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Portos do Paraná investe R$ 8,6 milhões em vias de acesso ao Porto de Paranaguá

Investimento impacta operação portuária, ampliando a eficiência logística e a mobilidade urbana  

A Portos do Paraná está investindo R$ 8,6 milhões na manutenção e recuperação viária na região do Porto de Paranaguá. O objetivo é garantir maior qualidade e eficiência da infraestrutura nas ruas e avenidas, além de reforçar a segurança de todos os usuários que circulam diariamente pela região. O contrato também prevê adequações no pavimento da faixa portuária e no Pátio de Triagem Mário Lobo Filho.

“No momento, estamos executando a manutenção no pavimento de concreto da Avenida Portuária, em pontos que apresentam avarias devido ao alto fluxo de veículos pesados”, explicou a coordenadora de Serviços da Diretoria de Engenharia e Manutenção, Thais Avaip Nunes.

Nesta terça-feira (7), será realizada a concretagem de um trecho da Avenida Portuária, nas proximidades do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), além das empresas ALTP e Interalli. “O pavimento em concreto é o mais adequado, pois apresenta maior resistência em comparação ao asfalto”, destacou Thais.

Além da Avenida Portuária, também estão previstas restaurações em trechos das avenidas Manoel Bonifácio, Barão do Rio Branco, Manoel Ribas, Coronel Santa Rita e José Lobo, além do acesso ao Píer Público de Granéis Líquidos.

“Esse contrato de manutenção viária tem vigência de um ano, é contínuo e contempla as vias de acesso em concreto, ideais para o tráfego pesado característico da região portuária”, explicou o coordenador de Fiscalização da Diretoria de Engenharia e Manutenção (DEM), Matheus Arnoni Mendes.

De acordo com o coordenador, a manutenção dessas vias garante mais segurança e eficiência para quem circula nas proximidades do porto. “A obra tem como objetivo melhorar a operação portuária e proporcionar mais segurança aos usuários. Como grande parte das cargas acessa o porto pelo modal rodoviário, as melhorias também contribuem para dar mais fluidez ao trânsito da população que utiliza essas vias no dia a dia”, concluiu.

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Claudio Neves/Gcom Portos do Paraná

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Portos do Paraná investe R$ 100 milhões em segunda etapa de modernização do píer de líquidos

A ampliação da estrutura permitirá a atracação de navios maiores e ampliará a eficiência operacional no Porto de Paranaguá

Para dar sequência ao projeto de ampliação e modernização do Píer de Granéis Líquidos (PPGL), no Porto de Paranaguá, a Portos do Paraná concluiu o processo de seleção e contratação da empresa responsável pela execução da segunda etapa da obra. O anúncio foi publicado nesta quarta-feira (1º) no Diário Oficial do Estado. O investimento previsto é de R$ 100,3 milhões, com prazo de conclusão de 13 meses a partir da emissão da ordem de serviço.

A ampliação da estrutura é necessária para permitir a atracação de navios maiores, tanto em comprimento total (LOA) quanto em calado (distância entre a superfície da água e o ponto mais profundo da embarcação). “O objetivo é proporcionar mais eficiência e competitividade às operações portuárias”, afirmou o diretor de Engenharia e Manutenção da Portos do Paraná, Victor Kengo.

Atualmente, a capacidade operacional do PPGL encontra-se limitada, permitindo apenas a recepção de embarcações com até 190 metros de comprimento e calado de 11,60 metros. Com as atualizações das Normas de Tráfego Marítimo e Permanência, em 2025, o Porto de Paranaguá passou a poder receber navios com até 13,30 metros de calado.

“Por ser uma estrutura vital para a movimentação de cargas no complexo portuário, a principal questão a ser resolvida no PPGL é a limitação operacional, uma vez que o píer foi construído na década de 1940 e precisa ser atualizado”, destacou o diretor.

Também será instalado um dolfim de amarração — estrutura marítima fixa e isolada, construída com estacas e concreto armado para amarração de navios fora do cais —, além de dois dolfins de atracação, responsáveis por absorver o impacto inicial das embarcações, e uma nova plataforma de operação. A reforma também irá otimizar a conexão com os terminais retroportuários.

Primeira fase da obra
As obras de readequação do PPGL tiveram início em 2025. Foram investidos R$ 29 milhões na repotencialização do píer, incluindo a construção de um dolfim, substituição das defensas, instalação de sistema de monitoramento e atracação a laser, adequação da iluminação e das instalações elétricas, reestruturação do pavimento e implantação de nova estrutura de elevação de mangotes. A obra segue em andamento, com o novo dolfim já concluído.

Produtividade
Em 2025, os granéis líquidos representaram 12,75% da movimentação anual nos portos paranaenses. Os principais produtos exportados foram óleo de soja (848.253 toneladas) e óleo combustível (461.692 toneladas). Na importação, destacaram-se o óleo diesel (3.245.872 toneladas) e o metanol (1.383.673 toneladas).

