Aeroportos

Alta do querosene leva aéreas a cortar voos e pressiona aviação no Brasil

O aumento do querosene de aviação (QAV), impulsionado pela disparada do petróleo, já provoca impactos diretos na malha aérea brasileira. Companhias aéreas cancelaram mais de 2 mil voos previstos para maio, em resposta à elevação dos custos operacionais.

Redução de voos atinge principalmente rotas menos rentáveis

Os cortes têm se concentrado em trajetos considerados menos lucrativos, preservando, por enquanto, rotas estratégicas como São Paulo–Rio de Janeiro e São Paulo–Brasília.

Entre os estados mais afetados pela redução na oferta de voos estão:

  • Amazonas (-17,5%);
  • Pernambuco (-10,5%);
  • Goiás (-9,3%);
  • Pará (-9,0%);
  • Paraíba (-8,9%).

A tendência, no entanto, pode se ampliar caso os custos continuem subindo.

Impacto direto da alta do combustível

Executivos do setor apontam que o principal fator por trás das suspensões é o reajuste de 54% no preço do QAV, aplicado no início de abril pela Petrobras. O combustível é um dos maiores componentes de custo das companhias aéreas.

Além disso, há expectativa de um novo aumento já em maio, com estimativa preliminar de alta próxima a 20%, dependendo da variação do mercado internacional nas últimas semanas.

Queda na oferta e menos assentos disponíveis

Dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) mostram que o número médio de voos diários caiu de 2.193 para 2.128 em maio — uma redução de 2,9%.

Na prática, isso representa:

  • cerca de 2 mil voos a menos no mês;
  • redução de aproximadamente 10 mil assentos por dia;
  • retirada de cerca de 12 aeronaves de médio porte da operação.

Setor aéreo alerta para impacto “grave”

A Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) classificou os efeitos do aumento do combustível como severos e informou que mantém diálogo com o governo para buscar alternativas.

Apesar de medidas anunciadas recentemente, como:

  • isenção de PIS/Cofins sobre o QAV;
  • adiamento de tarifas de navegação aérea;
  • possibilidade de financiamento via Fundo Nacional de Aviação Civil;

as empresas avaliam que os efeitos ainda são limitados frente à magnitude da alta.

Parcelamento do reajuste gera insatisfação

Uma das propostas para aliviar o impacto foi o parcelamento do aumento do combustível. No entanto, a cobrança de juros acima do mercado surpreendeu negativamente o setor.

Inicialmente, a taxa informada foi de 1,6% ao mês, depois ajustada para 1,23%, ainda considerada elevada pelas companhias aéreas.

Novas demandas das companhias

Além das medidas já anunciadas, as empresas defendem:

  • retomada da isenção de Imposto de Renda sobre leasing de aeronaves;
  • revisão das alíquotas do IOF aplicadas ao setor.

Essas ações são vistas como essenciais para reduzir custos e evitar novos cortes na malha aérea.

Petrobras cita regras contratuais

Em nota, a Petrobras informou que os preços do querosene de aviação são atualizados mensalmente, conforme contratos vigentes há duas décadas.

A empresa destacou que não antecipa reajustes devido à volatilidade do mercado, mas afirmou que estuda alternativas, como o parcelamento de aumentos futuros, dependendo das condições do setor.

Cenário segue incerto

Com o petróleo em alta no mercado global, o setor aéreo enfrenta um cenário de pressão contínua sobre custos. Caso os preços do combustível permaneçam elevados, novas reduções de voos podem ocorrer, afetando a conectividade e o preço das passagens no Brasil.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Informação

Combustível de aviação: governo anuncia medidas para conter alta do QAv

O governo federal anunciou um conjunto de ações para enfrentar a alta do combustível de aviação (QAv) e seus efeitos sobre o setor aéreo. As medidas, divulgadas na segunda-feira (6), foram elaboradas pelo Ministério de Portos e Aeroportos em parceria com a área econômica, com foco em preservar a oferta de voos e conter o aumento das passagens aéreas.

A iniciativa surge em meio à elevação global dos preços do QAv, que pressiona os custos das companhias e pode afetar a conectividade aérea no país.

