Exportação

Imposto sobre exportação de petróleo permanece em 12% por mais 60 dias

O governo federal decidiu manter por mais dois meses a cobrança de 12% de Imposto de Exportação sobre o petróleo bruto e os minerais betuminosos. A medida foi aprovada pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) e continuará em vigor por até 60 dias, com possibilidade de revisão após o primeiro mês.

A decisão foi anunciada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que justificou a prorrogação diante do aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e dos possíveis impactos no mercado internacional de energia.

Conflitos no Oriente Médio motivaram a decisão

Segundo o governo, a manutenção da alíquota foi motivada pela piora do cenário internacional, especialmente após a retomada das tensões envolvendo Estados Unidos e Irã, além da instabilidade registrada no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.

A preocupação é que eventuais interrupções no fluxo da commodity elevem os preços internacionais e afetem o abastecimento de combustíveis no Brasil.

Objetivo é proteger o mercado interno

De acordo com o MDIC, a continuidade da tributação busca garantir matéria-prima para as refinarias instaladas no país e preservar o fornecimento de combustíveis ao mercado interno.

A pasta afirma que a medida pretende assegurar condições adequadas para o funcionamento do parque nacional de refino, reduzindo riscos de desabastecimento em um momento de maior instabilidade no cenário externo.

Tributo foi criado para compensar redução de impostos sobre o diesel

O Imposto de Exportação sobre o petróleo foi instituído em março por meio de uma medida provisória, como forma de compensar a redução de tributos federais incidente sobre o diesel.

Na ocasião, o governo adotou a iniciativa para minimizar os efeitos da alta dos combustíveis provocada pelas tensões internacionais que pressionavam o preço do barril de petróleo.

Embora a medida provisória tenha perdido a validade, o Gecex manteve a cobrança por decisão administrativa, já que o imposto possui caráter regulatório e não depende de nova aprovação do Congresso Nacional.

Alta do petróleo levou governo a rever estratégia

Inicialmente, a equipe econômica avaliava reduzir gradualmente a alíquota até eliminá-la, caso os preços internacionais do petróleo permanecessem em níveis mais baixos.

No entanto, o agravamento do conflito entre Estados Unidos e Irã alterou esse cenário. A valorização do petróleo Brent, que voltou a se aproximar dos US$ 80 por barril, reforçou as preocupações sobre possíveis impactos no abastecimento global.

O Estreito de Ormuz, localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, concentra aproximadamente 20% do petróleo comercializado no mundo, tornando qualquer instabilidade na região um fator de pressão para os preços internacionais.

Nova avaliação ocorrerá em 30 dias

O governo informou que acompanhará a evolução do mercado internacional antes de decidir os próximos passos. A alíquota será reavaliada pelo Gecex dentro de 30 dias, considerando o comportamento dos preços do petróleo e o cenário geopolítico.

Além disso, o Ministério da Fazenda também estuda possíveis ajustes no cronograma de retirada de incentivos relacionados aos combustíveis, diante das incertezas no mercado global.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Informação

Subsídio do diesel chega ao fim; governo avalia retirar novos incentivos aos combustíveis

O governo federal encerrou, a partir desta quarta-feira (1º), a subvenção de R$ 0,35 por litro de diesel, medida adotada durante o período de forte alta do petróleo provocada pelas tensões no Oriente Médio. Com a redução das cotações internacionais da commodity, a equipe econômica também estuda retirar, de forma gradual, outros incentivos ainda concedidos aos combustíveis.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a revisão faz parte da estratégia de reduzir os gastos públicos sem provocar distorções nos preços praticados no mercado.

Outros subsídios estão em análise

Além do benefício encerrado neste início de julho, o governo avalia o futuro de outras subvenções atualmente em vigor: R$ 1,12 por litro de diesel e R$ 0,44 por litro de gasolina.

De acordo com Durigan, novas decisões deverão ser anunciadas nos próximos dias, sempre considerando o comportamento dos preços internacionais e seus reflexos sobre o mercado brasileiro.

