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Porto do Itaqui avança na construção do Berço 98, com conclusão prevista para 2026

As obras do Berço 98 do Porto do Itaqui, no Maranhão, entraram na etapa final da fundação. A evolução do projeto foi acompanhada durante uma visita do ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, ao complexo portuário.

A previsão é que a construção seja concluída em dezembro de 2026. Nesta fase, estão sendo instalados os dois últimos pilares de concreto que integram a estrutura do novo berço de atracação.

Nova estrutura terá 380 metros de extensão

O Berço 98 terá 380 metros de comprimento, 40 metros de largura e profundidade de até 18 metros. As dimensões foram projetadas para permitir a operação de grandes embarcações e ampliar a capacidade logística do Porto do Itaqui.

Com a entrada em operação da nova estrutura, a expectativa é elevar a capacidade de exportação em mais de 8 milhões de toneladas por ano. O aumento da movimentação também deve representar um crescimento estimado de aproximadamente 20% na receita anual do complexo portuário.

Berço contará com estrutura tecnológica e operacional

Além da área destinada à atracação de navios, o projeto contempla uma série de sistemas para dar suporte às operações portuárias.

Entre os equipamentos e instalações previstos estão trilhos para guindastes, sistema de combate a incêndio, redes de abastecimento de água e energia elétrica e dutos destinados ao bunker, utilizado no abastecimento de combustível das embarcações.

O projeto inclui ainda sistemas de drenagem de águas pluviais e tratamento de efluentes sanitários, além de banheiros, guarita, Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) e circuito fechado de televisão (CFTV).

Investimento supera R$ 400 milhões

Segundo o ministro Tomé Franca, o empreendimento terá investimento superior a R$ 400 milhões, equivalente a cerca de US$ 77,51 milhões. Os recursos são próprios do complexo portuário.

“Estamos fiscalizando a construção de mais um berço no Porto do Itaqui, que vai ampliar a capacidade de movimentação do terminal em 8 milhões de toneladas. Esta obra, com custo superior a R$ 400 milhões (USD 77,51 milhões) e financiada com recursos próprios, consolida o Porto do Itaqui como fundamental para o escoamento da produção da região do Matopiba”, afirmou o ministro.

A ampliação reforça a importância do Itaqui para o escoamento da produção do Matopiba, região formada por áreas agrícolas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

Obra amplia infraestrutura logística do Itaqui

Para Oquerlina Costa, presidenta da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), a visita do ministro permitiu apresentar o andamento e a dimensão do projeto.

Segundo ela, a construção do Berço 98 representa uma etapa relevante para a modernização da infraestrutura do porto e para o fortalecimento da capacidade logística brasileira.

“Receber o ministro Tomé Franca é uma excelente oportunidade para demonstrar, na prática, a grandiosidade, a celeridade e a qualidade das obras que estamos realizando no porto. A construção do Berço 98 marca um marco para a nossa infraestrutura. Estamos materializando um projeto que não apenas moderniza o Itaqui, mas também garante ao Brasil uma plataforma logística ainda mais eficiente e preparada para o futuro”, destacou.

A conclusão do novo berço deverá ampliar a capacidade operacional do Porto do Itaqui e reforçar sua função estratégica no transporte e na exportação de cargas produzidas na região.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Portos

Porto Central avança na Fase 1 e prepara início da infraestrutura marítima

As obras da Fase 1 do Porto Central, em Presidente Kennedy, no Espírito Santo, avançam com diversas frentes de trabalho voltadas à preparação do terreno e à implantação da infraestrutura necessária para o primeiro terminal do complexo portuário.

Desde o começo da construção, as equipes atuam na terraplenagem, abertura de vias internas, instalação das redes de água e energia, estruturação do canteiro e montagem dos equipamentos de apoio.

Essa infraestrutura dá suporte à implantação do primeiro empreendimento do Porto Central: um Terminal de Granéis Líquidos de águas profundas, projetado para operações de transferência de petróleo entre navios, conhecidas como Ship-to-Ship (STS).

Terreno de 65 hectares passa por preparação

Uma das etapas iniciais da Fase 1 foi a adequação da área destinada às instalações portuárias, que ocupa cerca de 65 hectares.

Depois dos trabalhos de supressão vegetal, foram realizados serviços de nivelamento e terraplenagem, incluindo escavações, cortes e aterros conforme as cotas e especificações estabelecidas nos projetos de engenharia.

