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Importações de óleo de soja pela Índia podem atingir recorde em 2025/26

As importações de óleo de soja da Índia devem alcançar um novo recorde na temporada 2025/26. A maior competitividade de preços em relação aos óleos de palma e de girassol deve estimular as compras do produto por consumidores indianos, considerados sensíveis às variações de preços.

Segundo representantes do setor ouvidos pela Reuters, o movimento deve compensar parcialmente a redução nas compras de óleo de girassol, afetadas pela guerra entre Rússia e Ucrânia. Ao mesmo tempo, a maior oferta de óleo de soja tende a limitar o avanço das importações de óleo de palma, tradicionalmente o principal produto da pauta indiana de óleos comestíveis.

Índia deve importar 5,7 milhões de toneladas de óleo de soja

As compras indianas de óleo de soja devem crescer 4,2% em relação ao recorde registrado na temporada anterior, chegando a aproximadamente 5,7 milhões de toneladas até o fim do ciclo, em 31 de outubro.

A estimativa é de Aashish Acharya, vice-presidente da Patanjali Foods Ltd., uma das principais empresas importadoras de óleos comestíveis da Índia.

De acordo com Acharya, o óleo de soja permaneceu competitivo durante o ano diante dos preços praticados pelos principais concorrentes.

Óleo de palma e girassol têm comportamentos diferentes

Enquanto as importações de soja avançam, o mercado indiano deve registrar movimentos distintos para outros tipos de óleo vegetal.

As compras de óleo de palma devem aumentar 5,5%, para cerca de 8 milhões de toneladas, após terem atingido no ano passado o menor nível em cinco anos.

Já as importações de óleo de girassol devem recuar 3%, para aproximadamente 2,85 milhões de toneladas. A queda está relacionada principalmente aos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre a oferta do produto.

Preços favorecem óleo de soja

A maior procura pelo óleo de soja também está relacionada ao cenário internacional de oferta e preços. O aumento do consumo de biodiesel na Indonésia reduziu a disponibilidade de óleo de palma no mercado e contribuiu para a elevação de seus preços.

Com oferta mais abundante, o óleo de soja passou a apresentar uma relação de preços mais favorável aos compradores indianos, segundo B.V. Mehta, diretor executivo da Associação de Extratores por Solvente da Índia.

Esse cenário deve contribuir para o aumento das compras externas de óleo vegetal pelo país.

Importações de óleo comestível devem bater recorde

A Índia depende das importações para atender aproximadamente dois terços de sua demanda por óleos vegetais. Entre os principais produtos adquiridos no exterior estão os óleos de palma, soja e girassol, provenientes de países como Malásia, Indonésia, Argentina, Rússia e Ucrânia.

Para 2025/26, as importações totais de óleo comestível da Índia devem crescer 3,6%, atingindo o recorde de 16,55 milhões de toneladas, segundo Mehta.

O avanço ocorre em um contexto de aumento da renda per capita e, consequentemente, da demanda por óleos comestíveis, enquanto a produção doméstica permanece praticamente estagnada.

Óleo de palma perde participação nas compras indianas

Mesmo com a recuperação prevista nas importações de óleo de palma, sua participação no mercado externo indiano deve continuar diminuindo.

Segundo corretores ligados a tradings globais, o óleo de palma deve representar menos de 50% das importações totais de óleos comestíveis da Índia pelo segundo ano consecutivo na temporada 2025/26.

O cenário reforça a crescente importância do óleo de soja no mercado indiano e mostra como as diferenças de preços entre os principais óleos vegetais podem alterar a composição das importações do país.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Compre Rural

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Índia deve registrar importação recorde de óleo de soja em agosto

A Índia deve importar um volume histórico de óleo de soja em agosto, impulsionada pela combinação de preços competitivos, aumento da demanda antes das festividades de fim de ano e dificuldades nos embarques de óleo de girassol provocadas pela guerra entre Rússia e Ucrânia.

Estimativas de operadores do mercado indicam que as compras indianas de óleo de soja podem alcançar 620 mil toneladas em agosto, aproximadamente 46% acima da média mensal de 424.549 toneladas registrada na atual safra, iniciada em novembro.

A projeção foi feita por quatro operadores diretamente envolvidos nas negociações, que optaram por não revelar seus nomes devido às políticas de suas empresas.

