Portos

Antaq libera uso das áreas públicas do porto pra JBS movimentar contêineres

Liberação atende pedido pra alavancar operações; Intersindical teme fim de espaço pra carga geral

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) autorizou o adensamento das áreas públicas do Porto de Itajaí para a movimentação de contêineres pela JBS Terminais. O pedido feito pela empresa em fevereiro teve decisão favorável pela Antaq no mês passado. Em manifesto nesta semana, a Intersindical dos trabalhadores portuários demonstrou preocupação com os impactos da medida às operações de carga geral.

O adensamento portuário permite a expansão da área física do porto, visando aumentar a capacidade de movimentação e armazenagem de cargas. Em Itajaí, o projeto prevê o uso da área B (berços 3 e 4) do cais público, a conexão do Recinto Alfandegado Contíguo (RAC) à área primária do porto e a demolição do armazém 3 do pátio público, entre outras adequações, num investimento imediato de R$ 23 milhões pela JBS.

Conforme a Antaq, o adensamento abrange área de 61.340,33 m², dos quais 13.340,33 m² são da área B do cais público, mais 48 mil m² que incluem trechos de área primária (31 mil m²) e retroárea (17 mil²). No total, o contrato da empresa somaria 141.286,75 m². Na prática, a JBS “dominaria” o porto, sem a atual divisão de áreas pública e arrendada dentro do mesmo terminal.

A empresa alega que o adensamento trará ganhos operacionais, vai reduzir custos e melhorar o aproveitamento da infraestrutura. O uso da área pública aumentaria a capacidade de armazenamento em 2100 TEUs (unidade de contêiners de 20 pés), elevando a armazenagem do porto para 10.047 TEUs. A ampliação também atenderia a projeção de movimentação de contêineres, de 44.100 para 49.335 TEUs por mês.

Na liberação, a Antaq destacou o plano de investimentos da JBS para melhorias operacionais e logísticas. Segundo avaliação da Secretaria Nacional de Portos, além de gerar ganhos imediatos, o investimento antecipará parte das melhorias previstas para o arrendamento definitivo. A proposta também estaria alinhada ao modelo da futura concessão, que prevê um único operador no porto.

“O investimento proposto de R$ 23 milhões permitirá a modernização da infraestrutura portuária, incluindo pavimentação, melhorias na rede elétrica, atualização do sistema de vigilância e reforço da infraestrutura dos berços, elevando a segurança operacional e a eficiência das operações”, informou a secretaria em nota técnica no processo.

Não é prevista mudança na forma de remuneração no contrato de arrendamento da JBS, sendo mantido o pagamento conforme a movimentação de carga. A decisão também manteve a meta mínima de movimentação, de 44 mil TEUs, e pontuou que o adensamento não poderá prejudicar as operações de carga geral.

Preocupação dos trabalhadores portuários

A Intersindical dos Trabalhadores Portuários de Itajaí encaminhou manifesto à Secretaria Nacional de Portos na terça-feira, demonstrando preocupação com o adensamento das áreas públicas do porto para as operações de contêineres. O documento é assinado pelo presidente da Intersindical e do Sindicato dos Arrumadores, Ernando João Alves Júnior, o Correio.

Para ele, a movimentação de cargas conteinerizadas no porto inteiro coloca em risco a manutenção das operações de carga geral. Correio considerou que, embora a Antaq tenha determinado que o adensamento não atrapalhe a carga geral, o uso da área pública e a demolição do armazém 3 não vão contribuir pra demanda da operação de carga geral, afetando a categoria.

Para evitar prejuízo às operações, a Intersindical quer uma nova área para cargas gerais. A cobrança junto ao governo federal é que o investimento seja incluindo no edital do leilão do porto, previsto pra ser lançado no ano que vem.

“Requeremos que haja destinação de verbas por parte do Governo Federal para a aquisição de áreas que deverão servir à manutenção da carga geral, visto que já foi anunciado milhões em investimento no Porto de Itajaí, no que pese a aquisição de novas áreas não ter sido contemplada, entendemos dever ser tratado com prioridade”, defendeu Correio.

No manifesto, a entidade também cobrou a criação do pátio de estacionamento para os caminhões de contêineres. A falta do espaço provoca filas no acesso ao porto em dias de grande movimentação, impactando na mobilidade urbana. Com o adensamento, a JBS promete maior eficiência nas operações, com redução do tempo de espera, o que deve minimizar o tráfego de caminhões no entorno do porto.

