Logística

Atraso em estrutura de fronteira adia operação da Rota Bioceânica para 2028

A conclusão da ponte internacional entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta, no Paraguai, se aproxima, mas a infraestrutura necessária para o controle e a fiscalização das cargas ainda não foi concluída. O cenário pode adiar o início da operação comercial da Rota Bioceânica para 2028.

Ponte está na fase final de construção

A ligação entre Brasil e Paraguai é considerada uma das principais estruturas do corredor bioceânico, que pretende ampliar a integração logística entre os países da região.

Apesar do avanço nas obras da ponte, a estrutura de fronteira necessária para receber, fiscalizar e liberar as cargas que passarão pelo novo corredor ainda não saiu do papel.

Receita Federal prevê operação em 2028

Diante do atraso na implantação da estrutura de controle aduaneiro, a Receita Federal trabalha com a previsão de que a operação comercial da Rota Bioceânica comece somente em 2028.

A falta da infraestrutura de fiscalização pode impedir que o corredor opere plenamente mesmo após a conclusão da ponte, já que o transporte internacional de mercadorias depende de instalações adequadas para os procedimentos de controle de cargas e fiscalização na fronteira.

Rota Bioceânica terá impacto na logística regional

A conexão entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta faz parte de um projeto de integração que busca fortalecer o transporte de cargas entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

A expectativa é que a Rota Bioceânica reduza distâncias logísticas e amplie as alternativas de acesso brasileiro aos mercados do Pacífico. Para isso, no entanto, além das obras viárias, é necessário que a infraestrutura de fronteira esteja pronta para acompanhar o fluxo comercial previsto.

FONTE: Campo Grande News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Toninho Ruiz/Reprodução

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Importação

Nova regra de importação pode facilitar compras do Paraguai pela internet

As novas regras para a tributação de remessas internacionais podem alterar o custo de produtos comprados por brasileiros em plataformas estrangeiras. A mudança ocorre em meio ao avanço das compras internacionais pela internet e pode beneficiar operações de menor valor, conforme as condições de cada importação.

Entre as empresas que oferecem produtos do Paraguai com possibilidade de entrega no Brasil está a New Zone Importados, localizada em Ciudad del Este. A plataforma permite que consumidores brasileiros consultem o catálogo da loja e façam pedidos para receber os produtos no endereço informado no país.

Compras de até US$ 50 têm tarifa de importação zerada

A nova legislação estabelece tarifa de importação de 0% para compras internacionais de até US$ 50, valor equivalente a aproximadamente R$ 260 na cotação mencionada.

A alteração foi definida pelo Projeto de Lei de Conversão (PLV) 13 de 2026, sancionado na quinta-feira (10) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Além da isenção para remessas de menor valor, a legislação modifica a cobrança para mercadorias de até US$ 3 mil por remessa. Nesses casos, a alíquota de importação passa de 60% para 30%.

As mudanças também atingem as regras de tributação simplificada aplicadas a determinados produtos adquiridos em plataformas internacionais.

Nova tributação muda cenário das compras internacionais

A alteração ocorre em um período de crescimento do comércio eletrônico internacional, com consumidores brasileiros utilizando cada vez mais plataformas estrangeiras para adquirir produtos.

Na prática, as novas regras podem modificar o valor final de determinadas compras realizadas fora do país. O impacto, porém, depende de fatores como o preço da mercadoria, o tipo de operação e os tributos e encargos aplicáveis à remessa.

New Zone oferece produtos de Ciudad del Este com entrega no Brasil

Voltada ao público brasileiro, a New Zone permite que consumidores escolham produtos disponíveis em Ciudad del Este, no Paraguai, e solicitem a entrega em um endereço no Brasil.

A plataforma reúne itens de diferentes categorias, entre elas:

  • Perfumaria e cosméticos;
  • Maquiagem;
  • Eletrônicos;
  • Produtos para casa e cozinha;
  • Eletrodomésticos;
  • Acessórios para celulares;
  • Informática;
  • Outros produtos.

A compra online amplia o acesso ao catálogo da empresa para consumidores de diferentes regiões brasileiras, sem a necessidade de deslocamento até a cidade paraguaia, tradicionalmente conhecida pelo comércio de produtos importados.

Compras do Paraguai pela internet ganham espaço

A possibilidade de comprar produtos de Ciudad del Este pela internet acompanha a expansão das relações comerciais transfronteiriças por meio de plataformas digitais.

Para quem já conhece a cidade como destino de compras, a modalidade permite consultar produtos à distância e solicitar a entrega no Brasil, seguindo os procedimentos previstos para importações e remessas internacionais.

As novas regras de tributação também alteram a configuração de determinadas operações de menor valor. Antes de finalizar uma compra, entretanto, o consumidor deve considerar não apenas o preço anunciado, mas também tributos, encargos e condições de entrega aplicáveis à operação.

FONTE: H2 Foz
TEXTO: Redação
IMAGEM: New Zone Importados/divulgação

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Indústria

Indústria do Paraguai avança com 20 polos industriais e 48 municípios com zonas fabris

O Paraguai está estruturando uma nova estratégia para ampliar a atividade industrial no país. O Ministério da Indústria e Comércio (MIC) identificou 20 polos industriais distribuídos por diferentes regiões, com o objetivo de direcionar investimentos de acordo com a infraestrutura existente, as atividades produtivas locais, o potencial econômico de cada área e a oferta de trabalhadores.