Óleo de girassol perde espaço para soja

A interrupção de embarques no Mar Negro está alterando o perfil das importações indianas de óleos vegetais. Rússia e Ucrânia, que concentram grande parte das vendas de óleo de girassol destinadas à Índia, vêm enfrentando ataques contra estruturas portuárias e marítimas, afetando a capacidade de exportação.

Com isso, as importações indianas de óleo de girassol devem cair para cerca de 180 mil toneladas em agosto, o menor nível desde fevereiro de 2026. O volume representa uma redução de aproximadamente 28% em relação ao mês anterior.

Segundo um dos corretores consultados, cerca de 150 mil toneladas de óleo de girassol provenientes do Mar Negro, com embarques previstos para agosto e setembro, sofreram atrasos em razão do conflito.

Sandeep Bajoria, diretor-executivo da Sunvin Group, afirmou que o cenário tornou o óleo de soja mais competitivo para os compradores indianos.

A mudança é particularmente relevante no sul da Índia, região onde o óleo de girassol costuma ter forte preferência entre os consumidores. Diante das dificuldades de abastecimento, refinarias passaram a buscar alternativas no mercado de soja.

Mais portos recebem óleo de soja

A mudança na demanda também está alterando a logística de importação. Além dos portos de Kandla e JNPT, na costa oeste, os terminais de Krishnapatnam e Kakinada, no sul do país, passaram a receber carregamentos de óleo de soja.

A diversificação dos pontos de entrada acompanha o aumento das compras e ajuda as empresas a garantir o abastecimento em um momento de maior procura.

Preço favorece óleo de soja

Outro fator que contribui para o aumento das importações é a diferença de preços em relação ao óleo de palma.

O prêmio do óleo de soja sobre o óleo de palma caiu para aproximadamente US$ 50 por tonelada, ante mais de US$ 100 em abril. A redução tornou o produto mais atraente para os compradores indianos, que são particularmente sensíveis aos preços.

Enquanto isso, as cotações do óleo de palma subiram diante das preocupações com possíveis impactos de condições climáticas adversas sobre a produção e da decisão da Indonésia de ampliar o uso do produto na fabricação de biocombustíveis.

Um corretor de Nova Délhi estima que as importações indianas de óleo de soja podem superar novamente 600 mil toneladas em setembro. Segundo ele, o país já adquiriu quase 1,4 milhão de toneladas para embarque entre setembro e dezembro.

Índia amplia fornecedores de óleo de soja

Tradicionalmente, Argentina e Brasil respondem pela maior parte do óleo de soja comprado pela Índia. O cenário atual, porém, levou os importadores a ampliar a busca por fornecedores.

Além dos grandes exportadores sul-americanos, os compradores indianos estão contratando cargas provenientes de China, Egito, Tailândia e Turquia, inclusive para entregas de curto prazo.

A estratégia reflete a necessidade de garantir oferta diante das incertezas no mercado internacional de óleos vegetais.

Compras antecipadas ganham força

Os importadores também estão fechando negócios com vários meses de antecedência. Segundo um dos corretores, o custo de chegada do óleo de soja e do óleo de palma está praticamente nivelado para cargas programadas entre outubro e dezembro.

O óleo de girassol, por outro lado, está sendo negociado com um prêmio de quase US$ 200 por tonelada, o que reduz sua competitividade e aumenta o interesse pela soja.

A oferta abundante de óleo de soja também favorece a estratégia dos compradores. Ao mesmo tempo, existe preocupação com os possíveis efeitos do El Niño sobre a produção indiana de oleaginosas, o que incentiva as empresas a anteciparem parte das necessidades futuras.

Mercado indiano acompanha preços e oferta global

A Índia é um dos principais compradores mundiais de óleos vegetais e depende fortemente do mercado externo para atender ao consumo doméstico.

Além do óleo de soja e do girassol, o país importa grandes volumes de óleo de palma, principalmente da Indonésia, Malásia e Tailândia.

Com os problemas logísticos no Mar Negro e as mudanças nas relações de preços entre os diferentes óleos, a soja ganhou espaço nas compras indianas. Se as projeções dos operadores se confirmarem, agosto marcará um novo recorde nas importações do produto pelo país.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Lucas Ninno Getty Images

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