Portos

Como funciona a ‘tomada gigante’ que vai fornecer energia a navios no Porto do Pecém

O Porto do Pecém, no Ceará, começa a operar em setembro um sistema de shore power, tecnologia que permite fornecer energia elétrica diretamente da rede em terra para navios atracados. O projeto, também conhecido como On-shore Power Supply (OPS), recebeu investimento de R$ 13,2 milhões.

A estrutura terá capacidade de 7,2 MW e será instalada nos berços 9 e 10, destinados a navios porta-contêineres. Na prática, a solução permite que as embarcações desliguem seus geradores movidos a diesel enquanto permanecem no cais e passem a utilizar eletricidade fornecida pelo porto.

A conexão, porém, depende de que o navio tenha equipamentos compatíveis. Por isso, inicialmente, o sistema poderá ser utilizado apenas por embarcações preparadas para receber esse tipo de alimentação. Segundo o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), a eletricidade disponibilizada será proveniente de fontes renováveis.

Como funciona a ‘tomada gigante’ para navios

Mesmo quando estão parados no cais, os navios precisam manter diversos sistemas em funcionamento. Para isso, normalmente utilizam motores auxiliares movidos a combustível, que produzem a eletricidade consumida pela embarcação.

O shore power muda esse processo. Em vez de gerar energia a bordo com motores a diesel, o navio recebe eletricidade diretamente da rede terrestre por meio de cabos conectados a equipamentos instalados no porto.

A comparação com uma “tomada gigante” ajuda a explicar o funcionamento, embora o sistema seja muito mais complexo do que uma tomada convencional.

Engenharia brasileira combina equipamentos nacionais e importados

O projeto foi desenvolvido pela Grid Power Solutions (GPS Engenharia). De acordo com Gustavo Branco, diretor de engenharia da empresa e professor de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Ceará (UFC), uma das características que facilitam a implantação da tecnologia no Brasil é a frequência da rede elétrica nacional.

Segundo o engenheiro, os navios utilizam, em geral, frequência de 60 Hz, mesma adotada pela rede brasileira. Com isso, não é necessário instalar um conversor específico para fazer a adaptação de frequência entre o porto e a embarcação.

A proximidade com o mar, no entanto, trouxe desafios adicionais ao projeto. Os materiais utilizados precisaram ser especificados para suportar a maresia e a corrosão características do ambiente portuário.

Painéis e tomadas foram adquiridos da China, enquanto os plugues vieram da França. Já o trabalho de integração dos equipamentos foi realizado pela engenharia brasileira.

Três pontos de conexão serão instalados nos berços

Os equipamentos responsáveis pela conexão dos navios serão instalados nos próximos dias. Nesta primeira etapa, serão três estruturas distribuídas ao longo dos berços 9 e 10, permitindo que os cabos das embarcações sejam conectados independentemente de sua posição no cais.

Essas estruturas são chamadas de Shorebox, ou caixas de tomadas de 6,6 kV. Cada unidade possui capacidade energética comparável ao consumo de uma pequena cidade.

A energia chega ao navio por meio de dois cabos conectados entre a embarcação e o equipamento instalado em terra. É justamente essa dimensão e capacidade que tornam popular a comparação com uma tomada gigante.

Expansão do shore power enfrenta desafios

Apesar do potencial da tecnologia para reduzir emissões, a expansão do shore power no Brasil ainda depende de investimentos em infraestrutura, regulamentação e adaptação das embarcações.

Para o advogado e mestre em Direito Marítimo Larry Carvalho, navios de grande porte exigem uma quantidade significativa de energia, o que pode demandar adequações na rede elétrica, subestações e sistemas de segurança.

Outro obstáculo é o chamado problema de “chicken and egg”, ou “ovo e galinha”. Os portos podem hesitar em investir na infraestrutura caso poucos navios estejam preparados para utilizá-la. Ao mesmo tempo, armadores podem evitar adaptar suas frotas se houver poucos portos capazes de oferecer o serviço.

