Evento

Rodada Internacional de Negócios FEBAP: mais de 200 reuniões entre empresas da Argentina, Brasil e Paraguai

A Rodada de Negócios Internacional em Posadas reuniu mais de 40 empresas metalmecânicas de Misiones e de outras províncias da Argentina, além de representantes do Brasil e do Paraguai, com 200 reuniões comerciais e apoio institucional. O evento projetou negócios no valor de 1,7 milhão de dólares.

A Rodada Internacional de Negócios organizada pela Federação Econômica Brasil Argentina Paraguai (FEBAP) foi realizada no dia 24 de julho no Silicon Misiones, em Posadas. Participaram mais de 40 empresas do setor metalmecânico oriundas da Argentina, Brasil e Paraguai. A Câmara de Representantes de Misiones, o Ministério do Turismo provincial e o Conselho Deliberativo de Posadas reconheceram oficialmente a atividade. Segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), o evento gerou uma expectativa de negócios estimada em 1.700.000 dólares.

“Esse setor sugerido, onde empresas de Misiones terão toda a parte de contatos com aquelas que estão dentro da área de atuação da FEBAP — que, do lado brasileiro, corresponde ao estado do Rio Grande do Sul, e do lado paraguaio ao departamento de Itapúa. Ambos têm zonas de produção agrícola, industrial e comercial, com presença significativa de empresas familiares”, comentou Daniel Ríos, presidente da FEBAP Argentina, ao Canal Doce. Ele também mencionou que, do lado argentino, participam empresas de Misiones e da cidade de Ituzaingó, em Corrientes.

FEBAP destacou o caráter institucional e regional do encontro

“A Federação, no que diz respeito a eventos, sempre propôs, a Federação não impõe. A FEBAP sempre atuou em conjunto com o Estado provincial, com as instituições parceiras, que são as câmaras de comércio e indústria das cidades de Posadas, Leandro N. Alem, as fundações que tratam de temas econômicos, culturais, sociais, e os conselhos profissionais que têm contribuído academicamente ao longo da história da federação, que neste ano completa 35 anos”, declarou Ríos a respeito.

“Esse evento, como rodada de negócios, não será um fato isolado, porque os contatos já foram realizados; as empresas puderam se reconhecer entre si em mais de 200 reuniões. Ontem, em um intervalo muito curto, a cada quinze minutos, as empresas dos três países se revezavam, e cada uma havia manifestado previamente, na inscrição, a intenção de comprar ou vender”, afirmou o presidente da FEBAP Argentina. Além disso, as rodadas foram organizadas com inscrição prévia e coordenação logística para garantir que cada encontro cumprisse seu objetivo comercial.

SEBRAE apoiou o evento e coletou dados sobre o intercâmbio empresarial

Da mesma forma, o dirigente destacou que “a expectativa em relação aos negócios foi uma informação fornecida pelo SEBRAE. O SEBRAE é um serviço de apoio à média e pequena empresa, que participou do evento. Agradecemos especialmente a todo o pessoal da instituição, bem como à presidente do Silicon Misiones, Alicia Penayo, que acompanhou e esteve presente ontem”. Durante a jornada, foram aplicadas pesquisas aos empresários participantes, cujos resultados permitiram projetar o volume esperado de negócios.

“Todos saíram enriquecidos em termos de habilidades relacionadas ao conhecimento tecnológico, matérias-primas e serviços. E não sei se podemos falar em competição, mas sim em fortalecimento nesse campo, que não é um fato isolado. Misiones tem tecnologia, tem empresas com uma visão voltada para o futuro”, afirmou o dirigente. Ele também destacou que esse fortalecimento tem projeção internacional na região, com foco na expansão para o Brasil e o Paraguai.

A Câmara de Representantes e órgãos locais declararam a jornada de interesse público

Sobre o apoio institucional à Rodada Internacional de Negócios, o evento contou com a declaração de interesse da Legislatura Provincial, do Conselho Deliberativo de Posadas e do Ministério do Turismo.

“Isso coloca a Federação, a FEBAP, em um lugar que sempre buscamos ocupar por meio da representatividade. Sempre trabalhamos em conjunto com as instituições — como mencionei, com o Estado provincial — e o valor que foi dado ao longo dos anos pelas diretorias anteriores é o caminho que a Federação conquistou por meio de todas as suas realizações”, destacou o representante da federação internacional.

