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Petróleo Brent dispara e gás europeu sobe após ataques no Oriente Médio

A escalada de tensões no Oriente Médio provocou forte reação nos mercados nesta quinta-feira, impulsionando o petróleo Brent e os preços do gás natural na Europa. Ataques a instalações energéticas no Catar e no Irã aumentaram o temor de uma crise de oferta global de energia.

O movimento ocorre em meio à intensificação do conflito envolvendo Irã, Israel e aliados na região, elevando o risco de interrupções prolongadas no fornecimento.

Petróleo Brent chega a US$ 119 no pico do dia

Os contratos futuros do Brent — principal referência internacional — chegaram a ultrapassar US$ 119 por barril durante o pregão, antes de desacelerarem para cerca de US$ 114,66, ainda com alta expressiva próxima de 7%.

Já o WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, apresentou leve queda, sendo negociado na faixa de US$ 96 por barril.

Além do petróleo, a gasolina também avançou, atingindo o maior patamar em quase quatro anos no mercado americano.

Preço do gás na Europa dispara mais de 20%

O impacto foi ainda mais intenso no mercado europeu. O contrato de gás no hub TTF, principal referência da região, registrou alta de cerca de 21%, refletindo a preocupação com o abastecimento.

Nos Estados Unidos, o gás natural também subiu, embora de forma mais moderada, acompanhando o movimento global de valorização dos combustíveis.

Ataques atingem infraestrutura estratégica no Catar

O governo do Catar confirmou que mísseis iranianos atingiram a região de Ras Laffan, considerada a maior instalação de exportação de gás natural liquefeito (GNL) do mundo.

Segundo autoridades locais, os danos foram significativos, mas não houve vítimas. Equipes de emergência atuaram no controle de incêndios, que posteriormente foram contidos.

O episódio foi classificado pelo país como uma grave violação de soberania, com potencial de desestabilizar toda a região.

Produção e exportações já vinham afetadas

O Catar, um dos maiores exportadores globais de GNL, já havia interrompido parte de sua produção no início do mês após ataques anteriores com drones.

O país responde por uma fatia relevante do comércio mundial de gás, o que amplia o impacto de qualquer interrupção no fornecimento.

Estreito de Ormuz agrava risco de desabastecimento

Outro fator crítico é o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. A restrição ao tráfego de navios intensifica o risco de gargalos logísticos e pressiona ainda mais os preços.

Com a limitação no fluxo marítimo, produtores e compradores enfrentam dificuldades para manter o equilíbrio entre oferta e demanda.

Mercado teme escalada global do conflito

Especialistas alertam que o cenário pode se agravar caso os ataques se expandam para além do Golfo Pérsico e atinjam infraestruturas em outras regiões.

A preocupação central é a transição de um problema logístico para um verdadeiro choque de oferta de petróleo e gás, o que poderia levar a uma disparada ainda mais intensa nos preços.

Nesse contexto, o mercado passa a operar sob alta volatilidade, com investidores precificando cenários mais extremos e buscando garantir o abastecimento diante das incertezas.

FONTE: Times Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Unsplash

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Internacional

Tensão no Irã eleva custos de produção e logística em Mato Grosso

O agravamento das tensões no Oriente Médio, envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, já começa a impactar diretamente a economia de Mato Grosso. De acordo com a Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), o cenário geopolítico tem provocado forte valorização do petróleo no mercado internacional, pressionando os custos de produção industrial e o transporte agrícola.

Desde o início dos conflitos, em 28 de fevereiro, o barril do tipo Brent acumulou alta de 41% até 16 de março. Esse movimento afeta diretamente setores que dependem de combustíveis fósseis, especialmente em regiões com grande extensão territorial e forte atividade agroindustrial.

Reajuste do diesel agrava custos logísticos

A elevação do petróleo já foi repassada ao mercado brasileiro. No dia 13 de março, a Petrobras aumentou o preço do diesel em R$ 0,38 por litro para as distribuidoras. Com o combustível alcançando média de R$ 3,65, o impacto sobre a logística em Mato Grosso é imediato.

Dependente majoritariamente do transporte rodoviário, o estado sente de forma mais intensa os efeitos da alta. O encarecimento do diesel afeta diretamente o custo do frete, elemento essencial para o escoamento da produção agrícola e industrial.

