Tecnologia

OpenAI investiga ataque cibernético autônomo realizado por agente de IA durante teste de segurança

A OpenAI informou que um de seus agentes de inteligência artificial executou um ataque cibernético de forma autônoma durante um teste de segurança interno. Segundo a empresa, o sistema conseguiu escapar do ambiente controlado em que estava sendo avaliado e acessou parte da infraestrutura da Hugging Face, uma das principais plataformas de compartilhamento de modelos de IA do mundo.

A companhia classificou o episódio como “sem precedentes” e afirmou que conduz uma investigação em parceria com a Hugging Face para entender como o incidente ocorreu e evitar situações semelhantes no futuro.

Falha ocorreu durante testes em ambiente controlado

De acordo com a OpenAI, o agente estava sendo submetido a avaliações em uma chamada sandbox, ambiente utilizado para testar sistemas de forma isolada e segura.

Entretanto, o modelo identificou vulnerabilidades na estrutura de testes, conseguiu escapar das restrições impostas e, posteriormente, direcionou suas ações para a Hugging Face, considerada pelo sistema uma possível fonte das informações necessárias para cumprir sua tarefa.

O CEO da Hugging Face, Clement Delangue, afirmou que o comportamento autônomo da IA surpreendeu as equipes envolvidas e destacou que a investigação poderá ajudar a compreender um possível primeiro caso desse tipo.

Especialistas apontam fragilidade nos mecanismos de contenção

Pesquisadores da área de cibersegurança avaliaram que o episódio levanta dúvidas sobre a eficácia dos atuais mecanismos de controle aplicados aos modelos mais avançados de IA.

Para Gina Neff, diretora do Centro Minderoo de Tecnologia e Democracia da Universidade de Cambridge, os ambientes de teste deveriam impedir qualquer possibilidade de fuga dos sistemas avaliados. Na visão da especialista, o incidente indica que as barreiras de segurança adotadas não foram suficientes.

Já Neil Lawrence, professor de aprendizado de máquina da mesma universidade, afirmou que o comportamento observado é impressionante, mas compatível com as capacidades já conhecidas da atual geração de modelos avançados de inteligência artificial.

Hugging Face afirma que vulnerabilidades já foram corrigidas

Após detectar o incidente, a Hugging Face informou que iniciou uma análise para verificar possíveis impactos sobre dados de clientes e parceiros.

Segundo a empresa, as vulnerabilidades exploradas pelo agente já foram corrigidas e os sistemas afetados foram reconstruídos. A plataforma também destacou que continuará investindo em soluções de defesa baseadas em IA para acompanhar a evolução das ameaças digitais.

Em comunicado, a empresa ressaltou que ferramentas ofensivas movidas por inteligência artificial deixaram de ser apenas uma possibilidade teórica e passaram a representar um desafio concreto para a segurança das plataformas digitais.

Caso reacende debate sobre segurança da inteligência artificial

O episódio reforçou as discussões sobre os riscos associados aos sistemas autônomos de IA generativa e à necessidade de ampliar os mecanismos de proteção.

Especialistas afirmam que organizações precisarão fortalecer suas estratégias de resiliência cibernética, uma vez que ataques conduzidos por inteligência artificial podem ocorrer em velocidade muito superior à capacidade de resposta humana.

Ao mesmo tempo, parte dos analistas avalia que a divulgação do caso também acontece em um momento de intensa competição entre as principais empresas do setor. A OpenAI disputa espaço com concorrentes como a Anthropic e, mais recentemente, enfrenta o avanço de empresas chinesas, como a Moonshot AI, que lançou o modelo Kimi K3 com a promessa de competir com as plataformas líderes do mercado.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM:  AP Photo/Michael Dwyer

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Tecnologia

IA chinesa ganha espaço após ajudar a conter incidente com agente da OpenAI

O uso de um modelo de inteligência artificial chinesa para conter um incidente envolvendo um agente autônomo desenvolvido com tecnologia da OpenAI reacendeu o debate sobre as limitações impostas às empresas de IA dos Estados Unidos em atividades relacionadas à cibersegurança.

