Informação

Receita Federal oferece oportunidade de autorregularização para empresas com pendências de PIS e Cofins

A Receita Federal anunciou uma nova fase da ação de conformidade destinada a empresas que apresentam divergências na tributação do PIS e Cofins. Nesta edição, serão comunicadas 3.062 pessoas jurídicas, com inconsistências somando R$ 1,207 bilhão.

Malha Fiscal Digital identifica divergências

A operação faz parte da Malha Fiscal Digital (MFD), que realiza análise detalhada de dados e cruzamento de informações fornecidas pelas próprias empresas e por terceiros. O objetivo é orientar os contribuintes a autorregularizar eventuais divergências antes de serem aplicadas penalidades.

O sistema verifica inconsistências entre as contribuições declaradas na EFD-Contribuições e os débitos informados na DCTF, permitindo que a Receita Federal ofereça suporte preventivo.

Como funciona o processo de autorregularização

A primeira etapa inclui o envio de Avisos de Autorregularização, tanto via Correios quanto na Caixa Postal do e-CAC, contendo orientações detalhadas sobre como ajustar as divergências.

Para esta edição, o prazo de autorregularização termina em 28 de novembro de 2025. Após essa data, os contribuintes que não corrigirem as inconsistências estarão sujeitos à lavratura de autos de infração, com aplicação de juros de mora e multa de ofício.

Resultados da edição anterior

Na ação anterior, 78% das 3.148 empresas notificadas regularizaram seus débitos, evitando multas de ofício. Para os contribuintes que não aproveitaram a oportunidade, a Receita Federal constituiu créditos tributários que somaram R$ 560 milhões.

Informações e orientação

Detalhes sobre a ação, incluindo passo a passo para autorregularização, estão disponíveis na Malha Fiscal Digital – Parâmetro 20.001 – Insuficiência de Declaração PIS/Cofins no site da Receita Federal.

A iniciativa reforça o compromisso da Receita Federal em auxiliar as empresas no cumprimento de suas obrigações fiscais, reduzindo custos e prevenindo disputas judiciais.

Distribuição por Unidade da Federação

O detalhamento da quantidade de empresas e do valor das divergências por Estado será apresentado na tabela a seguir:

UFNúmero de Pessoas Jurídicas        Insuficiência (R$)
AC3                     1.607.093,78
AL24                     9.296.240,45
AM47                   16.279.156,93
AP9                     5.280.465,37
BA156                   60.457.525,56
CE86                   30.838.627,62
DF62                   19.990.622,85
ES65                   25.476.068,37
GO110                   51.213.315,27
MA42                   15.473.523,61
MG216                   75.379.168,70
MS41                   11.687.712,28
MT77                   20.469.045,66
PA77                   22.596.518,09
PB24                     7.086.105,51
PE82                   35.696.373,19
PI23                     7.112.356,70
PR140                   47.416.764,73
RJ247                105.055.607,20
RN20                     4.583.559,63
RO17                     3.491.520,70
RR3                        593.868,11
RS139                   39.963.104,19
SC114                   43.987.104,35
SE17                     9.911.813,27
SP1.214                534.282.203,67
TO7                     2.335.848,81
TOTAL3.062             1.207.561.314,60

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Notícias

Operação da Receita retém combustível avaliado em ao menos R$ 290 mi em dois navios

Ação faz parte da operação Cadeia de Carbono e a Marinha do Brasil colaborou com a Receita

A Receita Federal informou nesta sexta-feira ter retido cargas de dois navios que traziam óleo diesel do exterior com destino a São Paulo e Rio de Janeiro, avaliadas em mais de R$ 290 milhões, em etapa da operação Cadeia de Carbono, que também contou com apoio da Marinha do Brasil.

De acordo com o fisco, foram retidos 91 milhões de litros de diesel e cerca de 115 toneladas de compostos químicos usados como aditivos para combustíveis.

Em nota, a Receita informou que a fiscalização busca apurar se há simulação nas vendas dos produtos para ocultar os responsáveis pelas operações ou inconsistências na prestação de informações a órgãos reguladores.

“A Receita Federal do Brasil seguirá firme no propósito de coibir as importações irregulares de combustíveis e todos os malefícios delas decorrentes”, disse a pasta.