O ministro afirmou que a política adotada busca acompanhar as condições econômicas, evitando a manutenção de preços artificialmente reduzidos. Apesar disso, ressaltou que o cenário internacional ainda exige cautela antes da retirada completa dos incentivos.

Imposto sobre exportação de petróleo também pode ser revisto

Outra medida em avaliação é o imposto de exportação sobre o petróleo, criado para incentivar que parte da produção permanecesse no mercado interno durante o período de maior instabilidade internacional.

Segundo o Ministério da Fazenda, a cobrança poderá ser encerrada ainda em julho ou passar por uma retirada gradual, dependendo da evolução do mercado e do ambiente geopolítico.

Queda do petróleo reduz impacto sobre os preços

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que a retirada da subvenção de R$ 0,35 por litro de diesel não deve provocar aumento significativo nos preços ao consumidor.

Isso ocorre porque a recente queda do petróleo Brent tende a compensar o fim do benefício, mantendo relativa estabilidade nos valores praticados nas bombas.

Mesmo assim, o governo reconhece que os preços dos combustíveis ainda não retornaram completamente aos níveis registrados antes do conflito no Oriente Médio, motivo pelo qual a retirada dos demais incentivos seguirá sendo analisada de forma gradual.

Medidas emergenciais custaram cerca de R$ 16 bilhões

Desde o início da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, o governo implementou uma série de ações para conter os impactos da alta internacional do petróleo sobre a economia brasileira.

Entre elas estavam reduções tributárias e subsídios destinados ao diesel, gasolina, querosene de aviação e gás de cozinha. Grande parte dessas medidas foi criada com validade inicial de dois meses, sendo posteriormente prorrogada em alguns casos.

Até o momento, o custo estimado dessas iniciativas gira em torno de R$ 16 bilhões, valor que ainda poderá ser revisado pela equipe econômica.

Meta fiscal permanece preservada

Segundo Bruno Moretti, as projeções fiscais do governo foram elaboradas com premissas conservadoras e não consideravam um cenário prolongado de preços elevados do petróleo.

Com isso, a queda das cotações internacionais e o avanço das negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio reduzem o risco de perda de arrecadação e reforçam a expectativa de cumprimento da meta fiscal prevista para este ano.

Mercado acompanha queda do petróleo

A possibilidade de retirada dos incentivos ocorre em um momento de recuperação da estabilidade no mercado internacional de energia.

Após o anúncio de um cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos, o fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz começou a ser normalizado, reduzindo as preocupações com o abastecimento global de petróleo.

Com esse cenário, o Brent passou a ser negociado próximo de US$ 73 por barril, abaixo dos níveis observados durante o período mais intenso das tensões geopolíticas, fortalecendo a avaliação do governo de que os subsídios emergenciais podem ser gradualmente encerrados.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Pilar Olivares

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Internacional

Acordo entre Estados Unidos e Irã: entenda os 5 principais pontos do cessar-fogo

Após meses de confrontos, os governos dos Estados Unidos e do Irã anunciaram um acordo preliminar para encerrar a guerra iniciada em fevereiro e restabelecer a circulação no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas para o transporte global de petróleo.

Embora o entendimento represente um avanço diplomático significativo, temas considerados essenciais seguem sem definição, incluindo o futuro do programa nuclear iraniano e a possível suspensão de sanções econômicas impostas a Teerã.

A mediação das negociações contou com a participação do Paquistão, Catar, Arábia Saudita e Turquia. A assinatura oficial do documento está prevista para ocorrer na Suíça, na próxima sexta-feira (19).

1. Cessar-fogo prevê fim das operações militares

O memorando estabelece a interrupção imediata e permanente das ações militares entre Estados Unidos e Irã.

Segundo autoridades iranianas, a medida também deverá alcançar outras frentes relacionadas ao conflito, incluindo áreas no Líbano. A guerra teve início em 28 de fevereiro, após ofensivas conjuntas realizadas por Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos.

Apesar do anúncio, ainda existem dúvidas sobre a aplicação integral do acordo. Israel já indicou que pretende manter operações em regiões consideradas estratégicas, como partes do Líbano, da Síria e da Faixa de Gaza.