A iniciativa integra o Mapa Nacional de Inteligência Competitiva, ferramenta criada para fornecer informações territoriais a empresas e autoridades antes da definição de novos empreendimentos. O projeto contou com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e reúne dados sobre infraestrutura, indústrias instaladas e setores com possibilidade de expansão.

Mapa orienta localização de novos investimentos

De acordo com o ministro da Indústria e Comércio, Marco Riquelme, a proposta é aproximar os investimentos industriais das regiões que já possuem estrutura produtiva e disponibilidade de mão de obra.

Entre os territórios identificados estão o Curso Médio do Rio Paraguai, as áreas de desenvolvimento industrial de Concepción e San Pedro, o Norte Agroindustrial e da Indústria Florestal, a Terceira Coroa de Assunção e o Polo Sul Agroindustrial e da Indústria Florestal.

Também aparecem no levantamento o Corredor Central do Paraná, a Região Metropolitana de Encarnación, Coronel Bogado, o Polo de Misiones, a Região Metropolitana da Tríplice Fronteira, a Região Metropolitana de Assunção e a Segunda Coroa.

A relação inclui ainda o Curso Baixo do Rio Paraguai, o Corredor Oeste do Paraná, o Hinterland de Pilar, Pedro Juan Caballero-Bella Vista Norte, Salto del Guairá, o Curso Alto do Rio Paraguai, o Chaco Central e a Grande Assunção-Zona de Reconversão Industrial.

Oferta de mão de obra entra no planejamento industrial

Além das características produtivas e da infraestrutura, o mapa apresenta informações sobre a população economicamente ativa, o emprego formal e o número de pessoas desempregadas em cada distrito.

O MIC pretende utilizar esses dados como um dos critérios para orientar a instalação de empresas. A intenção é estimular a criação de oportunidades nas próprias regiões onde existe mão de obra disponível, reduzindo a necessidade de migração interna em busca de trabalho.

“O objetivo é evitar o deslocamento das pessoas de suas regiões de origem e levar as indústrias e os empregos para onde está a mão de obra”, explicou Riquelme.

Criação de empregos dependerá dos investimentos

O governo paraguaio não estabeleceu uma previsão específica para o número de empregos diretos que poderão ser gerados nos próximos 24 meses. Segundo o MIC, a quantidade de novas vagas estará relacionada ao volume de investimentos e à evolução econômica de cada polo industrial.

Nesse cenário, as informações reunidas pelo mapa devem funcionar como instrumento de apoio à decisão para empresas, investidores e autoridades públicas, permitindo avaliar as características de cada território antes da implantação de projetos.

48 municípios já possuem zonas industriais aprovadas

Outra frente da estratégia é o avanço do zoneamento industrial. Atualmente, 48 municípios paraguaios já possuem zonas industriais aprovadas pelos respectivos conselhos municipais.

Ao mesmo tempo, os planos de ordenamento urbano e territorial estão sendo desenvolvidos em 33 distritos. A meta do governo é ampliar gradualmente esse planejamento para os 263 distritos do Paraguai.

A definição e aprovação do uso do solo continuam sob responsabilidade das administrações municipais. O MIC, por sua vez, presta orientação e suporte técnico. Nas localidades consideradas prioritárias, o ministério também atua na identificação de terrenos e no levantamento das capacidades produtivas.

Governo prepara nova legislação para parques industriais

O Paraguai possui atualmente oito parques industriais autorizados. O MIC trabalha para incluir outros 34 empreendimentos no registro de forma gradual.

Paralelamente, o governo prepara uma nova Lei de Parques Industriais. O texto ainda está em fase de elaboração e consulta.

Os mapas dos polos industriais deverão ser apresentados oficialmente durante o mês da indústria. A intenção é oferecer uma base de planejamento para a instalação e a reorganização de empresas, permitindo um uso mais eficiente da infraestrutura e das capacidades produtivas já existentes.

Recursos serão articulados por diferentes programas

O MIC não prevê uma dotação orçamentária exclusiva para os 20 polos industriais. O desenvolvimento dessas áreas deverá ocorrer por meio de programas gerais de apoio à indústria e aos investidores, mecanismos de incentivo previstos em lei e articulação com governos municipais e diferentes instituições.

Entre os parceiros envolvidos estão a ANDE, o MOPC, empresas incorporadoras privadas e outras fontes de financiamento.

A proposta representa uma mudança na forma de planejar a expansão industrial do Paraguai: em vez de analisar individualmente a localização de cada empreendimento, o governo busca utilizar dados territoriais e inteligência competitiva para identificar regiões com melhores condições para determinados investimentos.

O principal desafio será transformar os 20 polos mapeados e as zonas industriais municipais já aprovadas em áreas com infraestrutura, mão de obra e condições adequadas para atrair novos investimentos e ampliar a produção industrial no Paraguai.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Informação

Ponte da Integração entre Brasil e Paraguai libera passagem de carros para moradores de quatro cidades

A Ponte da Integração Jaime Lerner, que conecta Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, a Presidente Franco, no Paraguai, começou a permitir a passagem de carros de passeio em um período específico do dia. A medida entrou em vigor na segunda-feira (14), com circulação autorizada das 7h às 13h.