Estratégia busca equilíbrio fiscal e apoio ao setor

Segundo o Ministério da Fazenda, o pacote foi estruturado para gerar impacto direto no setor sem comprometer o equilíbrio das contas públicas. Já o Ministério de Portos e Aeroportos destacou que o objetivo central é evitar o repasse integral dos custos ao consumidor.

A preocupação do governo é manter o ritmo de crescimento do transporte aéreo, que recentemente registrou aumento na demanda por passageiros.

Linhas de crédito e financiamento para companhias aéreas

Entre as principais medidas está a criação de uma linha de financiamento via Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), destinada à compra de combustível. Cada empresa poderá acessar até R$ 2,5 bilhões, com operacionalização pelo BNDES e risco assumido pelas próprias companhias.

Também foi anunciada uma linha de crédito adicional de R$ 1 bilhão para capital de giro, cujas regras serão definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), com garantia da União.

Redução de impostos sobre o querosene de aviação

Outra medida relevante é a desoneração tributária. O governo editará decreto para zerar as alíquotas de PIS/Cofins sobre o QAv, o que deve reduzir o preço do combustível em cerca de R$ 0,07 por litro.

A iniciativa busca aliviar custos operacionais e contribuir para a estabilidade das tarifas aéreas.

Flexibilização de pagamentos e apoio da Petrobras

O pacote inclui ainda a possibilidade de adiamento no pagamento das tarifas de navegação aérea ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). Os valores referentes aos meses de abril a junho poderão ser quitados apenas em dezembro de 2026.

Além disso, a Petrobras anunciou recentemente um modelo de transição para o reajuste do QAv. A proposta permite que distribuidoras repassem inicialmente 18% do aumento, com o restante parcelado em seis vezes a partir de julho.

Medidas tentam conter pressão sobre passagens aéreas

Combinadas, as ações buscam reduzir a pressão sobre os custos das companhias e evitar aumentos expressivos nas tarifas aéreas. O governo aposta que o pacote ajudará a sustentar a expansão do setor e garantir maior previsibilidade ao mercado.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ministério de Portos e Aeroportos

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Importação

Brasil busca ampliar importação de gás da Bolívia e reforçar parceria energética

A cooperação energética entre Brasil e Bolívia ganhou novo impulso com a sinalização de aumento na produção e no fornecimento de gás natural ao mercado brasileiro. A iniciativa ocorre em meio a um cenário internacional de incertezas no abastecimento de combustíveis, o que reforça a importância de parcerias regionais estratégicas.

Parceria energética ganha força

Durante encontro oficial em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou o interesse brasileiro em ampliar tanto a produção quanto a importação de gás natural boliviano, considerado um recurso essencial para a segurança energética do país.

Segundo o presidente, a Bolívia segue como um fornecedor confiável, mesmo diante de crises globais que afetam o setor. Ele também mencionou a possibilidade de novos investimentos para expandir a oferta do insumo ao Brasil.

A atuação da Petrobras ao longo das últimas décadas foi apontada como fundamental para a integração energética entre os dois países. Atualmente, a estatal responde por cerca de 25% da produção de gás na Bolívia — número inferior aos 60% registrados anteriormente, mas ainda relevante.

Gasoduto e integração regional

O Gasoduto Brasil–Bolívia continua sendo uma peça-chave para o desenvolvimento industrial brasileiro e para o setor de hidrocarbonetos boliviano. A expectativa é que a estrutura seja utilizada de forma mais ampla, promovendo a integração dos mercados de gás no Cone Sul.

Além disso, há potencial de uso do gasoduto para abastecer projetos industriais, como uma possível fábrica de fertilizantes na região de Puerto Quijaro.

Interligação elétrica e energia renovável

Outro avanço importante foi o acordo para interconexão dos sistemas elétricos entre os dois países. O projeto prevê a construção de uma linha de transmissão entre a província de Germán Busch, na Bolívia, e o município de Corumbá (MS).

