Tecnologia

SIM Móbile debate inovação e futuro da indústria moveleira em Florianópolis

Evento reuniu empresários e fornecedores para discutir tecnologia, novos hábitos de consumo, sustentabilidade e estratégias de gestão para aumentar a competitividade do setor

Encontro reúne indústria moveleira e fornecedores

As mudanças que estão transformando a indústria moveleira estiveram no centro da segunda edição do SIM Móbile, encontro promovido pelo Sindicato do Mobiliário da Grande Florianópolis (SIM), entidade vinculada à Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC).

Realizado na sede da FIESC, em Florianópolis, o evento reuniu empresários, industriais e fornecedores em uma programação voltada à troca de conhecimentos, geração de negócios e networking.

Na abertura, o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, destacou a participação do setor de móveis na economia catarinense e a importância da atuação conjunta entre empresas.

Segundo Seleme, a cooperação entre os diferentes segmentos da indústria contribui para ampliar a competitividade, gerar desenvolvimento e fortalecer a economia de Santa Catarina.

Tecnologia e sustentabilidade mudam o setor moveleiro

A programação técnica contou com a participação de Sandra Furst, coordenadora do Instituto SENAI de Tecnologia em Madeira e Mobiliário. Ela apresentou um panorama das transformações que estão alterando os critérios de competitividade da indústria de móveis.

A especialista estruturou a apresentação em três eixos: sustentabilidade, mudanças no comportamento do consumidor e tecnologia.

Nesse cenário, práticas relacionadas à agenda ESG, como a rastreabilidade da madeira, o desenvolvimento de matérias-primas alternativas e soluções voltadas à eficiência das embalagens utilizadas no comércio eletrônico global, passaram a ser consideradas requisitos importantes para as empresas.

Entre os exemplos apresentados está o Projeto Banana Têxtil, que trabalha com matéria-prima alternativa.

Sandra também chamou atenção para a mudança na forma como os consumidores tomam decisões de compra. Ferramentas de inteligência artificial e realidade aumentada já são utilizadas para comparar experiências, reputação e propósito das marcas, além dos preços.

Para a especialista, as decisões tomadas atualmente pela indústria terão impacto direto no futuro do setor.

Gestão, inovação e novos negócios entram na programação

Além da apresentação sobre as tendências do mercado, o SIM Móbile trouxe diferentes conteúdos voltados à gestão empresarial e ao desenvolvimento de negócios.

A programação incluiu o Case Casttini, apresentado por Vitor Agostini, além de palestras sobre gestão financeira, com Vivian Sesto, da XP Investimentos, e inteligência comercial, conduzida por Luiz Bagattini, da KLA.

O empresário Morongo, da Mormaii, também participou do encontro com uma apresentação sobre cultura de liderança.

No período da tarde, os participantes tiveram acesso a uma feira de exposição de negócios, ampliando as oportunidades de contato entre empresas, fornecedores e profissionais do setor.

Associativismo aproxima empresas das soluções da FIESC

Para Bruno Pauli, presidente do Sindicato do Mobiliário da Grande Florianópolis, o evento tem entre seus objetivos aproximar as empresas associadas das ferramentas disponíveis no ecossistema da FIESC.

A estrutura reúne instituições como SESI, SENAI e IEL, que oferecem soluções relacionadas à inovação, tecnologia, capacitação e desenvolvimento empresarial.

Pauli destacou que a realização da segunda edição demonstra a construção de um espaço permanente de aproximação entre as empresas do setor.

A vice-presidente regional da FIESC, Micheli Poli, também ressaltou a importância da atuação sindical para representar os interesses da indústria e estimular a troca de experiências entre empresários.

Segundo ela, a colaboração e o networking podem contribuir para que as empresas enfrentem os desafios do mercado e encontrem caminhos para manter o crescimento dos negócios.

Evento entrega Mérito Associativo

A programação também contou com uma homenagem às empresas que participam do desenvolvimento da indústria moveleira na Grande Florianópolis.

O Mérito Associativo foi concedido à J Móveis e Artefatos de Madeira Ltda., em reconhecimento aos 15 anos de atuação, dedicação e parceria com o Sindicato do Mobiliário da Grande Florianópolis.

