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Entre Navios e Manguezais, a Biodiversidade de Peixes se destaca na Baía de Paranaguá

À primeira vista, o cenário do Porto de Paranaguá é dominado pelo vaivém de gigantescos navios cargueiros, guindastes imponentes e uma engrenagem logística que conecta o Paraná ao comércio global. No entanto, nos estuários, onde o rio se encontra com o mar, o cenário se transforma logo abaixo da linha d’água. Ali, o ecossistema dos manguezais revela sua complexidade: um ambiente pulsante que, no pico da maré alta, fica completamente submerso, abrigando uma rica biodiversidade marinha.

Conciliar o posto de um dos maiores complexos portuários da América Latina com a conservação ambiental é um grande triunfo dos pesquisadores e técnicos que atuam no Porto de Paranaguá. Estudos recentes demonstram que a área portuária abriga centenas de espécies nativas, desde pequenos peixes estuarinos que dependem das raízes dos mangues para proteção, até grandes predadores que visitam a baía em busca de alimento.

O Olhar do Porto de Paranaguá para a Ciência Paranaense

Para compreender a riqueza que habita essas águas, os Portos do Paraná investem em um programa ambiental de monitoramento da ictiofauna e apoiam pesquisas acadêmicas sobre o tema. Atualmente, a parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), conta com 3 convênios vigentes no litoral do Paraná, além do fornecimento de dados para diversos pesquisadores, quando solicitado.

Segundo dados de pesquisas científicas, os pesquisadores paranaenses apontam que a Baía de Paranaguá funciona como um ecossistema de transição. A mistura da água doce dos rios com a água salgada do Oceano Atlântico cria um ambiente rico em nutrientes. Espécies como o robalo (Centropomus spp.), a corvina (Micropogonias furnieri) e os bagres marinhos encontram ali as condições ideais para reprodução e crescimento. 

Desenvolvimento com Consciência Ambiental

A manutenção desse ecossistema não acontece por acaso. Ela é fruto de uma gestão que entende que o crescimento econômico não pode navegar isolado da sustentabilidade. Programas rigorosos de monitoramento ambiental monitoramdesde a qualidade da água e dos sedimentos até diferentes grupos da Biota Aquática da região..

O cuidado com a fauna marinha é colocado como prioridade máxima nas operações diárias e nos planos de expansão do porto. Ressalta-se que os Portos do Paraná possuem programas de monitoramento ambiental e de controle durante a execução das suas dragagens, como os defletores de tartarugas, para proteção dessa espécie. 

Além disso, o programa ambiental de monitoramento de cetáceos e quelônios monitora sua população e presença na região. Não é raro, por exemplo, avistar botos muito próximos à área do porto, já que eles costumam utilizar as estruturas e o próprio costado dos navios como estratégia de alimentação, encurralando os cardumes contra as embarcações.

O diretor-presidente da Portos do Paraná destaca que a eficiência logística do estado caminha lado a lado com a responsabilidade ecológica: “Estamos muito empenhados em inovar e avançar tecnologicamente. Ao mesmo tempo, sabemos da nossa responsabilidade ambiental. Não há desenvolvimento econômico local duradouro sem que as nossas ações sejam pautadas pela sustentabilidade. Crescer e preservar precisam caminhar juntos”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Equilíbrio para o Futuro

O cenário de Paranaguá prova que a economia e ecologia não precisam ser forças antagônicas. Enquanto os navios garantem o escoamento da safra e o abastecimento de mercados internacionais, os manguezais da baía continuam cumprindo seu papel ancestral de proteger a vida.

O desafio de manter as águas limpas e a ictiofauna protegida é contínuo, mas, com o suporte dos pesquisadores locais e uma gestão portuária consciente, busca-se que as  futuras gerações de paranaenses tenham o seu espaço garantido nessa engrenagem.