Investimentos pra expansão e modernização do porto

O adensamento de áreas e melhorias na infraestrutura do Porto de Itajaí estão previstos nos investimentos anunciados pelo governo federal durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Itajaí, em maio. O pacote soma R$ 844 milhões em projetos de infraestrutura, modernização e ampliação da capacidade do complexo portuário.

No terminal peixeiro, o projeto de adensamento do RAC e entorno à área primária do porto tem investimento estimado em R$ 45 milhões e ampliará a capacidade operacional do porto. O RAC fica entre a rua Blumenau e a Caninana, com área de 25 mil m², e será integrado ao pátio principal no plano de expansão.

No porto, há projeto de R$ 20 milhões pra melhorias na rede elétrica e de iluminação, e compra de um novo scanner, no valor de R$ 12 milhões. Em processo de retomada das operações, a JBS projeta crescimento da movimentação nos próximos meses até a capacidade máxima atual, de 558 mil TEUs por ano. A empresa anunciou R$ 90 milhões em novos investimentos e duas novas linhas para o incremento das operações.

Grupo técnico vai discutir criação da Docas de Itajaí

A Secretaria Nacional de Portos criou o grupo técnico pra discutir a proposta de criação da empresa pública federal que será a Autoridade Portuária do Porto de Itajaí no lugar do Porto de Santos. A medida cumpre anúncio do ministro dos Portos, Sílvio Costa Filho, durante visita da comitiva presidencial na cidade, em maio.

O grupo tem 90 dias pra concluir o trabalho. Serão feitas análises técnicas, jurídicas, administrativas e financeiras sobre a criação da empresa e a proposta do modelo jurídico adequado. Também caberá ao grupo avaliar os impactos da nova empresa sobre as atividades portuárias e os atuais contratos do Porto de Itajaí.

Com todas as análises concluídas, o texto final do trabalho servirá como base para a criação da Medida Provisória (MP) que criará a autoridade portuária do Porto de Itajaí, vinculada ao Ministério dos Portos. Com a criação de nova empresa, o complexo portuário contará com gestão própria e autonomia na administração dos recursos.

Fonte: Diarinho

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Negócios, Portos

Ministro do MPor recebe diretores do Porto de Itajaí para tratar da criação da nova estatal

O ministro de Portos e Aeroportos (MPor), Silvio Costa Filho, recebeu os diretores do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira (chefe de gabinete), Marcelo Peres (assessor executivo) e Rafael Vano Canela (assessor executivo), nesta quarta-feira (18), para avançar nas tratativas sobre a criação da nova empresa pública federal: Docas de Itajaí.

A estatal será responsável pela administração do porto e estará diretamente vinculada ao Ministério dos Portos e Aeroportos. A implantação da nova empresa não acarretará custos ao orçamento da União, uma vez que o Porto de Itajaí possui receita própria suficiente para manter sua operação.

A estruturação da Docas de Itajaí segue em ritmo acelerado. O grupo de trabalho responsável pelo processo terá até 90 dias para concluir os trâmites legais. Um plano de ação, com metas e cronograma de execução, deverá ser apresentado nos próximos 15 dias, sinalizando o compromisso do Governo Federal com a criação da nova empresa.

Fonte: Porto de Itajaí

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Comércio, Importação, Portos

Porto de Itajaí recebe 588 carros da BMW importados pelo navio Adriatic Highway

Porto de Itajaí recebeu um carregamento com 588 carros da montadora BMW, que desembarcaram do navio Adriatic Highway, uma embarcação do tipo Ro-Ro (Roll-on/Roll-off), projetada especialmente para o transporte de veículos.

A atracação ocorreu durante a manhã da sexta feira 13 de junho e mobilizou operações logísticas coordenadas no cais.

O porto se destaca na movimentação de cargas de alto valor agregado. Esse tipo de operação contribui diretamente para a economia local, promovendo a geração de empregos e fortalecendo a cadeia logística da cidade e da região.

Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, o Porto está cada dia mais competitivo.

“O Porto está com faturamento de R$80 milhões até junho, superando todo o resultado do ano anterior, que foi de R$86 milhões. Isso representa um avanço muito expressivo para o setor portuário local”, disse o superintendente João Paulo Tavares Bastos.

Fonte: Portal Portuario

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Portos

Porto de Itajaí está incluído na Rota Bioceânica

O superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, cumpre agenda em Brasília nesta quarta-feira, 11, para tratar da inclusão do terminal na Rota Bioceânica de Capricórnio, novo corredor logístico que ligará a China ao Mercosul e à Europa, passando por países da América do Sul.

