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Ferroanel de São Paulo pode ampliar acesso ferroviário ao Porto de Santos

O Ferroanel de São Paulo, considerado uma das principais obras de infraestrutura ferroviária do país, voltou ao centro das discussões após o início de novos estudos técnicos. O empreendimento é apontado como estratégico para ampliar a capacidade de acesso ao Porto de Santos, principal complexo portuário brasileiro, além de melhorar a circulação de cargas na Região Metropolitana de São Paulo.

O projeto prevê a construção de um contorno ferroviário com cerca de 53 quilômetros entre Itaquaquecetuba e o bairro de Perus, na capital paulista. A proposta é separar o tráfego de trens de carga e de passageiros, reduzindo gargalos operacionais e aumentando a eficiência logística.

Ministério dos Transportes inicia nova etapa de avaliação

O avanço mais recente ocorreu com a assinatura de um memorando de entendimento entre o Ministério dos Transportes e a MRS Logística, destinado à elaboração de estudos sobre a viabilidade do empreendimento.

Os levantamentos deverão analisar aspectos como o traçado da ferrovia, capacidade operacional, impactos ambientais e urbanos, situação fundiária, cronograma de implantação e estimativas iniciais de custos e benefícios.

Até o momento, não existe um cronograma definido para a execução das obras, já que o projeto ainda depende da conclusão dessas avaliações técnicas.

Ferroanel poderá integrar a concessão da Malha Oeste

A proposta em análise prevê que o Ferroanel seja incorporado ao futuro processo de concessão da Malha Oeste, cuja licitação ainda não possui data marcada.

Com aproximadamente 1.625 quilômetros de extensão, a ferrovia conecta Mairinque (SP) a Corumbá (MS), na fronteira com a Bolívia, formando um importante corredor para o transporte de cargas do Centro-Oeste brasileiro.

A malha ferroviária também se integra à Malha Paulista, responsável pela ligação com o Porto de Santos, permitindo o escoamento de grãos, minérios e outros produtos destinados ao mercado externo.

Enquanto a nova concessão não é concluída, o Governo Federal assinou recentemente o quinto termo aditivo contratual para garantir a continuidade da operação da ferrovia.

Estudos definirão custos, modelo e viabilidade do projeto

Segundo o Ministério dos Transportes, ainda não há definição sobre o modelo de implantação, a fonte de financiamento nem o valor necessário para executar a obra.

A previsão é que os estudos sejam desenvolvidos em até dois anos após a assinatura do contrato de concessão da Malha Oeste. Somente após essa etapa será possível definir se o investimento será efetivamente incorporado ao contrato.

A pasta ressalta que a implantação do Ferroanel dependerá das condições estabelecidas na futura concessão e da preservação do equilíbrio econômico-financeiro do contrato.

Projeto possui histórico de estudos ambientais

Embora o empreendimento ainda não tenha saído do papel, parte dos estudos ambientais já foi realizada.

Em 2015, a então Empresa de Planejamento e Logística (EPL), atualmente Infra S.A., ficou responsável pela elaboração do Estudo de Impacto Ambiental (EIA), do Relatório de Impacto Ambiental (Rima), além da condução do processo de licenciamento junto à Cetesb e dos estudos de engenharia.

De acordo com a empresa, toda essa documentação foi concluída e encaminhada ao então Ministério da Infraestrutura no primeiro semestre de 2019.

Construção dependerá de decisão do Governo Federal

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) esclarece que a futura concessionária da Malha Oeste só ficará responsável pela implantação do Ferroanel caso o Governo Federal decida incluir oficialmente o projeto na concessão.

Nesse cenário, caberá à empresa elaborar o projeto básico da ferrovia, que será submetido à análise do Poder Concedente e de uma verificação técnica independente antes da autorização para execução.

Obras ainda não são obrigatórias

A ANTT destaca que a construção do Ferroanel de São Paulo não será uma obrigação automática da futura concessionária.

Inicialmente, o compromisso previsto é apenas a realização dos estudos técnicos em até 24 meses. A execução das obras dependerá de decisão do Governo Federal e somente poderá ocorrer após o terceiro ano da concessão, desde que todas as exigências técnicas, contratuais e financeiras sejam atendidas.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Logística

ONE amplia logística na América Latina com parcerias e tecnologia Container+

A Ocean Network Express (ONE) está intensificando sua atuação na região com foco na expansão da logística integrada na América Latina. A companhia aposta em novas parcerias, ampliação da base de clientes e diversificação de cargas para fortalecer sua presença no mercado.

O plano inclui maior conexão com modais ferroviário, rodoviário e hidroviário, além da introdução de soluções tecnológicas para atrair diferentes segmentos de carga no Brasil.

Tecnologia Container+ amplia transporte de cargas sensíveis

Um dos pilares dessa estratégia é o Container+, sistema que permite o monitoramento em tempo real de condições como temperatura, umidade e níveis de gases dentro dos contêineres.

A tecnologia viabiliza o transporte seguro de produtos sensíveis, como alimentos refrigerados e medicamentos. Atualmente, o maior volume transportado com essa solução ainda é de carne congelada, mas o segmento farmacêutico tem apresentado crescimento relevante.

Parceria com a MRS fortalece operação intermodal

Entre as alianças estratégicas, destaca-se a parceria com a MRS Logística, que viabilizou a criação de uma rota intermodal entre Paulínia (SP) e o Porto de Santos.

O modelo combina transporte rodoviário até o terminal logístico, seguido por ferrovia até o porto, e posterior envio marítimo para destinos nacionais e internacionais. O trajeto ferroviário de mais de 200 quilômetros contribui para a redução de emissões e amplia a capacidade de transporte de diferentes tipos de cargas, incluindo produtos químicos, perecíveis e industriais.

