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Antaq identifica falhas de gestão e problemas de infraestrutura em cinco portos públicos

Fiscalização da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) identificou problemas de infraestrutura, baixa execução de investimentos e fragilidades administrativas em cinco portos públicos do país. O levantamento avaliou as autoridades responsáveis pelas instalações portuárias de Fortaleza, Natal, Manaus, Recife e Rio de Janeiro.

O diagnóstico aponta que, apesar da existência de estruturas formais de governança e planejamento, os mecanismos adotados não têm sido suficientes para assegurar melhorias efetivas na operação e na conservação das unidades.

Entre os principais problemas estão a degradação da infraestrutura portuária, dificuldades de manutenção dos canais de acesso, restrições de calado e baixa capacidade de execução de investimentos.

Fiscalização aponta problemas em infraestrutura e gestão

A inspeção encontrou falhas em estruturas como cais e píeres, além de limitações que podem afetar a eficiência das operações e a competitividade dos portos brasileiros.

No voto, o diretor-relator da Antaq, Alber Vasconcelos, afirmou que os problemas identificados não se resumem à elaboração de planos e políticas. Segundo ele, um dos principais desafios é transformar o planejamento em medidas concretas de conservação, segurança, melhoria dos acessos e exploração econômica das áreas portuárias.

Entre as cinco instalações analisadas, o Porto de Manaus foi classificado pela área técnica como o caso mais crítico.

Porto de Manaus concentra série de irregularidades

A fiscalização apontou descumprimentos recorrentes das atribuições de fiscalização da autoridade portuária de Manaus. Também foram identificadas falhas no acompanhamento de operadores e arrendatários, problemas nas informações contábeis e ausência de metas de desempenho formalizadas entre a entidade responsável pelo porto e o governo do Amazonas.

A operação da unidade também apresenta gargalos. Segundo o levantamento, há dificuldades na circulação interna, além da ausência de pátio de regulação e de um sistema eletrônico para agendamento.

A Antaq concluiu que a Superintendência Estadual de Navegação, Portos e Hidrovias não desempenha integralmente as funções relacionadas à organização da infraestrutura e à fiscalização das operações portuárias.

Porto de Natal enfrenta restrições de calado

No Porto de Natal, administrado pela Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), os principais obstáculos estão relacionados ao assoreamento, à falta de dragagem e às restrições de calado.

A situação econômico-financeira da companhia também foi considerada preocupante pela agência. O diagnóstico aponta fluxos operacionais negativos, queda nas receitas e perda da linha regular de contêineres.

Diante do quadro, classificado pela área técnica como próximo da insolvência, foi recomendada a abertura de um processo para investigar os problemas estruturais. A Antaq também sugeriu que as conclusões sejam encaminhadas ao Ministério de Portos e Aeroportos.

Fortaleza tem avanços na gestão, mas enfrenta problemas no píer

No Porto de Fortaleza, a Companhia Docas do Ceará apresentou resultados positivos em áreas como governança, planejamento e controles internos.

Apesar dos avanços administrativos, a fiscalização identificou problemas relevantes na conservação do Píer Petroleiro, além de restrições de calado e dificuldades no acesso terrestre.

A situação da estrutura já havia levado à abertura de auto de infração e à interdição do tráfego de veículos na ponte de acesso ao píer.

Porto do Recife depende de recursos públicos

No Porto do Recife, a principal preocupação apontada pela fiscalização está relacionada à situação financeira. A unidade depende de recursos públicos e não dispõe de receitas próprias suficientes para custear as obras e serviços de manutenção considerados necessários.

A Antaq também identificou degradação da infraestrutura e déficit financeiro desde 2018. Segundo a agência, não foram adotadas medidas estruturais suficientes para solucionar o problema.

Diante desse cenário, a área técnica chegou a recomendar que a União avalie a possibilidade de denunciar o convênio de delegação do Porto do Recife, considerando a fragilidade financeira da autoridade portuária e as condições da infraestrutura.