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM:  Claudio Neves/Gcom Portos do Paraná

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Portos do Paraná investe R$ 7,7 milhões na modernização do Pátio de Triagem

A Portos do Paraná concluiu a modernização do sistema de iluminação do Pátio de Triagem com um investimento superior a R$ 7,7 milhões. A iniciativa faz parte do pacote de melhorias voltadas à ampliação da infraestrutura logística e ao aumento da eficiência operacional no acesso aos portos paranaenses.

Somente em 2025, o espaço recebeu mais de meio milhão de caminhões transportando grãos e farelos, reforçando a importância estratégica do local para o escoamento da produção agrícola.

Novo sistema amplia iluminação e segurança

A obra incluiu a instalação de 26 postes com 25 metros de altura, além da manutenção dos 17 já existentes. O projeto também contemplou outros 32 postes de 10 metros, ampliando significativamente a cobertura luminosa da área.

Ao todo, foram instalados 332 refletores e 92 luminárias viárias, além de quatro transformadores e diversos equipamentos necessários para o funcionamento do novo sistema elétrico.

Os chamados superpostes passaram a utilizar luminárias em LED, substituindo as antigas lâmpadas de vapor de mercúrio, que apresentavam maior consumo de energia e menor eficiência.

Tecnologia permite controle remoto da iluminação

Outro destaque do projeto é a automação do sistema. A nova estrutura conta com supervisão remota e gerenciamento por aplicativo, permitindo monitoramento em tempo real de cada ponto de iluminação.

A ferramenta fornece dados como tensão, corrente elétrica, potência e consumo energético de todos os equipamentos instalados no Pátio de Triagem.

Segundo o diretor de Engenharia e Manutenção da Portos do Paraná, Victor Kengo, a tecnologia facilita ações preventivas das equipes técnicas, reduz o tempo de resposta em reparos e melhora o controle do consumo de energia.

De acordo com o executivo, a modernização também deve aumentar a durabilidade dos equipamentos e garantir mais conforto e segurança para caminhoneiros e trabalhadores que utilizam diariamente a estrutura.

Modernização fortalece logística portuária no Paraná

Além da eficiência energética, o novo sistema recebeu proteção contra descargas atmosféricas (SPDA), medida considerada essencial devido à altura das estruturas instaladas.

A modernização do Pátio de Triagem integra os investimentos da Portos do Paraná para aprimorar a logística portuária, aumentar a segurança operacional e acompanhar o crescimento da movimentação de cargas nos terminais do estado.

FONTE: Bem Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Porto de Paranaguá bate recorde com desembarque de mais de 5 mil carros elétricos

O Porto de Paranaguá registrou, na primeira semana de maio, a maior operação de movimentação de veículos da história da Portos do Paraná. A marca foi alcançada com o desembarque de 5.101 carros elétricos transportados em um único navio vindo da China.

A operação foi concluída na última terça-feira (5) e mobilizou cerca de 350 trabalhadores em diferentes turnos ao longo de 24 horas de atividades.

Operação histórica reforça avanço do setor automotivo

A movimentação foi coordenada pela Ascensus Gestão e Participações, empresa especializada em cargas automotivas. Segundo a Portos do Paraná, esta foi a maior operação já realizada no terminal paranaense nesse segmento.

O crescimento da movimentação de veículos já vinha sendo observado nos últimos meses. Em março deste ano, outra operação de grande porte movimentou 3.370 veículos elétricos no porto.

Somente no primeiro trimestre de 2026, mais de 20,9 mil veículos, entre modelos elétricos e convencionais, passaram pelo terminal de Paranaguá. O volume representa crescimento de 100% em comparação ao mesmo período de 2025.

Porto de Paranaguá amplia protagonismo na movimentação de veículos

Com o aumento das operações automotivas, o Porto de Paranaguá vem consolidando sua posição entre os principais portos brasileiros na movimentação de cargas rolantes e veículos.

Atualmente, o terminal opera com cinco linhas marítimas voltadas ao setor automotivo, fortalecendo a logística de importação e exportação de automóveis no país.

