Economia

BRICS supera G7 em produção econômica e amplia influência no cenário global

O BRICS já ultrapassou o G7 em produção econômica e vem ampliando seu peso na geopolítica internacional, segundo avaliação de Sarang Shidore, diretor do Programa Sul Global do Quincy Institute for Responsible Statecraft. A análise foi publicada pela revista Foreign Policy e repercutida nesta quarta-feira (2) pela agência Tass.

Para o especialista, apesar das divergências e dos desafios enfrentados pelo grupo, não é correto considerar o BRICS um projeto fracassado. Em menos de 20 anos, o bloco teria se transformado em uma das principais articulações internacionais fora do eixo tradicional das economias ocidentais desenvolvidas.

BRICS amplia presença entre países do Sul Global

Criado inicialmente por Brasil, Rússia, Índia e China, o agrupamento ganhou a África do Sul em 2010 e passou por uma nova rodada de expansão nos últimos anos.

A entrada de novos integrantes aumentou a presença do BRICS em diferentes regiões e fortaleceu sua representatividade entre os países do Sul Global.

Na avaliação de Shidore, essa expansão é um dos principais resultados alcançados pelo grupo. O bloco passou a reunir economias de diferentes continentes e a atuar como um espaço de articulação política e econômica fora das estruturas tradicionalmente lideradas pelas potências ocidentais.

O crescimento da participação dos países emergentes também acompanha uma transformação na própria economia mundial, com maior peso de economias em desenvolvimento na produção global.

Novo Banco de Desenvolvimento é destaque

Entre os resultados mais concretos do BRICS, Shidore aponta a criação de mecanismos próprios para financiar projetos de desenvolvimento.

O Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), criado pelos integrantes do grupo, é citado pelo especialista como um dos principais exemplos dessa estratégia. A instituição funciona como alternativa e complemento às organizações financeiras internacionais historicamente dominadas pelas economias ocidentais.

Com uma década de atividade, o banco mantém boas classificações de crédito e ampliou sua capacidade de apoiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento em países emergentes.

Para Shidore, a trajetória do NDB representa uma das experiências mais bem-sucedidas da cooperação entre os países do BRICS.

Diferenças internas não impedem avanço do bloco

As divergências políticas e econômicas entre os integrantes são frequentemente apontadas como um obstáculo à atuação conjunta do BRICS.

Na avaliação do especialista, porém, essas diferenças não anulam os resultados obtidos pelo agrupamento. A expansão para diferentes regiões do mundo e a criação de instrumentos próprios de financiamento ao desenvolvimento seriam evidências de que o bloco conseguiu construir estruturas permanentes de cooperação.

O avanço do BRICS também reflete a busca de países emergentes por maior participação nas instituições que definem as regras da governança econômica internacional.

Próxima cúpula será realizada na Índia

A expansão econômica e geopolítica do grupo estará entre os temas de destaque da próxima cúpula do BRICS, prevista para os dias 12 e 13 de setembro, em Nova Délhi, na Índia.

O encontro deverá ocorrer em um momento de crescente disputa por influência entre diferentes centros de poder da economia mundial.

A comparação entre BRICS e G7 também reforça essa mudança no equilíbrio econômico internacional. O aumento do peso das economias emergentes indica uma transformação gradual na distribuição da produção global e amplia a pressão por maior representatividade do Sul Global em organismos internacionais.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Wu Hong

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Internacional

Colômbia entra no Banco dos BRICS e fortalece integração com o Sul Global

A Colômbia passou a integrar oficialmente o Banco dos BRICS, marcando um movimento estratégico de aproximação com o Sul Global e de diversificação de suas alianças econômicas internacionais. A adesão foi formalizada em 2025 e representa um dos passos mais relevantes da política externa colombiana nas últimas décadas.

Adesão ao Banco dos BRICS consolida nova fase econômica

A entrada da Colômbia no Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) — instituição financeira dos BRICS — foi oficializada em junho, durante cerimônia realizada na sede do banco, em Xangai, na China. Em novembro, o Congresso colombiano aprovou a legislação que ratificou a participação do país na entidade multilateral.

Considerada a terceira maior economia da América do Sul e a segunda maior potência militar do continente, a Colômbia passa a integrar formalmente o núcleo financeiro do bloco, ampliando seu acesso a mecanismos de financiamento para infraestrutura e desenvolvimento sustentável.

Governo destaca impactos econômicos e estratégicos

O ministro da Fazenda e Crédito Público, Germán Ávila Plazas, afirmou que a adesão fortalece a capacidade do país de captar recursos internacionais e ampliar sua atuação econômica.

Segundo ele, o Banco dos BRICS se soma a outras instituições multilaterais com as quais a Colômbia já coopera, criando novas oportunidades de investimento e desenvolvimento. O ministro destacou ainda que a ampliação dessas parcerias internacionais tende a gerar impactos positivos no crescimento econômico e na geração de empregos.

Países que integram o Banco dos BRICS

Além dos países fundadores do bloco, o Banco dos BRICS conta atualmente com os seguintes membros:

  • Bangladesh
  • Uruguai
  • Argélia
  • Colômbia
  • Uzbequistão

A presidência da instituição é ocupada por Dilma Rousseff, que assumiu o cargo em março de 2023 e teve seu mandato renovado até julho de 2030.

Mudança histórica na política externa colombiana

A entrada da Colômbia no Banco dos BRICS simboliza uma mudança relevante em sua política externa. Tradicionalmente alinhado aos Estados Unidos ao longo do século XX, o país passa agora a fortalecer relações Sul-Sul.

Esse reposicionamento também se reflete em outras ações do governo de Gustavo Petro, como a reaproximação diplomática com a Venezuela e o posicionamento crítico em relação à ofensiva israelense em Gaza, em apoio ao povo palestino.

A adesão ao banco sinaliza, portanto, uma nova fase da diplomacia colombiana, mais diversificada e voltada à multipolaridade global.

FONTE: Revista Forum
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Revista Forum

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