Fonte: Doce TV

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Exportação

Na WEG, tarifas de Trump podem mudar rota de exportações — e dos preços

Após balanço mal recebido por investidores, executivos desenham estratégias para reduzir impacto de um possível ‘tarifaço’

A guerra tarifária foi um dos principais temas da teleconferência sobre os resultados do segundo trimestre da WEG (WEGE3). A companhia tem exposição relevante no exterior, em especial o mercado americano, e avalia formas de mitigar os riscos de um “tarifaço”. No segundo trimestre, em específico, o impacto foi moderado, avaliam os executivos.

“O impacto não foi tão significativo, até porque houve algumas recomposições de preços para compensar essas tarifas”, afirmou André Salgueiro, diretor de relações com investidores da WEG. Geralmente, tarifas adicionais elevam os custos de produção da companhia.

No primeiro mandato de Donald Trump, entre 2017 e 2021, o foco das tarifas estava em produtos importados do México, onde a WEG também possui operações. Nesse segundo round, a companhia pretende se valer da flexibilidade da cadeia de exportação para mitigar riscos.

Realocar x reprecificar

Segundo Salgueiro, a WEG pode alocar rotas de exportação. Assim, os produtos do Brasil podem atender México e Índia, enquanto os americanos seriam abastecidos por outros mercados. Essa realocação, porém, depende de como os outros exportadores vão ser taxados pelos Estados Unidos. No cenário atual, o Brasil seria um dos mais impactados (caso os 50% permaneçam).

Os transformadores da WEG, produzidos no Brasil, atendem principalmente o mercado interno e a América Latina. Os Estados Unidos, por sua vez, dependem tanto da importação de produtos acabados quanto suprimentos. Um terço de motores elétricos importados pelos americanos vem do Brasil.

Resultados mais fracos que o esperado

O desempenho da WEG no segundo trimestre ficou abaixo das expectativas do mercado. A receita operacional líquida da companhia foi de R$ 10,2 bilhões, abaixo da previsão do Itaú BBA, que estimava R$ 10,9 bilhões.

A empresa atribuiu essa oscilação, principalmente, a uma desaceleração no ciclo de pedidos em equipamentos eletroeletrônicos industriais, devido à incerteza gerada pelas tarifas e questões geopolíticas. No entanto, a divisão de ciclo curto, que inclui equipamentos industriais, ainda mostrou um bom desempenho, com um crescimento significativo em relação ao primeiro trimestre de 2025.

Outro fator negativo foi o desempenho do segmento de Geradores e Transformadores (GTD), que apresentou uma queda de 13,1% na receita do mercado interno, somando R$ 2,07 bilhões no segundo trimestre. No mercado externo, o crescimento foi de 1,6%, com receita de R$ 2,04 bilhões, mas ainda abaixo das expectativas do BTG Pactual, que projetava R$2,3 bilhões e R$ 2,2 bilhões, respectivamente.

A WEG atribui parte do desempenho mais fraco ao impacto de operações da Joint Venture na Índia e de turbinas a vapor na Europa, além da queda nas exportações do Brasil.

Após a divulgação do balanço, as ações da WEG estão sendo negociados nos menores preços do ano e caem, nesta quinta-feira, pelo segundo dia consecutivo.

Fonte: Exame

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Tecnologia

Blue Route aposta em IA para elevar a eficiência no preenchimento do Catálogo de Produtos

Diante da nova exigência do Governo Federal para o preenchimento completo e padronizado do Catálogo de Produtos nas importações, empresas que atuam com tecnologia vêm se destacando ao oferecer soluções que facilitam a adaptação. É o caso da Blue Route, que já atua com inteligência artificial em sua plataforma e agora expande as funcionalidades com novas camadas de automação, validação e análise de risco.

Segundo Beatriz Grance Rinn, CEO da Blue Route, a ferramenta conta com um sistema de gerenciamento de risco integrado, no qual o próprio importador tem autonomia para definir o nível de auditoria que deseja aplicar. “É uma sistemática que gerencia o risco dessa operação. O importador é o próprio auditor dentro da nossa plataforma. Ele vai poder determinar o percentual de conferência mais adequado para sua segurança — seja 5%, 30% ou 70% dos itens”, explica.

