Exportação

Exportações de frutas caem 10% em setembro, mas receita cresce com alta dos preços

As exportações brasileiras de frutas encerraram setembro de 2026 com queda no volume embarcado, mas o avanço dos preços ajudou a sustentar o faturamento do setor. No mês, o país enviou ao exterior 115,4 mil toneladas de frutas e nozes frescas ou secas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Na comparação com setembro de 2025, o volume exportado apresentou redução de 10%. Como o mês teve 21 dias úteis neste ano, contra 22 no ano passado, a análise pela média diária aponta recuo de 9,8%.

A média passou de aproximadamente 6,09 mil toneladas por dia em setembro de 2025 para 5,49 mil toneladas neste ano.

Embarques de frutas oscilam ao longo de setembro

O ritmo das exportações de frutas brasileiras variou durante as semanas de setembro.

Na primeira parcial do mês, a média diária de embarques estava 19,6% abaixo da registrada no mesmo período de 2025. Na segunda semana, a diferença diminuiu para 7,3%.

Nas parciais seguintes, porém, o desempenho voltou a apresentar uma leve deterioração, encerrando o mês com queda de 9,8% na comparação entre as médias diárias.

Apesar da retração no volume, o resultado financeiro apresentou comportamento oposto.

Preço médio sobe e impulsiona receita

A receita média diária das exportações ficou 10,3% acima da registrada em setembro de 2025, mesmo com a redução da quantidade de frutas embarcadas.

O principal fator para esse desempenho foi a valorização do preço médio dos produtos vendidos ao mercado internacional.

Em setembro, cada tonelada exportada alcançou valor médio de aproximadamente US$ 1.254,31, alta de 22,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Dessa forma, o aumento do valor por tonelada compensou o menor fluxo de embarques e permitiu que a receita mantivesse trajetória positiva.

Preços maiores compensam menor volume

O desempenho de setembro reforça uma tendência observada no comércio exterior de frutas nos últimos meses: preços de exportação mais elevados têm ajudado a compensar a redução dos volumes enviados ao exterior.

O mesmo comportamento já havia sido identificado no fechamento de agosto, quando a valorização dos preços contribuiu para um resultado financeiro mais favorável, mesmo diante de um ritmo menos intenso dos embarques.

Com isso, setembro terminou marcado por uma combinação de menor volume exportado e maior preço médio, cenário que manteve a receita do setor em alta apesar da retração na quantidade comercializada.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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