Portos

Dragagem do Porto de São Francisco do Sul prevê uso inédito de sedimentos em praia

A ordem de serviço para o início da maior obra de dragagem do país na atualidade será assinada nesta terça-feira, 23, no Porto de São Francisco do Sul, com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e do governador Jorginho Mello.

A vencedora da licitação para realizar a dragagem de aprofundamento do canal de acesso ao Complexo Portuário da Baía da Babitonga  foi a empresa belga Jan De Nul. O contrato prevê o aumento do calado de 14 para 16 metros, o que permitirá a entrada de navios de maior porte.

Com investimentos de R$ 324 milhões, a dragagem deve começar até o final do ano, com previsão de conclusão para o segundo semestre de 2026.

A draga será a Galileo Galilei, a mesma utilizada no engordamento da praia de Balneário Camboriú. Pelo contrato, a previsão da chegada da draga é até dezembro.

O Porto de São Francisco, no entanto, está buscando atender a todas as condicionantes ambientais previstas na licença de instalação da obra, para possibilitar a antecipação desse prazo, possivelmente em novembro.

Financiamento

A obra foi viabilizada por meio de uma parceria inédita entre os portos de São Francisco do Sul e Itapoá, no Norte catarinense. Pela primeira vez no Brasil, um porto público firma contrato com um porto privado para a realização de uma obra desta natureza, que será executada por meio de uma Parceria Público Privada (PPP): o porto público de São Francisco aportará R$ 24 milhões e o terminal privado Itapoá, R$ 300 milhões.

O investimento privado será devolvido de modo parcelado até dezembro de 2037, aproximadamente 11 anos após o fim da obra. O ressarcimento para Itapoá será em cima do adicional de tarifas portuárias geradas pelo acréscimo no número de navios que atracarem no porto e pelo aumento no volume de carga movimentada, a partir da conclusão da obra de aprofundamento.

Primeiro no Brasil

A dragagem possibilitará a atracação de embarcações de até 366 metros de comprimento, tornando-se o primeiro complexo portuário do Brasil com capacidade para receber navios desse porte, com carga máxima.

Atualmente, no Complexo Portuário da Baía da Babitonga, é possível a atracação de embarcações com até 336 metros, com capacidade para 10 mil TEUs. Com a obra, essa capacidade aumentará para 16 mil TEUs.

Engordamento da praia

Outro aspecto inédito e inovador é a destinação dos sedimentos retirados do mar. Estima-se que serão removidos cerca de 12,5 milhões de metros cúbicos de areia. Metade do material deve ser utilizado para o engordamento da faixa de areia da orla de Itapoá que, nos últimos anos, tem sofrido com erosão marítima.

Será a primeira vez no Brasil, e a segunda no mundo, que os sedimentos de uma dragagem portuária terão como destino o alargamento de uma praia. Em nível mundial, somente na Austrália houve destinação similar.

“Será a maior obra de engordamento de praia da história do país, em extensão”, garante o diretor de Operações do Porto de São Francisco, Guilherme Medeiros, referindo-se aos 8 quilômetros da faixa de areia de Itapoá que serão beneficiados com a obra.

Fiscalização

Nesta terça-feira, será assinado, também, o contrato de fiscalização da obra com as empresas Geplan e Prosul, no valor de R$ 9 milhões. Ambas foram selecionadas por meio de licitação pública.

Além de acompanhar todas as etapas da obra, as empresas terão a responsabilidade de realizar uma análise detalhada de cada fase, incluindo a compatibilidade dos sedimentos depositados na praia, bem como a fiscalização da modelagem topográfica da área a ser alargada.

Adicionalmente, as empresas irão monitorar a parte aquática da obra, assegurando que as cotas de aprofundamento e alargamento do canal de acesso sejam realizadas de acordo com as especificações técnicas previstas.

Repercussão

“O impacto na economia será extraordinário. Com o aprofundamento do calado e o aumento da largura do canal de acesso, passaremos a competir em igualdade com o Porto de Santos. A estrutura permitirá a atracação de grandes navios, com capacidade para transportar um volume muito maior de contêineres. Isso representa ganhos para todos: para os transportadores, para os vendedores, para a cidade e, principalmente, na geração de empregos”, afirma o governador Jorginho Mello.

