Negócios

Jacky Song assume como novo CEO da TCP

Com mais de 20 anos de experiência no setor portuário, Song liderou projetos na China e em terminais no continente africano

Nomeado em agosto de 2025 como o novo CEO da TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, Jacky Song traz consigo mais de 20 anos de experiência no setor portuário. Nascido em 1980, Song é formado em Contabilidade Internacional pela Universidade de Línguas Estrangeiras de Tianjin e iniciou sua carreira em 2003 no principal terminal da China Merchants Port Holdings (CMPort), o Shekou Container Terminal (SCT), em Shenzhen, na China.

Para ampliar sua experiência internacional, em 2014, assumiu o cargo de diretor de operações (COO) na Port of Djibouti S.A. (PSDA), onde liderou projetos importantes, como a execução do projeto do terminal, a aquisição de equipamentos e a condução de obras no terminal multipropósito. Em 2018, foi para o Tincan Island Container Terminal (TICT), na Nigéria, como vice-diretor executivo, estando à frente do projeto de negociação de expansão e concessão do terminal.

Em 2022, retornou à CMPort como vice-gerente geral do departamento comercial, atuando também como diretor do conselho do TICT e da Kumport. Em Shenzhen, liderou projetos como a implementação do sistema operacional de terminal CTOS (Container Terminal Operation System) e do projeto ERTG no SCT.

Em junho de 2024, Song foi nomeado para o cargo de diretor comercial da TCP (CCO), no mesmo ano em que a empresa alcançou um crescimento de 24% e um volume total recorde de 1,558 milhão de TEUs (medida equivalente a um contêiner de 20 pés) movimentados. De acordo com Song, esse resultado destaca a sólida posição competitiva da TCP e sua forte capacidade de resposta ao mercado portuário brasileiro. 

“Aproveitando nossa extensa rede de transporte marítimo e recursos de transporte intermodal, estabeleceremos um corredor logístico altamente eficiente que chegará ao interior do Brasil e a toda a América do Sul, oferecendo serviços de cadeia de suprimentos globais de alta qualidade para clientes finais locais e companhias marítimas. Nosso objetivo é tornar a TCP o parceiro mais confiável do Brasil”, ressalta o CEO.

Atualmente, a TCP conta com o maior parque de máquinas entre os terminais portuários da costa brasileira, com 69 Terminal Tractors (TT) e 40 guindastes pórticos sobre pneus (RTG). O Terminal também possui o maior pátio para armazenagem de contêineres refrigerados da América do Sul, com 5.268 tomadas, e é o maior concentrador de linhas marítimas do país, com 23 serviços marítimos.

Para o seu futuro à frente da TCP, Song destaca o pioneirismo global da CMPort no desenvolvimento de portos verdes, com projetos neutros em carbono, e na implementação de tecnologias essenciais, como o armazenamento de energia solar, equipamentos automatizados e alternativas de energia de baixo carbono.

Sendo a TCP um ativo estratégico importante para a CMPort na América do Sul, Song explica que o Terminal busca um crescimento robusto no desempenho operacional, mas também valoriza a coexistência harmoniosa com o meio ambiente, o desenvolvimento participativo com os colaboradores e as relações de confiança baseadas na cooperação benéfica com seus clientes globais.

“Vamos enfrentar conjuntamente os desafios climáticos globais com o governo brasileiro e as empresas locais para alcançar o desenvolvimento sustentável. Por meio de bases operacionais sólidas e modelos de cooperação inovadores, a empresa aspira a se tornar um parceiro estável e de longo prazo no mercado brasileiro, apoiando o crescimento econômico sustentável da região”, afirma Song.

Fonte: Terminal de Contêineres de Paranaguá – 203 Comunicação

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Negócios

Adami anuncia Marcos Rocha como novo CEO

Executivo já atuou em empresas como Nortel Suprimentos Industriais | Sonepar Brasil, WestRock Brasil, Haco e Grendene S/A

A Adami Indústria e Comércio anunciou oficialmente a chegada de Marcos Rocha como seu novo CEO. Com mais de duas décadas de experiência em gestão e liderança no setor industrial, o executivo já atuou em empresas como Nortel Suprimentos Industriais | Sonepar Brasil, WestRock Brasil, Haco e Grendene S/A.

Segundo a empresa, Rocha traz para a companhia um histórico de resultados e visão estratégica para potencializar o crescimento. Sua formação inclui programas de liderança no INSEAD e Kellogg School of Management, MBAs pela Fundação Dom Cabral e USP, além de graduação em Engenharia de Automação e Controle.

O novo CEO foi recebido no dia 11 de agosto pelo presidente do Conselho de Administração, Amaury Olsen, e demais integrantes do grupo.

“A chegada de Marcos Rocha representa um passo estratégico para consolidar nosso posicionamento no mercado e reforçar o compromisso com inovação, eficiência e sustentabilidade”, destacou Olsen.