IA que sugere, fundamenta e busca na fonte original

A plataforma da Blue Route foi aprimorada com quatro camadas de inteligência artificial, sendo a quarta — recentemente implantada — voltada à fundamentação técnica das informações. Essa etapa atende diretamente às exigências do novo Catálogo de Produtos, que demanda não apenas dados, mas justificativas claras e rastreáveis sobre a classificação e especificação de cada item. “A palavra fundamentação é muito importante nas exigências e nas normativas. Você não pode simplesmente reproduzir qualquer informação. É preciso justificar por que aquele produto é o que está sendo declarado”, afirma Beatriz. “Na nossa ferramenta, nós também fundamentamos toda essa base de dados: usamos laudo técnico, manual do fabricante, buscamos dados diretamente em sites confiáveis… Tudo isso gera um ciclo seguro de validação.”

Essa abordagem reduz drasticamente o risco de erros humanos, que são comuns quando grandes volumes de produtos precisam ser cadastrados um a um. “Nosso objetivo é criar uma menor interação humana e aumentar o nível de produtividade, assertividade e segurança nos preenchimentos”, reforça a CEO. “O nosso lema é: deixa a inteligência artificial trabalhar para você. Ela sugere, e o humano confere.”

Eficiência operacional com controle total do importador

Ao permitir que o próprio importador defina seu modelo de auditoria e risco, a Blue Route oferece mais do que automação — entrega controle estratégico e segurança regulatória. A lógica segue o mesmo princípio usado pela Receita Federal, que seleciona amostragens para inspeção física de cargas com base em análises de risco. “Não se abre todos os contêineres. O mesmo pode ser aplicado ao Catálogo: o importador escolhe sua porcentagem de conferência e implementa o processo com base na realidade do seu negócio”, detalha Beatriz.

Com essa estrutura robusta e inteligente, a plataforma da Blue Route se consolida como uma aliada essencial para empresas que precisam lidar com milhares de itens, alta complexidade técnica e exigências rigorosas do novo modelo de importação brasileiro.

Sobre a Blue Route

A Blue Route se consolidou como uma das principais empresas de tecnologia e consultoria para o comércio exterior no Brasil, oferecendo soluções inovadoras que integram pessoas, processos e inteligência estratégica. Com uma equipe altamente qualificada, a empresa tem como missão otimizar operações, aumentar a produtividade e gerenciar riscos, sempre com foco em compliance e segurança regulatória. Seu principal serviço é uma ferramenta avançada para gestão do Catálogo de Produtos, que já está presente em mais de 400 projetos ativos nas principais regiões do país, atendendo desde grandes varejistas até líderes globais da indústria automotiva e eletrônica. “Nosso objetivo sempre foi apoiar os importadores nesse grande desafio que é o comércio exterior e prepará-los para o futuro”, afirma Beatriz Grace Rinn, CEO da Blue Route. Para o CTO Christiano Fitarelli, o diferencial da empresa vai além da tecnologia: “Nossa missão não é apenas entregar tecnologia, mas oferecer soluções direcionadas ao compliance aduaneiro e às exigências normativas do setor”.

SAIBA MAIS EM: https://www.blueroute.com.br/ 

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGENS: FREEPIK / DIVULGAÇÃO

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Internacional, Mercado Internacional

A Nvidia está enfrentando tanto Trump quanto a China

O crescimento explosivo da receita pode durar?

Uma honrosa exceção entre os bilionários da tecnologia que apoiaram Donald Trump na sua posse presidencial em 20 de janeiro foi Jensen Huang, o CEO da Nvidia. Ele adotou uma abordagem mais discreta, encontrando-se com Trump na Casa Branca pouco mais de dez dias depois. No início daquela mesma semana, sua empresa — a principal fornecedora de chips de inteligência artificial (IA) — havia perdido US$ 600 bilhões em valor de mercado durante uma onda de vendas causada pelo lançamento dos modelos de IA mais recentes da DeepSeek, uma empresa chinesa. Os planos de Trump para responder à fabricante emergente de modelos podem ter estado tão presentes na mente de Huang quanto a própria DeepSeek.

As ações da Nvidia posteriormente recuperaram boa parte do valor perdido, após a abordagem econômica da DeepSeek na construção de modelos levantar dúvidas sobre a demanda pelos avançados chips gráficos (GPUs) da Nvidia. Em 26 de fevereiro, a empresa divulgou resultados fortes para o trimestre encerrado em janeiro. Suas vendas cresceram impressionantes 78% em relação ao ano anterior, atingindo US$ 39 bilhões. Os lucros também superaram as expectativas, embora as margens brutas tenham caído.