Na semana passada, a Receita já havia realizado operação contra irregularidades na importação e comercialização de combustíveis. Na ocasião, foram retidos dois navios com carga estimada em R$ 240 milhões.

Fonte: InfoMoney

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Notícias

Operação Spare: Receita Federal e órgãos parceiros ampliam combate à organização criminosa que atua no setor de combustíveis

Novos alvos têm ligação com investigados da “Operação Carbono Oculto” e são suspeitos de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial por meio de postos de combustíveis, empreendimentos imobiliários, motéis e franquias.

A Receita Federal e órgãos parceiros deflagraram nesta quinta-feira, 25 de setembro, a “Operação Spare”, desdobramento da “Operação Carbono Oculto”, realizada em 28 de agosto. A ação mira um dos principais operadores de uma organização criminosa que atua há mais de duas décadas no mercado de combustíveis no estado de São Paulo, além de pessoas a ele associadas. Os investigados são suspeitos de utilizar postos, empreendimentos imobiliários, motéis e lojas de franquia como instrumentos para lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

O sofisticado esquema revelado na “Carbono Oculto” também era operado pelos alvos da “Spare”. Recursos de origem ilícita eram inseridos no setor formal por meio de empresas operacionais. Esse movimento se dava em espécie e por maquininhas via fintechs, e posteriormente os recursos lavados eram reinvestidos em negócios, imóveis e outros ativos, por meio de Sociedades em Conta de Participação (SCP).

Estão sendo cumpridos 25 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo (19), Santo André (2), Barueri, Bertioga, Campos do Jordão e Osasco. Participam da operação 64 servidores da Receita Federal e 28 do Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do Gaeco, além de representantes da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz/SP) e cerca de 100 policiais militares.

Entenda a infiltração no mercado formal

O principal alvo da operação está ligado a uma extensa rede de postos de combustíveis usada para lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. A estrutura foi identificada a partir da concentração de empresas sob responsabilidade de um único prestador de serviço, que formalmente controlava cerca de 400 postos – sendo 200 vinculados diretamente ao alvo e seus associados.

A Receita Federal identificou ao menos 267 postos ainda ativos, que movimentaram mais de R$ 4,5 bilhões entre 2020 e 2024, mas recolheram apenas R$ 4,5 milhões em tributos federais – o equivalente a 0,1% do total movimentado, percentual muito abaixo da média do setor. Também foram identificadas administradoras de postos que movimentaram R$ 540 milhões no mesmo período.

A atuação do grupo, no entanto, não se restringia ao setor de combustíveis. Por meio de pessoas relacionadas, o principal alvo também operava lojas de franquias, motéis e empreendimentos na construção civil.

Durante as fiscalizações, foram identificados 21 CNPJs ligados a 98 estabelecimentos relacionados a uma mesma franquia, todos em nome de alvos da operação. Embora operacionais, essas empresas apresentavam indícios de lavagem de dinheiro. Entre 2020 e 2024, movimentaram cerca de R$ 1 bilhão, mas emitiram apenas R$ 550 milhões em notas fiscais. No mesmo período, recolheram R$ 25 milhões em tributos federais (2,5% da sua movimentação financeira no mesmo período) e distribuíram R$ 88 milhões em lucros e dividendos.

Mais de 60 motéis também foram identificados, a maioria em nome de “laranjas”, com movimentação de R$ 450 milhões entre 2020 e 2024. Esses estabelecimentos contribuíram para o aumento patrimonial dos sócios, com distribuição de R$ 45 milhões em lucros e dividendos. Um dos motéis chegou a distribuir 64% da receita bruta declarada. Restaurantes localizados nos motéis, com CNPJs próprios, também integravam o esquema – um deles distribuiu R$ 1,7 milhão em lucros após registrar receita de R$ 6,8 milhões entre 2022 e 2023.

Operações imobiliárias realizadas pelos CNPJs de motéis vinculados a integrantes da organização criminosa também chamaram atenção. Um dos CNPJs adquiriu um imóvel de R$ 1,8 milhão em 2021; outro comprou um imóvel de R$ 5 milhões em 2023.

