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Degradação dos oceanos avança mais rápido que ações globais, alerta Barômetro Starfish 2026

A saúde dos oceanos continua se deteriorando em ritmo superior à capacidade de reação de governos, empresas e instituições ao redor do mundo. O alerta faz parte do Barômetro Starfish 2026, divulgado nesta segunda-feira (8), no Dia Mundial dos Oceanos, e que destaca a ampliação dos impactos das mudanças climáticas, da poluição e da perda de biodiversidade nos ambientes marinhos.

O estudo revela que o agravamento desses problemas já representa uma ameaça crescente para atividades econômicas estratégicas, incluindo o setor portuário, o transporte marítimo e as cadeias globais de comércio.

Indicadores ambientais seguem em trajetória preocupante

Produzido por 29 especialistas de 14 países e publicado na revista científica State of the Planet, o relatório reúne dados atualizados sobre o estado dos oceanos e mostra que a maioria dos indicadores ambientais continua em deterioração.

Entre os principais dados apresentados, o nível médio do mar registrou elevação de 4,2 milímetros por ano entre 2012 e 2025. Além disso, em junho de 2025, as ondas de calor marinhas atingiram cerca de 20% da superfície oceânica mundial.

O fenômeno expôs 84,4% dos recifes de coral a níveis críticos de estresse térmico, aumentando significativamente o risco de episódios de branqueamento em larga escala.

Oceanos enfrentam múltiplas pressões simultâneas

O levantamento indica que aproximadamente 25% dos primeiros mil metros da coluna d’água dos oceanos já sofre os efeitos combinados de diversos fatores ambientais.

Entre eles estão o aquecimento dos oceanos, a acidificação das águas, a redução dos níveis de oxigênio e outras alterações associadas ao avanço das mudanças climáticas.

O relatório também destaca que as emissões globais de dióxido de carbono alcançaram 38,1 bilhões de toneladas em 2025. Paralelamente, a poluição plástica nos oceanos já acumula cerca de 130 milhões de toneladas, com novos resíduos sendo despejados anualmente em larga escala.

Segundo os pesquisadores, esse cenário afeta diretamente rotas marítimas, operações logísticas e a segurança de comunidades costeiras, especialmente em regiões exportadoras como a América Latina.

Impactos econômicos crescem e afetam o comércio global

Os reflexos da degradação marinha também aparecem na economia mundial. De acordo com o Barômetro Starfish, tempestades e enchentes provocaram perdas estimadas em US$ 212 bilhões em 2024, valor quase duas vezes superior ao registrado no ano anterior.

Os prejuízos atingem desde a infraestrutura portuária até operações de terminais, seguros marítimos e atividades ligadas ao comércio exterior.

O documento ressalta que mais de 80% do comércio mundial em volume depende do transporte marítimo. Além disso, setores vinculados à chamada economia oceânica movimentam aproximadamente US$ 2,5 trilhões por ano, reforçando a importância da preservação dos ecossistemas marinhos para a estabilidade econômica global.

Avanços institucionais ainda são insuficientes

Apesar do quadro preocupante, o relatório registra alguns avanços na governança dos oceanos. Entre eles está a entrada em vigor do Tratado do Alto-Mar (BBNJ), além da expansão das áreas marinhas protegidas, que já ultrapassam 10% da superfície oceânica global.

O estudo também identificou mais de 40 fundos dedicados ao financiamento da economia ligada ao mar e mais de 2 mil startups focadas em inovação marinha.

No entanto, os especialistas alertam que apenas 3,2% dos oceanos possuem atualmente classificação de alta ou total proteção, percentual considerado insuficiente diante da velocidade da degradação ambiental.

Monitoramento oceânico é apontado como prioridade

Outro ponto de atenção destacado pelo Barômetro é a redução da capacidade global de observação dos oceanos. Desde a pandemia, houve retração em redes de monitoramento compostas por bóias oceânicas e sistemas de coleta de dados embarcados.

