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Porto Central avança na Fase 1 e prepara início da infraestrutura marítima

As obras da Fase 1 do Porto Central, em Presidente Kennedy, no Espírito Santo, avançam com diversas frentes de trabalho voltadas à preparação do terreno e à implantação da infraestrutura necessária para o primeiro terminal do complexo portuário.

Desde o começo da construção, as equipes atuam na terraplenagem, abertura de vias internas, instalação das redes de água e energia, estruturação do canteiro e montagem dos equipamentos de apoio.

Essa infraestrutura dá suporte à implantação do primeiro empreendimento do Porto Central: um Terminal de Granéis Líquidos de águas profundas, projetado para operações de transferência de petróleo entre navios, conhecidas como Ship-to-Ship (STS).

Terreno de 65 hectares passa por preparação

Uma das etapas iniciais da Fase 1 foi a adequação da área destinada às instalações portuárias, que ocupa cerca de 65 hectares.

Depois dos trabalhos de supressão vegetal, foram realizados serviços de nivelamento e terraplenagem, incluindo escavações, cortes e aterros conforme as cotas e especificações estabelecidas nos projetos de engenharia.

A preparação do terreno cria as condições para a implantação das futuras estruturas e leva em consideração a integração com sistemas de drenagem, vias de circulação, redes de utilidades e demais componentes do empreendimento.

Ao mesmo tempo, foram instaladas estruturas de suporte às obras, como o canteiro operacional, acessos internos, sistemas de abastecimento de água e energia e uma Central Dosadora de Concreto.

As rotas entre a pedreira e o Porto Central também receberam melhorias para viabilizar o transporte de materiais. Entre as intervenções estão o alargamento das vias, instalação de sinalização, cercamento e adaptações para o tráfego de veículos pesados.

Porto Central prepara materiais para o Quebra-Mar Sul

Uma das principais frentes atualmente em execução é a preparação dos materiais que serão utilizados na construção do Quebra-Mar Sul, uma das estruturas marítimas da Fase 1.

As rochas necessárias para a obra são produzidas em uma pedreira própria situada a aproximadamente 27 quilômetros do Porto Central. Depois de extraído e processado, o material é transportado continuamente até a área portuária, onde são formados estoques.

A antecipação desses estoques tem como objetivo garantir o fornecimento regular de rochas durante a construção e diminuir o risco de paralisações provocadas por eventuais interrupções logísticas.

A Central Dosadora de Concreto instalada no canteiro também será utilizada para produzir os elementos de concreto destinados ao Quebra-Mar Sul e a outras estruturas previstas no projeto.

Com isso, produção, transporte, armazenamento de insumos e fabricação de concreto passam a funcionar de maneira integrada para acompanhar o ritmo de implantação do complexo.

Terminal terá estrutura para grandes navios de petróleo

A primeira fase do empreendimento inclui a construção do terminal voltado ao transbordo de petróleo entre navios.

O projeto prevê até quatro berços para operações com petróleo, com profundidade de até 23 metros. A estrutura poderá receber navios da classe VLCC (Very Large Crude Carrier), capazes de transportar aproximadamente 2 milhões de barris de petróleo.

A infraestrutura foi planejada para contribuir com o escoamento da produção brasileira para o mercado internacional. A operação permitirá que navios aliviadores transfiram petróleo para embarcações de maior porte em uma área portuária protegida.

O Porto Central já possui contratos firmados com empresas do setor, incluindo Petrobras, Equinor, CNOOC e Repsol Sinopec.

O investimento estimado para a Fase 1 é de aproximadamente R$ 2,6 bilhões, com conclusão prevista para os próximos dois anos e expectativa de início das primeiras operações do Porto Central ao final desse período.

Em 2026, o projeto também avançou na estruturação financeira, após a aprovação de financiamento pelo Fundo da Marinha Mercante (FMM). A contratação dos recursos está em fase de estruturação junto às instituições financeiras.

Obras devem ampliar contratação de trabalhadores

A demanda por mão de obra deverá aumentar à medida que a construção avance. A previsão é de que o período de maior concentração das atividades ocorra a partir de 2027, quando o empreendimento poderá chegar a até 1.295 trabalhadores diretos no pico das obras.

A prioridade anunciada é pela contratação de profissionais da própria região.

A preparação dessa mão de obra já começou. Desde 2025, uma parceria entre o Porto Central e o Ifes Campus Presidente Kennedy promoveu três turmas de capacitação, que formaram 68 pessoas entre trabalhadores envolvidos nas obras e moradores dos municípios da área de influência.

Em agosto de 2026, a parceria ganhou uma nova etapa com a abertura do curso técnico em Logística do Ifes em Presidente Kennedy. A iniciativa amplia a formação profissional em uma área relacionada às atividades que devem crescer com a implantação do complexo portuário.

Programas ambientais acompanham implantação

Paralelamente às obras, o Porto Central executa os programas ambientais e socioambientais previstos no processo de licenciamento federal conduzido pelo Ibama.

As iniciativas abrangem o monitoramento e a proteção de fauna e flora, recursos hídricos e ambiente marinho. Também estão incluídas ações relacionadas a trânsito, pesca, comunicação social, educação ambiental e acompanhamento socioeconômico.

Entre os resultados já registrados está o plantio de mais de 56 mil mudas, utilizado na recuperação de aproximadamente 37 hectares.

A meta estabelecida pelo programa de compensação florestal é chegar a cerca de 100 mil mudas plantadas durante a Fase 1.

As plantas utilizadas nas ações são produzidas no viveiro próprio do Porto Central, seguindo os critérios definidos pelo Programa de Proteção à Flora.

O empreendimento também mantém iniciativas de educação ambiental e diálogo com comunidades e instituições da região de influência, incluindo comunidades tradicionais.

Outra medida prevista é o Plano de Compensação das Atividades Pesqueiras, relacionado aos impactos do empreendimento e atualmente em processo de negociação.

Projeto prevê complexo portuário multipropósito

A Fase 1 representa o primeiro passo para a implantação do Porto Central, concebido como um complexo industrial portuário multipropósito e de águas profundas.

O masterplan prevê uma área de aproximadamente 2 mil hectares, profundidade de até 25 metros e potencial para a instalação de até 54 berços destinados a diferentes terminais e cadeias produtivas.

Além do transporte de granéis líquidos, o planejamento de longo prazo inclui operações com granéis sólidos, gás natural, contêineres e carga geral.

O projeto também contempla estruturas de tancagem, abastecimento de navios, serviços offshore, estaleiros, geração de energia e áreas industriais.

Na expansão futura, estão previstas ainda conexões rodoviárias, ferroviárias e dutoviárias, que poderão ampliar a integração do complexo com regiões produtoras e mercados consumidores.

Com o avanço da Fase 1, o Porto Central estabelece as primeiras estruturas de um projeto de grande escala para Presidente Kennedy. A implantação dessa etapa cria a base física para a expansão posterior do complexo e para a integração de diferentes cadeias produtivas.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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