A proposta busca otimizar o uso de recursos energéticos e ampliar o acesso à eletricidade em áreas ainda dependentes de diesel. O Brasil também demonstrou interesse em colaborar com a Bolívia no desenvolvimento de biocombustíveis e outras fontes renováveis, fortalecendo a diversificação da matriz energética e contribuindo para a descarbonização.

Mineração e cooperação ampliada

O presidente boliviano, Rodrigo Paz, ressaltou o potencial de cooperação no setor de mineração, destacando a diversidade e abundância de recursos minerais no país.

Além da energia, os dois governos discutiram temas como integração física, combate a crimes transnacionais, comércio, investimentos e questões migratórias. Também foram firmados acordos nas áreas de turismo e segurança, com foco no enfrentamento ao crime organizado.

Comércio bilateral e novos investimentos

Apesar de o Brasil ser o segundo maior parceiro comercial da Bolívia, o volume de trocas entre os países vem diminuindo. Em 2013, a balança comercial atingiu US$ 5,5 bilhões, enquanto em 2025 caiu para US$ 2,6 bilhões.

Ainda assim, há expectativa de retomada, com oportunidades em setores como agronegócio, alimentos, sementes, frutas, algodão, cana-de-açúcar e soja, além de avanços em biotecnologia com apoio da Embrapa.

Infraestrutura e integração logística

A construção de uma nova ponte sobre o Rio Mamoré, ligando Guajará-Mirim (RO) a Guayarámerin, deve facilitar o fluxo comercial entre os países. A obra integra as Rotas de Integração Sul-Americana e tem início previsto para 2027.

O projeto permitirá melhor acesso aos portos do Chile e do Peru, ampliando a conexão com mercados asiáticos por meio do Oceano Pacífico.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Agência Petrobras/Divulgação)

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Aeroportos

Alta do petróleo deve encarecer passagens aéreas, afirma presidente da Gol

O aumento recente no preço do petróleo no mercado internacional deve pressionar o custo das passagens aéreas no Brasil. A avaliação é do presidente-executivo da Gol Linhas Aéreas, Celso Ferrer, que indicou a possibilidade de repasse parcial desse custo ao consumidor.

Segundo o executivo, o setor possui mecanismos para enfrentar oscilações no valor do combustível, mas parte da elevação tende a chegar ao preço final das passagens.

Volatilidade do petróleo pressiona custos das companhias aéreas

Durante participação em um evento nesta quinta-feira (12), Ferrer destacou que o mercado de energia passa por um período de forte volatilidade no preço do petróleo, fator que impacta diretamente a aviação.

De acordo com ele, empresas aéreas costumam ter alguma capacidade de absorver aumentos de custo no curto prazo. Ainda assim, o repasse parcial é considerado natural dentro da dinâmica do setor.

“Temos diferentes ferramentas para lidar com essas oscilações, mas algum repasse para as passagens aéreas acaba acontecendo”, afirmou o executivo.

Reajuste do querosene de aviação aumenta pressão sobre tarifas

No início de março, a Petrobras anunciou um aumento de 9,4% no preço do querosene de aviação (QAV), combustível essencial para o transporte aéreo.

O reajuste ocorreu após a escalada do barril de petróleo no mercado internacional, impulsionada pelas tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã no Oriente Médio.

Como o combustível representa uma das maiores despesas das companhias aéreas, mudanças nesse preço costumam ter impacto direto nos custos operacionais do setor.

Expansão internacional da Gol segue mantida

Apesar do cenário de aumento nos custos do combustível, Ferrer afirmou que a estratégia de expansão internacional da Gol permanece inalterada.

A companhia pretende utilizar o Aeroporto Internacional do Galeão como um hub para ampliar a oferta de voos de longa distância.

Segundo o executivo, o plano de crescimento da empresa está estruturado no longo prazo e não deve ser afetado por oscilações momentâneas no preço do petróleo.

Frota da Gol deve crescer nos próximos anos

Além da ampliação de rotas internacionais, a companhia também pretende expandir sua frota. A estratégia inclui aumentar gradualmente o número de aeronaves da Airbus.