A autorização, porém, não é válida para todos os motoristas. Nesta primeira etapa, somente moradores de quatro cidades da região de fronteira podem utilizar a ponte com veículos particulares: Foz do Iguaçu, Cidade do Leste, Presidente Franco e Hernandarias.

A ponte foi inaugurada em dezembro de 2025 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e vem operando de maneira gradual, com limitações para diferentes tipos de veículos.

Quem pode atravessar a Ponte da Integração?

Para utilizar a passagem no horário autorizado, o motorista e todos os passageiros precisam apresentar o Documento de Trânsito Vicinal Fronteiriço (DTVF). A exigência também se aplica a crianças e adolescentes que estejam no veículo.

Sem o DTVF, nenhum dos ocupantes poderá realizar a travessia de carro pela ponte.

O documento é destinado a moradores de cidades fronteiriças e foi criado a partir de um acordo do Mercosul. Ele funciona como uma identificação específica para facilitar o deslocamento entre localidades vizinhas, mas não substitui documentos oficiais de viagem.

Mesmo com o DTVF, todos os passageiros devem portar documento de identificação com foto, como carteira de identidade ou passaporte.

DTVF precisa ser solicitado conforme o país de residência

O procedimento para obter o documento varia de acordo com a cidade onde o morador vive.

Quem reside em Foz do Iguaçu deve solicitar o DTVF à Direção Nacional de Migrações do Paraguai. O atendimento é realizado no escritório localizado na Avenida Rogelio Benítez, em Cidade do Leste.

Já os moradores de Cidade do Leste, Presidente Franco e Hernandarias devem fazer a solicitação junto à Polícia Federal brasileira, no Shopping Catuaí Palladium, em Foz do Iguaçu.

O requerimento utiliza formulário disponibilizado pelo órgão migratório paraguaio. Entre os documentos exigidos estão:

  • original e cópia autenticada do passaporte ou documento de viagem;
  • original e cópia autenticada de comprovante de residência, como conta de água ou energia elétrica;
  • Certificado de Antecedentes Criminais original, comprovando a ausência de condenações nos cinco anos anteriores.

Segundo a Direção Nacional de Migrações, o DTVF pode ser emitido em até 72 horas úteis e tem validade de cinco anos.

O custo informado é de 234.154 guaranis, valor equivalente a aproximadamente R$ 205.

Travessia não permite transporte de mercadorias

A autorização para circulação de carros não significa que a Ponte da Integração poderá ser usada livremente para transportar produtos comprados no Paraguai.

De acordo com a Receita Federal, o DTVF não permite o transporte de mercadorias. A exceção fica por conta de itens de subsistência, destinados ao consumo pessoal ou familiar e sem finalidade comercial.

A fiscalização leva em consideração fatores como a quantidade de produtos transportados e a frequência das viagens.

Compras no Paraguai não entram na autorização

Produtos como celulares, notebooks e televisores adquiridos no Paraguai não podem ser transportados pela ponte dentro dessa modalidade de travessia.

Caso o veículo seja abordado com mercadorias, o responsável poderá passar por fiscalização e ficar sujeito às medidas previstas na legislação aduaneira brasileira.

O DTVF também não garante ao viajante a utilização da cota de isenção de US$ 500 para compras no exterior. A Ponte da Integração não será utilizada, nesse formato, como ponto destinado à regularização de bagagens.

Além disso, a autorização não permite utilizar a passagem exclusivamente para turismo de compras.

Segundo a Receita Federal, o deslocamento deve estar relacionado às atividades cotidianas dos moradores da região de fronteira, como trabalho, estudos e outras necessidades habituais.

A liberação parcial da Ponte da Integração amplia as possibilidades de deslocamento entre Brasil e Paraguai, mas mantém regras específicas para controlar o fluxo de veículos e evitar que a estrutura seja utilizada como rota para transporte comercial de mercadorias.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Itaipu Binacional

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Transporte

Marcopolo entrega seis ônibus Viaggio G8 1050 ao Paraguai com foco em segurança estrutural

A Marcopolo entregou à empresa paraguaia Guaireña seis unidades do Viaggio G8 1050 equipadas com motor dianteiro. Os ônibus foram desenvolvidos considerando os requisitos da UN R66.02, regulamentação internacional que estabelece critérios para a resistência da superestrutura de veículos em situações de tombamento e capotamento.

A entrega ocorreu em setembro de 2026, por meio da CIPAR, representante da fabricante brasileira no Paraguai. Segundo a Marcopolo, trata-se dos primeiros ônibus rodoviários de motor dianteiro destinados ao mercado paraguaio desenvolvidos de acordo com os requisitos da norma.

Motor dianteiro atende operações de curta e média distância

A configuração escolhida pela Guaireña combina uma carroceria rodoviária com chassi de motor dianteiro, solução que encontra aplicações principalmente em viagens de curta e média distância, fretamento e turismo.