Efeito cascata atinge toda a cadeia produtiva

O aumento no preço do combustível desencadeia um efeito em cadeia. O transporte de grãos, gado e insumos agrícolas, como fertilizantes e defensivos, torna-se mais caro. Da mesma forma, o envio de produtos industrializados até portos e centros consumidores sofre reajustes.

Com longas distâncias entre áreas produtoras e corredores logísticos, a tendência é que os custos adicionais sejam repassados ao consumidor final. Esse movimento contribui para a alta da inflação e reduz a competitividade da produção regional.

Relação comercial com o Irã entra em alerta

Outro ponto de atenção é a balança comercial de Mato Grosso. Nos últimos cinco anos, o estado exportou cerca de US$ 5 bilhões ao Irã, consolidando-se como principal exportador brasileiro para o país.

A pauta é concentrada em commodities agrícolas, como milho e soja, com baixa presença de produtos industrializados. Eventuais desdobramentos do conflito podem afetar essas relações comerciais.

Monitoramento constante do cenário internacional

Segundo o presidente da Fiemt, Silvio Rangel, o principal impacto imediato está no aumento dos custos operacionais. Ele destaca que a alta do petróleo influencia diretamente o preço dos combustíveis, com reflexos em toda a cadeia produtiva.

A entidade avalia que os efeitos sobre a economia local dependerão da duração do conflito e das oscilações no câmbio e no mercado de commodities. Diante disso, o acompanhamento do cenário internacional é considerado essencial para mitigar riscos e preservar a competitividade.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Secom-MT

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Internacional

Preço do petróleo sobe com incertezas sobre guerra no Irã e Estreito de Hormuz

Os preços do petróleo iniciaram o domingo (15) em alta, impulsionados pelas dúvidas sobre o desfecho da guerra no Irã e os riscos à navegação no Estreito de Hormuz, uma das principais rotas globais de energia.

O barril do petróleo Brent, referência internacional, chegou a avançar 3,3% na abertura, ultrapassando US$ 106. Ao longo da noite, no entanto, houve acomodação, com a cotação girando em torno de US$ 103 — patamar mantido até a manhã de segunda-feira (16).

Volatilidade e pressão no mercado de energia

A commodity já vinha em trajetória de alta desde a semana anterior, quando ultrapassou os US$ 100 diante do temor de uma disrupção no mercado de energia. Desde o início do conflito, os preços acumulam valorização de cerca de 40%, enquanto bolsas globais registraram queda aproximada de 5%.

Em meio à forte volatilidade, o barril chegou a tocar US$ 120 — o maior nível em quatro anos — antes de recuar e se estabilizar acima dos US$ 100.

Estreito de Hormuz no centro das atenções

O Estreito de Hormuz, localizado entre Irã e Omã, concentra cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo e gás natural liquefeito. A possibilidade de bloqueio parcial da passagem tem elevado a preocupação de investidores e governos.

Autoridades iranianas afirmaram que a rota segue aberta, mas com restrições a embarcações ligadas aos Estados Unidos e aliados. Ainda assim, navios continuam transitando pela região, embora em menor número.

Dados da consultoria marítima Lloyd’s List Intelligence indicam queda expressiva no tráfego: menos de 80 embarcações cruzaram o estreito desde o início da guerra, contra mais de 1.200 no mesmo período do ano passado — uma retração superior a 90%.

Declarações ampliam incertezas

O cenário de instabilidade foi intensificado por declarações divergentes entre os governos envolvidos.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o país mantém controle da situação e segue preparado para se defender. Já autoridades dos Estados Unidos indicaram que o conflito pode terminar em poucas semanas, o que poderia aliviar os custos de energia.

Por outro lado, o presidente Donald Trump sinalizou a possibilidade de novos ataques a infraestruturas estratégicas iranianas e descartou, por ora, um acordo imediato de paz.

Impactos logísticos e reação internacional

Diante dos riscos à logística global de petróleo, os Estados Unidos articulam a formação de uma coalizão internacional para proteger o tráfego marítimo na região. Países como China, França, Japão, Reino Unido e Coreia do Sul foram citados como possíveis participantes da iniciativa.

No campo da oferta, a Agência Internacional de Energia anunciou a liberação de 411,9 milhões de barris de reservas emergenciais. O objetivo é reduzir a pressão sobre o mercado, embora analistas considerem a medida limitada diante da magnitude da crise.

