Portos

Navio naufragado há 130 anos será removido do canal do Porto de Itajaí em SC

A administração do Porto de Itajaí anunciou o início das etapas para viabilizar a retirada dos destroços do navio Pallas, embarcação naufragada há mais de um século no canal de acesso portuário entre Itajaí e Navegantes, em Santa Catarina.

O superintendente do porto, Artur Antunes Pereira, informou nesta quarta-feira (14) que o contrato para elaboração do estudo técnico da remoção deve ser assinado nos próximos dias. A medida é considerada estratégica para ampliar a capacidade operacional do complexo portuário catarinense.

Destroços do navio dificultam navegação no canal portuário

Segundo registros históricos, o Pallas afundou em 1893 durante a Revolta Armada, conflito militar que marcou os primeiros anos da República no Brasil. A embarcação permanece submersa no Rio Itajaí-Açu e, mesmo fragmentada em duas partes, ainda interfere na navegação de grandes navios que acessam os portos da região.

De acordo com a superintendência, a retirada da estrutura permitirá melhorar as condições de navegabilidade e abrir espaço para a operação de embarcações de maior porte no canal portuário.

Apesar da relevância da obra para a logística marítima e o setor de infraestrutura portuária, ainda não existe uma previsão oficial para o início ou conclusão dos trabalhos.

Navio Pallas foi construído na Inglaterra

Fabricado na Inglaterra em 1891, o Pallas era um paquete movido a vapor, considerado moderno para a época. A embarcação fazia o transporte de passageiros e cargas frigorificadas entre Rio de Janeiro e Buenos Aires, realizando escalas em Itajaí, possivelmente para abastecimento.

O naufrágio aconteceu em 25 de outubro de 1893. Historiadores apontam que o comandante teria se recusado a apoiar os revoltosos da Revolta Armada, episódio que teria motivado ataques contra o navio. Antes de afundar, a embarcação também foi saqueada e perdeu diversos objetos de valor.

Entenda o que foi a Revolta Armada

A Revolta Armada ocorreu entre 1893 e 1894 e foi liderada por setores da Marinha brasileira contrários ao governo do então presidente Floriano Peixoto.

Os militares exigiam novas eleições presidenciais após a renúncia de Deodoro da Fonseca, alegando irregularidades na sucessão do poder.

O conflito teve confrontos importantes no Rio de Janeiro e em Santa Catarina, incluindo batalhas navais e bombardeios. Ao final, o governo federal conseguiu conter a rebelião e consolidar o regime republicano recém-estabelecido no país.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/SPI

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Portos

Restrição de calado no Rio Itajaí-Açu é mantida pela Marinha após nova batimetria

A Marinha do Brasil decidiu manter a restrição de calado no Rio Itajaí-Açu, no acesso ao complexo portuário de Itajaí e Navegantes. A medida segue válida após a análise de dados recentes de batimetria, encaminhados pela administração portuária e avaliados pela autoridade marítima.

Canal segue operando dentro dos limites de segurança

De acordo com a determinação, permanece exigida uma folga mínima abaixo da quilha de 0,30 metro. Mesmo com a limitação, a gestão do porto informa que o canal de acesso continua operacional, seguro e navegável, respeitando os critérios técnicos estabelecidos.

A Capitania dos Portos destacou que os levantamentos confirmaram a presença de assoreamento, o que resultou na redução da profundidade em cerca de 30 centímetros. Esse cenário, segundo o órgão, mantém as mesmas condições operacionais já adotadas anteriormente, agora com respaldo técnico atualizado e alinhado às normas vigentes.

Lama fluida influencia medições de profundidade

A diferença identificada está associada à presença de lama fluida, material com elevada concentração de água que pode alterar as medições convencionais. Apesar disso, nem sempre representa risco direto à navegação.

Esse fenômeno está relacionado ao conceito de profundidade náutica, já utilizado em outros portos brasileiros e internacionais, permitindo maior precisão na avaliação das condições reais de navegabilidade.

Dragagem busca normalizar calado

As obras de dragagem no canal de acesso seguem em execução, com retirada de sedimentos para restabelecer a profundidade adequada. A empresa responsável pelos trabalhos projeta que, em cerca de 10 dias, o calado operacional seja normalizado.

Segundo a administração do porto, as operações seguem sem interrupções e não há impactos na logística ou na movimentação de cargas.

Batimetria atualizada (válida até julho de 2026)

  • Canal externo: 14,1 m
  • Canal interno: 13,1 m
  • Bacia de evolução nº 2: 13,5 m
  • Bacia de evolução nº 1: 13,2 m
  • Berço 1 (Porto de Itajaí): 13,5 m
  • Berço 2 (Porto de Itajaí): 13,1 m
  • Berço 3 (Porto de Itajaí): 12,7 m
  • Berço 4 (Porto de Itajaí): 12,7 m
  • Área de atracação (Portonave): 12,7 m

Parâmetros válidos para embarcações de até 350 metros de comprimento e 52 metros de largura, conforme normas da autoridade marítima.

FONTE: DIARINHO
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/DIARINHO

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