Estrutura exclusiva agiliza operações de navios Ro-Ro

De acordo com o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, os resultados refletem a eficiência operacional do terminal, desde a chegada dos navios até os processos de embarque e desembarque.

Ele também destacou a qualificação da mão de obra envolvida nas operações, considerada um diferencial competitivo reconhecido pelas empresas do setor automotivo.

Outro ponto apontado pela Ascensus é a estrutura dedicada ao recebimento de veículos. O porto conta com um berço exclusivo para embarcações do tipo Ro-Ro (Roll-on/Roll-off), utilizado no transporte de veículos e máquinas sobre rodas.

Segundo a empresa, a exclusividade reduz filas e evita disputas por espaço com outros tipos de carga, tornando as operações mais rápidas e eficientes.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Porto de Paranaguá destaca inovação logística durante Caravanas da Inovação Portuária

O Porto de Paranaguá recebeu visitas técnicas e apresentações voltadas à modernização do setor durante a 7ª edição das Caravanas da Inovação Portuária. A iniciativa é promovida pelo Ministério de Portos e Aeroportos em parceria com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

No primeiro dia da programação, a Portos do Paraná apresentou dados operacionais dos terminais de Paranaguá e Antonina, além de projetos estratégicos ligados à transformação logística, eficiência operacional e crescimento do setor portuário.

Inovação portuária vai além da tecnologia

Durante os debates, os participantes acompanharam uma visão prática sobre inovação aplicada ao ambiente portuário. A proposta destacou que melhorias operacionais não dependem apenas de soluções tecnológicas avançadas, mas também da integração de processos e da capacidade de resposta às demandas do dia a dia.

Segundo Tetsu Koike, inovação no setor envolve tanto tecnologia quanto aprimoramento contínuo da rotina operacional.

“O ganho de eficiência muitas vezes está em ajustes simples de processos e na capacidade de adaptação às necessidades operacionais”, afirmou.

Obras do Moegão avançam no Porto de Paranaguá

Um dos destaques da visita técnica foi o acompanhamento das obras do Moegão, considerado um dos principais projetos em execução no complexo portuário.

A estrutura será utilizada no recebimento de cargas agrícolas, como soja, milho e farelo, que seguirão aos terminais por meio de correias transportadoras. O empreendimento busca ampliar a eficiência logística e fortalecer o transporte ferroviário no porto.

Atualmente, a obra está em fase de montagem mecânica e já conta com galerias instaladas, além de frentes de trabalho nas áreas elétrica, metalmecânica, combate a incêndio e sistemas de ar comprimido.

O projeto envolve cerca de 400 trabalhadores e prevê aproximadamente 1,7 quilômetro de esteiras transportadoras.

De acordo com Felipe Zepeline, a execução exige planejamento integrado devido à complexidade operacional e à convivência com estruturas já em funcionamento no entorno portuário.

Novo sistema deve ampliar transporte ferroviário

Atualmente, cerca de 80% das cargas movimentadas no porto chegam por rodovias, enquanto apenas 20% utilizam a ferrovia. Com o Moegão, a expectativa é aumentar a participação do modal ferroviário, reduzindo impactos logísticos e melhorando o fluxo operacional no complexo.

A mudança faz parte da estratégia de modernização da infraestrutura portuária e de reequilíbrio da matriz de transporte.

Centro de Emergência reforça segurança operacional

Outro espaço visitado pelos participantes foi o Centro de Prontidão e Resposta a Emergências do porto. O setor atua em situações críticas, como incêndios, vazamentos químicos e derramamentos de óleo.

Segundo André Wolinski, a capacidade de resposta rápida é fundamental para garantir a segurança das operações e minimizar impactos ambientais.

Comitê de inovação aposta em integração com startups

A programação também destacou o trabalho do Comitê de Inovação da Portos do Paraná, criado para estimular a cultura de inovação e aproximar o porto de empresas, startups e instituições parceiras.

Entre os projetos apresentados estão iniciativas desenvolvidas em parceria com as plataformas Climatempo e 14Sea, focadas em eficiência operacional e modernização da gestão portuária.

