Internacional

Açúcar fecha misto nas bolsas internacionais com sinais de menor oferta na Europa e importação da Índia

Os preços do açúcar terminaram a sessão desta quarta-feira (26) em sentidos opostos nas bolsas internacionais. Em Nova York, as cotações avançaram apoiadas por novas estimativas de queda na produção europeia. Já em Londres, o mercado recuou ao menor patamar em cerca de uma semana e meia diante da expectativa de que a Índia importe menos açúcar do que o volume autorizado pelo governo.

Na Bolsa de Nova York, o contrato com vencimento em outubro subiu 32 pontos e fechou a 17,59 centavos de dólar por libra-peso. Em Londres, o açúcar branco para outubro caiu 300 pontos, encerrando a US$ 514 por tonelada.

França prevê forte queda na produção de açúcar

O movimento positivo em Nova York ganhou força após a associação francesa de produtores de beterraba e açúcar (AIBS) sinalizar uma possível redução significativa da produção no país.

A entidade estima que a produção de açúcar da França fique mais de 20% abaixo da média registrada nos últimos cinco anos. O desempenho deve ser afetado pela combinação de seca e um período prolongado de temperaturas elevadas.

Maior produtora de açúcar da Europa, a França tem papel relevante no abastecimento regional. Uma safra menor aumenta as preocupações com a disponibilidade do produto no continente e oferece suporte aos preços internacionais.

Índia pode importar menos açúcar

Em Londres, o cenário foi diferente. As cotações permaneceram sob pressão diante da possibilidade de que a Índia reduza as importações de açúcar em relação ao limite estabelecido pelo governo.

Pessoas familiarizadas com o assunto disseram que as refinarias indianas devem direcionar aproximadamente 350 mil toneladas de açúcar ao mercado doméstico para reforçar a oferta. O volume representa apenas uma parte da cota de 1 milhão de toneladas autorizada para importação.

A autorização foi anunciada na quinta-feira (20) pela Diretoria Geral de Comércio Exterior da Índia. O governo permitiu a entrada de até 1 milhão de toneladas de açúcar bruto com isenção de impostos até 31 de outubro.

A iniciativa busca aumentar a oferta interna e conter os preços em um período de expectativa de maior consumo, impulsionado pela temporada de festas.

Importação indiana chama atenção no mercado global

A decisão ganhou relevância porque a Índia é o segundo maior produtor mundial de açúcar e tradicionalmente atua como exportadora da commodity. O país não registra importações expressivas desde a safra 2017/18.

Caso apenas uma fração da quantidade autorizada seja efetivamente comprada no exterior, o impacto sobre a demanda internacional por açúcar será menor do que o inicialmente projetado.

Esse cenário contribui para pressionar principalmente os contratos negociados em Londres, que refletem as expectativas relacionadas ao equilíbrio entre oferta e demanda no mercado global.

Açúcar corrige ganhos registrados em agosto

A queda desta quarta-feira ocorre após uma forte alta acumulada ao longo de agosto. Na quinta-feira (20), o açúcar negociado em Nova York alcançou o maior preço em 15 meses, enquanto Londres atingiu o nível mais elevado em 17 meses.

Naquele momento, o mercado era sustentado pelas perspectivas de uma oferta global mais apertada. Desde então, os contratos passaram por um movimento de correção, enquanto investidores analisam novas informações sobre produção e consumo nas principais regiões produtoras e consumidoras.

Oferta global continua no radar

Apesar da baixa registrada em Londres, as preocupações com o abastecimento mundial de açúcar continuam presentes.

Os efeitos do clima sobre as lavouras europeias permanecem como um dos principais fatores de atenção, enquanto as perspectivas para produção e consumo na Índia adicionam incertezas ao cenário internacional.

Com isso, o mercado segue dividido entre os sinais de menor oferta em importantes regiões produtoras e as expectativas de demanda, mantendo a volatilidade nos preços do açúcar.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Comércio Internacional

Exportação de açúcar da Índia avança com queda de preços internos e desvalorização da rupia

Os acordos de exportação de açúcar da Índia começaram a ganhar tração nas últimas semanas, impulsionados pela queda dos preços domésticos e pela desvalorização da rupia. Usinas indianas já fecharam contratos para cerca de 180 mil toneladas nesta temporada, segundo fontes do comércio e da indústria.

Em novembro, o governo indiano autorizou a exportação de 1,5 milhão de toneladas de açúcar da safra atual, iniciada em 1º de outubro. No entanto, os preços elevados no mercado interno limitaram o avanço das vendas externas nos primeiros meses.

Ritmo lento da Índia sustenta preços globais

A lentidão nas exportações do país, que é o segundo maior produtor mundial de açúcar, contribui para dar suporte aos preços internacionais, atualmente próximos das mínimas registradas em cinco anos.

Até o momento, as usinas firmaram contratos para embarques destinados a Afeganistão, Sri Lanka e países da África Oriental, de acordo com cinco negociantes ouvidos. As fontes pediram anonimato por não terem autorização para comentar publicamente.

Pressão financeira leva usinas a exportar

Apesar da margem ainda apertada, algumas usinas decidiram avançar com as exportações. “Normalmente, os melhores preços vinham do mercado externo, mas desta vez o incentivo é limitado. Mesmo assim, algumas usinas precisam gerar caixa para pagar os agricultores pela cana”, afirmou um operador de uma trading global em Mumbai.

Produção maior derruba preços no mercado interno

A produção abundante de açúcar na nova temporada começou a pressionar os preços locais. Após se manterem acima das referências globais, os valores recuaram cerca de 6% nos últimos três meses, para 36.125 rúpias por tonelada (aproximadamente US$ 401).

Entre outubro e dezembro, a produção indiana somou 11,9 milhões de toneladas, crescimento de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Competitividade ainda limitada no mercado internacional

No mercado externo, o açúcar indiano está sendo ofertado em torno de US$ 450 por tonelada FOB, cerca de US$ 20 acima do preço de referência dos contratos futuros em Londres, segundo negociantes.

“A pressão da oferta reduziu os preços internos. As exportações ainda não são altamente lucrativas, mas deixaram de gerar prejuízo, como ocorreu no mês passado”, avaliou BB Thombare, presidente da West Indian Sugar Mills Association.

Janela curta para exportações antes do Brasil

Especialistas alertam que a Índia dispõe de uma janela limitada de exportação, concentrada entre janeiro e março. A partir de abril, a expectativa é de que o aumento dos embarques do Brasil, maior produtor global, pressione ainda mais os preços internacionais.

FONTE: Forbes Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Forbes Brasil

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