Os autores defendem que essa infraestrutura seja tratada como estratégica para fortalecer a resiliência climática, melhorar a prevenção de desastres naturais e apoiar decisões de longo prazo de governos e setores econômicos ligados ao mar.

Para os pesquisadores, ampliar o monitoramento oceânico será fundamental para reduzir riscos futuros e garantir maior segurança para atividades portuárias, marítimas e comerciais em todo o mundo.

FONTE: Portos e Navios
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos e Navios

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Agronegócio, Economia, Informação, Turismo

Após alerta da ONU, Rio cria comitê para enfrentar a subida do mar

 

Estudo recente da ONU revelou que o mar na capital carioca pode aumentar em até 21 centímetros até 2050, colocando a cidade sob risco de inundações.

A Prefeitura do Rio de Janeiro tomou uma medida importante em resposta ao alerta emitido pela Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a elevação do nível do mar.
Como resposta, foi criado o ‘Comitê Rio de Estudos Científicos de Elevação dos Mares’, que pretende principal entender melhor esse fenômeno e definir políticas públicas que possam mitigar seus impactos. A criação do comitê foi formalizada no Diário Oficial do município na quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024.

Comitê Rio de Estudos Científicos de Elevação dos Mares: O Que Esperar?

O comitê será liderado pela Secretaria Municipal de Coordenação Governamental (SMCG) e contará com a participação da Secretaria de Meio Ambiente e Clima e de mais cinco órgãos municipais. Entre as suas funções, o grupo promoverá políticas públicas, organizar um banco de dados com informações de pesquisas e consultar órgãos científicos tanto nacionais quanto internacionais.

A decisão para criar esse comitê também considerou a advertência feita pelo Secretário-Geral da ONU, António Guterres. Ele afirmou que a elevação do nível do mar representa uma crise humanitária que exige uma resposta imediata e organizada por parte dos governos ao redor do mundo.

Por Que Estudar a Elevação do Nível do Mar?

Entender os efeitos da elevação do nível do mar é crucial por diversos motivos. Primeiramente, a elevação pode causar inundações em áreas costeiras, colocando em risco não só infraestruturas como também vidas humanas. Aqui estão algumas razões para a importância desse estudo:

  • Risco de Inundações: Com um aumento de até 21 centímetros no nível do mar até 2050, muitas áreas do Rio de Janeiro podem ser inundadas, causando danos significativos.
  • Impacto na Economia: A elevação do mar pode afetar severamente a economia local, especialmente setores como turismo e pesca.
  • Saúde Pública: Inundações podem gerar um aumento de doenças transmitidas pela água, criando novos desafios para o sistema de saúde.

O comitê irá focar em várias ações para mitigar os efeitos da elevação do nível do mar. Entre elas, podemos destacar:

  1. Construção de Barreiras Costeiras: Implementação de barreiras físicas para conter o avanço do mar.
  2. Reassentamento: Mapeamento das áreas mais vulneráveis e planejamento de reassentamento para populações em risco.
  3. Educação e Conscientização: Programas para educar a população sobre os riscos e como se preparar para possíveis inundações.

O Que Dizem as Autoridades?

Segundo as autoridades, a criação do comitê é um passo crucial para garantir a segurança e o bem-estar dos cidadãos. “Precisamos agir agora para evitar consequências devastadoras no futuro”, afirmou a secretária municipal de Meio Ambiente e Clima. A iniciativa mostra um comprometimento não apenas local, mas também alinhado com os apelos internacionais por ações imediatas.

O estudo da ONU e a subsequente criação do comitê são lembretes claros da necessidade urgente de medidas práticas e eficazes para enfrentar a crise climática. O Rio de Janeiro, reconhecendo os riscos, está se colocando na vanguarda das cidades que buscam soluções viáveis para um problema global.

Resta agora aguardar as primeiras ações e resultados desse comitê, que prometem trazer não apenas resiliência à cidade, mas também servir como um exemplo para outras metrópoles no enfrentamento das mudanças climáticas.

Fonte: Após alerta da ONU, Rio cria comitê para enfrentar a subida do mar – Terra Brasil Notícias (terrabrasilnoticias.com)

 

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