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Milho sobe mais de 5% em Chicago na semana e analista aponta espaço para novas altas

Os preços futuros do milho encerraram a sexta-feira (28) em alta na Bolsa de Chicago (CBOT). Com o avanço registrado no último pregão da semana, as principais posições do cereal acumularam ganhos superiores a 5% no período.

Para Roberto Carlos Rafael, da Germinar Corretora, três fatores vêm dando sustentação às cotações do milho e podem continuar favorecendo o mercado nos próximos dias.

Estoques dos EUA menores sustentam o milho em Chicago

Um dos principais pontos de suporte está relacionado ao relatório de oferta e demanda divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) no início de agosto.

O órgão reduziu a estimativa para os estoques de milho norte-americanos ao fim da temporada 2026/27, de 46 milhões para 41 milhões de toneladas em 31 de agosto de 2027.

A perspectiva de uma oferta mais apertada nos Estados Unidos ajuda a manter os compradores ativos e dá sustentação aos preços negociados na CBOT.

Clima ameaça potencial produtivo da safra americana

Outro fator observado pelo mercado é o risco de redução da produtividade da safra de milho dos Estados Unidos em razão das condições climáticas.

Enquanto algumas áreas do Cinturão do Milho enfrentam períodos de seca, outras registram excesso de chuvas. O cenário aumenta as preocupações com o potencial produtivo da temporada.

O relatório mais recente da expedição Pro Farmer apontou uma produção norte-americana aproximadamente 16 milhões de toneladas inferior à estimativa atualmente considerada pelo USDA.

Conflitos entre Rússia e Ucrânia também dão suporte

As tensões entre Rússia e Ucrânia formam o terceiro elemento citado pelo analista como importante para o comportamento das cotações.

A intensificação dos conflitos compromete o fluxo de grãos no Leste Europeu, reduzindo a disponibilidade de produtos no mercado internacional. A Rússia tem papel relevante nas exportações de trigo, enquanto a Ucrânia é um dos principais fornecedores globais de milho.

Na avaliação de Rafael, o cenário ainda favorece a continuidade da valorização do cereal. Uma mudança nessa perspectiva poderia ocorrer caso o relatório de oferta e demanda do USDA de setembro não confirme uma redução na produtividade dos Estados Unidos ou se houver uma diminuição das tensões na região.

Milho acumula alta de até 5,84% em Chicago

Na CBOT, o contrato setembro/26 terminou cotado a US$ 5,12 por bushel, com alta de 1,75 ponto. O dezembro/26 avançou 3 pontos, para US$ 5,36, enquanto março/27 subiu 4 pontos, a US$ 5,51. O maio/27 também ganhou 4 pontos, encerrando a US$ 5,57.

Na comparação com o fechamento de quinta-feira (27), os ganhos foram de:

  • Setembro/26: +0,34%;
  • Dezembro/26: +0,56%;
  • Março/27: +0,73%;
  • Maio/27: +0,72%.

No acumulado da semana, as altas chegaram a:

  • Setembro/26: +5,84%;
  • Dezembro/26: +5,51%;
  • Março/27: +5,30%;
  • Maio/27: +5,09%.

B3 acompanha movimento positivo, mas em ritmo menor

O milho na B3 também terminou a sexta-feira em território positivo. Entretanto, o avanço dos contratos brasileiros foi mais moderado que o observado em Chicago.

Segundo Rafael, a valorização da CBOT acaba influenciando o mercado brasileiro, embora os ganhos na B3 sejam menores e o mercado físico de milho apresente uma reação ainda mais contida.

Os contratos encerraram o pregão com os seguintes valores:

  • Setembro/26: R$ 71,45, alta de 0,31%;
  • Janeiro/27: R$ 81,00, avanço de 0,27%;
  • Março/27: R$ 83,01, alta de 0,25%;
  • Maio/27: R$ 81,01, queda de 0,05%.

Na semana, os contratos acumularam altas de 0,21% para setembro/26, 0,95% para janeiro/27, 1,90% para março/27 e 1,26% para maio/27.

Preços de R$ 82 a R$ 83 por saca são vistos como oportunidade

Mesmo diante da expectativa de novas altas, o analista considera que os produtores devem avaliar oportunidades de comercialização.

Para a safra de verão 2026/27, negócios entre R$ 82,00 e R$ 83,00 por saca são considerados interessantes em termos de margem. Muitos produtores, porém, continuam segurando a produção na expectativa de uma valorização adicional.

Demanda brasileira deve continuar firme

A perspectiva para a demanda por milho brasileiro também contribui para dar sustentação aos preços.