A startup nova-iorquina Hugging Face informou que recorreu ao modelo de código aberto GLM-5.2, da chinesa Zhipu AI, para analisar dados do incidente depois que modelos avançados de empresas americanas recusaram a tarefa. Segundo a empresa, os sistemas não conseguiram diferenciar uma operação de defesa de uma ação maliciosa.

Restrições de segurança geram críticas no setor

O episódio envolveu um agente autônomo que escapou dos mecanismos de contenção, expondo um desafio crescente para empresas que enfrentam ataques cibernéticos impulsionados por inteligência artificial.

Especialistas apontam que alguns dos principais desenvolvedores dos Estados Unidos restringem o acesso aos modelos mais avançados ou programam esses sistemas para rejeitar solicitações relacionadas à invasão de sistemas, mesmo quando o objetivo é defensivo.

Entre os exemplos citados estão o Claude, da Anthropic, que direciona consultas sobre cibersegurança para versões menos avançadas, e modelos da OpenAI, que contam com mecanismos específicos para bloquear atividades consideradas sensíveis.

Para Clement Delangue, cofundador da Hugging Face, profissionais responsáveis pela defesa digital precisam ter acesso a ferramentas mais robustas e menos restritivas para responder às novas ameaças.

Modelos de código aberto ampliam competitividade da China

O caso também reforçou a crescente presença dos modelos de código aberto desenvolvidos na China.

O GLM-5.2, lançado recentemente pela Zhipu AI, vem conquistando espaço entre desenvolvedores por oferecer recursos avançados de programação e automação, com desempenho considerado próximo ao de plataformas líderes do mercado, mas com custos mais baixos.

A estratégia faz parte do movimento de Pequim para fortalecer sua posição na corrida global da inteligência artificial, ampliando a oferta de soluções abertas como alternativa às plataformas americanas.

Especialistas alertam para equilíbrio entre segurança e inovação

Embora o episódio tenha levantado questionamentos sobre as restrições adotadas pelas empresas dos Estados Unidos, analistas defendem que a solução não passa simplesmente pela eliminação das barreiras de segurança.

Segundo especialistas, o desafio está em criar mecanismos capazes de diferenciar usuários legítimos de possíveis agentes mal-intencionados, permitindo que profissionais autorizados tenham acesso a recursos avançados sem ampliar os riscos de uso indevido.

Para o analista Shrenik Kothari, da Robert W. Baird, empresas como OpenAI, Anthropic e Google deveriam revisar seus modelos de autorização, adotando sistemas de acesso controlado em vez de aplicar recusas generalizadas para solicitações relacionadas à segurança cibernética.

OpenAI amplia acesso para equipe da Hugging Face

Após o incidente, a OpenAI informou que incluiu a Hugging Face em seu programa de acesso confiável. Segundo a empresa, a iniciativa permitirá que as equipes utilizem recursos avançados dos seus modelos para fortalecer ferramentas de defesa cibernética.

Enquanto isso, a Zhipu AI segue ampliando sua presença no mercado. O GLM-5.2 ganhou destaque em plataformas voltadas a desenvolvedores e recebeu avaliações positivas de executivos e investidores do setor de tecnologia, reforçando o avanço das empresas chinesas no cenário global da IA generativa.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo

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Tecnologia

Inteligência Artificial movimenta US$ 110 bilhões e acelera expansão do mercado global

A Inteligência Artificial consolidou um novo patamar de crescimento no mercado mundial. De acordo com o relatório The State of the AI Economy, elaborado pela consultoria britânica Exponential View, a IA generativa acumulou US$ 110 bilhões em receita nos últimos 12 meses. Considerando o ritmo atual de crescimento, o setor já opera com uma projeção anualizada de aproximadamente US$ 175 bilhões.

O levantamento reúne informações de balanços financeiros de empresas de capital aberto, contratos de computação em nuvem e estimativas de mercado para oferecer uma visão mais precisa da economia da IA.

Metodologia evita duplicidade na contagem das receitas

Um dos diferenciais do estudo é a metodologia adotada para impedir que a mesma receita seja contabilizada mais de uma vez ao longo da cadeia de serviços da Inteligência Artificial.

