos Estados Unidos. No radar da entidade brasileira, está ainda o acompanhamento dos efeitos das medidas do Plano Brasil Soberano na indústria.

Entre as ações do Plano Brasil Soberano que impactam diretamente a indústria, está o novo Reintegra (Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários), programa que devolve aos exportadores brasileiros parte dos tributos pagos ao longo da cadeia produtiva, na forma de crédito tributário. O governo aumentou as alíquotas para as empresas afetadas pelo tarifaço.

Além disso, o plano prorrogou por um ano o prazo para que as empresas consigam exportar suas mercadorias que tiveram insumos beneficiados pelo regime de drawback. O drawback é um regime aduaneiro que permite a suspensão ou isenção de tributos incidentes na aquisição de insumos empregados ou consumidos na industrialização de produtos exportados.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior, Informação, Investimento, Tecnologia

Governo de Santa Catarina fortalece relações com Singapura como porta para a Ásia

A vice-governadora de Santa Catarina, Marilisa Boehm, recebeu nesta segunda-feira, 1º de setembro, o chefe de missão e encarregado de Negócios da Embaixada de Singapura no Brasil, Desmond Ng, em Florianópolis. A agenda contou com a presença de lideranças empresariais e representantes do Governo do Estado.

O objetivo da reunião foi ampliar o diálogo entre Santa Catarina e Singapura, aproveitando o cenário de fortalecimento do comércio brasileiro com a Ásia. Para a vice-governadora a reunião foi altamente positiva. “O chefe de Missão e encarregado de negócios na embaixada de Singapura no Brasil foi muito claro ao afirmar que a nação asiática tem interesse em aumentar ainda mais as relações comerciais com Santa Catarina. Temos muitas similaridades como o investimento em tecnologia, educação e segurança pública, além da ampla infraestrutura portuária, que faz tanto o nosso estado quanto a nação asiática polos logísticos”, destacou. 

Fotos: Richard Casas/GVG

O representante da embaixada no Brasil confirmou que há um interesse robusto e crescente em Santa Catarina. “Nosso papel é ampliar nossa comunicação para que novos investimentos se estabeleçam”, informou Desmond. O diplomata de Singapura citou que viu, em Brasília no último dia 27 de agosto, o anúncio dos resultados do Ranking de Competitividade dos Estados, evento no qual SC foi representado pela vice-governadora Marilisa. Ele relatou que ficou impressionado com o fato de Santa Catarina ter ficado, pelo nono ano seguido, no segundo lugar geral, além de ser o primeiro colocado em Capital Humano e Segurança Pública. “Isso só reforçou a certeza de que precisamos nos aproximar ainda mais de Santa Catarina”, afirmou.

Na reunião desta segunda-feira foram discutidas oportunidades em setores como portos, inovação tecnológica, economia verde e comércio exterior. O governo catarinense reforçou ainda o potencial do Estado para atrair novos aportes, lembrando que fundos soberanos de Singapura já possuem participação em empresas instaladas em território catarinense.

Estratégico

O secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, destacou que o momento que Santa Catarina vive em termos de relações internacionais é estratégico. “Singapura é referência mundial em inovação e tecnologia, e uma porta para outros países asiáticos que também têm interesse em conversar conosco sobre negócios e investimentos. Estamos prontos para inserir ainda mais o estado nesse contexto”, destacou. 

A secretária de Articulação Nacional, Vânia de Oliveira Franco, avaliou que a chegada da comitiva de Singapura ocorre no momento ideal. “A internacionalização de Santa Catarina é uma prioridade do nosso governo, uma determinação conjunta com o governador Jorginho Mello e com a vice-governadora Marilisa Boehm. Esta visita reforça nossa aposta em parcerias globais, mostrando que somos um estado altamente competitivo, seguro e que oferece toda a segurança jurídica necessária para que o investimento floresça. Estamos prontos para construir um futuro de sucesso juntos”, assegurou.

De acordo com o presidente da Invest SC, Renato Lacerda, Singapura é um dos casos mais estudados de sucesso em desenvolvimento econômico e em inserção global de uma região pequena, mas extremamente estratégica. “Há várias lições que podem ser adaptadas à realidade catarinense.
Santa Catarina pode aprender com Singapura principalmente em promoção internacional e integração global, logística portuária, qualificação de mão de obra e, principalmente como políticas de inovação podem transformar a sociedade e alavancar o desenvolvimento”, comentou.