A homenagem encerrou uma programação que combinou conteúdo técnico, relacionamento empresarial e discussão sobre os caminhos para ampliar a competitividade do setor moveleiro catarinense.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Filipe Scotti

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Indústria

Produção industrial de SC recua 0,7% em julho, aponta IBGE

A produção industrial de Santa Catarina apresentou queda de 0,7% em julho de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre os 14 segmentos industriais avaliados, nove registraram retração. As maiores quedas foram observadas nos setores de móveis e de confecções de artigos do vestuário e acessórios.

Setor de móveis registra queda de 10,2%

A indústria de móveis em Santa Catarina teve retração de 10,2% em julho, na comparação anual. Segundo o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Gilberto Seleme, o resultado foi influenciado novamente pelas restrições às exportações para os Estados Unidos.

“Em julho o setor de móveis voltou a sofrer restrições às exportações para os Estados Unidos, o que foi determinante para a queda”, afirma Seleme.

Considerando os 12 meses encerrados em julho, a atividade do segmento acumula redução de 14,6%.

Outro setor que apresentou desempenho negativo foi o de vestuário e acessórios, cuja produção caiu 9,5% em relação a julho de 2025.

Indústria automotiva tem avanço de 13,8%

Na direção oposta, o segmento de veículos automotores, reboques e carrocerias apresentou crescimento de 13,8% no período.

Na avaliação da FIESC, o desempenho pode estar relacionado ao processo gradual de substituição dos veículos movidos a combustão por modelos elétricos, além do aumento progressivo da participação de componentes nacionais nos veículos fabricados no Brasil.

O avanço desse setor ajudou a limitar uma queda mais acentuada da atividade industrial catarinense.

Ao todo, cinco dos 14 segmentos pesquisados pelo IBGE tiveram aumento da produção em julho, enquanto os outros nove registraram retração.

Perspectivas para a indústria catarinense

O cenário para os próximos meses exige atenção por parte das empresas, principalmente diante do aumento da inadimplência e do comprometimento da renda das famílias com dívidas.

Para o economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, esse contexto recomenda maior cautela na administração da liquidez e do endividamento das empresas.

A proximidade das eleições de outubro também acrescenta um fator de incerteza, já que o resultado deverá influenciar os rumos da política econômica a partir de 2027.

Por outro lado, uma eventual redução dos juros, somada ao crescimento acumulado da renda disponível, pode contribuir para uma recuperação da indústria. A melhora do poder de consumo das famílias tende a sustentar a demanda, enquanto condições de crédito mais favoráveis podem estimular os investimentos e o financiamento das empresas.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Comércio Exterior, Economia, Exportação

Santa Catarina é líder nacional em exportação de madeira e móveis

Exportações de madeira e móveis são destaque na economia catarinense com faturamento de mais de US$ 800 milhões no primeiro semestre 

Santa Catarina encerrou o primeiro semestre de 2025 com alta de 6,6% no faturamento com exportações, principalmente pela contribuição de dois segmentos essenciais para a economia catarinense: o setor de madeira e o de móveis. O estado foi líder nacional em ambos os setores, que representaram cerca de 15% das exportações catarinenses entre janeiro e junho. Neste período, esses produtos chegaram a mais de 100 destinos em todo o mundo, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O governador Jorginho Mello afirma que o resultado mostra, mais uma vez, a pujança da economia catarinense. “Temos apenas 1% do território nacional, mas somos destaque em diversos setores porque em Santa Catarina o Governo do Estado é parceiro de quem produz e trabalha. Além de não aumentar impostos, estamos facilitando a abertura de empresas, desburocratizando, para facilitar a vida do empreendedor e permitir que a economia se desenvolva”, destaca.

Líder nacional em exportação de madeira

No primeiro semestre de 2025, Santa Catarina foi o estado brasileiro que mais faturou com exportação de madeira e produtos derivados de madeira e cortiça. Foram 1,3 milhão de toneladas de produtos que renderam US$ 668,7 milhões. O valor representa 37% das exportações brasileiras de madeira e 11,4% de toda a exportação catarinense no período (US$ 5,85 bilhões).

No ranking nacional liderado por Santa Catarina, o segundo lugar é do Paraná, também grande exportador do produto. Os paranaenses tiveram faturamento de US$ 641,2 milhões. Rio Grande do Sul (US$ 148 milhões), São Paulo (US$ 106 milhões) e Pará (US$ 99 milhões) aparecem na sequência.