Porto do Pecém terá cobrança por conexão e consumo

O CIPP adotará um modelo comercial baseado na cobrança pela conexão do navio e pelo consumo de energia elétrica, seguindo uma prática já utilizada internacionalmente.

A expectativa é que os armadores também tenham vantagem econômica ao substituir o consumo de combustível fóssil pela eletricidade durante o período em que os navios permanecem atracados.

De acordo com o CIPP, a implantação do sistema poderá evitar a emissão de aproximadamente 796 toneladas de CO₂ por ano.

O projeto faz parte de uma estratégia mais ampla de descarbonização do Porto do Pecém, que também inclui a eletrificação de equipamentos utilizados nas operações portuárias. Entre as próximas aplicações previstas estão soluções para substituir o diesel utilizado por parte dos guindastes do cais.

Regras europeias aumentam pressão por tecnologias de emissão zero

A expansão do sistema também está relacionada às mudanças nas regras internacionais para o transporte marítimo sustentável.

Na União Europeia, o regulamento FuelEU Maritime estabelece metas para reduzir as emissões do transporte marítimo. A partir de 2030, navios de passageiros e porta-contêineres com mais de 5 mil toneladas brutas deverão utilizar shore power ou outra tecnologia de emissão zero quando estiverem atracados em portos europeus.

Já o regulamento AFIR, voltado à infraestrutura para combustíveis alternativos, determina a oferta de estruturas adequadas nos portos do bloco.

A Organização Marítima Internacional (IMO) não estabeleceu uma obrigação mundial imediata para que os navios utilizem shore power. A entidade, porém, prevê uma redução gradual das emissões do transporte marítimo internacional, com a meta de alcançar emissões líquidas próximas de zero por volta de 2050.

Tecnologia pode influenciar a competitividade dos portos

As exigências europeias não obrigam diretamente o Porto do Pecém a instalar o sistema. No entanto, os mesmos armadores que operam em portos europeus também utilizam terminais brasileiros e precisam adaptar suas frotas às novas exigências ambientais.

Nesse cenário, a infraestrutura de energia elétrica para navios pode se tornar um diferencial comercial entre portos que disputam as mesmas rotas.

A disponibilidade do shore power, isoladamente, dificilmente será suficiente para fazer um armador alterar uma rota. Porém, conforme as regras ambientais se tornam mais rígidas, oferecer infraestrutura para reduzir emissões pode passar a fazer parte da decisão comercial das companhias de navegação.

FONTE: Diário do Nordeste

TEXTO: Redação

IMAGEM: Ismael Soares

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Importação

Ceará amplia importações da China e fortalece papel como hub logístico no Brasil

O Ceará iniciou 2026 com uma mudança relevante em seu perfil de comércio exterior: em apenas dois meses, o estado passou a importar 92 novos tipos de produtos da China, itens que não estavam presentes na pauta no mesmo período do ano anterior. O movimento reforça a estratégia de transformar o estado em um hub logístico entre Ásia e Brasil.

Diversificação das importações sinaliza mudança estrutural

Mais do que o aumento no volume, o destaque está na variedade dos produtos que começaram a entrar no estado. A inclusão desses novos itens indica avanço na diversificação e na inserção do Ceará em diferentes cadeias produtivas.

Entre os produtos estão:

  • máquinas industriais
  • insumos químicos
  • equipamentos médicos
  • componentes tecnológicos

Essa mudança aponta para um novo posicionamento: o estado deixa de atuar apenas como destino final de mercadorias e passa a integrar processos produtivos, ampliando o uso de insumos industriais importados.

Porto do Pecém impulsiona transformação logística

O crescimento das importações está diretamente ligado ao avanço do Porto do Pecém, que vem sendo modernizado para operar como um dos principais eixos logísticos do país.

A localização estratégica do terminal reduz distâncias em relação às rotas tradicionais do Sudeste, permitindo:

  • menor tempo de transporte
  • redução de custos logísticos
  • maior eficiência na movimentação de cargas

Com isso, o porto se consolida como peça-chave na estratégia de ampliar o comércio internacional no Nordeste.