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Porto de Paranaguá completa 91 anos e reforça papel estratégico na economia do Brasil

O Porto de Paranaguá celebra 91 anos nesta terça-feira (17) consolidado como um dos principais pilares da logística portuária brasileira. Segundo maior complexo do país, o terminal é peça-chave no escoamento da produção e no fortalecimento do comércio exterior.

Administrado pela Portos do Paraná, o porto passa por um ciclo contínuo de modernização, com foco em infraestrutura, inovação tecnológica e ganho de eficiência operacional.

Crescimento acima das projeções

Nos últimos anos, a gestão portuária contribuiu para avanços significativos. Em 2025, os portos paranaenses movimentaram mais de 73,5 milhões de toneladas de cargas — volume que, segundo projeções anteriores, só seria alcançado a partir de 2035.

O desempenho reforça o protagonismo do terminal no cenário nacional e internacional, especialmente no escoamento de produtos do agronegócio brasileiro.

Reconhecimento e importância estratégica

A administração da autoridade portuária acumula reconhecimento no Brasil e no exterior. Entre os destaques, estão premiações consecutivas de melhor gestão portuária concedidas pelo governo federal e por entidades internacionais como a American Association of Port Authorities.

Para o governador Carlos Massa Ratinho Junior, o porto vive um novo momento, marcado por eficiência e investimentos estruturais, sem deixar de lado o desenvolvimento regional e a preservação ambiental.

Papel no agronegócio e no comércio global

O Porto de Paranaguá é responsável por grande parte das exportações agrícolas do Brasil. O terminal lidera o envio de óleo de soja e se destaca como principal canal global para a exportação de carne de frango congelada.

Essa atuação fortalece a balança comercial brasileira e amplia a presença do país nos mercados internacionais.

Investimentos impulsionam expansão

Desde 2019, mais de R$ 5,1 bilhões foram direcionados a projetos de ampliação da capacidade operacional. Um dos marcos desse processo foi a regularização das áreas arrendáveis, viabilizada por leilões realizados na B3.

Outro avanço relevante é a concessão do canal de acesso, iniciativa que permitirá a entrada de navios maiores, reduzindo custos logísticos e aumentando a competitividade do porto.

Moegão e novos projetos estruturantes

Entre as principais obras em andamento está o Moegão, moderno sistema de descarga ferroviária de grãos. Com investimento superior a R$ 650 milhões, a estrutura terá capacidade para descarregar até 900 vagões por dia, otimizando o fluxo logístico e reduzindo impactos urbanos.

Outros projetos incluem a construção do Píer em “T”, com quatro novos berços e capacidade de movimentação de até 32 mil toneladas por hora, além do Píer em “F” e da ampliação do terminal de líquidos — iniciativas que devem elevar o patamar da infraestrutura portuária.

Geração de empregos e impacto regional

Além de sua relevância logística, o porto é um dos principais motores da economia do litoral paranaense. A atividade gera milhares de empregos diretos e indiretos e movimenta setores como transporte, comércio e serviços.

Atualmente, a estrutura conta com centenas de colaboradores diretos, além de milhares de trabalhadores portuários e terceirizados. Estima-se que cerca de 40% dos empregos locais estejam ligados ao porto, que também responde por aproximadamente metade da arrecadação municipal.

Futuro e competitividade

Com investimentos contínuos e projetos estruturantes, o Porto de Paranaguá se prepara para atender à crescente demanda do comércio global. A expectativa é de que o terminal continue ampliando sua capacidade e consolidando sua posição como referência em logística portuária no Brasil.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Plano Mestre do Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina tem prazo de consulta pública prorrogado

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) decidiu ampliar o prazo da consulta pública do Plano Mestre do Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina, no Paraná. Com a prorrogação, a sociedade terá mais 15 dias para enviar sugestões e comentários sobre o documento estratégico.

Inicialmente previsto para terminar neste domingo (8), o período de participação foi estendido até 23 de março, permitindo que mais interessados possam contribuir com o planejamento do complexo portuário.

Participação aberta a cidadãos, empresas e órgãos públicos

A decisão de ampliar o prazo atende a solicitações de diferentes setores envolvidos no desenvolvimento do Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina.

Podem participar da consulta pública cidadãos, empresas, entidades da sociedade civil e órgãos da administração pública. O objetivo é reunir sugestões que ajudem a aperfeiçoar a política pública de desenvolvimento portuário e fortalecer o planejamento da infraestrutura logística da região.

As contribuições devem ser enviadas de forma identificada e com justificativa técnica, garantindo maior qualidade no processo de análise das propostas.

Plano Mestre orienta investimentos e planejamento portuário

O Plano Mestre portuário é um instrumento estratégico utilizado pelo governo federal para orientar o desenvolvimento dos complexos portuários brasileiros.

Esse documento reúne diretrizes que norteiam investimentos de curto, médio e longo prazos, além de planejar a expansão da infraestrutura logística, a relação entre porto e cidade e os acessos terrestres aos terminais.