“Santa Catarina possui diversas indústrias especializadas em matérias-primas e produtos de madeira, como pallets, laminados, portas e compensados. O status de primeiro lugar no Brasil é mais um indicativo de que nossas empresas estão produzindo com excelência e competitividade. E muitas delas contaram com apoio do Governo do Estado por meio de programas como Prodec e Pró-Emprego. Ou seja, programas que deram resultado positivo”, afirma o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviço, Silvio Dreveck.

Os principais municípios exportadores de madeira são Caçador, Lages, Três Barras, Itajaí e Curitibanos.

Líder nacional em exportação de móveis

Santa Catarina também foi líder nacional na exportação de móveis durante o primeiro semestre de 2025. O estado faturou US$ 141,3 milhões, à frente do Rio Grande do Sul, com US$ 118,1 milhões; Paraná, com US$ 80,8 milhões; e São Paulo, com US$ 77,9 milhões. Conforme os dados, Santa Catarina responde por quase um terço (32%) do faturamento com exportações de móveis em todo o Brasil.

“O resultado positivo nas exportações de móveis é um orgulho para Santa Catarina. Isso porque a produção catarinense está ingressando em mercados muito exigentes, como América do Norte e Europa. Além disso, o faturamento em alta injeta recursos na economia catarinense, gerando emprego e renda e trazendo benefícios para toda a cadeia produtiva”, acrescenta o secretário Silvio Dreveck.

Os principais municípios exportadores de móveis são, em ordem, São Bento do Sul, Caçador, Campo Alegre, Rio Negrinho e Fraiburgo. Entre os produtos mais exportados estão camas, colchões, mesas e cadeiras.

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Evento, Notícias

Fabricantes de Móveis de SC brilham na High Point Market 2025

Quatro fabricantes de móveis de Santa Catarina estão expondo na High Point Market 2025, a maior feira do setor moveleiro global, realizada em High Point, Carolina do Norte, até 30 de abril. O evento atrai 75 mil visitantes de 100 países. As empresas presentes são:

  • Renar Móveis, de Fraiburgo;
  • Indústria de Móveis Rotta Rotta Furniture, de Caçador;
  • Nasa Industrial LTDA, de Campo Alegre;
  • Móveis Henn, de Mondaí.

Elas apresentam produtos que destacam o design e a qualidade catarinense, buscando fortalecer sua presença no mercado internacional. Os Estados Unidos são o principal destino das exportações moveleiras do estado, que em 2024 somaram US$ 1,6 bilhão no setor de móveis e madeira.

Representantes da FIESC, o presidente Mario Cezar de Aguiar e o diretor de inovação e competitividade José Eduardo Fiates, visitam a feira para acompanhar tendências em design e tecnologia. A participação reforça o compromisso da entidade em trazer inovações para a indústria catarinense, ampliando sua competitividade global.

Fonte: Jornal do Vale do Itapocu

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Informação, Negócios, Notícias

Apex firma convênio para incentivar pequenas empresas a exportar.

Objetivo da parceria com Sebrae é estimular os micro e pequenos empreendimentos a iniciar ou aperfeiçoar estratégias de exportação

A Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) firmaram nesta 3ª feira (17.set.2024) uma série de convênios para estimularem as micro e pequenas empresas a iniciarem ou aperfeiçoarem estratégias de exportação.

Com os convênios firmados, os produtos e serviços brasileiros passarão a ser promovidos em feiras internacionais, rodadas de negócios e estudos de mercado.
O total investido será de R$ 537 milhões. Os setores do agronegócio, da indústria e serviços e de móveis serão beneficiados.

Leia abaixo quanto cada um dos setores receberá de investimento:

  • agronegócio: R$ R$ 75 milhões;
  • indústria e serviços: R$ 278 milhões;
  • móveis: R$ 33,6 milhões.

A expectativa é que a parceria resulte em mais de R$ 281 bilhões em negócios internacionais. A cerimônia de abertura foi realizada no Palácio do Planalto, em Brasília. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) marcou presença no evento.
Além de Lula, também participaram do evento as seguintes autoridades:

  • Carlos Fávaro, ministro da Agricultura e Pecuária;
  • Décio Lima, presidente do Sebrae;
  • Fernando Haddad,  ministro da Fazenda;
  • Geraldo Alckmin (PSB), vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços;
  • Guilherme Coelho, presidente da Abrafrutas (Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados);
  • Jorge Viana, presidente da Apex-Brasil;
  • Paulo Pimenta, ministro-chefe da Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência).

    FONTE: Apex firma convênio para incentivar pequenas empresas a exportar (poder360.com.br)

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