Informação

Receita Federal testa biometria da palma da mão na Ponte da Amizade

A Receita Federal iniciou, na quinta-feira (1º), um projeto-piloto para modernizar o controle de viajantes na Ponte Internacional da Amizade, em Foz do Iguaçu, no Paraná. A iniciativa utiliza biometria da palma da mão para autenticar passageiros e faz parte das ações de modernização do controle aduaneiro.

O objetivo é avaliar se a tecnologia pode agilizar a passagem pela fronteira sem comprometer a fiscalização. A proposta combina maior fluidez no trânsito de viajantes com o fortalecimento da gestão de risco aduaneiro, direcionando os mecanismos de controle para situações que exijam atenção específica.

Projeto-piloto será realizado durante todo o mês de outubro

Os testes estão programados para ocorrer durante todo o mês de outubro, diretamente no ambiente de grande circulação da Ponte da Amizade. Nesse período, serão analisados aspectos tecnológicos, operacionais, jurídicos e de proteção de dados.

A avaliação será utilizada para identificar eventuais ajustes necessários antes de uma possível ampliação da solução. A continuidade do projeto dependerá dos resultados obtidos durante essa etapa de testes.

A iniciativa conta com a participação do Itaipu Parquetec, por meio do convênio Muralha Inteligente. A instituição contribuirá para a validação técnica dos fornecedores e das tecnologias utilizadas.

Biometria busca agilizar a passagem pela fronteira

A tecnologia permite registrar automaticamente a passagem dos viajantes por meio de autenticação biométrica. O reconhecimento da palma da mão pode ser realizado sem contato físico com o equipamento e em poucos segundos.

A característica é considerada relevante para um ponto de fronteira com intenso movimento de pessoas. Durante o projeto, a Receita Federal também avaliará se o sistema pode contribuir para a redução de filas, além de melhorar a organização e a previsibilidade dos fluxos.

Outro aspecto analisado será o potencial da ferramenta para aprimorar a fiscalização aduaneira baseada em risco. Com informações mais estruturadas sobre as passagens, os recursos disponíveis podem ser direcionados para situações que demandem uma análise mais detalhada.

Regras para viajantes continuam as mesmas

A implementação da biometria não modifica as normas atualmente aplicáveis aos viajantes. Permanecem em vigor as regras referentes à cota de isenção, declaração de mercadorias e demais procedimentos previstos na legislação aduaneira.

Os servidores da Receita Federal também continuam responsáveis pelas atividades de análise e fiscalização. Nesse contexto, a tecnologia funciona como instrumento de apoio ao controle e ao direcionamento dos fluxos, e não como substituição da atuação dos agentes públicos.

Proteção de dados está entre os pontos avaliados

O tratamento das informações utilizadas no projeto deverá seguir os princípios e requisitos estabelecidos pela legislação de proteção de dados pessoais.

Entre os mecanismos previstos estão medidas de segurança, controle de acesso, rastreabilidade e auditoria. A biometria da palma da mão será empregada para autenticar o viajante e auxiliar as atividades de controle aduaneiro e gestão de risco, dentro das finalidades institucionais estabelecidas para o projeto.

Resultados poderão orientar expansão da tecnologia

Ao longo de outubro, a Receita Federal e as instituições parceiras acompanharão os resultados do projeto-piloto. A análise deverá apontar possíveis necessidades de aperfeiçoamento e gerar informações para futuras decisões sobre a continuidade ou eventual expansão da solução.

A iniciativa faz parte da estratégia de transformação digital dos serviços públicos e de modernização dos procedimentos de fiscalização. A expectativa é avaliar se o uso da tecnologia pode proporcionar uma fronteira com controles mais direcionados, mantendo a segurança e, ao mesmo tempo, tornando a passagem dos viajantes mais rápida e eficiente.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Receita Federal

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Informação

Ponte da Integração terá novas regras para carros e prefeito critica exigência de documento

Brasil e Paraguai iniciam na próxima segunda-feira (14) uma nova fase da abertura gradual da Ponte da Integração, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Presidente Franco, no Paraguai.

A partir da nova etapa, o horário de circulação de caminhões vazios será ampliado e os veículos de passeio também poderão utilizar a estrutura, das 7h às 13h.

A autorização para carros particulares, no entanto, virá acompanhada de exigências específicas. Motoristas e passageiros precisarão apresentar o Documento de Trânsito Vicinal Fronteiriço (DTVF) para atravessar a fronteira pela nova ponte.

Quem poderá obter o DTVF

O documento é destinado exclusivamente a moradores de quatro municípios fronteiriços: Foz do Iguaçu, no Brasil, e Presidente Franco, Ciudad del Este e Hernandarias, no Paraguai.

Para utilizar a ponte de carro, cidadãos paraguaios deverão solicitar o DTVF junto à Polícia Federal (PF) no Brasil. Já os brasileiros que pretendem fazer a travessia deverão procurar a Direção Nacional de Migrações (DNM) no Paraguai.

A exigência vale para motoristas e passageiros que desejarem utilizar a Ponte da Integração durante a nova fase de abertura.