A elaboração do plano segue diretrizes da legislação do setor portuário, com foco na modernização das operações e no aumento da eficiência logística.

Documento está disponível na plataforma Brasil Participativo

As sugestões para o Plano Mestre do Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina devem ser encaminhadas por meio de formulário eletrônico disponível na plataforma Brasil Participativo.

No mesmo ambiente digital também estão disponíveis para consulta pública o documento preliminar do plano e o apêndice técnico, que apresentam as propostas iniciais de planejamento para o complexo portuário paranaense.

A expectativa do ministério é que a participação da sociedade contribua para aprimorar as estratégias de desenvolvimento e fortalecer o papel do complexo na logística portuária brasileira.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cláudio Neves/Porto de Paranaguá

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Portos do Paraná concentram quase 50% das exportações de frango do Brasil em janeiro de 2026

Os portos do Paraná responderam por 47,6% de toda a exportação de frango brasileira em janeiro de 2026, consolidando o estado como o maior corredor mundial para o embarque da proteína. O desempenho reforça a relevância estratégica da estrutura portuária paranaense no comércio exterior.

Ao longo de 2025, o Porto de Paranaguá embarcou mais de 2,8 milhões de toneladas de frango congelado, ampliando sua liderança no setor.

Volume exportado e principais destinos

Dados do Comex Stat indicam que, apenas no primeiro mês de 2026, foram exportadas 199 mil toneladas de carne de frango congelada pelos terminais paranaenses. O montante movimentou US$ 365 milhões em valor FOB (Free on Board).

Entre os principais mercados compradores estão Emirados Árabes Unidos, África do Sul e China, destinos que mantêm forte demanda pela proteína brasileira.

O Paraná lidera a produção nacional de frango e conta com um parque industrial formado por 36 frigoríficos de abate e processamento. Segundo a Portos do Paraná, a posição geográfica estratégica e a eficiência logística permitem atender cargas oriundas das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além de países vizinhos.

Infraestrutura impulsiona embarques de proteína animal

Um dos diferenciais competitivos está na estrutura voltada para contêineres refrigerados (reefers), fundamentais para o transporte de carnes congeladas. O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) possui o maior pátio de armazenagem de reefers da América do Sul, com 5.268 tomadas para conexão elétrica.

A confiabilidade operacional, a capacidade de armazenagem e o calado adequado para grandes navios figuram entre os fatores que atraem exportadores ao porto paranaense.

Carne bovina também avança

Além do frango, a carne bovina teve participação expressiva nas exportações nacionais em janeiro. Os portos paranaenses ocuparam a segunda posição no ranking brasileiro, com 27,7% de participação.

Foram 122 mil toneladas embarcadas, gerando US$ 690 milhões em valor FOB. China, Estados Unidos e Emirados Árabes Unidos lideraram as compras.

Somando frango e bovinos, o Porto de Paranaguá movimentou 272 mil toneladas de proteínas no mês, equivalente a 37,9% do volume nacional, com receita de US$ 728 milhões.

Soja lidera entre os granéis vegetais

A movimentação total de cargas nos portos do estado atingiu 5.288.747 toneladas em janeiro, o melhor resultado da história da Portos do Paraná para o mês. O número representa alta de 12,3% em relação ao recorde anterior, registrado em 2025.

A soja em grão foi o principal destaque entre os granéis vegetais, com 811,9 mil toneladas embarcadas, avanço de 98% na comparação anual. O milho também apresentou crescimento, com 387 mil toneladas exportadas, alta de 12%.

O açúcar ensacado registrou aumento de 199%, somando 397 mil toneladas. Já as exportações de óleos vegetais mantiveram Paranaguá na liderança nacional, com crescimento de 52% e volume superior a 123,9 mil toneladas.

Importações e fertilizantes em alta

No segmento de importação, o Porto de Paranaguá recebeu 882 mil toneladas de fertilizantes em janeiro, crescimento de 9% em relação ao mesmo período de 2025.

Outros insumos também apresentaram avanço significativo, como malte e cevada, com aumentos de 383% e 364%, respectivamente.

Crescimento consolidado no ano anterior

Em 2025, os portos paranaenses registraram o maior crescimento percentual em movimentação de cargas entre os terminais brasileiros, com expansão de 10,1%. O volume total saltou de 66,7 milhões de toneladas, em 2024, para 73,5 milhões de toneladas.

O desempenho operacional impactou diretamente o Pátio Público de Triagem do porto, que recebeu 507.915 caminhões no ano passado — alta de 29,5%. A estrutura, com 330 mil metros quadrados e mil vagas, organiza e direciona o fluxo de granéis sólidos vegetais.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cláudio Neves – Portos do Paraná

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Pátio de Triagem do Porto de Paranaguá recebe mais de meio milhão de caminhões em 2025

Número recorde é quase 30% maior que o registrado em 2024; aumento de calado, estratégia logística e safra recorde de soja e milho influenciaram este marco operacional

O Pátio Público de Triagem do Porto de Paranaguá atingiu um novo recorde em 2025 ao receber 507.915 caminhões, o que representa 29,5% a mais do que em 2024 (392.214). O local, que conta com 330 mil m² e mil vagas de estacionamento, é responsável pela organização, classificação e direcionamento dos granéis sólidos vegetais que são enviados aos terminais e, posteriormente, embarcados em navios.