Perspectivas para os preços do petróleo

Especialistas avaliam que a tendência para o mercado de petróleo segue de alta, caso o conflito se prolongue ou haja interrupções mais severas no fornecimento. Uma crise prolongada pode gerar impactos na economia global, incluindo aumento da inflação devido à alta dos combustíveis.

Apesar das tentativas de estabilização, o cenário permanece incerto, com investidores atentos aos desdobramentos geopolíticos e seus efeitos sobre a oferta mundial.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Informação

Alta do petróleo amplia defasagem do diesel no Brasil e acende alerta para abastecimento

A recente alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pelo aumento das tensões no Oriente Médio, provocou forte impacto no setor de combustíveis no Brasil. Com o barril ultrapassando a marca de US$ 100, o mercado de diesel importado praticamente parou, elevando a preocupação com o abastecimento interno.

Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem do diesel no Brasil em relação ao preço internacional chegou a 85%, o maior nível já registrado. O cenário abre espaço para um possível reajuste de até R$ 2,74 por litro, caso os preços sejam alinhados ao mercado externo.

Importação de diesel é suspensa

De acordo com o presidente da Abicom, Sergio Araújo, importadores suspenderam novas compras diante da incerteza sobre um eventual reajuste por parte da Petrobras.

Isso ocorre porque, sem repasse do aumento internacional para o mercado interno, o diesel importado se torna economicamente inviável para revenda no país.

Araújo explica que o mercado está praticamente paralisado desde o início da escalada do conflito internacional. Segundo ele, boa parte do diesel importado pelo Brasil vem da Rússia e, neste momento, os agentes aguardam definição sobre a política de preços da estatal brasileira.

Atualmente, o diesel importado representa cerca de 30% do consumo nacional, o que amplia a preocupação com possíveis problemas no abastecimento.

Estoques garantem abastecimento por curto período

Mesmo com a interrupção das compras externas, os estoques existentes no país ainda garantem o fornecimento por cerca de 15 dias, segundo estimativas do setor.

Enquanto isso, o diesel vendido pela Petrobras permanece há mais de 300 dias sem reajuste, ampliando a diferença entre os preços praticados no Brasil e no mercado internacional.

Já a Acelen, responsável pela Refinaria de Mataripe, na Bahia, realizou aumento de 26% no preço do diesel somente em março. Ainda assim, a defasagem em relação aos valores internacionais permanece em cerca de 42%.

Setor teme risco de desabastecimento

A insegurança no mercado de combustíveis tem aumentado nas últimas semanas. Fontes do setor indicam que, diante da limitação de oferta por parte de refinarias privadas — como Mataripe e a refinaria de Manaus —, filas já começam a se formar nas unidades da Petrobras.

Especialistas alertam que a situação não pode se prolongar por muito tempo, pois pode resultar em problemas no abastecimento de diesel no país, combustível essencial para o transporte de cargas e a logística nacional.

Gasolina também tem defasagem, mas impacto é menor

No caso da gasolina, o cenário é menos crítico porque apenas cerca de 10% do consumo brasileiro depende de importações.

Mesmo assim, a Abicom calcula que a defasagem do preço da gasolina frente ao mercado internacional está em torno de 49%, o que indicaria possibilidade de aumento de R$ 1,22 por litro caso houvesse alinhamento total.

Alternativas enfrentam limitações

Algumas propostas discutidas no setor incluem aumentar a mistura de biodiesel no diesel, medida defendida por entidades do agronegócio como forma de reduzir a dependência do combustível fóssil.

No entanto, especialistas do mercado avaliam que a alternativa pode elevar custos, já que o biodiesel tem preço mais alto que o diesel convencional.

No caso da gasolina, a ampliação da mistura de etanol, atualmente em 30%, também enfrenta limitações, pois o biocombustível passa por um período de preços elevados.

Conflito no Oriente Médio pressiona mercado global

O petróleo tipo Brent iniciou a semana próximo de US$ 120 por barril, recuando ao longo do dia para valores próximos de US$ 100.

Para Isabela Garcia, analista de inteligência de mercado da Stonex, o movimento reflete a consolidação do temor de um choque de oferta global de petróleo.

Inicialmente, o mercado acreditava que o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã seria resolvido rapidamente. Porém, com a continuidade dos ataques e interrupções em infraestruturas energéticas, a percepção mudou.

Medidas internacionais podem aliviar pressão

Diante da escalada dos preços da energia, o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que países do G7 avaliam utilizar reservas estratégicas de petróleo, estratégia semelhante à adotada no início da guerra entre Rússia e Ucrânia, em 2022.