Nessas operações, fatores como preço de aquisição, peso do veículo e custos de manutenção podem ter influência significativa na escolha do modelo.

Por outro lado, a localização do conjunto motriz na parte dianteira exige cuidados específicos no projeto da carroceria, principalmente para controlar calor, ruído e vibrações na região do motorista e dos primeiros passageiros.

A Marcopolo posiciona o Viaggio G8 1050 de motor dianteiro justamente para esse perfil de utilização. O modelo pode ser configurado sobre chassi 4×2.

O que estabelece a norma UN R66.02?

A UN R66.02 é uma regulamentação técnica das Nações Unidas, elaborada no âmbito da Comissão Econômica das Nações Unidas para a Europa (UNECE). O regulamento, denominado tecnicamente UN Regulation No. 66 — Strength of Superstructure, estabelece requisitos relacionados à resistência da estrutura de ônibus.

A norma não é específica para veículos com motor dianteiro. Seu foco está no comportamento da superestrutura do ônibus como um todo.

Na prática, a regulamentação busca garantir que, em um eventual tombamento, a deformação da carroceria não comprometa de maneira incompatível o espaço destinado à sobrevivência dos ocupantes.

A identificação “02” corresponde à segunda série de alterações do Regulamento nº 66 e não representa um nível adicional de segurança.

Espaço de sobrevivência deve ser preservado

Um dos conceitos centrais da R66.02 é o chamado espaço residual, área que deve permanecer preservada nos compartimentos destinados aos passageiros, motorista e tripulação.

A regulamentação não exige que o ônibus permaneça sem danos após um acidente. A estrutura pode sofrer deformações. O requisito é que essas deformações não invadam de forma incompatível a área de proteção definida para os ocupantes.

Dessa forma, a norma não procura impedir o capotamento de ônibus, mas estabelecer critérios para o comportamento estrutural do veículo quando esse tipo de acidente ocorre.

R66.02 EM UMA TABELA

ItemO que significa
NomeUN Regulation nº 66
R66.02Série 02 de alterações do Regulamento nº 66
Quem elaborouONU/UNECE, dentro do sistema internacional de regulamentações veiculares
Tema principalResistência da superestrutura de ônibus em tombamentos
ObjetivoPreservar um espaço de sobrevivência para motorista e passageiros
O que é avaliadoComportamento e deformação da estrutura durante e após o tombamento
Espaço residualVolume interno que deve permanecer protegido contra a invasão da estrutura
Teste básicoTombamento de um veículo completo em condições estabelecidas pela norma
Há outros métodos?Sim. Podem ser utilizados testes de seções da carroceria, ensaios quase-estáticos, cálculos baseados em componentes ou simulação computacional, conforme as regras da norma
Abrangência principalÔnibus de um piso, rígidos ou articulados, M2 ou M3, Classes II, III ou B, com mais de 16 passageiros
Vale apenas para motor dianteiro?Não. O regulamento trata da resistência estrutural, independentemente da localização do motor
É norma de prevenção de capotamento?Não. O foco é a proteção estrutural caso o tombamento ocorra
Aprova freios ou estabilidade?Não. Esses sistemas são tratados por outras regulamentações
“Desenvolvido de acordo” significa necessariamente homologação R66?Não obrigatoriamente. É preciso distinguir desenvolvimento conforme os requisitos de uma homologação formal emitida segundo o sistema da ONU

Como funciona o teste de resistência ao capotamento

Entre os métodos previstos está o ensaio de tombamento do veículo completo. Nesse procedimento, o ônibus é colocado em uma plataforma inclinável e submetido às condições determinadas pela regulamentação até atingir o ponto de desequilíbrio e tombar sobre uma área de impacto.

Durante e após o evento, a estrutura é analisada para verificar se o espaço residual dos ocupantes foi preservado.

A regulamentação também admite métodos equivalentes, como ensaios de tombamento de seções representativas da carroceria, testes de carga quase-estática, cálculos estruturais baseados em ensaios de componentes e simulações computacionais do tombamento.

Segurança estrutural não depende apenas da posição do motor

A presença do motor na dianteira não determina, por si só, um nível maior ou menor de segurança. O comportamento do veículo depende de um conjunto de fatores que inclui chassi, carroceria, estrutura, distribuição de massas, sistemas de retenção, freios e estabilidade.

A localização e o peso dos componentes também interferem no centro de gravidade e nas características do tombamento. Por isso, esses elementos são considerados na avaliação estrutural prevista pelo regulamento.

No caso das unidades destinadas ao Paraguai, o destaque está na aplicação dos requisitos da R66.02 a um ônibus rodoviário com motor dianteiro.

Marcopolo utiliza anéis passantes na carroceria

De acordo com a fabricante, os seis Viaggio G8 1050 destinados à Guaireña contam com “anéis passantes de segurança” nas colunas da carroceria.

Segundo a Marcopolo, a solução contribui para aumentar a resistência estrutural do ônibus em situações de impacto e capotamento.

É importante destacar, porém, que a R66.02 estabelece requisitos de desempenho e métodos de verificação, mas não determina que todos os fabricantes utilizem uma tecnologia específica. Diferentes soluções de engenharia podem ser empregadas para alcançar os critérios exigidos.