Comércio em expansão

De acordo com o Observatório da FIESC, Santa Catarina exportou para Singapura US$ 79 milhões apenas entre janeiro e julho de 2025. Entre os principais produtos estão alimentos processados, bombas de líquidos e transformadores elétricos. Do lado das importações, o destaque vai para circuitos integrados, polímeros e equipamentos eletrônicos, fundamentais para a indústria catarinense.

A agenda integra a programação da comitiva de Singapura em Santa Catarina, que inclui visitas a centros de inovação, reuniões com representantes do setor produtivo e encontros com secretarias estaduais.

Fonte: SECOM

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Comércio Exterior

Alckmin viaja ao México para encontro com presidente Sheinbaum e agenda de fortalecimento comercial

Missão contará também com ministros da Agricultura, Carlos Fávaro, e do Planejamento, Simone Tebet, além de empresários

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, embarca nesta terça-feira (26) para uma missão oficial na Cidade do México. A agenda, que vai até quinta-feira (28/8), tem como objetivo o fortalecimento das relações políticas e a ampliação dos laços comerciais e de investimentos entre as duas maiores economias da América Latina.

O ponto alto da visita será a audiência com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, no Palácio Nacional, na quinta-feira. O encontro reforça o diálogo de alto nível entre os dois governos e a parceria estratégica na região.

“O México é um parceiro importante para o Brasil. Esta visita é uma oportunidade estratégica para aprofundarmos nosso diálogo político e, principalmente, para abrirmos novas frentes de comércio e investimento que gerarão prosperidade para nossos povos”, avalia o vice-presidente.

“Vamos nos reunir com o governo e com o setor privado para destravar oportunidades em áreas como indústria, agronegócio e saúde, fortalecendo a integração produtiva regional”, afirma Alckmin, que lidera a missão.

A comitiva contará com o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro; a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet; e a secretária-geral do Ministério das Relações Exteriores, Maria Laura. Também participam os presidentes da ApexBrasil, Jorge Viana; da Conab, Edegar Pretto; da Anvisa, Leandro Safatle; e representantes do Ministério da Saúde, Fiocruz e Instituto Butantan; além de empresários e da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A agenda do vice-presidente na capital mexicana é extensa e abrange encontros com autoridades do governo mexicano e empresários dos dois países, com o objetivo de fomentar negócios e fortalecer parcerias.

Comércio bilateral

Em 2024, a corrente de comércio entre Brasil e México somou US$ 13,6 bilhões. As exportações brasileiras totalizaram US$ 7,8 bilhões, com destaques para as vendas de veículos automóveis de passageiros (US$ 715,4 milhões), carnes de aves e suas miudezas (US$ 563,7 mi) e veículos para transporte de mercadorias (US$ 507 mi).

Já as importações de produtos mexicanos em 2024 totalizaram US$ 5,8 bilhões, com destaques para partes e acessórios de veículos automotivos (US$ 849 mi), veículos automóveis de passageiros (US$ 757,8 mi) e veículos automóveis para transporte de mercadorias (US$ 264,2 mi).

Diálogo e parcerias

A abertura dos trabalhos será na quarta-feira (27), em café da manhã com empresários representantes de mais de 10 empresas brasileiras. Em seguida, Alckmin se reúne com o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado mexicano, Alejandro Murat Hinojosa.

No período da tarde, o ministro do MDIC terá três reuniões seguidas com ministros mexicanos: secretários de Agricultura e Desenvolvimento Rural, Julio Berdegué Sacristán, de Relações Exteriores, Juan Ramón de la Fuente; e de Economia, Marcelo Ebrard. O encerramento do primeiro dia da missão será no Encontro Empresarial Brasil-México.

Abrindo o segundo dia de trabalhos, Alckmin receberá as Chaves da Cidade do México das mãos da Chefe de Governo, Clara Brugada Molina, em cerimônia no Antigo Palácio da Prefeitura, como reconhecimento da importância da visita.

Alckmin vai se reunir com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, na quinta, debatendo temas de interesse entre os dois países, como negociações comerciais, segurança alimentar e transição energética. O encontro com a chefe do executivo será depois da reunião com o secretário de Saúde, David Kershenobich Stalnikowitz.