As investigações revelaram ainda o uso de SCPs para construção de empreendimentos imobiliários, especialmente prédios residenciais em Santos, durante a década de 2010. Como os sócios ocultos dessas sociedades são mantidos em sigilo, não é possível determinar quantas ainda estão em poder dos alvos. Com base em uma sócia ostensiva comum, estima-se que ao menos 14 empreendimentos movimentaram R$ 260 milhões entre 2020 e 2024.

Aquisição de bens de luxo

Com os recursos obtidos por meio do esquema, os alvos adquiriram imóveis e bens de alto valor, diretamente ou por meio de empresas patrimoniais e de fachada. Entre os bens estão um iate de 23 metros, inicialmente comprado por um dos motéis e depois transferido a uma empresa de fachada, que também adquiriu um helicóptero; outro helicóptero (modelo Augusta A109E) foi comprado em nome de um dos investigados; um Lamborghini Urus adquirido por empresa patrimonial; além de terrenos onde estão localizados diversos motéis, avaliados em mais de R$ 20 milhões. Estima-se que os bens identificados representem apenas 10% do patrimônio real dos envolvidos.

A Receita Federal também detectou um padrão de retificação de declarações de Imposto de Renda: declarações antigas e recentes eram retificadas no mesmo dia, com inclusão de altos valores na ficha de bens e direitos da declaração mais antiga – próxima à decadência – sem a correspondente inclusão de rendimentos e pagamento de imposto, o que configura mais uma tentativa espúria de indicar origem para patrimônio adquirido com recursos sem origem e não tributados. Usando desse artifício, membros da família do principal alvo aumentaram seu patrimônio informado de forma irregular em cerca de R$ 120 milhões (valores atualizados).

Conexões com outras operações

Durante as investigações, foram identificadas conexões entre os alvos da “Operação Spare” e indivíduos envolvidos em outras ações de combate ao crime organizado, incluindo a própria “Operação Carbono Oculto” e a “Operação Rei do Crime”. Entre os indícios estão transações comerciais e imobiliárias entre os investigados, uso compartilhado de helicópteros e reservas conjuntas de passagens para viagens internacionais.

A Receita Federal também deflagrou outras ações com foco em combustíveis. Por meio de sua área aduaneira, realizou na última sexta-feira (19) a “Operação Cadeia de Carbono”, que resultou na apreensão de cargas de dois navios no Porto do Rio de Janeiro. As mercadorias, compostas por petróleo e seus derivados, foram avaliadas em aproximadamente R$ 240 milhões e são suspeitas de terem sido importadas por empresas que não comprovaram a origem dos recursos utilizados para aquisição de bens de valor tão elevado.

No dia 24, a Instituição publicou portaria que intensifica o combate a fraudes em operações de importação. A Receita Federal segue no seu compromisso de garantir a regularidade das importações de petróleo e derivados e a proteção da economia nacional, excluindo do mercado empresas e indivíduos que atuam de forma irregular – seja por meio de sonegação de tributos ou pela utilização de estruturas empresariais formais para introduzir na economia recursos de origem ilícita.

Nome da operação

O nome “Spare” foi retirado do boliche. Um spare ocorre quando o jogador derruba todos os pinos após os dois arremessos de uma mesma rodada. No contexto do combate à organização criminosa, a “Operação Carbono Oculto” representaria o primeiro arremesso, e a operação de hoje, o segundo, concluindo o objetivo inicial.

Coletiva de Imprensa

A Receita Federal participa da entrevista coletiva sobre a “Operação Spare” nesta quinta-feira, 25 de setembro, às 10h, no edifício sede do Ministério Público do Estado de São Paulo.

Endereço: Rua Riachuelo, 115, São Paulo/SP

Não haverá transmissão em tempo real.

Fonte: Receita Federal

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Importação

Receita Federal publica portaria que intensifica combate a fraudes em operações de importação

A Receita Federal do Brasil publicou, nesta quarta-feira (24/9), a Portaria RFB nº 583/2025, que estabelece uma série de iniciativas que reforçam a atuação do fisco no enfrentamento de crimes e ilícitos relacionados a operações de importação.

A importância da publicação da portaria já havia sido destacada na semana passada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e pelo secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, durante a divulgação da Operação Cadeia de Carbono.

As novas regras terão papel fundamental no combate a fraudes que envolvem a ocultação do real vendedor e do comprador ou responsável pela operação, fortalecendo a fiscalização e a segurança aduaneira (interposição fraudulenta).