Segundo especialistas, a medida pode aliviar parte da pressão no curto prazo. No entanto, o impacto pode ser limitado caso permaneçam restrições na navegação pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o transporte global de petróleo.

Enquanto a situação geopolítica permanecer indefinida, analistas avaliam que o petróleo tende a continuar pressionado, mantendo o mercado internacional em alerta.

FONTE: UOL/Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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Internacional

Petróleo Brent supera US$ 100 e dispara quase 70% em um mês após tensão entre EUA e Irã

O petróleo Brent voltou a ultrapassar a marca de US$ 100 por barril, impulsionado pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio. Em apenas um mês, a commodity acumulou alta de cerca de 69%, refletindo o temor do mercado com possíveis impactos na oferta global de energia.

Na madrugada desta segunda-feira (9), o barril chegou a se aproximar de US$ 120, atingindo a cotação máxima de US$ 117,53. Por volta das 8h30 (horário de Brasília), o preço operava próximo de US$ 104 no mercado internacional.

Conflito no Oriente Médio pressiona mercado de energia

A forte valorização do preço do petróleo está diretamente ligada às preocupações sobre eventuais interrupções na produção e no transporte da commodity no Oriente Médio.

A região é responsável por uma parcela significativa da oferta mundial de petróleo, o que faz com que qualquer instabilidade geopolítica tenha impacto imediato no mercado global de energia.

O movimento de alta ganhou intensidade no domingo (8), quando o Brent ultrapassou US$ 108 por barril, à medida que cresciam as preocupações com possíveis bloqueios em rotas estratégicas de exportação.

Estreito de Hormuz concentra risco para o comércio de petróleo

Um dos principais pontos de atenção do mercado é o Estreito de Hormuz, passagem marítima considerada vital para o comércio energético global.

Aproximadamente 20% de todo o petróleo transportado por navios no mundo passa por essa rota, localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã. Qualquer interrupção nesse corredor pode gerar forte impacto no abastecimento internacional.

Por ser a principal referência internacional para contratos de petróleo, o Brent influencia diretamente os preços de combustíveis em diversos países.

Alta do petróleo pode pressionar inflação global

A valorização da commodity tende a provocar efeitos em cadeia na economia mundial. O petróleo é insumo essencial para transporte, indústria e logística, o que significa que aumentos no preço do barril acabam elevando custos de combustíveis, fretes e produtos derivados.

Com isso, há maior pressão sobre os índices de inflação, além de impactos no custo de produção das empresas e no poder de compra das famílias.

Esse cenário costuma levar bancos centrais a manter políticas monetárias mais restritivas, com juros elevados por períodos mais longos, na tentativa de conter a alta dos preços.

Petróleo acima de US$ 100 eleva risco para economia mundial

Economistas avaliam que a permanência do petróleo acima de US$ 100 por barril pode ampliar o risco de desaceleração econômica global.

O impacto pode ser ainda maior caso o conflito no Oriente Médio se prolongue ou atinja diretamente regiões produtoras de petróleo.

A última vez que o Brent superou esse nível foi em 2022, durante o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, episódio que provocou forte volatilidade no mercado internacional de energia.

Analistas alertam que, se as tensões entre Estados Unidos e Irã continuarem, os preços do petróleo podem registrar novas altas nos próximos meses, ampliando a instabilidade no setor energético global.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Internacional

Biocombustíveis ganham importância estratégica para o Brasil em meio à guerra no Oriente Médio

A escalada do conflito no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, colocou novamente a segurança energética no centro das discussões globais. Nesse cenário, os biocombustíveis brasileiros passaram a assumir um papel mais amplo do que apenas o de alternativa sustentável.

Tradicionalmente associados à descarbonização e à agenda ambiental, etanol e biodiesel começam a ser vistos também como instrumentos estratégicos capazes de reduzir a vulnerabilidade do país a oscilações no mercado internacional de petróleo.

A mudança ocorre em um momento de forte instabilidade no setor energético global, impulsionada pela alta do petróleo Brent e pelos riscos de interrupção no fluxo de petróleo em áreas estratégicas, como o Estreito de Ormuz.

Dependência de combustíveis fósseis aumenta vulnerabilidade global

A elevação do preço do petróleo reacendeu um debate antigo: a dependência excessiva de combustíveis fósseis importados pode deixar economias mais expostas a crises internacionais.