À tarde, o vice-presidente realizará uma série de reuniões com empresários mexicanos e encerrará a missão no México no evento da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) “Proteína Animal: Decisões Baseadas na OMSA para Segurança Alimentar”.

AGENDA

Quarta-feira (27)

Horário da Cidade do México

08h30 Café da manhã de trabalho com empresários brasileiros (12 empresas)

11h00 Reunião com o Senador Alejandro Murat Hinojosa, Presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado da República

12h30 Reunião com Julio Berdegué Sacristán, Secretário de Agricultura e Desenvolvimento Rural do México

14h00 Reunião com a Juan Ramón de la Fuente, Secretário de Relações Exteriores do México

16h00 Reunião com Marcelo Ebrard Casaubon, Secretário de Economia do México

18h00 Encontro Empresarial Brasil-México

Quinta-feira (28)

08h30 Cerimônia de Entrega das Chaves da Cidade do México por Clara Brugada Molina, Chefe de Governo da Cidade do México

10h       Reunião com David Kershenobich Stalnikowitz, Secretário de Saúde do México

12h       Audiência com Claudia Sheinbaum, Presidente dos Estados Unidos Mexicanos

14h00 Conferência de imprensa

16h30 Reunião com empresários

18h       Participação no Evento da ABPA – “Proteína Animal: Decisões Baseadas na OMSA para a Segurança Alimentar”

Fonte: MDIC

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Internacional

Índia e China reatam laços diante de tarifas que prejudicam perspectivas

Ambos os países enfrentaram pesadas ameaças tarifárias de Trump em relação às suas políticas comerciais

Em visita à Índia esta semana, o principal diplomata chinês afirmou que as duas nações asiáticas deveriam aprofundar a cooperação em meio a ameaças internacionais ao livre comércio, um sinal de que a guerra comercial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode acelerar um degelo no relacionamento gélido entre Pequim e Nova Délhi.

Ambos os países enfrentaram pesadas ameaças tarifárias de Trump em relação às suas políticas comerciais, com a Índia sendo alvo de críticas nas últimas semanas por suas compras em larga escala de petróleo russo.

Em declarações em Nova Délhi na segunda-feira, em uma reunião com seu homólogo indiano, Subrahmanyam Jaishankar, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, fez uma referência velada aos EUA, observando que Nova Délhi e Pequim deveriam encontrar maneiras de coexistir em um cenário de “bullying unilateral”.

China e Índia devem se ver como parceiras e considerar oportunidades, em vez de adversárias ou como ameaças, disse Wang na segunda-feira, de acordo com um comunicado do Ministério das Relações Exteriores da China.

Em seu discurso de abertura, Jaishankar afirmou que as nações buscam avançar após um “período difícil em nosso relacionamento”.

“Diferenças não devem se tornar disputas, nem conflitos competitivos”, disse.

Fonte: Dow Jones Newswires

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Internacional

FIESC integra missão brasileira que buscará ampliar diálogo com os EUA

Nos dias 3 e 4 de setembro, grupo liderado pela CNI terá encontros com escritórios de advocacia, reuniões na Embaixada do Brasil em Washington e diálogos com autoridades do governo americano

O primeiro vice-presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), André Odebrecht, integrará a missão da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aos Estados Unidos. Nos dias 3 e 4 de setembro, o grupo promoverá encontros com representantes do governo e do setor privado norte-americanos. O objetivo é ampliar o diálogo a respeito da taxação de 50% sobre exportações brasileiras, prevista na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.

Liderada por Ricardo Alban, presidente da CNI, a missão contará com representantes de associações setoriais, outras federações estaduais e grandes empresas exportadoras. A agenda da viagem foi apresentada por Alban ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, nesta quarta-feira (20).

A programação inclui encontros com escritórios de advocacia e lobby, reuniões na Embaixada do Brasil em Washington, diálogos com lideranças da US Chamber of Commerce e com autoridades do governo americano. Está prevista ainda uma plenária com empresários dos dois países e participação em audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), no âmbito da investigação da Seção 301.