Relação comercial com a China ganha protagonismo

O fortalecimento das rotas diretas com a China tem ampliado a importância do Ceará como porta de entrada de produtos asiáticos no Norte e Nordeste.

Esse movimento contribui para:

  • descentralizar o fluxo de importações no Brasil
  • reduzir a dependência de portos do Sudeste
  • acelerar a distribuição regional de mercadorias

Ao mesmo tempo, abre espaço para que empresas locais utilizem a mesma estrutura para exportar, criando um fluxo mais equilibrado de importação e exportação.

Impactos na indústria e atração de investimentos

A diversificação dos produtos importados pode estimular o desenvolvimento de setores industriais no estado. O acesso a novos insumos e tecnologias tende a:

  • aumentar a capacidade produtiva local
  • agregar valor à produção
  • atrair novos investimentos

Esse cenário favorece a consolidação do Ceará como um polo de integração entre logística, indústria e comércio exterior.

Estratégia logística busca mais eficiência

Outro ponto estratégico é a tentativa de reduzir o retorno de navios com capacidade ociosa. Com maior volume e diversidade de cargas, o estado cria condições para equilibrar o fluxo logístico.

Produtos locais, como frutas, castanhas e rochas ornamentais, podem ocupar o espaço nos embarques de saída, melhorando a eficiência e reduzindo custos.

Ceará busca protagonismo no comércio global

A ampliação das importações faz parte de um plano mais amplo de reposicionamento. O objetivo é transformar o estado em um corredor estratégico entre a Ásia e o Brasil, aproveitando sua localização geográfica e investimentos em infraestrutura.

Esse movimento ocorre em um contexto global de reorganização das cadeias de suprimento, no qual novas rotas e polos logísticos ganham relevância.

Historicamente concentrado em poucos portos, o comércio exterior brasileiro pode passar por um processo de descentralização — e o Ceará surge como um dos principais candidatos a assumir esse novo papel.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Portos

APM Terminals Pecém bate recorde de movimentação em 2025

A APM Terminals Pecém alcançou, em 2025, o maior volume de movimentação de sua história. O terminal registrou 706.524 TEUs ao longo do ano, impulsionado pela criação de uma nova rota marítima de longo curso ligando a Ásia ao Ceará e pelo aumento consistente das cargas.

O desempenho consolida o melhor resultado já obtido pela unidade instalada no Complexo do Pecém.

Nova rota com a Ásia impulsiona crescimento

A entrada de um novo serviço conectando o porto asiático ao terminal cearense ampliou o fluxo de contêineres e fortaleceu o papel estratégico do porto do Pecém nas rotas internacionais.

Além disso, o volume total de cargas avançou ao longo do ano, com aceleração no segundo semestre. A partir de julho, as exportações passaram a superar, de forma contínua, os números registrados em 2024.

Safra de frutas e cabotagem fortalecem operações

O resultado também refletiu o bom desempenho da safra de frutas do Nordeste, tradicionalmente relevante para as exportações da região.

Outro destaque foi a cabotagem, que cresceu 16% em 2025. Os desembarques aumentaram 18%, enquanto os embarques avançaram 16%, reforçando o transporte marítimo entre portos brasileiros.

Crescimento em dois principais fluxos de carga

As operações do terminal se dividem em dois grandes segmentos:

  • Cargas destinadas a outros portos do país, com destaque para o Porto de Manaus
  • Mercadorias com origem ou destino no Ceará e estados vizinhos, como Rio Grande do Norte, Piauí e Maranhão

No primeiro grupo, o crescimento foi de 15%. Já no segundo, que envolve cargas regionais, o avanço chegou a 51%.

Mais operações e recorde no CFS

O aumento da movimentação impactou diretamente o número de operações portuárias. Em 2025, foram realizadas 517 operações de navios, alta de 6,8% frente às 484 registradas no ano anterior.

O CFS Porto, área destinada à consolidação e desconsolidação de cargas, contabilizou 13.143 serviços — o maior volume anual já registrado — com crescimento de 25% em relação a 2024.