Outro recorde atingido pela unidade no último ano foi o de movimentação diária. Em 24 horas, entre os dias 21 e 22 de julho, 2.523 caminhões carregados de grãos e farelos passaram pelo pátio, 4% a mais do que o recorde anterior, registrado em julho de 2023, quando 2.456 veículos acessaram o local. O marco superou, com sucesso, a projeção de atendimento da unidade, que é de 2.500 caminhões.

Todo esse fluxo é meticulosamente controlado pelo sistema Carga Online, que informa às empresas o dia e a janela de horário em que o caminhão poderá acessar a triagem. Isso evita que os veículos trafeguem pelas rodovias de forma antecipada, fazendo paradas desnecessárias, que podem gerar filas ou lentidão no tráfego. O mesmo sistema controla a destinação dos caminhões aos terminais exportadores, evitando impactos no trânsito da região portuária.

“Os caminhões têm um horário programado para chegar a Paranaguá, evitando o acúmulo de veículos na região portuária”, declarou o assessor especialista da Diretoria de Operações Portuárias, Alessandro Conforto. O pátio conta com estrutura de apoio aos motoristas, como banheiros com chuveiros e cantinas.

Em 2025, a commodity que mais movimentou o Pátio de Triagem foi a soja em grão. Mais de 61% dos caminhões (306.801) que acessaram a unidade estavam carregados com o produto. O farelo de soja ficou em segundo lugar, com 24,5% (122.647 caminhões), seguido pelo milho (69.978 caminhões). Os meses de março e julho registraram os maiores volumes de veículos.

“Tivemos uma safra recorde de soja e milho no país, o que aumentou a movimentação de caminhões até o porto. No entanto, foram as estratégias logísticas no Pátio de Triagem que permitiram uma operação mais ágil até o embarque das cargas”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Outro fator responsável pelo movimento mais intenso no pátio foi a maior capacidade de embarque dos navios em uma única operação, em razão do aumento do calado operacional — distância entre a superfície da água e o ponto mais profundo da embarcação. Em setembro de 2025, houve um aumento do calado operacional nos berços de granéis sólidos, que passou de 13,1 metros para 13,3 metros. A ampliação permitiu um crescimento médio de até 1,5 mil toneladas por navio.

Segurança

Devido ao grande fluxo de veículos carregados com diversos tipos de granéis sólidos vegetais, a Portos do Paraná investe em segurança e participa de diversas operações. A mais recente foi uma ação integrada da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e da Polícia Militar do Paraná (PMPR), com cães farejadores, realizada no início de dezembro.

“Nós garantimos a qualidade dos produtos, a segurança das operações e a conformidade da qualidade dos grãos, conforme normativas do Ministério da Agricultura”, afirmou o diretor de Operações Portuárias, Gabriel Vieira.

As vistorias e avaliações técnicas realizadas no Pátio de Triagem são fundamentais para garantir a qualidade dos produtos embarcados. “100% das cargas que transitaram no Pátio de Triagem e foram embarcadas estavam dentro dos padrões de qualidade requeridos pelos clientes”, pontuou Vieira.

Homenagem

Em agosto de 2025, o Pátio de Triagem recebeu a identificação com o nome oficial da unidade, que passou a ser denominada Dr. Mario Marcondes Lobo Filho, conforme a Lei Estadual nº 21.880, de 27 de fevereiro de 2024.

A homenagem é dedicada ao advogado parnanguara que ocupou cargos de destaque na administração da empresa pública Portos do Paraná. Mariozinho Lobo, como era conhecido, atuou como diretor administrativo e financeiro entre 2003 e 2007 e, posteriormente, como superintendente — função equivalente ao atual cargo de diretor-presidente — entre 2010 e 2011.

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Cláudio Neves/Portos do Paraná

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Portos do Paraná registram recorde histórico e lideram crescimento nacional em movimentação de cargas

Os Portos do Paraná alcançaram, em 2025, o maior volume de cargas já registrado em sua história, somando 73,5 milhões de toneladas entre exportações e importações. O desempenho garantiu ao complexo portuário paranaense o maior crescimento percentual do Brasil, com alta de 10,1% em relação a 2024, segundo dados atualizados do Comex Stat, divulgados em janeiro. O Porto de Santos ficou na segunda colocação.

O avanço representa um salto significativo frente às 66,7 milhões de toneladas movimentadas no ano anterior. Ao longo de 2025, a média mensal foi superior a 6,1 milhões de toneladas, enquanto em 2024 esse número era de 5,5 milhões.