Alban destacou a importância de uma atuação convergente entre governo e indústria para enfrentar os desafios impostos pela taxação de 50% sobre exportações brasileiras. Segundo ele, a estratégia é buscar novas exceções à regra, ampliando o rol de produtos com tarifas reduzidas. Para tanto, a CNI propõe estratégia que contemple resposta e acompanhamento da investigação 301; e engajamento nos EUA com públicos de interesse, com intuito de criar canais de diálogo entre os dois governos.

A comitiva será composta por dirigentes de associações de diversos setores — brinquedos (Abrinq), máquinas e equipamentos (Abimaq), têxtil (Abit), alumínio (Abal), carnes (Abiec), madeira (Abimci), café (Cecafé), ferramentas (ABFA), cerâmica (Anfacer), rochas (CentroRochas), couros (CICB), entre outros —, além das federações estaduais da Indústria de Goiás (Fieg) e de Santa Catarina (FIESC). Empresas como Tupy, Embraer, Stefanini, Novelis e Siemens Energy também já confirmaram presença.

Com informações da CNI.

Fonte: FIESC

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Internacional

EUA acusam ministro da Justiça da Venezuela e “sua gangue” de destruir o país e anunciam sanções

O governo dos Estados Unidos acusou nesta segunda-feira (18) o ministro do Interior e Justiça da Venezuela, Diosdado Cabello, e “sua gangue” de “destruir o país”, prolongando pela terceira semana a troca de recriminações após elevar para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à prisão do ditador Nicolás Maduro.

O subsecretário de Estado americano, Christopher Landau, em publicação na rede social X, declarou que Cabello e “sua gangue de criminosos brutais”, em referência ao governo ditatorial de Maduro, “assediou e declarou guerra” ao povo da Venezuela.

A mensagem, escrita em espanhol, marca mais um posicionamento da Casa Branca contra a ditadura chavista na gestão Trump, que já reiterou a acusação contra Maduro de ser o líder do grupo criminoso Cartel dos Sóis e elevou a recompensa por ele para US$ 50 milhões.

Também foi anunciada a apreensão de mais de US$ 700 milhões em ativos de Maduro e o bloqueio de contas bancárias de Cabello.

Em seu programa semanal, Cabello acusou o embaixador americano na Colômbia, John McNamara, de orquestrar conspirações contra o presidente colombiano, Gustavo Petro, e a Venezuela, com o consentimento do secretário de Estado americano, Marco Rubio.

A mensagem de hoje do subsecretário responde a essa acusação: “É por isso que você [Cabello] e sua gangue de bandidos correm cheios de angústia enquanto eu ando tranquilo: a história mostra como os tiranos acabam”.

Cabello também acusou a Casa Branca de liderar uma narrativa falsa e afirmou que o território venezuelano está livre da produção de drogas, negando que seja um ponto de distribuição, ao mesmo tempo em que acusou a Administração de Controle de Drogas dos Estados Unidos (DEA) de ser o “único cartel de drogas que opera à luz do dia em todo o mundo” e que “depende diretamente do governo dos EUA, seja qual for o nome do presidente”.

Fonte: Gazeta do Povo

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Comércio Exterior, Economia, Exportação, Importação, Industria

China reforça parceria com o Brasil e destaca importação do açaí

Em meio ao aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, a China voltou a demonstrar, publicamente, seu interesse em importar produtos brasileiros. O destaque mais recente foi uma postagem feita nesta quarta-feira (7) pela embaixada chinesa no Brasil, que promoveu o açaí como um dos produtos mais populares entre os consumidores chineses e símbolo do comércio entre os dois países.

A informação foi publicada pelo jornal O Globo, que destacou a iniciativa como parte da estratégia chinesa de estreitar os laços com o Brasil em um momento de tensões entre Brasília e Washington. Na publicação, feita na plataforma X (antigo Twitter), a embaixada chinesa afirma: “O Brasil é o maior exportador de açaí do mundo. O sabor único e os benefícios à saúde fazem dele um dos produtos mais populares entre os consumidores chineses”. A postagem foi acompanhada por imagens do fruto e emojis de corações.

O gesto é interpretado como um aceno diplomático e comercial diante das recentes medidas protecionistas adotadas pelos Estados Unidos, que elevaram tarifas sobre diversas exportações brasileiras, incluindo carne, café e suco de laranja. A atitude de Pequim reforça a disposição da China em ampliar sua presença no mercado brasileiro e fortalecer o fluxo bilateral de comércio.