O novo regramento tem como objetivo aprimorar a identificação de irregularidades, promover ações coordenadas com outros órgãos públicos e garantir maior controle sobre produtos sensíveis à economia e à segurança nacional.

Confira abaixo os principais pontos da Portaria:

• Tratamento prioritário para crimes tributários e aduaneiros, com articulação entre áreas da Receita Federal e outros órgãos de segurança pública;

• Ações para coleta de provas, com apoio policial quando necessário, visando garantir a integridade dos agentes e a efetividade das operações;

• Regras específicas restritivas para o despacho aduaneiro antecipado de petróleo, etanol e combustíveis, exigindo anuência formal da Receita Federal;

• Nos casos de despacho antecipado de combustíveis, será necessária também anuência do fisco estadual do local do estabelecimento importador e do fisco do local da descarga do combustível, reduzindo os riscos de fraude contra a administração local;

• Endurecimento dos requisitos de habilitação dos importadores de combustíveis e derivados de petróleo.

Nenhuma dessas medidas atingirá empresas de alta conformidade com a Receita Federal do Brasil, para as quais o procedimento segue simplificado e ágil.

A medida reforça o compromisso da Receita Federal com a conformidade tributária e aduaneira, contribuindo para a prevenção de fraudes e o fortalecimento da integridade do comércio exterior brasileiro. 

Clique aqui para acessar a Portaria RFB nº 583/2025

Fonte: Ministério da Fazenda

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Informação

Receita Federal doa mais de R$ 2,8 milhões em mercadorias apreendidas para 16 APAEs do noroeste do Paraná

Outras 12 APAEs já haviam sido contempladas em março deste ano.

A Delegacia da Receita Federal em Maringá realizou nesta segunda-feira (22/09), a partir das 9h, a entrega de mercadorias apreendidas avaliadas em R$ 2.816.075,51 a 16 Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAEs) da região noroeste do Paraná, além da ANPACIM – Associação Norte Paranaense de Áudio Comunicação Infantil de Maringá. Cada entidade receberá, em média, cerca de R$ 165 mil em mercadorias.

A iniciativa, além de prover recursos para a manutenção das organizações, busca reforçar a conscientização sobre a importância da inclusão das pessoas com deficiência na sociedade, em alusão ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, instituído pela Lei nº 11.133/2005 e celebrado em 21 de setembro.

As APAEs têm papel social fundamental, oferecendo escolarização, atendimento em saúde, orientação familiar e encaminhamento de pessoas com deficiência intelectual e múltipla ao mercado de trabalho, especialmente aquelas em situação de maior vulnerabilidade.

As mercadorias foram apreendidas pela Receita Federal em operações de combate ao contrabando e descaminho, realizadas principalmente no primeiro semestre deste ano na região noroeste do estado. A cerimônia de entrega aconteceu no Depósito de Mercadorias da Receita Federal em Maringá, localizado na Avenida Bento Munhoz da Rocha Neto, 454.

Foram contempladas as APAEs de Campo Mourão, Cruzeiro do Oeste, Floresta, Indianópolis, Itaguajé, Lobato, Mamborê, Marialva, Moreira Sales, Nossa Senhora das Graças, Nova Esperança, Paiçandu, Planaltina do Paraná, Santa Mônica, Santo Inácio e São Tomé, além da ANPACIM de Maringá.

Em março deste ano, outras 12 APAEs já haviam sido beneficiadas com doações de mercadorias da Receita Federal, no valor total de R$ 1.924.670,09. Foram contempladas as entidades de Goioerê, Itambé, São Pedro do Ivaí, Maringá, Tamboara, Cambira, Barbosa Ferraz, Engenheiro Beltrão, Godoy Moreira, Japurá, Santa Isabel do Ivaí e Sarandi.

O Delegado da Receita Federal em Maringá, Marcos Wanderley de Souza, esteve presente na cerimônia e à disposição da imprensa para entrevistas e esclarecimentos adicionais.

As ações de apreensão realizadas pela Receita Federal impedem que mercadorias introduzidas de forma irregular e criminosa no país alimentem o mercado ilegal. Transformadas em doações, essas mercadorias passam a gerar benefícios concretos para a sociedade, ao mesmo tempo em que fortalecem um ambiente de negócios justo, em favor das empresas regularmente estabelecidas, que geram empregos e recolhem os tributos devidos.