“Participei de uma reunião com a equipe técnica do Ministério do Planejamento, na qual foi confirmada a entrada de Itajaí na rota, considerada estratégica para o comércio exterior brasileiro. Isso significa mais faturamento, arrecadação e empregos para Itajaí ”, afirmou o superintendente.

Confira a seguir um histórico da movimentação de cargas no Porto de Itajaí. O gráfico foi elaborado a partir de dados do DataLiner:

Movimentação de cargas no Porto de Itajaí | Jan 2022 – Abr 2025 | TEUs

A rota, que deve estar concluída até 2026 e ter início das operações previsto para 2027, tem como principais benefícios a redução de até 40% nos custos logísticos e a diminuição de cerca de duas semanas no tempo de transporte marítimo. A medida também deve ampliar a competitividade dos produtos do Sul e Centro-Oeste do Brasil e facilitar o comércio com países da Ásia, Europa e do próprio Mercosul.

Um dos ganhos mais significativos para o Porto de Itajaí é a expectativa de crescimento nas exportações sul-americanas com destino à Europa, especialmente diante da possível celebração de um acordo de livre comércio com a União Europeia. Com isso, Itajaí desponta como um dos terminais com maior potencial para atender esse novo fluxo de comércio internacional.

Além das tratativas técnicas, João Paulo Bastos articulou com o Ministério do Planejamento a realização de um evento em Santa Catarina para apresentar à sociedade os impactos e o potencial da Rota Bioceânica, reforçando o protagonismo logístico do estado no novo cenário do comércio exterior.

Fonte: Porto de Itajaí

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Portos

Complexo Portuário ultrapassa 5,8 milhões de toneladas movimentadas entre janeiro e maio de 2025

Nos cinco primeiros meses de 2025, o Complexo Portuário de Itajaí movimentou um total de 5.860.904 toneladas, considerando toda a operação, incluindo cargas geral e conteinerizadas. Somente no mês de maio, o volume registrado foi de 1.044.830 toneladas.

O destaque vai para o equilíbrio entre as operações de exportação, que somaram 2.973.527 toneladas, e importação, com 2.887.377 toneladas no acumulado do ano.
“O Porto de Itajaí registrou a movimentação de 1.479.661 toneladas entre janeiro e maio deste ano, desde cargas gerais e contêineres. Apenas no mês de maio, foram movimentadas 242.098 toneladas, consolidando a tendência de crescimento nas operações. O Porto de Itajaí está cada dia mais competitivo”, afirmou o superintendente, João Paulo Tavares Bastos.  

Ele ainda destacou: “o desempenho operacional do Porto de Itajaí tem impacto direto na economia local, refletindo em maior arrecadação para o município, geração de empregos e estímulo à cadeia logística e comercial da região”.

Em relação ao volume de contêineres, o terminal alcançou a marca de 112.216 TEU’s (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) no acumulado do ano. Desse total, 20.955 TEU’s foram movimentados somente em maio.

Fonte: Porto de Itajaí

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Comércio Exterior, Economia, Logística, Notícias

Brasil acelera na eletromobilidade: mercado bate recordes e Porto de Itajaí se firma como novo hub logístico de veículos elétricos

O mercado de veículos eletrificados no Brasil vive um momento histórico. Em maio de 2025, o país registrou o maior volume de vendas do setor, com 21.397 unidades emplacadas, o que representa 10% de todos os veículos vendidos no mês. O crescimento foi de 59% em comparação ao mesmo período de 2024 — um marco na transição energética da mobilidade nacional. 

Enquanto os modelos elétricos ganham as ruas, os portos brasileiros assumem um papel estratégico nessa transformação. Um dos grandes protagonistas dessa nova fase é o Porto de Itajaí, em Santa Catarina, que vem consolidando sua vocação para cargas de alto valor agregado. A operação histórica realizada no início de junho, que movimentou 7.292 veículos elétricos e híbridos da montadora chinesa BYD, não apenas marcou a maior descarga de veículos já registrada em uma única escala no Brasil, como também simbolizou o reposicionamento do porto no cenário do comércio exterior. 

Expansão dos elétricos e protagonismo chinês 

Com os veículos 100% elétricos superando os híbridos nas vendas (7.351 vs. 6.456 unidades), o Brasil aponta uma mudança concreta no perfil de consumo automotivo. A preferência por modelos que dispensam o uso de combustíveis fósseis é reflexo da busca por sustentabilidade e economia a longo prazo. A BYD, uma das maiores montadoras do mundo, vem liderando essa virada com modelos como o Dolphin Mini e o Song Pro, que têm conquistado o consumidor brasileiro com tecnologia embarcada, preços competitivos e autonomia energética. 