Para Vader Zuliane Braga, equipes multidisciplinares ajudam a criar soluções inovadoras mesmo sem grandes investimentos em equipamentos.

Caravanas buscam fortalecer inovação nos portos brasileiros

As Caravanas da Inovação Portuária têm formato itinerante e são estruturadas em três pilares principais: inspirar, compartilhar e conectar.

A iniciativa promove a troca de experiências entre setor público, empresas privadas, universidades e especialistas, com foco em pesquisa, desenvolvimento e inovação portuária.

As discussões realizadas durante os encontros resultam em propostas e diretrizes que contribuem para o fortalecimento da agenda de modernização dos portos brasileiros.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Portos do Paraná investe R$ 8,6 milhões em vias de acesso ao Porto de Paranaguá

Investimento impacta operação portuária, ampliando a eficiência logística e a mobilidade urbana  

A Portos do Paraná está investindo R$ 8,6 milhões na manutenção e recuperação viária na região do Porto de Paranaguá. O objetivo é garantir maior qualidade e eficiência da infraestrutura nas ruas e avenidas, além de reforçar a segurança de todos os usuários que circulam diariamente pela região. O contrato também prevê adequações no pavimento da faixa portuária e no Pátio de Triagem Mário Lobo Filho.

“No momento, estamos executando a manutenção no pavimento de concreto da Avenida Portuária, em pontos que apresentam avarias devido ao alto fluxo de veículos pesados”, explicou a coordenadora de Serviços da Diretoria de Engenharia e Manutenção, Thais Avaip Nunes.

Nesta terça-feira (7), será realizada a concretagem de um trecho da Avenida Portuária, nas proximidades do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), além das empresas ALTP e Interalli. “O pavimento em concreto é o mais adequado, pois apresenta maior resistência em comparação ao asfalto”, destacou Thais.

Além da Avenida Portuária, também estão previstas restaurações em trechos das avenidas Manoel Bonifácio, Barão do Rio Branco, Manoel Ribas, Coronel Santa Rita e José Lobo, além do acesso ao Píer Público de Granéis Líquidos.

“Esse contrato de manutenção viária tem vigência de um ano, é contínuo e contempla as vias de acesso em concreto, ideais para o tráfego pesado característico da região portuária”, explicou o coordenador de Fiscalização da Diretoria de Engenharia e Manutenção (DEM), Matheus Arnoni Mendes.

De acordo com o coordenador, a manutenção dessas vias garante mais segurança e eficiência para quem circula nas proximidades do porto. “A obra tem como objetivo melhorar a operação portuária e proporcionar mais segurança aos usuários. Como grande parte das cargas acessa o porto pelo modal rodoviário, as melhorias também contribuem para dar mais fluidez ao trânsito da população que utiliza essas vias no dia a dia”, concluiu.

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Claudio Neves/Gcom Portos do Paraná

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Portos do Paraná investe R$ 100 milhões em segunda etapa de modernização do píer de líquidos

A ampliação da estrutura permitirá a atracação de navios maiores e ampliará a eficiência operacional no Porto de Paranaguá

Para dar sequência ao projeto de ampliação e modernização do Píer de Granéis Líquidos (PPGL), no Porto de Paranaguá, a Portos do Paraná concluiu o processo de seleção e contratação da empresa responsável pela execução da segunda etapa da obra. O anúncio foi publicado nesta quarta-feira (1º) no Diário Oficial do Estado. O investimento previsto é de R$ 100,3 milhões, com prazo de conclusão de 13 meses a partir da emissão da ordem de serviço.

A ampliação da estrutura é necessária para permitir a atracação de navios maiores, tanto em comprimento total (LOA) quanto em calado (distância entre a superfície da água e o ponto mais profundo da embarcação). “O objetivo é proporcionar mais eficiência e competitividade às operações portuárias”, afirmou o diretor de Engenharia e Manutenção da Portos do Paraná, Victor Kengo.