Os serviços acessórios, como estufagem, desova de contêineres e inspeções logísticas, também acompanharam o ritmo, com expansão de 25%.

Segundo semestre consolidou melhor desempenho

De acordo com Daniel Rose, diretor-presidente da APM Terminals Suape e Pecém, houve uma mudança significativa no fluxo de cargas a partir do meio do ano.

Após um primeiro semestre mais estável, o terminal passou a registrar alta mensal contínua na segunda metade de 2025, superando as projeções internas. No último trimestre, a manutenção de volumes elevados, aliada à estabilidade operacional e à previsibilidade logística, consolidou o melhor desempenho da história da companhia na região.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto do Pecém registra recorde histórico na movimentação de contêineres em 2025

O Porto do Pecém encerrou 2025 com desempenho histórico e consolidou sua posição como um dos principais hubs logísticos do Brasil. Ao longo do ano, o terminal movimentou 20.961.514 toneladas, volume 7% superior ao registrado em 2024.

O destaque ficou para a movimentação de contêineres, que atingiu 706.509 TEUs — crescimento expressivo de 27% em comparação ao recorde anterior, de 555.409 TEUs.

Crescimento nas operações internacionais

As operações de longo curso (rotas internacionais) também avançaram de forma significativa. O volume chegou a 9,6 milhões de toneladas, alta de 19% frente ao ano anterior.

Entre os principais produtos desembarcados estão:

  • Combustíveis minerais: 3.018.554 toneladas
  • Ferro fundido: 707.825 toneladas
  • Minérios: 451.422 toneladas

Nos embarques internacionais, os destaques foram:

  • Ferro fundido: 2.531.592 toneladas
  • Minérios: 590.353 toneladas
  • Sal: 204.191 toneladas
  • Frutas: 190.646 toneladas

Para o presidente do Complexo do Pecém, Max Quintino, os resultados refletem uma estratégia focada em expansão e eficiência. Segundo ele, os números demonstram a consolidação do porto, impulsionada por investimentos contínuos, abertura de novas rotas e aprimoramento operacional, ampliando a competitividade nos mercados nacional e internacional.

Embarques superam 7,8 milhões de toneladas

No consolidado anual, os embarques somaram 7,8 milhões de toneladas — aumento de 11,12% em relação a 2024. Entre os principais produtos exportados estão:

  • Sal: 736.911 toneladas
  • Ferro fundido: 508.734 toneladas
  • Plásticos e derivados: 271.522 toneladas
  • Produtos químicos orgânicos: 221.566 toneladas

Já os desembarques totalizaram 12,7 milhões de toneladas, crescimento de 4,84%. Os principais itens recebidos foram:

  • Minérios: 3.894.627 toneladas
  • Cereais: 455.137 toneladas
  • Combustíveis minerais: 369.198 toneladas
  • Produtos químicos orgânicos: 286.845 toneladas

Agronegócio impulsiona exportação de frutas

A movimentação de frutas frescas avançou 14% em 2025. Melão, melancia e mamão (papaia) registraram crescimento de 27%, reforçando o papel estratégico do porto no escoamento do agronegócio exportador do Nordeste.

De acordo com a direção do complexo, a expectativa é ampliar a capacidade operacional, atrair novas rotas marítimas e fortalecer o desenvolvimento econômico do Ceará e do Brasil ao longo de 2026.

Novos investimentos bilionários no Complexo do Pecém

O Complexo do Pecém tem uma carteira robusta de projetos estruturantes para os próximos anos.

Entre os principais investimentos previstos estão:

  • Terminal de Tancagem: R$ 600 milhões, com operação prevista para 2027;
  • Terminal da Transnordestina: R$ 1,3 bilhão, início estimado em 2028 e capacidade inicial de 6 milhões de toneladas por ano;
  • Terminal de Gás do Nordeste: R$ 1 bilhão, com operação prevista a partir de 2030 e movimentação anual estimada em 500 mil toneladas.

Na área da Zona de Processamento de Exportação (ZPE), o complexo deve receber ainda o projeto de Data Centers, com investimento estimado em R$ 66 bilhões na primeira fase, com início de operação previsto para 2028.