A indústria de ração animal e o setor de etanol de milho devem manter um consumo elevado do cereal, enquanto as exportações seguem como outro importante componente da demanda.

De acordo com Rafael, os line-ups dos portos brasileiros para as próximas semanas já indicam aproximadamente 4 milhões de toneladas de milho programadas para embarque.

Mercado físico registra altas em várias regiões

No mercado físico, a saca de milho também apresentou valorização em diferentes praças brasileiras no encerramento da semana.

Levantamento da equipe do Notícias Agrícolas identificou altas nos preços em Pato Branco (PR), Palma Sola (SC), Tangará da Serra (MT), Campo Novo do Parecis (MT), Jataí (GO), Rio Verde (GO), Luís Eduardo Magalhães (BA), Campinas (SP) e Porto de Santos (SP).

O movimento reforça o cenário de firmeza observado tanto nos mercados futuros quanto nas negociações físicas do cereal.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Agricultura

Preços do milho sobem em Chicago com piora das lavouras nos EUA

Os preços do milho ganharam força na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta terça-feira (25), com os contratos futuros registrando altas próximas de 2%. O movimento foi impulsionado principalmente pela deterioração das condições das lavouras nos Estados Unidos e pela revisão para baixo das expectativas para a produção norte-americana.

Segundo a Agrinvest, o milho futuro em Chicago alcançou a maior cotação dos últimos três anos, sustentado pela perspectiva de uma oferta menor nos EUA.

“As condições das lavouras continuam a piorar, com o milho e a soja agora abaixo da média dos últimos cinco anos”, afirmou Cole Raisbeck, corretor de commodities da Kluis Commodity Advisors, em declaração repercutida pelo site Successful Farming.

Milho em Chicago acumula alta de mais de 12% em agosto

O movimento de valorização ganhou intensidade após a redução das estimativas para a safra de milho dos Estados Unidos. Bruce Blythe, analista do Farm Futures, destaca que o contrato com vencimento em dezembro já acumula alta superior a 12% em relação às mínimas registradas em agosto.

A revisão das expectativas ocorreu principalmente após a visita técnica do Pro Farmer às áreas produtoras norte-americanas na semana passada. O levantamento contribuiu para aumentar as preocupações do mercado com o potencial da colheita de outono nos EUA.

Na CBOT, o contrato para setembro de 2026 fechou a US$ 5,00 por bushel, avanço de 9 pontos. O vencimento dezembro/26 terminou em US$ 5,23, com alta de 8 pontos.

Já o março/27 foi negociado a US$ 5,38, ganho de 8,25 pontos, enquanto o maio/27 encerrou a US$ 5,45, também com valorização de 8,25 pontos.

Na comparação com o fechamento da segunda-feira (24), os ganhos foram de:

  • Setembro/26: alta de 1,83%;
  • Dezembro/26: valorização de 1,55%;
  • Março/27: avanço de 1,56%;
  • Maio/27: alta de 1,54%.

B3 não acompanha avanço de Chicago

No mercado brasileiro, os futuros do milho na B3 tiveram comportamento diferente. A maior parte dos contratos encerrou o pregão com pequenas quedas, mesmo diante da recuperação dos preços em Chicago.

De acordo com a Agrinvest, a alta observada na CBOT não foi reproduzida na mesma proporção pela bolsa brasileira.

A consultoria avalia que o mercado doméstico continua encontrando sustentação no atraso da colheita em algumas regiões e na piora das condições das lavouras norte-americanas. Ao mesmo tempo, os preços da B3 permanecem em níveis historicamente elevados, o que reduz o espaço para uma valorização mais expressiva.

Na B3, os contratos terminaram o dia nos seguintes níveis:

  • Setembro/26: R$ 71,69, queda de 0,26%;
  • Janeiro/27: R$ 81,13, recuo de 0,27%;
  • Março/27: R$ 82,43, baixa de 0,08%;
  • Maio/27: R$ 80,79, alta de 0,37%.

Mercado físico do milho tem poucos negócios

No mercado físico de milho, as cotações permaneceram praticamente estáveis nesta terça-feira. O ritmo de comercialização também foi considerado fraco, com poucos negócios registrados.

Levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas apontou alta apenas em Sorriso (MT), enquanto a única queda identificada ocorreu no Porto de Santos (SP).