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Negócios

Secretários definem agenda de ações para discutir a malha ferroviária Sul

Os estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul definiram ações para dar continuidade ao movimento Ferrosul, em defesa do modal ferroviário. Em reunião realizada nesta segunda-feira, 18, em Curitiba, da Comissão Interestadual para Assuntos Ferroviários da Malha Sul, com representantes indicados pelos governadores, foi definido que serão buscadas agendas em Brasília com a Secretaria Nacional de Transportes Ferroviário (SNTF), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O objetivo dos encontros é buscar informações sobre a renovação da Malha Sul. Os governadores também buscarão agenda com o Ministério dos Transportes e TCU (Tribunal de Contas da União).

“Os estados vão mostrar aos órgãos federais que estamos unidos em torno de uma solução para a Malha Sul. Nós queremos fazer parte da discussão desse tema e não podemos ficar à margem. Esta reunião em Curitiba, é uma sequência da primeira organizada em Florianópolis pelo governador Jorginho Mello e demonstra que estamos buscando o nosso espaço”, afirma o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), Beto Martins.

Outro assunto definido na reunião é que será preparado um Termo de Referência para a contratação de um estudo sobre a necessidade de um traçado ferroviário comum, que atenda todos os estados. A condução desse processo será feita pelo Codesul (Conselho de Desenvolvimento e Integração do Sul), que também ficará responsável pela organização do Grupo de Trabalho, que reúne os membros indicados pelos governadores.

Carta Manifesto

Em julho os governadores dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul assinaram uma Carta Manifesto, em defesa da infraestrutura ferroviária da Região Sul e da retomada do protagonismo logístico no contexto do desenvolvimento nacional. O texto destaca o papel dos Estados no desenvolvimento do país, que juntos respondem por 18,3% do Produto Interno Bruto (PIB) e a necessidade de receber investimentos em infraestrutura logística compatível com a dimensão produtiva da região.

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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Negócios

Carteira semanal da Terra Investimentos inclui Suzano e encerra posição em Marcopolo

A Terra Investimentos divulgou a atualização da Carteira Gráfica Semanal Top5, válida de 15 a 22 de agosto. A principal mudança foi a saída de Marcopolo (BOV:POMO4), após atingir objetivos projetados e acumular valorização de 12% desde 11 julho, e a entrada de Suzano (BOV:SUZB3).

Composição da carteira

Empresas recomendadasPeso
Suzano (BOV:SUZB3)20%
MRV (BOV:MRVE3)20%
PetroRio (BOV:PRIO3)20%
Caixa Seguridade (BOV:CXSE3)20%
Vale (BOV:VALE3)20%

Pontos técnicos das ações

  • Suzano (SUZB3) – Resistências em R$ 56,00 / R$ 59,10 / R$ 60,40; suportes em R$ 52,60 / R$ 50,30 / R$ 49,15. Objetivos projetados entre R$ 59,10 e R$ 60,40, com stop sugerido em R$ 48,99.
  • MRV (MRVE3) – Resistências em R$ 7,40 / R$ 7,90 / R$ 8,20; suportes em R$ 6,60 / R$ 6,20 / R$ 5,70. Stop em R$ 6,09. Objetivos: R$ 6,75 e R$ 7,00.
  • Caixa Seguridade (CXSE3) – Resistências em R$ 14,20 / R$ 14,65 / R$ 15,20; suportes em R$ 13,50 / R$ 13,20 / R$ 12,50. Stop em R$ 12,09. Objetivos:: R$14,70/ R$15,20.
  • PetroRio (PRIO3) – Resistências em R$ 40,85 / R$ 42,70 / R$ 43,70 / R$ 45,60; suportes em R$ 38,30 / R$ 37,00 / R$ 36,30. Stop em R$ 36,19. Objetivos: R$ 44,00/ 46,80
  • Vale (VALE3) – Resistências em R$ 54,50 / R$ 56,30 / R$ 59,00; suportes em R$ 52,00 / R$ 50,90 / R$ 50,00. Stop em R$ 47,79.  Objetivos: R$ 58,50/ 60,00.

Desempenho semanal

Na semana de 8 a 15 de agosto, a carteira acumulou alta de 2,42%, superando o Ibovespa, que recuou 0,13% no período.

Entre os destaques individuais, MRV (MRVE3) avançou 10,48% e Caixa Seguridade (CXSE3) subiu 3,53%, enquanto PetroRio (PRIO3) caiu 2,14% e Marcopolo (POMO4) recuou 1,43% antes da exclusão. Vale subiu 1,66% no período.

Rentabilidade em 12 meses

No acumulado dos últimos 12 meses, a Carteira Top5 Terra registra rentabilidade de 28,59%, contra apenas 2,28% do Ibovespa no mesmo intervalo, sob orientação da equipe do analista de investimentos responsável Régis Chinchila.

Fonte: ADVFN Brasil

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Agronegócio

Produção de açúcar do centro-sul recua com queda na moagem e na qualidade da cana

A produção de açúcar do centro-sul do Brasil somou 3,6 milhões de toneladas na segunda quinzena de julho, queda de 0,8% na comparação com o mesmo período do ano passado, pressionada por uma redução na moagem de cana-de-açúcar em momento em que o setor lida com uma matéria-prima de qualidade inferior e baixa produtividade agrícola, de acordo com dados da associação Unica, divulgados nesta sexta-feira.