Marca histórica superou projeções oficiais

O recorde já havia sido superado no início de dezembro, quando a movimentação ultrapassou 70 milhões de toneladas. No fechamento do ano, em 31 de dezembro, o total chegou a 73.506.480 toneladas.

Estudos técnicos desenvolvidos em conjunto com o Ministério de Portos e Aeroportos indicavam que esse patamar só seria alcançado por volta de 2035. O resultado antecipado é atribuído a investimentos contínuos, planejamento estratégico e modernização da gestão portuária.

“O porto, que já foi reconhecido seis vezes consecutivas como o melhor do Brasil, reforça sua posição de referência nacional”, destacou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Crescimento acumulado supera ciclos anteriores

Nos últimos sete anos, a movimentação da Portos do Paraná cresceu 38,16%, percentual superior ao registrado entre 2011 e 2018, quando o aumento foi de 29,15%.

Para o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, o resultado vai além dos números. “É uma conquista que impacta toda a cadeia econômica do Estado e mostra que estamos adequando o porto às demandas do mercado”, afirmou.

O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, também ressaltou o marco. Segundo ele, o desempenho consolida o Paraná entre os portos mais eficientes do mundo.

Milho, óleos vegetais e soja puxam exportações

Entre as commodities, o maior crescimento em 2025 foi registrado no milho, cuja movimentação saltou de 1,07 milhão para 5,09 milhões de toneladas, alta de 375%.

Os óleos vegetais cresceram 32%, mantendo o Porto de Paranaguá na liderança nacional desse tipo de exportação. Celulose e açúcar ensacado também avançaram, com altas de 16% e 15%, respectivamente.

A soja seguiu em trajetória positiva, com 14,6 milhões de toneladas exportadas, crescimento de 11% frente a 2024. Na safra 2024/2025, o Paraná produziu 21,4 milhões de toneladas do grão, o que ilustra a relevância do porto na logística estadual e interestadual, incluindo cargas de estados como Mato Grosso do Sul e São Paulo.

O farelo de soja fechou o ano com 6,5 milhões de toneladas, avanço de 5%.

Madeira e fertilizantes mantêm relevância estratégica

A madeira figurou entre os três principais produtos exportados, com 1,6 milhão de toneladas, ligeira alta de 0,24%. Os Estados Unidos seguem como principal destino, mesmo diante de incertezas no mercado internacional ao longo do ano.

Na importação, os fertilizantes lideraram o volume, alcançando 11,6 milhões de toneladas, crescimento de 4% e novo recorde histórico. Mais de 25% do consumo nacional entra no Brasil pelos portos de Paranaguá e Antonina. Já o grupo de cereais (trigo, malte e cevada) também bateu recorde, com 1,1 milhão de toneladas desembarcadas.

Obras estruturais ampliam eficiência logística

Além da estratégia de logística inteligente, implantada nos últimos oito anos, os portos paranaenses receberam melhorias estruturais relevantes. A conclusão da derrocagem da Pedra da Palangana, no fim de 2024, tornou o canal de acesso mais seguro e ágil.

As dragagens periódicas permitiram ampliar o calado operacional, possibilitando que os navios transportem mais carga por viagem. Em menos de um ano, duas autorizações elevaram o calado de 12,8 metros para 13,3 metros, permitindo embarques adicionais de até 3,7 mil toneladas por navio.

Esse avanço viabilizou, em dezembro, o carregamento recorde de 77 mil toneladas de milho no navio MV Minoan Pioneer, o maior volume de granel vegetal sólido já embarcado em uma única operação no Porto de Paranaguá.

Canal poderá chegar a 15,5 metros de profundidade

Com a concessão do canal de acesso, leiloada em outubro, a expectativa é que o calado chegue a 15,5 metros nos próximos anos. A ampliação permitirá embarcar até 14 mil toneladas adicionais de granéis ou cerca de mil contêineres por navio.

Garcia ressalta ainda o papel da qualificação profissional. Entre 2019 e 2025, cerca de 80% dos trabalhadores da empresa pública passaram por algum tipo de capacitação. Ele também destacou a integração da comunidade portuária, formada por operadores, empresas e trabalhadores.

Geração de empregos cresce no litoral

Dados do OGMO de Paranaguá apontam aumento no número de Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs). Em 2025, 1.849 profissionais atuaram no porto, crescimento de 12% em relação a 2024.

Investimentos bilionários impulsionam futuro do porto

O potencial de crescimento da Portos do Paraná será ampliado com novos projetos. Até fevereiro, deve ser concluído o Moegão, maior obra portuária pública do Brasil, com mais de 80% de execução. O investimento supera R$ 650 milhões e permitirá a recepção de até 24 milhões de toneladas de grãos e farelos por ano via ferrovia.

Outro projeto estratégico é o Píer em “T”, orçado em R$ 1,2 bilhão na primeira fase, com quatro novos berços equipados com tecnologia de carregamento de alta performance. A segunda etapa prevê mais R$ 1 bilhão, marcando o primeiro grande investimento direto do Estado na área portuária em mais de cinco décadas.