Ao mesmo tempo, a empresa ainda aguarda a entrega de 85 novos jatos da Boeing, previstos para chegar ao longo dos próximos anos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Gol

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Informação

Alta do petróleo amplia defasagem do diesel no Brasil e acende alerta para abastecimento

A recente alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pelo aumento das tensões no Oriente Médio, provocou forte impacto no setor de combustíveis no Brasil. Com o barril ultrapassando a marca de US$ 100, o mercado de diesel importado praticamente parou, elevando a preocupação com o abastecimento interno.

Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem do diesel no Brasil em relação ao preço internacional chegou a 85%, o maior nível já registrado. O cenário abre espaço para um possível reajuste de até R$ 2,74 por litro, caso os preços sejam alinhados ao mercado externo.

Importação de diesel é suspensa

De acordo com o presidente da Abicom, Sergio Araújo, importadores suspenderam novas compras diante da incerteza sobre um eventual reajuste por parte da Petrobras.

Isso ocorre porque, sem repasse do aumento internacional para o mercado interno, o diesel importado se torna economicamente inviável para revenda no país.

Araújo explica que o mercado está praticamente paralisado desde o início da escalada do conflito internacional. Segundo ele, boa parte do diesel importado pelo Brasil vem da Rússia e, neste momento, os agentes aguardam definição sobre a política de preços da estatal brasileira.

Atualmente, o diesel importado representa cerca de 30% do consumo nacional, o que amplia a preocupação com possíveis problemas no abastecimento.

Estoques garantem abastecimento por curto período

Mesmo com a interrupção das compras externas, os estoques existentes no país ainda garantem o fornecimento por cerca de 15 dias, segundo estimativas do setor.

Enquanto isso, o diesel vendido pela Petrobras permanece há mais de 300 dias sem reajuste, ampliando a diferença entre os preços praticados no Brasil e no mercado internacional.

Já a Acelen, responsável pela Refinaria de Mataripe, na Bahia, realizou aumento de 26% no preço do diesel somente em março. Ainda assim, a defasagem em relação aos valores internacionais permanece em cerca de 42%.

Setor teme risco de desabastecimento

A insegurança no mercado de combustíveis tem aumentado nas últimas semanas. Fontes do setor indicam que, diante da limitação de oferta por parte de refinarias privadas — como Mataripe e a refinaria de Manaus —, filas já começam a se formar nas unidades da Petrobras.

Especialistas alertam que a situação não pode se prolongar por muito tempo, pois pode resultar em problemas no abastecimento de diesel no país, combustível essencial para o transporte de cargas e a logística nacional.

Gasolina também tem defasagem, mas impacto é menor

No caso da gasolina, o cenário é menos crítico porque apenas cerca de 10% do consumo brasileiro depende de importações.

Mesmo assim, a Abicom calcula que a defasagem do preço da gasolina frente ao mercado internacional está em torno de 49%, o que indicaria possibilidade de aumento de R$ 1,22 por litro caso houvesse alinhamento total.

Alternativas enfrentam limitações

Algumas propostas discutidas no setor incluem aumentar a mistura de biodiesel no diesel, medida defendida por entidades do agronegócio como forma de reduzir a dependência do combustível fóssil.

No entanto, especialistas do mercado avaliam que a alternativa pode elevar custos, já que o biodiesel tem preço mais alto que o diesel convencional.

No caso da gasolina, a ampliação da mistura de etanol, atualmente em 30%, também enfrenta limitações, pois o biocombustível passa por um período de preços elevados.

Conflito no Oriente Médio pressiona mercado global

O petróleo tipo Brent iniciou a semana próximo de US$ 120 por barril, recuando ao longo do dia para valores próximos de US$ 100.

Para Isabela Garcia, analista de inteligência de mercado da Stonex, o movimento reflete a consolidação do temor de um choque de oferta global de petróleo.

Inicialmente, o mercado acreditava que o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã seria resolvido rapidamente. Porém, com a continuidade dos ataques e interrupções em infraestruturas energéticas, a percepção mudou.

Medidas internacionais podem aliviar pressão

Diante da escalada dos preços da energia, o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que países do G7 avaliam utilizar reservas estratégicas de petróleo, estratégia semelhante à adotada no início da guerra entre Rússia e Ucrânia, em 2022.