Outro destaque é o Hub de Hidrogênio Verde, com aporte total estimado em R$ 30 bilhões, implantação prevista para 2027 e início das operações em 2029.

Com a expansão da infraestrutura e novos projetos estratégicos, o Porto do Pecém reforça sua posição como vetor de crescimento logístico, industrial e energético no país.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística

Transnordestina: megaferrovia de R$ 14,9 bilhões terá 1.206 km e cortará 53 cidades do Nordeste

A Ferrovia Transnordestina avança como um dos maiores projetos de infraestrutura logística do Brasil, com investimento estimado em R$ 14,9 bilhões e extensão total de 1.206 quilômetros. A megaobra vai atravessar 53 municípios e tem previsão de conclusão até 2027.

Considerada estratégica para o escoamento de grãos e minérios, a ferrovia promete reduzir custos de transporte, ampliar a competitividade do agronegócio e impulsionar o desenvolvimento econômico no Nordeste.

Recursos do Novo PAC aceleram obras no Ceará

Em dezembro, o Governo Federal liberou R$ 2 bilhões por meio do Novo PAC para dar continuidade às obras. Com isso, todos os trechos da ferrovia no Ceará passaram a estar oficialmente autorizados para construção.

Um dos segmentos visitados recentemente soma 97 quilômetros e passa por municípios como Baturité, Aracoiaba, Redenção, Acarape, Guaiúba, Palmácia, Maranguape e Caucaia. Esse trecho integra a fase 1 do projeto, que conecta o interior do Piauí ao litoral cearense, onde está localizado o Porto do Pecém.

Investimento bilionário e avanço físico das obras

Do total previsto de R$ 14,9 bilhões, cerca de R$ 11,3 bilhões já foram aplicados. A fase 1 atingiu aproximadamente 80% de execução.

Até o momento, 727 quilômetros da linha principal estão concluídos, enquanto outros 326 quilômetros seguem em obras. A ferrovia é considerada a principal intervenção logística da história recente do Ceará, com impacto direto na ligação entre regiões produtoras e o mercado externo.

Testes operacionais já estão em andamento

A operação experimental da Transnordestina começou em dezembro de 2025. Em janeiro, foi realizado o segundo teste operacional, conduzido pela Transnordestina Logística S.A..

Na ocasião, 946 toneladas de sorgo foram transportadas do Terminal Intermodal do Piauí até o Terminal Logístico de Iguatu, no Ceará, em uma viagem de 16 horas e 34 minutos. Novos testes devem incluir diferentes tipos de carga para validar a infraestrutura ferroviária.

Trajeto estratégico conecta interior ao litoral

A linha principal terá 1.206 quilômetros, além de 73 quilômetros de ramais secundários. O traçado ligará Eliseu Martins (PI) ao Porto do Pecém (CE), passando por:

  • 28 municípios no Ceará (608 km);
  • 18 municípios no Piauí;
  • 7 municípios em Pernambuco.

O projeto fortalece a integração regional e amplia a conexão do Nordeste com os mercados internacionais.

Impacto no agronegócio e na economia regional

A ferrovia é vista como fundamental para o escoamento da produção do Matopiba — região que engloba Maranhão, Piauí, Bahia e Tocantins.

Com a nova estrutura, a expectativa é de redução nos custos logísticos, aumento da competitividade das commodities brasileiras e estímulo à instalação de terminais, portos secos e centros de distribuição ao longo do trajeto.

Além de favorecer o setor produtivo, o transporte ferroviário é apontado como alternativa mais eficiente e sustentável, contribuindo para a descarbonização do transporte de cargas.

Projeto histórico marcado por atrasos

A proposta de uma ferrovia estruturante no Nordeste é discutida desde a década de 1950. Uma primeira tentativa de implantação começou em 1959, mas foi interrompida por inviabilidade econômica.

O modelo atual teve início em 2006, com previsão inicial de entrega em 2010. Após sucessivas paralisações, as obras foram retomadas em 2024, ganhando novo impulso com recursos federais.