A queda na produção de açúcar poderia ter sido ainda maior não fosse um aumento na destinação de cana para a fabricação do adoçante para 54,10%, versus 50,32% no mesmo período do ano passado, à medida que usinas favorecem a commodity em detrimento do etanol.

“Acredito que as usinas têm contratos de exportação (de açúcar) a honrar e estão lutando com a queda do ATR (Açúcares Totais Recuperáveis)”, disse um corretor nos Estados Unidos, à Reuters.

Já a moagem de cana do centro-sul atingiu 50,22 milhões de toneladas na segunda parte de julho, queda de 2,66%, em uma safra em que a indústria sofre com impactos da seca do ano passado e de um clima mais chuvoso durante a colheita, o que tem afetado a qualidade da matéria-prima.

No acumulado da safra, a produção de açúcar totalizou 19,27 milhões de toneladas, redução de 7,76%, enquanto a moagem atingiu 306,24 milhões de toneladas, retração de 8,57%.

O indicador de qualidade medido pelo nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) atingiu 139,62 kg por tonelada de cana na segunda quinzena de julho, uma queda anual de 5,21%.

No acumulado da safra, o indicador marca 126,85 kg de ATR por tonelada, registrando retração de 4,77% na comparação anual, para o menor observado em dez anos.

“Só no ciclo 2015/2016, registramos um indicador qualidade inferior ao contabilizado até o momento no centro-sul”, afirmou o diretor de Inteligência Setorial da Unica, Luciano Rodrigues, em nota.

Além disso, a produtividade agrícola registrou queda de 10% na média do centro-sul no acumulado de abril a julho, na comparação anual, segundo dados apurados pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), atingindo 79,84 toneladas de cana por hectare neste ciclo.

Rodrigues disse que o setor vive uma situação atípica nesta safra, pois normalmente há uma relação inversa entre produtividade agrícola e qualidade da matéria-prima.

“Neste ano, o regime de chuvas foi desfavorável em ambas as fases críticas do ciclo da cana-de-açúcar. No verão, a precipitação abaixo do ideal comprometeu o desenvolvimento das lavouras e reduziu a produtividade (TCH). Já durante a colheita, o clima mais úmido prejudicou a concentração de ATR na planta”, disse.

ETANOL

Na segunda metade de julho, a fabricação de etanol pelas unidades do centro-sul atingiu 2,28 bilhões de litros, com queda de cerca de 11% na comparação anual.

O total fabricado de etanol hidratado somou 1,40 bilhão de litros (-13,54%) e o de anidro, 880,40 milhões de litros (-6,57%).

No acumulado da safra, a fabricação do biocombustível totalizou 13,88 bilhões de litros (-11,96%), sendo 8,84 bilhões de etanol hidratado (-11,85%) e 5,05 bilhões de anidro (-12,15%).

Os volumes consideram o etanol de milho, cuja crescente produção somou no acumulado da safra 2,95 bilhões de litros.

No mês de julho, as vendas de etanol pelas usinas totalizaram 2,93 bilhões de litros, queda de 2,66%.

O volume comercializado de etanol anidro no período foi de 1,09 bilhão de litros, avanço de 1,06% na comparação anual, enquanto o etanol hidratado registrou venda de 1,84 bilhão de litros, contra 1,93 bilhão de litros no mesmo período do ano passado.

No acumulado desde o início da safra até primeiro de agosto, a comercialização de etanol pelas unidades do centro-sul caiu 2,73% para 11,48 bilhões de litros.

Fonte: Reuters

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Negócios

JBS lucra US$ 528,1 mi no 2T, alta de 60%, apesar do ambiente desafiador nos EUA

A companhia divulgou seus resultados pela primeira vez após listar suas ações na Bolsa de Valores de Nova York

A JBS (BDR: JBSS32), maior empresa de carnes do mundo, anunciou nesta quarta-feira um salto no lucro do segundo trimestre e uma receita trimestral recorde de cerca de US$ 21 bilhões, apesar de um ciclo da pecuária bovina nos EUA ainda desafiador e das tensões geopolíticas globais, de acordo com um comunicado ao mercado.

A companhia, que divulgou seus resultados pela primeira vez após listar suas ações na Bolsa de Valores de Nova York, registrou lucro líquido de US$ 528,1 milhões no segundo trimestre, uma alta de 60,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os resultados foram impulsionados principalmente pelo desempenho da subsidiária do segmento de frangos Pilgrims Pride nos EUA e pela resiliência de seus negócios de alimentos processados Seara no Brasil, afirmou a JBS.

Em entrevista à Reuters, o CEO Global Gilberto Tomazoni destacou a fraqueza de seus negócios com carne bovina nos EUA, que representam cerca de um terço das vendas da empresa, onde o boi ficou mais caro para os frigoríficos.