“As companhias marítimas estão atualizando suas frotas com navios de maior porte e, para isso, precisarão de portos equipados com a tecnologia que está sendo instalada no Complexo Portuário da Babitonga. Por isso, essa obra representa um avanço significativo e deixa Santa Catarina alinhada com o futuro da navegação”, destacou o secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins.

De acordo com o presidente do Porto de São Francisco, Cleverton Vieira, a obra de dragagem, quando iniciada, será a maior em andamento no país. “O modelo adotado é resultado de um debate coordenado pelo Ibama, construído com base na relação de confiança entre as instituições envolvidas. A iniciativa contou com a participação ativa da Secretaria Estadual de Portos, Aeroportos e Ferrovias, da Secretaria Estadual da Fazenda e da InvestSC”.

Segundo Vieira, a parceria firmada entre o Porto Itapoá – terminal privado – e o Porto de São Francisco – administrado pelo governo do Estado – reflete um nível inédito de segurança e confiabilidade, tornando-se um exemplo de colaboração entre os setores público e privado.

Fonte: Porto de São Francisco do Sul

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Portos

Ministério dos Portos e Aeroportos conclui modelo de gestão com criação da Companhia Docas de Santa Catarina

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPOR) concluiu o modelo de gestão do Porto de Itajaí, recomendando a criação da Companhia Docas de Santa Catarina (CDSC), empresa pública federal que assumirá as funções de Autoridade Portuária do Porto Organizado de Itajaí. A decisão foi oficializada no Despacho Decisório nº 50/2025, assinado pelo secretário nacional de Portos, Alex Sandro de Ávila .

A confirmação é do superintendente João Paulo Tavares Bastos, que esteve em Brasília, na posse do novo diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), Frederico Dias junto como o ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.  

A medida representa uma vitória histórica para Itajaí, devolvendo protagonismo e autonomia ao complexo portuário, que se consolida como elo estratégico da logística nacional. 

O documento resulta do Grupo Técnico de Trabalho nº 10261635, instituído pela Portaria nº 375, de 11 de junho de 2025, que consolidou análises técnicas, jurídicas, administrativas e financeiras e atende a um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, feito em visita a Itajaí no início do ano.

“Essa conquista é de Itajaí e de Santa Catarina. A criação da Companhia Docas de Santa Catarina é um passo decisivo para fortalecer a autonomia do nosso porto, garantir mais governança e eficiência e devolver ao complexo o protagonismo que sempre teve no cenário nacional”, afirmou o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos.

Pontos de destaque

•    Criação da Companhia Docas de Santa Catarina (CDSC) como estatal federal para gerir o Porto de Itajaí.

•    Urgência política determinada para dar celeridade ao processo.

•    Participação institucional ampla na elaboração do projeto : os trabalhos do grupo contaram com apoio da Autoridade Portuária de Santos (APS), da Superintendência do Porto de Itajaí (SPI), da Infra S.A., da Casa Civil da Presidência da República e da Consultoria Jurídica do MPOR, entre outros .

Próximos passos

Agora, o projeto seguirá para análise do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), da Casa Civil da Presidência da República e, posteriormente, para apreciação no Congresso Nacional.

Concluída a aprovação, virão os atos constitutivos da CDSC, incluindo estatuto social, nomeação da diretoria e formalização junto à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ).

Porto de Itajaí em números

Em 2025, o Porto já apresenta resultados expressivos:
    •    Faturamento de R$ 120 milhões, valor superior a toda arrecadação de 2024, quando ainda estava sob gestão municipal.
    •    Movimentação de aproximadamente 2 milhões de toneladas de cargas e contêineres.
    •    Mais de R$ 2 milhões em Imposto Sobre Serviços (ISS) repassados ao município.

Fonte: Secom – Porto de Itajaí

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Portos

Itajaí sedia congresso técnico do setor portuário

Evento rola nesta segunda e terça-feira, no Riviera Convention, na Praia Brava.

Considerado um dos mais importantes eventos do setor no país, o congresso Portos & Costas Brasil 2025 inicia nesta segunda, em Itajaí. A programação vai até terça e contará com especialistas nacionais para debater infraestrutura portuária, dragagem, hidrovias, marinas, cruzeiros, meio ambiente e sustentabilidade.

O evento acontece no Riviera Convention Center, na Praia Brava. Além de painéis temáticos sobre diferentes áreas, o congresso permite aos participantes o contato com representantes e grandes empresas do setor, geração de negócios e troca de conhecimentos. Essa é a 3ª edição do congresso.