A conclusão da Transnordestina é considerada decisiva para consolidar uma nova matriz logística no Nordeste e ampliar a participação da região no comércio exterior.

FONTE: GMC Online
TEXTO: Redação
IMAGEM: Michel Corvello/ MT

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Logística

Transnordestina avança no Ceará e se aproxima da conexão com o Porto do Pecém

As obras da Transnordestina seguem em ritmo acelerado no Ceará e já se aproximam da ligação com o Porto do Pecém, um dos principais polos logísticos do Nordeste. A conexão ferroviária é aguardada há anos pelo setor produtivo e deve ampliar a competitividade do escoamento de cargas na região.

Na última semana, técnicos da Superintendência de Infraestrutura Ferroviária (SUFER), vinculada à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), realizaram vistoria presencial para acompanhar o andamento dos trabalhos em trechos considerados estratégicos.

Vistorias técnicas nos lotes 5, 6 e 11

A inspeção ocorreu nos lotes 5 e 6, localizados entre os municípios de Senador Pompeu e Quixeramobim. Esses segmentos da ferrovia Transnordestina têm previsão de conclusão no primeiro semestre de 2026.

Além desses trechos, a equipe também avaliou o avanço das obras no lote 11, já na área de chegada ao complexo do Pecém. Essa etapa é considerada uma das mais desafiadoras do projeto, especialmente pela necessidade de integração da malha ferroviária com os terminais portuários e demais estruturas logísticas.

A conexão direta com o porto deve fortalecer o transporte de cargas por trilhos, reduzindo custos e ampliando a eficiência da logística regional.

Acompanhamento permanente da ANTT

Desde 2025, quando autorizou o início do transporte ferroviário em regime de comissionamento em parte da linha, a Agência Nacional de Transportes Terrestres intensificou o monitoramento técnico da obra.

A atuação da agência reguladora envolve:

  • fiscalização da execução dos trabalhos;
  • avaliação técnica da infraestrutura;
  • verificação das condições de segurança operacional.

O avanço da Transnordestina é considerado estratégico para consolidar um novo eixo logístico no Nordeste, ampliando a integração entre o interior produtivo e o Porto do Pecém, que desempenha papel central nas exportações e na movimentação de cargas da região.

FONTE: Portal BeNews
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Transporte

Transnordestina avança no Ceará e reforça logística e desenvolvimento do Nordeste

A Transnordestina segue como um dos principais projetos de infraestrutura ferroviária do país, essencial para o escoamento da produção do Nordeste brasileiro. Para acompanhar o andamento das obras, o secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, vistoriou os Lotes 9 e 10, trechos estratégicos da fase 1 do empreendimento no Ceará.

Em dezembro, o Governo Federal liberou R$ 2 bilhões pelo Novo PAC para este trecho, garantindo 100% de liberação das obras no estado.

“O avanço dessas obras demonstra a importância da Transnordestina para o Nordeste. A ferrovia permitirá transporte de cargas mais eficiente, descarbonizando o setor logístico”, afirmou Ribeiro.

Trecho cearense e impacto regional

O trecho visitado atravessa os municípios de Baturité, Aracoiaba, Redenção, Acarape, Guaiúba, Palmácia, Maranguape e Caucaia, somando 97 quilômetros. Ele integra a fase 1 da ferrovia, conectando o Piauí ao litoral cearense.

Para o governador do Ceará, Elmano de Freitas, a ferrovia vai muito além da geração de empregos: “É a principal obra de logística da história do estado, ligando regiões produtoras de grãos e minérios ao Porto do Pecém, conectando o Ceará aos mercados internacionais.”

A fase 1 da Transnordestina conta com 727 quilômetros finalizados de um total de 1.053 quilômetros, representando 80% de conclusão, enquanto os 326 quilômetros restantes seguem em execução. O investimento já aplicado soma R$ 11,3 bilhões.

Testes operacionais avançam

Neste mês, a ferrovia deu mais um passo rumo à operação plena com o segundo teste operacional, transportando 946,12 toneladas de sorgo do Terminal Intermodal do Piauí (TIPI) até o Terminal Logístico de Iguatu (TLI), no Ceará, em 16 horas e 34 minutos.