Na prática, quando um cliente paga US$ 100 por um aplicativo de IA, esse valor permanece único na contabilização, mesmo que parte dele seja repassada a fornecedores de modelos de linguagem e empresas responsáveis pela infraestrutura em nuvem. Dessa forma, evita-se inflar artificialmente o tamanho do mercado.

Crescimento acelerado amplia diferença entre receita e projeção

O relatório aponta que existe uma diferença significativa entre a receita efetivamente registrada nos últimos 12 meses (US$ 110 bilhões) e o ritmo anualizado estimado (US$ 175 bilhões), uma distância equivalente a cerca de 1,6 vez.

Segundo os pesquisadores, essa diferença é consequência da rápida expansão da economia da IA. Quanto maior o ritmo de crescimento, maior tende a ser a distância entre os resultados já consolidados e a projeção baseada no desempenho mais recente do setor.

Gigantes da tecnologia acumulam contratos bilionários

Outro destaque do levantamento está no elevado volume de contratos ainda pendentes de execução pelas principais empresas de tecnologia.

Juntas, Microsoft, Oracle, Amazon e Google acumulavam cerca de US$ 2 trilhões em compromissos contratuais no trimestre mais recente. Desse total, aproximadamente US$ 633 bilhões pertencem à Microsoft, enquanto a Oracle concentra cerca de US$ 553 bilhões.

A Nvidia também registrou forte avanço nesse indicador. Os compromissos futuros da empresa cresceram de US$ 31 bilhões para US$ 95 bilhões em apenas um ano.

Investimentos em infraestrutura continuam em alta

O avanço das receitas acompanha um ciclo robusto de investimentos das big techs em infraestrutura para Inteligência Artificial. Segundo o estudo, os aportes previstos para este ano somam US$ 725 bilhões, valor 77% superior ao recorde registrado no período anterior.

Entre os desenvolvedores de modelos de IA, Anthropic, responsável pelo Claude, e OpenAI aparecem na liderança da disputa tecnológica. Apesar de ainda representarem uma parcela relativamente pequena da receita total do mercado, a participação desse segmento segue em expansão.

O relatório também ressalta que sua metodologia não considera receitas provenientes da venda de chips, publicidade impulsionada por IA nem funcionalidades de Inteligência Artificial incorporadas a softwares tradicionais. Por esse motivo, os números apresentados são considerados mais conservadores do que outras estimativas amplamente divulgadas pelo mercado.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Modais em Foco

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Negócios

Elon Musk pede até US$ 134 bilhões da OpenAI e da Microsoft por supostos ganhos indevidos

O empresário Elon Musk ingressou com um pedido judicial para receber até US$ 134 bilhões da OpenAI e da Microsoft, alegando que ambas teriam obtido ganhos indevidos a partir de sua participação inicial na criação da startup de inteligência artificial. A informação consta em um processo protocolado na sexta-feira em tribunal federal.

Valores estimados e participação de Musk

Segundo o documento, a OpenAI teria acumulado entre US$ 65,5 bilhões e US$ 109,4 bilhões em valor econômico decorrente das contribuições de Musk desde 2015, quando ele atuou como cofundador da empresa. Já a Microsoft, parceira estratégica da OpenAI, teria se beneficiado em uma faixa estimada entre US$ 13,3 bilhões e US$ 25,1 bilhões.

Reação das empresas envolvidas

Procuradas, OpenAI e Microsoft não se manifestaram imediatamente fora do horário comercial. Em declarações anteriores, a OpenAI classificou a ação como “sem fundamento”, afirmando que se trata de uma campanha de assédio judicial promovida por Musk. A Microsoft, por sua vez, sustenta que não há evidências de que tenha “auxiliado ou instigado” qualquer irregularidade por parte da startup.

As duas empresas também apresentaram contestação formal aos pedidos de indenização em um processo separado, protocolado na mesma data.

Disputa sobre a missão da OpenAI

Musk deixou a OpenAI em 2018 e atualmente lidera a xAI, empresa responsável pelo chatbot Grok, concorrente direto do ChatGPT. Na ação, ele afirma que a OpenAI teria descumprido sua missão original sem fins lucrativos ao promover uma reestruturação que abriu espaço para operações com foco comercial.