Atualmente, a capacidade operacional do PPGL encontra-se limitada, permitindo apenas a recepção de embarcações com até 190 metros de comprimento e calado de 11,60 metros. Com as atualizações das Normas de Tráfego Marítimo e Permanência, em 2025, o Porto de Paranaguá passou a poder receber navios com até 13,30 metros de calado.

“Por ser uma estrutura vital para a movimentação de cargas no complexo portuário, a principal questão a ser resolvida no PPGL é a limitação operacional, uma vez que o píer foi construído na década de 1940 e precisa ser atualizado”, destacou o diretor.

Também será instalado um dolfim de amarração — estrutura marítima fixa e isolada, construída com estacas e concreto armado para amarração de navios fora do cais —, além de dois dolfins de atracação, responsáveis por absorver o impacto inicial das embarcações, e uma nova plataforma de operação. A reforma também irá otimizar a conexão com os terminais retroportuários.

Primeira fase da obra
As obras de readequação do PPGL tiveram início em 2025. Foram investidos R$ 29 milhões na repotencialização do píer, incluindo a construção de um dolfim, substituição das defensas, instalação de sistema de monitoramento e atracação a laser, adequação da iluminação e das instalações elétricas, reestruturação do pavimento e implantação de nova estrutura de elevação de mangotes. A obra segue em andamento, com o novo dolfim já concluído.

Produtividade
Em 2025, os granéis líquidos representaram 12,75% da movimentação anual nos portos paranaenses. Os principais produtos exportados foram óleo de soja (848.253 toneladas) e óleo combustível (461.692 toneladas). Na importação, destacaram-se o óleo diesel (3.245.872 toneladas) e o metanol (1.383.673 toneladas).

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Porto de Paranaguá completa 91 anos e reforça papel estratégico na economia do Brasil

O Porto de Paranaguá celebra 91 anos nesta terça-feira (17) consolidado como um dos principais pilares da logística portuária brasileira. Segundo maior complexo do país, o terminal é peça-chave no escoamento da produção e no fortalecimento do comércio exterior.

Administrado pela Portos do Paraná, o porto passa por um ciclo contínuo de modernização, com foco em infraestrutura, inovação tecnológica e ganho de eficiência operacional.

Crescimento acima das projeções

Nos últimos anos, a gestão portuária contribuiu para avanços significativos. Em 2025, os portos paranaenses movimentaram mais de 73,5 milhões de toneladas de cargas — volume que, segundo projeções anteriores, só seria alcançado a partir de 2035.

O desempenho reforça o protagonismo do terminal no cenário nacional e internacional, especialmente no escoamento de produtos do agronegócio brasileiro.

Reconhecimento e importância estratégica

A administração da autoridade portuária acumula reconhecimento no Brasil e no exterior. Entre os destaques, estão premiações consecutivas de melhor gestão portuária concedidas pelo governo federal e por entidades internacionais como a American Association of Port Authorities.

Para o governador Carlos Massa Ratinho Junior, o porto vive um novo momento, marcado por eficiência e investimentos estruturais, sem deixar de lado o desenvolvimento regional e a preservação ambiental.

Papel no agronegócio e no comércio global

O Porto de Paranaguá é responsável por grande parte das exportações agrícolas do Brasil. O terminal lidera o envio de óleo de soja e se destaca como principal canal global para a exportação de carne de frango congelada.

Essa atuação fortalece a balança comercial brasileira e amplia a presença do país nos mercados internacionais.

Investimentos impulsionam expansão

Desde 2019, mais de R$ 5,1 bilhões foram direcionados a projetos de ampliação da capacidade operacional. Um dos marcos desse processo foi a regularização das áreas arrendáveis, viabilizada por leilões realizados na B3.

Outro avanço relevante é a concessão do canal de acesso, iniciativa que permitirá a entrada de navios maiores, reduzindo custos logísticos e aumentando a competitividade do porto.