Também estão previstos o Píer em “F”, no Corredor Oeste, e a expansão do píer de líquidos.

Essas iniciativas fazem parte dos nove leilões portuários realizados desde 2019, que somam R$ 5,1 bilhões em investimentos, incluindo a concessão do canal de acesso. Os prazos de execução variam entre cinco e sete anos, conforme cada contrato.

“Os arrendamentos garantem segurança jurídica, contratos equilibrados e clareza de direitos e deveres para empresas e Autoridade Portuária”, concluiu Luiz Fernando Garcia.

FONTE: Marechal News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Moegão da Portos do Paraná atinge 80% de execução e avança para a fase de conclusão

Maior obra pública portuária em andamento no Brasil vai concentrar a descarga ferroviária e interligar 11 terminais no Porto de Paranaguá

As obras do Moegão alcançaram 80,29% de execução, de acordo com as medições técnicas realizadas na primeira quinzena de dezembro. O projeto vai centralizar a recepção de trens carregados com granéis vegetais sólidos nos portos paranaenses e fará a distribuição das cargas para 11 terminais que estarão interligados ao sistema.

O Governo do Estado do Paraná, por meio da Portos do Paraná, está investindo mais de R$ 650 milhões na construção do complexo, utilizando recursos próprios e de financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

Até o momento, foram concluídos 87% da parte civil (estrutura física), 85,24% da mecânica e 57,81% da parte elétrica. Conforme o cronograma, a conclusão está prevista para o começo de fevereiro de 2026.

As equipes também atuam na finalização da instalação dos sistemas de Prevenção e Combate a Incêndio (SPCI) e do Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA). Entre as próximas ações estão a execução da automação do complexo, a realização dos testes de segurança em todos os sistemas e a construção da subestação de energia, que será dedicada ao Moegão.

“O Moegão vai revolucionar a logística ferroviária do Paraná e beneficiar a comunidade. É um financiamento que está sendo custeado 100% pela Portos do Paraná e temos certeza, que trará importantes resultados”, afirma o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Quando entrar em operação, o projeto terá capacidade para receber 24 milhões de toneladas de grãos e farelos por ano, atendendo aos terminais do Corredor de Exportação Leste (Corex). Atualmente, cerca de 550 vagões são descarregados diariamente nos terminais de exportação. 

Com a conclusão da obra, esse processo será padronizado em um único ponto de descarga com a movimentação de 900 vagões por dia. Os granéis vegetais seguirão por correias transportadoras até 11 terminais interligados ao sistema e, de lá, para os navios.

“Isso aqui vai ser fenomenal, o Moegão terá condições de movimentar por dia até 68 mil toneladas. É uma grande recepção de produtos. A Portos do Paraná está subindo a régua em termos de movimentação de granéis no modal ferroviário”, enfatizou Diego Weber Rafaeli, gerente de contratos da Tucumann, uma das quatro empresas de engenharia que executam o projeto. As outras três são a TMSA, Zortea e Engeluz.

Além da alta na produtividade, também existirão vantagens no trânsito local. As composições férreas não precisarão mais entrar nos armazéns para descarregar e as manobras deixarão de existir. O número de cruzamentos com interrupções nas vias de acesso à área portuária cairá de 16 para cinco.

Amplo planejamento de expansão 

O Moegão não é uma estrutura isolada. O projeto integra um conjunto de obras e investimentos que estão transformando o Porto de Paranaguá, referência mundial em eficiência operacional.
Em abril deste ano, a Portos do Paraná concluiu a regularização de todas as áreas arrendáveis, por meio de leilões, garantindo segurança jurídica às parcerias público-privadas e viabilizando investimentos expressivos para a modernização e ampliação da infraestrutura portuária. No total, nove leilões já resultaram em R$ 5,7 bilhões em investimentos e mais R$ 1,1 bilhão em outorgas.

Píer em “T”

Os leilões dos PARs 14, 15 e 25 garantirão a construção do Píer em “T”. Do total de R$ 2,2 bilhões que as arrendatárias investirão, R$ 1,2 bilhão será destinado à obra, que contará com quatro novos berços de atracação. Além disso, o Governo do Estado fará um aporte adicional de R$ 1 bilhão.

O novo píer contará com um sistema ultramoderno de esteiras transportadoras, que levarão os produtos dos terminais até os porões dos navios em alta velocidade. O sistema atual movimenta cerca de 3 mil toneladas de soja por hora; com a nova estrutura, esse volume subirá para 8 mil toneladas por hora.

As embarcações também serão maiores que as atuais, permitindo ampliar a movimentação de cargas, reduzir custos operacionais e aumentar a competitividade do Porto.

