Agricultura

Esmagamento de soja em Mato Grosso bate recorde histórico em maio

O setor de esmagamento de soja em Mato Grosso atingiu um novo marco em maio de 2026. As indústrias do estado processaram 1,28 milhão de toneladas da oleaginosa, estabelecendo o maior volume mensal da série histórica.

O resultado representa um avanço de 6,98% em relação a abril e um crescimento de 3,22% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado pelo aumento da utilização da capacidade das plantas industriais e pelo aquecimento da demanda por derivados da soja.

Exportações de óleo de soja ajudam a impulsionar o setor

De acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), um dos principais fatores para o recorde foi a forte procura internacional por óleo de soja.

Somente em maio, Mato Grosso exportou 21,69 mil toneladas do produto, volume 41,80% superior ao registrado em abril. O crescimento das vendas externas contribuiu diretamente para elevar o ritmo de processamento da matéria-prima no estado.

Além disso, a expansão do mercado de biodiesel no Brasil também teve papel importante no aumento da demanda pelos derivados da soja, fortalecendo a atividade industrial.

Margens da indústria recuam mesmo com desempenho recorde

Apesar do volume histórico processado, a rentabilidade das indústrias enfrentou pressão ao longo do mês.

Segundo o Imea, a valorização de 1,18% no preço da soja em grão em maio, somada à queda nas cotações dos coprodutos gerados durante o esmagamento, reduziu as margens operacionais do setor.

Com esse cenário, a margem bruta de esmagamento registrou retração de 7,82% em relação ao mês anterior, encerrando maio com média de R$ 639,84 por tonelada processada.

Perspectivas para o mercado

O avanço das exportações de óleo de soja e o crescimento contínuo da indústria de biodiesel seguem como fatores que podem sustentar níveis elevados de processamento nos próximos meses. No entanto, a evolução dos preços da matéria-prima e dos coprodutos continuará sendo determinante para a rentabilidade das indústrias mato-grossenses.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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