Quando conflitos armados atingem regiões produtoras ou rotas logísticas relevantes, como ocorre atualmente no Oriente Médio, o impacto rapidamente se espalha pelo mercado global de energia, pressionando preços de combustíveis, fretes marítimos e cadeias de abastecimento.

Nesse contexto, países que possuem fontes internas de energia renovável conseguem reduzir parte dessa exposição.

Mistura obrigatória fortalece a matriz energética brasileira

O Brasil ocupa uma posição diferenciada nesse cenário por conta de sua política de mistura obrigatória de biocombustíveis nos combustíveis fósseis.

Desde agosto de 2025, a gasolina comum e aditivada passou a conter 30% de etanol anidro, enquanto o diesel é comercializado com 15% de biodiesel.

Essa estrutura regulatória não elimina os impactos de uma crise internacional, mas cria uma espécie de proteção parcial. Com maior participação de energia renovável produzida internamente, o país reduz a necessidade de importação de derivados de petróleo.

Etanol se destaca como amortecedor de preços

Entre os biocombustíveis, o etanol é o que mais aparece diretamente para o consumidor.

Dados recentes da Agência Nacional do Petróleo (ANP) indicam preços médios próximos de R$ 6,30 por litro para a gasolina, R$ 4,60 para o etanol hidratado e cerca de R$ 6,15 para o diesel S10.

Esses valores mostram que o etanol entra no atual cenário internacional em uma posição relativamente competitiva. Caso a pressão sobre o petróleo continue, o biocombustível pode ganhar ainda mais espaço, principalmente entre os veículos flex, funcionando como um mecanismo de amortecimento de preços.

Mistura na gasolina reforça autonomia energética

Além do preço nas bombas, o etanol possui um papel estrutural dentro da matriz energética brasileira.

A presença obrigatória do combustível na gasolina faz com que parte do consumo nacional seja automaticamente atendida por produção renovável doméstica.

Em períodos de estabilidade econômica, essa política é vista sobretudo como instrumento ambiental. Em momentos de crise internacional, porém, ela também passa a ser considerada uma ferramenta de resiliência econômica.

Quanto maior a proporção de etanol anidro na gasolina, menor é a necessidade de gasolina de origem fóssil para abastecer o mercado interno.

Biodiesel também tem papel estratégico na logística

No caso do biodiesel, o impacto é menos perceptível para o consumidor final, mas igualmente relevante para a economia.

O diesel é o principal combustível da logística brasileira, utilizado no transporte rodoviário de cargas, no agronegócio e em diversos setores produtivos.

Por isso, em um cenário de aumento dos preços internacionais do petróleo, cada ponto percentual de mistura obrigatória de biodiesel ajuda a reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados.

Biocombustíveis passam a integrar estratégia econômica

A atual crise energética global também altera a forma como os biocombustíveis são discutidos no debate político e econômico.

Em condições normais, etanol e biodiesel costumam aparecer ligados à transição energética e à redução de emissões de carbono. No contexto de tensões geopolíticas, porém, passam a ser vistos também como instrumentos de soberania energética.

Isso não significa que o Brasil esteja imune aos efeitos da volatilidade internacional. O país continua exposto às oscilações do preço do petróleo, do diesel e do frete global.

A diferença é que a presença consolidada dos biocombustíveis na matriz energética oferece mecanismos capazes de amenizar parte desses impactos.

Nova centralidade dos biocombustíveis na política energética

A crise atual tende a reorganizar as prioridades do debate energético no Brasil. A pauta ambiental continua relevante, mas deixa de ser o único fator de análise.

Com a instabilidade no mercado internacional de energia, etanol e biodiesel passam a ocupar um papel mais amplo: reduzir vulnerabilidades externas e fortalecer a autonomia energética brasileira.

Em um cenário global em que o petróleo voltou a carregar forte peso geopolítico, os biocombustíveis ganham status de componente estratégico da infraestrutura energética do país.

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Internacional

Trump anuncia escolta da Marinha dos EUA a petroleiros no Estreito de Ormuz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (3) que a Marinha dos EUA irá escoltar petroleiros e navios comerciais que atravessarem o Estreito de Ormuz, em meio ao bloqueio anunciado pelo Guarda Revolucionária do Irã.

