Portos

Como funciona o código de identificação dos contêineres nos portos

A combinação de letras e números presente nos contêineres é essencial para identificar essas unidades, organizar as operações portuárias e acompanhar o transporte de mercadorias. O sistema segue um padrão internacional que permite reconhecer cada equipamento e registrar sua movimentação ao longo da cadeia logística.

Utilizados no transporte de cargas entre diferentes regiões do Brasil e do mundo, os contêineres possuem um código próprio estampado em sua estrutura metálica. Essa identificação é regulamentada pela norma ISO 6346, que estabelece critérios para a codificação e a marcação desses equipamentos.

Como funciona a identificação dos contêineres

Nos terminais portuários, o código permite registrar a entrada, a saída, a movimentação e o armazenamento dos contêineres. As informações são utilizadas por profissionais e sistemas informatizados para manter os registros operacionais organizados e facilitar o acompanhamento das unidades.

A identificação é composta por quatro letras e sete algarismos, distribuídos em partes que cumprem funções específicas. O conjunto identifica o proprietário registrado, indica a categoria do equipamento e diferencia cada unidade por meio de um número de série.

O que significam as letras e os números

Para compreender a estrutura, considere o exemplo fictício ABCU 123456 0. Cada elemento tem uma finalidade:

  • Três primeiras letras (ABC): identificam o proprietário registrado do contêiner.
  • Quarta letra (U): indica a categoria do equipamento. A letra U é utilizada para contêineres de carga, entre os tipos mais comuns.
  • Seis algarismos (123456): formam o número de série, responsável por individualizar a unidade.
  • Último algarismo (0): corresponde ao dígito verificador, calculado matematicamente a partir dos caracteres anteriores para ajudar a detectar erros de identificação.

Esse padrão permite que os diferentes participantes da cadeia logística utilizem uma referência comum para localizar equipamentos, compartilhar informações e acompanhar as operações com mais precisão.

Tecnologia automatiza a leitura dos códigos nos portos

A identificação dos contêineres também pode ser realizada por meio de sistemas automatizados. Câmeras e softwares especializados capturam as letras e os números estampados nas estruturas e convertem essas informações em registros digitais.

O procedimento utiliza o Reconhecimento Óptico de Caracteres (OCR), tecnologia que interpreta caracteres presentes em imagens e permite automatizar a leitura dos códigos.

Além de agilizar o registro das unidades, o recurso possibilita vincular a identificação às imagens obtidas durante as operações portuárias. A Receita Federal prevê a utilização dessa tecnologia no monitoramento e na vigilância de recintos alfandegados, contribuindo para o controle das movimentações e a consulta aos registros de entrada e saída.

InovaPortos incentiva a modernização do setor portuário

A transformação digital dos portos brasileiros também envolve iniciativas voltadas à inovação e à adoção de novas ferramentas tecnológicas.

Nesse cenário, o Ministério de Portos e Aeroportos desenvolveu o InovaPortos, programa destinado a estimular soluções inovadoras no setor portuário. Entre as áreas contempladas estão a automação de processos, a aplicação de inteligência artificial e a análise e integração de dados.

A iniciativa busca aumentar a eficiência das operações, aprimorar a gestão portuária e contribuir para a redução dos custos logísticos. A adoção dessas tecnologias também favorece a integração das informações utilizadas no transporte e na fiscalização de mercadorias.

O código do contêiner revela qual mercadoria está dentro dele?

Apesar de permitir a identificação individual de cada unidade, o código do contêiner não informa diretamente qual produto está sendo transportado. Para descobrir o conteúdo da carga, é necessário consultar a documentação e os registros vinculados à operação.

Esses documentos podem apresentar dados como o tipo de mercadoria, a quantidade transportada, a origem e o destino. Entre os produtos que podem ser acondicionados em contêineres estão roupas, alimentos industrializados, equipamentos eletrônicos e matérias-primas.

Nos sistemas portuários, o código de identificação pode ser associado aos documentos da carga, facilitando a consulta às informações e o acompanhamento da operação. Essa integração também auxilia o trabalho das autoridades responsáveis pela fiscalização.

Dessa forma, a combinação padronizada de letras e números, aliada às ferramentas digitais, desempenha um papel importante na rastreabilidade de contêineres, no controle das operações e na organização do transporte marítimo de mercadorias.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação (IA)

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