2. Reabertura do Estreito de Ormuz pode aliviar mercado de energia

Um dos efeitos mais imediatos do acordo será a reabertura do Estreito de Ormuz, prevista para os próximos dias.

A passagem marítima é responsável pelo escoamento de aproximadamente 20% do petróleo consumido globalmente e permaneceu bloqueada durante parte do conflito. O fechamento provocou aumento dos preços da energia e impactou o comércio internacional.

Dados do setor marítimo apontam que centenas de embarcações aguardam autorização para atravessar a região. Mesmo com a previsão de reabertura, empresas de navegação ainda aguardam definições sobre segurança operacional, retirada de minas e garantias de cobertura securitária.

3. Programa nuclear segue como principal desafio

O tema mais sensível das negociações ficou para uma segunda etapa.

O acordo estabelece um prazo de 60 dias para que as partes discutam o futuro do programa nuclear do Irã. O objetivo declarado por Washington é impedir que Teerã desenvolva armamentos nucleares.

Até o momento, os governos envolvidos não divulgaram detalhes sobre eventuais limites ao enriquecimento de urânio nem os compromissos que poderão ser assumidos ao longo das próximas rodadas de negociação.

4. Sanções econômicas ainda dependem de consenso

A situação das sanções internacionais impostas ao Irã também permanece indefinida.

Autoridades iranianas defendem o desbloqueio de ativos financeiros congelados no exterior e a flexibilização das restrições econômicas. Entre as propostas em análise estaria a liberação de bilhões de dólares pertencentes ao governo iraniano.

Países europeus sinalizam que podem rever algumas medidas caso o Irã aceite mecanismos verificáveis de controle nuclear. Nos Estados Unidos, entretanto, mudanças mais amplas poderão depender de apoio político interno e aprovação legislativa.

5. Mercados reagem à expectativa de estabilidade

O anúncio do acordo repercutiu rapidamente nos mercados internacionais.

O preço do petróleo Brent registrou queda após a divulgação do entendimento, refletindo a expectativa de retomada do fluxo normal de exportações na região do Golfo.

Além dos impactos econômicos, o conflito vinha gerando desgaste político nos Estados Unidos devido à alta dos combustíveis e aos custos associados à guerra. O debate sobre o programa nuclear iraniano também continua provocando divergências entre diferentes setores políticos americanos.

Acordo já está em vigor?

De forma parcial. Segundo os governos dos Estados Unidos e do Irã, o cessar-fogo começou a valer imediatamente após o anúncio.

No entanto, a implementação completa dependerá da assinatura oficial prevista para a Suíça e do avanço das negociações sobre temas pendentes, como o programa nuclear, as sanções econômicas e a manutenção da estabilidade militar nos próximos dias.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Exame

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Informação

Guerra no Irã deve elevar preços de energia em 24% em 2026, projeta Banco Mundial

A escalada da guerra no Irã pode provocar um forte impacto nos mercados globais. Segundo o Banco Mundial, os preços da energia devem subir cerca de 24% em 2026, alcançando o maior patamar desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, caso o conflito no Oriente Médio seja contido até maio.

Risco de alta maior nas commodities

De acordo com o relatório Commodity Markets Outlook, o cenário pode se agravar caso as tensões persistam. O banco alerta que os preços das commodities globais tendem a subir ainda mais se houver prolongamento das hostilidades e interrupções no fornecimento.

A projeção base considera a retomada gradual do transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz até outubro. Ainda assim, a instituição destaca que os riscos seguem direcionados para uma elevação mais intensa dos preços.

No cenário central, os preços das commodities devem avançar 16% em 2026, impulsionados pela alta da energia, dos fertilizantes e de metais estratégicos.

Petróleo dispara com crise no Oriente Médio

O mercado de petróleo já reage às incertezas. O petróleo Brent acumula valorização expressiva, com preços mais de 50% superiores em meados de abril na comparação com o início do ano.

