Trafico

PF deflagra operação contra tráfico internacional de drogas no Porto de Paranaguá

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (19) a Operação Azimute para aprofundar as investigações sobre um esquema de tráfico internacional de drogas que utilizaria a estrutura logística do Porto de Paranaguá, no Paraná.

A apuração começou após a apreensão de aproximadamente 22 quilos de cocaína, realizada em novembro de 2025. A partir das informações obtidas naquele episódio, os investigadores avançaram na identificação de possíveis envolvidos e na dinâmica utilizada para o transporte da droga.

PF cumpre mandados em Paranaguá

Nesta nova etapa da operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Paranaguá.

As ordens judiciais foram expedidas pela 13ª Vara Federal de Curitiba e tiveram como objetivo reunir novos elementos para esclarecer a atuação dos investigados e a possível utilização da infraestrutura portuária no esquema.

Durante o cumprimento das medidas, os agentes localizaram aproximadamente 11,7 quilos de uma substância semelhante à cocaína, o que resultou em uma prisão em flagrante.

Veículo e dinheiro também foram apreendidos

Além da droga, a ação da PF resultou na apreensão de um veículo, dinheiro em espécie e outros materiais considerados relevantes para o andamento da investigação.

O material recolhido deverá ser analisado pelos investigadores para auxiliar na identificação de outros envolvidos e no esclarecimento das circunstâncias relacionadas ao tráfico de cocaína pelo Porto de Paranaguá.

A Operação Azimute dá continuidade às diligências iniciadas após a apreensão realizada em 2025 e busca aprofundar a apuração sobre a possível utilização da logística portuária para o transporte internacional de entorpecentes.

FONTE: Polícia Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Polícia Federal

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Portos

TCP movimenta mais de 800 contêineres de cargas fracionadas em 2026

Terminal de Contêineres de Paranaguá recebeu 851 unidades no primeiro semestre, com mais de 9 mil processos de entrega registrados entre janeiro e julho

Entre janeiro e julho de 2026, a TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, recebeu 851 contêineres de cargas fracionadas, modalidade conhecida como LCL (less than a container load).

O sistema permite reunir mercadorias de diferentes importadores em uma única unidade de transporte marítimo. A estratégia otimiza o espaço disponível e pode reduzir custos de importação, além de diminuir a burocracia para empresas que não possuem volume suficiente para ocupar um contêiner inteiro.

Operação LCL ganha agilidade no terminal

Segundo Fabio Mattos, gerente comercial da TCP, a estrutura do terminal contribui para tornar o processo de cargas LCL mais rápido. A empresa conta com mais de 9 mil metros quadrados de área no maior armazém em zona primária do Brasil.

De acordo com o executivo, a liberação de cargas fracionadas ocorre, em média, em 48 horas. Para importadores de Curitiba e da Região Metropolitana, a TCP também oferece entrega diretamente no endereço do cliente.

Nos primeiros sete meses do ano, o terminal contabilizou 9.034 processos de entrega de cargas fracionadas aos respectivos destinatários. Entre os produtos movimentados, plásticos e suas obras tiveram maior participação, respondendo por aproximadamente 46% dos processos.

Como funciona a desova de cargas LCL

A operação começa com o posicionamento do contêiner LCL na doca do armazém alfandegado de importação. Depois da retirada do lacre, a unidade é aberta e as mercadorias passam por conferência e aferição.

Na sequência, as remessas são retiradas do contêiner e organizadas de acordo com cada cliente. As cargas são então paletizadas e embaladas, concluindo a chamada desova de contêineres LCL.

Washington Renan Bohnn, gerente de operações logísticas da TCP, explica que esse procedimento permite separar as diferentes remessas transportadas dentro da mesma unidade.

Estrutura própria reduz burocracia e custos

Quando um terminal portuário não dispõe de um armazém alfandegado para importação, a desova dos contêineres LCL precisa ocorrer em outro recinto alfandegado.

Nessas situações, o importador precisa solicitar documentos como a Declaração de Trânsito Aduaneiro (DTA) ou a Declaração de Trânsito de Contêineres (DTC) para viabilizar a transferência da unidade.