A preparação do terreno cria as condições para a implantação das futuras estruturas e leva em consideração a integração com sistemas de drenagem, vias de circulação, redes de utilidades e demais componentes do empreendimento.

Ao mesmo tempo, foram instaladas estruturas de suporte às obras, como o canteiro operacional, acessos internos, sistemas de abastecimento de água e energia e uma Central Dosadora de Concreto.

As rotas entre a pedreira e o Porto Central também receberam melhorias para viabilizar o transporte de materiais. Entre as intervenções estão o alargamento das vias, instalação de sinalização, cercamento e adaptações para o tráfego de veículos pesados.

Porto Central prepara materiais para o Quebra-Mar Sul

Uma das principais frentes atualmente em execução é a preparação dos materiais que serão utilizados na construção do Quebra-Mar Sul, uma das estruturas marítimas da Fase 1.

As rochas necessárias para a obra são produzidas em uma pedreira própria situada a aproximadamente 27 quilômetros do Porto Central. Depois de extraído e processado, o material é transportado continuamente até a área portuária, onde são formados estoques.

A antecipação desses estoques tem como objetivo garantir o fornecimento regular de rochas durante a construção e diminuir o risco de paralisações provocadas por eventuais interrupções logísticas.

A Central Dosadora de Concreto instalada no canteiro também será utilizada para produzir os elementos de concreto destinados ao Quebra-Mar Sul e a outras estruturas previstas no projeto.

Com isso, produção, transporte, armazenamento de insumos e fabricação de concreto passam a funcionar de maneira integrada para acompanhar o ritmo de implantação do complexo.

Terminal terá estrutura para grandes navios de petróleo

A primeira fase do empreendimento inclui a construção do terminal voltado ao transbordo de petróleo entre navios.

O projeto prevê até quatro berços para operações com petróleo, com profundidade de até 23 metros. A estrutura poderá receber navios da classe VLCC (Very Large Crude Carrier), capazes de transportar aproximadamente 2 milhões de barris de petróleo.

A infraestrutura foi planejada para contribuir com o escoamento da produção brasileira para o mercado internacional. A operação permitirá que navios aliviadores transfiram petróleo para embarcações de maior porte em uma área portuária protegida.

O Porto Central já possui contratos firmados com empresas do setor, incluindo Petrobras, Equinor, CNOOC e Repsol Sinopec.

O investimento estimado para a Fase 1 é de aproximadamente R$ 2,6 bilhões, com conclusão prevista para os próximos dois anos e expectativa de início das primeiras operações do Porto Central ao final desse período.

Em 2026, o projeto também avançou na estruturação financeira, após a aprovação de financiamento pelo Fundo da Marinha Mercante (FMM). A contratação dos recursos está em fase de estruturação junto às instituições financeiras.

Obras devem ampliar contratação de trabalhadores

A demanda por mão de obra deverá aumentar à medida que a construção avance. A previsão é de que o período de maior concentração das atividades ocorra a partir de 2027, quando o empreendimento poderá chegar a até 1.295 trabalhadores diretos no pico das obras.

A prioridade anunciada é pela contratação de profissionais da própria região.

A preparação dessa mão de obra já começou. Desde 2025, uma parceria entre o Porto Central e o Ifes Campus Presidente Kennedy promoveu três turmas de capacitação, que formaram 68 pessoas entre trabalhadores envolvidos nas obras e moradores dos municípios da área de influência.

Em agosto de 2026, a parceria ganhou uma nova etapa com a abertura do curso técnico em Logística do Ifes em Presidente Kennedy. A iniciativa amplia a formação profissional em uma área relacionada às atividades que devem crescer com a implantação do complexo portuário.

Programas ambientais acompanham implantação

Paralelamente às obras, o Porto Central executa os programas ambientais e socioambientais previstos no processo de licenciamento federal conduzido pelo Ibama.

As iniciativas abrangem o monitoramento e a proteção de fauna e flora, recursos hídricos e ambiente marinho. Também estão incluídas ações relacionadas a trânsito, pesca, comunicação social, educação ambiental e acompanhamento socioeconômico.

Entre os resultados já registrados está o plantio de mais de 56 mil mudas, utilizado na recuperação de aproximadamente 37 hectares.

A meta estabelecida pelo programa de compensação florestal é chegar a cerca de 100 mil mudas plantadas durante a Fase 1.

As plantas utilizadas nas ações são produzidas no viveiro próprio do Porto Central, seguindo os critérios definidos pelo Programa de Proteção à Flora.