Os testes começaram em dezembro de 2025 e devem incluir, em etapas futuras, diversificação de mercadorias transportadas pela linha férrea.

“Essa obra vai transformar o Nordeste. Com mais de 1.200 quilômetros de ferrovia, todos os lotes contratados e infraestrutura de primeiro mundo, a região terá um grande desenvolvimento econômico”, destacou Tufi Daher Filho, diretor-executivo de Infraestrutura e Logística da CSN.

Integração econômica e logística do Nordeste

A Transnordestina terá 1.206 quilômetros na linha principal e 73 quilômetros em ramais secundários, atravessando 53 municípios. Do total, 608 quilômetros estão em solo cearense, beneficiando 28 municípios, enquanto 18 piauienses e 7 pernambucanos também serão contemplados.

Segundo Ribeiro, a ferrovia é um motor de desenvolvimento: “Além de escoar a produção agrícola com mais eficiência e menor emissão de gases, gera emprego, renda e infraestrutura logística no entorno, como terminais e portos secos, fortalecendo a competitividade brasileira no mercado internacional.”

Com papel central no escoamento da produção do Matopiba — região que inclui Maranhão, Piauí, Bahia e Tocantins — a Transnordestina reduz custos logísticos e impulsiona o desenvolvimento econômico regional, redesenhando o mapa da logística do Nordeste.

FONTE: Ministério dos Transportes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Michel Corvello/MT

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Logística

Transnordestina atinge 80% de execução na Fase 1 e avança para operação plena

A Fase 1 da Ferrovia Transnordestina alcançou 80% de avanço físico e se aproxima de um marco importante para a logística do Nordeste. Do total previsto, 727 quilômetros da linha principal já estão concluídos, enquanto outros 326 quilômetros seguem em obras, consolidando o ritmo de execução do empreendimento.

Testes operacionais avançam no Ceará e no Piauí

Em janeiro, o projeto ferroviário registrou mais um avanço relevante com a conclusão da segunda prova operacional. A Transnordestina Logística S.A. (TLSA) realizou o transporte de 946,12 toneladas de sorgo, partindo do Terminal Intermodal do Piauí (TIPI) com destino ao Terminal Logístico de Iguatu (TLI), no Ceará.

O trajeto foi cumprido em 16 horas e 34 minutos, demonstrando a viabilidade operacional da ferrovia e reforçando o potencial do modal ferroviário para o escoamento de cargas agrícolas.

Transporte de cargas marca fase de avaliação do projeto

A etapa de testes teve início em dezembro de 2025, com foco no transporte de produtos agrícolas pela Transnordestina. Segundo a concessionária, as próximas provas devem contemplar a diversificação de mercadorias, ampliando a validação do sistema ferroviário.

Infraestrutura ferroviária promete impacto econômico no Nordeste

De acordo com o diretor executivo de Infraestrutura e Logística da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Tufi Daher Filho, a Transnordestina representa um divisor de águas para a região.

“Este é um projeto fundamental, com mais de 1.200 quilômetros de ferrovias e todos os lotes contratados. Trata-se de uma infraestrutura de padrão mundial, capaz de impulsionar o desenvolvimento e reverter tendências negativas históricas do Nordeste”, destacou.

Traçado, investimento e alcance regional

Ao final, a ferrovia contará com 1.206 quilômetros de linha principal e 73 quilômetros de ramais secundários, atravessando 53 municípios. O traçado liga Eliseu Martins (PI) ao Porto do Pecém (CE), um dos principais hubs logísticos do país.

O investimento total da Transnordestina é estimado em R$ 14,9 bilhões, dos quais R$ 11,3 bilhões já foram executados, reforçando a robustez financeira e o avanço consistente do projeto.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Portos

Porto do Pecém recebe navio inovador

O Porto de Pecém, no Brasil, encerrou a semana portuária recebendo um navio de carga nunca antes atendido no terminal do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP).