Segundo especialistas, a medida pode aliviar parte da pressão no curto prazo. No entanto, o impacto pode ser limitado caso permaneçam restrições na navegação pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o transporte global de petróleo.

Enquanto a situação geopolítica permanecer indefinida, analistas avaliam que o petróleo tende a continuar pressionado, mantendo o mercado internacional em alerta.

FONTE: UOL/Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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Economia

Ibovespa renova fôlego e se aproxima de recorde histórico com alta de 1,35%

O Ibovespa retomou o movimento de valorização nesta quinta-feira (19) e avançou 1,35%, encerrando o pregão aos 188.534,42 pontos — ganho de 2.518,11 pontos após três sessões consecutivas de queda. O resultado mantém o principal índice da bolsa brasileira muito próximo do maior fechamento da história, registrado em 11 de fevereiro, quando atingiu 189.699,12 pontos.

O desempenho reforça a percepção de mercado doméstico aquecido, sustentado por fundamentos e por fluxo consistente de capital estrangeiro.

O giro financeiro do dia somou R$ 29,10 bilhões, com máxima de 188.687,12 pontos e mínima de 185.927,99 pontos.

Dólar cai e juros futuros avançam

No câmbio, o dólar comercial recuou 0,25%, fechando cotado a R$ 5,227. Já os juros futuros (DIs) subiram ao longo de toda a curva, refletindo discussões sobre o custo do crédito e seus impactos na atividade econômica.

O cenário misto indica que, apesar do otimismo na renda variável, o mercado segue atento às condições financeiras e à política monetária.

Petrobras e petróleo impulsionam o índice

Entre os destaques do pregão, o avanço superior a 2% do petróleo no mercado internacional, em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã, favoreceu as ações do setor de energia.

A Petrobras acompanhou a alta da commodity e contribuiu para sustentar o índice. As ações preferenciais (PETR4) subiram 1,67%. Já a PRIO (PRIO3) avançou 2,14%.

O peso relevante das petroleiras na carteira teórica do Ibovespa ampliou o impacto positivo da valorização do petróleo sobre o desempenho geral da bolsa.

Bancos sobem e fluxo estrangeiro fortalece a bolsa

As ações dos grandes bancos também registraram ganhos expressivos, reforçando o movimento de alta das chamadas blue chips.

O Banco do Brasil avançou 2,48%, o Bradesco subiu 2,01%, o Itaú Unibanco ganhou 1,17% e o Santander Brasil encerrou com valorização de 1,28%. A B3 também teve desempenho positivo, com alta de 0,80%.

Analistas apontam que o fluxo estrangeiro segue como um dos principais vetores de sustentação do mercado brasileiro, direcionando recursos especialmente para empresas de grande liquidez e relevância no índice.

A Vale, que havia recuado com força na sessão anterior, conseguiu reverter perdas e fechou com leve alta de 0,20%, reforçando o caráter disseminado da valorização.

IBC-Br sinaliza economia resiliente

No campo doméstico, investidores repercutiram o resultado do IBC-Br de dezembro, indicador considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).

O índice apontou retração de 0,2% na comparação mensal, desempenho melhor do que o esperado por parte do mercado. A leitura predominante foi de que a economia brasileira mantém resiliência, mesmo em ambiente de condições financeiras mais restritivas.

A composição dos dados, segundo economistas, sugere desaceleração em setores ligados a consumo e renda, mas sem comprometer de forma significativa o ritmo geral da atividade.

Exterior cauteloso e atenção ao PCE

Enquanto a bolsa brasileira operou em alta, os principais índices de Wall Street encerraram o dia em queda, pressionados pelo risco geopolítico e pela expectativa em torno do PCE (índice de preços de consumo pessoal), referência para o Federal Reserve na definição da política monetária.

Mesmo diante do ambiente externo mais volátil, o mercado brasileiro demonstrou apetite por risco, apoiado na combinação de petróleo em alta, bancos fortes, dólar em queda e indicadores domésticos relativamente favoráveis.