Esse procedimento pode aumentar o tempo da operação e gerar custos adicionais na importação. A estrutura disponível na TCP permite que o processo seja realizado dentro do próprio terminal, reduzindo etapas e tornando a operação mais direta.

Comparativo com o volume de 2025

Em todo o ano de 2025, a TCP recebeu 1.508 contêineres LCL destinados à importação. No mesmo período, foram registrados 16.405 processos de entrega de cargas fracionadas.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Trafico

Receita Federal apreende 16,5 quilos de cocaína em contêiner no Porto de Paranaguá

A Receita Federal apreendeu 16,5 quilos de cocaína durante uma operação realizada na manhã de sexta-feira (14), em um terminal privado de Paranaguá, no litoral do Paraná. A droga estava dividida em 15 tabletes e foi encontrada com o auxílio de um scanner e do cão de faro Falcon.

Cocaína estava escondida em contêiner refrigerado

Os agentes localizaram os entorpecentes escondidos no condensador de um contêiner refrigerado que transportava legalmente uma carga de frango congelado.

A estrutura utilizada para ocultar a droga chamou a atenção durante a fiscalização e levou à localização dos 15 tabletes de cocaína.

Carga tinha destino internacional

Segundo a apuração, o contêiner faria um transbordo no Porto de Valência, na Espanha. O terminal espanhol seria utilizado como escala antes do prosseguimento da viagem marítima.

O destino final da carga era o Porto de Mersin, no sul da Turquia. De lá, o contêiner seguiria posteriormente para o Iraque.

A rota internacional e a forma de ocultação da droga fazem parte da investigação sobre o transporte do tráfico internacional de drogas.

Droga foi encaminhada à polícia

Após a apreensão, a cocaína apreendida foi entregue à autoridade de polícia judiciária competente, que ficará responsável pelos procedimentos de investigação e demais medidas legais relacionadas ao caso.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Trafico

Receita Federal apreende 36,5 quilos de cocaína em contêiner no Porto de Paranaguá

A Receita Federal apreendeu 36,5 quilos de cocaína durante uma operação realizada na manhã de terça-feira (11), em um terminal privado de Paranaguá, no litoral do Paraná. A ação resultou na localização de 30 tabletes de droga escondidos em um contêiner.

A carga ilícita foi identificada com o apoio de um scanner de inspeção e do cão de faro Falcon, utilizado durante a fiscalização.

Droga estava escondida em contêiner refrigerado

Segundo a Receita Federal, os tabletes de cocaína foram encontrados dentro do condensador de um contêiner refrigerado. O equipamento transportava uma carga legal de frango congelado.

O contêiner tinha como destino final o Porto de Antuérpia, na Bélgica. A estratégia de ocultação da droga buscava utilizar uma estrutura do equipamento para dificultar sua identificação durante o transporte internacional.

Carga foi encaminhada à polícia

Após a conclusão da fiscalização, os 36,5 quilos de cocaína foram entregues à polícia judiciária competente, que dará prosseguimento às providências relacionadas à ocorrência.

A atuação da Receita Federal integra as ações de fiscalização aduaneira realizadas nos portos brasileiros para identificar cargas ilícitas e impedir o envio de drogas ao exterior.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Receita Federal

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Portos

Portos brasileiros ampliam movimentação de cargas estratégicas no primeiro semestre de 2026

Os portos brasileiros reforçaram sua importância para a logística nacional e o comércio exterior ao registrar crescimento na movimentação de cargas entre janeiro e junho de 2026. Terminais localizados em diferentes regiões do país apresentaram resultados positivos, impulsionados pelo transporte de grãos, contêineres, combustíveis, minérios, veículos e outros produtos destinados tanto ao mercado interno quanto às exportações.

Entre os principais destaques do semestre estão os portos de Santos (SP), Paranaguá e Antonina (PR), Itaqui (MA), Suape (PE), os portos administrados pela Codeba, na Bahia, e o Porto de Itajaí (SC).

Porto de Santos mantém liderança na América Latina

Maior complexo portuário da América Latina, o Porto de Santos movimentou 92,8 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2026, crescimento de 5,05% em comparação ao mesmo período do ano passado.

As exportações responderam por 68,71 milhões de toneladas, enquanto as importações totalizaram 24,08 milhões de toneladas.