O MSC Leila, recém-incorporado à frota da Mediterranean Shipping Company, faz parte dos serviços voltados ao embarque da recente safra de frutas no terminal do estado do Ceará, no nordeste do país. A temporada de exportação de frutas se estende de setembro até fevereiro.

Com 335 metros de comprimento e capacidade para 11.500 TEU, o navio se destaca por seu design inovador e eficiência energética. Ele utiliza Gás Natural Liquefeito (GNL) em sua propulsão e conta com um sistema de defletores que reduz a ação do vento, aumentando a estabilidade durante a navegação.

Além disso, essa operação marca um marco importante para o Porto de Pecém, que segue ampliando suas capacidades para receber navios de nova geração e fortalecer a logística de exportação brasileira.

Fonte: Todo Logistica News

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Portos

Complexo Portuário do Pecém ganha terminal de cargas frias

O novo empreendimento do grupo suíço Fracht AG, poderá abrigar até 174 mil toneladas por ano

O governador do Ceará Elmano de Freitas anunciou um terminal de cargas frias no Complexo Industrial e Portuário do Pecém. O novo empreendimento do grupo suíço Fracht AG poderá abrigar até 174 mil toneladas por ano de cargas resfriadas, congeladas e secas.

Por meio das redes sociais, o governador comemorou o fortalecimento de parcerias que geram desenvolvimento para o Ceará. “O Ceará segue avançando com mais um grande empreendimento. Em reunião com a diretoria do grupo suíço Fracht AG, fortalecemos parcerias e incentivos. A empresa inaugura hoje o terminal que vai integrar rodovia, porto e, em breve, ferrovia, com a chegada da Transnordestina, tornando o Ceará ainda mais forte como hub logístico do Nordeste”, pontuou.

O gestor estadual ainda ressaltou o impacto do empreendimento na geração de emprego. “Com capacidade para 174 mil toneladas/ano de cargas secas, resfriadas e congeladas, o armazém frigorífico do Ceará será responsável pela geração de 480 empregos diretos e indiretos. É mais desenvolvimento e oportunidade para os cearenses”, ressaltou.

O inédito terminal multimodal de cargas com soluções logísticas para cargas frias vai reforçar o processo logístico das empresas que produzem ou movimentam cargas resfriadas, como frutas e congeladas, como aves, carnes e peixes. O empreendimento ainda conta com monitoramento remoto, em tempo real, da temperatura das cargas. Para a instalação no Complexo do Pecém, foram investidos aproximadamente R$ 105 milhões, onde o mesmo foi projetado para oferecer uma cadeia de serviços completa: frete marítimo, despacho aduaneiro, armazenagem e transporte.

De acordo com o diretor-geral da Fracht Log, Thiago Abreu, a multinacional suiça, viu, no Ceará, um estado estratégico. “O Grupo Fracht AG é um grupo multinacional de origem suíça e enxerga o Ceará como um estado estratégico para o desenvolvimento dos seus negócios no Brasil e na América do Sul. Por isso, o grupo percebeu a oportunidade de erguer um empreendimento inédito nessa região do país: o mais moderno terminal de cargas frias do Ceará. Uma solução logística integrada aos modais rodoviário e marítimo, e muito em breve ao modal ferroviário, com a chegada da Transnordestina ao Pecém”, afirmou.

“Esse é um empreendimento que fortalece a competitividade das empresas importadoras e exportadoras, amplia as oportunidades de negócios no mercado interno nacional e reafirma o papel do Estado do Ceará como protagonista no cenário logístico brasileiro, sem abrir mão da sustentabilidade”, concluiu o diretor-geral da Fracht Log.

O presidente do Complexo do Pecém, Max Quintino, comemorou a chegada o novo empreendimento. “É com muita alegria que a gente presencia a entrega desse equipamento tão importante, com uma capacidade tão significativa de armazenamento, que vai agregar muita na logística do nosso Complexo e também do nosso Estado. Vai consolidar ainda mais o Pecém e o Ceará como um hub de logístico do nosso País”, finalizou.

Fonte: Modais em Foco

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