A sinalização é clara: enquanto os Estados Unidos fecham portas, a China amplia oportunidades. A recente aprovação de 183 empresas brasileiras para exportar café ao mercado chinês, válida por cinco anos, e a promoção de itens como o açaí, fazem parte de um conjunto de iniciativas que visam consolidar o Brasil como fornecedor estratégico em tempos de reconfiguração do comércio global.

Fonte: Brasil247

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Internacional, Mercado Internacional

Brasil e Paraguai voltam a se encontrar para abrir Ponte da Integração este ano

Liberação para veículos leves e caminhões vazios depende das obras nas aduanas e de mais conversas entre os dois países.

A tão esperada abertura da Ponte da Integração, que liga Foz do Iguaçu a Presidente Franco, no Paraguai, deu mais um passo importante nesta segunda-feira (29). Durante nova reunião da Comissão Mista Brasil/Paraguai, realizada no Recanto Cataratas, foi discutida a possibilidade de liberar o tráfego na nova ponte a partir de dezembro — mas de forma parcial.

Se tudo der certo, a ponte será aberta primeiro para veículos pequenos, carros de passeio, vans de turismo e caminhões vazios (sem carga). Mas isso só vai acontecer se as obras das aduanas nos dois lados da fronteira estiverem prontas até lá.

Uma nova reunião entre representantes dos dois países já está marcada para o dia 18 de agosto, também em Foz do Iguaçu. Nessa data, a proposta de abertura parcial será apresentada oficialmente pelas chancelarias do Brasil e do Paraguai.

Movimentação política dos dois lados

O presidente da Câmara de Vereadores, Paulo Debrito, destacou que liberar a nova ponte vai ajudar a diminuir os atrasos e o sufoco de quem cruza todos os dias pela Ponte da Amizade.

O prefeito general Silva e Luna, reforçou que os dois governos sabem da importância da ponte e que, com as aduanas prontas, a liberação parcial em dezembro é viável.

Já o vereador de Presidente Franco, Lúcio Vera, disse que a decisão final depende dos governos federais, mas que vai pressionar para que a liberação ocorra ainda este ano.

A expectativa é grande. A Ponte da Integração deve desafogar o trânsito na região e facilitar muito a vida de quem trabalha, faz compras ou cruza a fronteira com frequência.

Fonte: Portal da Cidade

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Economia

Como a melhora da economia da Argentina ajuda o Brasil – e o que esperar daqui em diante

No primeiro semestre, exportações para a Argentina cresceram 55,4% e somaram US$ 9,120 bilhões, puxadas pelo setor automotivo

Num momento de escalada da guerra comercial entre Brasil e Estados Unidos, as exportações brasileiras para a Argentina têm crescido de forma acelerada e trazido algum alívio para a balança comercial do País. No primeiro semestre, elas somaram US$ 9,120 bilhões, um crescimento de 55,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A Argentina passou a oferecer uma combinação bastante positiva para o exportador brasileiro. Depois dos choques promovidos pelo presidente argentino Javier Milei, que provocaram uma dura recessão, a economia do país cresceu de forma acelerada. O câmbio também se valorizou, o que estimula e torna mais barata a compra de produtos de outros países.

No primeiro trimestre deste ano, o Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina cresceu 5,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Em relação aos três meses imediatamente anteriores, a alta foi de 0,8%.

Entre janeiro e junho, segundo dados do Ministério da Indústria, Desenvolvimento, Comércio e Serviços (Mdic), os argentinos responderam por 5,5% das exportações do Brasil – atrás da China (28,7%) e dos Estados Unidos (12,1%).

“O peso está extremamente valorizado. O grosso do comércio é no setor automotivo. Não estamos exportando produtos diferentes. A diferença é que agora está muito mais interessante para as empresas venderem o carro brasileiro na Argentina, que sai muito mais barato”, afirma Lia Valls Pereira, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV/Ibre).

Os números da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) ilustram bem o bom momento das vendas brasileiras e deixam evidente como as exportações foram um motor importante para o setor no primeiro semestre.