Fonte: Receita Federal

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Importação

Receita Federal retém carga de 2 navios em operação contra fraudes na importação de combustíveis

Segundo o órgão, empresas com pouca estrutura e capacidade financeira estão aparecendo como responsáveis por cargas milionárias.

A Receita Federal realizou na última sexta-feira (19) a Operação Cadeia de Carbono, contra fraudes na importação e comercialização de combustíveis, petróleo e derivados. A ação aconteceu em 5 estados: Alagoas, Amapá, Paraíba, Rio de Janeiro e São Paulo.

Fiscais realizaram diligências fiscais em 11 endereços nestes estados. Já foram retidas cargas de 2 navios no Rio de Janeiro, avaliadas em cerca de R$ 240 milhões, contendo petróleo, combustíveis e óleo condensado. Também estão na mira depósitos e terminais de armazenamento em São Paulo.

Segundo o órgão, empresas com pouca estrutura e capacidade financeira estão aparecendo como responsáveis por cargas milionárias. A suspeita é que essas companhias estejam sendo usadas como laranjas para esconder os verdadeiros donos das mercadorias e o caminho do dinheiro.

Essas práticas estão ligadas a crimes como lavagem de dinheiroevasão de divisas e sonegação fiscal. Em casos assim, a lei prevê que as mercadorias podem ser retidas ou perdidas.

A Receita também está investigando grandes grupos empresariais que usam contratos complexos para esconder os verdadeiros responsáveis pelas operações.

O órgão prepara uma nova norma para reforçar o controle sobre a importação de combustíveis e derivados. A medida foi discutida com o setor e busca evitar novas fraudes.

Fonte: G1

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Comércio Exterior

Comércio Exterior: Declarações de ICMS em sete estados passam a ser feitas apenas pelo PCCE

A partir desta segunda-feira, 22 de setembro de 2025, as Declarações de ICMS destinadas às Secretarias de Fazenda da Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Distrito Federal, Rondônia, Acre e Amapá só poderão ser realizadas pelo sistema de Pagamento Centralizado do Comércio Exterior (PCCE), acessível no Portal Único de Comércio Exterior (Pucomex).

Com a mudança, o Siscomex Importação Web (DI) deixará de disponibilizar a opção de declaração de ICMS para esses estados. Caso o importador ou despachante selecione uma das unidades da federação desabilitadas (BA, MG, MT, DF, RO, AC e AP), o sistema emitirá a mensagem de erro:

“Pagamento de ICMS desabilitado, proceder no sistema PCCE do Pucomex”.

Declarações em outros estados

Nos demais estados, as Declarações de ICMS continuam sendo aceitas pelo Siscomex Importação Web (DI). No entanto, haverá uma restrição importante: só será permitido registrar declarações para as unidades federativas vinculadas ao processo de importação — ou seja, UF do importador, UF do adquirente e UF de despacho.

Se a unidade federativa selecionada não corresponder a nenhuma dessas, o sistema apresentará a mensagem:

“UF inválida para declaração de ICMS”.

Modernização no comércio exterior

A medida faz parte do processo de integração e simplificação do Portal Único de Comércio Exterior, que busca centralizar operações e reduzir burocracias no pagamento de tributos estaduais relacionados à importação.

Texto: REDAÇÃO

Imagens: ILUSTRATIVA

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Comércio

Receita Federal registra movimentação recorde no comércio da Tríplice Fronteira

Obras do novo Porto Seco estão em fase inicial e, primeira etapa, será entregue até final de 2026

Foz do Iguaçu atingiu um marco histórico no comércio exterior em 2025. De acordo com a Receita Federal, apenas nos seis primeiros meses do ano, o Porto Seco da cidade movimentou US$ 4,78 bilhões, resultado que representa crescimento de 32,96% em relação ao mesmo período de 2024, quando o total foi de US$ 3,6 bilhões. O desempenho supera todos os registros anteriores e confirma a Tríplice Fronteira como um dos principais corredores logísticos do Mercosul.

Apesar do aumento no valor, o volume físico de cargas caiu 7,84%, passando de 2,58 milhões de toneladas em 2024 para 2,37 milhões em 2025. A redução é atribuída a um perfil de comércio mais voltado para produtos de maior valor agregado.