Porto do Recife contesta avaliação e cita medidas recentes

Em nota, a administração do Porto do Recife informou que vem adotando, desde 2023, medidas para reduzir passivos, melhorar o equilíbrio financeiro e aumentar as receitas próprias.

Segundo o porto, o faturamento anual cresceu, em média, 20% no período, passando de R$ 48,6 milhões em 2024 para R$ 55 milhões em 2025.

A administração também citou investimentos em dragagem e sistemas de segurança, além de projetos voltados à manutenção, drenagem e pavimentação.

Outro ponto destacado foi a realização de leilões de arrendamento, que geraram mais de R$ 4 milhões em outorgas. O porto também mencionou o projeto do terminal REC08, que prevê investimento superior a R$ 50 milhões pela Liquiport.

De acordo com a administração, a dragagem em andamento deverá permitir calado operacional de 11,7 metros e diminuir as restrições provocadas pela maré para embarcações de maior porte.

O Porto do Recife afirmou ainda que o Plano Anual de Negócios de 2026 e a extensão do Convênio de Delegação de Competências até 2031 ampliam a segurança jurídica para novos investimentos.

Portos do Rio têm baixa execução de investimentos

A fiscalização da PortosRio, responsável pelos portos do Rio de Janeiro, reconheceu avanços em governança, integridade e planejamento estratégico. Por outro lado, foram identificados problemas financeiros e de execução de projetos.

Entre os pontos levantados estão o patrimônio líquido negativo, a dependência das receitas provenientes dos arrendamentos do Porto de Itaguaí e a baixa execução dos investimentos previstos.

Em 2024, estavam previstos R$ 471 milhões em investimentos, mas apenas 44,7% desse montante haviam sido executados.

Já em 2025, até fevereiro, a execução chegava a somente 0,4% dos R$ 316 milhões previstos.

A Antaq recomendou o aumento da execução dos projetos de infraestrutura, com atenção prioritária para obras de dragagem e para o reforço estrutural do Cais da Gamboa.

Antaq quer ampliar fiscalização para outros portos

A partir dos resultados obtidos, a Antaq pretende ampliar o trabalho de fiscalização para consolidar um diagnóstico em nível nacional.

A proposta é identificar padrões de desempenho, gargalos recorrentes e diferenças entre os diversos modelos de gestão portuária adotados no país.

No voto, Alber Vasconcelos avaliou que uma parcela significativa dos problemas encontrados não decorre necessariamente da ausência de planejamento, mas da dificuldade de transformar planos e estratégias em execução efetiva.

O diretor também defendeu o encaminhamento dos resultados ao Ministério de Portos e Aeroportos. A justificativa é que parte das fragilidades identificadas envolve situação financeira, capacidade de investimento e modelos de gestão, temas que ultrapassam a competência direta da agência reguladora.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Portos

Porto do Rio de Janeiro passa a operar navios porta-contêineres de grande porte

O Porto do Rio de Janeiro atingiu um novo marco na infraestrutura logística brasileira ao receber, pela primeira vez, navios porta-contêineres com 366 metros de comprimento. A operação foi realizada com a atracação do MSC Katrina no terminal MultiRio, reforçando a capacidade do complexo portuário de atender embarcações de grande porte na costa da América do Sul.

O navio, da classe New Panamax, possui capacidade para transportar 14.131 TEUs e opera sob bandeira do Panamá. A chegada da embarcação simboliza um avanço estratégico para o comércio exterior brasileiro e amplia a competitividade do porto no cenário internacional.

Dragagem ampliou profundidade do canal

A operação do MSC Katrina só foi possível após a conclusão das obras de dragagem no canal principal de acesso ao porto.

O projeto, financiado integralmente pela PortosRio, recebeu investimentos de aproximadamente US$ 32,56 milhões. Com as melhorias, a profundidade mínima do canal aumentou de 15 metros para 16,2 metros.