O empreendimento também mantém iniciativas de educação ambiental e diálogo com comunidades e instituições da região de influência, incluindo comunidades tradicionais.

Outra medida prevista é o Plano de Compensação das Atividades Pesqueiras, relacionado aos impactos do empreendimento e atualmente em processo de negociação.

Projeto prevê complexo portuário multipropósito

A Fase 1 representa o primeiro passo para a implantação do Porto Central, concebido como um complexo industrial portuário multipropósito e de águas profundas.

O masterplan prevê uma área de aproximadamente 2 mil hectares, profundidade de até 25 metros e potencial para a instalação de até 54 berços destinados a diferentes terminais e cadeias produtivas.

Além do transporte de granéis líquidos, o planejamento de longo prazo inclui operações com granéis sólidos, gás natural, contêineres e carga geral.

O projeto também contempla estruturas de tancagem, abastecimento de navios, serviços offshore, estaleiros, geração de energia e áreas industriais.

Na expansão futura, estão previstas ainda conexões rodoviárias, ferroviárias e dutoviárias, que poderão ampliar a integração do complexo com regiões produtoras e mercados consumidores.

Com o avanço da Fase 1, o Porto Central estabelece as primeiras estruturas de um projeto de grande escala para Presidente Kennedy. A implantação dessa etapa cria a base física para a expansão posterior do complexo e para a integração de diferentes cadeias produtivas.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Obras do molhe de proteção de Suape atingem 42% e reforçam segurança do porto externo

As obras de requalificação do molhe de proteção do Complexo Industrial Portuário de Suape chegaram a 42% de execução, conforme atualização divulgada pela administração do porto. Iniciada em outubro de 2024, a quarta e última etapa da intervenção segue dentro do cronograma estabelecido.

A modernização da estrutura tem como objetivo ampliar a proteção do porto externo e aumentar a segurança das operações realizadas nos Píeres de Granéis Líquidos (PGLs), responsáveis pela movimentação de petróleo, combustíveis, derivados e outros granéis líquidos.

Intervenção fortalece infraestrutura portuária

De acordo com o diretor-presidente do Complexo de Suape, Armando Monteiro Bisneto, o molhe desempenha papel estratégico para o funcionamento do porto.

Segundo ele, a recuperação da estrutura melhora as condições de segurança da navegação, protege as operações marítimas e preserva uma infraestrutura essencial para a atividade portuária.

Investimento de R$ 123 milhões contempla 1,8 quilômetro da estrutura

A obra abrange 1,8 quilômetro do molhe de abrigo. Para recompor a estrutura, estão sendo utilizadas rochas com peso entre 300 quilos e 12 toneladas, posicionadas com o auxílio de equipamentos de grande porte e seguindo critérios de engenharia marítima capazes de resistir à ação das ondas, correntes e marés.

O investimento total é de R$ 123 milhões, sendo R$ 73 milhões provenientes do Governo de Pernambuco e R$ 50 milhões do governo federal.

Segundo a diretora de Engenharia e Obras de Suape, Renata Loyo, esse tipo de intervenção exige planejamento constante devido às condições do ambiente marítimo. Ela destaca que o acompanhamento operacional contínuo, a precisão na execução e o trabalho de equipes especializadas permitiram manter o cronograma mesmo durante o período de chuvas.

Movimentação de cargas reforça importância de Suape

A recuperação do molhe de proteção faz parte do conjunto de investimentos em infraestrutura portuária em andamento no Complexo de Suape.

Entre janeiro e maio de 2026, o porto movimentou 11,27 milhões de toneladas de cargas, sendo 7,45 milhões de toneladas de granéis líquidos. No mesmo intervalo, foram contabilizadas 693 atracações de embarcações, evidenciando a relevância do terminal para a logística nacional.

Conclusão está prevista para 2028

A expectativa é que a requalificação seja concluída em agosto de 2028. Com a entrega da obra, o Complexo de Suape deverá ampliar a vida útil do molhe de proteção, garantindo melhores condições operacionais para o porto externo e assegurando a continuidade das operações nos Píeres de Granéis Líquidos, responsáveis por grande parte da movimentação de cargas líquidas do complexo.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Portos

Moegão recebe visita técnica de engenheiros do IEP e reforça importância para o Porto de Paranaguá

Profissionais do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) realizaram uma visita técnica às instalações da Portos do Paraná para conhecer de perto o Moegão, considerado a maior obra portuária atualmente em execução no Brasil. O empreendimento é um dos principais investimentos voltados à modernização do corredor de exportação do Porto de Paranaguá.