As marcas chinesas já representam 8,8% do mercado automotivo nacional, e seguem em trajetória ascendente. Além da BYD, empresas como a Great Wall Motors (GWM) têm ampliado suas operações e oferta de modelos adaptados ao perfil do consumidor latino-americano. 

Itajaí na rota dos elétricos: logística eficiente e valor agregado 

A operação realizada com o navio BYD Shenzhen reposiciona o Porto de Itajaí no mapa da logística internacional. Foram quatro dias de desembarque ininterrupto, com uso de guindastes móveis (MHC) e planejamento minucioso de stowage para garantir máxima eficiência no sequenciamento das cargas Ro-Ro. 

Com um modelo logístico plug-and-play, o terminal se destacou pelo alto índice de produtividade de píer, apoio de rebocadores, amarração contínua e escoamento rodoviário rápido dos veículos para centros de distribuição espalhados por todo o país. A operação seguiu rigorosos padrões de compliance e fortaleceu o elo entre operadores logísticos, autoridades portuárias e montadoras. “Essa foi a maior operação de veículos já realizada em uma única escala no Brasil. É a prova de que o Porto Federalizado de Itajaí voltou a ser referência em eficiência logística e geração de valor”, afirma o superintendente João Paulo Tavares Bastos. 

O impacto da operação se estende a despachantes aduaneiros, operadores portuários, empresas de seguro, transportadoras e concessionárias. Com o desembarque em Itajaí, a cadeia logística dos elétricos ganha um novo ponto de apoio estratégico na Região Sul. 

Vendas diretas e novo perfil de consumo 

Outro fator que impulsiona esse cenário é o crescimento das vendas diretas — voltadas a locadoras, frotistas e empresas — que já representam 50,1% dos emplacamentos no Brasil. Montadoras adaptam suas estratégias a esse novo modelo, oferecendo condições específicas para atender o setor corporativo, um dos maiores impulsionadores da eletromobilidade. 

Futuro elétrico: Brasil no caminho da transição energética 

A tendência é clara: com o avanço da infraestrutura de recarga, incentivos à produção local e maior oferta de modelos acessíveis, o Brasil se posiciona como um dos mercados mais promissores da América Latina para veículos elétricos. Portos como o de Itajaí, com capacidade técnica e localização estratégica, assumem papel central na cadeia global de fornecimento automotivo. 

A operação da BYD em Itajaí é mais do que um desembarque recorde — é o sinal de que a eletromobilidade chegou para ficar. E o Brasil, finalmente, começa a acelerar na direção certa. 

TEXTO: DA REDAÇÃO 

FONTES:  

terrabrasilnoticias.com 

portoitajai.com.br 

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Investimento, Portos

JBS Terminais investe R$ 130 milhões na retomada do Porto de Itajaí

Desde que assumiu a operação do Porto de Itajaí (SC), em outubro de 2024, a JBS Terminais já investiu R$ 130 milhões no terminal, que atende atualmente mais de 1,7 mil clientes. Os investimentos consolidam a empresa como um dos principais complexos logísticos do Sul do país, com projeção de crescimento e novos aportes de R$ 90 milhões em tecnologia e infraestrutura. Desde o início da concessão, o empreendimento movimentou uma média mensal de 20 mil TEUs (Twenty Feet Equivalent Unit, medida de referência no setor), totalizando 143.230 TEUs.

“Essa operação é, para nós, motivo de muita satisfação e de muita responsabilidade. Sabemos o quão importante esse porto é para o país”, afirmou o empresário Wesley Batista, durante cerimônia de retomada das operações do Porto de Itajaí, realizada nessa quinta-feira (29). O empresário ressaltou que 50% do frango e da carne suína exportados no Brasil são escoadas por portos da região.

Presente ao evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância dos investimentos público e privado para a geração de emprego e renda. “Esse ano é o ano da colheita. Estamos aqui colhendo o desenvolvimento de Itajaí e de Navegantes. Colhendo o desenvolvimento de Santa Catarina”, afirmou.

Localizado em uma área de 180 mil metros quadrados, o terminal da JBS conta com 1.030 metros de cais, quatro berços de atracação e uma profundidade de 14 metros, permitindo a operação de grandes embarcações. São 1.750 tomadas para contêineres refrigerados (reefers) e oito gates reversíveis. Os investimentos devem aproximar a operação com a capacidade atual de movimentação de até 558 mil TEUs/ano.