A previsão do Banco Mundial indica que o barril deve atingir média de US$ 86 em 2026, acima dos US$ 69 registrados em 2025. Em um cenário mais crítico, com danos adicionais à infraestrutura energética, o valor pode chegar a US$ 115 por barril.

O bloqueio parcial do Estreito de Ormuz — responsável por cerca de 35% do comércio global de petróleo transportado por via marítima antes do conflito — tem limitado a oferta de energia e provocado um dos maiores choques de oferta já registrados.

Impactos na economia global e inflação

Para o economista-chefe do Banco Mundial, Indermit Gill, os efeitos da guerra ocorrem em cadeia.

Segundo ele, o aumento dos preços da energia tende a ser seguido pela alta dos alimentos e da inflação global, o que pode resultar em juros mais elevados e crédito mais caro.

O impacto deve ser mais severo em países em desenvolvimento, especialmente os que já enfrentam alto nível de endividamento.

Fertilizantes e alimentos sob pressão

O conflito também afeta diretamente o setor agrícola. A previsão é de alta de 31% nos preços dos fertilizantes em 2026, com destaque para a ureia, que pode subir cerca de 60%.

Esse cenário pressiona o abastecimento de alimentos, reduz a renda de produtores e coloca em risco as próximas safras. O Programa Mundial de Alimentos estima que até 45 milhões de pessoas podem entrar em situação de insegurança alimentar aguda caso a guerra se prolongue.

Crescimento menor nas economias emergentes

Além da inflação, o crescimento econômico também deve desacelerar. O Banco Mundial projeta expansão de 3,6% nas economias em desenvolvimento em 2026, abaixo da estimativa anterior de 4%.

A inflação nesses países deve atingir 5,1%, podendo chegar a 5,8% em um cenário mais prolongado de conflito.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Internacional

Estreito de Ormuz: EUA reforçam bloqueio naval e navios chineses recuam na rota

As Forças Armadas dos Estados Unidos informaram que nenhum navio conseguiu atravessar o bloqueio imposto no Estreito de Ormuz até esta terça-feira (14). A operação militar foi iniciada no dia anterior, com o objetivo de restringir o tráfego marítimo ligado ao Irã.

A ação ocorre na entrada estratégica do estreito, no Golfo de Omã, e faz parte da resposta do governo de Donald Trump à postura de Teerã em manter restrições na região.

Segundo comunicado oficial, cerca de 10 mil militares — entre marinheiros, fuzileiros e aviadores — participam da operação, que conta com 12 navios de guerra e diversas aeronaves.

Petroleiros sancionados desafiam bloqueio

Apesar da restrição, ao menos quatro navios petroleiros sob sanções dos EUA foram monitorados navegando pela região entre segunda (13) e terça-feira (14), conforme dados de plataformas de rastreamento marítimo.

Entre eles estão:

  • Rich Starry
  • Elpis
  • Peace Gulf
  • Murlikishan

As embarcações têm ligações com o Irã e foram identificadas por empresas especializadas em monitoramento naval.

Navio chinês muda de rota no Golfo de Omã

O petroleiro chinês Rich Starry chamou atenção ao alterar seu trajeto. Após atravessar o estreito em direção ao Golfo de Omã, a embarcação fez uma manobra de retorno e passou a seguir novamente rumo ao estreito.

O navio transporta cerca de 250 mil barris de metanol e pertence a uma empresa chinesa sancionada por relações comerciais com o Irã. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o motivo da mudança de rota.

Presença militar se concentra fora do estreito

Informações indicam que a maior parte das forças navais dos EUA está posicionada no Golfo de Omã e no Mar Arábico, além de áreas próximas à costa iraniana — e não diretamente dentro do estreito.

A estratégia busca ampliar o controle sobre o fluxo marítimo e impedir o acesso a portos iranianos ou a navios que mantenham vínculos com o país.

China critica ação e alerta para escalada de tensão

O governo chinês classificou o bloqueio como uma medida “perigosa e irresponsável”, alertando que a iniciativa pode intensificar ainda mais a crise geopolítica no Oriente Médio.

Pequim é uma das principais compradoras de petróleo da região e tem interesse direto na estabilidade do fluxo energético.

