Tecnologia

BYD amplia investimentos no Brasil com veículos elétricos, carregadores ultrarrápidos e centro de testes

A BYD Brasil anunciou novos investimentos voltados à expansão da mobilidade elétrica no país, incluindo um centro de pesquisa para testes de veículos autônomos, a instalação de carregadores ultrarrápidos e a entrega de ônibus elétricos para a cidade de São Paulo.

Segundo Marcello Schneider, diretor de Veículos Comerciais e Energia Solar da BYD Brasil, a empresa pretende instalar mil unidades de carregadores ultrarrápidos no território nacional e disponibilizar 100 ônibus elétricos para a capital paulista até o início de 2027.

Rio de Janeiro terá centro de testes para veículos autônomos

Durante o Seminário LIDE Transportes, realizado em São Paulo, Schneider afirmou que as atividades de pesquisa, desenvolvimento e avaliação de veículos autônomos serão realizadas no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro.

O espaço será utilizado para testes de novas tecnologias aplicadas ao transporte, ampliando a presença da fabricante chinesa em projetos de inovação no setor automotivo brasileiro.

Carregadores poderão abastecer veículos em cinco minutos

Entre as iniciativas anunciadas está a expansão da infraestrutura de recarga para veículos elétricos. De acordo com a BYD, os novos carregadores ultrarrápidos terão capacidade de completar o carregamento de um veículo em aproximadamente cinco minutos.

A medida faz parte da estratégia da companhia para acelerar a adoção dos carros elétricos no Brasil, reduzindo uma das principais barreiras para consumidores e empresas: a disponibilidade de pontos de recarga.

Eletrificação avança em setores industriais

Além do transporte urbano, a BYD destaca que a eletrificação já começa a ganhar espaço em segmentos como portos e mineração.

Segundo Schneider, a substituição de caminhões convencionais por modelos elétricos em operações de mineração pode gerar redução de 60% a 70% nos custos operacionais, principalmente devido à maior eficiência energética e à diminuição de despesas relacionadas ao combustível e manutenção.

Mobilidade elétrica envolve energia, baterias e tecnologia

O executivo apresentou a eletrificação dos transportes como parte de um ecossistema mais amplo, que reúne geração e armazenamento de energia, produção de baterias, componentes eletrônicos e veículos desenvolvidos para diferentes aplicações.

Para a BYD, a expansão da mobilidade sustentável depende da integração entre infraestrutura, tecnologia e novos modelos de transporte, com foco na redução de emissões e no aumento da eficiência operacional.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xinhua

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Importação

Importações de ônibus elétricos sobem 149% e impulsionam mercado de pesados no Brasil

As importações brasileiras de veículos pesados tiveram um desempenho desigual em 2025. Enquanto o volume financeiro total do setor — que inclui automóveis pesados, reboques e semirreboques — caiu cerca de 8%, somando US$ 193,7 milhões, a entrada de ônibus elétricos no país disparou. O valor importado saltou de US$ 5,1 milhões (2024) para US$ 12,7 milhões (2025), avanço de 149%, consolidando o transporte de passageiros como o principal motor da eletrificação pesada no Brasil.

Esse comportamento já aparece também no mercado de veículos leves eletrificados, onde diferentes categorias crescem ou recuam em ritmos distintos — reforço de que a transição energética avança de forma irregular entre os diversos nichos automotivos.

Ônibus avançam enquanto caminhões elétricos recuam

Nos pesados, a diferença mais evidente surge na comparação entre ônibus e veículos de carga.

  • Ônibus elétricos: +149% (US$ 12,7 milhões)
  • Caminhões 100% elétricos: –38% (US$ 34,5 milhões)
  • Ônibus a diesel: –3% (US$ 146,5 milhões)

O desempenho reforça a percepção de que a eletrificação avança mais rápido onde há pressão por renovação de frota, sobretudo em grandes centros urbanos, enquanto o setor de carga ainda adota postura mais cautelosa.

Segundo Alexandre Mello, especialista em Data Analytics na Logcomex, o fenômeno é claro:
“Esse descolamento entre a retração geral e o salto dos ônibus elétricos mostra uma pressão crescente pela renovação de frotas públicas sustentáveis. Enquanto o mercado de carga hesita, o transporte coletivo acelera a transição energética.”

Espírito Santo domina as importações de pesados

A distribuição geográfica das importações chama atenção. O Espírito Santo respondeu por 83% de todo o volume financeiro movimentado, o equivalente a US$ 160,6 milhões. O Porto de Vitória concentrou 82% das operações de desembaraço.

A liderança capixaba se explica pela combinação entre infraestrutura portuária especializada e arranjos fiscais competitivos, que atraem empresas importadoras de veículos vindos principalmente da Ásia e da Europa.

Para Helmuth Hofstatter, CEO da Logcomex, esse protagonismo tende a continuar:
“Para quem importa pesados de fora do Mercosul, o Espírito Santo permanece imbatível. A estrutura logística e o ambiente tributário tornam o estado uma escolha estratégica para quem busca competitividade.”

Transporte coletivo puxa a transição energética

Embora o setor de pesados eletrificados ainda represente uma fatia reduzida do mercado total, o salto dos ônibus elétricos mostra que a transição no transporte público está ganhando velocidade. Com novas licitações municipais e maior oferta de modelos internacionais, a expectativa é que o segmento mantenha trajetória de crescimento nos próximos ciclos de importação.

FONTE: Inside EVs e Logcomex
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Prefeitura de SP

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