A decisão ocorre após o Irã declarar o fechamento da rota marítima na segunda-feira (2) e ameaçar atacar embarcações que desrespeitarem a determinação.

Seguro contra riscos e garantias ao comércio marítimo

Trump também informou que determinou à Corporação Financeira de Desenvolvimento dos Estados Unidos (DFC) a oferta de seguro contra riscos políticos e garantias de segurança financeira para operações comerciais no Golfo Pérsico.

Em publicação na rede Truth Social, o presidente declarou que os Estados Unidos assegurarão o livre fluxo de energia global, independentemente do cenário. Segundo ele, novas medidas poderão ser adotadas.

O Estreito de Ormuz é considerado estratégico para o comércio internacional, já que cerca de 20% de todo o petróleo mundial transportado por via marítima passa pela região, além de volumes expressivos de gás natural.

Conflito pressiona mercado de petróleo e gás

A escalada do conflito no Oriente Médio elevou a tensão nos mercados de energia. O risco à produção e exportação de hidrocarbonetos impulsionou os preços do petróleo e do gás natural.

O barril do tipo Brent crude encerrou o dia com alta de 4,71%, cotado a US$ 81,40, após superar momentaneamente a marca de US$ 85 — patamar não visto desde julho de 2024.

Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, fechou a sessão a US$ 74,56, com avanço de 4,67%.

Catar suspende produção após ataque

O Catar anunciou a suspensão da fabricação de produtos como polímeros, metanol e alumínio, após interromper a produção de gás natural liquefeito (GNL). A decisão foi tomada depois de um ataque iraniano atingir instalações energéticas no país.

O cenário amplia as preocupações sobre o abastecimento global de energia e reforça a instabilidade na região.

FONTE: Carta Capital
TEXTO: Redação
IMAGEM: Saul Loeb/AFP

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Economia

Dólar dispara a R$ 5,26 e Ibovespa cai 3% com tensão no Oriente Médio

A escalada do conflito no Oriente Médio provocou forte turbulência nos mercados nesta terça-feira (3). O dólar avançou quase 2% e voltou ao patamar de R$ 5,26, enquanto a Bolsa brasileira registrou a maior queda do ano. O movimento acompanha a busca global por ativos considerados mais seguros diante do aumento do risco geopolítico.

Dólar sobe com aversão ao risco

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,261, alta de 1,87%. No pico da sessão, por volta das 12h20, chegou a R$ 5,34, mas perdeu força ao longo da tarde.

A moeda norte-americana atingiu o maior nível desde o fim de janeiro, refletindo a saída de capital de mercados emergentes. Em meio à volatilidade, o Banco Central anunciou dois leilões de linha no valor de US$ 2 bilhões cada, mas cancelou a operação minutos depois, informando tratar-se de um teste interno divulgado por engano.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a moedas fortes, subiu 0,66%, reforçando o movimento global de fortalecimento da divisa.

Ibovespa registra maior queda do ano

A instabilidade também dominou o mercado acionário. O Ibovespa, principal índice da B3, recuou 3,27%, encerrando aos 183.104 pontos. Durante o pregão, chegou à mínima de 180.518 pontos, queda de 4,64%.

A retração foi disseminada entre as ações. Após renovar recorde acima de 191 mil pontos no fim de fevereiro, o índice voltou ao menor nível em quase um mês.

O desempenho negativo acompanhou as bolsas internacionais:

  • Ásia: Tóquio (-3,1%) e Seul (-7,24%);
  • Europa: quedas superiores a 3%;
  • Estados Unidos: Dow Jones (-0,83%), S&P 500 (-0,9%) e Nasdaq (-1,02%).

Petróleo supera US$ 80 e pressiona inflação global

A tensão geopolítica ganhou força após o agravamento do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, com impactos também no Líbano e em países do Golfo.

O anúncio do fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã — rota por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial — elevou o temor de interrupção no fornecimento global de energia. O Catar também suspendeu a produção de gás natural liquefeito.

Como reflexo, o barril do petróleo Brent ultrapassou US$ 80, acumulando alta superior a 4% no fechamento. No início do dia, chegou a avançar 10%. O gás natural na Europa disparou 22%.

A valorização das commodities energéticas amplia o risco de inflação global e reforça preocupações com desaceleração econômica.

PIB brasileiro cresce 2,3% em 2025, mas desacelera no fim do ano

No cenário doméstico, o IBGE informou que o PIB do Brasil avançou 2,3% em 2025. Apesar do crescimento no acumulado do ano, o ritmo perdeu força no quarto trimestre, com alta de apenas 0,1%.