Entenda a crise no Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz é uma das rotas mais estratégicas do mundo, responsável pelo transporte de cerca de 20% do petróleo global. Desde o início da guerra envolvendo o Irã, o local passou a operar sob fortes restrições.

Embora nunca tenha sido totalmente fechado, o Irã vinha permitindo a passagem de navios aliados mediante pagamento de taxas elevadas, além de garantir trânsito para suas próprias exportações.

Estratégia dos EUA mira receitas do Irã

O bloqueio imposto pelos EUA busca atingir diretamente a economia iraniana, que depende significativamente das exportações de petróleo — responsáveis por até 15% do PIB do país.

A medida segue uma estratégia semelhante à aplicada anteriormente em outros contextos, com foco em limitar fontes de receita do governo iraniano.

Impactos no petróleo e na economia global

A tensão na região já provoca reflexos no mercado internacional. O preço do petróleo tipo Brent chegou a subir mais de 8%, ultrapassando os US$ 100 por barril.

O aumento da commodity pode pressionar a inflação global e afetar economias dependentes da importação de energia.

Riscos para o cessar-fogo e cenário internacional

O bloqueio também ameaça o frágil cessar-fogo entre EUA e Irã. Autoridades iranianas alertaram que qualquer aproximação militar no estreito será tratada como violação do acordo.

Especialistas apontam que a escalada pode gerar novos desdobramentos diplomáticos e aumentar a instabilidade no comércio global.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Poder 360

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Economia

Dólar cai para R$ 5,17 com expectativa de trégua no Oriente Médio e Ibovespa dispara

A possibilidade de redução das tensões no Oriente Médio trouxe alívio aos mercados financeiros nesta terça-feira (31). Com o aumento do apetite global por risco, o dólar registrou queda frente ao real, enquanto a bolsa brasileira avançou de forma expressiva.

Dólar recua e atinge menor nível do mês

O dólar comercial fechou o dia cotado a R$ 5,179, com queda de 1,31%. Ao longo da sessão, a moeda norte-americana ampliou as perdas após declarações de autoridades dos Estados Unidos e do Irã sinalizarem abertura para negociações e possível encerramento do conflito.

Com o resultado, a cotação atingiu o menor patamar desde 11 de março. No acumulado mensal, a alta foi moderada, de 0,87%. Já no primeiro trimestre de 2026, o dólar acumula queda de 5,65%, colocando o real entre as moedas com melhor desempenho no período.

Ibovespa sobe com fluxo externo positivo

A bolsa de valores brasileira acompanhou o cenário internacional e fechou em forte alta. O Ibovespa avançou 2,71%, encerrando o dia aos 187.462 pontos, impulsionado principalmente pela recuperação das bolsas norte-americanas.

Apesar do resultado positivo na sessão, o índice registrou leve recuo de 0,70% em março. No entanto, o desempenho trimestral foi robusto, com valorização de 16,35% — o melhor resultado para o período desde 2020.

O ingresso de capital estrangeiro e a perspectiva de redução das tensões geopolíticas contribuíram para sustentar o movimento de alta, embora o mercado siga atento a possíveis novos desdobramentos.

Petróleo recua com expectativa de acordo

Os preços do petróleo também refletiram o cenário de possível trégua. O barril do tipo Brent para entrega em junho caiu cerca de 3%, sendo negociado a US$ 103,97.

A movimentação ocorreu após informações indicarem que o Irã estaria disposto a encerrar o conflito sob determinadas condições. Ainda assim, no acumulado de março, o petróleo registra valorização próxima de 40%, influenciado pelos riscos à oferta global.

As tensões no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial, seguem como fator de atenção para o mercado internacional.

Fonte: Agência Brasil

Texto: Redação

Imagem: Agência Brasil / Valtr Campanato

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Internacional

Crise do petróleo global pode ser a pior da história, alerta agência internacional

A atual crise do petróleo pode superar os choques energéticos registrados nas décadas anteriores, segundo avaliação da Agência Internacional de Energia (IEA). O agravamento do cenário está diretamente ligado à guerra no Irã, que já provoca impactos relevantes no fornecimento global de energia.