Moegão e novos projetos estruturantes

Entre as principais obras em andamento está o Moegão, moderno sistema de descarga ferroviária de grãos. Com investimento superior a R$ 650 milhões, a estrutura terá capacidade para descarregar até 900 vagões por dia, otimizando o fluxo logístico e reduzindo impactos urbanos.

Outros projetos incluem a construção do Píer em “T”, com quatro novos berços e capacidade de movimentação de até 32 mil toneladas por hora, além do Píer em “F” e da ampliação do terminal de líquidos — iniciativas que devem elevar o patamar da infraestrutura portuária.

Geração de empregos e impacto regional

Além de sua relevância logística, o porto é um dos principais motores da economia do litoral paranaense. A atividade gera milhares de empregos diretos e indiretos e movimenta setores como transporte, comércio e serviços.

Atualmente, a estrutura conta com centenas de colaboradores diretos, além de milhares de trabalhadores portuários e terceirizados. Estima-se que cerca de 40% dos empregos locais estejam ligados ao porto, que também responde por aproximadamente metade da arrecadação municipal.

Futuro e competitividade

Com investimentos contínuos e projetos estruturantes, o Porto de Paranaguá se prepara para atender à crescente demanda do comércio global. A expectativa é de que o terminal continue ampliando sua capacidade e consolidando sua posição como referência em logística portuária no Brasil.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Plano Mestre do Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina tem prazo de consulta pública prorrogado

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) decidiu ampliar o prazo da consulta pública do Plano Mestre do Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina, no Paraná. Com a prorrogação, a sociedade terá mais 15 dias para enviar sugestões e comentários sobre o documento estratégico.

Inicialmente previsto para terminar neste domingo (8), o período de participação foi estendido até 23 de março, permitindo que mais interessados possam contribuir com o planejamento do complexo portuário.

Participação aberta a cidadãos, empresas e órgãos públicos

A decisão de ampliar o prazo atende a solicitações de diferentes setores envolvidos no desenvolvimento do Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina.

Podem participar da consulta pública cidadãos, empresas, entidades da sociedade civil e órgãos da administração pública. O objetivo é reunir sugestões que ajudem a aperfeiçoar a política pública de desenvolvimento portuário e fortalecer o planejamento da infraestrutura logística da região.

As contribuições devem ser enviadas de forma identificada e com justificativa técnica, garantindo maior qualidade no processo de análise das propostas.

Plano Mestre orienta investimentos e planejamento portuário

O Plano Mestre portuário é um instrumento estratégico utilizado pelo governo federal para orientar o desenvolvimento dos complexos portuários brasileiros.

Esse documento reúne diretrizes que norteiam investimentos de curto, médio e longo prazos, além de planejar a expansão da infraestrutura logística, a relação entre porto e cidade e os acessos terrestres aos terminais.

A elaboração do plano segue diretrizes da legislação do setor portuário, com foco na modernização das operações e no aumento da eficiência logística.

Documento está disponível na plataforma Brasil Participativo

As sugestões para o Plano Mestre do Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina devem ser encaminhadas por meio de formulário eletrônico disponível na plataforma Brasil Participativo.

No mesmo ambiente digital também estão disponíveis para consulta pública o documento preliminar do plano e o apêndice técnico, que apresentam as propostas iniciais de planejamento para o complexo portuário paranaense.

A expectativa do ministério é que a participação da sociedade contribua para aprimorar as estratégias de desenvolvimento e fortalecer o papel do complexo na logística portuária brasileira.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cláudio Neves/Porto de Paranaguá

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Portos do Paraná concentram quase 50% das exportações de frango do Brasil em janeiro de 2026

Os portos do Paraná responderam por 47,6% de toda a exportação de frango brasileira em janeiro de 2026, consolidando o estado como o maior corredor mundial para o embarque da proteína. O desempenho reforça a relevância estratégica da estrutura portuária paranaense no comércio exterior.

Ao longo de 2025, o Porto de Paranaguá embarcou mais de 2,8 milhões de toneladas de frango congelado, ampliando sua liderança no setor.