As exportações foram o motor do avanço, alcançando US$ 2,46 bilhões, um salto de 55,49% em comparação ao primeiro semestre de 2024, quando o total havia sido de US$ 1,58 bilhão.
As importações também cresceram, totalizando US$ 2,32 bilhões, aumento de 15,23% em relação ao ano anterior.

O volume importado avançou de 1,34 milhão para 1,50 milhão de toneladas, alta de 11,83%. Já o volume exportado apresentou retração, reforçando a tendência de embarque de mercadorias mais sofisticadas e com maior valor agregado.

Com esses resultados, a balança comercial fechou com superávit, impulsionada pelo forte desempenho das exportações.

As estatísticas apontam comportamentos distintos na relação comercial do Brasil com os países vizinhos:

  • Paraguai: exportações recuaram 32,6% em volume e 34,1% em peso, mas o valor cresceu 48,3%, evidenciando a exportação de produtos mais sofisticados. Já as importações caíram 37,3%.
  • Argentina: cenário oposto, com exportações brasileiras em forte expansão — alta de 21,8% no volume e 111,9% no valor, reforçando o papel do país como destino estratégico para mercadorias brasileiras.

Produtos mais movimentados

  • Importações: cereais, derivados de grãos, sementes e frutos oleaginosos, carnes, pastas de madeira, óleos vegetais, sal, plásticos e máquinas elétricas.
  • Exportações: papel e celulose, plásticos, máquinas e instrumentos mecânicos, fertilizantes, produtos cerâmicos, ferro e aço, bebidas, veículos automotivos, sal e materiais elétricos.

O movimento de caminhões pelo Porto Seco cresceu 11,6% no semestre.

  • Total de veículos liberados: 97.812
    • Paraguai: 74.404 (76,1% do total)
    • Argentina: 23.409 (23,9% do total)

As importações representaram 57,3% do fluxo e as exportações, 42,7%.

O crescimento coincide com um período de grandes investimentos em infraestrutura viária e logística em Foz do Iguaçu. Entre os projetos em andamento estão:

  • Perimetral Leste, conectando as novas aduanas à BR-277;
  • Duplicação da Avenida das Cataratas;
  • Novo Porto Seco de Foz do Iguaçu, lançado pela Multilog.

Novo Porto Seco

As obras do Novo Porto Seco, empreendimento que receberá R$ 500 milhões em investimentos e ampliará em 30% a capacidade atual estão em fase inicial. O terminal terá movimentação diária prevista de 2 mil caminhões e gerará cerca de 3 mil empregos diretos e indiretos.

Segundo Djalma Vilela, presidente da Multilog, a nova unidade ocupará 550 mil m² e será preparada para atender à demanda futura da Tríplice Fronteira. “O novo terminal consolidará Foz do Iguaçu como o maior porto seco da América Latina e um dos maiores do mundo, com estrutura moderna e segura”, destacou.

A primeira fase das obras receberá R$ 240 milhões, com pátio para caminhões, áreas de armazenagem cobertas, câmara fria, equipamentos de alta tecnologia e sistemas automatizados de pesagem e identificação de veículos.

O auditor fiscal Felipe Mendes Morais lembrou que a Multilog já administra o porto seco mais movimentado da América Latina, com quase 200 mil caminhões liberados por ano e uma corrente de comércio próxima de R$ 9 bilhões.

A Multilog é uma das maiores operadoras de logística integrada do Brasil, líder na administração de recintos alfandegados, com 35 unidades em todo o país e 2,2 milhões m² de áreas de armazenagem. Atende setores como alimentos, saúde, agronegócio, tecnologia e automotivo, com certificação de Operador Econômico Autorizado (OEA).

Fonte: Rádio Cultura Foz

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Evento

RESERVE A DATA — 26/11 | COLFAC Transversal (5ª edição) — Libraport, Campinas/SP

A Receita Federal do Brasil realizará, em 26 de novembro de 2025, a quinta edição do COLFAC Transversal, em formato híbrido, a partir da Libraport Campinas, em Campinas/SP. O evento contará com o apoio organizacional do SINDASP – Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo.

A programação abrangerá atualizações sobre operações aduaneiras, com a participação de representantes da Receita Federal do Brasil, da ANVISA e do Ministerio da Agricultura, bem como de interlocutores do setor privado, em linha com as melhores práticas de previsibilidade, segurança e conformidade.  