Canal de acesso

A recepção de navios maiores só será possível graças à concessão do canal de acesso, realizada em 22 de outubro, por meio de leilão na B3, em São Paulo. O consórcio vencedor deverá ampliar a profundidade do canal, possibilitando o aumento do calado — a distância entre o ponto mais profundo do navio e a superfície da água — dos atuais 13,3 metros para 15,5 metros em até cinco anos.
Atualmente, os navios carregam até 78 mil toneladas de grãos ou farelos. Com o novo calado, cada embarcação poderá sair do Paraná levando até 125 mil toneladas. “É um ganho expressivo na competitividade do Porto de Paranaguá”, destaca Garcia.


Com a concessão, o acesso marítimo ao Porto também contará com o VTMIS (Vessel Traffic Management and Information System) — Sistema de Gerenciamento e Informação do Tráfego de Embarcações —, que garante mais segurança à navegação, à vida humana e ao meio ambiente.


A instalação do VTMIS também trará ganhos importantes ao trabalho dos práticos, profissionais responsáveis por conduzir os navios desde a entrada do canal até a atracação, tornando o processo ainda mais ágil e seguro.

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Reprodução/Portos do Paraná

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Portos do Paraná regulariza 100% das áreas e garante R$ 5,1 bilhões em investimentos

O Governo do Estado e a Portos do Paraná regularizaram 100% das áreas portuárias do Paraná — denominadas PAR — destinadas à exploração privada, além de terem promovido a concessão do Canal de Acesso ao Porto de Paranaguá em 2025. Os investimentos vão alcançar R$ 5,1 bilhões e marcam um novo momento para a logística estadual.

Além dos valores estipulados em contrato para obras, reformas e ampliações das áreas, potencializando o comércio exterior paranaense, a Portos do Paraná recebeu mais R$ 1,3 bilhão proveniente das outorgas para aplicar na modernização e ampliação da infraestrutura. 

“O Paraná está na vanguarda no setor portuário. Fomos a primeira autoridade portuária brasileira a obter a delegação de competências para realizar seus próprios leilões, a primeira a regularizar 100% das áreas e a primeira a leiloar o próprio Canal de Acesso”, destaca Ratinho Junior. “E os números já estão apontando essa mudança. Alcançamos em 2025 movimentação superior a 70 milhões de toneladas, um recorde na nossa história”.

“Com a regularização das áreas, estamos trazendo novos investimentos que garantem mais segurança operacional. Com isso, teremos mais eficiência na movimentação de cargas, mais competitividade e, consequentemente, mais negócios para os nossos portos”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

A principal vantagem das concessões realizadas na Bolsa de Valores é a regularização dos contratos de arrendamento. Várias delas estavam com contratos precários há mais de uma década. Até 2018, áreas eram exploradas com instrumentos que impediam a realização de novos investimentos. Ao mesmo tempo, não havia remuneração adequada para a Autoridade Portuária. Com os novos arrendamentos, haverá um incremento significativo nas infraestruturas de todo o complexo portuário, elevando a eficiência e a produtividade do hub logístico.

Entre os investimentos previstos estão as construções do Píer em “T” — que será o novo corredor de exportações leste — e do Píer em “F”, que conectará os terminais do novo corredor oeste. Também está prevista a expansão do píer de líquidos, com a interligação dos terminais que operam esse tipo de carga. E o novo Canal de Acesso garantirá aumento de produtividade.

LEILÕES – O Píer em “T”, por exemplo, será construído pelas empresas que conquistaram o direito de uso dos PARs 15, 14 e 25, além da própria Portos do Paraná. A primeira fase da nova estrutura contará com dois berços de atracação e um sistema ultramoderno de esteiras transportadoras, que levarão os produtos dos terminais aos porões dos navios em alta velocidade. 

Atualmente, o sistema movimenta cerca de 3 mil toneladas de soja e de outros grãos e farelos por hora em um único berço. Com a nova estrutura, esse volume subirá para 8 mil toneladas por hora em cada berço. Além desses investimentos em infraestrutura de acostagem, as arrendatárias deverão aplicar mais R$ 1 bilhão em melhorias nas áreas arrematadas, onde estão localizados os terminais.

Já o PAR 09, destinado à movimentação e armazenagem de granéis sólidos vegetais e leiloado em 2023, também promoverá melhorias na área comum do porto. A empresa arrendatária deverá construir a primeira etapa do Píer “F”, que conectará os terminais do corredor oeste, além de realizar melhorias em sua área de atuação. O PAR 50, concedido em 2023, vai receber a expansão do Píer “L”, destinado às cargas líquidas. O píer conectará todos os terminais que movimentam granéis líquidos.

Os PARs 01 (movimentação e armazenagem de carga geral), 12 (veículos) e 32 (açúcar ensacado e a granel) foram os primeiros a serem leiloados e já concluíram as obras previstas em contrato. 

O PAR01, destinado à movimentação e armazenagem de carga geral – especialmente papel e celulose –, recebeu R$ 146 milhões e está em plena atividade. Somente em 2024, mais de 500 mil toneladas de celulose foram movimentadas na área.