A modernização também elevou o calado operacional para 15,3 metros, permitindo maior segurança nas manobras e acesso de embarcações maiores ao terminal.

Infraestrutura portuária ganha tecnologia e eficiência

Além da dragagem, o projeto incluiu novos sistemas de sinalização náutica e balizamento das vias navegáveis.

As melhorias tornam as operações mais eficientes para os navios porta-contêineres que atuam em rotas internacionais de longa distância. Os terminais MultiRio e Rio Brasil Terminal passam a contar com maior capacidade operacional e melhor aproveitamento das janelas comerciais.

Porto fortalece comércio internacional

A operação de embarcações desse porte gera ganhos logísticos importantes, incluindo redução de custos por contêiner transportado e maior eficiência nas cadeias globais de suprimentos.

Com a ampliação da estrutura, o Porto do Rio de Janeiro se consolida como um importante hub logístico para conexões comerciais entre Ásia, Europa e América.

Crescimento acompanha demanda do transporte marítimo

O aumento do tamanho dos cargueiros exige portos mais modernos, flexíveis e preparados tecnologicamente.

Com a nova capacidade operacional, o terminal brasileiro amplia sua relevância no comércio marítimo internacional e fortalece a integração do país às cadeias globais de abastecimento em 2026.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Porto do Rio recebe maior navio porta-contêineres já operado no terminal

O Porto do Rio de Janeiro registrou um feito inédito nesta quinta-feira (14) ao receber, pela primeira vez, um navio de 366 metros de comprimento. A embarcação MSC Katrina atracou no terminal MultiRio, marcando uma nova etapa na modernização da infraestrutura portuária brasileira e reforçando a capacidade operacional do porto carioca para receber gigantes do transporte marítimo internacional.

MSC Katrina amplia capacidade logística do Porto do Rio

Procedente do Porto de Suape e com destino ao Porto de Santos, o MSC Katrina navega sob bandeira do Panamá e possui 48,4 metros de largura, além de capacidade para transportar até 14.131 TEUs.

Construído em 2012, o cargueiro integra a categoria New Panamax, classe de embarcações desenvolvida para otimizar a movimentação de cargas em rotas marítimas internacionais de longo percurso. Esses navios operam principalmente em conexões comerciais entre Ásia, Europa e Américas.

Investimentos fortalecem competitividade do Porto do Rio de Janeiro

Segundo a PortosRio, a chegada da embarcação representa o resultado direto dos investimentos realizados para adequar o porto às novas demandas do comércio marítimo global. O presidente da companhia, Flavio Vieira, destacou que a operação simboliza um avanço estratégico para ampliar a competitividade do terminal frente ao crescimento contínuo do tamanho dos navios de carga.

Com a nova estrutura, o Porto do Rio de Janeiro passa a operar os maiores porta-contêineres em circulação na costa da América do Sul, fortalecendo sua posição como um dos principais polos de logística portuária e comércio exterior do país.

Especialistas do setor apontam que a operação de embarcações de grande porte gera ganhos de escala, reduz custos logísticos e melhora a eficiência das cadeias internacionais de transporte de mercadorias. Além disso, a ampliação da capacidade operacional aumenta a atratividade do porto para armadores globais e rotas internacionais de longo curso.

Dragagem permitiu operação de navios New Panamax

A atracação do MSC Katrina só foi viabilizada após a conclusão das obras de dragagem do canal principal do porto. O projeto recebeu investimento de R$ 163 milhões da PortosRio e elevou a profundidade mínima do acesso marítimo de 15 metros para 16,2 metros.

Com isso, o terminal passou a operar com calado de 15,30 metros, adequando-se às exigências das embarcações da classe New Panamax.

Além do aprofundamento do canal, as intervenções incluíram melhorias na sinalização e no balizamento náutico, aumentando a segurança das manobras e a eficiência operacional dos terminais de contêineres MultiRio e Rio Brasil Terminal.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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