A resposta do governo americano à DeepSeek é o próximo passo esperado. A administração Biden tentou desacelerar os avanços da China em inteligência artificial (IA) restringindo a exportação dos chips e ferramentas de fabricação mais avançados, além de limitar os investimentos americanos em empresas chinesas de IA. Circulam relatos de que a administração Trump está considerando reforçar esses controles de exportação. Durante sua sabatina no Senado, Howard Lutnick — agora secretário de Comércio — ameaçou adotar uma postura rigorosa em relação às vendas de tecnologia para a China, destacando que os chips da Nvidia foram usados pela DeepSeek. “Isso tem que acabar”, declarou em tom enérgico. As vendas para a China representam cerca de 15% do total da Nvidia. A empresa não comentou sobre a possibilidade de novas restrições, mas elas são esperadas. “Achamos que haverá algum controle adicional de exportações após o caso da DeepSeek”, afirma Joseph Moore, do banco de investimentos Morgan Stanley.

Há dois instrumentos que o governo americano pode usar para dificultar ainda mais o comércio com a China, o que afetaria a Nvidia. O primeiro é limitar ainda mais a venda de GPUs diretamente para o país. Quando os controles anteriores entraram em vigor, a Nvidia desenvolveu um chip de GPU mais simples para o mercado chinês, chamado H20. A administração Trump agora estaria considerando restringir também a venda desse modelo. Dylan Patel, da consultoria SemiAnalysis, acredita que a Nvidia está suspendendo a produção do H20 em resposta a essa ameaça (ele afirma que mais de 1 milhão de unidades foram produzidas nos nove meses até o final de janeiro). A fabricante de chips tem argumentado discretamente ao governo americano que o H20 não oferece mais poder de processamento para os objetivos de IA da China do que chips comuns de videogames vendidos no país. Ainda assim, o uso do H20 para aplicações de IA na China está crescendo rapidamente, segundo relatos.

O segundo instrumento do governo americano visa impedir que empresas chinesas acessem GPUs por meio de terceiros países — objetivo da chamada “Estrutura para Difusão de IA” (Framework for AI Diffusion), uma norma provisória apresentada poucos dias antes da saída de Joe Biden do cargo. A intenção é barrar o contrabando ilegal de GPUs para a China e impedir que firmas chinesas acessem infraestrutura americana de IA por meio de data centers localizados em outros países. A medida entrará em vigor em meados de maio, a menos que seja revogada antes disso.

Como está, a nova regra limitaria o acesso de muitos países às GPUs mais avançadas, submetendo-os à supervisão regulatória americana e incentivando-os a se aliar a gigantes americanas de computação em nuvem, como Alphabet, Amazon e Microsoft. A Nvidia detesta essa medida. Criticou publicamente a administração Biden quando a regra foi anunciada, chamando-a de um emaranhado “equivocado” de excesso de regulação que enfraqueceria a competitividade dos EUA e prejudicaria o crescimento. Nos bastidores, a empresa argumenta que restringir o acesso à tecnologia americana de IA para mais de 150 países pode alienar aliados e empurrá-los para os braços da Huawei — uma gigante chinesa da tecnologia que está desenvolvendo seus próprios chips de IA. Ainda assim, Gregory Allen, do CSIS (um centro de estudos em Washington), acredita que a administração Trump apoiará a “estrutura básica” da regra, embora deva colocar sua própria marca sobre ela.

Jensen Huang ainda pode esperar mudar a opinião do presidente. Embora ele não faça parte da “broligarquia” da tecnologia que cerca Trump, tem boas conexões. Durante o período pré-eleitoral, o chefe da Nvidia elogiou generosamente Elon Musk — amigo do presidente — pela velocidade com que o empreendedor, agora agitador político, construiu um enorme data center em Memphis para a xAI, sua startup faminta por GPUs. Mesmo que os falcões da administração Trump queiram restringir com força as vendas de chips de IA para a China, Huang pode esperar que Musk use sua influência na Casa Branca para suavizar o impacto.