O PAR12 recebeu R$ 32,4 milhões em melhorias para movimentação de cargas roll-on/roll-off (veículos). Somente em 2024, mais de 7,5 mil veículos passaram pelo pátio. De outubro de 2024 a janeiro de 2025, já são mais de 32 mil veículos. No PAR32 – destinado à exportação de cargas gerais, especialmente açúcar ensacado e a granel – foram aplicados mais de R$ 11,8 milhões.


CANAL DE ACESSO – E o leilão do Canal de Acesso garantirá o aprofundamento do canal, que permitirá o aumento do calado, passando dos atuais 13,3 metros para 15,5 metros em até cinco anos. O incremento de mais de dois metros no calado permitirá um salto na capacidade de embarque de mercadorias: um adicional de mil contêineres ou 14 mil toneladas de granéis sólidos vegetais em um único navio.

O Consórcio Canal da Galheta Dragagem, formado pelas empresas FTS Participações Societárias S.A., Deme Concessions NV e Deme Dredging NV, venceu a disputa ao oferecer o desconto máximo da tarifa (12,63%) e um lance de outorga de R$ 276 milhões.

O contrato prevê a ampliação, manutenção e exploração do Canal de Acesso Aquaviário dos Portos de Paranaguá e Antonina, que tem 34,5 km de extensão. “As vantagens do leilão para a Portos do Paraná, além de uma maior profundidade, são a garantia permanente de um canal dragado por 25 anos, a segurança da navegação e o desconto ao usuário, com uma tarifa mais barata pelo resultado do leilão”, destacou Garcia.

Com a concessão, a principal transformação será o aprofundamento do canal, que permitirá o aumento do calado — ponto mais profundo do navio até a superfície da água —, passando dos atuais 13,3 metros para 15,5 metros em até cinco anos. O incremento de mais de dois metros no calado permitirá um salto na capacidade de embarque de mercadorias: um adicional de mil contêineres ou 14 mil toneladas de granéis sólidos vegetais em um único navio.

Com isso, o Porto de Paranaguá estará preparado para operar porta-contêineres do tipo 366 carregados em sua capacidade máxima, com até 14 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). Navios de granéis sólidos poderão carregar até 125 mil toneladas de soja, milho e farelos. Atualmente, o carregamento máximo de um navio graneleiro é, em média, 78 mil toneladas. Já os navios-tanque poderão acessar o canal com até 74 mil toneladas de produtos.

A concessão também promoverá uma redução de 12,63% no valor da tarifa Inframar, paga pelos navios para acessar os portos. A tarifa cobre os custos das dragagens necessárias para garantir as manobras com segurança.

FONTE: Governo do Paraná
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Sustentabilidade

Novo sistema sustentável reforça segurança ambiental no Corredor de Exportação Leste do Porto de Paraná

Investimento de R$ 12,2 milhões reduz a emissão de partículas e melhora as condições de trabalho nas operações portuárias

Um investimento de R$ 12,2 milhões em infraestrutura vai trazer mais sustentabilidade ao Corredor de Exportação Leste do Porto de Paranaguá. Os novos equipamentos, chamados de tubos telescópicos com dispositivo supressor de poeira, vão reduzir as partículas aéreas de grãos e farelos durante a movimentação de cargas.

A instalação do primeiro dos quatro tubos começou na última segunda-feira (15) e atende às recomendações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para eliminar partículas suspensas. Cada peça é instalada na ponta do shiploader — equipamento utilizado para carregar navios com grãos e farelos —, e tem capacidade de operação de até 2 mil toneladas por hora.

A principal vantagem desses novos equipamentos é o aumento da segurança ambiental e a melhoria nas condições de trabalho dos estivadores e arrumadores. “O investimento reforça o compromisso da Portos do Paraná com as melhores práticas de sustentabilidade”, afirmou o diretor de Engenharia e Manutenção da Portos do Paraná, Victor Kengo.

Outros benefícios envolvem a redução no consumo de energia e o ganho de produtividade nas operações. “O tubo telescópico reduz o consumo elétrico, porque utiliza menos motores, e a manutenção é mais simples, pois não possui sistema de filtros, evitando paradas para manutenção e substituição, como ocorre no sistema atual”, explicou o gerente de Manutenção Geral da Portos do Paraná, Normando Marcondes.

O período de instalação dos equipamentos foi escolhido de acordo com a fase de manutenção já programada pela Atexp (Associação dos Terminais do Corredor de Exportação de Paranaguá). Os quatro sistemas devem ser instalados até fevereiro de 2026.

Corredor de Exportação

O Corredor de Exportação Leste reúne os berços 212, 213 e 214 do Porto de Paranaguá e é responsável por grande parte das cargas de granéis sólidos movimentadas para o exterior. O recorde mais recente de produtividade na área foi registrado durante o carregamento de milho em uma única embarcação. O embarque ocorreu na primeira semana de dezembro, quando o navio MV Minoan recebeu 77 mil toneladas do produto.

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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