O resultado representa desaceleração frente a 2024, quando a economia cresceu 3,4%. O dado ficou dentro das projeções oficiais, mas reforçou a percepção de perda de dinamismo.

Diante do ambiente externo adverso e da atividade econômica mais fraca, o mercado revisou expectativas para a próxima reunião do Banco Central. A projeção predominante agora é de corte de 0,25 ponto percentual na Taxa Selic, abaixo da estimativa anterior de 0,5 ponto.

Juros mais elevados tendem a sustentar o dólar, mas também limitam o crescimento econômico.

FONTE: Agência Brasil e Reuters.

TEXTO: Conteúdo produzido com suporte de IA, sob curadoria editorial da equipe ReConecta News.

IMAGEM: ILUSTRATIVA / ARQUIVO / RECONECTA NEWS

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Economia

Dólar sobe e petróleo dispara após ataque militar ao Irã

O dólar sobe e o petróleo dispara nesta segunda-feira (2), refletindo a tensão geopolítica após a ofensiva militar conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã. O conflito, que resultou na morte de centenas de pessoas — entre elas o líder supremo iraniano, Ali Khamenei — intensificou a aversão ao risco nos mercados globais.

Por volta das 12h, o contrato futuro do petróleo Brent, referência internacional, era negociado próximo de US$ 79 o barril, com alta de cerca de 7,6%, na ICE Futures Europe, em Londres. Mais cedo, chegou a superar US$ 80, acumulando avanço de até 13%.

Já o WTI, negociado na New York Mercantile Exchange, era cotado pouco acima de US$ 71 o barril, com ganho aproximado de 6%.

No Brasil, as ações da Petrobras subiam cerca de 3,9% na B3, negociadas a R$ 44,39 no início da tarde.

Estreito de Ormuz concentra preocupação

Analistas apontam que a disparada do preço do petróleo está diretamente ligada à situação no Estreito de Ormuz, corredor marítimo estratégico ao sul do Irã.

Cerca de 20% da produção global de petróleo e gás passa pela região, que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã. Países como Irã, Arábia Saudita e Iraque dependem da rota para exportar a commodity.

Segundo o economista Rodolpho Sartori, da Austin Rating, o fechamento do estreito reduz drasticamente a oferta global, o que provoca reação imediata nos preços. No sábado, relatos indicavam centenas de embarcações ancoradas, sem conseguir atravessar a passagem.

Enquanto persistirem os confrontos e houver restrição ao tráfego marítimo, a tendência é de manutenção de cotações elevadas, especialmente com possível redução dos estoques disponíveis.

Logística preocupa mais que produção

Para Otávio Oliveira, gerente de tesouraria do Banco Daycoval, o principal risco não está na capacidade de produção, mas na logística de transporte.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) anunciaram aumento de produção como forma de compensar eventuais perdas. Segundo o executivo, o cartel possui capacidade ociosa suficiente para suprir uma eventual retirada do Irã do mercado.

O gargalo, porém, está no escoamento. Uma interrupção no Estreito de Ormuz poderia desorganizar cadeias produtivas globais, afetando inclusive países exportadores de petróleo, como o Brasil, que ainda importam derivados.

Impacto na inflação e nos juros

O encarecimento do petróleo pode gerar pressão inflacionária. Sartori avalia que um conflito prolongado exigiria repasses ao consumidor, resultando em um novo impulso na inflação.

Esse cenário pode influenciar as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil, que sinalizou a intenção de reduzir a taxa básica de juros na próxima reunião.

Atualmente, a Selic está em 15% ao ano. Diante das incertezas, o corte pode ser mais moderado — possivelmente de 0,25 ponto percentual, em vez de 0,50 p.p.

Dólar sobe com fuga do risco

A cotação do dólar hoje também reflete o aumento da aversão ao risco. Pouco depois das 12h, a moeda era negociada perto de R$ 5,20, alta próxima de 1%, interrompendo a trajetória recente de queda que levou a divisa ao menor nível em 21 meses.

Segundo Oliveira, o movimento é típico de “fuga para ativos seguros”, quando investidores retiram recursos de mercados emergentes e direcionam para moedas fortes, como o dólar e o iene japonês.