A comitiva buscou acompanhar os aspectos técnicos do projeto, sua estrutura operacional e as soluções de engenharia empregadas na construção.

Engenheiros conheceram detalhes do projeto

O grupo, formado por 17 engenheiros, foi recebido na sede administrativa da Portos do Paraná, no Palácio Taguaré, onde participou de uma apresentação conduzida pelo diretor de Engenharia e Manutenção, Victor Kengo.

Durante o encontro, foram apresentados os principais dados da obra, seu planejamento e os desafios de execução. Após a exposição, os visitantes seguiram para o canteiro do Moegão, empreendimento que reúne investimentos superiores a R$ 650 milhões.

Segundo o presidente do Instituto de Engenharia do Paraná, Nelson Gomez, a visita permitiu conhecer de perto a dimensão da estrutura e compreender as soluções técnicas adotadas na execução do projeto.

Estrutura e tecnologia chamam atenção dos visitantes

A gerente de Engenharia da Portos do Paraná, Bruna Calloni, destacou que o complexo está em fase final de construção e reúne características consideradas inovadoras no cenário portuário mundial.

De acordo com ela, a experiência e o conhecimento técnico dos integrantes da comitiva tornam o reconhecimento ainda mais significativo. Os engenheiros elogiaram tanto a dimensão da obra quanto a organização dos processos de engenharia e gestão adotados durante sua execução.

Obra deve fortalecer logística e economia do Paraná

Além de presidir o IEP, Nelson Gomez também atua como vice-presidente do Movimento Pró-Paraná e ressaltou a relevância do empreendimento para o desenvolvimento logístico do estado.

Na avaliação do engenheiro, o Moegão se destaca pela qualidade técnica da construção, pelo elevado volume de materiais empregados e pela integração entre os sistemas mecânicos, elétricos e de automação. Ele também destacou o cumprimento do orçamento previsto, fator considerado um diferencial em projetos de grande porte.

Quando entrar em operação, o Moegão deverá ampliar a eficiência logística do Porto de Paranaguá, contribuindo para otimizar o fluxo de cargas, reduzir gargalos operacionais e fortalecer a competitividade das exportações brasileiras.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves / GCOM Portos do Paraná

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Portos

Governador anuncia novos investimentos em infraestrutura para o Porto de São Francisco do Sul 

O Porto de São Francisco do Sul realizou na quarta-feira 1º de julho, data em que completa 71 anos, uma cerimônia para o lançamento de novos investimentos em infraestrutura, no valor de R$ 27 milhões, que serão custeados com recursos próprios da empresa estatal. O evento, na sede da empresa, teve a presença do governador Jorginho Mello e outras autoridades locais  

“O Porto é uma força viva aqui do Norte. Quando nós assumimos aqui não dava para andar, parecia um lixão, e hoje é um porto que vocês podem ver o zêlo, o capricho, os novos armazéns. E o Porto tem dado resultado, esses investimentos que nós estamos fazendo é do lucro do Porto. E na BR-280 nós estamos fazendo o quilômetro zero com o nosso dinheiro. O Porto cansou de esperar, está afogado e esse quilômetro que nós estamos fazendo, o quilômetro zero, é para desafogar e melhorar o fluxo, disse o governador Jorginho Mello.

Obras na BR-280 

Durante a solenidade, foi assinada a autorização para publicação do edital de contratação da empresa responsável pela obra de ampliação da BR-280, no trecho entre o acesso ao Porto de São Francisco do Sul e o acesso à Bunge.

A contratação tem valor de referência de R$ 11 milhões e contempla serviços de pavimentação, restauração, drenagem, obras de arte correntes, sinalização e intervenções complementares.

O projeto prevê a implantação de duas novas faixas de rolamento em cerca de 800 metros da BR-280 e outros 600 metros na Avenida Engenheiro Leite Ribeiro, que liga a rodovia federal ao porto. 

As intervenções abrangem 1,4 quilômetro de via, a partir do quilômetro zero da BR-280, em frente ao Terminal Santa Catarina (Tesc).

A obra tem como objetivo ampliar a capacidade de acesso ao complexo portuário, melhorar o fluxo de caminhões e contribuir para a movimentação de cargas. A execução está prevista para durar dez meses.

Três novos armazéns

O ato também contou com a inauguração de três novos armazéns para armazenamento de cargas na área operacional do porto. O investimento é de R$ 4,9 milhões. As três estruturas somam aproximadamente 15 mil metros quadrados de área de armazenagem, com cerca de 5 mil metros quadrados cada. 