A geopolítica já tornou a vida difícil para a Nvidia na China. As sanções americanas contra a Huawei prejudicaram o maior concorrente da Nvidia no país, mas as restrições comerciais também afetaram a própria empresa americana. A participação das vendas para a China no total da Nvidia já caiu, passando de mais de 20% dois anos atrás para cerca de 15% hoje. Os esforços do governo chinês para estimular a demanda por chips nacionais também não ajudaram.

De modo geral, a Nvidia tem tentado manter-se em bons termos com a China — o que pode explicar por que ela critica abertamente os controles de exportação americanos. Isso, no entanto, não a poupou de virar peça no jogo geopolítico. Em dezembro, o governo chinês anunciou uma investigação sobre a Nvidia por supostas violações da lei antimonopólio do país, amplamente interpretada como retaliação às restrições impostas aos chips americanos.

A incerteza sobre os negócios da Nvidia na China torna seu crescimento futuro ainda mais dependente de vendas em outras regiões. A empresa continua dominante no restante do mundo e segue superando seus concorrentes por meio de atualizações frequentes de hardware e software. As vendas de sua nova arquitetura de IA, chamada Blackwell, dispararam no último trimestre.

A recuperação recente das ações da Nvidia sugere que investidores confiam em Huang e em outros que argumentam que os avanços da DeepSeek — ao baratear os modelos — acabarão gerando mais demanda por hardware de IA, e não menos, ao estimular a adoção da tecnologia. Desde a queda causada pela DeepSeek, as gigantes americanas de computação em nuvem indicaram que pretendem continuar aumentando os investimentos em data centers. Ainda assim, uma nota publicada por analistas do banco de investimentos TD Cowen, em 21 de fevereiro, afirma que a Microsoft cancelou recentemente alguns contratos de locação de data centers nos EUA (a empresa garante que ainda está comprometida em investir US$ 80 bilhões em infraestrutura neste ano). Apesar de todas as suas fortalezas, Jensen Huang ainda enfrenta turbulências tanto no cenário doméstico quanto no exterior.

Fonte: The Economist

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Investimento

CNI: investimentos brasileiros nos EUA cresceram 52,3% em uma década

Área de alimentos e bebidas, e o setor de plásticos têm destaque

Mapeamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que ao menos 70 empresas brasileiras mantêm investimentos produtivos em 23 dos 50 estados americanos. Segundo os dados divulgados nesta quinta-feira (24) os investimentos brasileiros em solo norte-americano alcançaram um estoque de US$ 22,1 bilhões em 2024, uma alta de 52,3% em relação a 2014. Os números mostram ainda que, entre 2020 e 2024, empresas brasileiras anunciaram mais de US$ 3,3 bilhões em novas operações no território americano.

Alimentos e bebidas, com 28%; plásticos, com 12,4%; produtos de consumo, com 9,8%; software e serviços de TI, com 9,6%; e metais, com 9,3% são os setores que lideram os investimentos brasileiros nos EUA.

Entre os estados americanos com maior número de empresas brasileiras com plantas produtivas estão a Flórida, com 12; a Georgia, com sete; Michigan, Minnesota, Missouri, Nova York, aparecem depois com seis empresas cada; e o Tennessee e o Texas, com cinco.

“O estudo revela que nos últimos cinco anos (2020-2025), 70 empresas brasileiras anunciaram projetos nos EUA, com destaques para JBS (US$ 807 milhões), Omega Energia (US$ 420 milhões), Companhia Siderúrgica Nacional (US$ 350 milhões), Bauducco Foods (US$ 200 milhões) e Embraer (US$ 192 milhões)”, informou a CNI.

Investimentos

O documento traz também informações sobre investimentos anunciados por nove empresas brasileiras nos primeiros cinco meses de 2025.

Entre os destaques estão a Embraer, com a implantação de um centro de manutenção no Texas, com investimentos previstos de US$70 milhões e geração de 250 empregos. A JBS, que anunciou uma nova planta em Iowa, com aporte de US$ 135 milhões e 500 empregos diretos, e a Sustainea, parceria da Braskem com a japonesa Sojitz, com um investimento previsto de US$ 400 milhões no estado de Indiana.

O mapeamento mostra que 2.962 empresas brasileiras têm investimentos diversos nos EUA. Na avaliação da confederação, os números reforçam a forte integração econômica entre as duas economias.

“Essa é a prova de que o setor produtivo brasileiro vê na integração com os Estados Unidos muito mais que comércio: vê parceria. O avanço dos investimentos de ambos os lados, ao longo dos anos, reforça o caráter complementar e os benefícios mútuos dessa relação”, afirmou o presidente da CNI Ricardo Alban.