Mas, embora essa unidade tenha apresentado margens negativas, outros segmentos da empresa mostraram força, incluindo as operações de carne bovina brasileira e australiana.

“Vivemos um momento desafiador em alguns dos nossos negócios… entregar margem (de 8,4%) dentro do contexto que temos aí… Estamos satisfeitos…”, afirmou ele, citando a margem Ebitda ajustada do segundo trimestre, que teve uma queda anual de 1,5 ponto percentual.

O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) ajustado foi de US$1,75 bilhão, queda de 7,4% na comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto a receita líquida atingiu US$20,998 bilhões, avanço de 8,9% versus um ano antes.

O negócio de carne bovina na América do Norte teve Ebitda ajustado negativo de US$233 milhões. Por outro lado, a Pilgrim´s registrou US$817,7 milhões no mesmo indicador, no segundo trimestre.

A tarifa americana de 50% sobre produtos brasileiros, incluindo carne bovina, também está pesando sobre frigoríficos em geral.

Tomazoni afirmou que a JBS responde por cerca de 15% das exportações brasileiras de carne bovina para os EUA, onde também opera diversas fábricas. O Brasil exportou 180 mil toneladas de carne bovina in natura para os EUA no primeiro semestre.

Por causa da tarifa, Tomazoni afirmou que algumas fábricas da JBS no Brasil interromperam brevemente a produção. Posteriormente, retomaram as atividades para redirecionar alguns produtos para outros mercados.

“O mais importante é que nossa plataforma foi construída levando em conta que esses fatores acontecem”, disse ele, referindo-se a obstáculos como barreiras comerciais e sanitárias.

“Está ruim nos EUA, está bom no Brasil, está bem na Austrália, e o frango está em momento excelente,” disse ele referindo-se ao resultado da Pilgrim’s e da Seara, que apesar da gripe aviária entregou uma margem ajustada acima de 18%.

Um surto de gripe aviária no Brasil em maio também criou problemas, pois interrompeu parte das exportações de empresas do país sul-americano, o maior exportador mundial de frango, devido a embargos sanitários.

Saiba mais:

“A China não abriu ainda”, disse Tomazoni, citando o principal importador do Brasil, embora outros países já tenham regularizado suas compras. Segundo ele, não há mais razões sanitárias para os mercados estarem fechados.

Tomazoni lembrou que a União Europeia também é um dos poucos destinos que ainda não retomaram as importações de carne de frango, mas ele tem expectativa de uma reabertura em breve.

“A expectativa é que isso se resolva… eu espero que nas próximas semanas.”

Fonte: InfoMoney

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Industria, Negócios

Plano Brasil Soberano tem R$ 30 bi de créditos e outras medidas para proteger empresas e trabalhadores

Apoio aos exportadores, como resposta a tarifaço dos EUA, prevê ainda ampliação do Reintegra, mais prazo para suspensão de impostos e reforma de fundos garantidores, entre outros pontos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou, nesta quarta-feira (13/8), o Plano Brasil Soberano, conjunto inicial de medidas para mitigar os impactos econômicos da elevação unilateral, em até 50%, das tarifas de importação sobre produtos brasileiros anunciadas pelo governo norte-americano no último dia 30 de julho. As ações buscam proteger exportadores brasileiros, preservar empregos, incentivar investimentos em setores estratégicos e assegurar a continuidade do desenvolvimento econômico do país.

O Plano é composto por ações separadas em três eixos: fortalecimento do setor produtivo; proteção aos trabalhadores; e diplomacia comercial e multilateralismo.

Durante a cerimônia, o presidente Lula destacou o compromisso do governo em apoiar os setores afetados pelo tarifaço, mas também continuidade das negociações para reverter a taxação.

“Vamos continuar fazendo o que estiver ao nosso alcance para minimizar o problema que foi causado conosco”, disse. “Por meio do Alckmin, do Haddad e de todos os ministros que têm relação com os Estados Unidos, vamos continuar teimando nas negociações porque não queremos conflito com ninguém”, completou.

O anúncio do Brasil Soberano foi acompanhado pelo vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin; mais o ministro da fazenda Fernando Haddad; o ministro das Reações Exteriores. Mauro Vieira; a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hofman; e os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Mota de David Alcolumbre, entre outras autoridades.

Em sua fala, Alckmin destacou o crescimento de 12,7% das importações brasileiras de produtos norte-americano nos primeiros sete meses de 2025, em relação a igual período de 2024, enquanto as exportações do Brasil para aquele país cresceram 4,2% também de janeiro a julho. Diante desse quadro, que aponta uma relação comercial favorável aos EUA, ele classificou a taxação de injusta e “totalmente inadequado”

Fruto do diálogo

As medidas do Plano Brasil Soberano garantem R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) para crédito com taxas acessíveis, com ampliação das linhas de financiamento às exportações; prorrogação da suspensão de tributos para empresas exportadoras; aumento do percentual de restituição de tributos federais via Reintegra; e facilitação da compra de gêneros alimentícios por órgãos públicos.