De acordo com a administração portuária, a ampliação da área de armazenagem permitirá aumentar a capacidade de estocagem de cargas, otimizar o fluxo de entrada e saída de mercadorias e reduzir gargalos operacionais.

“Aumentamos em 20% da nossa capacidade de armazenagem, armazéns novos, todos regulares, com o que há de mais moderno, tecnologia de controle, autorizados pela Receita Federal. Eles serão utilizados para recepção de material importado, sobretudo aço, então a gente vê hoje aqui que já tem inclusive bobinas, já estamos utilizando esse armazém, mesmo agora na data da inauguração, isso vai ser muito importante para a produção industrial catarinense e brasileira na recepção desses insumos”, destacou o diretor-presidente do Porto de São Francisco do Sul, Cleverton Vieira.

Renovação do sistema de drenagem

Outro edital lançado prevê a contratação da empresa responsável pela elaboração dos projetos executivos e pela execução das obras de modernização, ampliação e reestruturação dos sistemas de drenagem pluvial e esgotamento sanitário do Porto. O valor de referência é de R$ 5,2 milhões.

A intervenção tem como objetivo separar definitivamente as redes pluviais e sanitárias, reduzir riscos de contaminação ambiental, melhorar o sistema de drenagem e atender às exigências ambientais.

Modernização do sistema de combate a incêndio 

Também foi assinado o edital para contratação da empresa que elaborará o projeto executivo e executará as obras de implantação, adequação, ampliação e modernização do sistema de combate a incêndio por hidrantes e sprinklers.

O valor de referência da contratação é de R$ 5,4 milhões. A obra busca ampliar a cobertura do sistema de prevenção e combate a incêndios, atender às normas do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina e reforçar a segurança das operações portuárias.

“O governador hoje está entregando mais obras, mais investimentos no Porto de São Francisco, um porto que vem crescendo muito, com a gestão do governador Jorginho e do Cleverton, é um porto diferenciado. Então Santa Catarina, através da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias e da administração do Porto de São Francisco, está fazendo uma administração ímpar e gerando mais empregos e desenvolvimento para Santa Catarina”, disse o secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Ivan Amaral.

TEXTO: Agência de Notícias SECOM/Assessoria de imprensa do Porto de São Francisco do Sul
IMAGENS: Leo Munhoz/SecomGOVSC

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Portos

Porto de Itajaí vai recuperar molhe sul após anos de deterioração e afundamento

Com a retomada dos investimentos em infraestrutura e o crescimento da arrecadação após a federalização, o Porto de Itajaí prepara uma importante obra de recuperação no molhe sul, estrutura fundamental para a proteção do canal de acesso portuário. O projeto prevê a reconstrução do trecho conhecido como “molhe afundado”, localizado na região da Atalaia, que apresenta problemas estruturais desde 2012.

A intervenção ganha relevância diante da previsão de eventos climáticos mais severos nos próximos meses, incluindo a possibilidade de um super El Niño, que pode provocar ressacas e aumentar os riscos de erosão na área.

Obra prevê reconstrução de trecho comprometido

O projeto básico foi concluído no fim de 2025 e avançou neste ano para a fase de contratação da obra, estimada em R$ 3,1 milhões. A publicação do edital depende apenas da autorização da Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba), atual responsável pela administração do porto.

A expectativa é que os trabalhos sejam executados em um prazo de quatro meses após a contratação.

O plano contempla a recuperação de aproximadamente 100 metros da cabeceira do molhe sul, incluindo reforço estrutural, recomposição das áreas afetadas pelo afundamento e nova pavimentação do trecho.

Estrutura receberá pedras e tetrápodes de concreto

Para aumentar a resistência da barreira marítima, a obra utilizará grandes blocos de rocha e tetrápodes de concreto, estruturas conhecidas popularmente como “pés de galinha”, amplamente empregadas em obras de contenção costeira.

Cada unidade terá peso médio de 7,5 toneladas e será posicionada de forma intertravada para garantir maior estabilidade e capacidade de dissipação da força das ondas.

O projeto prevê ainda o reaproveitamento de materiais já existentes no local, incluindo blocos estruturais e rochas atualmente localizadas no molhe norte. Ao todo, serão utilizados mais de quatro mil metros cúbicos de material na recuperação.