Nas vendas ao exterior, a soja em grãos foi o principal produto embarcado, com 25,61 milhões de toneladas, seguida pela carga conteinerizada e pelos granéis líquidos, com destaque para óleo combustível, sucos cítricos e óleo diesel.

Já nas importações, a movimentação foi liderada pelas cargas em contêineres, fertilizantes e combustíveis.

Paraná registra alta impulsionada pela soja e pelos contêineres

Os portos de Paranaguá e Antonina movimentaram 34,44 milhões de toneladas no semestre, avanço de 0,6% sobre o mesmo período de 2025.

A soja permaneceu como principal destaque, alcançando 9,47 milhões de toneladas embarcadas, volume 21% superior ao registrado no ano anterior.

Outro segmento que apresentou crescimento foi o de cargas conteinerizadas, que atingiu 8,7 milhões de toneladas, alta de 8,9%.

Porto do Itaqui fortalece o Arco Norte

Fundamental para o escoamento da produção agrícola pelo Arco Norte, o Porto do Itaqui, no Maranhão, movimentou 16,58 milhões de toneladas entre janeiro e junho.

Os granéis sólidos concentraram a maior parte da operação, somando 11,97 milhões de toneladas, impulsionados principalmente pela soja.

Também tiveram participação relevante os granéis líquidos, especialmente derivados de petróleo, além da carga geral, liderada pela movimentação de celulose.

Suape cresce com petróleo, contêineres e veículos

O Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco, registrou movimentação de 13,7 milhões de toneladas, crescimento de 25,6% na comparação anual.

Os granéis líquidos, compostos principalmente por petróleo e derivados, responderam pela maior parte das operações, com 9,14 milhões de toneladas.

O terminal também movimentou 333.786 TEUs, unidade utilizada para medir o volume de contêineres, além de registrar aumento na movimentação de granéis sólidos e de 33.779 veículos ao longo do semestre.

Portos da Bahia apresentam crescimento acima de 22%

Os portos públicos administrados pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) encerraram o semestre com crescimento de 22,49% na movimentação de cargas.

O Porto de Salvador liderou o desempenho, com 3,79 milhões de toneladas, impulsionado principalmente pelo avanço das importações.

Já o Porto de Aratu-Candeias movimentou 3,70 milhões de toneladas, registrando forte expansão das exportações.

No sul do estado, o Porto de Ilhéus movimentou 89,9 mil toneladas e passou a operar uma nova carga: o óxido de magnésio, embarcado pela primeira vez com destino ao Porto de Nova Orleans, nos Estados Unidos.

Porto de Itajaí registra um dos maiores crescimentos do país

O Porto de Itajaí, em Santa Catarina, movimentou 2,6 milhões de toneladas no primeiro semestre, resultado 40% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Na operação de contêineres, o terminal alcançou 238.873 TEUs, crescimento de 75% em relação ao ano anterior, reforçando sua recuperação e expansão operacional.

Portos impulsionam a logística e o comércio brasileiro

Os resultados registrados no primeiro semestre demonstram a relevância dos portos brasileiros para o escoamento da produção nacional, abastecimento da indústria e fortalecimento das exportações. A evolução da movimentação de cargas evidencia a importância da infraestrutura portuária para ampliar a competitividade do país e integrar diferentes modais de transporte.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos

TEXTO: Redação

IMAGEM: Reprodução/MPor

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Logística

Brado e TCP ampliam ferrovia em Paranaguá e elevam capacidade logística do terminal

A Brado Logística e a TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, concluíram em julho a ampliação da infraestrutura ferroviária dentro do pátio operacional do terminal. A nova estrutura deve elevar em aproximadamente 20% a capacidade de movimentação de cargas por ferrovia, além de tornar as operações mais ágeis e eficientes.

A expansão contempla a implantação de uma terceira linha férrea e uma nova área de manobras, reforçando a integração entre o porto e importantes polos produtivos do Paraná.

Segundo Fabio Mattos, gerente comercial da TCP, o ramal ferroviário atende cidades estratégicas como Ortigueira, Cambé e Cascavel, responsáveis por grande parte da produção e exportação de carne de frango, papel e celulose.