O fechamento mantém o Ibovespa próximo das máximas históricas e reforça a narrativa de início de ano positivo para a bolsa brasileira.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Brasil 247

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Informação

Petrobras reduz preço do gás natural em 7,8% a partir de fevereiro de 2026

A Petrobras anunciou nesta terça-feira (27) uma redução média de 7,8% no preço do gás natural vendido às distribuidoras. O novo valor passa a vigorar em 1º de fevereiro de 2026 e segue as regras previstas nos contratos firmados com as empresas do setor.

Redução segue contratos e indicadores internacionais

De acordo com a estatal, o reajuste reflete a atualização trimestral baseada em indicadores internacionais de energia e na variação cambial. A queda incide exclusivamente sobre a chamada parcela molécula, que corresponde ao valor do gás natural antes da aplicação de custos adicionais.

Esses custos incluem transporte, margens das distribuidoras, impostos e tarifas reguladas, o que significa que a redução anunciada não implica, necessariamente, queda imediata na conta final do consumidor.

Como funciona o reajuste do gás natural

Os contratos da Petrobras preveem ajustes trimestrais calculados, principalmente, a partir de três fatores:

  • Cotação do petróleo Brent
  • Taxa de câmbio real-dólar
  • Henry Hub, referência do mercado de gás natural dos Estados Unidos, incluída nos contratos desde o início de 2026

Essa nova indexação vale para as distribuidoras que optaram por esse modelo contratual. Para o trimestre iniciado em fevereiro, a combinação desses indicadores, somada à ponderação dos volumes contratados, resultou na redução média de 7,8% no preço da molécula do gás natural.

Impacto varia entre distribuidoras

A Petrobras ressalta que o impacto do reajuste pode variar conforme a distribuidora, já que fatores como tipo de produto contratado e volume efetivamente consumido influenciam o preço final.

Desde 2024, a companhia também adota mecanismos que permitem descontos adicionais, como o prêmio por performance e o prêmio de incentivo à demanda, concedidos a clientes que atingem metas específicas de consumo.

Segundo a estatal, considerando a redução prevista para fevereiro de 2026, o preço médio da molécula do gás natural acumula uma queda aproximada de 38% desde dezembro de 2022.

Reajuste não vale para o gás de cozinha

O reajuste anunciado não se aplica ao GLP, conhecido como gás de cozinha, comercializado em botijões ou a granel. A medida é restrita exclusivamente ao mercado de gás natural canalizado.

Diferença entre gás natural e GLP

O gás natural é extraído diretamente de poços, assim como o petróleo, e tem o metano como principal componente. Ele é distribuído por gasodutos e utilizado em residências, indústrias e veículos, sendo considerado uma fonte mais limpa por emitir menos poluentes na queima.

Já o GLP (gás liquefeito de petróleo) é obtido por processos industriais, composto por propano e butano. Armazenado em botijões ou tanques, é amplamente usado em cozinhas e sistemas de aquecimento, especialmente em regiões sem acesso à rede de gás natural.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Transporte

Novas embarcações da Petrobras ampliam e triplicam a capacidade de transporte de GLP

A Petrobras, em parceria com a subsidiária Transpetro, anunciou um investimento de R$ 2,9 bilhões para a aquisição de novas embarcações destinadas ao transporte de combustíveis. O pacote inclui cinco navios gaseiros, 18 barcaças e 18 empurradores, ampliando de forma significativa a estrutura logística da companhia.

Com a incorporação dos novos navios, a frota de gaseiros da Transpetro passará de seis para 14 unidades, o que permitirá triplicar a capacidade de transporte de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) e de outros derivados, segundo a estatal.

Eficiência energética e redução de emissões

De acordo com a Petrobras, os novos gaseiros foram projetados para operar com maior eficiência energética, consumindo até 20% menos energia. As embarcações também devem reduzir em cerca de 30% as emissões de gases de efeito estufa, além de estarem aptas a operar em portos eletrificados, alinhando-se às metas ambientais da companhia.