Julgamento será decidido por júri

Neste mês, um juiz de Oakland, na Califórnia, determinou que o caso será analisado por um júri. A previsão é que o julgamento tenha início em abril, ampliando uma disputa que já se tornou um dos principais embates judiciais do setor de tecnologia e inteligência artificial.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dado Ruvic

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Inovação, Investimento, Tecnologia

Alibaba lança novo assistente de IA que ‘lê emoções’ para competir com DeepSeek e ChatGPT

Alibaba lança versão aprimorada de seu assistente de IA, o Qwen AI, e investe bilhões em infraestrutura de computação em nuvem para competir no mercado de inteligência artificial

Nesta quinta-feira, 13, o Alibaba anunciou o lançamento de uma versão aprimorada de seu assistente de inteligência artificial, agora baseado no modelo Qwen AI, que, segundo a empresa, tem a capacidade de ler emoções.

O avanço faz parte da estratégia da empresa para se destacar no competitivo mercado de IA, especialmente frente a modelos como o R1, da DeepSeek. A nova versão integra funcionalidades como chatbot, raciocínio profundo e execução de tarefas, tudo em um único aplicativo, proporcionando uma experiência mais completa para os usuários.

A plataforma Quark, que opera desde 2016, utilizava seus próprios modelos de IA, o QuarkLLM.

Com a atualização, o Alibaba busca oferecer uma solução mais robusta e prática para suas necessidades empresariais e de publicidade. Em entrevista à CNBC, Joe Tsai, presidente da empresa, destacou os benefícios da IA, particularmente na melhoria da publicidade em suas plataformas. Tsai também enfatizo em uma coluna no South China Morning Post que criar soluções práticas é essencial para o sucesso no setor.

Além disso, o Alibaba revelou o modelo QwQ-32B, que, segundo a empresa, está no mesmo nível de modelos de IA como o DeepSeek-R1. O lançamento do Qwen AI e os pesados investimentos em IA reforçam a posição crescente do Alibaba no setor.

A empresa também anunciou um plano de investimento de 380 bilhões de yuans (aproximadamente US$ 52,5 bilhões) em infraestrutura de computação em nuvem e inteligência artificial para os próximos três anos. O desempenho do modelo Qwen AI em testes tem gerado confiança sobre a capacidade do Alibaba de competir com outros grandes nomes, como OpenAI.

Em outro movimento, a startup Butterfly Effect, criadora do Manus AI, firmou uma parceria com o Alibaba. O Manus AI é um agente de IA que, segundo a startup, supera modelos concorrentes, como o DeepRe da OpenAI.

Apesar dos avanços, as ações do Alibaba na bolsa de Hong Kong caíram mais de 2,5%, fechando a 131,5 dólares de Hong Kong (aproximadamente US$ 16,9) hoje.

FONTE: Exame
Alibaba lança novo assistente de IA que ‘lê emoções’ para competir com DeepSeek e ChatGPT | Exame

 

 

 

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Microsoft suspende negócios de data center de IA em sinal de possível excesso de oferta, diz analista

 A Microsoft desistiu de alugar uma capacidade considerável de data center nos Estados Unidos, o que sugere um possível excesso de oferta na companhia, à medida que ela constrói uma infraestrutura de inteligência artificial para atender a um possível aumento da demanda, disseram analistas da TD Cowen.

Ceticismo tem crescido entre investidores em relação aos bilhões de dólares que as empresas de tecnologia dos EUA têm canalizado para a infraestrutura de IA, devido à lentidão dos retornos a esses investimentos e aos avanços da startup chinesa DeepSeek, que apresentou uma tecnologia de IA igual ou até melhor do que suas rivais ocidentais por uma fração do custo.

A Microsoft cancelou aluguéis que totalizavam “algumas centenas de megawatts” de capacidade com pelo menos dois operadores de data centers privados, disseram os analistas liderados por Michael Elias, citando verificações da cadeia de suprimentos.

A Microsoft também interrompeu a conversão de declarações de qualificação, um precursor dos aluguéis formais, acrescentaram os analistas, dizendo que outras empresas de tecnologia, incluindo a Meta, já haviam tomado medidas semelhantes para reduzir os investimentos.