Historicamente, crises como as dos anos 1970 levaram à adoção de medidas de economia de combustível, incluindo mudanças no transporte e maior eficiência dos veículos. No entanto, especialistas avaliam que o cenário atual é mais grave do que qualquer outro já registrado.

Liberação recorde de petróleo tenta conter preços

Diante da escalada dos preços, a IEA anunciou a liberação de cerca de 400 milhões de barris, um volume inédito, com o objetivo de amenizar os efeitos da crise energética global.

O diretor-executivo da agência, Fatih Birol, afirmou que líderes mundiais ainda não compreenderam plenamente a dimensão do problema. Segundo ele, o mundo enfrenta simultaneamente múltiplos choques energéticos.

“A gravidade da situação não está sendo totalmente entendida. Estamos diante de duas crises do petróleo e uma crise do gás ao mesmo tempo”, alertou.

Preço do petróleo dispara e pressiona economia

Mesmo com sinais diplomáticos envolvendo negociações entre Estados Unidos e Irã, os preços do petróleo Brent ultrapassaram US$ 110 por barril recentemente. Após declarações políticas, houve recuo de cerca de 10%, mas os valores seguem elevados.

Economistas avaliam que o aumento pode gerar efeitos em cadeia, como alta nos preços dos alimentos, pressão sobre políticas de juros e risco de desaceleração econômica. Caso o barril atinja US$ 140, há temor de impacto severo na economia global.

Perdas superam crises anteriores

De acordo com dados apresentados pela IEA, a redução atual na oferta já supera os níveis registrados em crises passadas.

Nas décadas de 1970, os choques de 1973 e 1979 retiraram juntos cerca de 10 milhões de barris diários do mercado. Agora, a perda já chega a aproximadamente 11 milhões de barris por dia.

Além disso, o mercado de gás também sofre forte impacto. Após a guerra na Ucrânia, a redução foi de cerca de 75 bilhões de metros cúbicos. No cenário atual, esse número praticamente dobrou, alcançando cerca de 140 bilhões.

Cadeias globais de suprimentos também são afetadas

A crise não se limita ao petróleo e ao gás. O conflito tem comprometido cadeias essenciais da economia mundial, incluindo o fornecimento de fertilizantes, petroquímicos e outros insumos estratégicos.

O Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte global, concentra grande parte do fluxo de ureia, componente fundamental para a produção agrícola. Interrupções nessa região podem elevar custos e impactar diretamente os preços dos alimentos.

Infraestrutura energética sofre danos significativos

Outro fator de preocupação é a destruição de ativos energéticos. Segundo a IEA, dezenas de instalações — como refinarias, oleodutos e campos de gás — foram danificadas em diversos países.

A recuperação dessas estruturas pode levar tempo, o que indica que os efeitos da crise do petróleo global podem persistir mesmo após o fim do conflito.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Rohan Thomson/Bloomberg/Getty Images/Fortune

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Informação

Petróleo Brent dispara e gás europeu sobe após ataques no Oriente Médio

A escalada de tensões no Oriente Médio provocou forte reação nos mercados nesta quinta-feira, impulsionando o petróleo Brent e os preços do gás natural na Europa. Ataques a instalações energéticas no Catar e no Irã aumentaram o temor de uma crise de oferta global de energia.

O movimento ocorre em meio à intensificação do conflito envolvendo Irã, Israel e aliados na região, elevando o risco de interrupções prolongadas no fornecimento.

Petróleo Brent chega a US$ 119 no pico do dia

Os contratos futuros do Brent — principal referência internacional — chegaram a ultrapassar US$ 119 por barril durante o pregão, antes de desacelerarem para cerca de US$ 114,66, ainda com alta expressiva próxima de 7%.

Já o WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, apresentou leve queda, sendo negociado na faixa de US$ 96 por barril.

Além do petróleo, a gasolina também avançou, atingindo o maior patamar em quase quatro anos no mercado americano.