Com a nova configuração, a capacidade anual de transporte de contêineres cheios passa de 55 mil para cerca de 66 mil unidades, ampliando o atendimento aos clientes que utilizam o modal ferroviário.

Projeto fortalece a logística do Paraná

Para Vinicius Cordeiro, gerente executivo de Comercial e Novos Negócios da Brado, a entrega da obra representa um novo momento para a logística paranaense, ao ampliar a conexão entre produtores, indústrias e mercados nacionais e internacionais.

De acordo com o executivo, a ampliação permitirá oferecer soluções logísticas mais eficientes e sustentáveis, especialmente para o agronegócio e para o setor industrial, segmentos que demandam maior capacidade de transporte para acompanhar o crescimento da produção.

A expectativa é que a maior integração entre ferrovia e porto aumente a competitividade dos produtos do Paraná, proporcionando mais previsibilidade e eficiência no escoamento das cargas.

Terminal ganha terceira linha férrea e amplia operações simultâneas

A TCP é o único terminal portuário da Região Sul com ligação ferroviária direta ao pátio operacional. Com a conclusão da obra, foram incorporados 757 metros adicionais de trilhos, incluindo uma terceira linha férrea e uma nova área destinada às manobras.

Antes da ampliação, o terminal operava com duas linhas, permitindo que um trem entrasse enquanto outro deixava o pátio, com operações limitadas a 41 contêineres por movimentação.

Agora, dois trens poderão realizar operações de carga e descarga ao mesmo tempo, enquanto um terceiro deixa o terminal, aumentando significativamente a produtividade da operação ferroviária.

Mudanças reduzem impactos no trânsito da Avenida Portuária

A nova configuração também traz benefícios para o fluxo de veículos na região portuária.

Anteriormente, as composições chegavam a Paranaguá com 82 vagões, mas precisavam ser divididas em dois trechos para cruzar a passagem de nível da Avenida Portuária, interrompendo o trânsito em duas etapas.

Com a ampliação da ferrovia, os trens passam a cruzar a via em uma única composição, mantendo velocidade reduzida e eliminando as longas interrupções registradas anteriormente, o que melhora tanto a operação ferroviária quanto a mobilidade urbana.

Transporte ferroviário ganha protagonismo nas exportações

A TCP destaca que o transporte ferroviário vem se consolidando como uma alternativa estratégica para a logística de cargas, oferecendo mais segurança, menor risco de avarias e maior previsibilidade nos prazos de entrega.

Em 2024, dos 310 mil contêineres de exportação movimentados pelo terminal, aproximadamente 52 mil — cerca de 17% do total — foram transportados pela Brado por meio da ferrovia.

Investimentos somam R$ 500 milhões em cinco anos

A expansão ferroviária faz parte de um amplo plano de modernização da TCP. Nos últimos cinco anos, a empresa investiu aproximadamente R$ 500 milhões na ampliação da infraestrutura e na modernização das operações.

Para acompanhar o aumento da demanda ferroviária, o terminal passou a operar com três guindastes RTG (Rubber Tyred Gantry), um equipamento a mais que anteriormente. Os equipamentos também foram eletrificados por meio da instalação de barramentos elétricos, medida que reduz em cerca de 771 toneladas por ano as emissões de carbono da operação.

Os investimentos incluíram ainda novos Terminal Tractors (TTs) e adequações no gate de acesso, permitindo maior fluidez para a terceira linha ferroviária e melhor desempenho na movimentação de cargas.

Brado amplia ativos para aumentar produtividade

Além das intervenções realizadas pela TCP, a Brado Logística investiu em novos ativos e componentes destinados à implantação da infraestrutura ferroviária.

Entre as melhorias estão a instalação de novos trilhos, três aparelhos de mudança de via (AMVs) e reforços estruturais, permitindo maior capacidade de manobra, redução do tempo de espera das composições e aumento da produtividade operacional.

Segundo a empresa, o conjunto de investimentos amplia a confiabilidade das operações e melhora a capacidade de resposta às demandas crescentes do mercado.