A informação divulgada pela Marcopolo também afirma que os veículos foram “desenvolvidos de acordo” com a norma. O material não apresenta detalhes sobre eventual processo formal de homologação, autoridade responsável, método específico de ensaio ou certificado de aprovação. Por isso, a informação é apresentada conforme os dados divulgados pela própria fabricante.

Viaggio G8 1050 já possui histórico com motor dianteiro

O Viaggio 1050 não é um modelo novo na configuração de motor dianteiro. A carroceria já recebeu esse tipo de motorização em gerações anteriores.

Na Geração 8, a Marcopolo ampliou posteriormente a oferta do Viaggio G8 1050 com motor dianteiro para aplicações como fretamento, turismo e transporte rodoviário de curta e média distância.

Em dezembro de 2025, a fabricante realizou um roadshow nacional apresentando os modelos Viaggio G8 900 e G8 1050 com motor dianteiro para esses segmentos.

Atualmente, a configuração de motor dianteiro do G8 1050 pode utilizar chassi 4×2 e atingir até 13,6 metros de comprimento, conforme a configuração escolhida. A Marcopolo, entretanto, não divulgou a marca e o modelo dos chassis utilizados especificamente nas seis unidades entregues à Guaireña.

Ônibus têm 44 poltronas semileito

Cada um dos seis veículos entregues ao mercado paraguaio possui 44 poltronas semileito, segundo a Marcopolo.

A lista de equipamentos inclui:

  • Portas USB A e C;
  • ar-condicionado com aquecimento e renovação de ar;
  • sanitário;
  • geladeira e recipientes térmicos;
  • Wi-Fi;
  • sistema de áudio e vídeo com monitores;
  • reaproveitamento da água gerada pela condensação do ar-condicionado.

A Guaireña mantém uma relação comercial com a Marcopolo há mais de 40 anos, conforme informações da fabricante.

A empresa opera linhas que conectam diferentes cidades paraguaias, entre elas Villarrica, Assunção, Caazapá, Ciudad del Este, Yuty e San Juan Nepomuceno.

Com a nova entrega, o mercado paraguaio passa a contar com seis ônibus rodoviários Viaggio G8 1050 de motor dianteiro cujo projeto estrutural foi desenvolvido, segundo a Marcopolo, considerando os requisitos da UN R66.02 para resistência ao capotamento.

FONTE: Diário do Transporte
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diário do Transporte

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Negócios, Sem Categoria

Missão empresarial aproxima empresários brasileiros das oportunidades de negócios no Paraguai

A busca por novas oportunidades de negócios e caminhos para a internacionalização levou cerca de 20 empresários brasileiros a Ciudad del Este, no Paraguai, no ultimo dia 08 de setembro. Organizada pela CN Mercosul, a missão contou com o acompanhamento do ReConecta News, representado pela CEO Renata Palmeira, que esteve presente durante toda a programação.

Mais do que uma apresentação sobre vantagens tributárias, a proposta foi proporcionar aos participantes uma experiência prática sobre o ambiente empresarial paraguaio. A agenda incluiu encontros com especialistas em contabilidade, direito tributário e migração, além de visitas e apresentações de empresas que já investem no país.

“Nosso principal objetivo foi mostrar o Paraguai como ele realmente é. Mais do que falar sobre incentivos ou apresentar números, queríamos proporcionar aos empresários uma experiência presencial, com contato com o ambiente de negócios, empresas, profissionais e instituições locais, mostrando tanto as oportunidades quanto os desafios de empreender no país”, explica Jonathan Roger Linzmeyer, fundador e presidente da CN Mercosul.

Economia em crescimento e ambiente favorável

Um dos pontos apresentados durante a missão foi o cenário macroeconômico paraguaio. Segundo dados apresentados durante a programação, o país registrou crescimento de 6,6% do PIB em 2025 e tem projeção de expansão de 4,5% para 2026. A inflação interanual estava em 1,5%, enquanto a dívida pública correspondia a cerca de 39% do PIB.

Entre os diferenciais destacados estão a disponibilidade de energia proveniente de Itaipu e Yacyretá, uma estrutura tributária mais enxuta, legislação voltada à atração de investimentos e uma população jovem, com mão de obra competitiva.

A Lei de Maquila também vem despertando o interesse de empresas brasileiras. O regime permite industrializar produtos no Paraguai destinados à exportação, com tributação reduzida sobre o valor agregado local. Com novas regras estabelecidas em 2025 e regulamentadas em 2026, o mecanismo amplia as possibilidades para empresas que avaliam internacionalizar sua produção.

“O que percebemos é que o interesse pela internacionalização cresceu muito. Hoje, o empresário brasileiro já olha para o Paraguai não apenas como uma alternativa tributária ou de redução de custos, mas como uma plataforma para expansão, produção, distribuição e acesso a novos mercados”, afirma Jonathan.

Ciudad del Este concentra oportunidades

Na região de Ciudad del Este, o crescimento econômico se combina a uma forte demanda por moradia e serviços. Hoje existem 11 faculdades de medicina na cidade e região, com mais de 18 mil alunos matriculados, muitos deles brasileiros.