Volume exportado e principais destinos

Dados do Comex Stat indicam que, apenas no primeiro mês de 2026, foram exportadas 199 mil toneladas de carne de frango congelada pelos terminais paranaenses. O montante movimentou US$ 365 milhões em valor FOB (Free on Board).

Entre os principais mercados compradores estão Emirados Árabes Unidos, África do Sul e China, destinos que mantêm forte demanda pela proteína brasileira.

O Paraná lidera a produção nacional de frango e conta com um parque industrial formado por 36 frigoríficos de abate e processamento. Segundo a Portos do Paraná, a posição geográfica estratégica e a eficiência logística permitem atender cargas oriundas das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além de países vizinhos.

Infraestrutura impulsiona embarques de proteína animal

Um dos diferenciais competitivos está na estrutura voltada para contêineres refrigerados (reefers), fundamentais para o transporte de carnes congeladas. O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) possui o maior pátio de armazenagem de reefers da América do Sul, com 5.268 tomadas para conexão elétrica.

A confiabilidade operacional, a capacidade de armazenagem e o calado adequado para grandes navios figuram entre os fatores que atraem exportadores ao porto paranaense.

Carne bovina também avança

Além do frango, a carne bovina teve participação expressiva nas exportações nacionais em janeiro. Os portos paranaenses ocuparam a segunda posição no ranking brasileiro, com 27,7% de participação.

Foram 122 mil toneladas embarcadas, gerando US$ 690 milhões em valor FOB. China, Estados Unidos e Emirados Árabes Unidos lideraram as compras.

Somando frango e bovinos, o Porto de Paranaguá movimentou 272 mil toneladas de proteínas no mês, equivalente a 37,9% do volume nacional, com receita de US$ 728 milhões.

Soja lidera entre os granéis vegetais

A movimentação total de cargas nos portos do estado atingiu 5.288.747 toneladas em janeiro, o melhor resultado da história da Portos do Paraná para o mês. O número representa alta de 12,3% em relação ao recorde anterior, registrado em 2025.

A soja em grão foi o principal destaque entre os granéis vegetais, com 811,9 mil toneladas embarcadas, avanço de 98% na comparação anual. O milho também apresentou crescimento, com 387 mil toneladas exportadas, alta de 12%.

O açúcar ensacado registrou aumento de 199%, somando 397 mil toneladas. Já as exportações de óleos vegetais mantiveram Paranaguá na liderança nacional, com crescimento de 52% e volume superior a 123,9 mil toneladas.

Importações e fertilizantes em alta

No segmento de importação, o Porto de Paranaguá recebeu 882 mil toneladas de fertilizantes em janeiro, crescimento de 9% em relação ao mesmo período de 2025.

Outros insumos também apresentaram avanço significativo, como malte e cevada, com aumentos de 383% e 364%, respectivamente.

Crescimento consolidado no ano anterior

Em 2025, os portos paranaenses registraram o maior crescimento percentual em movimentação de cargas entre os terminais brasileiros, com expansão de 10,1%. O volume total saltou de 66,7 milhões de toneladas, em 2024, para 73,5 milhões de toneladas.

O desempenho operacional impactou diretamente o Pátio Público de Triagem do porto, que recebeu 507.915 caminhões no ano passado — alta de 29,5%. A estrutura, com 330 mil metros quadrados e mil vagas, organiza e direciona o fluxo de granéis sólidos vegetais.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cláudio Neves – Portos do Paraná

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Pátio de Triagem do Porto de Paranaguá recebe mais de meio milhão de caminhões em 2025

Número recorde é quase 30% maior que o registrado em 2024; aumento de calado, estratégia logística e safra recorde de soja e milho influenciaram este marco operacional

O Pátio Público de Triagem do Porto de Paranaguá atingiu um novo recorde em 2025 ao receber 507.915 caminhões, o que representa 29,5% a mais do que em 2024 (392.214). O local, que conta com 330 mil m² e mil vagas de estacionamento, é responsável pela organização, classificação e direcionamento dos granéis sólidos vegetais que são enviados aos terminais e, posteriormente, embarcados em navios.