Na coletiva de imprensa após o lançamento, o secretário-executivo do MDIC, Márcio Elias Rosa, lembrou que Alckmin liderou, ao lado de outros ministros, dezenas de reuniões com o setor produtivo. “Grande parte dessas medidas é fruto desse diagnóstico que foi estabelecido a partir do diálogo”, ressaltou.

As conversas aconteceram no âmbito do Comitê Interministerial de Negociações e Contramedidas Econômicas e Comerciais, coordenado por Alckmin. No total, foram 39 reuniões com cerca de 400 representantes de empresas e/ou entidades privadas, federações de indústrias, governadores e segmentos como manufatura, agro, tecnologia, mineração, big techs, indústria da saúde, alimentação, calçadista, moveleira, entre outros, bem como empresas norte-americanas.

Márcio Elias comentou ainda que boa parte das medidas adotadas já faziam parte das discussões do MDIC antes do tarifaço, como o restabelecimento do Reintegra e a modernização dos fundos garantidores à exportação.

“Mas em que medida, com qual calibragem faríamos, isso só foi possível saber a partir do diálogo com o setor privado. E foi feito com muita cautela, porque nós sabemos que há que se conservar a responsabilidade física, para gerir com cuidado os recursos”.  

O secretário-executivo frisou que a soberania brasileira “não está na mesa de negociação” e a entrada em vigor das medidas anunciadas dependem ainda de uma série de atos normativos, que devem sair nesta e na próxima semana. “Todo mundo vai continuar trabalhando firme e forte nos próximos dias para fazer a publicação desses atos regulamentares”, finalizou. 

O Plano

O Plano Brasil Soberano também pretende fortalecer o sistema nacional de financiamento e seguro à exportação, de modo a tornar o país mais competitivo e menos vulnerável a ações externas no futuro.

Confirma as principais medidas estabelecidas pelo novo Plano:

EIXO 1: Fortalecimento do setor produtivo

Linhas de crédito

  • R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) serão usados como funding para concessão de crédito permitindo taxas acessíveis.
  • Prioridades por: dependência do faturamento em relação às exportações para os EUA; tipo de produto e porte de empresa. Serão priorizados os mais afetados.
  • As pequenas e médias empresas também poderão recorrer a fundos garantidores para acessar o crédito.
  • O acesso às linhas estará condicionado à manutenção do número de empregos.

Prorrogação de prazos do regime de drawback

  • Extensão excepcional do prazo para comprovação da exportação de produtos fabricados a partir de insumos importados ou adquiridos no Brasil com suspensão tributária.
  • O governo vai prorrogar, por um ano, o prazo para que as empresas consigam exportar suas mercadorias que tiveram insumos beneficiados pelo regime. Esses produtos poderão ser exportados para os EUA ou para outros destinos. Com isso, elas não terão que pagar multa e juros se não conseguirem exportar aos EUA no prazo originalmente previsto.
  • A medida vale para as empresas que contrataram exportações para os Estados Unidos que seriam realizadas até o final deste ano. Dos US$ 40 bilhões exportados em 2024 para os Estados Unidos, US$ 10,5 bilhões foram realizados via regime de drawback.
  • A prorrogação não tem impacto fiscal, pois apenas posterga o prazo para cumprimento dos compromissos de exportação assumidos pelas empresas brasileiras.

Diferimento de tributos federais

  • A Receita Federal fica autorizada a fazer diferimento de cobrança de impostos para as empresas mais afetadas pelo tarifaço.
  • Como funcionará: adiamento do pagamento dos próximos dois meses para empresas mais afetadas.

Compras públicas: apoio a produtores rurais e agroindústrias

  • De forma extraordinária, por ato infralegal, União, Estados e Municípios poderão fazer compras para seus programas de alimentação (para merenda escolar, hospitais etc) por meio de procedimento simplificado e média de preço de mercado, garantidos a transparência e o controle dos processos.
  • A medida vale apenas para produtos afetados pelas sobretaxas unilaterais.

Modernização do sistema de exportação

  • Ampliação das regras da garantia à exportação, instrumento que protege o exportador contra riscos como inadimplência ou cancelamento de contratos.
  • As mudanças visam fortalecer empresas exportadoras de média e alta intensidade tecnológica e investimentos produtivos em economia verde.
  • O Plano Brasil Soberano permitirá que bancos e seguradoras utilizem essa garantia em mais tipos de operações.
  • Prevê mecanismos de compartilhamento de risco entre governo e setor privado, utilizando o Fundo Garantidor do Comércio Exterior (FGCE) como mecanismo de primeiras perdas, aumentando o acesso a crédito e reduzindo custos.

Fundos garantidores

  • Aportes adicionais de R$ 1,5 bilhão no Fundo Garantidor do Comércio Exterior (FGCE), de R$ 2 bilhões no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), do BNDES, e R$ 1 bilhão no Fundo de Garantia de Operações (FGO), do Banco do Brasil, voltados prioritariamente ao acesso de pequenos e médios exportadores.