A área que reúne Ciudad del Este, Hernandarias, Presidente Franco, Minga Guazú e Los Cedrales soma aproximadamente 586 mil habitantes, segundo o Censo de 2022, formando o segundo maior aglomerado urbano do Paraguai.

Esse movimento também está relacionado à expansão industrial e logística. A Rota Bioceânica de Capricórnio, que conecta os portos do Pacífico aos portos brasileiros do Atlântico, e a chamada Rota da Proteína colocam o Paraguai em uma posição estratégica para o transporte de cargas e a integração regional.

Investimentos acompanham transformação da região

Durante a missão, os empresários conheceram projetos da Axial Constructora, entre eles o Residencial Del Sol, em Minga Guazú, e o Parque Integración, empreendimento logístico apresentado como o primeiro parque Triple A do Paraguai.

O Residencial Del Sol possui 248 lotes e está localizado no KM 14 de Minga Guazú, entre Ciudad del Este e o corredor industrial. O projeto conta com estrutura de lazer e sistema próprio de tratamento de água e esgoto.

Para Fernando Parra, da Axial, os empreendimentos refletem uma transformação que já está em curso no Alto Paraná. “Os projetos da Axial ajudam a mostrar uma transformação que já está acontecendo no Alto Paraná. O crescimento da região não está acontecendo apenas no comércio. Estamos vendo uma evolução simultânea na demanda por moradia, na instalação de empresas e na necessidade de uma infraestrutura logística mais moderna”, explica.

Segundo Parra, o Residencial Del Sol acompanha uma nova demanda habitacional provocada pela chegada de empresas, investimentos e profissionais à região. O empreendimento é apresentado como o primeiro condomínio fechado do Paraguai com sistema próprio de tratamento de água e esgoto, com ETE e ETA.

Já o Parque Integración foi apresentado como um projeto voltado à crescente demanda por infraestrutura logística. O empreendimento prevê 34 galpões, com módulos de 1.250 a 1.500 metros quadrados, em uma área total de 43 hectares e a cerca de 10 quilômetros da nova Ponte da Integração.

Decisão precisa ser baseada em números

Apesar das oportunidades apresentadas, a CN Mercosul reforçou durante a missão que a decisão de internacionalizar uma operação não deve ser tomada apenas com base em incentivos fiscais ou custos aparentemente menores. “Antes de investir, é fundamental realizar um estudo de viabilidade completo, analisando tributação, logística, custos operacionais, estrutura societária, mercado, legislação, mão de obra, incentivos aplicáveis e, principalmente, as projeções financeiras da operação. Nós defendemos que o empresário tenha um DRE projetado e números concretos antes de tomar a decisão”, destaca Jonathan.

Segundo ele, o Paraguai apresenta oportunidades relevantes, mas cada projeto precisa ser analisado individualmente. “Internacionalização precisa ser uma decisão empresarial baseada em dados e estratégia, e não simplesmente uma mudança de endereço em busca de benefícios fiscais”, resume.

Nesse cenário, a missão acompanhada pelo ReConecta mostrou um Paraguai que busca se posicionar não apenas como alternativa tributária, mas como um mercado em transformação, impulsionado por crescimento econômico, investimentos, infraestrutura, logística e integração regional.

TEXTO E IMAGENS: ReConecta News

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Informação

Ponte da Integração terá novas regras para carros e prefeito critica exigência de documento

Brasil e Paraguai iniciam na próxima segunda-feira (14) uma nova fase da abertura gradual da Ponte da Integração, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Presidente Franco, no Paraguai.

A partir da nova etapa, o horário de circulação de caminhões vazios será ampliado e os veículos de passeio também poderão utilizar a estrutura, das 7h às 13h.

A autorização para carros particulares, no entanto, virá acompanhada de exigências específicas. Motoristas e passageiros precisarão apresentar o Documento de Trânsito Vicinal Fronteiriço (DTVF) para atravessar a fronteira pela nova ponte.

Quem poderá obter o DTVF

O documento é destinado exclusivamente a moradores de quatro municípios fronteiriços: Foz do Iguaçu, no Brasil, e Presidente Franco, Ciudad del Este e Hernandarias, no Paraguai.

Para utilizar a ponte de carro, cidadãos paraguaios deverão solicitar o DTVF junto à Polícia Federal (PF) no Brasil. Já os brasileiros que pretendem fazer a travessia deverão procurar a Direção Nacional de Migrações (DNM) no Paraguai.

A exigência vale para motoristas e passageiros que desejarem utilizar a Ponte da Integração durante a nova fase de abertura.

Documento tem custo nos dois países

A emissão do DTVF também envolve cobrança de taxa. No Brasil, o valor é de R$ 63,85. No Paraguai, o custo chega a G$ 234.154, equivalente a aproximadamente R$ 205.

Entre os documentos exigidos para solicitar a credencial estão o comprovante de residência e o certificado que ateste a ausência de antecedentes penais nos últimos cinco anos.

Prefeito de Presidente Franco critica exigência

As regras para a circulação de veículos particulares provocaram críticas do prefeito de Presidente Franco, Roque Godoy.

Segundo declarações reproduzidas pelo jornal ABC Color, o chefe do Executivo municipal defende que a travessia pela nova ponte tenha condições semelhantes às existentes na Ponte da Amizade, principal ligação rodoviária entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este.

