Informação

Petróleo impulsiona superávit recorde do Brasil no 1º trimestre

O petróleo consolidou-se como principal motor do superávit comercial brasileiro no início do ano. Entre janeiro e março, o saldo positivo no segmento de óleo e combustíveis atingiu US$ 9,52 bilhões — o maior já registrado — equivalente a 67,2% do superávit total do país no período.

Produção do pré-sal sustenta desempenho

O avanço é reflexo direto do aumento da produção, especialmente após a expansão do pré-sal, que desde 2016 vem garantindo superávits consecutivos nesse segmento. Ainda assim, o país segue dependente da importação de derivados, mantendo déficit nessa categoria.

Nos anos recentes, o setor já vinha ganhando relevância: no primeiro trimestre de 2024 e 2025, os saldos foram de US$ 7,2 bilhões e US$ 6,4 bilhões, respectivamente — números inferiores ao desempenho atual.

Exportações de petróleo seguem em alta em abril

Dados preliminares indicam que o ritmo positivo deve continuar. Na segunda semana de abril, a receita média diária com exportações de petróleo bruto mais que dobrou em relação ao mesmo período de 2025, com alta de 101%.

Esse crescimento foi impulsionado por:

  • aumento de 74,5% no volume exportado;
  • elevação de 15% nos preços internacionais.

A valorização está ligada à alta das commodities, influenciada pelo conflito no Oriente Médio.

Guerra pressiona preços e favorece o Brasil

Analistas avaliam que, mesmo com eventual fim do conflito, os preços do petróleo devem permanecer elevados ao longo de 2026. Isso tende a fortalecer ainda mais o saldo da balança comercial brasileira e impactar positivamente o câmbio.

Segundo especialistas, o cenário atual repete ciclos anteriores de protagonismo de commodities, como soja e minério de ferro, mas agora com o petróleo liderando.

China amplia compras e lidera demanda

A China foi o principal destino do petróleo brasileiro. Em março:

  • respondeu por 64,6% das exportações do produto;
  • ampliou significativamente suas compras;
  • absorveu US$ 3,1 bilhões em petróleo bruto.

O país asiático tem buscado diversificar fornecedores diante das tensões no Golfo Pérsico, elevando a participação do Brasil como parceiro estratégico.

Petróleo supera soja no crescimento das exportações

Embora a soja tenha liderado a receita total em março (US$ 5,9 bilhões), o petróleo foi responsável por 68,5% do crescimento das exportações brasileiras na comparação anual.

No mês:

  • exportações de petróleo somaram US$ 4,8 bilhões;
  • volume embarcado cresceu 75,9%;
  • preços recuaram levemente, mas sem comprometer o resultado.

Projeções indicam superávit maior em 2026

Estimativas apontam revisão significativa no superávit comercial brasileiro. A projeção passou de US$ 68,4 bilhões para cerca de US$ 85 bilhões, impulsionada pela alta do petróleo.

Antes da crise, o barril do Brent era estimado em US$ 60 para 2026. Agora, a previsão gira em torno de US$ 90. Cada aumento de US$ 10 no preço médio pode elevar o saldo comercial em aproximadamente US$ 8,5 bilhões.

Impactos indiretos: inflação e câmbio

Apesar dos ganhos na balança comercial, há efeitos colaterais:

  • aumento no preço de combustíveis, como o diesel, que subiu 13,9% em março;
  • pressão inflacionária;
  • encarecimento de fertilizantes e insumos.

Por outro lado, o cenário favorece a valorização do real frente ao dólar, impulsionada também pelo fluxo de capital estrangeiro para mercados emergentes.

Desafios estruturais permanecem

Especialistas destacam que o Brasil ainda precisa avançar em pontos estratégicos:

  • ampliar a capacidade de refino;
  • reduzir a dependência de derivados importados;
  • investir na produção de fertilizantes;
  • explorar alternativas como o biodiesel.

O momento, segundo analistas, pode ser uma oportunidade para acelerar essas mudanças estruturais.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Exportação

Exportações de petróleo do Brasil para a China disparam e atingem recorde histórico

As exportações de petróleo do Brasil para a China registraram forte crescimento no primeiro trimestre e alcançaram níveis históricos. O volume embarcado ao país asiático praticamente dobrou em relação ao mesmo período de 2025, impulsionando o desempenho geral da balança comercial.

Dados do Conselho Empresarial Brasil-China mostram que as vendas totais para a China somaram US$ 23,9 bilhões no período, avanço de 21,7% na comparação anual e o maior valor já registrado para um primeiro trimestre.

Petróleo lidera crescimento e bate recorde mensal

O principal destaque foi o petróleo bruto, que gerou US$ 7,19 bilhões em exportações — aumento de 94% frente ao mesmo intervalo do ano anterior. O avanço já vinha sendo observado desde janeiro, mas ganhou ainda mais força em março.