Preço do gás na Europa dispara mais de 20%

O impacto foi ainda mais intenso no mercado europeu. O contrato de gás no hub TTF, principal referência da região, registrou alta de cerca de 21%, refletindo a preocupação com o abastecimento.

Nos Estados Unidos, o gás natural também subiu, embora de forma mais moderada, acompanhando o movimento global de valorização dos combustíveis.

Ataques atingem infraestrutura estratégica no Catar

O governo do Catar confirmou que mísseis iranianos atingiram a região de Ras Laffan, considerada a maior instalação de exportação de gás natural liquefeito (GNL) do mundo.

Segundo autoridades locais, os danos foram significativos, mas não houve vítimas. Equipes de emergência atuaram no controle de incêndios, que posteriormente foram contidos.

O episódio foi classificado pelo país como uma grave violação de soberania, com potencial de desestabilizar toda a região.

Produção e exportações já vinham afetadas

O Catar, um dos maiores exportadores globais de GNL, já havia interrompido parte de sua produção no início do mês após ataques anteriores com drones.

O país responde por uma fatia relevante do comércio mundial de gás, o que amplia o impacto de qualquer interrupção no fornecimento.

Estreito de Ormuz agrava risco de desabastecimento

Outro fator crítico é o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. A restrição ao tráfego de navios intensifica o risco de gargalos logísticos e pressiona ainda mais os preços.

Com a limitação no fluxo marítimo, produtores e compradores enfrentam dificuldades para manter o equilíbrio entre oferta e demanda.

Mercado teme escalada global do conflito

Especialistas alertam que o cenário pode se agravar caso os ataques se expandam para além do Golfo Pérsico e atinjam infraestruturas em outras regiões.

A preocupação central é a transição de um problema logístico para um verdadeiro choque de oferta de petróleo e gás, o que poderia levar a uma disparada ainda mais intensa nos preços.

Nesse contexto, o mercado passa a operar sob alta volatilidade, com investidores precificando cenários mais extremos e buscando garantir o abastecimento diante das incertezas.

FONTE: Times Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Unsplash

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Internacional

Tensão no Irã eleva custos de produção e logística em Mato Grosso

O agravamento das tensões no Oriente Médio, envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, já começa a impactar diretamente a economia de Mato Grosso. De acordo com a Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), o cenário geopolítico tem provocado forte valorização do petróleo no mercado internacional, pressionando os custos de produção industrial e o transporte agrícola.

Desde o início dos conflitos, em 28 de fevereiro, o barril do tipo Brent acumulou alta de 41% até 16 de março. Esse movimento afeta diretamente setores que dependem de combustíveis fósseis, especialmente em regiões com grande extensão territorial e forte atividade agroindustrial.

Reajuste do diesel agrava custos logísticos

A elevação do petróleo já foi repassada ao mercado brasileiro. No dia 13 de março, a Petrobras aumentou o preço do diesel em R$ 0,38 por litro para as distribuidoras. Com o combustível alcançando média de R$ 3,65, o impacto sobre a logística em Mato Grosso é imediato.

Dependente majoritariamente do transporte rodoviário, o estado sente de forma mais intensa os efeitos da alta. O encarecimento do diesel afeta diretamente o custo do frete, elemento essencial para o escoamento da produção agrícola e industrial.

Efeito cascata atinge toda a cadeia produtiva

O aumento no preço do combustível desencadeia um efeito em cadeia. O transporte de grãos, gado e insumos agrícolas, como fertilizantes e defensivos, torna-se mais caro. Da mesma forma, o envio de produtos industrializados até portos e centros consumidores sofre reajustes.

Com longas distâncias entre áreas produtoras e corredores logísticos, a tendência é que os custos adicionais sejam repassados ao consumidor final. Esse movimento contribui para a alta da inflação e reduz a competitividade da produção regional.

Relação comercial com o Irã entra em alerta

Outro ponto de atenção é a balança comercial de Mato Grosso. Nos últimos cinco anos, o estado exportou cerca de US$ 5 bilhões ao Irã, consolidando-se como principal exportador brasileiro para o país.