Outro recorde atingido pela unidade no último ano foi o de movimentação diária. Em 24 horas, entre os dias 21 e 22 de julho, 2.523 caminhões carregados de grãos e farelos passaram pelo pátio, 4% a mais do que o recorde anterior, registrado em julho de 2023, quando 2.456 veículos acessaram o local. O marco superou, com sucesso, a projeção de atendimento da unidade, que é de 2.500 caminhões.

Todo esse fluxo é meticulosamente controlado pelo sistema Carga Online, que informa às empresas o dia e a janela de horário em que o caminhão poderá acessar a triagem. Isso evita que os veículos trafeguem pelas rodovias de forma antecipada, fazendo paradas desnecessárias, que podem gerar filas ou lentidão no tráfego. O mesmo sistema controla a destinação dos caminhões aos terminais exportadores, evitando impactos no trânsito da região portuária.

“Os caminhões têm um horário programado para chegar a Paranaguá, evitando o acúmulo de veículos na região portuária”, declarou o assessor especialista da Diretoria de Operações Portuárias, Alessandro Conforto. O pátio conta com estrutura de apoio aos motoristas, como banheiros com chuveiros e cantinas.

Em 2025, a commodity que mais movimentou o Pátio de Triagem foi a soja em grão. Mais de 61% dos caminhões (306.801) que acessaram a unidade estavam carregados com o produto. O farelo de soja ficou em segundo lugar, com 24,5% (122.647 caminhões), seguido pelo milho (69.978 caminhões). Os meses de março e julho registraram os maiores volumes de veículos.

“Tivemos uma safra recorde de soja e milho no país, o que aumentou a movimentação de caminhões até o porto. No entanto, foram as estratégias logísticas no Pátio de Triagem que permitiram uma operação mais ágil até o embarque das cargas”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Outro fator responsável pelo movimento mais intenso no pátio foi a maior capacidade de embarque dos navios em uma única operação, em razão do aumento do calado operacional — distância entre a superfície da água e o ponto mais profundo da embarcação. Em setembro de 2025, houve um aumento do calado operacional nos berços de granéis sólidos, que passou de 13,1 metros para 13,3 metros. A ampliação permitiu um crescimento médio de até 1,5 mil toneladas por navio.

Segurança

Devido ao grande fluxo de veículos carregados com diversos tipos de granéis sólidos vegetais, a Portos do Paraná investe em segurança e participa de diversas operações. A mais recente foi uma ação integrada da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e da Polícia Militar do Paraná (PMPR), com cães farejadores, realizada no início de dezembro.

“Nós garantimos a qualidade dos produtos, a segurança das operações e a conformidade da qualidade dos grãos, conforme normativas do Ministério da Agricultura”, afirmou o diretor de Operações Portuárias, Gabriel Vieira.

As vistorias e avaliações técnicas realizadas no Pátio de Triagem são fundamentais para garantir a qualidade dos produtos embarcados. “100% das cargas que transitaram no Pátio de Triagem e foram embarcadas estavam dentro dos padrões de qualidade requeridos pelos clientes”, pontuou Vieira.

Homenagem

Em agosto de 2025, o Pátio de Triagem recebeu a identificação com o nome oficial da unidade, que passou a ser denominada Dr. Mario Marcondes Lobo Filho, conforme a Lei Estadual nº 21.880, de 27 de fevereiro de 2024.

A homenagem é dedicada ao advogado parnanguara que ocupou cargos de destaque na administração da empresa pública Portos do Paraná. Mariozinho Lobo, como era conhecido, atuou como diretor administrativo e financeiro entre 2003 e 2007 e, posteriormente, como superintendente — função equivalente ao atual cargo de diretor-presidente — entre 2010 e 2011.

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Cláudio Neves/Portos do Paraná

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