No terceiro mês do ano, o Brasil atingiu o maior volume mensal de exportações de petróleo para a China desde o início da série histórica, iniciada em 1997. O movimento ocorre em meio a tensões no Oriente Médio, especialmente após conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

A China respondeu por 57% de todo o petróleo exportado pelo Brasil no trimestre — percentual que chegou a 65% apenas em março.

Brasil ganha espaço como fornecedor estratégico

O cenário geopolítico tem favorecido o Brasil como fornecedor confiável de petróleo. A instabilidade em rotas importantes, como o Estreito de Ormuz, levou os chineses a diversificar suas fontes de abastecimento.

Nesse contexto, o país se beneficia da produção crescente, especialmente nas áreas do pré-sal, além da presença consolidada de empresas chinesas no setor energético nacional.

Entre os investimentos, destacam-se a atuação de companhias como CNPC e CNOOC, que participam de projetos relevantes no Brasil, incluindo áreas da chamada Margem Equatorial.

Soja e minério mantêm relevância na pauta

Além do petróleo, produtos tradicionais seguem com peso significativo na relação comercial, como soja e minério de ferro. Apesar de uma leve redução no volume embarcado, ambos registraram aumento de valor, impulsionados pela alta dos preços internacionais.

Importação de carros eletrificados dispara

Do lado das compras, o Brasil importou US$ 17,9 bilhões da China no trimestre. O destaque ficou para os carros eletrificados, que movimentaram US$ 1,23 bilhão — crescimento de 7,5 vezes em relação ao mesmo período de 2025.

O avanço reflete tanto a crescente adesão do consumidor brasileiro aos veículos elétricos quanto a liderança da indústria chinesa nesse segmento. Apenas nos três primeiros meses do ano, cerca de 100 mil unidades foram comercializadas no país, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores.

Incentivos e políticas influenciam mercado automotivo

Outro fator que contribuiu para o aumento das importações foi a antecipação de compras diante de mudanças no programa Mover, que prevê redução gradual de incentivos para veículos eletrificados importados.

Medidas como o fim da isenção para kits desmontados (CKD e SKD), encerrada em janeiro, aceleraram a entrada desses veículos no país. Ao mesmo tempo, o programa busca estimular a produção local de carros elétricos, atraindo novos investimentos industriais.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Infomoney

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Informação

Produção de petróleo e gás no Brasil soma 4,9 milhões de barris em novembro de 2025

A produção de petróleo e gás natural no Brasil alcançou 4,921 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d) em novembro de 2025. O volume consolida o desempenho do setor no período, segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Do total, a extração de petróleo foi de 3,773 milhões de barris por dia (bbl/d), resultado que representa uma queda de 6,4% em relação a outubro, mas um crescimento de 13,9% na comparação com novembro de 2024.

Produção de gás natural registra alta anual

A produção de gás natural ficou em 182,57 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d). O número indica recuo de 6,3% frente ao mês anterior, porém uma alta de 15,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

As informações integram o Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural, apresentado pela ANP nesta segunda-feira (5), no Rio de Janeiro.

Pré-sal concentra quase 80% da produção nacional

No pré-sal, a produção combinada de petróleo e gás natural atingiu 3,913 milhões de boe/d em novembro, o equivalente a 79,6% da produção total brasileira.

De acordo com a ANP, o volume do pré-sal apresentou redução de 8,5% na comparação mensal, mas crescimento de 15,6% frente a novembro de 2024. Desse total, foram produzidos 3,024 milhões de bbl/d de petróleo e 141,27 milhões de m³/d de gás natural, a partir de 178 poços em operação.

Aproveitamento do gás chega a 96,9%

O aproveitamento de gás natural manteve-se elevado em novembro, alcançando 96,9%, segundo a agência reguladora. Foram destinados ao mercado 61,87 milhões de m³/d, enquanto a queima de gás somou 5,71 milhões de m³/d.

Na comparação mensal, a queima registrou alta de 5,0%, mas apresentou redução de 8,1% em relação a novembro de 2024.

Produção se concentra em campos marítimos

A ANP destaca que a maior parte da produção de petróleo (97,7%) e do gás natural (85,7%) teve origem em campos marítimos. Os campos operados pela Petrobras, isoladamente ou em consórcio, responderam por 89,35% do total produzido no país.

Ao todo, a produção nacional teve origem em 6.082 poços, sendo 539 marítimos e 5.543 terrestres.

Campos e unidades com maior volume produzido

O campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, liderou a produção de petróleo em novembro, com 744,30 mil bbl/d. No gás natural, o destaque foi o campo de Mero, também na Bacia de Santos, com 40,80 milhões de m³/d.

Entre as unidades de produção, o FPSO Almirante Tamandaré, em Búzios, registrou o maior volume de petróleo, com 239.453 bbl/d. Já o FPSO Marechal Duque de Caxias, no campo de Mero, liderou a produção de gás natural, com 12,83 milhões de m³/d.