Por outro lado, o mapeamento mostra que, no mesmo período, 186 empresas norte-americanas anunciaram novos negócios no Brasil. Entre as principais companhias estão Bravo Motor Company (US$ 4,3 bilhões), Microsoft (US$ 3 bilhões), CloudHQ (US$ 3 bilhões), Amazon.com (US$ 2,8 bilhões) e New Fortress Energy (US$ 1,6 bilhão).

“No que se refere a investimentos anunciados, de 2015 a 2025, os setores mais atrativos para os investidores dos EUA em território brasileiro foram: comunicações (31,0%), montadoras de automóveis (13,5%), carvão, petróleo e gás (11,4%), serviços financeiros (10,9%) e energias renováveis (7,1%)”, disse a CNI.

Fonte: Agência Brasil

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Investimento

Investimentos brasileiros nos EUA crescem 52% em 10 anos, aponta CNI

Os dados são de um levantamento inédito da Confederação Nacional da Indústria.

Um levantamento inédito da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que mais do que um parceiro comercial, os Estados Unidos são importantes para investimentos brasileiros.

Em 10 anos, empresas brasileiras instalaram 142 projetos produtivos no país norte-americano. São mais de 22 bilhões de dólares em investimentos — um aumento de 52% em relação a 2014. Nos últimos 5 anos, 70 empresas anunciaram projetos por lá, como JBS e Embraer, todas geraram mais de 2.500 empregos e 1 bilhão de dólares para a economia norte-americana.

O mercado estadunidense responde por quase metade das vendas de jatos comerciais da Embraer e 70% dos jatos executivos. Os Estados Unidos investem bem mais no Brasil: R$ 357 bilhões — uma alta de mais de 200%. O estudo reforça que a relação é importante para os dois lados, além dos empregos gerados lá. Segundo a CNI, R$ 1 bilhão exportados aos Estados Unidos gerou 24 mil empregos no Brasil.

A CNI reforça que os Estados Unidos tem superávit na relação com o Brasil, ou seja, saem mais beneficiados desse comércio entre os dois países. Em relação a tarifa aplicada, a média é baixa, segundo a CNI, de 2,7%. Mesmo assim, para a gerente de Promoção Comercial da CNI, Tatiana Farah, sempre há espaço para negociar. Uma das áreas mais afetadas pelo tarifaço será a indústria da transformação. Os EUA é o principal destino de exportação do Brasil da indústria — nos últimos 10 anos, ela representou mais de 82% das exportações brasileiras para os EUA. Tatiana explica que é uma área de difícil realocação tanto no mercado interno quanto em outros mercados.

“Nós temos peças e autopeças, temos partes de avião, temos aviões inteiros, mas também nós temos, por exemplo, produtos de compensado de madeira, ou produtos de madeira que são feitos para o mercado americano, para o estilo de casa que existe nos Estados Unidos, que não é o mesmo que existe aqui. Então são esses exemplos de produtos, ou as carnes processadas, alimentos processados, são… É isso que a gente chama de produtos manufaturados. Então são produtos complexos, que não são sazonais e que são todos manufaturados pela indústria.”

Mesmo diante das negociações, o governo brasileiro não tem visto com otimismo os próximos passos. Na quarta-feira (23), Trump deu recados mesmo que indiretos ao Brasil ao dizer que estabeleceu tarifas de 15 a 50% e que o índice maior foi aplicado a países em que o relacionamento com os Estados Unidos ‘não tem sido bom’. Mesmo o índice de 15% é visto com preocupação pelos empresários.

Fonte: CBN

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Internacional, Mercado Internacional

Na OMC, Brasil critica tarifas sem citar Trump e recebe apoio de cerca de 40 países

O tema foi levado para pauta como sugestão do Brasil. O discurso foi feito pelo Secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty, embaixador Philip Fox-Drummond Gough.

O Brasil fez críticas diretas na Organização Mundial do Comércio nesta quarta-feira (23) sobre as tarifas como forma de ameaça e coerção, além de movimentos que atentam contra a soberania nacional. Com as falas, sem citar diretamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o país recebeu apoio de outros 40, entre eles do Brics, UE e Canadá.