Para a TCP, a modernização fortalece a integração entre os diferentes modais de transporte, amplia a competitividade do terminal e contribui para tornar mais eficiente a cadeia logística do comércio exterior brasileiro.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Portos brasileiros podem atingir limite de contêineres até 2030, aponta estudo

Um estudo da consultoria Macroinfra revela que os principais portos brasileiros já operam próximos do limite de capacidade e podem enfrentar esgotamento na movimentação de contêineres antes de 2030. A análise, baseada em dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) entre 2015 e 2025, indica um cenário de saturação em terminais estratégicos como Santos (SP), Paranaguá (PR), Itajaí/Navegantes (SC) e Itapoá (SC).

Caso projetos de ampliação e novos terminais não avancem, o limite operacional pode ser atingido em até quatro anos, pressionando ainda mais a infraestrutura logística do país.

Operação no limite eleva custos e riscos

De acordo com a consultoria, a operação próxima ou acima da capacidade prática gera impactos diretos na cadeia logística, como aumento de custos, atrasos nas operações e perda de confiabilidade. Esse cenário também amplia o risco de paralisações.

O sócio-diretor da Macroinfra, Olivier Girard, destaca que a sobrecarga se intensificou a partir de 2020, quando os principais terminais passaram a operar de forma contínua no limite.

O Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina, registrou crescimento significativo na taxa de ocupação, saindo de 55,9% em 2015 para 79,7% no último ano. Apesar do avanço na produtividade — de 72 para 86 TEUs por hora —, o ganho não acompanha a demanda crescente.

Em Paranaguá, o terminal TCP atingiu níveis críticos, com ocupação de 86% em 2025. Embora tenha apresentado evolução operacional ao longo dos anos, houve recuo recente na produtividade.

Já o Porto Itapoá, em Santa Catarina, também apresenta sinais de sobrecarga, com taxa de utilização chegando a 88,7%. Ainda assim, o terminal mantém crescimento consistente na produtividade.

TEU (Twenty-foot Equivalent Unit) é a unidade padrão utilizada para medir a capacidade de contêineres no transporte marítimo.

Migração de cargas e novos polos logísticos

Com a saturação dos principais corredores, a logística marítima brasileira tem passado por uma redistribuição geográfica. Portos considerados secundários vêm ganhando espaço, como o do Rio de Janeiro, que praticamente dobrou sua participação no fluxo nacional de contêineres entre 2015 e 2025.

Outros terminais, como Salvador, Pecém (CE) e Suape (PE), também ampliaram sua relevância ao absorver parte da demanda deslocada.

O avanço do comércio exterior e da cabotagem contribui para o cenário de pressão. Nos últimos dez anos, as exportações e importações marítimas cresceram cerca de 60%, enquanto a navegação de cabotagem avançou 111%.

Apesar disso, a expansão da capacidade portuária não acompanha o ritmo da demanda. Mesmo com projetos em andamento, como o terminal STS10 em Santos e novas estruturas em Suape, o setor pode enfrentar um colapso operacional a partir de 2030.

A projeção indica que, em quatro anos, a demanda deve alcançar 20,4 milhões de TEUs, consumindo quase toda a capacidade estimada de 23 milhões. O cenário reforça a necessidade urgente de novos investimentos e planejamento estratégico para sustentar o crescimento econômico.

Fonte: CNN

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN

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Comércio Exterior

Movimentação de contêineres cresce mais de 22% nos portos do Sul em janeiro de 2026

A movimentação de contêineres nos portos do Sul do Brasil apresentou forte expansão em janeiro de 2026, com crescimento de 22,3% na comparação anual. O volume atingiu 4,9 milhões de toneladas, respondendo por mais de um terço de toda a carga movimentada no período.

No total, os portos da região registraram 13,9 milhões de toneladas no mês. Apesar de uma leve oscilação no volume geral, o desempenho positivo das cargas conteinerizadas — de maior valor agregado — foi determinante para o resultado.

Economia aquecida e infraestrutura impulsionam desempenho

O avanço da logística portuária reflete o aquecimento da economia brasileira e os investimentos realizados no setor. Segundo o ministro Silvio Costa Filho, o crescimento está ligado ao aumento da circulação de produtos industrializados e à maior inserção do país nas cadeias globais.

De acordo com ele, a expansão das operações portuárias indica mais eficiência, capacidade e competitividade, fatores essenciais para sustentar o desenvolvimento econômico.