Documento tem custo nos dois países

A emissão do DTVF também envolve cobrança de taxa. No Brasil, o valor é de R$ 63,85. No Paraguai, o custo chega a G$ 234.154, equivalente a aproximadamente R$ 205.

Entre os documentos exigidos para solicitar a credencial estão o comprovante de residência e o certificado que ateste a ausência de antecedentes penais nos últimos cinco anos.

Prefeito de Presidente Franco critica exigência

As regras para a circulação de veículos particulares provocaram críticas do prefeito de Presidente Franco, Roque Godoy.

Segundo declarações reproduzidas pelo jornal ABC Color, o chefe do Executivo municipal defende que a travessia pela nova ponte tenha condições semelhantes às existentes na Ponte da Amizade, principal ligação rodoviária entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este.

Godoy afirmou que tem buscado, de forma recorrente, a liberação integral da estrutura e atribuiu parte das dificuldades ao lado brasileiro da fronteira.

Obras no Paraguai ainda impedem liberação total

Apesar das críticas, a conclusão da Ponte da Integração Brasil-Paraguai depende também de obras de infraestrutura que ainda não foram finalizadas no território paraguaio.

Um dos principais projetos pendentes é o anel viário do Corredor Metropolitano del Este, cuja entrega está prevista para abril de 2027.

Por esse motivo, a abertura da ponte ocorre de maneira progressiva, com a ampliação gradual dos tipos de veículos autorizados e dos horários de circulação.

Como fica a circulação a partir de segunda-feira

Atualmente, a Ponte da Integração permite a passagem de caminhões vazios, ônibus de turismo e ônibus de viagem, seguindo horários previamente estabelecidos.

Com a nova fase, os caminhoneiros terão mais opções de horários para utilizar a estrutura. Além disso, os carros de passeio passarão a ser autorizados entre 7h e 13h, desde que motoristas e passageiros cumpram as exigências previstas, incluindo a apresentação do DTVF.

FONTE: H2 Foz
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcos Labanca/H2FOZ

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Transporte

Ponte da Integração amplia circulação de veículos entre Paraná e Paraguai com novas regras

A Ponte da Integração, que conecta Foz do Iguaçu (PR) a Presidente Franco, no Paraguai, passou a operar com regras mais flexíveis, permitindo a circulação de um número maior de veículos. As mudanças entraram em vigor na segunda-feira (3), após a publicação de um ato declaratório da Receita Federal, que oficializou a ampliação das categorias autorizadas a utilizar a travessia.

As novas diretrizes foram aprovadas na última sexta-feira (31) pela Comissão Mista Brasileiro-Paraguaia e começaram a valer imediatamente. Apesar da ampliação do acesso, cada tipo de veículo deverá seguir horários específicos para a utilização da ponte.

Transporte coletivo internacional ganha novo acesso

Entre as principais alterações está a autorização para que a linha internacional de transporte urbano entre Foz do Iguaçu e Presidente Franco utilize a Ponte da Integração de forma opcional, no período das 7h às 19h.

Para realizar a travessia, os passageiros deverão apresentar o Documento para Trânsito Vicinal Fronteiriço, conforme previsto nos acordos firmados pelo Mercosul.

Ônibus de turismo e linhas internacionais terão circulação ampliada

Os ônibus de turismo fretado também foram beneficiados pelas novas regras e passam a ter permissão para utilizar a ponte durante as 24 horas do dia.

A autorização é válida para veículos cujo destino final não seja Foz do Iguaçu, Ciudad del Este ou Presidente Franco. O mesmo critério passa a valer para os ônibus internacionais que operam em linhas regulares.

Mudanças incluem novas regras para caminhões

O transporte de cargas também foi contemplado com a atualização das normas.

Agora, caminhões de grande porte vazios poderão atravessar a Ponte da Integração entre 20h30 e 5h. Além disso, veículos de carga com capacidade de até 3,5 toneladas também passam a ter autorização para utilizar a estrutura.

No caso dos caminhões leves vazios, a circulação será permitida entre 7h e 19h. Entretanto, caso retornem transportando carga, a travessia deverá ocorrer obrigatoriamente pela Ponte da Amizade.

Ampliação do acesso gera protesto de caminhoneiros

Inaugurada para o tráfego em dezembro de 2025, após obras iniciadas em 2019, a Ponte da Integração tinha funcionamento inicialmente restrito a caminhões de grande porte e ônibus de turismo. Com as novas regras, tanto os horários quanto o número de categorias autorizadas foram ampliados.

Apesar da flexibilização, as mudanças provocaram reação entre os transportadores brasileiros.

Na segunda-feira (3), o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Foz do Iguaçu (Sintrofi) realizou uma paralisação com apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) e da Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Paraná (Fetropar).

Categoria pede igualdade nas regras de circulação

Segundo o Sintrofi, a principal reivindicação é que os caminhões brasileiros também possam utilizar a Ponte da Integração durante o período diurno, nos mesmos moldes da autorização concedida aos caminhões paraguaios de menor porte.

Para a entidade, a diferença nas regras de circulação cria um desequilíbrio operacional entre transportadores dos dois países, impactando a competitividade do setor na região de fronteira.

FONTE: Tribuna PR
TEXTO: Redação
IMAGEM: Albari Rosa / AEN

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