O tema foi levado para pauta como sugestão do Brasil. O discurso foi feito pelo Secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty, embaixador Philip Fox-Drummond Gough. Ele afirmou que as negociações como ‘jogos de poder são um atalho perigoso para a instabilidade e a guerra’.

‘Tarifas arbitrárias, anunciadas e implementadas em forma de caos estão desestruturando as cadeias globais de valor e correm o risco de lançar a economia mundial em uma espiral de preços altos e estagnação’, comentou o embaixador.

O Brasil defende que essas medidas são uma ‘violação flagrante dos princípios fundamentais da OMC’

Gough também criticou que, além das questões comerciais, outra preocupação é do uso de tarifas para interferência nos assuntos internos

‘Como uma democracia estável, o Brasil tem firmemente enraizados em nossa sociedade princípios como o Estado de Direito, a separação de poderes, o respeito às normas internacionais e crença na solução pacífica de controvérsias’, disse.

Mesmo sem citar diretamente os Estados Unidos ou o presidente Donald Trump, a delegação americana presente rebateu. A diplomacia dos EUA não citou também o Brasil ou a briga direta com o STF, mas afirmou que estava preocupada com ‘os trabalhadores e as empresas norte-americanas serem forçados a competir em condições desiguais com os países que não estão seguindo as regras e as disciplinas com as quais concordaram ao se tornarem membros dessa instituição’.

Países assinam acordo com EUA

Em meio a indefinição sobre a taxa de 50% sobre produtos brasileiros, esperada para iniciar a partir do dia 1º de agosto, diversos outros países já realizaram acordos comerciais com os Estados Unidos para reduzir as tarifas que serão implementadas.

Os casos mais recentes, anunciados pelo presidente dos EUA, Donald Trump, nessa terça-feira (22) estão o Japão, que viu as taxas ficarem em 15% (10 pontos percentuais menor do que o número inicialmente proposto), e Filipinas, na qual teve a taxa estabelecida em 19% (1% menor do que a primeira).

A Casa Branca afirma que já fechou acordos comerciais com outros países para as tarifas. Veja quais são e qual o valor:

  • Reino Unido – 10%, além da redução da cobrança de taxas em produtos como aço e carne;
  • Vietnã – 20%;
  • Indonésia – 19%, além da isenção de tarifas sobre bens dos EUA;
  • China (preliminar) – 30%, mas novas rodadas de negociação ainda são esperadas;
  • Japão – 15%;
  • Filipinas – 19%.

Desses todos, a China é a única que chegou a apresentar uma retaliação direta, algo que foi negociado posteriormente. Todos os outros tiveram conversas diretas.

O país chegou a ter até 145% de tarifas em um determinado momento e contra-atacou com tarifas cada vez maiores contra os EUA. Houve uma negociação, no entanto, e as tarifas abaixaram de ambos os lados, sem, por enquanto, abertura para um novo aumento.

Entre outros países que ameaçaram retaliação caso as taxas entrem em vigor em agosto estão todo o bloco da União Europeia e o Canadá, além do Brasil, que já admitiu o estabelecimento de tarifas recíprocas de 50%.

Fonte: CBN

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Industria

Setor florestal de Mato Grosso em alerta com possível taxação dos EUA

Indústrias já enfrentam prejuízos e pedem reação estratégica do governo brasileiro

A ameaça de um aumento de 50% na taxação sobre produtos brasileiros pelo governo dos Estados Unidos acendeu um sinal de alerta no setor de base florestal de Mato Grosso. A medida, que pode entrar em vigor no dia 1º de agosto, já provoca prejuízos concretos às indústrias da região.

Os Estados Unidos figuram entre os principais compradores da madeira mato-grossense. Apenas nos primeiros meses de 2025, o estado exportou US$ 8,3 milhões em produtos florestais para o mercado norte-americano — o que representa 11,8% de tudo o que foi vendido pelo setor no período.

A preocupação é ainda maior nos municípios do norte do estado, como Alta Floresta, Sinop, Colniza, Aripuanã, Nova Bandeirantes e Juína. Nesses locais, a cadeia da madeira é um dos principais motores da economia local.

Diante do cenário, o presidente do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem), Ednei Blasius, defende uma atuação firme por parte do governo federal.

A entidade também destaca seu compromisso com a legalidade, a sustentabilidade e o desenvolvimento das regiões florestais, e reforça a espera de uma solução imediata para evitar danos irreversíveis à cadeia produtiva.