Crescimento reforça comércio exterior e cadeias globais

O aumento da movimentação de contêineres também sinaliza maior fluxo de insumos, bens de consumo e mercadorias industrializadas. Esse tipo de carga está diretamente associado ao fortalecimento do comércio exterior brasileiro e à integração logística internacional.

Além disso, houve avanço nas operações de navegação: o transporte de longo curso cresceu 7,2%, enquanto a cabotagem teve alta de 3,7%, evidenciando maior dinamismo nas rotas marítimas.

Principais portos lideram movimentação no Sul

Entre os complexos portuários, o Porto de Paranaguá (PR) liderou a movimentação entre os portos públicos, com 4,7 milhões de toneladas em janeiro. Na sequência aparece o Porto de Rio Grande (RS), com 1,9 milhão de toneladas.

Terminais privados também tiveram papel relevante no desempenho regional. Estruturas como o Porto Itapoá (SC) e a Portonave, em Navegantes (SC), ampliam a capacidade logística e fortalecem a competitividade dos portos do Sul do Brasil.

Entre outras cargas relevantes, destacaram-se petróleo e derivados, com 2,5 milhões de toneladas, e fertilizantes, com 1,3 milhão de toneladas — insumos estratégicos para a indústria e o agronegócio.

Investimentos ampliam capacidade e eficiência logística

Os resultados refletem um ciclo recente de investimentos em infraestrutura portuária. No Porto de Paranaguá, obras como a ampliação do calado e serviços contínuos de dragagem já permitem a operação de navios de maior porte, aumentando a produtividade e reduzindo custos logísticos.

Outro projeto importante é a concessão do canal de acesso, que prevê investimentos de R$ 1,23 bilhão ao longo de 25 anos. A iniciativa deve ampliar o calado para até 15,5 metros, elevando a capacidade operacional do terminal.

Além disso, o projeto do Moegão promete aumentar em cerca de 60% a capacidade ferroviária do porto, otimizando o escoamento de cargas.

No Rio Grande do Sul, o arrendamento do terminal POA26, no Porto de Porto Alegre, também deve impulsionar a movimentação e atrair novos aportes, contribuindo para o crescimento da logística no Sul do Brasil nos próximos anos.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/MPor

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Portos

TCP aumenta calado operacional em Paranaguá e ganha capacidade para embarcar 400 TEUs extras por navio

A TCP – Terminal de Contêineres de Paranaguá passou a operar com calado de 13,30 metros, ampliação que permite o embarque de até 400 TEUs adicionais por navio cheio. A mudança foi oficializada pela Portos do Paraná, por meio da Portaria nº 224/2025, após aprovação da Marinha do Brasil e da Praticagem. A atualização se baseia em estudos de simulação contratados pela empresa e realizados em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), após a conclusão da última campanha de derrocagem do canal.

Novos limites variam conforme tamanho dos navios
As regras atualizadas definem dois cenários de operação — maré zero e maré positiva. Para embarcações de até 300 metros (LOA), o calado passa de 12,80 para 13,00 metros em maré zero, podendo chegar a 13,30 metros com 30 cm de maré positiva.
Navios entre 336 e 366 metros mantêm 12,80 metros em maré zero, mas passam a operar com 13,10 metros com 30 cm de maré positiva, atingindo 13,30 metros quando a maré alcança 50 cm. São índices superiores aos dos terminais catarinenses, que operam entre 11,00 m e 12,20 m, dependendo do porte das embarcações.

Ganho direto de eficiência e ampliação da capacidade
O superintendente institucional e jurídico da TCP, Rafael Stein, explica que o novo calado permite transportar mais carga por viagem, ampliando a eficiência de armadores, importadores e exportadores, sem aumento de custos operacionais. Segundo ele, a conquista é resultado de um trabalho robusto de engenharia náutica para garantir segurança nas operações.

A TCP já recebe navios de 366 metros desde janeiro de 2024, quando o MSC Natasha XIII atracou no terminal — o primeiro porta-contêineres desse porte em operação no Brasil. Com a nova profundidade autorizada, navios dessa classe passam a operar com capacidade plena e maior regularidade.

