Transporte

Estaleiro brasileiro inicia construção do primeiro de quatro navios Handymax para a Transpetro

O estaleiro Ecovix, localizado em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, iniciou a construção do primeiro de quatro navios do tipo Handymax encomendados pela Transpetro, subsidiária de logística da Petrobras. A iniciativa faz parte do Programa Mar Aberto, criado para renovar e ampliar a frota própria da companhia petrolífera brasileira.

O início dos trabalhos foi marcado pela cerimônia de colocação da quilha, etapa simbólica que representa o começo da construção estrutural de uma embarcação. A tradição, mantida há séculos na indústria naval, também está associada aos desejos de segurança e boa sorte para o navio e sua tripulação.

Programa Mar Aberto impulsiona investimentos na frota naval

A construção das novas embarcações representa a retomada dos investimentos da Transpetro em sua frota própria. Segundo Jones Soares, diretor de Transporte Marítimo da empresa, o projeto busca ampliar a capacidade operacional para acompanhar o crescimento da demanda e da produção de petróleo no Brasil.

A iniciativa integra a estratégia de fortalecimento da logística marítima de petróleo e derivados, com foco na expansão da capacidade de transporte e no atendimento às necessidades do mercado nacional.

Navios Handymax transportarão combustíveis e derivados

As quatro embarcações encomendadas serão utilizadas no transporte de derivados leves de petróleo, incluindo diferentes tipos de combustíveis.

Entre os produtos previstos para o transporte estão:

  • Diesel marítimo;
  • Diesel S10;
  • Diesel S500;
  • Gasolina de aviação.

A incorporação dos navios deverá contribuir para ampliar a capacidade de movimentação desses produtos e reforçar a estrutura logística da Petrobras e de sua subsidiária.

Ecovix construirá 13 embarcações para a Transpetro

Além dos quatro navios Handymax, o contrato de construção naval prevê outras nove embarcações, totalizando 13 unidades destinadas à Transpetro nos próximos anos.

O programa contempla três categorias de navios:

  • Quatro Handymax: destinados ao transporte de derivados leves de petróleo.
  • Cinco navios-tanque pressurizados: projetados para transportar gás liquefeito de petróleo (GLP) e seus derivados.
  • Quatro embarcações MR1 (Medium Range): navios de médio porte voltados ao transporte marítimo de produtos.

O conjunto de encomendas amplia a carteira de projetos do estaleiro e reforça a participação da indústria naval brasileira no atendimento às demandas do setor energético.

Construção naval pode gerar até 5 mil empregos

As obras das 13 embarcações têm potencial para criar até 5 mil empregos diretos e indiretos, conforme estimativas relacionadas aos impactos do programa.

A expectativa é que os investimentos contribuam para movimentar a economia regional, estimular a cadeia de fornecedores e fortalecer a geração de empregos na indústria naval.

Com a construção dos novos navios, a Transpetro avança no plano de renovação de sua frota, enquanto o setor naval brasileiro ganha novas oportunidades de produção e desenvolvimento industrial.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Transporte

Novas embarcações da Petrobras ampliam e triplicam a capacidade de transporte de GLP

A Petrobras, em parceria com a subsidiária Transpetro, anunciou um investimento de R$ 2,9 bilhões para a aquisição de novas embarcações destinadas ao transporte de combustíveis. O pacote inclui cinco navios gaseiros, 18 barcaças e 18 empurradores, ampliando de forma significativa a estrutura logística da companhia.

Com a incorporação dos novos navios, a frota de gaseiros da Transpetro passará de seis para 14 unidades, o que permitirá triplicar a capacidade de transporte de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) e de outros derivados, segundo a estatal.

Eficiência energética e redução de emissões

De acordo com a Petrobras, os novos gaseiros foram projetados para operar com maior eficiência energética, consumindo até 20% menos energia. As embarcações também devem reduzir em cerca de 30% as emissões de gases de efeito estufa, além de estarem aptas a operar em portos eletrificados, alinhando-se às metas ambientais da companhia.

A ampliação da frota própria tem como objetivo principal diminuir a dependência de embarcações afretadas, aumentando a flexibilidade operacional e a eficiência no escoamento de GLP e outros produtos estratégicos.

Entrada na navegação interior amplia alcance logístico

A aquisição das barcaças e empurradores marca a entrada da Transpetro na navegação interior, que envolve operações em águas abrigadas ou parcialmente abrigadas, como rios, lagos, canais e baías. Com essa estrutura, a empresa passará a contar com frota própria para abastecimento em polos considerados estratégicos, como Belém (PA), Rio de Janeiro (RJ), Santos (SP), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS).

Programa Mar Aberto impulsiona renovação da frota

As novas embarcações integram o Programa Mar Aberto, iniciativa voltada à renovação e ampliação da frota do Sistema Petrobras. Os contratos de construção foram assinados na terça-feira (20), durante cerimônia realizada em Rio Grande (RS), com a presença de autoridades federais.