Novo Reintegra para empresas afetadas

  • O Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários (Reintegra) para as Empresas Exportadoras devolve aos exportadores brasileiros parte dos tributos pagos ao longo da cadeia produtiva, na forma de crédito tributário, ajudando a reduzir custos e aumentar a competitividade no mercado externo.
  • A medida antecipa os efeitos da Reforma Tributária, desonerando a atividade exportadora.
  • Atualmente, empresas de grande e médio porte de produtos industrializados têm alíquota fixada em 0,1%; enquanto micro e pequenas, por meio do programa Acredita Exportação, recebem de volta 3% de alíquota.
  • A medida aumenta em até 3 pontos percentuais o benefício para empresas cujas exportações de produtos industrializados foram prejudicadas por medidas tarifárias unilaterais. Ou seja, para continuarem competitivas no mercado norte-americano, grandes e médias empresas passam a contar com até 3,1% de alíquota, e as micro e pequenas, com até 6%.
  • As novas condições do Reintegra valerão até dezembro de 2026 e terão impacto de até R$ 5 bilhões.

EIXO 2: Proteção para o trabalhador

O Plano Brasil Soberano cria a Câmara Nacional de Acompanhamento do Emprego para monitorar o nível de emprego nas empresas e suas cadeias produtivas, fiscalizar obrigações, benefícios e acordos trabalhistas, e propor ações voltadas à preservação e manutenção dos postos de trabalho.

A atuação será coordenada em nível nacional e regional via Câmaras Regionais nas Superintendências Regionais do Trabalho.

Entre as atribuições previstas estão:

  • Acompanhar diagnósticos, estudos e informações relativas ao nível de emprego nas empresas e subsetores diretamente afetados pelas tarifas dos EUA.
  • Ampliar a análise para identificar impactos indiretos na geração e manutenção de empregos em empresas da cadeia produtiva.
  • Monitorar obrigações, benefícios e repercussões nas folhas de pagamento decorrentes de acordos para preservar empregos e mitigar os efeitos das tarifas dos EUA.
  • Promover negociação coletiva e mediação de conflitos para manter o emprego.
  • Aplicar mecanismos relacionados a situações emergenciais, como lay-off e suspensão temporária de contratos, dentro da lei.
  • Fiscalizar o cumprimento das obrigações acordadas e a manutenção dos empregos por meio da Inspeção do Trabalho.
  • Utilizar a estrutura regional das Superintendências do Trabalho para engajar trabalhadores e empregadores em negociações para atender às necessidades das empresas afetadas.
  • Monitorar a concessão e o pagamento de benefícios trabalhistas aos empregados das empresas diretamente afetadas.

EIXO 3: Diplomacia comercial e multilateralismo

O Plano Brasil Soberano também atua na frente externa para ampliar e diversificar mercados, reduzindo a dependência das exportações brasileiras em relação aos Estados Unidos. No eixo de diplomacia comercial e multilateralismo, o Brasil tem avançado nas negociações de acordos que abrem novas oportunidades para empresas nacionais:

  • Negociações concluídas: União Europeia; EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio).
  • Em negociação: Emirados Árabes Unidos e Canadá
  • Em processo de diálogo: Índia; Vietnã.

Essas iniciativas fortalecem a inserção internacional do Brasil, ampliam o leque de destinos para produtos nacionais e aumentam a resiliência da economia frente a barreiras comerciais unilaterais. Cabe lembrar que, em menos de três anos, o país abriu 397 novos mercados.

O Brasil mantém-se aberto ao diálogo construtivo com os Estados Unidos, buscando soluções negociadas que restabeleçam condições justas e equilibradas para o comércio bilateral, em benefício de produtores, trabalhadores e consumidores dos dois países.

O Brasil também reforça seu compromisso com o multilateralismo, por meio de sua atuação na OMC (Organização Mundial do Comércio).

Fonte: MDIC

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Comércio, Negócios

MDIC e República Democrática do Congo discutem ampliação de comércio e investimento bilateral

Há interesse dos dois países em promover o comércio e as oportunidades de investimentos

Ampliar a cooperação em áreas estratégicas como comércio e investimento foram os temas centrais da reunião da terça-feira (12/8) entre o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e o ministro de Comércio Exterior da República Democrática do Congo (RDC), Julien Paluku Kahongya, em visita oficial ao Brasil.

O governo congolês tem interesse em ampliar e fortalecer a parceria histórica com o Brasil por intermédio de um entendimento, principalmente na área de facilitação e promoção comerciais. O secretário Márcio Elias propôs adicionalmente um diálogo sobre investimentos. “Poderíamos explorar a possibilidade de se avançar na cooperação e na facilitação de investimentos recíprocos”, ressaltou.

Ele lembrou que atualmente o Brasil tem uma política industrial que busca atrair investimentos nas seis áreas em que está estruturada, seja em agroindústria, defesa, bioeconomia e energia renovável, entre outros. Há interesse dos dois países em explorar a possibilidade de se organizar missões e fóruns empresariais para o levantamento de oportunidades comerciais e de investimentos. 