Estudos técnicos garantem precisão e segurança
A análise técnica foi conduzida pelo Centro de Simulação e Treinamento em Manobras Marítimas da USP, utilizando modelagem avançada e simuladores de alta precisão. Foram avaliados cenários de atracação e desatracação em diferentes condições de maré, vento e corrente, incluindo embarcações de até 368 metros e 51 metros de boca.

Os estudos recomendaram a instalação de um novo sensor nos marégrafos, investimento feito pela TCP em parceria com a Paranaguá Pilots. A modernização aumenta a confiabilidade dos dados e melhora a definição das janelas de atracação, ampliando a segurança da navegação. Para o presidente do Sindicato dos Práticos, Julio Verner, o avanço coloca Paranaguá na rota dos grandes navios da nova geração.

Infraestrutura ampliada sustenta avanço do calado
Desde 2024, o canal de acesso passou de 12,10 para 12,80 metros em maré zero após a remoção de 20 mil m³ de rochas na região das Pedras Palanganas. O material foi reutilizado em obras públicas da região, em um processo acompanhado por monitoramentos ambientais.

Segundo Gabriel Perdonsini Vieira, diretor de Operações da Portos do Paraná, o aumento do calado amplia a competitividade do porto e reforça o desempenho positivo na movimentação de cargas.

Concessão do canal prevê profundidade de até 15,5 metros
O avanço ocorre em meio à transformação estrutural do canal de acesso. A concessão realizada em outubro prevê ampliar a profundidade para 15,5 metros nos primeiros cinco anos, além de aprimorar a sinalização náutica, realizar novas dragagens e modernizar a infraestrutura aquaviária. O investimento total é estimado em R$ 1,23 bilhão, acompanhado de redução de 12,63% na taxa Inframar, condicionada ao cumprimento de metas contratuais.

Para Stein, o novo limite de calado já traz ganhos imediatos e prepara Paranaguá para receber navios ainda maiores, alinhando o porto às tendências globais.

TCP fecha semestre com 744 mil TEUs e reforça protagonismo regional
A TCP encerrou o primeiro semestre de 2025 com 744.650 TEUs movimentados, mantendo-se como o maior terminal de contêineres do Sul e o terceiro maior do país, segundo dados da ANTAQ. A ampliação do calado consolida sua posição como hub estratégico do comércio exterior brasileiro e fortalece sua capacidade de operar embarcações de grande porte.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Notícias

Receita Federal apreende 23 kg de cocaína em terminal privado de Paranaguá

A Receita Federal apreendeu cerca de 23 quilos de cocaína no Terminal de Contêineres de Paranaguá, no litoral do Paraná, na tarde da última quinta-feira (20). O entorpecente foi localizado em dois contêineres refrigerados, escondido nas máquinas evaporadoras.

A primeira apreensão ocorreu em um contêiner carregado com proteína animal congelada, que seguiria para o porto de Durban, na África do Sul. Os agentes encontraram 15 tabletes da droga no equipamento de refrigeração. O terminal sul-africano é o maior do país e um ponto estratégico do comércio internacional. Paranaguá já havia registrado outras apreensões com o mesmo destino: 63 kg de cocaína interceptados em junho e agosto.

Segundo contêiner estava vazio
A segunda retenção envolveu um contêiner vazio, onde foram encontrados 6 tabletes. Segundo a Receita, a carga ilícita provavelmente não foi retirada no destino final.

A operação contou com apoio da cadela Fox, especializada em detecção de entorpecentes, além de escâneres e análise de gerenciamento de risco.

Mais de 2,3 toneladas apreendidas em 2025
Com essa ação, Paranaguá soma 11 operações este ano, totalizando mais de 1.700 quilos de cocaína apreendidos somente no terminal. Considerando os portos do Paraná e Santa Catarina, a Receita Federal já reteve mais de 2,3 toneladas da droga em 2025.

Após o procedimento de rotina, o material apreendido foi encaminhado à polícia judiciária, que dará sequência às investigações.

A Receita Federal destacou que segue firme no combate ao tráfico internacional de drogas, atuando de maneira integrada com outras forças de segurança e utilizando tecnologia e inteligência para reforçar o controle alfandegário e proteger as fronteiras do país.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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