Fonte: Canal Rural Mato Grosso

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Internacional

Brasil criará agência tributária e aduaneira na China

Iniciativa é considerada estratégica pela Receita Federal

O Brasil vai criar uma agência tributária e aduaneira na China, informou na segunda-feira (21) o Ministério da Fazenda.

Segundo a pasta, a iniciativa é considerada estratégica pela Receita Federal desde 2023, e o processo não tem motivação política, justificando-se pelo fluxo crescente de mercadorias entre os dois países.

Essa será a quinta Adidância Tributária e Aduaneira da Receita Federal, postos avançados do Fisco brasileiro em outros países para agilizar o comércio e reduzir a burocracia.

As primeiras unidades foram abertas em 2000, em Washington e em Buenos Aires. Em 2002, foram inauguradas as agências em Assunção e em Montevidéu.

A criação da adidância na China, informou a Fazenda, está em andamento. De acordo com a pasta, como o país asiático é o principal parceiro comercial do Brasil desde 2009, a presença de um adido especializado trará vantagens, como:

  • entendimento mútuo das legislações;
  • redução de entraves burocráticos;
  • impulsionamento do comércio bilateral.

O Ministério da Fazenda também informou que a unidade na China ajudará a reduzir práticas ilícitas que prejudicam o comércio bilateral, por meio do:

  • combate à evasão fiscal;
  • combate ao contrabando;
  • troca direta de informações e experiências.

Debatida internamente pelo governo desde 2023, a criação da adidância foi analisada por diversos órgãos e ministérios nos últimos dois anos. O Itamaraty avaliou a iniciativa no início deste ano.

Esse é mais um ato de aproximação entre o Brasil e a China. No início do mês, os dois países assinaram um memorando para a realização de estudos para um corredor ferroviário que ligará os Oceanos Atlântico e Pacífico, integrando ferrovias brasileiras à futura ferrovia que ligará Lucas do Rio Verde (MT) ao porto de Chanclay, no Peru.

Fonte: Canal Rural Mato Grosso

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Mercado Internacional

Nota Oficial – Crise entre Brasil e Estados Unidos compromete o Transporte Rodoviário de Cargas e ameaça milhares de empregos

O SETCESP – Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região – vem a público expressar profunda preocupação com os efeitos da atual crise institucional e política entre Brasil e Estados Unidos. A tensão diplomática já provoca retração nos fluxos logísticos internacionais e compromete rotas consolidadas de comércio exterior, afetando diretamente a operação de centenas de transportadoras brasileiras.

Dados do CAGED pesquisados pelo IPTC (Instituto Paulista do Transporte de Cargas) mostram que, somente no Estado de São Paulo, o setor é responsável por mais de 450 mil empregos diretos. E conforme números da ANTT mais de 34 mil empresas atuam no Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), no âmbito nacional o setor reúne quase 1 milhão de empregos formais e responde por cerca de 65% de toda a movimentação de cargas do país, incluindo grande parte das operações portuárias de exportação e importação.

O enfraquecimento das relações comerciais com os Estados Unidos – um dos principais destinos das exportações brasileiras – tem efeito imediato sobre essas empresas, que enfrentam redução no volume de cargas, aumento dos custos operacionais com redirecionamento de rotas, e insegurança para planejar investimentos. A continuidade desse cenário coloca em risco milhares de postos de trabalho e a sustentabilidade das operações logísticas.

O que está em jogo, neste momento, vai muito além das cifras: são famílias que dependem do setor para garantir sua subsistência. O TRC é uma das bases estruturais da economia nacional, e sua desorganização tem potencial devastador para o crescimento do país.

O SETCESP entende que o atual momento exige uma postura de estadista por parte do governo federal. É preciso agir com urgência, inteligência e humildade para reconstruir o diálogo e restabelecer relações diplomáticas sólidas. Vaidades políticas não podem se sobrepor ao bem-estar da população brasileira. O país precisa de estabilidade econômica, segurança jurídica e ambiente propício aos negócios – somente assim será possível manter empresas em funcionamento e empregos preservados.

Manifestamos ainda nossa solidariedade às transportadoras que sofrem os impactos dessa crise e reafirmamos nosso compromisso com a defesa dos empresários do setor, com a manutenção dos postos de trabalho e com a retomada do crescimento sustentável da atividade transportadora no Brasil.

Fonte: SETCESP

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