A ampliação da frota própria tem como objetivo principal diminuir a dependência de embarcações afretadas, aumentando a flexibilidade operacional e a eficiência no escoamento de GLP e outros produtos estratégicos.

Entrada na navegação interior amplia alcance logístico

A aquisição das barcaças e empurradores marca a entrada da Transpetro na navegação interior, que envolve operações em águas abrigadas ou parcialmente abrigadas, como rios, lagos, canais e baías. Com essa estrutura, a empresa passará a contar com frota própria para abastecimento em polos considerados estratégicos, como Belém (PA), Rio de Janeiro (RJ), Santos (SP), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS).

Programa Mar Aberto impulsiona renovação da frota

As novas embarcações integram o Programa Mar Aberto, iniciativa voltada à renovação e ampliação da frota do Sistema Petrobras. Os contratos de construção foram assinados na terça-feira (20), durante cerimônia realizada em Rio Grande (RS), com a presença de autoridades federais.

O programa prevê investimentos estimados em US$ 6 bilhões entre 2026 e 2030, o equivalente a aproximadamente R$ 32 bilhões. O plano inclui a construção de 20 navios de cabotagem, além das 18 barcaças e 18 empurradores, e o afretamento de 40 embarcações de apoio para dar suporte às atividades de exploração e produção (E&P).

Construção distribuída em três estados

As embarcações contratadas serão operadas pela Transpetro e construídas em estaleiros localizados em três estados brasileiros. No Rio Grande do Sul, o Estaleiro Rio Grande ficará responsável pela construção dos gaseiros. No Amazonas, o estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia produzirá as 18 barcaças. Já em Santa Catarina, a Indústria Naval Catarinense será encarregada da construção dos empurradores.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Comércio Exterior

Especialistas analisam o comércio internacional e o cenário econômico da Venezuela

O Conselho Empresarial de Comércio Exterior da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) promoveu um encontro voltado à discussão de temas estratégicos da agenda econômica brasileira e do comércio exterior. O convidado foi o economista Márcio Sette Fortes, que apresentou a palestra “As perspectivas econômicas e políticas da Venezuela no comércio internacional”.

Durante a exposição, o especialista abordou questões relacionadas a acordos internacionais, financiamento ao comércio e o contexto econômico da América do Sul, com foco nos reflexos para o Brasil e para o Estado do Rio de Janeiro.

Política de preços da Petrobras e impactos no mercado

Ao analisar o setor energético, Márcio Sette destacou a mudança na política de preços da Petrobras, que em 2023 deixou de adotar a Paridade de Preços de Importação (PPI). Segundo ele, embora a medida tenha reduzido a dependência direta da cotação internacional do barril Brent, o país ainda permanece sensível às oscilações globais, especialmente no mercado de diesel.

“O Brasil continua exposto aos preços internacionais, mesmo com ajustes na política interna”, observou o economista.

Indústria petrolífera da Venezuela e reflexos no Rio de Janeiro

O economista também chamou atenção para a situação da indústria de petróleo da Venezuela, que, de acordo com sua análise, enfrenta um quadro de sucateamento após duas décadas de baixo investimento. Esse cenário inviabiliza uma retomada rápida da produção, apesar de o país deter as maiores reservas de petróleo do mundo.

No caso do Rio de Janeiro, o alerta recai sobre os possíveis efeitos de uma eventual ampliação da produção venezuelana sob influência dos Estados Unidos. Uma maior oferta de petróleo no mercado global poderia pressionar os preços internacionais. “O petróleo responde por cerca de 40% do PIB total e 80% do PIB industrial fluminense. Uma queda expressiva nos preços teria impacto direto nas exportações da Petrobras, na arrecadação estadual e na economia do Rio”, afirmou.

Acordos comerciais e integração regional

Outro ponto abordado foi o papel dos acordos de comércio internacional, como o Acordo de Complementação Econômica nº 59 (ACE 59) e o Acordo Mercosul–União Europeia. Márcio Sette também comentou a suspensão temporária — posteriormente revogada — do Acordo de Complementação Econômica nº 69 (ACE 69), que permite a entrada de produtos brasileiros na Venezuela com tarifa zero, desde que cumpridas as exigências de certificação de origem.