O cenário mantém o preço do milho no Brasil em movimento lateral, enquanto os agentes acompanham a evolução da colheita doméstica e, principalmente, os impactos das condições das lavouras dos Estados Unidos sobre a oferta global.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Agronegócio

Safra de milho em MT tem boa produtividade, mas preços baixos reduzem rentabilidade dos produtores

A safra de milho da segunda temporada em Tapurah, no médio-norte de Mato Grosso, apresenta resultados positivos no campo, porém o desempenho produtivo não tem se refletido no bolso dos produtores. Apesar das boas médias de produtividade, a combinação entre a queda no preço do milho e os descontos aplicados sobre grãos avariados compromete a rentabilidade da atividade.

Produtores da região afirmam que o valor recebido pela comercialização do cereal está abaixo do necessário para cobrir os custos de produção, dificultando a organização financeira e o planejamento da próxima safra.

Produtividade atende às expectativas nas lavouras

A colheita já alcançou cerca de 70% dos 180 mil hectares cultivados em Tapurah. As condições climáticas favoráveis ao longo do ciclo garantiram desempenho dentro do esperado na maior parte das áreas.

Na propriedade do agricultor Régis Adriano Desordi Porazzi, mais de 60% dos 800 hectares plantados já haviam sido colhidos. Segundo ele, o prolongamento das chuvas favoreceu o desenvolvimento da cultura, inclusive nas áreas semeadas mais tarde.

De acordo com o produtor, até mesmo o milho plantado fora da janela considerada ideal apresentou rendimento satisfatório, mantendo as expectativas de produtividade previstas para esta safra.

Situação semelhante ocorre na fazenda de Silvésio de Oliveira, onde o milho ocupa aproximadamente 1.330 hectares. Mais da metade da área já foi colhida, com parte da produção destinada aos armazéns e outra armazenada em silo bolsa para facilitar a logística da operação.

Doença fúngica afetou parte da qualidade dos grãos

Embora a produtividade tenha sido positiva em boa parte das lavouras, algumas áreas enfrentaram problemas relacionados à incidência de doenças fúngicas.

Segundo Silvésio, as chuvas registradas durante o mês de junho favoreceram o avanço da doença em determinadas variedades, elevando o percentual de grãos avariados. Em uma área de 214 hectares, a expectativa é de índices entre 15% e 18% de grãos com danos, enquanto outras cultivares praticamente não apresentaram perdas de qualidade.

Preço do milho compromete o caixa das propriedades

Se a produção trouxe resultados satisfatórios no campo, a comercialização passou a ser o principal desafio dos agricultores.

Com aproximadamente metade da produção já negociada, produtores relatam que a queda nas cotações ocorreu justamente no período em que muitos precisaram vender o cereal para manter o fluxo de caixa das propriedades.

Régis afirma que a redução dos preços praticamente eliminou a margem de lucro da atividade. Segundo ele, mesmo alcançando uma produtividade considerada boa, os elevados custos de produção impedem um retorno financeiro satisfatório, tornando cada vez mais difícil manter a viabilidade econômica da lavoura.

Descontos na classificação ampliam prejuízos

Além dos preços mais baixos, agricultores também demonstram preocupação com os descontos aplicados durante a classificação dos grãos avariados no momento da entrega da produção.

Na avaliação dos produtores, os critérios adotados pelas empresas aumentam as perdas financeiras justamente em uma safra que registrou problemas sanitários em parte das lavouras.

Silvésio destaca que cargas com maior percentual de grãos danificados acabam reduzindo significativamente a rentabilidade, afetando o resultado final da produção.

Sindicato aponta dificuldade para cobrir os custos

O presidente do Sindicato Rural de Tapurah, Dirceu Luiz Dezem, afirma que muitos produtores acabam vendendo o milho por necessidade imediata de recursos para custear despesas como combustível, manutenção de máquinas, pagamento de funcionários e oficinas.

Segundo ele, a limitação da capacidade de armazenagem e o cumprimento de contratos deixam o agricultor sem alternativas, obrigando-o a aceitar preços considerados insuficientes e descontos que considera prejudiciais.

Aprosoja orienta produtores a contestarem classificações

O presidente da Aprosoja Brasil e da Aprosoja Mato Grosso, Luiz Costa Beber, defende maior equilíbrio por parte das empresas na classificação dos grãos quando os problemas são consequência de fatores climáticos ou sanitários fora do controle do produtor.

Ele lembra que agricultores que discordarem da classificação podem solicitar o acompanhamento de profissionais da entidade durante a entrega da produção. Caso sejam identificadas divergências, é possível realizar uma auditoria e, se necessário, contar com um segundo classificador para garantir maior transparência no processo.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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