Cooperação ambiental

Além da importância comercial, o ministro Kahongya lembrou que Brasil e o Congo já têm uma importante parceria na área ambiental por conta da grandeza de suas florestas: detêm as maiores florestas tropicais do mundo e atuam conjuntamente em diversos fóruns. “Os dois países, somado à Indonésia, representam quase 80% do pulmão do mundo”, disse.

O secretário Márcio Elias Rosa observou que os dois países podem trabalhar em conjunto para desenvolver projetos na área de bioeconomia. Ele lembrou do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), órgão vinculado ao MDIC, que pode auxiliar neste trabalho. “Podemos transformar atrativos da floresta em riqueza econômica, à luz do conhecimento científico”, disse.

O CBA é uma organização social dedicada a promover bionegócios na Amazônia, integrando pesquisa científica, inovação e sustentabilidade para valorizar e proteger a biodiversidade da região, em estreita colaboração com diversas entidades e comunidades locais para desenvolver soluções que combinam desenvolvimento econômico e preservação ambiental.

Em novembro de 2022, Brasil, RDC e Indonésia assinaram uma Declaração Conjunta sobre Cooperação em Florestas Tropicais e Ação Climática, fortalecendo sua posição nas negociações climáticas internacionais. Em agosto de 2023, o presidente congolês Félix Tshisekedi participou da Cúpula da Amazônia em Belém — a primeira visita de um presidente da RDC ao Brasil.

Comércio

O comércio entre o Brasil e a RDC atingiu o maior valor da série histórica em 2024, na marca de US$ 259 milhões (aumento de 28% em relação a 2023). O Brasil exportou US$ 191,5 milhões em produtos, com a pauta concentrada em açúcares (36%), carnes de aves (19%) e carne suína (8,6%). As importações oriundas da RDC, em US$ 67,6 milhões, foram principalmente de óleos brutos de petróleo ou minerais betuminosos (99,8%).

Fotos: Júlio César Silva/MDIC
Fonte: MDIC

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Negócios

Negócios de impacto avançam, mas o capital não chega às mulheres

Segundo o 4º Mapa de Negócios de Impacto (Pipe.Social e Quintessa, 2023), apenas 14% dos negócios liderados por mulheres captaram mais de R$ 500 mil.

O ecossistema de impacto social no Brasil cresceu, se sofisticou, atraiu capital e desenvolveu novas métricas. Mas há um dado que persiste ano após ano e que precisa ser enfrentado com mais coragem: as mulheres seguem fora do centro das decisões e dos recursos.

Segundo o 4º Mapa de Negócios de Impacto (Pipe.Social e Quintessa, 2023), apenas 14% dos negócios liderados por mulheres captaram mais de R$ 500 mil. Entre os liderados por homens, esse número sobe para 67%.

A limitação de escala não é uma questão de desempenho individual, e sim de estrutura. De acordo com o relatório Panorama do Empreendedorismo Feminino no Brasil (GOV.BR, 2023), 95% dos negócios liderados por mulheres nunca ultrapassaram a barreira dos seis dígitos de faturamento anual. Mesmo quando formalizados, muitos desses empreendimentos operam em circuitos restritos, ou seja, excluídos dos fluxos de investimento, das compras públicas, dos grandes contratos e das parcerias institucionais.

As mulheres têm sido protagonistas de uma inovação social ainda pouco valorizada que buscam de maneira intersetorial, territorial e orientada a resolução de problemas complexos. Estão à frente de negócios que redesenham cadeias produtivas locais, enfrentam a insegurança alimentar, promovem a justiça climática e fortalecem redes de cuidado.

Apesar disso, enfrentam barreiras recorrentes no acesso a crédito, investimento e contratos institucionais. Segundo o Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME, 2021), 42% das empreendedoras que solicitaram crédito tiveram o pedido negado. E mesmo quando aprovado, o crédito costuma vir com mais restrições. Além disso, negócios fundados por mulheres seguem sendo rotulados como “projetos” ou “iniciativas sociais”, rótulos que as afastam de editais, rodadas de investimento e programas de grande escala.

No setor público, o cenário infelizmente não é muito diferente. Em 2023, micro e pequenas empresas (MPEs) movimentaram mais de R$ 17,3 bilhões em compras governamentais, segundo a Agência Sebrae de Notícias. Mas os dados ainda não são desagregados por gênero, o que impede uma análise precisa da presença feminina nesse mercado. A ausência dessa informação, por si só, já é um sinal: sem dados, não há política.

Essa exclusão não é acidental. É reflexo de um sistema financeiro construído historicamente para homens. Durante décadas, mulheres foram legalmente impedidas de acessar crédito, registrar propriedades ou abrir contas bancárias.

Embora esses entraves legais tenham sido superados, seus efeitos institucionais persistem. Hoje, os critérios tradicionais de análise de risco, performance e inovação continuam desconsiderando os contextos em que as mulheres — em suas múltiplas diversidades — empreendem.