Idealizador do evento, Mauricio Torronteguy, sócio-diretor da MTCN, destaca a evolução do congresso. “O Portos & Costas ganhou relevância nas suas duas primeiras edições e, neste ano, vamos buscar repetir essa performance com nomes de primeira grandeza”, afirma. As inscrições para o congresso são limitadas a 280 participantes e podem ser feitas pelo site portosecostas.com.br/inscricoes. A programação completa também está disponível no site oficial.

Temáticas em destaque

A eficiência portuária, determinante para a competitividade no comércio exterior, estará no centro dos debates. O painel sobre infraestrutura terá nomes como Julio Cesar de Sousa Dias, da Secretaria Nacional de Portos; Fabio Wosniak, da Wosniak Engenharia; Gustavo Maschietto, da Carioca Engenharia; e Osmari de Castilho Ribas, diretor-superintendente da Portonave.

O painel Navegação e Hidrovias, moderado por Eduardo Aoun Tannuri, discutirá metodologias para comboios e empurradores, além de parcerias público-privadas e os desafios da infraestrutura hidroviária. Já o painel Meio Ambiente e Sustentabilidade abordará dragagens com sedimentos contaminados, estratégias de descarbonização e programas de conservação de fauna costeira.

O eixo Engenharia e Processos Costeiros trará especialistas como Antônio Klein e Pedro Pereira (UFSC), Gabriel Paschoal (Hidromares), Mariana Grandezzi (ArcelorMittal) e Guilherme Medeiros (Porto de São Francisco). O debate terá foco em tecnologia, sustentabilidade e aproveitamento de material dragado.

A dragagem será tema de outro painel, com participação de Willian Fronza (Van Oord), John Verly (Royal IHC) e Calebe Sangi Silva (VLI), além de Mauricio Gaspar Filho e Matheus Trocoli Novaes, da Autoridade Portuária de Santos (APS), que apresentarão experiências do maior porto da América Latina.

Fonte: Diarinho

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Portos

Lei dos Portos: ministro sugere revisão no lugar de mudança

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, sugeriu a revisão de trechos da Lei 12.815/2013, que está em vigor, em vez da edição de uma nova Lei dos Portos por meio da aprovação do Projeto de Lei (PL) 733/2025. A sugestão foi feita à comissão especial de deputados que analisa o PL, em audiência pública, realizada nesta quarta-feira (17), na Câmara dos Deputados.

Além disso, Costa Filho afirmou que o governo federal vai apresentar, dentro de 10 dias, uma proposta conjunta com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

O PL 733/2025, em tramitação na Câmara, trata da modernização da legislação que regula a atividade portuária no Brasil.

Em sua exposição inicial, o ministro destacou os avanços obtidos no setor portuário brasileiro com as concessões e investimentos realizados nos últimos anos, e fez um breve histórico da legislação portuária, da abertura dos portos em 1808 até a Lei 12.815/2013, atualmente em vigor. 

Apesar de sugerir apenas a atualização da lei de 2013, ele fez uma avaliação geral positiva do PL 733/2025, afirmando que a proposta de mudança no marco legal do sistema portuário brasileiro “visa desburocratizar, acelerar investimentos e aprimorar a Lei 12.815/2013”. 

Costa Filho declarou ser contrário à proposta de autorregulação do setor portuário e favorável à flexibilização das normas ambientais, pontos previstos na matéria. Ele também manifestou preocupação com os prazos de arrendamento previstos no texto, que permitem a continuidade de contratos já ativos há 70 anos, podendo ultrapassar 100 anos sob o controle de um único arrendatário.

Na opinião do ministro, os artigos 53 e 54 do texto, que determinam que as prorrogações contratuais fiquem a cargo das autoridades portuárias, sem participação do MPor, precisam ser revistos. Para ele, nem todas as autoridades portuárias têm estrutura para tomar decisões sem o aval da União, e as decisões locais precisam ser estratégicas em conjunto com o MPor. “Eu defendo que tenhamos no Brasil o modelo atual: portos delegados com autonomia para delegar competências”, afirmou.

O ministro também mencionou o acordo celebrado recentemente entre federações de trabalhadores e operadores portuários, que resultou na assinatura de um memorando de entendimentos, feita no Ministério de Portos e Aeroportos, neste mês de setembro.