Intervenção busca evitar avanço dos danos

O principal objetivo da obra é restaurar a capacidade de proteção do molhe sul, reduzindo os impactos da ação marítima e evitando o agravamento do processo de erosão.

A área apresenta problemas há mais de uma década e sofreu um agravamento em 2023, quando o rompimento da camada asfáltica resultou na formação de uma grande cratera sobre a estrutura.

Segundo os estudos técnicos, as melhorias realizadas entre 2000 e 2006, que incluíram o reforço e a elevação do molhe, além da instalação de mais de dois mil tetrápodes, mantiveram a estrutura em condições adequadas ao longo dos anos. No entanto, a região da cabeceira passou a exigir uma intervenção específica para garantir sua integridade.

Previsão de eventos climáticos aumenta urgência da obra

A recuperação do molhe ganha importância adicional diante dos alertas meteorológicos para o segundo semestre. A possibilidade de ocorrência de um El Niño intenso acende o sinal de atenção para episódios de ressaca e condições climáticas extremas que podem comprometer ainda mais a estrutura.

Recentemente, a vereadora Anna Carolina (Republicanos) solicitou informações sobre a situação do molhe sul e cobrou medidas preventivas para proteger o complexo portuário.

A parlamentar destacou que a estrutura exerce papel estratégico para a economia local, ao garantir a segurança operacional do porto e a proteção da atividade portuária, considerada um dos principais motores econômicos de Itajaí.

Novo momento financeiro impulsiona investimentos

A recuperação do molhe sul passou a figurar entre as prioridades da gestão após a transferência da administração para a Codeba.

As minutas do edital e do contrato já foram elaboradas pelas equipes técnicas e aguardam apenas a autorização formal para o lançamento da licitação. O tema deverá ser analisado em uma próxima reunião da diretoria executiva.

Diferentemente do cenário enfrentado entre 2022 e 2024, quando a escassez de recursos limitava novos investimentos, o porto vive atualmente uma fase de recuperação financeira. Desde a retomada das operações sob gestão federal, o Porto de Itajaí já acumulou faturamento superior a R$ 227 milhões.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Porto do Recife receberá investimento de US$ 19,7 milhões para ampliar capacidade de operação

O Porto do Recife passará por uma importante etapa de modernização com investimentos estimados em US$ 19,7 milhões destinados a obras de dragagem portuária. A iniciativa tem como objetivo ampliar a capacidade operacional do terminal, possibilitando a recepção de embarcações de maior porte e tornando as operações marítimas mais seguras e eficientes.

O projeto contempla o aprofundamento dos canais de acesso e áreas de manobra, adequando a infraestrutura às demandas atuais do setor portuário e fortalecendo a competitividade do terminal pernambucano.

Obras incluem ampliação do canal e melhorias na bacia de evolução

Entre as principais intervenções previstas está o aprofundamento dos acessos marítimos para uma profundidade mínima de 39 pés. Também serão realizadas melhorias no canal de acesso e na bacia de evolução, área utilizada para manobras de entrada e saída dos navios.

Com as adequações, o porto passará a contar com condições operacionais para atender embarcações de grande porte, ampliando sua capacidade logística e reduzindo restrições de navegação.

Destaques do projeto

  • Capacidade para receber navios com até 689 pés de comprimento;
  • Canal de acesso com calado operacional aproximado de 35 pés;
  • Bacia de evolução com cerca de 1.640 pés de diâmetro;
  • Maior segurança nas manobras portuárias;
  • Ganhos de eficiência nas operações de carga e descarga.

Monitoramento ambiental acompanhará toda a execução

Além das melhorias estruturais, o projeto prevê um programa permanente de monitoramento ambiental durante as atividades de dragagem. A medida busca reduzir possíveis impactos sobre os ecossistemas marinhos da região.

As ações incluem o acompanhamento da dispersão de sedimentos, avaliação das condições da fauna local e fiscalização das áreas destinadas ao descarte dos materiais retirados do fundo do canal.

Modernização deve impulsionar cargas, cabotagem e setor de cruzeiros

Com a expansão da infraestrutura, a expectativa é aumentar a movimentação de cargas, reduzir custos logísticos e fortalecer as atividades de comércio exterior e cabotagem. O projeto também deve gerar benefícios para o segmento de turismo marítimo, criando melhores condições para a atracação de grandes navios de passageiros.

As obras têm início previsto para março de 2026 e a conclusão está programada para maio de 2027, marcando uma nova fase para o desenvolvimento do porto e da economia regional.

FONTE: Catraca Livre
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Catraca Livre

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