O mesmo se repete na produção de dados e estudos com perspectiva de gênero: muitos são desenvolvidos sem acesso a recursos externos. Conheço essa realidade de perto com o estudo Piores Cidades para Ser Mulher (2024), um ranking que mapeia o desempenho de médias e grandes cidades brasileiras frente às metas do ODS 5 (Igualdade de Gênero).

A pesquisa foi realizada sem financiamento, mas entregou uma análise robusta com dados de 319 municípios, oferecendo subsídios para governos, empresas e organizações formularem políticas públicas e estratégias institucionais. Com acesso estruturado a financiamento, os resultados poderiam ser ainda mais estratégicos, escaláveis e duradouros.

Estudos do Boston Consulting Group (2018) revelam que startups fundadas por mulheres geram 2,5 vezes mais receita por dólar investido do que aquelas fundadas por homens. Além disso, em posições de liderança mulheres tendem a reinvestir mais em suas comunidades, promovendo impactos sociais positivos como geração de empregos locais, fortalecimento de redes de apoio e soluções adaptadas às realidades do território. No campo da sustentabilidade, a ONU já reconheceu que nenhum dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável será alcançado sem o protagonismo feminino na tomada de decisão.

Ou seja: há racionalidade econômica, evidência internacional e soluções locais já em curso. O que falta é disposição para ajustar as engrenagens que ainda concentram capital, confiança e escala nas mãos de poucos.

Há uma geração de empreendedoras no Brasil construindo soluções sólidas, com consistência técnica, capacidade de execução e profundo alinhamento aos desafios do século 21, que vão desde a transição climática à economia do cuidado. Integrar essas lideranças ao centro das estratégias ESG, dos fundos de impacto e das compras corporativas não é apenas uma correção histórica. É uma oportunidade concreta de inovação, diversificação e retorno sustentável.

O ecossistema de impacto amadureceu. Mas enquanto os recursos continuarem sendo direcionados para os mesmos perfis e estruturas, a inovação social seguirá restrita, não por falta de soluções, mas por ausência de acesso.

Luciana Sonck  – Mestra em planejamento territorial, especialista em governança e CEO da Tewá 225

Fonte: Portal Notícia Sustentável

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Negócios

Boeing registra aumento de 50% nas entregas em 2025

Foram 328 aeronaves entregues entre janeiro e julho, um aumento de 50% em relação a 2024

A Boeing entregou 328 aeronaves entre janeiro e julho de 2025, um aumento de 50% em relação a 2024. Esse crescimento mostra que a demanda por novos aviões está forte. Em julho, foram entregues 48 aeronaves, sendo 37 da popular família 737 Max. A Boeing também entregou 8 unidades do modelo 787 Dreamliner nesse período. Esse ritmo indica confiança do mercado e reforça a posição da Boeing como líder no setor. A alta nas entregas é resultado da recuperação do transporte aéreo e dos investimentos em renovação de frota por companhias e empresas de leasing.

Além das entregas, a Boeing registrou 699 pedidos de novas aeronaves entre janeiro e julho de 2025. Os números mostram que o setor está em expansão, com interesse forte especialmente nos modelos 737 Max, que lideram tanto as entregas quanto os pedidos recentes. Esse movimento deve impulsionar ainda mais a produção da fabricante durante o ano.

Desempenho da família 737 Max

A família 737 Max da Boeing tem se destacado nas entregas recentes em 2025. Em julho, a fabricante entregou 48 aeronaves, e 37 delas foram desse modelo. Isso mostra que o 737 Max segue sendo o favorito entre as companhias aéreas. O modelo é conhecido pela eficiência no consumo de combustível e custo-benefício, o que atrai muitos clientes no mercado. Além das entregas, a Boeing recebeu 30 pedidos de aeronaves 737 Max só no último mês. Esse desempenho reforça a importância da família 737 Max para a recuperação do setor aéreo e para a expansão das frotas globais.

Pedidos acumulados de aeronaves até julho

Até julho de 2025, a Boeing acumulou 699 pedidos de novas aeronaves, um número que mostra confiança no mercado aéreo. Esse volume de pedidos reforça o interesse das companhias aéreas em renovar suas frotas. Muitos dos pedidos são para a família 737 Max, que tem se destacado pela eficiência. Além disso, pedidos grandes indicam um movimento forte de investimentos para expansão e modernização. Esse cenário positivo sinaliza que o setor de aviação está em recuperação e crescimento neste ano.

Impacto do aumento nas operações de leasing e governos

O aumento nas entregas da Boeing em 2025 também impacta as operações de leasing e órgãos governamentais. Muitas aeronaves entregues não vão direto para as companhias aéreas, mas para empresas de leasing, que alugam aviões para várias operadoras. Isso ajuda as companhias a expandirem suas frotas sem comprar aeronaves diretamente. Além disso, o governo dos Estados Unidos recebe aeronaves para suas próprias necessidades, contribuindo para o total de entregas. Esse fluxo diversificado mostra como o mercado está dinâmico e com demandas variadas no setor aéreo.

Fonte: Modais em Foco

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