Mais detalhes sobre os dados podem ser consultados no Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Modais em Foco

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Notícias

BP anuncia maior descoberta de petróleo e gás em 25 anos no pré-sal brasileiro

Campo Bumerangue, na Bacia de Santos, foi arrematado em leilão da ANP em 2022 e terá 5,9% do lucro pago ao Brasil após custo recuperado

A BP anunciou nesta segunda-feira (4) a descoberta de petróleo e gás no prospecto Bumerangue, em águas profundas da Bacia de Santos, cerca de 404 km da costa do Rio de Janeiro. Trata-se da maior descoberta da companhia em 25 anos, desde o campo de Shah Deniz, no Mar Cáspio, em 1999.

O campo, com área superior a 300 km², foi arrematado pela BP em dezembro de 2022, durante o 1º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha da Produção da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Pelo contrato, a empresa usará 80% para repor custos de produção e, após a recuperação dos custos, repassará 5,9% dos lucros ao Brasil.

O poço exploratório foi perfurado a 2.372 metros de profundidade de água, atingindo 5.855 metros no total. Segundo a companhia, o reservatório de carbonato do pré-sal apresenta uma coluna de hidrocarbonetos de cerca de 500 metros. Análises preliminares detectaram níveis elevados de dióxido de carbono, o que pode impactar o processo de extração.

“Estamos entusiasmados em anunciar essa descoberta significativa no Bumerangue, a maior da BP em 25 anos”, afirmou Gordon Birrell, vice-presidente executivo de Produção e Operações, em comunicado. Ele acrescentou que o Brasil é um país importante para a BP, que explorará o potencial de estabelecer “um polo de produção material e vantajoso no país”.

A BP detém 100% de participação no bloco e a estatal Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) atua como gestora do contrato de partilha. A companhia informou que fará análises laboratoriais para avaliar melhor o potencial do campo e pretende realizar novas atividades de avaliação, sujeitas à aprovação regulatória.

O Bumerangue é a 10ª descoberta da BP em 2025, somando-se a achados no Brasil, Trinidad e Tobago, Egito, Líbia, Golfo do México, Namíbia e Angola. A empresa pretende manter a produção global entre 2,3 milhões e 2,5 milhões de barris de óleo equivalente por dia até 2030, com possibilidade de expansão até 2035.

Fonte: InfoMoney

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Informação, Inovação, Negócios, Notícias, Sustentabilidade, Tecnologia

BÚZIOS 7/FPSO Almirante Tamandaré inicia produção no pré-sal

A Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras informa que o FPSO Almirante Tamandaré (Búzios 7) entrou em produção hoje no Campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos. Ao todo, serão 15 poços, 7 produtores de óleo, 6 injetores de água e gás, 1 conversível (produtor e injetor) e 1 injetor de gás, interligados à plataforma por meio de uma infraestrutura submarina.

De acordo com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, Búzios 7 é a primeira unidade de alta capacidade a ser instalada no campo. “Tem potencial para produzir diariamente até 225 mil barris de óleo (bpd) e processar 12 milhões de metros cúbicos de gás. O FPSO Almirante Tamandaré é parte do sexto sistema de produção de Búzios e contribuirá para que o campo alcance a produção de 1 milhão de barris de óleo por dia, previsto para o segundo semestre de 2025”, afirmou a presidente.

“A capacidade média das plataformas no mundo fica em torno dos 150 mil barris diários de óleo e compressão de 10 milhões de m3 de gás. Com o Almirante Tamandaré, estamos alcançando um outro patamar de produtividade, que só é possível em campos como o de Búzios. Além da alta capacidade, agregamos configurações que possibilitam mais eficiência e tecnologias de descarbonização”, declarou Renata Baruzzi, diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras.

Em breve, espera-se que o campo de Búzios se torne o maior campo de produção da Petrobras. “É altamente produtivo, com reservas substanciais de petróleo leve. Até 2030, nossa expectativa é de superar o marco de 1,5 milhões de barris de produção por dia”, explicou Sylvia Anjos, diretora de Exploração e Produção da Petrobras.

A unidade foi afretada junto à SBM Offshore e, além de apresentar capacidade acima da média das unidades da indústria, conta com tecnologias de descarbonização, como o flare fechado, que contribui para redução das emissões de gases de efeito estufa na atmosfera. Há também tecnologias para aproveitamento de calor, que reduzem a demanda de energia adicional para a unidade.

O consórcio de Búzios é composto por Petrobras (operadora), as empresas parceiras chinesas CNOOC, CNODC e a PPSA, empresa gestora dos contratos de partilha da produção.

FONTE:  Agencia Petrobras
BÚZIOS 7/FPSO Almirante Tamandaré inicia produção no pré-sal

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