Ao final da audiência, Silvio Costa Filho reforçou que o Ministério de Portos e Aeroportos seguirá atuando em parceria com o Congresso Nacional, entidades do setor e trabalhadores para avançar em uma legislação moderna, capaz de impulsionar a competitividade dos portos brasileiros e contribuir para o desenvolvimento econômico e social do país.

O PL está sujeito à apreciação conclusiva dos membros da comissão. Ou seja, quando for aprovado pelo grupo pode seguir diretamente ao Senado, sem passar pelo plenário da Câmara. Só haverá votação em plenário se houver recurso apresentado por um décimo dos deputados (51 parlamentares) e aprovado na Casa. Após passar pelas duas casas e ser sancionada pela Presidência da República, a matéria substituirá a lei atual de 2013.

Fonte: ES Brasil

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Porto de Paranaguá amplia calado para navios graneleiros e aumenta capacidade de exportação

Com a nova medida, os navios poderão receber 1,5 mil toneladas a mais a cada atracação

Os navios graneleiros sairão ainda mais carregados do Porto de Paranaguá após autorização dos órgãos competentes para o aumento de calado, que passou de 13,1m para 13,3m. O calado é a distância entre a superfície da água e o ponto mais profundo da embarcação (quilha). A liberação foi publicada pela Portos do Paraná na Portaria nº 188/2025 da Norma de Tráfego Marítimo e Permanência, nesta quarta-feira (17).

Com o acréscimo de 20 centímetros, a capacidade de carregamento de granéis sólidos — como soja, milho e farelos — aumenta em até 1,5 mil toneladas por navio. A medida representa vantagem competitiva para os operadores, que passam a movimentar mais carga sem acréscimo de custos.

Desde a última atualização do calado, em dezembro de 2024, quando passou de 12,80m para 13,10m, o corredor de exportação do Porto de Paranaguá ampliou sua capacidade em mais de 5%. Isso significou pouco mais de 800 mil toneladas adicionais movimentadas até agosto deste ano.

“O nosso objetivo é receber navios cada vez maiores, que possam embarcar mais mercadorias, mantendo a excelência no atendimento às constantes demandas do mercado”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

A medida foi aprovada pela praticagem e pela Marinha do Brasil e se aplica aos berços 201, 202, 204, 209, 211, 212 e 213, destinados à movimentação de cargas como açúcar, farelo, fertilizantes, milho e soja em grão.

As obras de derrocagem concluídas no ano passado e os investimentos frequentes em dragagem realizados pela empresa pública são os principais responsáveis pelos sucessivos avanços no calado.

Concessão do canal de acesso e calado de 15,5m

No próximo dia 22 de outubro será realizado, na Bolsa de Valores do Brasil (B3), o leilão para concessão do canal de acesso aos portos paranaenses. Entre as melhorias previstas está a ampliação do calado para 15,5m nos cinco primeiros anos da concessão e a manutenção do mesmo até o final do contrato.

A concessão também prevê um desconto de 12,63% na taxa Inframar, paga pelas embarcações para acessar os portos. A arrendatária só passará a receber a tarifa completa — e poderá solicitar ajustes gradativos — após cumprir o cronograma de melhorias estipulado no edital e no contrato de concessão.

A vencedora terá ainda o compromisso de realizar estudos e levantamentos hidrográficos, dragagem, derrocagem, sinalização, entre outras ações de manutenção e modernização do canal de acesso ao Porto de Paranaguá.

O investimento previsto é de R$ 1,23 bilhão, a ser executado nos cinco primeiros anos do contrato, que terá vigência de 25 anos.

Flexibilidade de manobras

A última atualização da Norma de Tráfego ocorreu em agosto, quando a Portos do Paraná divulgou a flexibilização das manobras de desatracação nos berços que movimentam, preferencialmente, cargas de granéis vegetais sólidos de exportação, como soja em grão, farelo, milho e açúcar.

A Portaria nº 144/2025 passou a valer no dia 1º de agosto, abrangendo os berços 201, 204, 212, 213 e 214 do Porto de Paranaguá. A medida foi possível após a remoção da ponta da Pedra da Palangana e a revisão da sinalização do Canal de Acesso, com base em simulações de manobras que garantiram segurança às embarcações no momento da saída do cais, sem restrições de maré ou corrente.

Fonte: Portos do Paraná

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Portos

Navio chinês é desencalhado após três dias imobilizado na entrada do Porto de Santos

O navio graneleiro Shandong Xin Ze, de bandeira chinesa, foi desencalhado na manhã desta quarta-feira (17), após permanecer três dias imobilizado próximo ao canal de acesso ao Porto de Santos.