A pauta é concentrada em commodities agrícolas, como milho e soja, com baixa presença de produtos industrializados. Eventuais desdobramentos do conflito podem afetar essas relações comerciais.

Monitoramento constante do cenário internacional

Segundo o presidente da Fiemt, Silvio Rangel, o principal impacto imediato está no aumento dos custos operacionais. Ele destaca que a alta do petróleo influencia diretamente o preço dos combustíveis, com reflexos em toda a cadeia produtiva.

A entidade avalia que os efeitos sobre a economia local dependerão da duração do conflito e das oscilações no câmbio e no mercado de commodities. Diante disso, o acompanhamento do cenário internacional é considerado essencial para mitigar riscos e preservar a competitividade.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Secom-MT

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Internacional

Preço do petróleo sobe com incertezas sobre guerra no Irã e Estreito de Hormuz

Os preços do petróleo iniciaram o domingo (15) em alta, impulsionados pelas dúvidas sobre o desfecho da guerra no Irã e os riscos à navegação no Estreito de Hormuz, uma das principais rotas globais de energia.

O barril do petróleo Brent, referência internacional, chegou a avançar 3,3% na abertura, ultrapassando US$ 106. Ao longo da noite, no entanto, houve acomodação, com a cotação girando em torno de US$ 103 — patamar mantido até a manhã de segunda-feira (16).

Volatilidade e pressão no mercado de energia

A commodity já vinha em trajetória de alta desde a semana anterior, quando ultrapassou os US$ 100 diante do temor de uma disrupção no mercado de energia. Desde o início do conflito, os preços acumulam valorização de cerca de 40%, enquanto bolsas globais registraram queda aproximada de 5%.

Em meio à forte volatilidade, o barril chegou a tocar US$ 120 — o maior nível em quatro anos — antes de recuar e se estabilizar acima dos US$ 100.

Estreito de Hormuz no centro das atenções

O Estreito de Hormuz, localizado entre Irã e Omã, concentra cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo e gás natural liquefeito. A possibilidade de bloqueio parcial da passagem tem elevado a preocupação de investidores e governos.

Autoridades iranianas afirmaram que a rota segue aberta, mas com restrições a embarcações ligadas aos Estados Unidos e aliados. Ainda assim, navios continuam transitando pela região, embora em menor número.

Dados da consultoria marítima Lloyd’s List Intelligence indicam queda expressiva no tráfego: menos de 80 embarcações cruzaram o estreito desde o início da guerra, contra mais de 1.200 no mesmo período do ano passado — uma retração superior a 90%.

Declarações ampliam incertezas

O cenário de instabilidade foi intensificado por declarações divergentes entre os governos envolvidos.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o país mantém controle da situação e segue preparado para se defender. Já autoridades dos Estados Unidos indicaram que o conflito pode terminar em poucas semanas, o que poderia aliviar os custos de energia.

Por outro lado, o presidente Donald Trump sinalizou a possibilidade de novos ataques a infraestruturas estratégicas iranianas e descartou, por ora, um acordo imediato de paz.

Impactos logísticos e reação internacional

Diante dos riscos à logística global de petróleo, os Estados Unidos articulam a formação de uma coalizão internacional para proteger o tráfego marítimo na região. Países como China, França, Japão, Reino Unido e Coreia do Sul foram citados como possíveis participantes da iniciativa.

No campo da oferta, a Agência Internacional de Energia anunciou a liberação de 411,9 milhões de barris de reservas emergenciais. O objetivo é reduzir a pressão sobre o mercado, embora analistas considerem a medida limitada diante da magnitude da crise.

Perspectivas para os preços do petróleo

Especialistas avaliam que a tendência para o mercado de petróleo segue de alta, caso o conflito se prolongue ou haja interrupções mais severas no fornecimento. Uma crise prolongada pode gerar impactos na economia global, incluindo aumento da inflação devido à alta dos combustíveis.

Apesar das tentativas de estabilização, o cenário permanece incerto, com investidores atentos aos desdobramentos geopolíticos e seus efeitos sobre a oferta mundial.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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