De acordo com a Anfavea, a produção de veículos somou 1,227 milhão de unidades nos primeiros seis meses do ano, o que representa um crescimento de 88.782 unidades em relação ao período de janeiro a junho de 2024. No mesmo período, o volume exportado aumentou em 98.850 unidades, de 165.299 para 264.149.

“Ou seja, as exportações tiveram contribuição fundamental para o desempenho da indústria neste ano”, afirma Andrea Serra, diretora tributária e de comércio exterior da Anfavea.

Até agora, nos primeiros seis meses deste ano, a participação da Argentina nas exportações de veículos brasileiros é de 60%, o patamar mais alto desde 2018, quando alcançou 68%. Em 2024, foi de 34%.

“Historicamente, a Argentina sempre desempenhou um papel relevante como um dos principais destinos das exportações brasileiras de veículos”, afirma Andrea. “Considerando o desempenho expressivo no primeiro semestre, a expectativa é de que a fatia da Argentina nas exportações brasileiras de veículos se mantenha elevada em 2025.”

Além dos produtos ligados à indústria automobilística, os produtos químicos e alimentícios também são importantes na pauta de exportação do Brasil para a Argentina.

A recuperação da Argentina – e os desafios

Ao assumir o governo da Argentina, em dezembro de 2023, Javier Milei adotou uma dura política fiscal e promoveu a desvalorização do peso, para reduzir a diferença entre o câmbio paralelo e o oficial, que praticamente desapareceu depois de ter superado o patamar de 150%. O choque produziu uma recessão brutal no País, levou ao aumento da pobreza, agora em queda, e houve um aumento da inflação inicial. No entanto, ajudou, num primeiro momento, a economia argentina a não ter problemas no setor externo.

“No começo do ano passado, havia um câmbio hiper desvalorizado, contraindo as importações, porque elas eram caríssimas, e estimulando as exportações. E você tinha um nível de atividade muito deprimido por causa da recessão econômica e, consequentemente, gerando saldos de exportações”, diz o economista Fabio Giambiagi.

Nos meses seguintes, o quadro argentino começou a mudar: embora o governo de Milei tenha promovido uma desvalorização nominal do peso, a inflação avançava em ritmo ainda maior, o que resultou numa valorização do câmbio real.

“A competitividade cambial caiu quase 40% em termos reais, atingindo um piso em janeiro de 2025. Esse fator, somado à extraordinária recuperação econômica, fez com que as importações chegassem a valores recordes no primeiro trimestre deste ano, reduzindo significativamente o superávit comercial”, afirma Dante Sica, ex-ministro da Produção e do Trabalho e sócio fundador da consultoria Abeceb.

A falta de dólares na Argentina voltou ao radar do governo, o que fez com que o governo passasse a lançar mão de várias medidas para tentar contornar o problema. Uma delas flexibilizou os controles financeiros e permitiu que os argentinos “tirassem os dólares do colchão”. Vivendo décadas de instabilidade econômica, se tornou comum entre os argentinos a prática de guardar dinheiro em casa. O novo plano de Milei prometeu isentar os argentinos de qualquer punição por dinheiro não declarado anteriormente.

“Que há uma recuperação é um fato inegável. O que não quer dizer que não haja problemas. Os problemas claramente estão localizados no setor externo”, afirma Giambiagi. “O que está acontecendo este ano é exatamente o espelho oposto do que aconteceu no ano passado.”

Em abril, o governo de Milei acertou mais um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Com duração de 48 meses, prevê um empréstimo de US$ 20 bilhões. De imediato, US$ 12 bilhões foram liberados pelo órgão. Em troca, o governo de Milei anunciou uma flexibilização nas regras cambiais do país.

“Todo mundo sabe que esse câmbio como está é um problema, porque o custo de vida do argentino está absolutamente alto”, afirma Lia.

Com os empréstimos do Fundo e de outros organismos internacionais, as reservas argentinas somam US$ 40 bilhões.

“Apesar dos ruídos de curto prazo de uma economia que está aprendendo a flutuar, não vemos condições para que ocorram choques ou mudanças dramáticas no cenário (como um salto abrupto do câmbio)”, afirma Dante. “Isso porque, hoje, os ruídos – ao contrário do que ocorria no passado – acontecem dentro de um quadro macroeconômico muito mais sólido.”

Fonte: Estadão

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