“Conseguimos, em um curto espaço de tempo, retomar o protagonismo de Itajaí como um terminal eficiente e competitivo. Estamos no processo de ramp up dos volumes e temos como prioridade entregar serviços de excelência aos nossos clientes”, afirma Aristides Russi Junior, presidente da JBS Terminais.

Confira a seguir um histórico da movimentação de contêineres no Porto de Itajaí. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Movimentação de contêineres no Porto de Itajaí | Set 2024 – Mar 2025 | TEUs

Hoje, o terminal conta com sete linhas de navegação e oito escalas semanais. A partir de junho de 2025, a operação contará com novas rotas internacionais, como a GS1, que conectará a América do Sul ao Golfo do México. A rota vai otimizar a exportação de produtos como madeira, carne congelada, cerâmica e maquinários, e a importação de plásticos, borrachas e produtos químicos. A chegada da linha Mercosul Line CMA CGM em junho também reforça a conectividade do terminal.

A JBS Terminais atende mais de 1.700 clientes e gera cerca de R$ 7 milhões em ISS para o município. A empresa conta com 334 colaboradores diretos e 350 Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs). A distribuição de cargas de outubro de 2024 a abril de 2025 incluiu 33% em importações dry e reefer, 24% em exportações dry, 17% em exportações reefer e 26% em cabotagem, transbordo e outras categorias.

O investimento de R$ 90 milhões será realizado para modernizar as operações do terminal com a aquisição de dois guindastes móveis MHC modelo Konecranes Gottwald ESP.9. Os equipamentos têm capacidade para 125 toneladas e alcance de 20 rows. Além disso, a empresa está testando caminhões elétricos do tipo Terminal Tractor (TT), visando a eletrificação da frota para maior eficiência, segurança e redução de emissões.

A JBS Terminais também iniciou o processo de adensamento do complexo, assumindo a gestão unificada do porto público de Itajaí. Essa iniciativa visa gerar ganhos operacionais, eliminando gargalos, reduzindo o impacto urbano e agilizando o trânsito de cargas na região.

“Nossa experiência global, forjada em décadas de exportação para mais de 180 países com produtos JBS, e o conhecimento adquirido com operações logísticas de grande escala em empresas como a BrasKarne, são diferenciais que aplicamos diariamente em Itajaí. Soma-se a essa expertise a operação logística da Eldorado Celulose, pertencente ao grupo J&F, controlador da JBS. Esse know-how nos permite oferecer um terminal não apenas eficiente, mas estratégico para o fluxo do comércio exterior brasileiro”, explicou o executivo.

A atuação da JBS Terminais em Itajaí reflete a forte e consolidada presença da JBS em Santa Catarina, um estado estratégico para a Companhia. A JBS movimenta 2,47% do PIB catarinense, com um impacto de produção de R$ 24,3 bilhões no Estado. Com presença em 22 cidades, a companhia emprega diretamente mais de 25 mil colaboradores, além de 2.700 famílias de produtores integrados. Além do terminal portuário, a Companhia opera 25 fábricas, 1 centro de inovação em biotecnologia, 4 granjas, 1 operação JBS Transportadora, 3 centros de distribuição e 5 incubatórios.

NÚMEROS DA OPERAÇÃO — JBS TERMINAIS (MAIO/2025)
Início das operações: setembro de 2024
Área total: 180.000 m²
Capacidade anual: até 558.000 TEUs
Movimentado até abril/25: 143.230 TEUs
Tomadas reefers: 1.750
Gates reversíveis: 8
Clientes atendidos: 1.700
Linhas de navegação: 7
Escalas semanais: 8
Colaboradores diretos: 334
Trabalhadores avulsos: 350
ISS gerado: R$ 7 milhões
Investimento inicial: R$ 130 milhões
Investimentos anunciados: R$ 25 milhões + US$ 12 milhões em guindastes

Fonte: Datamar News

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Comércio, Logística, Portos

Porto de Itajaí incentiva a educação com projeto que aproxima estudantes do universo portuário

O Porto de Itajaí possui o projeto educacional “Escola no Porto”, que visa aproximar estudantes do funcionamento e da importância do complexo portuário. Na última sexta-feira (16), estudantes do curso de Direito da Unisul de Itajaí participaram de uma visita ao porto. 