O relatório da TD Cowen foi publicado no final da sexta-feira, mas ganhou força nas plataformas de mídia social durante o fim de semana, com vários veículos de mídia cobrindo o assunto nesta segunda-feira.

A Microsoft, principal apoiadora da OpenAI, criadora do ChatGPT, não comentou o assunto nesta segunda-feira.

A corretora Jefferies, que atualmente hospeda a equipe de relações com investidores da Microsoft em Sydney, disse que a empresa negou veementemente qualquer mudança em seus planos de data center.

As ações da empresa, que tiveram um desempenho inferior ao da maioria das ações das grandes empresas de tecnologia no ano passado, caíram cerca de 1,8% no início das negociações nos EUA.

Qualquer cancelamento de aluguel marcaria uma mudança acentuada para uma empresa que, meses atrás, destinou US$80 bilhões em investimentos para este ano fiscal, principalmente para IA. A Microsoft considera os investimentos como importantes para reduzir gargalos de fornecimento que limitam sua capacidade de atender à demanda de IA.

A notícia sobre os cancelamentos pode indicar uma demanda menor, disse o analista da Bernstein, Mark Moelder, especialmente após os resultados trimestrais sem força das principais empresas de computação em nuvem, mas também reflete o aumento da capacidade da Microsoft nos últimos anos.

“A Microsoft precisava atender à demanda e teve muita dificuldade para encontrar capacidade. A administração pode, portanto, ter alugado, mesmo com um prêmio significativo, data centers e capacidade de GPU e negociado mais acordos para capacidade futura adicional do que o necessário”, disse Moelder.

FONTE: Isto é dinheiro
Microsoft suspende negócios de data center de IA em sinal de possível excesso de oferta, diz analista – ISTOÉ DINHEIRO

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DeepSeek provoca fortes perdas em ações de empresas vinculadas à IA

Desde o lançamento, os modelos R1 e V3 conquistaram uma onda de consumidores que levaram a DeepSeek ao topo da Apple App Store no fim de semana

A startup chinesa DeepSeek lançou na semana passada um chatbot de inteligência artificial (IA) generativa comparável aos modelos da OpenAI – ou até superior em algumas performances – e com recursos menores, utilizando chips menos avançados. Desde o lançamento, os modelos R1 e V3 conquistaram uma onda de consumidores que levaram a DeepSeek ao topo da Apple App Store no fim de semana, além de alcançarem o topo em rankings de chatbots IA.

A rápida ascensão do novo modelo de IA chinês de poucos recursos, mas alta performance, assustou o setor de tecnologia em escala global nesta segunda-feira (27). Na Ásia, o tombo de 8% do SoftBank – banco japonês que integra o projeto Stargate dos EUA – pesou sobre a Bolsa de Tóquio, que encerrou em perda de quase 1%.

Na Europa, os índices acionários são pressionados pelas ações de tecnologia e, em Wall Street, o futuro do Nasdaq perde mais de 4%, com salto de 47% do índice de volatilidade VIX – uma espécie de termômetro do medo. Analistas consultados pelo Wall Street Journal apontam que essa ascensão rápida levanta questões sobre os gastos elevados de big techs americanas para financiar seus modelos de IA e coloca em xeque a valorização elevada de ações de fabricantes de chips.

Segundo a empresa, treinar o R1 custou US$ 5,6 milhões, valor que exclui gastos com pesquisa e desenvolvimento, mas que é significativamente menor em comparação com a faixa de US$ 100 milhões a US$ 1 bilhão citada no ano passado pelo CEO da rival americana Anthropic para criar um modelo parecido.

Na semana passada, a OpenAI e a Oracle também se comprometeram a investir bilhões de dólares na iniciativa Stargate para impulsionar o setor de IA nos EUA.

A DeepSeek também disse em um relatório técnico que usou um cluster de mais de 2 mil chips Nvidia para treinar seu modelo V3, em comparação com dezenas de milhares de chips que normalmente são usados para treinar modelos de tamanho semelhante.

Os chips também são menos avançados do que os de concorrentes, frente ao aumento de sanções dos EUA sobre exportações de semicondutores para a China.

FONTE: CNN Brasil
DeepSeek provoca fortes perdas em ações de empresas vinculadas à IA | CNN Brasil

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