A 8ª Região Fiscal – São Paulo, pela representatividade econômica e aduaneira, é espaço natural para debates com vistas à harmonização de procedimentos. Um ambiente que valoriza o diálogo e a atualização constante, com a devida humildade de reconhecer que a construção coletiva é o caminho para maior previsibilidade e segurança no comércio exterior.

Em razão da limitação de vagas, a inscrição prévia será indispensável. As orientações para inscrição nas duas modalidades serão divulgadas, oportunamente, nos canais oficiais do SINDASP.

Fonte: SINDASP

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Portos

TRF4 derruba pedido de suspensão de alfandegamento dos Portos de Paranaguá e Antonina

Solicitação foi feita pela Receita Federal há quase 13 anos; em resposta, a Portos do Paraná fez grandes investimentos em segurança portuária

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) derrubou o pedido de sanção da Receita Federal, solicitado há quase 13 anos, para a suspensão do alfandegamento, ou seja, a interrupção das operações nos Portos de Paranaguá e Antonina. A decisão foi divulgada no início de setembro. O órgão fiscalizador solicitou a medida devido o descumprimento de normas de segurança exigidas na época.

O juiz federal, Rodrigo Kravetz, compreende que a suspensão das atividades geraria um colapso comercial considerando que a Autoridade Portuária é a segunda maior do Brasil, com recorde de movimentação anual de 66,7 milhões de toneladas e eleita por seis vezes consecutivas a melhor gestão portuária do País.

“Considerando a relevância dos portos paranaenses, a Corte foi categórica ao afirmar que a suspensão das atividades geraria danos imensuráveis e desproporcionais”, afirmou o diretor Jurídico da Portos do Paraná, Marcus Freitas.

Segundo o próprio TRF4, a sanção da Receita Federal viola o princípio de proporcionalidade, pois paralisaria serviços públicos essenciais e acarretaria consequências graves à economia nacional, além de afetar diretamente a própria comunidade como os pagamentos de salários, tributos e fornecedores.

O Tribunal também afirma que a gestão atual da empresa pública cumpriu com grande parte das determinações legais. “Não se verifica a necessidade de suspensão das atividades, pois passados cerca de treze anos dos fatos que originaram as irregularidades, quase todas foram sanadas, restando apenas o acesso e repasse de informações, conforme inspeção judicial e acordo entre as partes”, destaca o documento.

Investimentos em segurança

Em 2022, foi inaugurada a unidade da guarda portuária com uma ampla central de monitoramento, além de novas guaritas no pátio de automóveis e no píer público de granéis líquidos. A Portos do Paraná também renovou os equipamentos de scanner de bagagens, realizou troca dos revólveres por armamentos semiautomáticos, adquiriu três novas viaturas e instalou um novo sistema de rádio comunicação. Em 2025, foi feita a aquisição de duas lanchas, uma para guarda portuária e outra para a fiscalização, as quais estão em processo de fabricação.

Os profissionais de segurança também realizam treinamentos específicos na área. Em novembro do ano passado, três turmas da guarda portuária concluíram o curso de renovação do porte de armas, que reuniu treinamento teórico e prático. Após as aulas, os profissionais tiveram à disposição os equipamentos de segurança mais modernos, utilizados apenas em casos de extrema necessidade.

Além da fiscalização no cais, os guardas portuários atuam na segurança fora do ambiente alfandegado. Na temporada de cruzeiros 2024/2025, a Portos do Paraná instalou 20 câmeras de vigilância no Complexo Mega Rocio, onde os passageiros passam pela aduana. O sistema é monitorado 24 horas pela guarda portuária, que, diante de qualquer atitude suspeita, aciona imediatamente outros órgãos de segurança. As imagens também são compartilhadas com a Receita Federal e com a Polícia Federal, responsáveis pela fiscalização.

Outro cuidado é com as bagagens. Antes de serem levadas para o navio, as malas e mochilas passam por um scanner, e cães farejadores atuam na busca de possíveis produtos ilícitos. A movimentação das bagagens do terminal de embarque até o cais é acompanhada por agentes de segurança para evitar qualquer incidente.

Fonte: Portos do Paraná

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