O programa prevê investimentos estimados em US$ 6 bilhões entre 2026 e 2030, o equivalente a aproximadamente R$ 32 bilhões. O plano inclui a construção de 20 navios de cabotagem, além das 18 barcaças e 18 empurradores, e o afretamento de 40 embarcações de apoio para dar suporte às atividades de exploração e produção (E&P).

Construção distribuída em três estados

As embarcações contratadas serão operadas pela Transpetro e construídas em estaleiros localizados em três estados brasileiros. No Rio Grande do Sul, o Estaleiro Rio Grande ficará responsável pela construção dos gaseiros. No Amazonas, o estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia produzirá as 18 barcaças. Já em Santa Catarina, a Indústria Naval Catarinense será encarregada da construção dos empurradores.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Portos

Porto de Rio Grande receberá R$ 24 bilhões em investimentos em celulose e logística de exportação

O Porto de Rio Grande (RS) será palco de um dos maiores ciclos de investimentos privados da história do estado. O governo federal anunciou, nesta terça-feira (20), um pacote de aproximadamente R$ 24 bilhões voltado à expansão da indústria de celulose e à modernização da logística de exportação, além de novos aportes na renovação da frota de apoio marítimo.

A cerimônia contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e marcou a formalização do contrato de adesão do Terminal de Uso Privado (TUP) do Projeto Natureza, da empresa CMPC, no Porto de Rio Grande, além da assinatura de contratos do Programa Mar Aberto.

Celulose e logística concentram maior volume de recursos

Do total anunciado, a maior fatia será destinada à implantação de uma nova unidade industrial de produção de celulose em Barra do Ribeiro (RS) e à estruturação da cadeia logística necessária para o escoamento da produção. A expectativa é ampliar significativamente a capacidade de exportação do setor no estado.

Paralelamente, os contratos do Programa Mar Aberto somam R$ 2,8 bilhões e têm como foco a construção de novas embarcações, com efeitos diretos sobre a indústria naval brasileira e a logística marítima.

Governo aposta no porto como motor de desenvolvimento

Durante o evento, o presidente Lula destacou que a estratégia do governo é recolocar o Porto de Rio Grande como um eixo central do desenvolvimento nacional. Segundo ele, investimentos em infraestrutura portuária impactam diretamente a geração de emprego e renda, o fortalecimento da indústria e a redução de custos para a população.

Na mesma linha, o ministro Silvio Costa Filho afirmou que o projeto representa um avanço relevante em eficiência logística, com redução de custos operacionais e aumento da competitividade das exportações brasileiras. Para ele, a integração entre porto e hidrovias cria um ambiente mais atrativo para novos investimentos produtivos.

Impacto regional e geração de empregos

O Projeto Natureza deve alcançar mais de 75 municípios do Rio Grande do Sul. Durante a fase de obras, a previsão é de cerca de 12 mil postos de trabalho, além de aproximadamente 1,5 mil empregos permanentes após a conclusão.

Com a ampliação da produção, o volume anual de escoamento deve ultrapassar 4,3 milhões de toneladas de celulose, o que impulsionou a criação de dois novos Terminais de Uso Privado, em Rio Grande e Barra do Ribeiro, com investimentos estimados em R$ 1,4 bilhão.

Terminal terá alta capacidade operacional

O TUP do Porto de Rio Grande foi projetado para movimentar até 9 milhões de toneladas por ano a partir do 11º ano de operação. A estrutura contará com capacidade de armazenagem de aproximadamente 194 mil toneladas e permitirá a operação simultânea de dois navios.

A estimativa é de geração de mais de 400 empregos diretos, cerca de 2.100 indiretos e outros 1.500 postos de trabalho durante a fase de construção. O contrato de adesão do terminal foi assinado em 7 de janeiro de 2026.

Maior investimento privado da história do RS

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, ressaltou que o empreendimento representa o maior investimento privado já realizado no estado. Segundo ele, uma área que permanecia sem uso desde 2014 passa agora a desempenhar um papel estratégico no transporte e exportação de celulose, com reflexos diretos na economia gaúcha.

Programa Mar Aberto fortalece indústria naval

Além do projeto portuário, a cerimônia incluiu a assinatura dos contratos do Programa Mar Aberto, iniciativa da Petrobras voltada à renovação da frota de apoio marítimo. Os recursos serão aplicados na construção de cinco navios gaseiros, 18 barcaças e 18 empurradores.

As embarcações serão operadas pela Transpetro e construídas em estaleiros do Rio Grande do Sul, Amazonas e Santa Catarina, com potencial de geração de mais de 9 mil empregos diretos e indiretos.

Para a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, os contratos estão alinhados à estratégia de retomada da indústria naval e offshore, com a estatal atuando como indutora do desenvolvimento econômico e logístico do país.

Habitação integra agenda de desenvolvimento

Ainda em Rio Grande, a agenda oficial incluiu a entrega de 1.276 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades, reforçando a articulação entre investimentos em infraestrutura logística, desenvolvimento regional e políticas públicas voltadas à melhoria da qualidade de vida da população.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Oliveira/MPor

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