Durante a atividade, assistiram a uma palestra introdutória realizada no auditório da Superintendência, que abordou a história do porto, suas operações, certificações e práticas ambientais. Após a palestra, os alunos tiveram uma visão panorâmica do porto, contemplando as áreas de armazenagem e as operações de atracação das embarcações.

Coordenado pela Superintendência do Porto, por meio da Coordenação de Meio Ambiente, Segurança do Trabalho e Sustentabilidade (COAMB), o programa oferece visitas monitoradas para alunos do ensino fundamental, médio, técnico e superior, de instituições públicas e privadas.

A próxima visita está programada para esta sexta-feira (23) e será destinada aos alunos do curso de Engenharia de Petróleo da UDESC, em Balneário Camboriú.
Instituições interessadas em participar devem enviar e-mail para meioambiente@portoitajai.com.br. As visitas são gratuitas, mas escolas e universidades privadas são incentivadas a contribuir com 1 kg de alimento não perecível por participante, que será destinado a instituições beneficentes locais.

Fonte: Porto de Itajaí

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Comércio Exterior, Logística, Tecnologia

Navio com quase 700 carros da BMW chega ao Porto de Itajaí

Desembarque dos veículos da montadora alemã começou na noite desta terça

Começou na noite desta terça-feira e segue até as 2h de quarta o desembarque de 695 veículos da BMW que chegaram ao Porto de Itajaí. A operação acontece no berço 3 e reforça o papel estratégico do terminal no transporte de cargas diversificadas e de alto valor agregado.

As BMW chegaram a bordo do navio Dover Highway, uma embarcação do tipo Ro-Ro (Roll-on/Roll-off), especializada no transporte de veículos. O modelo é conhecido pelas rampas que permitem a entrada e saída dos veículos.

A retirada de todos os carros da montadora alemã deve durar cerca de seis horas. Entre os modelos que estão sendo desembarcados estão Mini Cooper, BMW IX2, BMW 420I e BMW X2.

Fonte: Diarinho

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Investimento, Portos

Porto de Itajaí deve receber R$ 689 milhões em investimentos

Recursos virão do caixa da Autoridade Portuária de Santos, responsável pela gestão do complexo após a federalização; Aporte inclui construção de píer para atracação de cruzeiros

O complexo portuário de Itajaí deverá receber R$ 689 milhões em investimentos até 2030 para ampliar a capacidade de atracação de navios de maior porte e também para um novo terminal de cruzeiros. A informação é de Anderson Pomini, diretor-presidente da Autoridade Portuária de Santos, responsável pela administração do porto desde a federalização. Em reunião da Câmara de Transporte e Logística da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Pomini detalhou quais as obras estão previstas no planejamento e os prazos em que estão estimadas.

Para o presidente da Câmara de Transporte e Logística da FIESC, Egídio Martorano, a entidade está animada com a perspectiva de realização dos investimentos, considerados essenciais. “Vamos incluir as obras previstas no Monitora FIESC e acompanhar de perto o andamento dos prazos e da execução dos projetos”, afirmou Martorano.

O diretor da APS afirmou que a obra da dragagem para aprofundamento do canal deverá receber investimentos de R$ 90 milhões, com prazo estimado para outubro de 2027. A readequação do Molhe de Navegantes deve consumir R$ 64 milhões, com prazo de conclusão em setembro de 2028, enquanto as obras na bacia de evolução estão previstas em R$ 68 milhões e devem encerrar em abril de 2027.

Também estão projetados recursos para a compra e instalação de novos equipamentos, como um novo scanner (R$ 12 milhões) e a readequação das subestações de energia e iluminação, com aporte estimado em R$ 20 milhões. Intervenções para a contenção da margem direita do canal ao longo da Avenida também estão previstas, com aporte de R$ 67 milhões, além de obras de adensamento do Recinto Alfandegado Contíguo, com investimento estimado em R$ 45 milhões. Já a retirada do navio Pallas, submerso há mais de 120 anos, deve consumir R$ 23 milhões.

Pomini destacou que R$ 300 milhões serão investidos até 2030 em um novo píer para receber navios de cruzeiro, o que traz uma perspectiva de ainda mais turistas para a cidade de Itajaí e o estado. O diretor da APS destacou ainda outros benefícios para o complexo portuário a partir da gestão federal. Ele citou, entre elas, a rígida governança e a necessidade de seguir a lei das estatais

O superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, afirmou que, em 2025, o faturamento atingiu R$ 64 milhões, um crescimento de 158% em relação ao mesmo período do ano passado.

Fonte: FIESC

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