A operação de desencalhe foi realizada às 11h, em ação coordenada pela Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) e pela Autoridade Portuária de Santos (APS). Para liberar a embarcação, foram mobilizados quatro rebocadores da empresa especializada AWS e da Svitzer, que conduziram o navio com segurança até o Fundeadouro nº 6, área de fundeio localizada fora do canal de navegação.

O procedimento foi concluído com êxito, preservando tanto a segurança da navegação quanto a integridade estrutural do navio. Técnicos da Marinha realizarão inspeções a bordo para avaliar as condições da embarcação antes de autorizar o prosseguimento da viagem.

As autoridades reforçaram que não houve vazamento de óleo ou qualquer poluição no estuário de Santos. A coloração escura observada por alguns moradores na superfície da água é resultado do revolvimento de sedimentos provocado pela navegação em áreas rasas.

Relembre o caso
O Shandong Xin Ze, de propriedade da Shandong Shipping Corporation, transportava uma carga de fertilizantes e apresentou falha de máquinas no domingo (14), perdendo propulsão enquanto manobrava para entrar no porto.

A navegação no canal de Santos chegou a ser interrompida por três horas no dia do incidente, mas as operações foram normalizadas na sequência. Durante o período em que esteve encalhado, a embarcação foi monitorada por rebocadores para evitar que derivasse para áreas mais rasas.

A Capitania dos Portos instaurou um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) para apurar as causas do acidente.

Imagem gerada por Inteligência Artificial

Fonte: Santa Portal

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Portos

Em audiência na Câmara dos Deputados, ministro defende modernização do setor portuário

Silvio Costa Filho destacou importância do diálogo para modernizar a legislação portuária e fortalecer o setor

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, participou nesta terça-feira (17) de audiência pública da Comissão Especial da Câmara dos Deputados que discute o Projeto de Lei 733/2025, em tramitação na Casa. O texto trata da modernização da legislação que regula a atividade portuária no Brasil.

O encontro contou com a presença do autor da proposta, deputado Leur Lomanto Júnior; do relator, deputado Artur Maia; da 1ª vice-presidente da comissão, deputada Daniela Reinehr; além de parlamentares da comissão e representantes do setor portuário.

Em sua exposição inicial, Silvio Costa Filho destacou os avanços obtidos no setor portuário brasileiro com as concessões e investimentos realizados nos últimos anos, que vêm contribuindo para ampliar a competitividade e a eficiência dos portos brasileiros. O ministro também fez um breve histórico da legislação portuária, da abertura dos portos em 1808 até a Lei 12.815/2013, atualmente em vigor, ressaltando que o PL 733 busca atualizar e aprimorar o marco legal do setor.

Costa Filho enfatizou a importância da construção coletiva do projeto. “O debate público e a escuta de diferentes vozes são fundamentais para que possamos oferecer ao Congresso Nacional um texto equilibrado e capaz de atender às necessidades do setor e da sociedade”, afirmou.

O ministro também mencionou o acordo celebrado recentemente entre federações de trabalhadores e operadores portuários, que resultou na assinatura de um memorando de entendimentos, feita no Ministério de Portos e Aeroportos, neste mês de setembro. “Não posso deixar de destacar a importância desse entendimento histórico, que trará mais segurança jurídica, contribuirá para a geração de emprego e renda e representará um passo importante para a modernização da atividade portuária no Brasil”, completou.

Ao final da audiência, Silvio Costa Filho reforçou que o Ministério de Portos e Aeroportos seguirá atuando em parceria com o Congresso Nacional, entidades do setor e trabalhadores para avançar em uma legislação moderna, capaz de impulsionar a competitividade dos portos brasileiros e contribuir para o desenvolvimento econômico e social do país.

Fonte:
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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Porto do Pecém recebe navio inovador

O Porto de Pecém, no Brasil, encerrou a semana portuária recebendo um navio de carga nunca antes atendido no terminal do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP).

O MSC Leila, recém-incorporado à frota da Mediterranean Shipping Company, faz parte dos serviços voltados ao embarque da recente safra de frutas no terminal do estado do Ceará, no nordeste do país. A temporada de exportação de frutas se estende de setembro até fevereiro.