Crise política e desafios econômicos na Venezuela

A reunião contou ainda com uma análise política apresentada pelo vice-presidente do Conselho Empresarial de Comércio Exterior, Pedro Rafael. Ele traçou um panorama da crise venezuelana, combinando aspectos históricos com as recentes mudanças políticas e econômicas.

Segundo Pedro Rafael, a Venezuela enfrenta atualmente um cenário de insegurança jurídica, no qual a recuperação econômica depende da reabertura ao mercado internacional e da regularização de dívidas acumuladas. “A reconstrução econômica e política do país é urgente e passa, necessariamente, pela retomada da confiança institucional”, avaliou.

FONTE: ACRJ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ACRJ

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Informação

Vazamento de fluido de perfuração na Bacia da Foz do Amazonas é confirmado pela Petrobras

A Petrobras confirmou que identificou no último domingo um vazamento de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares da sonda que conecta ao poço Morpho, localizado a cerca de 175 km da costa do Amapá, na Bacia da Foz do Amazonas.

Em nota, a estatal afirmou que a perda do fluido foi contida rapidamente e que as linhas afetadas serão retiradas do mar para avaliação e reparo. Segundo o Ibama, o incidente não é considerado grave e não apresenta risco ambiental, já que o fluido liberado é biodegradável e possui baixa toxicidade.

A empresa reforçou que tanto o poço quanto a sonda permanecem em total segurança e que a operação de perfuração não sofre impactos de segurança com o episódio.

Medidas de controle e licenciamento ambiental

A Petrobras informou que notificou os órgãos competentes e aplicou todas as medidas de controle exigidas. O fluido utilizado está dentro dos limites de toxicidade permitidos e não oferece riscos ao meio ambiente ou à população, segundo a companhia.

O Ibama concedeu licença à Petrobras para perfuração do primeiro poço na região em 20 de outubro, após o início do processo em 2020. O poço Morpho possui profundidade total de 7.081 metros, sendo 2.880 metros de profundidade da água.

Localizado no bloco FZA-M-059, a 500 km da foz do Rio Amazonas e 175 km da costa, o empreendimento em águas profundas tem gerado críticas de ambientalistas. A região abriga grande diversidade de fauna e flora marinha, manguezais e comunidades indígenas.

Potencial de reservas e histórico de vazamentos

De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a porção noroeste da Bacia da Foz do Amazonas pode conter até 6,2 bilhões de barris de óleo equivalente (boe). Para comparação, as reservas provadas da Petrobras somam 11,4 bilhões de boe.

Fontes da empresa indicam que o reparo das linhas afetadas deve levar de 10 a 15 dias. Vazamentos desse tipo são relativamente comuns nas atividades de exploração da estatal, ocorrendo em metade das últimas seis perfurações.

Especialistas do setor ressaltam que, por ser biodegradável e não conter petróleo, o fluido não causa impactos ambientais e está dentro das normas do Ibama. Porém, ambientalistas continuam preocupados. O Instituto Internacional Arayara alertou que incidentes como este evidenciam os riscos da exploração em uma região de alta biodiversidade, com forte dependência de comunidades costeiras e tradicionais.

“Assim que foi anunciada a liberação, entidades indígenas e organizações da sociedade civil, incluindo o Instituto Arayara, entraram com ação civil pública solicitando a anulação da licença”, disse o instituto em nota. Para a entidade, o vazamento confirma os riscos que essas comunidades vêm alertando há anos.

Etapas da perfuração e expansão da Petrobras

A Petrobras estima que a perfuração do poço Morpho dure cerca de cinco meses, dentro da fase exploratória. Nessa etapa, o objetivo é obter informações geológicas e avaliar o potencial de petróleo e gás na região; ainda não há produção comercial.

Além da Bacia da Foz do Amazonas, a empresa mantém operações exploratórias na Bacia Potiguar, no litoral do Rio Grande do Norte, onde perfurou dois poços sem comprovação de reservas. A Petrobras planeja iniciar em breve a perfuração de um terceiro poço na região.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/O Globo

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