Sustentabilidade e expansão da frota

Com presença em mais de 120 países, a ONE opera uma frota superior a 280 navios, com capacidade acima de 2,4 milhões de TEUs. A meta é atingir 3 milhões de TEUs até 2030, com a incorporação de embarcações mais eficientes.

Entre os novos navios estão o ONE Sparkle, ONE Strength, ONE Spirit, ONE Synergy e ONE Sphere. Essas embarcações contam com tecnologias voltadas à eficiência energética, uso de combustíveis alternativos — como metanol e amônia — e sistemas que reduzem emissões durante a atracação.

Digitalização melhora eficiência logística

A digitalização também é parte central da estratégia. A plataforma ONE Quote permite cotações rápidas para cargas especiais e de grande porte, simplificando processos e aumentando a autonomia dos clientes.

A empresa apresentou suas soluções na Intermodal South America 2026, em São Paulo, com o objetivo de fortalecer relacionamentos comerciais e ampliar oportunidades no setor.

Expansão mira competitividade e inovação

Com a combinação de tecnologia logística, parcerias estratégicas e foco em sustentabilidade, a ONE busca consolidar sua posição como uma das principais operadoras globais de transporte marítimo, ampliando sua competitividade no mercado latino-americano.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgaçào / ONE

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Logística

MRS Logística realiza operação ferroviária conduzida exclusivamente por mulheres

A MRS Logística realizou uma operação inédita no setor ferroviário brasileiro ao colocar em circulação um trem conduzido integralmente por mulheres. Todas as etapas da atividade, do carregamento até a chegada ao destino final, foram executadas por 30 colaboradoras, incluindo maquinistas, auxiliares de operação, controladoras de tráfego, inspetoras e coordenadoras.

A composição transportou 14 mil toneladas de minério de ferro, partindo de Congonhas (MG) com destino ao Porto de Itaguaí (RJ), em um trajeto de aproximadamente 400 quilômetros.

Operação reforça presença feminina no setor ferroviário

Entre as profissionais que conduziram o trem está a maquinista Isabela Hoelzle, que destacou a importância da iniciativa para ampliar a participação feminina na ferrovia.

Segundo ela, o convite para participar da operação foi marcado por emoção e orgulho. A profissional ressalta que cada conquista representa mais espaço para as mulheres no setor e abre caminho para novas oportunidades de crescimento.

A coordenadora de Operação Miriam Lopes, que participou da organização da ação, afirma que a experiência simboliza um avanço importante dentro da empresa.

De acordo com ela, a operação totalmente feminina representa um marco e fortalece a busca por maior participação de mulheres em diferentes áreas e níveis da organização.

Presença feminina cresce na MRS Logística

A iniciativa reflete mudanças estruturais implementadas pela empresa para ampliar a diversidade de gênero no setor ferroviário.

Entre 2020 e 2025, a companhia registrou aumento de 75% no número de mulheres em seu quadro de funcionários. No mesmo período, o crescimento de mulheres em cargos de liderança chegou a 98%.

A MRS também estabeleceu a meta de alcançar 34% de participação feminina em posições de liderança até 2030, reforçando o compromisso com a equidade de gênero no ambiente corporativo.

Programa “Elas na Ferrovia” impulsiona inclusão

A operação faz parte do programa “Elas na Ferrovia”, iniciativa da MRS voltada ao desenvolvimento profissional e ao bem-estar das colaboradoras.

O projeto reúne diferentes ações, como programas de mentoria, apoio a profissionais que assumem o primeiro cargo de liderança, ampliação da licença-maternidade, salas de amamentação e suporte financeiro para tratamentos de reprodução assistida.

Segundo a empresa, o objetivo é construir um ambiente de trabalho mais inclusivo, plural e igualitário, estimulando a participação feminina desde as áreas operacionais até os cargos estratégicos da companhia.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: MRS

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Logística

CSN vende participação na MRS Logística por R$ 3,35 bilhões e reorganiza ativos do grupo

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) concluiu a venda de sua participação na MRS Logística S.A. para a CSN Mineração (CMIN), empresa que integra o mesmo grupo econômico. A operação foi fechada pelo valor de R$ 3,35 bilhões e teve impacto direto no caixa das duas companhias antes do encerramento do ano.

Recursos migram do caixa da mineração para a siderurgia

Segundo informações divulgadas ao mercado, o montante foi integralmente transferido do caixa da CSN Mineração para o caixa da CSN Siderurgia. A movimentação faz parte de uma reorganização interna de ativos, com o objetivo de concentrar a participação na operadora ferroviária em uma empresa mais alinhada ao escoamento da produção mineral.

MRS Logística é peça-chave na estratégia do grupo

A MRS Logística é considerada um ativo estratégico para os setores industrial e mineral do Sudeste brasileiro. A companhia administra uma das principais malhas ferroviárias do país, com atuação relevante no transporte de minério de ferro, produtos siderúrgicos e carga geral.

A operação reforça o papel da logística ferroviária no modelo de negócios da CSN, especialmente no suporte à cadeia produtiva da mineração.

Destino dos recursos ainda não foi detalhado

Até o momento, a CSN não informou como pretende utilizar os R$ 3,35 bilhões obtidos com a venda da participação. O mercado acompanha com atenção se os recursos serão direcionados para redução do endividamento, novos investimentos industriais, expansão logística ou reforço de caixa, em um ambiente econômico que ainda exige cautela.

Impactos financeiros e governança entram no radar

Por envolver empresas do mesmo conglomerado, a transação também desperta análises sobre eficiência operacional, governança corporativa e os efeitos no balanço consolidado do grupo CSN. Especialistas avaliam como a redistribuição dos ativos pode influenciar a estrutura financeira e estratégica da companhia no médio e longo prazo.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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