Com 335 metros de comprimento e capacidade para 11.500 TEU, o navio se destaca por seu design inovador e eficiência energética. Ele utiliza Gás Natural Liquefeito (GNL) em sua propulsão e conta com um sistema de defletores que reduz a ação do vento, aumentando a estabilidade durante a navegação.

Além disso, essa operação marca um marco importante para o Porto de Pecém, que segue ampliando suas capacidades para receber navios de nova geração e fortalecer a logística de exportação brasileira.

Fonte: Todo Logistica News

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Portos movimentam maior volume de cargas da história em julho

Os portos registraram movimentação de 124,7 milhões de toneladas. 73% foram de navegação de longa distância – exportação e importação – e 20% de cabotagem – entre portos brasileiros

Os portos brasileiros registraram, em julho, o maior volume mensal de cargas da história. Foram 124,7 milhões de toneladas. Nesse sentido, foram 73% de navegação de longa distância – exportação e importação – e 20% de cabotagem – entre portos brasileiros. 

Nos primeiros sete meses do ano, os portos atingiram 780,4 milhões de toneladas de cargas. Do mesmo modo, o volume é 1,76% maior do que o do mesmo período de 2024.

ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, reafirmou que o governo federal tem atuado com a finalidade de ampliar as concessões e fortalecer a infraestrutura nacional. 

“Temos como foco garantir segurança jurídica e atrair novos investimentos. Essa política, liderada pelo presidente Lula, vem aumentando a capacidade dos portos e fortalecendo as exportações do Brasil.” Sílvio Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos

Ainda de acordo com Sílvio Costa Filho, “a ampliação da capacidade de nossos portos é fundamental para a economia nacional”.

A principal carga foi de granéis sólidos (minerais e vegetais), com mais de 76,6 milhões de toneladas. Todos os tipos de carga tiveram aumento em julho, em relação aos números registrados no mesmo mês em 2024.

“Granéis líquidos (especialmente combustíveis) tiveram um aumento de 6%, enquanto a movimentação de granéis sólidos aumentou quase 4%. O crescimento de carga em contêineres foi de 3% no período e o volume de carga geral foi 0,9% superior ao registrado em julho do ano passado”, informou o ministério.

Fonte: Folha Vitória

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TCU direciona reavaliação de leilão de mega terminal do Porto de Santos a aliado de ministro no Cade

Tribunal de Contas da União (TCU) enviou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) um novo pedido de posicionamento sobre a competição no leilão do Tecon 10, o mega terminal de contêineres do Porto de Santos. Desta vez, a Corte de Contas direcionou a demanda a uma instância que afasta a participação da presidência do órgão antitruste.

O novo pedido foi remetido na segunda-feira, 8, para a Superintendência-Geral do Cade, comandada por Alexandre Barreto, ex-chefe de gabinete do ministro Bruno Dantas no próprio TCU. O pedido foi feito pelo Ministério Público junto ao TCU e em despacho do relator do processo Antonio Anastasia.

Procurado, o Cade disse que irá se manifestar ao TCU nos termos do ofício recebido. O Tribunal não respondeu – o espaço está aberto para manifestação. O ministro Dantas disse que não se pronunciaria. A reportagem entrou em contato com Barreto, que não quis falar.

A presidência do órgão antitruste chegou a ser oficiada sobre a reanálise na mesma data pela Corte de contas. Porém, dois dias depois, um despacho do tribunal pediu que a presidência do Cade desconsiderasse o ofício por completo, sob justificativa de que foi encaminhado por equívoco, mantendo a demanda com Barreto.

O ato, apurou o Estadão/Broadcast, foi recebido com surpresa dentro do Cade e do próprio TCU. Um servidor do Cade avaliou a ação como um movimento “bem estranho”

Em discussão há mais de uma década, o projeto do terminal, estimado em R$ 6,45 bilhões, avançou em maio deste ano com a elaboração do edital. A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) optou por restringir a participação de atuais operadoras que atuam em Santos. Essa era elencada como a segunda das duas alternativas propostas em estudo para evitar concentração de mercado.

Até agora, o Cade já havia contribuído para o processo em duas ocasiões. Em julho, durante um painel de referência, o presidente interino Gustavo Augusto de Lima disse que existem alternativas menos severas à exclusão de operadores.

Em 8 de agosto, o Departamento de Estudos Econômicos do Cade respondeu a um extenso questionário elaborado pela área técnica do TCU, detalhando como o órgão conduz suas análises sobre concentração de mercado.