Godoy afirmou que tem buscado, de forma recorrente, a liberação integral da estrutura e atribuiu parte das dificuldades ao lado brasileiro da fronteira.

Obras no Paraguai ainda impedem liberação total

Apesar das críticas, a conclusão da Ponte da Integração Brasil-Paraguai depende também de obras de infraestrutura que ainda não foram finalizadas no território paraguaio.

Um dos principais projetos pendentes é o anel viário do Corredor Metropolitano del Este, cuja entrega está prevista para abril de 2027.

Por esse motivo, a abertura da ponte ocorre de maneira progressiva, com a ampliação gradual dos tipos de veículos autorizados e dos horários de circulação.

Como fica a circulação a partir de segunda-feira

Atualmente, a Ponte da Integração permite a passagem de caminhões vazios, ônibus de turismo e ônibus de viagem, seguindo horários previamente estabelecidos.

Com a nova fase, os caminhoneiros terão mais opções de horários para utilizar a estrutura. Além disso, os carros de passeio passarão a ser autorizados entre 7h e 13h, desde que motoristas e passageiros cumpram as exigências previstas, incluindo a apresentação do DTVF.

FONTE: H2 Foz
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcos Labanca/H2FOZ

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Aeroportos

LATAM amplia voos no Paraguai em 42% e reforça aposta no mercado internacional

A LATAM anunciou uma expansão de 42% na oferta de voos para o Paraguai, reforçando a presença da companhia aérea no país. A operação, que atualmente conta com 26 frequências semanais, passará a ter 37 voos por semana.

A ampliação ocorre em um momento de crescimento na movimentação dos aeroportos paraguaios e acompanha o aumento da demanda por conexões internacionais.

Mais voos entre Paraguai e América do Sul

A expansão será distribuída entre diferentes mercados estratégicos. A rota entre São Paulo e Paraguai terá um aumento de 14 para 18 frequências semanais.

Já os voos entre Lima e Paraguai passarão de sete para nove frequências por semana. Além disso, Montevidéu será incorporada à operação, com cinco voos semanais previstos a partir de 2027.

A decisão da companhia ocorre em meio ao avanço da demanda pelo transporte aéreo no país.

Movimento de passageiros cresce no Paraguai

Entre janeiro e julho, os aeroportos do Paraguai registraram 839 mil passageiros, número 12% superior ao observado no mesmo período do ano anterior.

O crescimento ajuda a explicar a estratégia da LATAM de ampliar a oferta e apostar em um mercado que vem ganhando relevância dentro da aviação internacional na América do Sul.

Mais frequências significam maior disponibilidade de assentos, novas possibilidades de conexão e potencial para fortalecer o Paraguai como um hub regional de passageiros.

Contraste com o cenário da aviação no Brasil

A expansão no Paraguai chama atenção quando comparada ao cenário discutido pela própria LATAM no Brasil.

O CEO da companhia afirmou que a reforma tributária poderá elevar de aproximadamente R$ 2 bilhões para R$ 6 bilhões por ano o volume de impostos pagos pela empresa no país.

Segundo o executivo, o impacto da mudança sobre o setor aéreo seria equivalente a uma “bomba atômica”, com possibilidade de aumento superior a 20% no preço das passagens aéreas.

Enquanto o mercado brasileiro enfrenta a perspectiva de custos tributários mais elevados, a LATAM amplia sua capacidade no Paraguai e aumenta em 42% o número de voos semanais.

Paraguai busca ampliar sua conectividade

A movimentação da LATAM mostra como o crescimento do fluxo de passageiros pode estimular as companhias aéreas a aumentar a oferta em determinados mercados.

Com mais voos internacionais, novas rotas e maior capacidade, o Paraguai amplia sua conexão com importantes cidades da América do Sul.

O movimento ainda está em uma fase inicial, mas indica uma estratégia de expansão da conectividade aérea do Paraguai, com potencial para atrair mais passageiros e fortalecer a integração do país com a região.

FONTE: Meu País Paraguai
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Meu País Paraguai

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Negócios

FIESC leva missão empresarial à Expo Paraguay-Brasil para ampliar negócios

A FIESC (Federação das Indústrias de Santa Catarina) prepara uma missão empresarial para a Expo Paraguay-Brasil 2026, com o objetivo de ampliar a internacionalização da indústria catarinense e criar novas oportunidades de negócios no país vizinho.

A 17ª edição do evento será realizada nos dias 11, 12 e 13 de novembro, em Ciudad del Este, no Paraguai. A programação deve reunir empresários e representantes dos setores produtivos dos dois países em uma agenda voltada à prospecção de negócios, networking e formação de parcerias comerciais.

A participação da delegação catarinense busca aproximar empresas do estado do mercado paraguaio, além de identificar oportunidades de comércio, investimentos e expansão internacional.

“A aproximação com o Paraguai abre espaço para novas parcerias e para a ampliação dos negócios das empresas catarinenses. Participar da Expo Paraguay-Brasil permite conhecer melhor o ambiente empresarial paraguaio, estabelecer conexões e identificar oportunidades concretas de comércio e investimentos”, afirma Maria Teresa Bustamante, presidente do Conselho de Comércio Exterior da FIESC.