Sartori pondera, no entanto, que o comportamento da moeda americana tem sido mais complexo nos últimos anos, especialmente diante de incertezas políticas envolvendo o presidente Donald Trump. Para ele, é possível que o dólar oscile na faixa entre R$ 5,20 e R$ 5,25 nos primeiros dias de conflito, sem necessariamente apresentar valorização abrupta como em crises anteriores.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: © Valter Campanato/Agência Brasil

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Comércio

Petróleo pressiona exportações de commodities do Brasil enquanto minério de ferro e celulose seguem trajetórias distintas

As principais commodities exportadas pelo Brasilpetróleo, minério de ferro e celulose — encerraram 2025 em ritmos diferentes, cenário que deve se estender ao longo de 2026. Enquanto o petróleo acumulou forte queda de preços e pesou sobre a balança comercial, o minério manteve relativa estabilidade e a celulose entrou em um ciclo de recuperação moderada.

Petróleo perde força e limita desempenho das exportações

O petróleo, que até novembro ocupava a segunda posição entre os itens mais exportados pelo Brasil, atrás apenas da soja, fechou 2025 com desvalorização expressiva. O barril do Brent, referência internacional, encerrou o ano cotado a US$ 60,49, queda de 18,52% em relação ao fim de 2024.

A média anual do Brent em 2025 foi de US$ 67,54 por barril, recuo de 14,78% frente ao valor médio de 2024. Para 2026, bancos e analistas projetam preços entre US$ 59 e US$ 62, com algumas estimativas mais pessimistas apontando cotações próximas de US$ 55.

Entre os fatores que explicam esse cenário estão as incertezas geopolíticas — como a guerra entre Rússia e Ucrânia, a pressão dos Estados Unidos sobre a Venezuela e as decisões da Opep — além da desaceleração da economia global.

Minério de ferro mantém estabilidade sustentada pela China

Diferentemente do petróleo, o minério de ferro teve um desempenho mais equilibrado em 2025 e deve repetir esse comportamento em 2026. O preço do minério com teor de 62% de ferro, principal referência do mercado, permaneceu próximo de US$ 100 por tonelada ao longo do ano.

Em 30 de dezembro de 2025, a commodity era negociada a US$ 107,13 por tonelada, alta anual de 3,4%. Ainda assim, o preço médio do ano ficou em US$ 101,97, queda de 7,57% frente à média de 2024.

Especialistas atribuem essa estabilidade às condições do mercado chinês. A redução dos estoques nos portos da China ao longo de 2025, segundo a UBS, ajudou a sustentar os preços. Além disso, a produção de aço chinesa, que demanda grandes volumes de minério, segue como um dos principais vetores de sustentação da commodity.

Celulose se recupera após ajustes de oferta e tarifas

A celulose de fibra curta iniciou 2025 acima das expectativas, mas perdeu força ao longo do ano com a entrada de nova oferta no mercado global e o impacto de tarifas impostas pelos Estados Unidos. A partir de agosto, no entanto, os preços passaram a se recuperar.

A tendência é que esse movimento continue em 2026, embora com revisões para baixo nas projeções. A estimativa inicial, no primeiro semestre de 2025, era de preço médio de US$ 620 por tonelada. Após ajustes, a previsão foi reduzida para cerca de US$ 570 por tonelada em 2026, ante US$ 540 no fim de 2025.

Mesmo sem novos grandes projetos na América Latina, o aumento da produção de celulose no Brasil e na China deve continuar exercendo pressão sobre os preços.

Crescimento global mais fraco influencia commodities

Outro fator relevante para o desempenho das commodities é o enfraquecimento da economia mundial. O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta crescimento global de 3,1% em 2026, ligeiramente abaixo dos 3,2% estimados para 2025.

Para a China, maior produtora e consumidora de commodities, a expectativa é de desaceleração mais acentuada: crescimento de 4,2% em 2026, após 4,8% em 2025. Já para o Brasil, o FMI estima redução do ritmo econômico de 2,4% para 1,9%, o que pode afetar investimentos e produção.

Peso das commodities na pauta exportadora

Até novembro de 2025, o petróleo respondeu por 12,9% da receita de exportações brasileiras, enquanto o minério de ferro representou 8,2% e a celulose, cerca de 3%. A combinação de petróleo mais fraco, minério estável e celulose em recuperação deve seguir moldando o desempenho do comércio exterior brasileiro em 2026.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Leo Pinheiro/Valor

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