Agora responsável pelo caso no Cade, o superintendente-gera, Alexandre Barreto é próximo de Dantas e foi indicado para cargos no conselho por ele. O próprio Bruno Dantas demonstrou interesse no tema – foi o único dos ministros do TCU além do relator, a participar da audiência pública sobre o Tecon 10, em julho. Na fala inicial no evento, disse que estava presente para “ouvir e aprender”.

Entendimento isolado

Desde que foi encaminhado pelo Ministério dos Portos, em maio, o projeto sobre o Terminal está em análise na Corte de Contas.

Nesses cem dias, o relator do processo, ministro Antonio Anastasia, liderou coleta de posições técnicas e realização de audiência pública. Outros dois órgãos já se manifestaram contra o entendimento da Antaq, apontando que o mais adequado é a disputa aberta a todos os interessados.

No parecer da Subsecretaria de Acompanhamento Econômico e Regulação (Seae), vinculada ao Ministério da Fazenda, o órgão avalia: “o efetivo desinvestimento do ativo já detido por parte do eventual incumbente vencedor do certame já seria medida suficiente para prevenir o aumento da concentração horizontal do mercado portuário no Complexo de Santos, de modo que a realização do leilão em duas fases, com vedação à participação de incumbentes na fase inicial- a despeito dos demais benefícios advindos desta estrutura – aparenta ser excessivamente gravosa e ultrapassar o necessário para mitigar o risco identificado”.

A nota técnica do DEE, do Cade, aponta para a necessidade de medidas alinhadas aos critérios da proporcionalidade. “Essa proporcionalidade requer, em primeiro lugar, que as medidas aplicadas sejam capazes, por si só, de sanar os problemas concorrenciais identificados. Por outro lado, implica que se evite a adoção de remédios que ultrapassem o necessário para restaurar a concorrência no mercado.”

A unidade técnica do TCU, observando os pareceres do Cade e do Ministério da Fazenda, determinou que o órgão permitisse a participação das atuais operadoras. Não apenas concordando com a falta de razões para as restrições, determinou, em parecer do dia 1º deste mês: “Em razão de contrariar os princípios constitucionais da isonomia, eficiência e proporcionalidade e afrontar o art. 20 da Lei de Introdução das Normas do Direito Brasileiro, (…) altere o item 22.1 da minuta de edital de modo a prever o leilão em etapa única, sem vedação à participação dos atuais incumbentes”.

Posição do Ministério dos Portos

O MPor, poder concedente responsável pelas políticas do setor, chegou a dizer que avaliaria o texto da Antaq antes de enviá-lo ao TCU.

Representantes de empresas operadoras dizem que escutavam do ministro a promessa de análise e tentativa de um caminho para a abertura. Mas isso não ocorreu e o edital foi encaminhado ao TCU horas depois que foi despachado pela Antaq, sem considerações.

Um ex-servidor da pasta de Portos diz que o ministro Silvio Costa Filho teria influenciado na decisão pela disputa restrita. Próximo do diretor da Antaq, Caio Farias, responsável pela definição da proposta de edital na agência, Costa Filho teria orientado sua preferência pela restrição, embora publicamente o ministro diga que o melhor dos cenários é ter o maior número de participantes possível.

No dia 1º deste mês, quando o MPor foi notificado pelo TCU sobre o parecer da AudPortoFerrovia,área técnica do TCU, Costa Filho realizou reunião fora da agenda oficial para discutir a situação. O objetivo inicial da pasta era responder na mesma semana. Contudo, pelo fôlego tido com articulações vindas do TCU, pediu maior prazo para responder, o que foi acatado. Assim, o MPor poderá dar a devolutiva já considerando uma eventual mudança de avaliação do Cade. E deixa claro: o que for orientado pela Corte de Contas, será acatado na íntegra.

A Broadcast procurou o MPor e citou todos os apontamentos apresentados nesta reportagem. Em nota, a pasta disse que as informações não procedem. “O Ministério reitera que todas as suas ações seguem estritamente os ritos processuais. O ministro Silvio Costa Filho respeita as competências da Antaq e aguarda a manifestação do órgão de controle sobre o tema”, afirma a nota, que complementa: “O MPor informa ainda que dará pleno cumprimento à decisão final do TCU e confirma a manutenção do cronograma para realizar o leilão em dezembro de 2025”.

Fonte: Estadão

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