Missão terá agenda exclusiva com a Embaixada

Além das atividades da Expo Paraguay-Brasil, a delegação da FIESC terá uma agenda institucional exclusiva com a Embaixada do Brasil no Paraguai.

O encontro pretende ampliar o diálogo com representantes institucionais e oferecer aos empresários participantes informações mais abrangentes sobre o ambiente econômico e as oportunidades disponíveis no país.

A iniciativa integra a estratégia da FIESC de fortalecer as relações comerciais entre Santa Catarina e Paraguai e apoiar empresas interessadas em avançar no processo de internacionalização.

Participação é voltada a empresários e executivos

A missão empresarial é direcionada a empresários industriais, executivos, gestores de comércio exterior e tomadores de decisão que buscam oportunidades de expansão internacional.

Também podem participar empresas associadas e parceiros da FIESC interessados em conhecer o mercado paraguaio, estabelecer contatos comerciais e prospectar novas possibilidades de negócios.

Com a participação na Expo Paraguay-Brasil, a entidade pretende ampliar a presença da indústria catarinense no mercado internacional e estimular novas conexões entre empresas de Santa Catarina e do Paraguai.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Logística

Missão ao Paraguai busca ampliar logística e comércio exterior de Santa Catarina

A missão oficial de Santa Catarina ao Paraguai avançou em discussões para ampliar a integração logística e comercial entre os dois países. Liderada pelo Governo do Estado e pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), a agenda tratou do uso da estrutura portuária catarinense nas operações de comércio exterior paraguaio e de alternativas para melhorar o transporte de insumos destinados à agroindústria de Santa Catarina.

A aproximação também abriu negociações para novas parcerias em logística, tecnologia, agricultura e infraestrutura, com potencial para fortalecer o intercâmbio comercial entre Santa Catarina e Paraguai.

Segundo o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, a aproximação atende a interesses dos dois lados e pode ampliar as oportunidades de negócios entre os mercados.

Rota do Milho é prioridade para a agroindústria catarinense

Entre os principais assuntos discutidos durante a missão esteve a Rota do Milho, projeto voltado à garantia do abastecimento regular de grãos para o polo de produção de proteína animal localizado no Oeste de Santa Catarina.

O milho é o principal produto exportado pelo Paraguai para Santa Catarina. Em 2025, o grão representou 15,2% das vendas paraguaias ao estado, movimentando US$ 70,5 milhões.

Além de buscar maior segurança no fornecimento de milho, a comitiva discutiu a possibilidade de levar tecnologias catarinenses para a agricultura paraguaia. Também foram avaliadas oportunidades para implantação de Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs) integradas aos portos de Santa Catarina.

Para Gilberto Seleme, os portos catarinenses podem oferecer uma alternativa competitiva ao Paraguai para operações de importação e exportação com mercados da Ásia e de outras regiões.

Comércio entre SC e Paraguai cresce acima da média nacional

A expansão das relações econômicas entre os dois mercados ocorre em um cenário de forte crescimento do comércio exterior entre Santa Catarina e Paraguai.

Dados do Observatório FIESC mostram que, de 2015 a 2025, as exportações catarinenses para o país vizinho cresceram 99,1%, chegando a US$ 445,1 milhões no último ano.

O avanço foi impulsionado principalmente pela venda de produtos com maior valor agregado, entre eles cerâmica não vitrificada, máquinas e equipamentos mecânicos e sistemas de refrigeração.

No sentido contrário, as importações de produtos paraguaios por Santa Catarina tiveram crescimento ainda mais expressivo. O aumento foi de 390,5% entre 2015 e 2025, alcançando US$ 464 milhões no ano passado.

O milho liderou as compras catarinenses, seguido por carne bovina, óleo de soja, tecidos e insumos metálicos, como chumbo e sucata de cobre. Os produtos atendem diferentes cadeias produtivas do estado, incluindo os setores agroindustrial, têxtil e metalmecânico.

Construção civil também entra na agenda

A missão também identificou oportunidades relacionadas ao setor da construção civil. Entre as propostas discutidas está a atração de investimentos paraguaios para o mercado imobiliário do litoral catarinense.

Outra frente envolve a ampliação das vendas de materiais de construção produzidos em Santa Catarina para o Paraguai.

A transferência de tecnologias e soluções desenvolvidas no estado para projetos de infraestrutura paraguaios também esteve entre os temas da agenda. O país vizinho atravessa um período de expansão das obras, o que pode abrir espaço para empresas catarinenses especializadas em produtos, serviços e soluções para o setor.

Santa Catarina e Paraguai terão novos encontros

Como resultado das negociações realizadas em Assunção, equipes técnicas do Governo de Santa Catarina e da FIESC deverão aprofundar, nos próximos meses, estudos sobre logística e regulamentação necessários para viabilizar as novas parcerias.

A aproximação terá continuidade em novembro, quando Santa Catarina deverá receber um encontro e seminário empresarial sobre as relações com o Paraguai.

A expectativa é que a nova agenda permita avançar em projetos voltados ao comércio exterior, ao abastecimento de insumos, à infraestrutura e à integração entre os setores produtivos dos dois mercados.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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